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Jul 13, 2017

Gigante

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Da Gazeta Esportiva

A série de 31 partidas sem derrotas do Palmeiras na condição de mandante terminou na noite desta quarta-feira. Com um gol em cada tempo, o líder Corinthians ganhou por 2 a 0 no Estádio Palestra Itália e pode terminar a 13ª rodada do Campeonato Brasileiro 11 pontos à frente do segundo colocado.

Invicto há 27 partidas (17 vitórias e 10 empates), o Corinthians chega aos 35 pontos e espera pelo confronto entre os perseguidores Flamengo e Grêmio, que duelam às 19h30 (de Brasília) desta quinta-feira, no Rio de Janeiro. Já o Palmeiras, derrotado como mandante após 31 jogos (23 vitórias e oito empates), segue com 19 pontos e cai para o sexto lugar.

O Corinthians saiu na frente com um gol de pênalti anotado pelo meia Jadson e aumentou em chute certeiro do lateral esquerdo Guilherme Arana. O Palmeiras, inspirado na final do Campeonato Paulista 1993, entrou de meias e calções brancos, mas foi incapaz de criar chances de gol.

Pela 14ª rodada do Campeonato Brasileiro, às 19 horas deste sábado, o Corinthians defende a liderança do torneio diante do Atlético-PR, no estádio de Itaquera. O Palmeiras, às 11 horas de domingo, tenta a reabilitação diante do Vitória, no Palestra Itália.

O Jogo – O Corinthians soube como conter o ímpeto do Palmeiras nos primeiros minutos e não correu grandes riscos no campo de defesa até conseguir um pênalti. Em uma jogada pela esquerda, o ex-corintiano Bruno Henrique chegou atrasado e cometeu falta em Guilherme Arana dentro da área. Jadson bateu no canto direito de Prass e marcou.

Pouco depois do gol, Thiago Santos e Rodriguinho discutiram no meio de campo e tomaram cartões amarelos. O árbitro Leandro Vuaden, famoso por deixar o jogo correr, viu mais alguns entreveros na etapa inicial. Em uma jogada de contra-ataque, Dudu pediu pênalti após Balbuena tocar com o braço na bola, sem sucesso.

O Palmeiras manteve a posse de bola durante a maior parte do primeiro tempo, mas encontrou um adversário organizado na defesa e armado para contra-atacar. Na melhor chance do time da casa, Dracena cabeceou após escanteio cobrado por Dudu pela direita e Thiago Santos dividiu com o goleiro Cássio.

Após um primeiro tempo ruim, com passes errados e um pênalti cometido, Bruno Henrique saiu para a entrada de Borja no intervalo. Cuca posicionou Tchê Tchê pelo meio e passou a usar Roger Guedes na ala direita. Em um voleio de Willian dentro da área, o alterado time alviverde chegou a levar algum perigo.

Em vantagem no marcador, o Corinthians jogou de forma inteligente, sem se expor, e marcou o segundo aos 19 minutos da etapa complementar. Depois de uma bola perdida por Roger Guedes, Arana tabelou com Romero pela esquerda, recebeu lançamento preciso do paraguaio e finalizou cruzado para vencer Fernando Prass.

O goleiro Cássio fez cera desde o começo e, aos 37 minutos do segundo tempo, enfim tomou cartão amarelo. Ineficiente, Borja se limitou a cavar pênaltis e arranjar confusão. Na tentativa de pelo menos diminuir, o Palmeiras se lançou ao ataque de forma desorganizada e não conseguiu nem sequer criar boas oportunidades. Ao final, acabou vaiado.

FICHA TÉCNICA
PALMEIRAS 0 x 2 CORINTHIANS

Local: Estádio Palestra Itália, em São Paulo (SP)
Data: 12 de julho de 2017, quarta-feira
Horário: 21h45 (Brasília)
Árbitro: Leandro Pedro Vuaden (RS-CBF)
Assistentes: Jose Eduardo Calza e Mauricio Coelho Silva Penna (RS-CBF)
Público: 39.091 torcedores
Renda: R$ 2.744.600,04
Cartões amarelos: Thiago Santos, Dudu, Borja (Palmeiras); Rodriguinho, Jadson, Cássio, Guilherme Arana (Corinthians)
Gols:
CORINTHIANS: Jadson, aos 22 minutos do primeiro tempo, Guilherme Arana, aos 19 minutos do segundo tempo

PALMEIRAS: Fernando Prass; Tchê Tchê, Yerry Mina, Edu Dracena e Egídio (Zé Roberto); Thiago Santos (Keno), Bruno Henrique (Borja) e Guerra; Dudu, Róger Guedes e Willian
Técnico: Cuca

CORINTHIANS: Cássio; Fagner, Balbuena, Pablo (Pedro Henrique) e Guilherme Arana; Gabriel, Maycon, Jadson (Marquinhos Gabriel), Rodriguinho (Camacho) e Romero; Jô
Técnico: Fábio Carille

Feb 23, 2017

Corinthians 2 X Palestra 1

De Alcântara Machado

Prrrrii!
– Aí, Heitor!
A bola foi parar na extrema esquerda. Melle desembestou com ela.
A arquibancada pôs-se em pé. Conteve a respiração. Suspirou:
– Aaaah!
Miquelina cravava as unhas no braço gordo da Iolanda. Em torno do trapézio verde a ânsia de vinte mi1 pessoas. De olhos ávidos. De nervos elétricos. De preto. De branco. De azul. De vermelho.
Delírio futebolístico no Parque Antártica.
Camisas verdes e calções negros corriam, pulavam, chocavam-se, embaralhavam-se, caíam, contorcionavam-se, esfalfavam-se, brigavam. Por causa da bola de couro amarelo que não parava, que não parava um minuto, um segundo. Não parava.
– Neco! Neco!
Parecia um louco. Driblou. Escorregou. Driblou. Correu. Parou. Chutou.
– Gooool! Gooool!
Miquelina ficou abobada com o olhar parado. Arquejando. Achando aquilo um desaforo, um absurdo.
Aleguá-guá-guá! Aleguá-guá-guá! Hurra! Hurra! Corinthians!
Palhetas subiram no ar. Com os gritos. Entusiasmos rugiam. Pulavam.
Dançavam. E as mãos batendo nas bocas:
– Go-o-o-o-o-o-ol!
Miquelina fechou os olhos de ódio.
– Corinthians! Corinthians!
Tapou os ouvidos.
– Já me estou deixando ficar com raiva!
A exaltação decresceu como um trovão.
– O Rocco é que está garantindo o Palestra. Aí, Rocco! Quebra eles sem dó!
A Iolanda achou graça. Deu risada.
– Você está ficando maluca, Miquelina. Puxa! Que bruta paixão!
Era mesmo. Gostava do Rocco, pronto. Deu o fora no Biagio (o jovem e esperançoso esportista Biagio Panaiocchi, diligente auxiliar da firma desta praça G. Gasparoni & Filhos e denodado meia-direita do S. C. Corinthians Paulista, campeão do Centenário) só por causa dele.
– Juiz ladrão, indecente! Larga o apito. gatuno!
Na Sociedade Beneficente e Recreativa do Bexiga toda a gente sabia de sua história com o Biagio. Só porque ele era freqüentador dos bailes dominicais da Sociedade não pôs mais os pés lá. E passou a torcer para O Palestra. E começou a namorar o Rocco.
– O Palestra não dá pro pulo!
– Fecha essa latrina, seu burro!
Miquelina ergueu-se na ponta dos pés. Ergueu os braços. Ergueu a voz:
– Centra, Matias! Centra, Matias!
Matias centrou. A assistência silenciou. Imparato emendou. A assistência berrou.
– Palestra! Palestra! Aleguá-guá! Palestra Aleguá! Aleguá!
O italianinho sem dentes com um soco furou a palheta Ramenzoni de contentamento. Miquelina nem podia falar. E o menino de ligas saiu de seu lugar. todo ofegante, todo vermelho, todo triunfante, e foi dizer para os primos corinthianos na última fileira da arquibancada:
– Conheceram, seus canjas?
O campo ficou vazio.
– Ó… lh’a gasosa!
Moças comiam amendoim torrado sentadas nas capotas dos automóveis. A sombra avançava no gramado maltratado. Mulatas de vestidos azuis ganham beliscões. E riam. Torcedores discutiam com gestos.
– Ó… lh’a gasosa!
Um aeroplano passeou sobre o campo.
Miquelina mandou pelo irmão um recado ao Rocco.
– Diga pra ele quebrar o Biagio que é o perigo do Corinthians.
Filipino mergulhou na multidão.
Palmas saudaram os jogadores de cabelos molhados.
Prrrrii!
– O Rocco disse pra você ficar sossegada.
Amilcar deu uma cabeçada. A bola foi bater em Tedesco que saiu correndo com ela. E a linha toda avançou.
– Costura, macacada.
Mas o juiz marcou um impedimento.
– Vendido! Bandido! Assassino!
Turumbamba na arquibancada. O refle do sargento subiu a escada.
– Não pode! Põe pra fora! Não pode!
Turumbamba na geral. A cavalaria movimentou-se.
Miquelina teve medo. O sargento prendeu o palestrino. Miquelina protestou baixinho:
– Nem torcer a gente pode mais! Nunca vi!
– Quantos minutos ainda?
– Oito.
Biagio alcançou a bola. Aí, Biagio! Foi levando, foi levando. Assim, Biagio! Driblou um. Isso! Fugiu de outro. Isso! Avançava para a vitória. Salame nele, Biagio! Arremeteu. Chute agora! Parou.
Disparou. Parou. Aí! Reparou. Hesitou. Biagio Biagio! Calculou.
Agora! Preparou-se. Olha o Rocco! É agora. Aí! Olha o Rocco! Caiu.
– CA-VA-LO!
Prrrrii!
– Pênalti!
Miquelina pôs a mão no coração. Depois fechou os olhos. Depois perguntou:
– Quem é que vai bater, Iolanda?
– O Biagio mesmo.
– Desgraçado.
O medo fez silêncio.
Prrrrii!
Pan!
– Go-o-o-o-ol! Corinthians!
– Quantos minutos ainda?
Pri-pri-pri!
– Acabou, Nossa Senhora!
Acabou.
As árvores da geral derrubaram gente.
– Abr’a porteira! Rá! Fech’a porteira! Prá!
O entusiasmo invadiu o campo e levantou o Biagio nos braços.
– Solt’o rojão! Fiu! Rebent’a bomba! Pum! CORINTHIANS!
O ruído dos automóveis festejava a vitória. O campo foi-se esvaziando como um tanque. Miquelina murchou dentro de sua tristeza.
– Que é – que é? É jacaré? Não é!
Miquelina nem sentia os empurrões.
– Que é – que é? É tubarão? Não é!
Miquelina não sentia nada.
– Então que é? CORINTHIANS!
Miquelina não vivia.
Na Avenida Água Branca os bondes formando cordão esperavam campainhando o zé-pereira.
– Aqui, Miquelina.
Os três espremeram-se no banco onde já havia três. E gente no estribo. E gente na coberta. E gente nas plataformas. E gente do lado da entrevia.
A alegria dos vitoriosos demandou a cidade. Berrando, assobiando e cantando. O mulato com a mão no guindaste é quem puxava a ladainha:
– O Palestra levou na testa!
E o pessoal entoava:
– Ora pro nobis!
Ao lado de Miquelina o gordo de lenço no pescoço desabafou:
– Tudo culpa daquela besta do Rocco!
Ouviu, não é Miquelina? Você ouviu?
– Não liga pra esses trouxas, Miquelina.
Como não liga?
– O Palestra levou na testa!
Cretinos.
– Ora pro nobis!
Só a tiro.
– Diga uma cousa, Iolanda. Você vai hoje na Sociedade?
– Vou com o meu irmão.
– Então passa por casa que eu também vou.
– Não!
– Que bruta admiração! Por que não?
– E o Biagio?
– Não é de sua conta.
Os pingentes mexiam com as moças de braço dado nas calçadas.


Dec 3, 2016

40 anos da grande invasão corinthiana ao Rio de Janeiro

Completa  40 anos, neste dia 5 de dezembro, a histórica “invasão” corinthiana ao Rio de Janeiro, no jogo da semifinal do Brasileirão/76, entre o Timão e Flu. Segundo Celso Unzelte é, ainda, o jogo com maior público da história do Corinthians: 146.043 pagantes. É, também, uma das mais belas páginas de nosso esporte e da vida do Corinthians. O texto que segue é comentário de Nelson Rodrigues, no jornal O GLOBO, sobre o ocorrido. E uma peça histórica, magnífica, orgulho pra todos: corinthianos, tricolores e outros mais.

NELSON E A INVASÃO CORINTIANA

Nelson Rodrigues

1-Uma coisa é certa: – não se improvisa uma vitória. Vocês entendem? Uma vitória tem que ser o lento trabalho das gerações. Até que, lá um dia, acontece a grande vitória. Ainda digo mais: – já estava escrito há seis mil anos, que em um certo domingo, de 1976, teríamos um empate. Sim, quarenta dias antes do Paraíso estava decidida a batalha entre o Fluminense e o Corinthians.

2-Ninguém sabia, ninguém desconfiava. O jogo começou na véspera, quando a Fiel explodiu na cidade. Durante toda a madrugada, os fanáticos do timão faziam uma festa no Leme, em Copacabana, Leblon, Ipanema. E as bandeiras do Corinthians ventavam em procela. Ali, chegavam os corinthianos, aos borbotões. Ônibus, aviação, carros particulares, táxis, a pé, a bicicleta.

3-A coisa era terrível. Nunca uma torcida invadiu outro estado, com tamanha euforia. Um turista que, por aqui passasse, havia de anotar no seu caderninho: –“O Rio é uma cidade ocupada”. Os corinthianos passavam a toda hora e em toda parte.

4-Dizem os idiotas da objetividade que torcida não ganha jogo. Pois ganha. Na véspera da partida, a Fiel estava fazendo força em favor do seu time. Durmo tarde e tive ocasião de testemunhar a vigília da Fiel. Um amigo me perguntou: – “E se o Corinthians perder?” O Fluminense era mais time. Portanto, estavam certos, e maravilhosamente certos os corinthianos, quando faziam um prévio carnaval. Esse carnaval não parou. De manhã, acordei num clima paulista. Nas ruas, as pessoas não entendiam e até se assustavam. Expliquei tudo a uma senhora, gorda e patusca. Expliquei-lhe que o Tricolor era no final do Brasileiro, o único carioca.

5-Não cabe aqui falar em técnico. O que influi e decidiu o jogo foi a torcida. A torcida empurrou o time para o empate.

6-A torcida não parou de incitar. Vocês percebem? Houve um momento em que me senti estrangeiro na doce terra carioca. Os corinthianos estavam tão certos de que ganhariam que apelaram para o já ganhou. Veio de São Paulo, a pé, um corinthiano. Eu imaginava que a antecipação do carnaval ia potencializar o Corinthians. O Fluminense jogou mal? Não, não jogou mal. Teve sorte? Para o gol, nem o Fluminense, nem o Corinthians. Onde o Corinthians teve sorte foi na cobrança dos pênaltis. A partir dos pênaltis, a competição passa a ser um cara e coroa. O Fluminense perdeu três, não, dois pênaltis, e o Corinthians não perdeu nenhum. Eis regulamento de rara estupidez. Tem que se descobrir uma outra solução. A mais simples, e mais certa, é fazer um novo jogo. Imaginem que beleza se os dois partissem para outro jogo.

7-Futebol é futebol e não tem nada de futebol quando a vitória se vai decidir no puro azar. Ouvi ontem uma pergunta: “O que vai fazer agora o Fluminense?” Realmente, meu time não pode parar. O nosso próximo objetivo é o tricampeonato carioca. Vejam vocês:

– empatamos uma partida e realmente um empate não derruba o Fluminense. Francisco Horta já está tratando do tricampeonato. Estivemos juntos um momento. Perguntei: – “E agora?” Disse – amanhã vou tomar as primeiras providências para o tricampeonato. Como eu, ele não estava deprimido. O bom guerreiro conhece tudo, menos a capitulação. Aprende-se com uma vitória, um empate, uma derrota. Só a ociosidade não ensina coisa nenhuma.

No seguinte jogo, vocês verão o Fluminense em seu máximo esplendor.

NELSON RODRIGUES era tricolor e publicou este texto no GLOBO em 6/12/76, no dia seguinte ao jogo Fluminense x Corinthians.

Nov 27, 2016

Faltou o gol. Faltou a vitória

CORINTHIANS EMPATA NA ARENA E NÃO DEPENDE MAIS DE SI PARA CHEGAR NO G6

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POR MEU TIMÃO

Corinthians não conseguiu sair do empate com o Atlético-PR
Corinthians não conseguiu sair do empate com o Atlético-PR

Foto: Reprodução

 

Na noite deste sábado, o Corinthians recebeu o Atlético-PR na Arena. O confronto, iniciado às 21h, tinha ares de decisão, já que as duas equipes são adversárias diretas na briga pela última vaga para a Libertadores 2017.

A partida também marcou o último jogo do Timão como mandante, e a partida de número 100 de Ángel Romero com a camisa alvinegra. O paraguaio entrou como centroavante na equipe de Oswaldo de Oliveira.

Além de Romero, o time titular tinha Walter; Fagner, Vilson, Balbuena e Uendel; Cristian, Marquinhos Gabriel, Camacho, Rodriguinho e Marlone. No tradicional, 4-1-4-1, o treinador contou com a volta de Rodriguinho, suspenso na última partida, e colocou o jogador como capitão corinthiano.

Primeiro tempo

O Timão fez um bom primeiro tempo, e buscou construir o jogo no ataque. Confortável com o empate, o Atlético-PR praticamente não ameaçou Walter e terminou a etapa sem dar nenhum chute ao gol.

Aos 16 minutos, o Corinthians tinha boa chegada com Romero, mas, como de praxe, a arbitragem preferiu apitar contra a equipe alvinegra e sinalizou posição irregular. O paraguaio, porém, estava em posição legal.

Romero estava em posição regular, mas arbitragem marcou impedimento
Romero estava em posição regular, mas arbitragem marcou impedimento

Porém, a principal chance na etapa foi com Rodriguinho, que conduziu a bola com muita categoria e mandou um balaço na trave, do lado direito do goleiro Weverton. A bola sobrou no rebote para Marlone, mas o meia não conseguiu acertar o tempo da jogada e acabou isolando para fora.

Mesmo assim, o Corinthians não conseguiu fazer valer a superioridade. O primeiro tempo terminou com três tentativas de chute para o Timão, nove escanteios e 51% de posse de bola, mas a equipe comandada por Oswaldo foi para o vestiário amargando o zero a zero.

Segundo tempo

A metade final da partida recomeçou com pressão corinthiana. A equipe, porém, mesmo fazendo muitas chegadas ao ataque, tinha dificuldades na finalização. E, nas poucas vezes em que conseguiu chegar às redes, ficou nas mãos seguras do goleiro Weverton.

Aos 15 minutos do segundo tempo, o treinador Oswaldo tirou Romero de campo para a entrada de Lucca. Apesar de não ter feito uma grande partida, o jogador saiu aplaudido pela torcida pela marca alcançada no Corinthians.

O Timão continuou pressionando, mas sem conseguir o gol, o treinador fez mais uma alteração. Por volta dos 26 minutos, Giovanni Augusto veio a campo e entrou no lugar de Cristian, tornando a equipe corinthiana ainda mais ofensiva.

A terceira e última alteração foi aos 36 minutos: o treinador tirou Marquinhos Gabriel de campo – que saiu muito vaiado pela atuação – para a entrada de Gustavo. A alteração também fez uma mudança tática, com Lucca caindo para o lado direito e o atacante de ofício, Gustavo, assumindo a ponta.

Apesar das mudanças, o Corinthians não conseguiu mexer no marcador. O empate tira das mãos da equipe corinthiana a classificação para a Libertadores: para ficar no G6, agora, o Timão dependerá de uma combinação de resultados na última rodada.

O próximo jogo do Corinthians, contra o Cruzeiro, no Mineirão, encerra a temporada corinthiana em 2016. Depois disso, a equipe entra de férias e se reapresenta no começo de janeiro, onde novamente participa da Flórida Cup, quando enfrenta o River Plate.

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Nov 22, 2016

Importante vitória

CORINTHIANS AFUNDA INTERNACIONAL E FICA PERTO DO G6 NO CAMPEONATO BRASILEIRO

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 ISABELA ABRANTES

Indicação ao Puskas, gol e pedalada: hoje foi dia de Marlone brilhar contra o Internacional
Indicação ao Puskas, gol e pedalada: hoje foi dia de Marlone brilhar contra o Internacional

Foto: Reprodução

Na noite desta segunda-feira, o Corinthians recebeu o Internacional na Arena em Itaquera. Enquanto o Timão busca continuar vivo na disputa pela sexta posição do Brasileirão, o time gaúcho luta pela permanência na série A.

Com participação direta do Internacional no rebaixamento corinthiano em 2007 – quando a equipe foi acusada de “entregar” a partida para o Goiás, concorrente direto do Timão – o clima na Arena era de revanchismo puro.

Mesmo assim, o jogo na segunda-feira acabou esvaziado de público. A partida na zona leste na segunda à noite – com o setor Norte fechado e a proibição da presença de organizadas – teve o público de apenas 19.493 pagantes. Apesar do número menor de torcedores na Arena, a torcida aproveitou para fazer um protesto e lembrou os torcedores presos no Rio de Janeiro.

Para a partida, Oswaldo de Oliveira escalou o time com mudanças. Willians, titular do treinador, foi afastado pela diretoria após desentendimento com torcedor no CT e deu a vaga para Cristian. Marlone – indicado ao prêmio Puskas – também ganhou posição como titular, e Uendel foi improvisado no meio campo após suspensão de Giovanni Augusto.

Assim, o Timão foi a campo com Walter; Fagner, Vilson (capitão), Fabián Balbuena e Guilherme Arana; Cristian; Marquinhos Gabriel, Camacho, Uendel e Marlone; Ángel Romero. O treinador manteve a tradicional formação 4-1-4-1, usada desde os tempos de Tite.

Primeiro tempo

Embora tenha predominado sobre a equipe adversária na primeira metade da partida, o Timão ainda mostrou suas deficiências – especialmente no setor ofensivo. Com 65% da posse de bola no primeiro tempo, faltaram chegadas efetivas do Corinthians ao gol de Danilo Fernandes.

Por outro lado, o Internacional mostrou porque briga no Z4: os dois lances de maior perigo foram do Corinthians. A única chegada colorada que assustou Walter, aconteceu por uma falha da defesa, quando a bola pingou perigosamente na frente da redes alvinegras.

Aos 24 minutos, um lance polêmico fez a torcida pedir pênalti, quando Fagner leva um pisão na área. O juiz, porém, não viu intenção na jogada e optou por não marcar a penalidade, irritando um torcedor na Arena que acabou lançando um isqueiro no gramado.

Mesmo com o jogo movimento, o ímpeto acabou diminuindo e a qualidade da partida caiu muito. Sem efetividade, o Corinthians foi superior no toque de bola mas mostrou total desorganização tática em campo e assim o primeiro tempo terminou no zero a zero.

Segundo tempo

O Corinthians voltou para o segundo tempo, mas ainda com alguns problemas de posicionamento. Desorganizada, a equipe tinha dificuldade de impor seu jogo, até que, aos 8 minutos uma bola no ataque se converteu em pênalti para o Timão.

Romero subiu para dividida com Ernando e ficou no chão. A arbitragem marcou, advertiu o adversário com o amarelo e o time do Internacional reclamou muito. O lance promete render polêmica para DVD. Marlone bateu com categoria e converteu, abrindo o placar para o Corinthians.

O gol esquentou a partida: o Timão, animado com o resultado, começou a pressionar mais a equipe do Internacional. Sem nada a perder, o time de Porto Alegre também foi para cima e o jogo ficou mais aberto, com chances sendo criadas para ambos os lados.

Aos 23 minutos, Camacho sentiu dores e foi substituído por Marciel. Aos 40 minutos, a segunda mudança foi a entrada de Jean no lugar de Cristian. A terceira e última foi a saída de Marlone – muito aplaudido pela Fiel – para a entrada de Léo Jabá. O jovem atacante entrou e fez bonita jogada e quase ampliou o placar, mas a partida terminou em 1 a 0.

Com o resultado, o Timão fica vivo para a briga pela sexta posição. E o próximo jogo será mais que decisivo: na Arena, o Corinthians enfrenta o Atlético-PR, adversário direto na disputa pelo G6. A partida acontece neste sábado, às 21h.

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Nov 17, 2016

Empate ruim

CORINTHIANS LEVA EMPATE NOS ACRÉSCIMOS E PERDE A CHANCE DE VOLTAR AO G6

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POR MEU TIMÃO

Camacho abriu o placar com um belo gol, mas viu o Corinthians ceder o empate contra o Figueirense
Camacho abriu o placar com um belo gol, mas viu o Corinthians ceder o empate contra o Figueirense

Foto: Daniel Augusto Jr/Ag. Corinthians

Depois de 11 dias de descanso, a equipe do Corinthians finalmente entrou em campo. Comandado por Oswaldo de Oliveira, o Timão encarou o Figueirense no Orlando Scarpelli pela 35ª rodada do Campeonato Brasileiro.

Dependendo apenas de si mesmo para conquistar a vaga no G6 e garantir a Libertadores em 2017, o Timão alvinegro precisava vencer ou vencer. Já o time de Santa Catarina, jogando em casa, também ia com o objetivo da vitória e evitar uma derrota que poderia praticamente decretar o rebaixamento da equipe.

Apesar da importância da partida, porém, o treinador corinthiano não pode contar com muitos dos jogadores do elenco, em especial no setor defensivo. Com Balbuena e Vilson suspensos, Yago e Uendel no Departamento Médico, o jeito foi trazer Fagner às pressas. O lateral serviu a Seleção Brasileira na madrugada de terça para a quarta, e embora não tenha atuado precisou vir do Peru à Florianópolis para entrar em campo.

O lateral corinthiano foi dúvida até o último minuto, mas entrou e compôs e a equipe titular. No tradicional 4-1-4-1, o Corinthians entrou em campo com: Walter; Fagner, Pedro Henrique, Léo Santos e Guilherme Arana; Willians; Giovanni Augusto, Camacho, Rodriguinho (capitão) e Marquinhos Gabriel; Lucca. No banco, a novidade ficou por conta da presença de Guilherme Mantuan e Vinicius Del’Amore, recém promovidos da equipe de base do Timão.

Primeiro tempo

Embora o jogo fosse importantíssimo para ambas as equipes, a primeira etapa foi muito fraca tecnicamente, sem nenhuma chance clara de gol. A partida seguiu sonolenta, e incapacidade criativa do Corinthians ficou evidente.

Até os primeiros 30 minutos, havia apenas duas finalização para o Figueirense, e nenhuma para o time corinthiano. Com Lucca improvisado como centro avante, a equipe teve muita dificuldade para construir as jogadas no campo ofensivo.

A primeira chegada do Corinthians foi apenas aos 35 minutos, com chegada pelo lado esquerdo do campo. Rodriguinho fez o passe para Arana, que rolou para o meio da área: Lucca tentou mas não chegou a tempo de chutar para o gol de Gatito Fernández.

O lance virou contra ataque para o adversário, mas foi logo desarmado. Houve um pequeno ímpeto do Corinthians: de novo pela esquerda, Arana tabela com Giovanni Augusto e consegue um bom cruzamento. Seguro, o goleiro do Figueirense interceptou o lance mais perigoso do Timão até ali.

Na sequência, quem precisou atuar foi o goleiro Walter, que encaixou um chute de fora da área. Ele lançou a bola e tentou iniciar o contra ataque, mas Marquinhos Gabriel errou o domínio e acabou perdendo a oportunidade. Nem tudo estava perdido para o Timão, porém: aos 44 minutos, Camacho apareceu, driblou, e carregou a bola até a entrada da área, de onde e acertou um bonito chute de fora da área.

Com a vitória parcial do Corinthians por 1 a 0, a etapa terminou com o saldo de três cartões amarelo para cada lado (um para Lucca, que agora está suspenso para o próximo jogo, e outro para Marquinhos, do Figueirense).

Segundo tempo

O Corinthians voltou para o jogo sem alteração, mas a mudança no placar deixou o jogo mais movimentado no segundo tempo. O Figueirense, sem nada a perder, foi quem tomou a dianteira no começo da etapa. A equipe de Oswaldo, porém, respondeu à altura e se mostrou ligada nos primeiros minutos da partida.

Perto dos 8 minutos, o Timão esteve próximo até mesmo de ampliar o placar, quando Giovanni Augusto meteu a bola na trave. Mas aos poucos, o jogo retomou o ritmo normal, com muitas faltas e pouca criação dos dois lados.

Aos 16 minutos, Rodriguinho foi o segundo corinthiano a ser advertido com o cartão amarelo, e também virou desfalque para o próximo jogo, contra o Internacional. O jogo ainda foi parado para o atendimento de Walter, que precisou ser socorrido após choque contra Rafael Moura. Willians, com dores, também foi tratado durante a paralisação, e permaneceu em campo.

Só aos 34 minutos Oswaldo fez a primeira alteração no Corinthians, quando o atacante Gustavo entrou no lugar de Lucca. Mesmo assim, o jogo pouco evoluiu e voltou ao ritmo morno da primeira etapa. Aos 41, Marlone veio para a vaga de Marquinhos Gabriel enquanto Léo Príncipe tomou o lugar de Fagner.

Instantes após a substituição, o Figueirense chegou a dar um susto na torcida corinthiana, quando colocou a bola dentro das redes de Walter. O lance, de bola parada, porém, tinha vários jogadores em posição de impedimento e foi corretamente anulado.

Já nos acréscimos, porém, Rafael Moura encontrou um gol – em posição irregular – e empatou a partida. O clima esquentou e o árbitro Anderson Daronco ainda deu o cartão vermelho para Giovanni Augusto que se revoltou com a cera de um jogador do Figueirense.

Gol irregular de Rafael Moura
Gol irregular de Rafael Moura

Foto: Reprodução/TV

O jogo foi burocrático, mas o Timão perdeu para si mesmo a chance de retomar a vaga no G6. O próximo confronto do Corinthians é contra o Internacional na próxima segunda-feira, na Arena Corinthians

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Nov 11, 2016

Mais uma

ODEBRECHT E OUTRAS EMPRESAS DIVIDIRAM ENTRE SI GRANA DAS OBRAS DA ARENA CORINTHIANS

POR MEU TIMÃO

Arena Corinthians sofreu com mutreta durante sua construção
Arena Corinthians sofreu com mutreta durante sua construção

Foto: Vinícius Souza/Meu Timão

O dinheiro que deveria ter sido integralmente gasto com as obras da Arena Corinthians foi parcialmente dividido entre a construtora Odebrecht e outras duas empresas que trabalharam na construção do estádio. A informação foi publicada nesta quinta-feira pelo portal Globoesporte.com.

A reportagem obteve acesso aos contratos da Odebrecht com as empresas Temon (instalações hidráulicas e elétricas) e com a Heating & Cooling (ar-condicionado). Em tais documentos, há cláusulas que determinavam que no caso de sobras em relação ao orçamento, a economia de dinheiro seria dividida entre a construtora e as fornecedoras.

Tais acordos contrariam o acordo firmado entre o Corinthians e a Odebrecht em 2011, que previa realocação de dinheiro eventualmente economizado em outras despesas da construção da Arena. Andrés Sanchez, que era o presidente do clube na época e é um dos poucos homens fortes por trás das obras do estádio, disse não ter conhecimento sobre as cláusulas reveladas pela reportagem.

O montante envolvido nessas operações obscuras é na casa dos milhões. O contrato da Odebrecht com a Temon estava avaliado em R$ 31,5 milhões (55% das sobras ficariam com a construtora; 45%, com a fornecedora). Já o acerto com a Heating & Cooling era de R$ 11,8 milhões (50% de eventuais sobras para cada parte).

Odebrecht e Heating & Cooling negaram irregularidades. Temon não se pronunciou sobre o assunto.

De acordo com a reportagem, um dos culpados por tal imbróglio foi o arquiteto Jorge Borja, contratado pelo Corinthians para atuar como fiscal das cobras. Os contratos entre a Odebrecht e as empresas citadas tiveram consentimento do arquiteto.

“Ele (Borja) foi contratado pelo clube para ser o fiscal da obra em nome do Corinthians, ou seja, para acompanhar a execução da obra, os contratos e tudo mais. Isto também era muito importante para os itens de verba, porque para se gastar mais do que constava, tinha que ter a aceitação do clube. Quando se gastava menos, a diferença tinha que voltar para o saldo das verbas. Com certeza isso está na auditoria geral da obra que está sendo feita”, alegou Andrés Sanchez.

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Nov 6, 2016

Time perdido e sem rumo em campo. E fora dele também

CORINTHIANS SOFRE GOLEADA

POR MEU TIMÃO

Corinthians tem noite apática e termina clássico com derrota por 3 a 0
Corinthians tem noite apática e termina clássico com derrota por 3 a 0

Um tabu de 13 anos no Campeonato Brasileiro foi encerrado hoje no estádio do Morumbi. Pela competição nacional, a equipe alvinegra não perdia para o rival na Vila Sônia desde 2003. Porém, a noite apagada do elenco corinthiano fez com o São Paulo vencesse o jogo por 4 a 0.

Na 34ª rodada da competição, o Timão precisava da vitória para não se afastar do G6, conseguindo assim a classificação para a Libertadores 2017. Para o São Paulo, a partida valia a garantia quase matemática de se livrar do risco de rebaixamento. O insucesso do jogo distanciou a equipe da zona de classificação e correndo risco de ser ultrapassada na tabela por Fluminense e Grêmio.

Nesta noite vexatória, Oswaldo de Oliveira entrou em campo no 4-1-4-1, com a seguinte equipe: Cássio; Fagner, Vilson, Balbuena e Uendel; Willians; Romero, Giovanni Augusto, Rodriguinho e Marquinhos Gabriel; Guilherme. Os 11 titulares, porém, parecem não ter entrado em campo.

Primeiro tempo

O jogo começou morno, com as duas equipes mostrando as limitações criativas no campo ofensivo. A equipe do São Paulo, empurrada e ao mesmo tempo pressionada pela torcida, subia ao ataque de maneira temerária.

O Corinthians, por sua vez, se organizava para responder às investidas no contra-ataque, mas acabou recuando demais para o campo defensivo. Assim, acabou sofrendo o revés aos 11 minutos, quando o juiz da partida decretou pênalti para o adversário.

Momento do pênalti de Fagner em Kelvin; jogador contestou
Momento do pênalti de Fagner em Kelvin; jogador contestou marcação

No lance, Kelvin perde o domínio da bola e aguarda a falta. Os jogadores do Corinthians criticaram muito a marcação e no intervalo da partida, o lateral Fagner negou veementemente o toque no adversário. Pela reclamação após a marcação, Vilson foi advertido e vira desfalque para a próxima partida.

Jogadores do Corinthians reclamam da marcação do pênalti
Jogadores do Corinthians reclamam da marcação do pênalti

Cueva cobrou e converteu. Após o gol, a torcida são-paulina acendeu sinalizadores e o jogo ficou parado. Durante o decorrer da primeira parte do jogo, foram várias as paralisações para que os artefatos levados pelos torcedores fossem apagados.

Por conta disso, a arbitragem prometeu 3 minutos de acréscimo. Porém, Claudio Francisco Lima e Silva, árbitro principal da partida, encerrou a partida um minuto mais cedo do que havia estipulado, terminando a etapa no meio de um promissor ataque corinthiano.

Segundo tempo

O Corinthians voltou com mudança: Guilherme Arana voltou no lugar de Uendel, que chegou a ser dúvida na semana por questões médicas. De volta, as interrupções no jogo continuaram: a partida foi descontinuada mais uma vez.

Sinalizadores foram acesos durante toda a partida, que teve várias paralisações
Sinalizadores foram acesos durante toda a partida, que teve várias paralisações

O clima de tensão aumentou no lado corinthiano e Rodriguinho fez falta feia em Cueva e levou o amarelo. Foi o terceiro cartão corinthiano, já que o segundo havia sido registrado para Romero por falta em Kelvin ainda no primeiro tempo.

Assim, o resultado ruim que ia sendo consolidado na partida acabou sacramentado. Aos 14 minutos, o São Paulo se aproveitou de um erro da defesa corinthiana e ampliou o placar. Após o gol, vendo a limitação criativa da equipe, Oswaldo tentou uma mudança tática: tirou Marquinhos Gabriel para a entrada de Rildo.

A mudança, porém, surtiu pouco efeito e cerca de sete minutos depois do segundo gol, aos 21, o São Paulo chegou em velocidade e abriu 3 a 0 com um chute cruzado de Chavez. O Timão, que já não conseguia jogar, se perdeu completamente em campo.

Passes forçados, faltas duras e erros de posicionamento transformaram o jogo em regozijo para a torcida rival no Morumbi. O São Paulo sobrava em campo, e ameaçava aumentar o placar. Sob os gritos de “olé” dos torcedores, a terceira e última mudança no time foi a entrada de Camacho no lugar de Guilherme aos 26 minutos, com o objetivo de conter o ímpeto de um adversário motivado pelo bom resultado.

Até o minuto final, o jogo foi um espetáculo duro de assistir para o torcedor corinthiano. Quase um ano depois, a equipe em nada lembrava o time que impôs uma goleada histórica sobre o rival. O Corinthians, amedrontado e sem nenhuma vontade em campo, tocava a bola de lado e parecia apenas torcer para o fim da partida. A apatia custou caro e Luiz Araújo, nos minutos finais do jogo marcou o quarto gol, sacramentando o vexame corinthiano. Balbuena levou o cartão amarelo por reclamação e o árbitro parou novamente a partida pelos sinalizadores.

Com o resultado, o Corinthians fica mais longe da vaga para o G6. O próximo jogo só acontece no dia 16 de novembro, contra o Figueirense no Orlando Scarpelli. A equipe só reencontra a torcida no dia 21, no jogo contra o Internacional, na Arena Corinthians.

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Oct 29, 2016

Jogo ruim. Resultado péssimo

EM JOGO SONOLENTO, CORINTHIANS EMPATA COM A CHAPECOENSE E SAI DO G6 DO BRASILEIRÃO

CorinthiansCORINTHIANS1x1CHAPECOENSEChapecoense

POR MEU TIMÃO

Romero lamenta gol perdido na Arena
Romero lamenta gol perdido na Arena

O Corinthians encarou a Chapecoense na tarde deste sábado. Em jogo válido pela 33ª rodada do Campeonato Brasileiro, a equipe comandada por Oswaldo de Oliveira ficou no empate em 1 a 1 e perdeu a chance de conquistar os três pontos em casa.

A equipe corinthiana, que veio de um empate com o Flamengo na última rodada, só dependia de si para permanecer no G6, e por isso precisava da vitória. Já a Chapecoense, que disputou a Copa Sul-Americana no meio da semana, não quis abrir mão do Brasileirão e veio com time titular.

Para o confronto, Oswaldo escalou a equipe no 4-1-4-1, formado por: Walter; Fagner, Pedro Henrique, Vilson e Uendel; Camacho; Marquinhos Gabriel, Giovanni Augusto, Rodriguinho e Marlone; Romero.

Primeiro tempo

O Corinthians começou muito mal na partida, mostrando desentrosamento total e sem conseguir chegar ao ataque. E se o jogo parecia começar ruim para o Timão ficou ainda pior no primeiro terço partida, quando Oswaldo foi obrigado a fazer a sua primeira alteração.

Walter sentiu dores na coxa e sinalizou o pedido de substituição. Em grande fase, o goleiro não conseguiu permanecer em campo e deu o lugar a Cássio. A lesão, que pela segunda vez interrompe uma sequência como titular, fez com que jogador saísse muito frustado de campo.

Durante a substituição, ambos os goleiros foram muito aplaudidos pela Fiel presente em Itaquera. Apesar disso, a primeira etapa foi fraca e nenhum dos dois goleiros chegou a trabalhar muito. Os primeiros 45 minutos terminaram com o time visitante um pouco melhor, mas a etapa terminou sem gols.

Segundo tempo

A equipe corinthiana voltou para o segundo tempo e esboçou um pouco mais de vontade. Mas o ímpeto durou pouco, e ficou nos erros individuais. Sem conseguir acertar passes e sem chegar ao ataque, o Corinthians continuou mal na partida.

Por isso, o treinador alvinegro optou pela primeira alteração tática – e a segunda substituição na partida. Após colocar todo o time no aquecimento, aos 15 minutos, Oswaldo chamou Lucca. O camisa 30 do Corinthians entrou no lugar de Marquinhos Gabriel.

Aos 23 minutos, aconteceu a última mexida no Timão. Rildo entrou no lugar de Marlone, que não fazia uma boa partida. A mudança foi providencial, já que foi Rildo sofreu o pênalti aos 27 minutos, quando foi derrubado por Gimenez após receber a bola na área.

Giovanni Augusto bateu e converteu, abrindo o placar para o Corinthians na partida. O gol e a as alterações deram novo gás à equipe, que chegou a perder grande chance com Fagner, que tirou tinta da trave após aproveitar rebote de um chute de Rildo.

A sorte corinthiana parecia ter mudado, até que, aos 38 minutos, também com pênalti, a Chapecoense empatou o jogo em cobrança de Bruno Rangel. No pênalti, o zagueiro Pedro Henrique levantou demais o pé, repetindo jogada semelhante à que também levou a uma penalidade contra o Corinthians – em jogo com o Cruzeiro, pela Copa do Brasil.

A partida terminou em 1 a 1. Com o resultado, o Corinthians depende de outros resultados para garantir a vaga no G6. No próximo jogo, dia 5, a equipe enfrenta o São Paulo no Morumbi e precisará se destacar no clássico para seguir vivo na luta.

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Oct 23, 2016

Sem surpresas

PREJUDICADO PELA ARBITRAGEM, CORINTHIANS FICA NO EMPATE COM FLAMENGO NO MARACANÃ

Meu timao
Guilherme foi expulso no segundo tempo; na etapa inicial, árbitro validou gol irregular do Flamengo
Guilherme foi expulso no segundo tempo; na etapa inicial, árbitro validou gol irregular do Flamengo

Corinthians e Flamengo fizeram um duelo eletrizante no fim de tarde deste domingo, no Maracanã, pela 32ª rodada no Campeonato Brasileiro. Prejudicado pela arbitragem por ter levado gol irregular de Paolo Guerrero, o Timão ficou no empate em 2 a 2 contra os cariocas. Os tentos alvinegros foram marcados por Guilherme e Rodriguinho. O camisa 10 ainda foi expulso no segundo tempo.

Na classificação do Brasileirão, o empate entre Corinthians e Flamengo simbolizou ao Timão a entrada no G6. A equipe alvinegra chegou aos 49 pontos e ultrapassou o Atlético-PR, saltando de sétimo para sexto. Os paranaenses, contudo, ainda entram em campo nesta segunda-feira, contra o América-MG, pelo encerramento da rodada. Confira a classificação.

Para o jogo deste domingo, o técnico Oswaldo de Oliveira escalou o Corinthians com duas novidades em relação à derrota para o Cruzeiro: Willians na vaga de Camacho, por opção técnica, e Vilson na de Pedro Henrique, pois este último estava suspenso. Assim, o Timão entrou em campo com: Walter; Fagner, Balbuena, Vilson e Uendel; Willians; Marquinhos Gabriel, Giovanni Augusto, Rodriguinho e Romero; Guilherme.

Eliminado da Copa do Brasil, o Corinthians ganhou assim a semana livre para treinos – a primeira de Oswaldo nesta terceira passagem pelo clube. A próxima partida do Timão, portanto, está marcada apenas para sábado, contra a Chapecoense, em Itaquera, pela 33ª rodada do Campeonato Brasileiro.

Primeiro tempo

Logo aos quatro minutos, o argentino Mancuello achou espaço e chutou forte. Walter fez grande defesa, mas, no rebote, Guerrero balançou as redes. A equipe de arbitragem, acertadamente, assinalou impedimento e, assim, anulou o gol flamenguista.

No minuto seguinte, foi a vez de o Corinthians atacar. E com direito a golaço! Romero dividiu com Rafael Vaz, e a bola sobrou para Guilherme. O camisa 10, de fora da área, arriscou o chute e acertou o canto esquerdo do gol rubro-negro.

Guilherme comemora gol no Maracanã

Guilherme comemora gol no Maracanã

Foto: Reprodução/TV

A vitória parcial do Corinthians não durou muito tempo. Aos 14 minutos, Diego cobrou falta e, mesmo com um “triplo impedimento” do Flamengo, Guerrero cabeceou para o fundo das redes. A arbitragem validou o tento, apesar de o lance ter sido irregular.

Com dois gols marcados em menos de 15 minutos, o jogo “pegou fogo”. O Corinthians teve duas grandes chances em chutes de Guilherme e Romero. O Flamengo chegou com perigo com Emerson Sheik, mas o atacante ex-Timão estava impedido.

Impedimento

Impedimento

Foto: Reprodução/TV

Foi apenas aos 46 minutos, contudo, que o Corinthians voltou a ficar à frente no marcador. Rodriguinho tabelou com Fagner e depois lançou Romero pela direita. O paraguaio foi até a linha de fundo e cruzou. Guilherme abriu as pernas para deixar a bola passar, e Rodriguinho reapareceu na jogada para anotar o gol.

Nem só gols e finalizações, entretanto, marcaram o primeiro tempo. Diversos princípios de briga foram registrados entre os jogadores alvinegros e rubro-negros. Na mais grave das confusões, Emerson e Guerrero atrapalharam a saída de bola de Walter, originando discussão mais áspera entre os atletas e troca de empurrões entre o peruano e Giovanni Augusto.

Confusão

Confusão

Foto: Reprodução/TV

Segundo tempo

Atrás no placar, o Flamengo do técnico Zé Ricardo foi para cima do Corinthians na etapa final. Ainda no intervalo, Fernandinho entrou no lugar de Mancuello com intenção de dar mais velocidade aos ataques rubro-negros. A mudança surtiu efeito e, logo no começo do segundo tempo, Fernandinho tabelou com Guerrero e obrigou Walter a fazer grande defesa.

Aos 13 minutos, porém, não houve milagre de Walter que impedisse o gol flamenguista. Diego bateu escanteio, e Willian Arão cabeceou. O goleiro do Corinthians salvou, esbanjando reflexo. No rebote, Guerrero, sem marcação, finalizou para o fundo das redes, empatando o duelo mais uma vez.

Pressionado pelo Flamengo, Oswaldo de Oliveira decidiu mexer na equipe. O treinador sacou Marquinhos Gabriel e colocou Marlone. Em resposta, Zé Ricardo tirou Willian Arão e colocou Leandro Damião. O jogo voltou a ficar movimentado, e Emerson acertou chute perigoso, obrigando Walter a fazer grande defesa com as pontas dos dedos.

O Corinthians sofreu um baque aos 31 minutos, quando Guilherme atrapalhou uma cobrança de falta do Flamengo, levou seu segundo cartão amarelo na partida e acabou expulso. Oswaldo, então, decidiu colocar Camacho no lugar de Giovanni Augusto e Lucca no lugar de Romero.

A alteração surtiu efeito: o atacante criou boa jogada, mas a defesa do Flamengo conseguiu afastar o perigo. Na sequência, Emerson criou ótima chance de gol para os cariocas, mas Walter, mais uma vez, salvou a pátria para o Timão. Guerrero e o próprio Sheik ainda tiveram chances antes do apito final, mas mandaram para fora.

E foi isso! Em partida eletrizante, com chances para ambos os times, Corinthians e Flamengo empataram em 2 a 2 no Maracanã.

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