Jun 16, 2012

Tempo de decisões

O mundo do futebol produz alguns fenômenos, típicos de época em que ocorrem as decisões de Campeonatos e Copas. É, quase sempre, acontecimento corriqueiro  em todos os clubes.

O primeiro dos “fatos” é declaração desastrada de dirigente de futebol. Todos falam tudo, por todo lado e sobre qualquer assunto. Fica nítido que os dirigentes querem entrar na disputa. Não podem entrar em campo mas ficam falando tudo que faça nascer uma polêmica. É uma situação para lá de difícil segurar “declarações” de cartolas. E sempre acham que o falarão será determinante na disputa final. Puro engano. Dirigente deve falar mas, em comum acordo com técnico e jogadores . Fora disso, só complica o quadro da competição. A bem da verdade, dirigente de futebol-nestes momentos – serve para “apagar incêndios” e apenas para mais uma coisa: justificar a derrota. Se o time vencer será mérito do técnico( que deu um nó tático), do goleiro(que defendeu tudo), do atacante ( que marcou o gol decisivo), da torcida ( que gritou o tempo todo). Agora, se perde a culpa (e a palavra) estará com o dirigente. Não vejo qualquer problema nisso e acho que todo cartola deve estar preparado para isso. E não para ficar brigando, criando polêmicas que tumultuam e afetam o  técnico e os jogadores.

Mas existem outros acontecimentos próprios dos períodos de decisão. Jornalistas que anunciam uma “bomba” que, quase sempre é a venda de um jogador. Isso é uma praga sem cura. Por todo lado aparecem proposta milagrosas, valores impossíveis de não ser aceito, “interesses” indesmentíveis etc. Tudo termina sem qualquer compra ou venda. Nenhum time é louco de negociar jogador na hora de decisão. Só em caso de loucura extrema.

Outro acontecimento típico de períodos de decisão é torcedor que “está preocupado” com este ou aquele jogador. Avisam que o tal “craque” mora num prédio em que ele é amigo do porteiro” e que “ontem saiu de casa e não voltou até meia -noite”. Isso- e muito mais – é sempre narrado com a emoção de que se não resolver a dita história o time perderá a decisão. Há um universo( e um inferno cheio) com estas “informações” decisivas e sigilosas. Bobagem, sòmente um número ínfimo de jogadores entrariam nessas loucuras relatadas.

Mas existe também, o torcedor que tem uma informação precisa sobre como vai atuar o adversário. E ele precisa passar para o técnico porque este fato decidirá o jogo. No caso do Corinthians isso é comum e agravado pelo fato de o pessoal do Departamento médico viverem querendo dar palpite em escalações do time, motivados por informações que receberam do outro lado.

Existem muitos outros fatos típicos de períodos de decisão. Dirigentes, técnicos, jogadores, torcedores e jornalista organizam um mundo novelesco, neste período.

O trabalho do dirigente e do técnico é trazer o narrado a realidade e superar todas as “crises” diárias que aparecem.

Jun 15, 2012

Ressaca

(Michaelangelo Buonarroti, “Juízo Final”, detalhe)

O pós-jogo de quarta-feira, em que o Corinthians venceu o Santos na Vila Belmiro, está sendo difícil para uma fatia enorme da mídia.
Antes da partida, falavam que seria um massacre. Do Peixe. Criou-se um clima de euforia, só comparável ao tamanho da tristeza que veio após o juiz apitar o final da partida.

O golpe foi tão doído que alguns não param de falar na Euro Copa. Deletaram a Libertadores.
Tenho um amigo de escola (não é santista), que já procurou em todos os versículos do Livro do Apocalipse, do apóstolo João, uma profecia mais clara sobre o Juízo Final, ou melhor, o fim dos tempos. Ele espera (e muito) que antes de terminar esta Libertadores seja cumprido o prometido fim do mundo.

Olha o carrinho dele!

O presidente do Santos encontrou uma explicação criativa para a derrota de seu time.
Numa ressaca – que lhe deve ter afetado os miolos – atribuiu a vitória corinthiana ao fato de o Timão não ter jogadores convocados para a Seleção Olímpica. Foi mais ou menos assim: “você tem grandes jogadores e devem ir para a Seleção”. Não perguntou nem a idade dos citados craques não lembrados pelo treinador da Seleção.
Não fosse perceptível o tamanho do golpe recebido, esta declaração teria sido justificada por outros motivos.
Mas é claro que não devemos levar ao pé da letra a fala de quem perde uma partida como a de quarta-feira.

Audiência

O futebol da quarta-feira passada trouxe alegria para os corinthianos de todo o Brasil, mas alegrou igualmente à TV.

Foi a maior audiência do futebol dos últimos anos. Surrou, sem dó, as novelas dos adversários. Isto é bom. Para o Corinthians que mostra cada vez mais sua força e para o futebol que ganha mais e mais prestígio na grade da programação.

O outro lado

Vi, ontem a vitória do Boca contra a LaU, em Buenos Aires.

Ainda acho que este time chileno é um perigo para todo mundo. Que os corinthianos e os santistas (viram como sou gentil) não fiquem iludidos.
O Boca é um adversário difícil, mas a LaU não é de se jogar fora.

Jun 14, 2012

Coitado do gato!

(Reprodução)


Por muitos anos, nos jogos noturnos do Campeonato Paulista, em partidas no interior, um problema era sempre presente.

 

Quando a equipe da casa estava em dificuldades, era certo: “apagavam a luz”. E sempre aparecia uma mesma explicação para o blecaute: um gato intrometeu-se no transformador de energia, causou um curto circuito e deu-se a escuridão.

Tantas vezes este fato ocorreu, que se tornou hábito um gato interromper jogos do paulista. Em qualquer partida, quando o time local se encontrava em “necessidade esportiva”, pronto: aparecia o tal do gato!

O felino era sempre preparado, engordado e tratado para ficar à disposição dos cartolas locais. Em qualquer “situação de perigo esportivo”, pegavam o bichinho e jogavam-no no transformador de energia.

Pronto! Jogo interrompido e os dirigentes avisando a mídia: um gato foi andar em lugar onde não devia andar e deu nisso tudo. Muitas vezes, jornalistas eram levados ao local para ver o gato assado, quase em cinzas, que interrompera o jogo.

Lembrei-me destes episódios, na noite de ontem, no momento em que o Timão vencia o jogo e organizava um perigoso contra ataque.

Quando tudo ficou escuro, disse aos amigos que assistiam o jogo em minha casa: coitado do gato! Poucos entenderam minha súbita compaixão por animais.

Não sei qual foi o motivo do blecaute. Em nota, a CPFL “companhia de energia responsável pelo local” disse que foram “problemas na instalação interna do estádio”.
Será? Nos dias atuais esta é uma explicação “inexplicável”. Não seria melhor ir dar uma olhada no transformador? Pode ser que um bichano incauto tenha andado por lá.

A várzea está viva!

Jun 14, 2012

O Corinthians venceu o Santos, o juiz e a várzea.



A vitória corinthiana, nesta noite de quarta-feira, 13/6, na Vila Belmiro, no jogo contra o Santos, é um passo gigantesco para avançarmos na Libertadores.

O Timão venceu e convenceu.

Venceu o jogo, com uma partida equilibrada, onde sua defesa foi o ponto alto. Vários jogadores mostraram um futebol de qualidade. Mesmo os que não jogaram bem, não chegaram a comprometer. O primeiro tempo foi um baile, do começo ao fim.
Além de vencer o jogo, o Timão venceu uma arbitragem ruim. Caseira, em todos os momentos.
Faltas foram ignoradas quando favoreciam ao Timão. Até um pênalti o juiz deixou de marcar. Critérios diferentes para cartões, tudo em prejuízo do Corinthians. Expulsou Emerson e “amarelou” em violenta falta de Neymar, alguns momentos antes. Tudo em prejuízo do Timão.

Mas, além de vencer o Santos e o juiz, o Corinthians venceu a várzea instalada na Vila Belmiro. Torcida jogando todo tipo de objeto no gramado, procurando atingir o time adversário, tornou-se um padrão na Baixada Santista. E o vergonhoso apagão (com o Timão no ataque), completou o estado de várzea generalizada na partida.

A disputa está vencida? Não.
Mas o Corinthians deu um grande passo numa partida que marca bem a diferença deste Clube com os outros que estão por aí.

Jun 12, 2012

Força Timão

(Cândido Portinari, “Meninos Brincando”)

 

MANIFESTO DE APOIO A JOGADORES CORINTHIANOS

 
 O Grupo Pró-Corinthians, que obteve 40% dos votos nas últimas eleições do clube, em nome dos conselheiros que o compõem e, certamente de milhares de fiéis torcedores alvinegros, deseja:
 

1. Manifestar inteira confiança no elenco de profissionais do Corinthians, assim como no talento, na raça e na determinação dos jogadores alvingeros que, unidos, fizeram até aqui a melhor campanha entre todos os clubes que disputam a ATUAL COPA Libertadores da América, classificando-se em primeiro lugar no seu Grupo e não perdendo uma só partida no Torneio.

 

2. Nossos votos, naturalmente, se estendem ao técnico Tite e a toda sua Comissão Técnica.

 

3. Reiteramos, por outro lado, nosso integral apoio ao CLUBE neste momento tão importante e rogamos que questões menores internas discutidas pelos proprios integrantes da atual admnistração entre si e através da imprensa, não tumultuem o ambiente entre os jogadores.

 

4. Por último, lamentamos que nesta hora decisiva para a equipe, elemento da Diretoria faça declarações desqualificando o time e, mais grave, a própria história do Corinthians. O que é inconcebível.

 

A nós, do GRUPO PRO-CORINTHIANS, só nos resta torcer com a fé e a convicção na vitória, valores que sempre acompanharam, desde 1910, osverdadeiros corinthianos.

 

GRUPO PRO-CORINTHIANS

Jun 11, 2012

A falta que a Base faz

(Leonardo Da Vinci, “O Homem Vitruviano”)

Por disputar duas competições importantes, o Corinthians, vem utilizando um time misto em boa parte dos jogos.
Foi o que ocorreu, ontem, 10/6, no jogo de Porto Alegre contra o Grêmio. E os resultados deste time misto não estão sendo nada positivos.

Além de perder vários pontos no Campeonato Brasileiro, o Time B mostra que o técnico deve ter  pouca esperança  em buscar, nesta formação, algum craque que possa melhorar o Time A.  Ao contrário, o que vemos, na maioria dos casos, são jogadores de pouca qualidade e que não terão sucesso no time principal.

Vários dos atletas do time misto são jogadores contratados, com o critério de “compor o elenco”. Quer dizer, não se trata de craques (ou “ainda”, não o são), mas poderão substituir bem os titulares. Especialmente  os contratados “para compor” pouco ou quase nada estão rendendo.

Neste momento é que vemos o quanto faz falta uma boa categoria de base que revele jogadores.
Nem sempre os que vem da Base são craques (alguns poucos, sim), mas, convenhamos, para jogar o que estão jogando, alguns destes contratados, os atletas de Base fariam papel igual ou melhor. E sempre trariam a possibilidade de aparecer um ou outro atleta diferencidado.

O mais grave é que as revelações da Base não são para curto prazo.
Hoje, estamos pagando pelos últimos anos de abandono da categoria. O que for feito agora dará frutos daqui 2, 3, 4 ou 5 anos. É preciso começar pensar nisso o quanto antes

Desqualificação

É lógico que é imprudente para um Diretor de Clube declarar que seu time é “medíocre”.
Independentemente de significar mediano (mas também significa “pequeno”), uma declaração destas tem fator explosivo, como todos estamos vendo. Mas mesmo que esta questão “medíocre” seja problema, não acho que este seja o maior dos problemas de nosso marketing.

Primeiro é preciso dizer que a mídia vem, quase com unanimidade,  aplaudindo (diria melhor, louvando) o trabalho do marketing do Corinthians nos últimos anos.
Não passa dia em que não encontremos elogios para tudo. De coisas boas ou ruins, o quadro é sempre de aplauso.

Recordo que, nos últimos meses, tivemos um sem número de estudos, análises, relatórios etc todos altamente elogiativos ao trabalho do marketing corinthiano.
O principal destaque é sempre o aumento das receitas do Clube que, segundo a propaganda oficial, assumida pela mídia, seria fruto do brilhante trabalho do marketing alvinegro.  Os mesmos relatórios – que são a base dos elogios – mostram, de forma incontestável, que todos (sim, todos) os Clubes tiveram grande aumento de suas receitas nos últimos anos. Destaque-se que  entre os que  elevaram suas receitas, estão  alguns Clubes sem  departamento de marketing. E se todos aumentaram este índice, não terá sido obra de um ou outro Clube. Embora isto seja claro nos “estudos”, a mídia insiste em dizer que foi “tacada” do marketing alvinegro  que promoveu esta revolução.

Acrescente-se que o maior aumento de receitas vêm da TV onde, como sabemos, o marketing tem pouco ou quase nenhuma intervenção.

O que não quer dizer que não tenhamos boas (diria ótimas) ações do marketing corinthiano.
A venda de ingressos pela internet é um notável avanço e merece todo aplauso. Embora  não  concorde com o sistema de preços das entradas, esta forma de compra, pelo sistema “Fiel Torcedor” e pela Internet, merece todo aplauso.

Mas, como afirmei acima,  a declaração imprudente do vice do Clube, numa palestra de marketing, não está na palavra medíocre (que em si, está errada), mas no que vem falando o marketing, nos últimos anos, para endeusar suas obras.
É comum venderem a ideia (isto aparece na palestra  indigitada) que o Clube surgiu, quando eles começaram o marketing. Por esta razão chegaram a falar em “reconstrução do Corinthians” como se os 100 anos anteriores devessem ser esquecidos. É esta proposta de desqualificação o ponto mais negativo  na atuação do nosso marketing. Quem viu a palestra, onde aparece a palavra “medíocre” , notou  o esforço que o marketing faz para dizer que trabalha num ambiente de dificuldades. Enquanto em outros times a situação é fácil (pois teriam títulos internacionais, que nós não teríamos) no Timão eles precisam ser “gênios” para superar a diferença com Santos e São Paulo.

Isso é uma solene ignorância, além de ser uma manipulação da verdade. O maior patrimônio do Clube é a grande torcida que ele conseguiu amealhar nos últimos cem anos e isso veio pelas suas inúmeras lutas e conquistas.

Uma palavra colocada de forma imperfeita aqui ou acolá  é um fato perfeitamente corrigível. Agora, uma ideia permanente de que o Clube começou quando um punhado de gênios chegou, é um problema muito mais grave.

Talvez o fato de que o mais importante contrato do marketing do Clube – o acordo com a Nike – não tenha sido feitos pelos gênios “reconstrutores”  incomode-os um pouco. A bem da verdade, assim como o contrato com a TV, o de material esportivo quase nenhuma influência deve ao setor de marketing.

Enquanto aguardamos o contrato de publicidade na camisa – este sim – onde o marketing mostrará sua competência, precisamos manter um ambiete calmo, sem qualquer conflito, que  venha prejudicar o time neste momento tão importante.
Neste quadro o silêncio do pessoal do marketing ajudaria muito.

 

Jun 10, 2012

Viva o rádio!

Nunca escondi que gosto de ouvir rádio. Músicas, noticias e esportes ficam melhor no rádio. Nos “anos 50 e 60”  o Rádio vivia um momento mágico. Era a presença obrigatória em todas as casas. Ainda hoje não abandonei este veículo que traz tantas emoções.

Para o futebol o rádio é um instrumento essencial. Ágil e direto faz a cabeça do torcedor.  E ajuda a criar lendas e mitos. Ainda hoje, quando estou no campo, escuto as transmissões do espetáculo que estou vendo. Acho que nunca vou ficar livre do meu rádio.

Gosto da TV no futebol. Ou melhor, aceito a TV, mas não tenho a mesma emoção que só o rádio traz.

Ontem, quando assistia a parte final do jogo do Brasil com a Argentina, vi o lado ruim da TV.

Quando o jogador Marcelo foi expulso, em lance confuso, os narradores e comentarista começaram a baixar o porrete no argentino. Um lembrou que ele jogava no Nápolis (terra de gente ruim, pensei) e todos esculhambaram o jogador platense. Alguns minutos após , o jornalista de campo, entrevista o brasileiro (também expulso na confusão) e ele….supreendentemente diz: “o juiz esta certo eu perdi a cabeça e dei um soco nele.”

Pronto. Todo o esforço dos narradores e comentarista da TV (que xingavam por todo lado o argentino) foi para o brejo. E neste momento, a TV (arrrrrrrr) mostra o taipe e aparece o brasileiro dando um soco no argentino  e começando a confusão.

Culpa da TV. Se fôsse só rádio, estaríamos repetindo por décadas e décadas, aquela jogada que , em 2012, em jogo nos USA,  um argentino covarde agrediu um pobre e pacato jogador brasileiro. A TV conspira contra o futebol. Como fica agora a imagem que, por décadas e décadas, tivemos de que os jogadores da Argentina são catimbeiros, desleais, covardes, brutos, grosseiros e jogavam dopados. O que devemos fazer com as milhares estórias de agressões e atos baixos deste adversários  se agora, na TV, a imagem é outro.

Acho que só o Rádio pode manter a hostilidade de Brasil X Argentina. Com a TV não dá.

Jun 9, 2012

Sem marola !

A mídia anda agitada  e procurando crise no Corinthians. Cada declaração, cada reunião, cada almoço ou jantar torna-se uma conspiração, uma briga  e uma confusão. Nada disso. O clube deve ficar preocupado (e sem dar ouvidos a essas marolas) com as importantes partidas que terá no campeonato brasileiro e na Libertadores.

A declaração do vice-presidente Rosemberg foi infeliz. O próprio presidente Mário Gobbi falou de seu espanto. Ficou também a promessa de que haverá uma explicação da desastrada palestra do dirigente. Acho que a questão não é a expressão medíocre (imprópria por si só) mas, esta história de ficar elogiando clubes adversários, não pega bem. Embora não seja a primeira vez que o vice faça isso. Há um grandes número de elogios imerecidos do marketing de outros clubes. Mas isso já está explicado e não devemos ficar botando lenha na fogueira. O protesto da torcida é natural pois, o próprio presidente, disse que ficou espantado.

Ontem, no Centro de Treinamento, o presidente explicou sua posição sobre esta marola que a mídia esta levantando sobre brigas na diretoria. E foi direto. Alguns membros da diretoria do ex- presidente Andrés não gostaram nada de ficarem fora da atual. E isso lá é motivo para toda esta confusão ! Nada disso. É algo natural e sem desdobramento maior. Por outro lado, transformar almoços e jantares de sócios e conselheiros da oposição, (com a participação de membros da situação) não é um bicho de sete cabeça. O contrário seria problema e mostraria um clube rachado. O que não ocorre.