Jul 20, 2017
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Líder invicto

Por Vinícius Souza – Meu Timão

Paciência. Entre outros atributos, o líder Corinthians precisou de equilíbrio diante do Avaí na noite desta quarta-feira. Ainda assim, não foi suficiente para conquistar a 12ª vitória no Brasileirão. Mesmo superior do início ao fim, o Timão parou na retranca adversária e empatou sem gols na Ressacada, em Florianópolis.

O próximo compromisso do Corinthians, que agora soma dois empates consecutivos, está marcado para domingo. A equipe paulista mede forças com o Fluminense no estádio do Maracanã, às 16h (de Brasília), pela 16ª rodada do Campeonato Brasileiro. Em seguida, o Timão recebe o Flamengo, quarta que vem, na Arena Corinthians.

SAI PRA LÁ, ZICA!

Antes mesmo de o Avaí oferecer perigo, o Corinthians precisou lidar com outro incômodo adversário na fria noite de Florianópolis: lesões. A equipe de Fábio Carille sofreu duas baixas (Pablo, com novo problema muscular na coxa direita, e Jadson, com dores na costela) com menos de 15 minutos de partida, o que forçou o treinador alvinegro a promover mudanças. O zagueiro Pedro Henrique e o meia Marquinhos Gabriel, que eram opções no banco de reservas, foram a campo.

Após choque com Betão, Jadson deixou gramado com dores na região da costela
Reprodução/Premiere

As alterações, por outro lado, não obrigaram o líder Corinthians a se desfazer da estratégia inicial. Com a posse da bola, buscava triangulações e infiltrações sem pressa, a fim de encontrar espaços na defesa do Avaí; sem ela, era compacto defensivamente e levava perigo nos contra-ataques.

Embora organizado, o Timão pouco exigiu do goleiro Douglas Friedrich – que só viu Rodriguinho, de fora da área, finalizar com perigo, à esquerda da meta do time catarinense. Até por isso, como era quem tomava a iniciativa do jogo, o Corinthians viu o Avaí arriscar alguns contra-ataques pelo lado esquerdo, mas Cássio sequer esquentou as luvas na primeira etapa.

“Tem de ter paciência até fazer o gol. Sabemos que é difícil, eles estão bem atrás, mas estamos acostumados a adversários assim. Tem de tentar, martelar, construir, uma hora a bola vai entrar”, analisou o centroavante Jô, referência ofensiva corinthiana.

PQP, TIMÃO!

Na luta contra o rebaixamento, o Avaí de Claudinei Oliveira adotou outra postura nos minutos iniciais do segundo tempo. Aos nove, Leandro Silva avançou pela direita, chutou cruzado e encontrou Simião livre na área, mas o volante, a poucos metros do gol corinthiano, mandou por cima.

A resposta do Timão foi imediata. Marquinhos Gabriel, discreto a essa altura, recebeu na área e arrematou na saída de Douglas. O zagueiro Betão afastou de qualquer maneira e pôs fim à investida dos visitantes.

Sem Jadson, Rodriguinho tinha a missão de criar jogadas pelo meio, mas parecia sobrecarregado. O jeito, então, era usufruir das laterais – aos 28 minutos, Fagner subiu ao ataque e cruzou na medida para o camisa 26, que, sem espaço, improvisou um voleio e viu o goleiro Douglas brilhar: o arqueiro espalmou para o lado direito e salvou o Avaí de levar o primeiro gol.

Se no primeiro tempo faltou emoção, quem foi à Ressacada assistiu a um período complementar repleto de chances para os dois lados. Pouco depois de Rodriguinho quase abrir o placar, Joel dominou sem marcação e finalizou na trave de Cássio, para alívio da Fiel.

A última cartada de Carille foi apostar em Kazim, que deixou o banco de suplentes no lugar do volante Gabriel. Mas a noite era de Douglas. O goleiro pertencente ao Timão – ele defende o Avaí por empréstimo – parecia destinado a se destacar diante do ex-clube. Aos 46, por exemplo, Arana cobrou escanteio na cabeça de Pedro Henrique, que testou firme e viu o arqueiro evitar a vitória alvinegra longe de casa.

Sem tempo para mais nada, Avaí e Corinthians empataram por 0 a 0 em Florianópolis. Nada que preocupe a equipe líder da Série A, agora com 37 pontos, a seis do vice Grêmio.

ESCALAÇÕES

Corinthians: Cássio; Fagner, Balbuena, Pablo e Guilherme Arana; Gabriel e Maycon; Jadson, Rodriguinho (capitão) e Romero; Jô

Avaí: Douglas; Leandro Silva, Fagner Alemão, Betão (capitão) e Capa; Judson, Wellington Simião, Pedro Castro e Juan; Júnior Dutra e Joel

Jul 16, 2017
admin

Um passo à frente

Da Gazeta Esportiva

O Corinthians esteve próximo de fazer a sua parte na 14ª rodada do Campeonato Brasileiro. No único jogo realizado neste sábado, o líder contou com dois gols do centroavante Jô para virar a partida diante do Atlético-PR, que havia aberto o placar com o lateral direito Jonathan, mas vacilou no final. O meio-campista Otávio decretou o empate por 2 a 2 em Itaquera em um chute de longa distância que desviou no zagueiro Balbuena.

O resultado levou o Corinthians aos 36 pontos ganhos, podendo encurtar a sua boa vantagem na ponta da tabela de classificação. O segundo colocado é o Grêmio, que soma 25 e enfrentará a Ponte Preta no domingo, em Porto Alegre. Já o Atlético-PR, que não vence há seis jogos e agora está sob o comando de Fabiano Soares, totaliza 16 e tenta se distanciar dos times que lutam contra o rebaixamento.

Corinthians e Atlético-PR entrarão novamente em ação no meio de semana. Enquanto a equipe paulista jogará contra o Avaí na quarta-feira, na Ressacada, a paranaense retornará à Arena da Baixada para receber o Botafogo no dia seguinte.

O jogo – Atuando em casa, contra um adversário que atravessa mau momento, o Corinthians se viu obrigado a tomar a iniciativa de atacar. Rodou a bola de um lado a outro do gramado, à procura de espaços, e chutou impacientemente de média e longa distância quando não teve criatividade suficiente para envolver o Atlético-PR.

Para dificultar ainda mais o trabalho ofensivo do Corinthians, os seus jogadores de frente pareciam desconcentrados, errando muitos passes. Pela esquerda, Moisés (ocupou a vaga do suspenso Guilherme Arana) não chegava a ser o contestado lateral de outros jogos do ano, mas Romero, empolgado pela grande fase, arriscava até dribles de efeito. Na direita, Marquinhos Gabriel (herdou o posto de Rodriguinho) não tinha o habitual entrosamento de Jadson com Fagner.

Cauteloso, o Atlético-PR só se desinibia nos contra-ataques, principalmente com Douglas Coutinho, que tentava mostrar habilidade pela esquerda. Foi do outro lado do campo, contudo, que os visitantes surpreenderam. Aos 37 minutos, Jonathan dominou a bola e desvencilhou-se de Moisés, Maycon, Gabriel e Pedro Henrique antes de finalizar cruzado e anotar um golaço.

A torcida do Corinthians, até então tranquila, como se imaginasse que o líder do Campeonato Brasileiro marcaria um gol a qualquer momento, exaltou-se após o gol do Atlético-PR. O time também passou a demonstrar mais disposição. Aos 41 minutos, ficou perto de empatar o jogo – Maycon saiu na frente de Weverton após assistência de Jô, da entrada da área, e bateu por baixo do goleiro, mas a defesa adversária apareceu para cortar para escanteio.

Três minutos mais tarde, a bola entrou. Depois de troca de passes, Moisés cruzou à meia altura da esquerda, e Jô se esticou do lado direito da pequena área para completar para a rede. O placar estava igualado novamente antes mesmo do intervalo, para vibração do público corintiano e de Fábio Carille à beira do campo.

Para o segundo tempo, o técnico cobrou que o Corinthians permanecesse no campo de ataque, agora mais atento. A equipe correspondeu. Logo aos cinco minutos, Maycon avançou bem pelo lado esquerdo da área, ergueu a cabeça e encontrou Jô livre de marcação no meio. O centroavante teve tempo e calma para escolher o canto ao concluir para o gol.

Com o Atlético-PR em desvantagem no marcador, o comando técnico do Atlético-PR foi forçado a mudar o seu time. Tentou reverter o panorama da partida com a entrada de Nikão na vaga de Cascardo. Era o Corinthians, porém, que continuava a empolgar. Aos 15, Fagner fez uma bela tabela com Jô antes de entrar na área e soltar o pé. A bola subiu muito.

A torcida corintiana queria mais. “Pedrinho! Pedrinho! Pedrinho!”, começou a pedir boa parte do público presente em Itaquera. Fábio Carille atendeu. Aos 29 minutos, pouco depois de Eduardo da Silva substituir Lucho González no Atlético-PR, Pedrinho ocupou a vaga do aplaudido Marquinhos Gabriel no Corinthians.

Mas a partida não estava decidida, como os dribles de Romero e a festa nas arquibancadas davam a entender. Aos 36 minutos, Otávio chutou de fora da área de maneira despretensiosa, e Balbuena desviou a bola com a cabeça no meio do caminho. Foi o bastante para tirar Cássio da jogada: 2 a 2.

O Corinthians, então, precisou acelerar em direção ao ataque outra vez. Jô quase voltou a fazer a diferença aos 40 minutos, quando partiu em velocidade pelo meio e finalizou duas vezes diante de Weverton. Na segunda tentativa, a bola passou caprichosamente diante da meta.

Carille decidiu colaborar com a pressão corintiana com a troca de Romero por Clayson. A torcida, com cantoria. Dentro de campo, porém, o líder do Campeonato Brasileiro não teve forças para ir além do empate com o Atlético-PR em sua 28ª partida da série invicta na temporada.

FICHA TÉCNICA
CORINTHIANS 2 X 2 ATLÉTICO-PR

Local: Estádio de Itaquera, em São Paulo (SP)
Data: 15 de julho de 2017, sábado
Horário: 19 horas (de Brasília)
Árbitro: Sandro Meira Ricci (Fifa-SC)
Assistentes: Emerson Augusto de Carvalho (Fifa-SP) e Marcelo Carvalho Van Gasse (Fifa-SP)
Público: 41.201 pagantes (total de 41.458)
Renda: R$ 2.403.003,90
Cartões amarelos: não houve
Gols: CORINTHIANS: Jô, aos 44 minutos do primeiro tempo e aos 5 minutos do segundo tempo; ATLÉTICO-PR: Jonathan, aos 37 minutos do primeiro tempo, e Otávio, aos 36 minutos do segundo tempo

CORINTHIANS: Cássio; Fagner, Balbuena, Pedro Henrique e Moisés; Gabriel, Maycon, Marquinhos Gabriel (Pedrinho), Jadson e Romero (Clayson); Jô
Técnico: Fábio Carille

ATLÉTICO-PR: Weverton; Jonathan, Paulo André, Wanderson e Sidcley; Otávio, Eduardo Henrique, Cascardo (Nikão) e Lucho González (Eduardo da Silva); Douglas Coutinho e Pablo
Técnico: Fabiano Soares

Jul 13, 2017

Gigante

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Da Gazeta Esportiva

A série de 31 partidas sem derrotas do Palmeiras na condição de mandante terminou na noite desta quarta-feira. Com um gol em cada tempo, o líder Corinthians ganhou por 2 a 0 no Estádio Palestra Itália e pode terminar a 13ª rodada do Campeonato Brasileiro 11 pontos à frente do segundo colocado.

Invicto há 27 partidas (17 vitórias e 10 empates), o Corinthians chega aos 35 pontos e espera pelo confronto entre os perseguidores Flamengo e Grêmio, que duelam às 19h30 (de Brasília) desta quinta-feira, no Rio de Janeiro. Já o Palmeiras, derrotado como mandante após 31 jogos (23 vitórias e oito empates), segue com 19 pontos e cai para o sexto lugar.

O Corinthians saiu na frente com um gol de pênalti anotado pelo meia Jadson e aumentou em chute certeiro do lateral esquerdo Guilherme Arana. O Palmeiras, inspirado na final do Campeonato Paulista 1993, entrou de meias e calções brancos, mas foi incapaz de criar chances de gol.

Pela 14ª rodada do Campeonato Brasileiro, às 19 horas deste sábado, o Corinthians defende a liderança do torneio diante do Atlético-PR, no estádio de Itaquera. O Palmeiras, às 11 horas de domingo, tenta a reabilitação diante do Vitória, no Palestra Itália.

O Jogo – O Corinthians soube como conter o ímpeto do Palmeiras nos primeiros minutos e não correu grandes riscos no campo de defesa até conseguir um pênalti. Em uma jogada pela esquerda, o ex-corintiano Bruno Henrique chegou atrasado e cometeu falta em Guilherme Arana dentro da área. Jadson bateu no canto direito de Prass e marcou.

Pouco depois do gol, Thiago Santos e Rodriguinho discutiram no meio de campo e tomaram cartões amarelos. O árbitro Leandro Vuaden, famoso por deixar o jogo correr, viu mais alguns entreveros na etapa inicial. Em uma jogada de contra-ataque, Dudu pediu pênalti após Balbuena tocar com o braço na bola, sem sucesso.

O Palmeiras manteve a posse de bola durante a maior parte do primeiro tempo, mas encontrou um adversário organizado na defesa e armado para contra-atacar. Na melhor chance do time da casa, Dracena cabeceou após escanteio cobrado por Dudu pela direita e Thiago Santos dividiu com o goleiro Cássio.

Após um primeiro tempo ruim, com passes errados e um pênalti cometido, Bruno Henrique saiu para a entrada de Borja no intervalo. Cuca posicionou Tchê Tchê pelo meio e passou a usar Roger Guedes na ala direita. Em um voleio de Willian dentro da área, o alterado time alviverde chegou a levar algum perigo.

Em vantagem no marcador, o Corinthians jogou de forma inteligente, sem se expor, e marcou o segundo aos 19 minutos da etapa complementar. Depois de uma bola perdida por Roger Guedes, Arana tabelou com Romero pela esquerda, recebeu lançamento preciso do paraguaio e finalizou cruzado para vencer Fernando Prass.

O goleiro Cássio fez cera desde o começo e, aos 37 minutos do segundo tempo, enfim tomou cartão amarelo. Ineficiente, Borja se limitou a cavar pênaltis e arranjar confusão. Na tentativa de pelo menos diminuir, o Palmeiras se lançou ao ataque de forma desorganizada e não conseguiu nem sequer criar boas oportunidades. Ao final, acabou vaiado.

FICHA TÉCNICA
PALMEIRAS 0 x 2 CORINTHIANS

Local: Estádio Palestra Itália, em São Paulo (SP)
Data: 12 de julho de 2017, quarta-feira
Horário: 21h45 (Brasília)
Árbitro: Leandro Pedro Vuaden (RS-CBF)
Assistentes: Jose Eduardo Calza e Mauricio Coelho Silva Penna (RS-CBF)
Público: 39.091 torcedores
Renda: R$ 2.744.600,04
Cartões amarelos: Thiago Santos, Dudu, Borja (Palmeiras); Rodriguinho, Jadson, Cássio, Guilherme Arana (Corinthians)
Gols:
CORINTHIANS: Jadson, aos 22 minutos do primeiro tempo, Guilherme Arana, aos 19 minutos do segundo tempo

PALMEIRAS: Fernando Prass; Tchê Tchê, Yerry Mina, Edu Dracena e Egídio (Zé Roberto); Thiago Santos (Keno), Bruno Henrique (Borja) e Guerra; Dudu, Róger Guedes e Willian
Técnico: Cuca

CORINTHIANS: Cássio; Fagner, Balbuena, Pablo (Pedro Henrique) e Guilherme Arana; Gabriel, Maycon, Jadson (Marquinhos Gabriel), Rodriguinho (Camacho) e Romero; Jô
Técnico: Fábio Carille

Jul 11, 2017
admin

Morre Ligeirinho, repórter e ícone do rádio

Recebemos a triste notícia do falecimento do repórter esportivo Ligeirinho, importante figura do rádio paulista e brasileiro. Enviamos nossos sinceros sentimentos para a família e amigos de Eduardo Luiz, nosso Ligeirinho.

Abaixo uma matéria sobre o profissional.

Ligeirinho

Do site Radioamantes

Morreu na noite desta última segunda (10.07), Eduardo Luiz, mais conhecido como Ligeirinho. Ele foi vítima de um infarto fulminante, quando se dirigia para sua residência, no município de Atibaia.

Ligerinho foi repórter esportivo em emissoras como as rádios Bandeirantes,  Gazeta e Record. Nos últimos anos, prestou serviços à Equipe Líder, de Alexandre Barros, que hoje está na Tropical FM, mas antes passou por emissoras como a Tupi e Capital. Recentemente, ele foi promovido como comentarista. Sua última transmissão aconteceu no domingo, na partida Cruzeiro 3 x 1 Palmeiras, ao lado do narrador Helio Claudino e do repórter Guto Ablas.

Em setembro do ano passado, o Ligeirinho foi personagem de uma belíssima reportagem de Marco Aurélio Souza, no Globo Esporte da TV Globo. Veja abaixo.

 

Jul 9, 2017
admin

Sempre na frente

Da Gazeta Esportiva

O Corinthians mostrou muita precisão na noite deste sábado, no estádio de Itaquera, e, mesmo diante de uma boa atuação da Ponte Preta, conseguiu a vitória por 2 a 0, em duelo válido pela 12ª rodada do Campeonato Brasileiro. Com gols marcados por Jadson e Jô, no final do primeiro e no início do segundo tempo, o Timão mostrou sua força em casa e chegou ao 26º consecutivo na temporada sem derrota. Quando a rival parecia melhorar em campo, Cássio ainda pegou pênalti batido por Lucca e assegurou a alegria corintiana.

O triunfo, segundo do Timão no ano diante da oponente na final do Campeonato Paulista neste ano, deixa o Alvinegro ainda isolado na liderança do torneio nacional, com 32 pontos conquistados. Atualmente, o time está nove pontos à frente do segundo colocado, posição ocupada pelo Flamengo após a vitória por 1 a 0 sobre o Vasco. Contudo, o Grêmio, que recebe o Avaí neste domingo, pode retomar a vice-liderança. A Ponte, com 15 pontos, fica em 12º.

Na próxima rodada, os comandados de Fábio Carille terão pela frente o Derby contra o Palmeiras, no estádio Palestra Itália, às 21h45 (de Brasília), o último clássico deste primeiro turno. Do outro lado, Gilson Kleina e sua trupe receberão o Bahia às 19h30 (de Brasília) da quarta-feira, no Moisés Lucarelli.

Sheik sobra, mas Corinthians marca

O primeiro tempo teve um ator principal no estádio de Itaquera, provavelmente um dos jogadores em campo que tem mais história com a camisa do Timão. Mostrando boa forma física, mesmo aos 38 anos de idade, Emerson Sheik, ovacionado pela torcida no aquecimento, comandou as ações ofensivas da Ponte Preta e só foi parado com faltas pela defesa corintiana. Até o intervalo, foram quatro infrações cometidas sobre ele.

O melhor lance, porém, saiu em chute a gol de outro ex-corintiano: Lucca. Após bola lançada para o ataque, o camisa 9 da Macaca recebeu na entrada da área, dominou e chutou colocado, no canto direito. Cássio pulou para fazer a defesa e não alcançou, mas a redonda passou rente à trave, para a linha de fundo. Aos 15 minutos, o primeiro goleiro fora colocado para trabalhar em um duelo mais tático do que técnico em Itaquera.

Bastante diferente do Botafogo, a Ponte manteve sempre três atletas preparados para o contra-ataque, conseguindo anular as jogadas do Timão. Com pouco espaço para jogar, coube ao Timão apostar nas roubadas de bola ofensivas para criar lances de perigo. O primeiro veio com Léo Príncipe, chegando à lateral e cruzando na cabeça de Romero. O paraguaio testou forte e exigiu a primeira boa defesa do arqueiro campineiro, apenas aos 37 minutos.

Querendo jogo, o avante roubou bola na sequência, deu “rolinho” em Nino Paraíba e tocou para Jô, que chutou fraco, fácil para Aranha. Já nos acréscimos, quando parecia que o placar zerado seria mantido, veio a saída certeira que o Timão esperava. Romero recebeu na esquerda de Arana e sofreu a falta de Fernando Bob para parar o lance. Esperto, porém, ele cobrou rapidamente e deu sequência ao lance.

O Alvinegro rodou até a bola voltar ao paraguaio, que cruzou para a área. Jô ganhou fácil de Rodrigo e cabeceou quase na pequena área para linda defesa de Aranha. Arana pegou o rebote e chutou para o meio, a bola passou pelo centroavante e ficou para Jadson, pela direita. Com precisão, o 10 chutou cruzado, no ângulo, sem chances de defesa.

Gol rápido e Cássio intransponível

Aliviado pela inesperada vantagem conquistada para o intervalo, o Timão viu os visitantes se desorganizarem nos momentos iniciais do segundo tempo e, para não perder o costume, fez a Ponte pagar. Em roubada de bola no campo de ataque, Jadson acionou Rodriguinho na ponta direita. O meia viu Jô livre no meio da área e cruzou rasteiro para o camisa 7, de primeira, pegar de chapa na bola e mandar no canto do goleiro Aranha.

A vantagem por 2 a 0 fez com que o Timão soltasse mais seu jogo, trocando passes com mais efeito e confiando bastante na sua troca de bola. A Ponte, por sua vez, tentou dar mais a bola a Renato Cajá na armação, mas só conseguiu chegar aproveitando as costas dos laterais. O primeiro bom lance veio com Nino Paraíba, aos 18 minutos, que aproveitou recuou mal feito por Romero e chutou da lateral da área. Cássio, seguro, encaixou.

O jogo parecia controlado quando Renato Cajá recebeu no lado esquerdo da área e segurou Léo Príncipe nas suas costas até deixá-lo no chão e fazer o giro. O avante chutou cruzado e a bola ia saindo sem perigo quando Guilherme Arana fez carga nas costas de Emerson Sheik, que caiu prontamente. Em cima do lance, o árbitro Ricardo Marques Ribeiro apontou a marca penal e pareceu marcar o pênalti com convicção.

Entre a anotação da infração e a cobrança, porém, passaram-se quatro minutos, com consultas aos auxiliares, cartão dado e anulado a Balbuena e, ao fim, amarelo apontado para Arana. Com o grande intervalo antes da batida, Lucca pareceu esfriar na hora da cobrança. Após uma caminhada lenta, ele tentou deslocar o ex-companheiro Cássio com duas paradinhas, mas o seu destino foi o mesmo do gremista Luan: batida no canto esquerdo e defesa do arqueiro corintiano, para delírio de Itaquera.

Depois disso, o que parecia uma reação dos visitantes arrefeceu e viu Carille fazer as devidas modificações para preservar seus titulares. Jô, pendurado, saiu para entrar Kazim. Maycon, cansado, deu a vaga a Camacho. E Pedrinho, para mais delírio da Fiel, substituiu Jadson. Em meio aos gritos de “é quarta-feira”, em lembrança ao Derby, coube a Cássio, saindo nos pés de Emerson Sheik, evitar a última chance de gol da partida.

FICHA TÉCNICA
CORINTHIANS 2 X 0 PONTE PRETA

Local: Estádio de Itaquera, em São Paulo (SP)
Data: 8 de julho de 2017, sábado
Horário: 19 horas (de Brasília)
Árbitro: Ricardo Marques Ribeiro (Fifa-MG)
Assistentes: Guilherme Dias Camilo (Fifa-MG) e Pablo Almeida da Costa (MG)
Público: 32.877 pagantes
Renda: R$ 1.974.902,30
Cartões amarelos: Pablo, Guilherme Arana (Corinthians); Jadson, Emerson Sheik (Ponte Preta)
Gols:
CORINTHIANS: Jadson, aos 46 minutos do primeiro tempo, Jô, aos dois minutos do segundo tempo

CORINTHIANS: Cássio; Léo Príncipe, Balbuena, Pablo e Guilherme Arana; Gabriel, Maycon (Camacho), Jadson (Pedrinho), Rodriguinho e Romero; Jô (Kazim)
Técnico: Fábio Carille

PONTE PRETA: Aranha; Nino Paraíba, Marllon, Rodrigo e Fernandinho; Fernando Bob, Jadson (Lins), Elton (Wendel) e Renato Cajá (Claudinho); Lucca e Emerson Sheik
Técnico: Gilson Kleina

Jul 2, 2017
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Sempre líder

Do meu Timão – Vinícius Souza

Vencer para disparar na ponta. A missão do líder Corinthians neste domingo, diante do Botafogo, era evidente: derrotar o oponente carioca para abrir sete pontos de vantagem sobre o Grêmio, segundo colocado do Brasileirão. Em uma Arena Corinthians abarrotada, com mais de 40 mil pagantes, o Timão teve êxito em seu propósito e derrotou o oponente por 1 a 0, golmarcado por Jô – com colaboração considerável do jovem Pedrinho, promessa da base.

O resultado mantém o Corinthians, agora invicto há 25 jogos, na liderança da Série A. A equipe alvinegra soma 29 pontos, sete a mais que o Grêmio e nove para o Flamengo, terceiro na tabela de classificação.

O Timão volta a campo apenas no próximo sábado, contra a Ponte Preta, às 19h (de Brasília), outra vez na Arena Corinthians. Para o duelo em casa, Carille não contará com o lateral-direito Fagner, que recebeu o terceiro cartão amarelo e, assim, terá de cumprir suspensão automática frente à Ponte.

PRIMEIRO TEMPO

Duas equipes essencialmente táticas. Como um jogo de xadrez, o duelo entre Corinthians e Botafogo prometia ser prato cheio para quem gosta do futebol bem jogado. De um lado, o líder do campeonato, invicto havia 24 partidas e atuando dentro de seus domínios; do outro, o time armado por uma das sensações de 2017, o técnico Jair Ventura, de apenas 38 anos.

Até por isso, o Corinthians demorou a levar perigo à meta de Gatito Fernández. A estratégia do Timão era clara: rodar a bola com paciência, de um lado para outro, a fim de encontrar espaços na defesa do Botafogo. Já a equipe carioca, que não contava com alguns titulares, como Rodrigo Pimpão e Rodrigo Lindoso, marcava atrás do meio-campo e tinha o contra-ataque em velocidade como principal arma em Itaquera.

Apesar do fator casa, o Timão não conseguiu superar a defesa adversária no primeiro tempo. Gatito, aliás, pouco teve trabalho, sobretudo porque Jadson e Rodriguinho erraram mais passes que o costume e não criaram oportunidades de gol para Jô. Afora uma arrancada de Clayson, na qual o atacante acabou desarmado dentro da área, os corinthianos não demonstraram poderio ofensivo nos 45 minutos iniciais.

“É ter paciência. Continuar se movimentando, não vai adiantar ficar parado, vai piorar as coisas. É difícil manter essa marcação os 90 minutos, então é só ter paciência. Uma hora a gente vai conseguir o gol”, disse Jô na saída do campo. “A equipe deles está bem posicionada. Temos que ter tranquilidade, achar os espaços. O jogo está truncado, (o gol) pode sair na bola parada, não sei. Vamos trabalhar para achar o gol”, analisou Jadson.

SEGUNDO TEMPO

Fábio Carille não aguardou sequer o começo do segundo tempo para mexer na equipe. Já no intervalo, sacou Gabriel, seu principal homem de marcação, para a entrada de Marquinhos Gabriel, que pedia passagem há algumas rodadas. A substituição surtiu rápido efeito: com dois minutos, o Corinthians finalizou duas vezes ao gol do Botafogo, uma delas disparada por seu camisa 31.

O líder Timão teve em Jô, aos cinco minutos, a possibilidade de abrir o placar. Isso porque Guilherme Arana fez bela jogada pela esquerda e sofreu falta de Marcelo fora da área. No entanto, o árbitro Rodolpho Toski Marques viu pênalti inexistente a favor dos donos da casa. Na cobrança, o centroavante corinthiano bateu firme no canto esquerdo, mas parou no paraguaio Gatito Fernández.

A resposta do Corinthians após o penal desperdiçado foi incisiva. Precisando vencer, o Corinthians se lançou ao ataque em busca do gol que lhe daria a vitória parcial em Itaquera. Pela esquerda, Arana e Clayson triangulavam com rapidez e tentavam furar a retranca do Botafogo, enquanto Fagner e Rodriguinho, pela direita, desciam ao ataque em menor escala.

A história do jogo só mudou aos 33 minutos, quando Carille resolveu apostar em Pedrinho. No lugar de Clayson, a promessa das categorias de base do Corinthians incendiou a partida e iniciou a jogada do gol do triunfo corinthiano: aplicou um chapéu para cima de João Paulo e tocou para a pequena área. O goleiro do Botafogo chegou a fazer dois milagres consecutivos, mas não foi páreo para o terceiro: Jô, de pé direito, arrematou rasteiro e botou mais três pontos na conta do Corinthians!

Segue o líder! Timão agora ostenta invencibilidade de 25 jogos
Segue o líder! Timão agora ostenta invencibilidade de 25 jogos

Reprodução/TV

ESCALAÇÕES

Corinthians: Cássio (capitão); Fagner, Balbuena, Pablo e Guilherme Arana; Gabriel, Maycon, Jadson, Rodriguinho e Clayson; Jô

Botafogo: Gatito Fernández; Arnaldo, Igor Rabello, Marcelo e Víctor Luís; Dudu Cearense (capitão), Bruno Silva, João Paulo e Gilson; Camilo e Guilherme

Jun 29, 2017
admin

A decisão é na Arena

Da Gazeta Esportiva

O Corinthians fez talvez a sua pior apresentação na temporada na noite desta quarta-feira, contra o Patriotas-COL, no estádio La Independencia, pela ida da segunda fase da Copa Sul-Americana. Após sair atrás no primeiro tempo, com gol de Gómez, o Alvinegro penou, poderia ter tomado mais, porém viu Balbuena chamar a responsabilidade para si, empatando já nos acréscimos do segundo tempo.

O resultado, conquistado após uma investida do zagueiro paraguaio, iniciando a jogada e completando cruzamento de Fagner, dá ao Timão a possibilidade de empatar sem gols na volta para assegurar vaga nas oitavas de final. Novo 1 a 1 leva a decisão para os pênaltis, enquanto igualdade com mais tentos dá a vaga aos forasteiros. Caso haja vencedor, este estará classificado.

O duelo de volta está marcado apenas para o dia 26 de julho, no estádio de Itaquera, mas, até lá, os comandados de Fábio Carille terão de disputar seis jogos do Campeonato Brasileiro. O primeiro teste para a liderança será no domingo, às 16h (de Brasília), contra o Botafogo, também em Itaquera. Os colombianos, por sua vez, estreiam no seu torneio nacional no dia 9 de julho, contra o Hulia, em casa.

O primeiro tempo da partida no La Independencia mostrou um time totalmente concentrado, medindo cada ação e se fechando para diminuir suas limitações. A descrição, que poderia muito bem ser para o Corinthians da atual temporada, cabe apenas ao Patriotas. Diante de um Timão sem criatividade e aparentando desconcentração em diversos momentos, o time da casa logo apresentou suas armas.

Mosquera, pela direita, e Gómez, pela esquerda, chamaram o jogo para si e receberam todas as ações ofensivas, normalmente aproveitando rápidas inversões de jogo. O primeiro, que batia de frente com Moisés, conseguiu ganhar do camisa 6 a maioria dos lances, levando perigo aos 24 minutos. No lance, driblou o brasileiro e cruzou na segunda trave, onde Carreño tentou de primeira e mandou por cima do gol.

Sofrendo com o alto número de erros de passe, principalmente de Camacho e Rodriguinho, o Timão quase chegou ao gol sem nem forçar muito. Na resposta à investida adversária, Kazim recebeu dentro da área e rolou para Romero. O paraguaio chutou fraco, de esquerda, mas Villete não conseguiu agarrar. Na sobra, Cabezas afastou o perigo do único chute certo dos visitantes na etapa inicial.

Pouco depois, a jogada trabalhada pelos anfitriões deu certo. Mosquera recebeu na direita e cruzou. A bola cruzou toda a área e ficou com Gómez. O meia chutou cruzado, a bola desviou em Fagner e venceu Cássio, para festa da torcida local. Sete minutos depois, Kazim novamente recebeu na entrada da área, girou e, sem marcação, chutou muito mal, por cima do gol, deixando o time em desvantagem para o intervalo.

Balbuena salva derrota no fim

O mau desempenho no primeiro tempo não fez com que Carille promovesse alguma alteração na sua equipe, confiando em uma resposta melhor dos escolhidos inicialmente. Quem manteve o bom desempenho, porém, foi o Patriotas. Aos sete minutos, após falta cometida em cima de Mosquera, Omar levantou na primeira trave e Robayo cabeceou na trave.

O Timão não conseguiu segurar a bola na frente e viu Carille colocar Giovanni Augusto no lugar do cansado Marquinhos Gabriel, na tentativa de trocar mais passes e trabalhar bem a bola até chegar a Kazim. Do outro lado, porém, Valoyes foi mandado a campo e deu muita canseira na defesa, chegando perto de ampliar o marcador para os anfitriões.

A primeira grande chance foi aos 36 minutos, quando o centroavante ganhou de Pablo e rolou para Rodríguez. O canhoto chutou cruzado e exigiu boa defesa de Cássio, mandando para escanteio. Na cobrança curta, Mosquera recebeu e achou Murillo na área. O lateral direito deu belo drible na marcação e chutou forte, fazendo com que o arqueiro corintiano trabalhasse novamente.

Quando os visitantes, já cansados, pareciam longe de conseguir um gol, coube a um elemento surpresa aparecer para decidir. Não foi Clayton ou Fellipe Bastos, últimos suplentes lançados por Carille, mas Balbuena. O paraguaio aproveitou sobra na intermediária ofensiva, abriu para Fagner na lateral direita e correu para dentro da área, cabeceando na primeira trave o bom cruzamento para dar ao time um, senão injusto, inesperado pelo decorrer da partida.

FICHA TÉCNICA
PATRIOTAS-COL 1 X 1 CORINTHIANS

Local: estádio La Independencia, em Tunja (Colômbia)
Data: 28 de junho de 2017, quarta-feira
Horário: 21h45 (de Brasília)
Árbitro: Mario Diaz de Vivar (Paraguai)
Assistentes: Eduardo Cardozo e Milciades Saldivar (ambos do Paraguai)
Cartões amarelos: Ibarguen, Carreño e Rodríguez (Patriotas); Fagner (Corinthians)
Gols:
PATRIOTAS: Gómez, aos 31 minutos do primeiro tempo
CORINTHIANS: Balbuena, aos 46 minutos do segundo tempo

PATRIOTAS-COL: Álvaro Villete; Julian Pretel (Murillo), Óscar Cabezas, Danilo Arboleda e Nicolás Carreño; Larry Vásquez, Rafael Robayo e Omar Vásquez; Carlos Mosquera, Mauricio Gómez (Rodríguez) e Edis Ibarguen (Valoyes)
Técnico: Diego Corredor

CORINTHIANS: Cássio; Fagner, Balbuena, Pablo e Moisés; Gabriel (Clayton), Camacho (Fellipe Bastos), Marquinhos Gabriel (Giovanni Augusto), Rodriguinho e Romero; Kazim
Técnico: Fábio Carille

Jun 25, 2017
admin

Abrindo distância

Da Gazeta Esportiva

Jadson achou um espaço no meio das pernas de Marcelo Grohe (Foto: Luis Munhoz/Gazeta Press)

O Corinthians teve uma grande atuação na tarde deste domingo, diante do vice-líder Grêmio, na casa do adversário. Controlando a maior parte do jogo, o Alvinegro conseguiu seu gol com Jadson, no começo do segundo tempo, em grande jogada de Paulo Roberto, e depois viu Cássio fechar o gol, pegando inclusive um pênalti, para assegurar a vitória por 1 a 0.

Com o resultado, o primeiro triunfo do Timão na casa dos gremistas, o clube do Parque São Jorge mantém sua invencibilidade na temporada, chega a 26 pontos conquistados na tabela do Brasileiro e abre quatro pontos justamente dos gaúchos, ainda vice-líderes com 22.

Na próxima rodada da competição, os comandados de Fábio Carille terão pela frente o Botafogo, no domingo, dia 2 de julho, às 16h (de Brasília), no estádio de Itaquera. Antes, porém, têm uma viagem para Tunja, na Colômbia, local do jogo de ida contra o Patriotas-COL, pela segunda fase da Copa Sul-Americana. Já Renato e sua trupe visitam o Palmeiras, no sábado, três dias depois de receber o Atlético-PR, também na Arena, pela ida das quartas de final da Copa do Brasil.

Jogo movimentado, uma chance clara para cada

O primeiro tempo da partida mostrou um jogo estudado, como previa Fábio Carille, com o Grêmio permanecendo com a posse da bola na maior parte do tempo, mas encontrando dificuldades para entrar na defesa corintiana. Entre idas e vindas da redonda, sempre com Luan procurando aparecer entre as linhas de marcação corintianas, cada time conseguiu construir uma chance clara de gol.

Em escapada no meio-campo, aos 11 minutos, Paulo Roberto roubou a bola no ataque e conduziu sem ser incomodado, aproveitando boa proteção de Jô em lance com Kanneman. Frente a frente com Geromel, o volante deu uma pedalada e deixou o defensor adversário no chão, ficando cara a cara com Marcelo Grohe. Paulo tentou o gol com um toque rasteiro, de perna esquerda, mas parou em boa intervenção do arqueiro adversário.

Assustado com a investida dos visitantes, que até então não haviam ameaçado a sua meta, o Tricolor contou com o alto volume da sua torcida para adiantar a marcação e, em vez de tentar entrar tabelando na área corintiana, apostarem nos chutes de fora da área. No melhor deles, aos 21, Pedro Rocha exigiu boa defesa de Cássio. Na sequência, em falta lateral, Geromel, em posição legal, finalizou muito mal, por cima do gol.

Depois, até o intervalo, coube ao Timão ficar mais com a redonda e reclamar da arbitragem. Primeiro em escanteio cobrado na área, quando Rodriguinho foi agarrado por Edilson, mas o juiz deu falta de ataque. Depois em lance pela lateral, quando Fagner invadiu a área e alegou ter sido derrubado por Cortez. O lateral, porém, já havia perdido o domínio da bola na jogada.

Grohe leva entre as pernas, Cássio faz “gol”

Na volta para o segundo tempo,Carille prometeu adiantar a marcação e dar mais dificuldade à saída de bola dos mandantes. Não foi isso, no entanto, que conseguiu dar ao Timão a vantagem. Aos sete minutos, mais uma vez Paulo Roberto se lançou à frente em boa arrancada, ganhou da marcação de um adversário e contou com um desvio de Luan para driblar Geromel. Na linha de fundo, rolou para Jô. O centroavante não dominou, mas a bola ficou para Jadson, de primeira, achar um espaço entre as pernas de Grohe para abrir o placar.

O gol enervou um pouco o time gremista, que passou a se livrar da bola mais rapidamente, principalmente em chutes de média distância. Preocupado com isso, Renato tirou Arthur, que funcionava como terceiro homem de proteção para liberar Luan, e colocou Fernandinho para atacar na ponta direita, dando mais trabalho para Guilherme Arana.

O lance de perigo, porém, saiu pelo outro lado. Após lançamento para a área, Pedro Rocha conseguiu dominar e rabiscou para cima de Fagner. O atacante ganhou a dividida, conseguiu enganar Balbuena e achou Luan livre, quase na pequena área. O craque do campeonato chutou de bico, de primeira, mas parou em grande defesa de Cássio, sem rebote.

Sem conseguir criar grandes lances, Renato lançou mão de todo seu arsenal, com Fernandez e Everton, este no lugar de Edilson. Com mais volume de jogo, os donos da casa tiveram uma última oportunidade no único vacilo corintiano da tarde. Marquinhos Gabriel puxou Geromel fora do lance da bola em escanteio e o juiz deu pênalti. Luan mais uma vez teve sua chance, frente a frente com Cássio, mas o arqueiro foi bem, não caiu nas paradinhas e barrou o fraco chute do rival.

FICHA TÉCNICA
GRÊMIO 0 X 1 CORINTHIANS

Local: Arena do Grêmio, em Porto Alegre (RS)
Data: 25 de junho de 2017, domingo
Horário: 16h (de Brasília)
Árbitro: Wilton Pereira Sampaio (GO)
Assistentes: Bruno Raphael Pires e Leone Carvalho Rocha (ambos de GO)
Público: 54.022 torcedores
Cartões amarelos: Kanneman, Edilson, Geromel (Grêmio); Rodriguinho, Cássio, Romero, Jô, Marquinhos Gabriel (Corinthians)
Gols:
CORINTHIANS: Jadson, aos sete minutos do segundo tempo

GRÊMIO: Marcelo Grohe; Edílson (Everton), Pedro Geromel, Kanneman e Bruno Cortez; Michel, Arthur (Fernandinho), Ramiro, Luan e Pedro Rocha (Gastón Fernandez); Lucas Barrios.
Técnico: Renato Portaluppi

CORINTHIANS: Cássio; Fagner, Balbuena, Pablo e Guilherme Arana; Paulo Roberto (Camacho), Maycon, Jadson, Rodriguinho (Marquinhos Gabriel) e Romero (Clayson); Jô
Técnico: Fábio Carille

Jun 23, 2017
admin

Sempre Líder

Por Vinícius Souza – Meu Timão
Jô voltou a deixar o dele nesta quinta-feira; centroavante já soma 12 gols no ano
Jô voltou a deixar o dele nesta quinta-feira; centroavante já soma 12 gols no ano

Foto: Daniel Augusto Jr/Ag. Corinthians

Quem para o Corinthians de Fábio Carille? Líder da Série A e invicto há mais de três meses, o Timão derrotou o Bahia por 3 a 0 nesta noite de quinta-feira, na Arena Corinthians, pela nona rodada do Brasileirão. Os gols foram marcados por , artilheiro do time em 2017 com 12 gols, Balbuena, que voltou a prestar continência à Fiel, e Marquinhos Gabriel, em grande fase com a camisa alvinegra.

A partida entre paulistas e baianos teve um ponto negativo. O volante Gabriel, titular absoluto da equipe, levou dois cartões amarelos e, consequentemente, acabou expulso. O camisa 5 será desfalque do Timão diante do rival Grêmio, vice-líder, no próximo domingo, na Arena do Grêmio.

Primeiro tempo

O líder Corinthians não demorou a mostrar sua força dentro de casa, embora tenha sido o Bahia o primeiro a levar perigo ao gol adversário. Aos seis minutos, Zé Rafael aproveitou passe rasteiro de Allione para emendar chute forte no canto direito de Cássio, que espalmou para fora e livrou o Timão de sofrer o primeiro gol da noite.

A resposta corinthiana foi imediata. Jô, referência do ataque armado por Fábio Carille, arrancou pelo lado direito e, à la Sócrates, tocou de calcanhar para Rodriguinho, posicionado no centro da área baiana. Antes de o camisa 26 finalizar e, provavelmente, abrir o placar da Arena, Jadson se antecipou e facilitou a defesa do time de Salvador.

Compacto defensivamente e ágil na transição ao ataque, o Timão de Carille abriu vantagem sobre o Bahia com Jô. O camisa 7, após bela assistência de Fagner, ficou cara a cara com Jean, driblou o goleiro e arrematou rasteiro de perna direita para a explosão dos mais de 30 mil alvinegros presentes em Itaquera. Foi o 12º gol do centroavante na temporada, o quinto no Brasileirão.

Elenco comemora gol de Jô sobre o Bahia
Elenco comemora gol de Jô sobre o Bahia

Reprodução/Premiere

Quem foi à Arena Corinthians viu um primeiro tempo disputado, com chances para as duas equipes. A vantagem dos donos da casa só não foi maior porque Jô perdeu grande chance dentro da área do Bahia, mas nada que atrapalhasse os planos do Timão ao longo dos 45 minutos iniciais.

“Tem que concentrar. A primeira era só para acertar o gol. Na outra consegui driblar o goleiro e fiz o gol. Estamos acelerando o jogo na hora errada, mas é normal, é vontade de ganhar. O time tá no caminho certo”, analisou Jô, satisfeito com o triunfo parcial.

Leia também: Felipe vai à Arena Corinthians e é ovacionado pela torcida; zagueiro pode render milhões

Segundo tempo

Os planos de Corinthians e Bahia mudaram rapidamente na segunda etapa. Isso porque Gabriel e Renê Júnior levaram o segundo cartão amarelo no jogo e acabaram expulsos pelo árbitro paraense Dewson Fernando Freitas da Silva. As decisões do juiz motivaram discussões entre os atletas, encerradas pela “turma do deixa-disso”.

Carille logo promoveu sua primeira alteração: sacou Jadson para a entrada de Marquinhos Gabriel, utilizado ao longo dos compromissos em que o camisa 10 esteve ausente. Depois, chamou Camacho no lugar de Rodriguinho, visivelmente desgastado fisicamente.

Motivado pelas substituições ou não, o Corinthians pressionou o Bahia e chegou ao segundo gol com Balbuena. Após cobrança de escanteio, que contou com desvio do compatriota Romero, o zagueiro só empurrou para o fundo da rede.

Ainda teve tempo para mais um, depois de Kazim deixar o banco de reservas na vaga de Jô. No apagar das luzes, Marquinhos Gabriel aproveitou vacilo da defesa baiana, jogou por cima de Jean e fechou o placar na Arena Corinthians: 3 a 0, fora o baile…

Pode festejar, Fiel. A “quarta força” agora tem sete vitórias em nove rodadas, um aproveitamento superior a 85% dos pontos em disputa. Que venha o vice Grêmio! Segue o líder!

Escalações

Corinthians: Cássio; Fagner (capitão), Balbuena, Pablo e Guilherme Arana; Gabriel, Maycon, Jadson, Rodriguinho e Romero; Jô

Bahia: Jean; Eduardo, Tiago, Rodrigo Becão e Matheus Reis; Renê Júnior, Feijão, Vinicius, Zé Rafael e Allione; Edigar Junio

Jun 18, 2017
admin

Na liderança

Por Vinícius Souza – Meu Timão

Numa manhã de domingo triste para o futebol brasileiro, o líder Corinthians não saiu do 0 a 0 com o Coritiba. Seguro defensivamente, mas pouco criativo no ataque, o Timão, que vinha de seis vitórias consecutivas, empatou sem gols com o oponente paranaense em jogo disputado no estádio Couto Pereira, pela oitava rodada do Campeonato Brasileiro. Um gol mal anulado marcado por Jô, contudo, mudou a história do confronto.

Ainda assim, o resultado garantiu ao Corinthians de Fábio Carille uma invencibilidade de 21 partidas, a décima maior da história do clube, e um ponto importante fora de casa. Com 20 pontos, o esquadrão alvinegro aguarda o jogo entre Cruzeiro e Grêmio para saber se permanecerá na primeira colocação por mais uma rodada.

Antes de a bola rolar, uma notícia lamentável tomou o noticiário esportivo e o clima no Couto Pereira. Veículos com torcedores do Corinthians foram apedrejados por torcedores do time mandante ao acessarem uma via fora do trajeto que levaria à entrada destinada aos visitantes. Houve confronto a poucos metros do estádio, e ao menos seis pessoas foram encaminhadas ao hospital – uma delas, ainda não identificada, em estado grave.

Corinthiano espancado foi levado com vida ao hospital
Corinthiano espancado foi levado com vida ao hospital

Por conta do episódio, a Polícia Militar segurou a delegação do Corinthians no hotel no qual a equipe estava hospedada. O atraso, de cerca de 30 minutos, não alterou o protocolo da CBF: apenas os atletas do Coritiba se perfilaram no campo para a execução do hino nacional e do Paraná, enquanto os jogadores do Timão se trocavam no vestiário.

Protocolo da CBF foi mantido mesmo sem jogadores do Corinthians
Protocolo da CBF foi mantido mesmo sem jogadores do Corinthians

PRIMEIROTEMPO

Infelizmente, a morte violenta de um torcedor não impediu que houvesse jogo no Couto Pereira. E os primeiros 45 minutos foram de um Corinthians bem postado defensivamente e armado para puxar contra-ataques em velocidade. O Coritiba, forte dentro de seus domínios, tinha a posse da bola por maior tempo e não demorou a levar perigo. Quando o fez, Cássio evitou que o Timão saísse atrás do placar.

As principais ações do time paranaense surgiam pelo lado direito do ataque, com Rildo e Henrique Almeida. A dupla, aliás, finalizou ao gol alvinegro uma vez cada durante a etapa inicial: na primeira oportunidade, a bola se perdeu pela linha de fundo; na segunda, Cássio espalmou para escanteio.

O técnico Fábio Carille precisou mexer na escalação antes mesmo do intervalo. O meia Marquinhos Gabriel sentiu dores no músculo posterior da coxa direita e pediu substituição, dando lugar ao atacante Clayson aos 29 minutos. A entrada do ex-Ponte Preta não chegou a alterar o panorama da partida, e o Corinthians pouco produziu ofensivamente.

“(A pressão) é do jogo, nada de anormal, isso faz parte. A equipe do Coritiba é qualificada e está na terceira colocação. Está 0 a 0, com um gol nós podemos ganhar a partida”, analisou o goleiro Cássio, destaque do Timão na etapa inicial.

SEGUNDO TEMPO

Corinthians e Coritiba não pareciam dispostos a abrir mão de seus bons sistemas defensivos para tentar algo diferente. Líder do Brasileirão, a equipe paulista sequer fazia questão de ter a bola e obrigava os donos da casa a proporem o jogo, algo que demonstravam ter bastante dificuldade, mesmo junto à sua torcida.

A ineficiência ofensiva do Timão em solo paranaense obrigou Carille a modificar sua equipe pela segunda vez: sacou Gabriel, que acabara de receber cartão amarelo, e deu chance a Camacho.

Nos instantes finais do embate, precisamente aos 42 minutos, um lance marcado de forma equivocada pelo juiz carioca Marcelo de Lima Henrique e seus assistentes mudou a história do duelo. O atacante corinthiano Jô recebeu passe dentro da área após rápida tabela e balançou as redes do Coritiba, mas teve o lance mal anulado pelo trio de arbitragem.

Jô estava atrás da linha da bola no momento do passe; gol foi mal anulado pela arbitragem
Jô estava atrás da linha da bola no momento do passe; gol foi mal anulado pela arbitragem

O gol, que não veio, deixaria o Corinthians próximo da vitória em Curitiba. Após o apito final, o camisa 7 do Timão, protagonista no lance, evitou culpar o árbitro. “Cara, foi um lance muito rápido. É ‘um dois’. Não deu para saber o que aconteceu. O mais importante aqui foi pontuar, ganhar um pontinho. Agora é descansar, porque quinta-feira tem outro jogo (contra o Bahia, na Arena Corinthians)”, concluiu Jô.

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