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Mar 10, 2017
admin

Vencendo mais uma

Corinthians domina o Luverdense e fica perto da vaga na próxima fase

Da Gazeta Esportiva

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Com o resultado, os paulistanos voltam com a possibilidade de até perder o segundo jogo, marcado para as 19h30 (de Brasília) da próxima quinta-feira, para avançar à quarta fase. Aos mato-grossenses a saída seria vencer em Itaquera por ao menos três gols de diferença para seguir vivo no torneio nacional. Vitória por dois gols de diferença com mais gols marcados (3 a 1, 4 a 2, 5 a 3…) também dá a vaga ao clube do Centro-Oeste.

Mais tranquilos na Copa, os comandados de Fábio Carille tentam agora manter o bom momento no Paulista, competição pela qual entram em campo no domingo, às 16h (de Brasília), encarando a Ponte Preta, no estádio Moisés Lucarelli. Já Odil Soares e sua trupe tentam esquecer a derrota diante do Cacerense, também no domingo, mas às 18h (de Brasília), na casa do adversário.

Domínio corintiano põe rival “na roda”

O Corinthians não teve dificuldades em impor seu estilo de jogo, mesmo atuando na casa do adversário e com um gramado em estado pouco recomendável para quem quisesse trocar passes. Contando com boa atuação de Rodriguinho e Maycon na faixa central, os visitantes rodaram a bola de lado a lado para achar espaços na defesa adversária com boa precisão.

As primeiras chances, no entanto, vieram em chutes de fora da área. Gabriel, aos oito, e Rodriguinho, aos 15, tentaram da entrada da área, mas não conseguiram dar trabalho ao goleiro Diogo Silva. O chute do armador, mais perigoso, desviou na cabeça de Neguete e acabou indo para escanteio. Na cobrança, Pablo ganhou da defesa pelo alto, mas mandou para fora.

Demorou até os 21 minutos para que o Timão utilizasse seu toque de bola para invadir a área adversária. Jô ganhou bola lançada no ataque e ela ficou para Jadson. O armador inverteu tudo para Romero, que tabelou com Guilherme Arana antes de achar o garoto já dentro da área, pela esquerda. De primeira, Arana cruzou rasteiro e Rodriguinho, dentro da pequena área, só escorou de pé direito para abrir o placar.

Pouco depois, em mais uma jogada que rodou a área adversária, Gabriel pegou sobra e chutou forte de esquerda, acertando o canto de Diogo Silva e ampliando. Jô, que estava em posição irregular, atrapalhou o campo de visão do arqueiro e motivou a marcação de impedimento por parte de Dibert Pedrosa. Após um conversa entre o auxiliar e o juiz Leonardo Garcia Cavaleiro, porém, o tento foi validado, concluindo que Jô não interferiu na jogada.

Satisfeito com a vantagem construída, o Timão dali para frente pouco forçou as jogadas, preferindo sempre manter a posse de bola do que tentar o terceiro. Menos concentrado do que antes, como bem lembrou Carille em meio às suas orientações na beira do campo, a equipe viu o Luverdense se arriscar e passar a ameaçar Cássio, principalmente nos chutes de fora da área.

Na etapa final, o cenário foi basicamente o mesmo, agravado pelo cansaço apresentado pelos corintianos. Mais acostumado ao calor cuiabano, o Luverdense quase se aproveitou para ao menos diminuir a desvantagem. No melhor dos lances, porém, Erik cabeceou após cobrança de escanteio, na pequena área, carimbou a trave direita de Cássio e não conseguiu alterar o marcador.

FICHA TÉCNICA
LUVERDENSE 0 X 2 CORINTHIANS

Local: Arena Pantanal, em Cuiabá (MT)
Data: 9 de março, quinta-feira
Horário: 21h30 (de Brasília)
Árbitro: Leonardo Garcia Cavaleiro (RJ)
Assistentes: Dibert Pedrosa e Eduardo de Souza Couto (ambos do RJ)
Público: 13.248 pagantes
Renda: R$ 807.710,00
Cartões amarelos: Marcos Aurélio, Paulinho (Luverdense); Balbuena (Corinthians)
Gols:
CORINTHIANS: Rodriguinho, aos 21, e Gabriel, aos 25 minutos do primeiro tempo

LUVERDENSE: Diogo Silva; Aderlan, Dalton, Neguete e Paulinho; Ricardo; Diogo Sodré (Rodrigo Fumaça), Marcos Aurélio, Rafael Silva e Erik (Café); Raphael Macena (Kazú)
Técnico: Odil Soares

CORINTHIANS: Cássio; Fagner, Balbuena, Pablo e Guilherme Arana; Gabriel, Jadson (Marlone), Rodriguinho, Maycon e Romero (Léo Jabá); Jô (Kazim)
Técnico: Fábio Carille

Mar 5, 2017
admin

Mais um clássico

Jô decide mais uma vez e Corinthians passa pelo Santos em Itaquera

Tomás Rosolino – Gazeta Esportiva

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O Corinthians conseguiu transpor mais um obstáculo no início de ano e do trabalho do técnico Fábio Carille à frente do clube. Apenas três dias depois de sofrer para se classificar na Copa do Brasil diante do Brusque, o Alvinegro se impôs sobre o Santos na tarde/noite deste sábado, no estádio de Itaquera, e conquistou sua segunda vitória em clássicos na temporada, juntando-se ao Derby de duas semanas atrás. A segunda com gol marcado por Jô, dessa vez logo no começo do segundo tempo.

Com o triunfo conquistado, mais uma vez por um gol de diferença, como em todas as outras vitórias do ano, o Timão chega a 18 pontos, se mantém como melhor campanha do Campeonato Paulista e abre mais vantagem no Grupo A do torneio, cada vez mais perto de assegurar uma vaga no mata-mata. O Peixe, por sua vez, fica com 10 pontos e segue atrás de Ponte e Mirassol, líderes da sua chave e, no momento, classificados à fase seguinte.

Na próxima rodada do Paulista, os comandados de Carille encaram a Ponte Preta, no Moisés Lucarelli, enquanto Dorival Júnior vai com seu grupo de atletas para o estádio Baetão, encarar o São Bernardo, ambos no domingo. Antes, porém, os clubes entram em campo por outras competições. O clube do Parque São Jorge faz o primeiro jogo da terceira fase da Copa do Brasil, contra o Luverdense, fora de casa, na quinta-feira, mesmo dia em que a equipe da Baixada visita o Sporting Cristal, em Lima, no Peru, pela estreia na Taça Libertadores.

Vladimir impede vitória parcial

O primeiro tempo do clássico teve um ator principal e 21 outros coadjuvantes dentro de campo. Mesmo conseguindo chegar com razoável tranquilidade ao gol adversário, os corintianos acabaram ofuscados pela grande atuação do goleiro santista Vladimir. Reserva de Vanderlei e motivo de desconfiança da torcida, o arqueiro realizou pelo menos quatro defesas difíceis e evitou que o Peixe fosse para os vestiários em desvantagem.

A primeira foi aos oito minutos do primeiro tempo, quando Romero tabelou com Arana e achou Maycon em boa condição na entrada da área. O garoto arriscou chute forte, no canto direito, e viu o adversário voar para fazer a defesa. Depois, em uma das poucas investidas dos visitantes na etapa inicial, Kayke recebeu bom passe de Vitor Bueno na grande área e tentou dar de bico com o pé direito, mas mandou fraco, na mão de Cássio.

Depois de uma breve intervenção dos seus parceiros, que não conseguiram segurar a bola na frente, Vladimir voltou a aparecer quando Jadson bateu escanteio pelo lado direito, na segunda trave, e Balbuena cabeceou no canto oposto. O goleiro, que já havia dado dois passos para a direita, conseguiu se recuperar e espalmou a bola. Seis minutos depois, Vladimir encaixou chute forte de Jadson.

Dali até o intervalo, porém, foi que os corintianos tiveram seus melhores lances. Aos 40 minutos, em breve inversão de Romero para o lado direito, o paraguaio recebeu ótimo passe de Fagner dentro da área e tentou passe rasteiro para Jô. Lucas Veríssimo fez o corte para trás e ia marcando um gol contra até que Vladimir, com muito reflexo, esticou o braço esquerdo para fazer a defesa. Dois minutos depois, ele pôde agradecer o gramado ao ver Jô, livre na pequena área, escorregar e chutar fraco para fácil intervenção do santista.

Jô desbanca muralha e decide

A magia que Vladimir parecia ter feito no gol defendido pelo Santos acabou assim que os times mudaram de lado. Procurando manter um ritmo forte de marcação, o Timão logo conseguiu abrir o placar. Após boa triangulação entre Guilherme Arana, Rodriguinho e Romero, o paraguaio acionou o lateral esquerdo na linha de fundo e o garoto descolou lindo cruzamento na segunda trave. Lá estava Jô, que ganhou de Cleber e testou sem chances para o arqueiro.

O lance, que empolgou a torcida presente no estádio e fez o volume da torcida corintiana alcançar o nível mais alto até então, parecia que transformaria o clássico em um jogo mais atrativo, com o Santos saindo para o ataque. Dorival Júnior, insatisfeito com a produção ofensiva do seu time, tirou Kayke e Yuri, mandando a campo Thiago Ribeiro e Rafael Longuine, abrindo mão de um centroavante e apostando na movimentação dos escolhidos.

Até os 31 minutos, porém, o jogo não teve nem sequer um outro chute a gol. Quem quebrou essa marca foi, mais uma vez, um jogador do Corinthians. Léo Jabá, que acabara de entrar no lugar de Ángel Romero, puxou contra-ataque, driblou Rodrigão e invadiu a área. O garoto, com Victor Ferraz ainda pela frente, cortou para o pé direito e tentou o chute, mas acabou mandando por cima do gol.

Na base da pressão e nas bolas mandadas em direção a Rodrigão, que entrou após Dorival desistir da ausência de um camisa 9, o Peixe ainda tentou buscar o empate. Carille, satisfeito com o 1 a 0, apostou em Kazim e Giovanni Augusto no lugar de Jô e Rodriguinho. Sem qualidade na hora de armar as jogadas, porém, restou aos alvinegros da Baixada lamentar outro revés em clássico e, aos donos da casa, celebrar com a Fiel.

FICHA TÉCNICA
CORINTHIANS 1 X 0 SANTOS

Local: estádio de Itaquera, em São Paulo (SP)
Data: 04 de março de 2017, sábado
Horário: 18h30 (de Brasília)
Árbitro: Leandro Bizzio Marinho
Assistentes: Miguel Cataneo Ribeiro da Costa e Daniel Paulo Ziolli
Público: 36.111 pagantes
Renda: R$ 1.991.856,80
Cartões amarelos: Gabriel, Jadson, Rodriguinho, Pablo (Corinthians); Vladimir (Santos)
Gol:
CORINTHIANS: Jô, aos 2 minutos do segundo tempo

CORINTHIANS: Cássio; Fagner, Balbuena, Pablo e Guilherme Arana; Gabriel, Jadson, Rodriguinho (Giovanni Augusto), Maycon e Romero (Léo Jabá); Jô (Kazim)
Técnico: Fábio Carille

SANTOS: Vladimir; Victor Ferraz, Lucas Veríssimo, Cleber e Zeca; Yuri (Rafael Longuine), Thiago Maia e Vitor Bueno; Bruno Henrique, Copete (Rodrigão) e Kayke (Thiago Ribeiro)
Técnico: Dorival Jr

Mar 2, 2017
admin

Proteção de São Jorge dispensa goleiro

Do UOL

Jadson perde pênalti, mas Corinthians elimina o Brusque na Copa do Brasil

O Corinthians sofreu para eliminar o Brusque na noite desta quarta-feira, em Santa Catarina. O time alvinegro eliminou os catarinenses nos pênaltis após um empate sem gols no tempo normal e garantiu vaga na terceira fase da Copa do Brasil. Jadson perdeu sua cobrança, mas a equipe corintiana venceu por 5 a 4, com último gol marcado por Romero.

Com a classificação garantida, o Corinthians enfrentará o Luverdense na terceira fase da competição nacional. Ao contrário do que aconteceu até aqui, a vaga será decidida em dois duelos – os mandos de campo serão definidos nesta quinta-feira, às 12h, na CBF. As partidas serão disputadas nas duas próximas semanas.

De volta

Jadson, enfim, reestreou no Corinthians. Depois de quase quatro semanas em recuperação física, o meio-campista entrou em campo aos 12 minutos da etapa final no lugar do volante Fellipe Bastos. O time, então, passou a atuar no 4-2-3-1, com Gabriel e Maycon na contenção. Jadson atuou por dentro na linha de três, ao lado de Romero (à direita) e Léo Jabá (à esquerda).

Maldição?

O Corinthians vinha de quatro eliminações seguidas após decisões por pênaltis: Grêmio na Copa do Brasil 2013, Palmeiras no Paulistão 2015, Audax no Paulistão 2016 e São Paulo na Florida Cup 2017. O time corintiano, em contrapartida, eliminou o São Paulo e o Palmeiras nas semifinais do estadual (2013 e 2011, respectivamente).

Reencontros

O jogo em Santa Catarina foi marcado por uma série de reencontros. Carlos Alberto, que defendeu o Corinthians nas temporadas 2007/2008, atuou como lateral esquerdo do Brusque. O meio-campo da equipe catarinense tinha Boquita. No banco de reservas, o técnico Pingo, volante que atuou no time corintiano em 1999.

Lances polêmicos

Dois lances causaram polêmica durante o duelo. No primeiro tempo, Léo Jabá caiu na área após uma disputa pela bola, mas viu o árbitro Péricles Bassols mandar o jogo seguir. Na etapa final, Belusso recebeu na frente e viu Pablo tocar nas suas pernas por baixo. O juiz novamente nada marcou.

Surpresas

O Corinthians disputa a sua 22ª edição da Copa do Brasil, Dono de três títulos, o time corintiano nunca foi eliminado por times pequenos. O Grêmio e o Cruzeiro são os maiores carrascos, com três vitórias cada (gaúchos em 1991, 1994, 1997, 2001 e 2013; e mineiros em 1996, 1998 e 2016). A equipe paulista perdeu ainda para Flamengo (1989), Inter (1992), Juventude (1999), Botafogo (2000), Vitória (2004), Figueirense (2005), Náutico (2007), Sport (2008), Atlético-MG (2014) e Santos (2015).

Mais um clássico à vista

Depois de derrotar o Palmeiras por 1 a 0 há uma semana, o Corinthians voltará a atuar em um clássico no próximo sábado. O adversário será o Santos, novamente em Itaquera, às 18h30, pelo Campeonato Paulista. O time de Fábio Carille soma 15 pontos em seis jogos e defende a primeira colocação geral do estadual.

Boa fase

O Brusque vive ótima fase no Campeonato Catarinense. Depois de oito rodadas, o time soma 15 pontos, com cinco vitórias. Com essa pontuação, a equipe ocupa a segunda colocação na tabela, atrás apenas do Avaí (20 pontos). No próximo sábado, o Brusque, campeão estadual em 1992, enfrenta o Joinville em casa.

FICHA TÉCNICA

BRUSQUE 0 (4) x 0  (5) CORINTHIANS

Local: Estádio Augusto Bauer, em Brusque
Competição: Copa do Brasil (2ª fase)
Data: 1º de março de 2017, quarta-feira
Horário: 21h45 (de Brasília)
Árbitro: Péricles Bassols Cortez (PE)
Assistentes: Marcelino Castro de Nazaré e Bruno Cesar Chaves Vieira (ambos PE)
Cartões amarelos: Eliomar e Carlos Alberto (Brusque); Gabriel, Giovanni Augusto e Fagner (Corinthians)

Acertaram: Belusso, Willian, Eliomar e Ricardo Lobo (Brusque);  Giovanni Augusto, Maycon, Fagner, Jô e Romero (Corinthians)
Erraram: João Carlos e Carlos Alberto (Brusque); Jadson (Corinthians)

BRUSQUE: Rodolpho, João Carlos, Cleyton, Neguete e Carlos Alberto; Mineiro, Boquita (Willian), Leílson e Eliomar; Belusso e Ricardo Lobo. Técnico: Pingo

CORINTHIANS: Cássio; Fagner, Pablo, Balbuena, Arana; Gabriel, Fellipe Bastos (Jadson), Maycon, Romero, Léo Jabá (Giovanni Augusto); Kazim (Jô). Técnico: Fábio Carille

Feb 27, 2017
admin

Massacre

Torcida corintiana equivale à soma de fãs de times rivais, diz Datafolha

Por Alex Sabino, da Folha

O Corinthians se mantém com a maior torcida da cidade de São Paulo. Segundo pesquisa realizada pelo Datafolha entre 8 e 9 de fevereiro, o time alvinegro tem a preferência de 36% dos moradores da capital, mesma quantidade de torcedores que seus principais rivais somados.

Qual é o time de futebol de sua preferência? – Pesquisa realizada na cidade de São Paulo com resposta espontânea e única, em %

Os torcedores são-paulinos constituem 19% da população, os palmeirenses são 12% e os santistas, 5%. Dois clubes de outros Estados têm ao menos 1% da capital na torcida. São 2% de flamenguistas e 1% de vascaínos.

Chama a atenção o número elevado de pessoas que disseram não torcer para time nenhum: 24%, quase um quarto dos entrevistados.

Em relação à última pesquisa, realizada em 2014, a torcida corintiana cresceu em um ponto percentual (dentro da margem de erro de três pontos percentuais).

A diferença para os rivais, no entanto, aumentou devido à queda do número de torcedores são-paulinos -na medição de 2014 eram 21%.

O Corinthians aumentou a vantagem se levados em conta os 24 anos da primeira pesquisa realizada pelo Datafolha. Em 1993, o clube estava quase empatado com o São Paulo (32% a 31%).

Desde então, os dois times obtiveram títulos de relevo –o Corinthians ganhou cinco Brasileiros, dois Mundiais e uma Libertadores; o São Paulo venceu duas Libertadores, dois Mundiais e três Brasileiros–, entretanto a vantagem alvinegra disparou para 17 pontos percentuais.

A popularidade do Palmeiras, em 12%, atingiu o patamar mais baixo em aferições do Datafolha. A equipe já teve 18% da torcida em 1998. A do Santos se manteve sempre estável, entre 7% e 5%.

Se contabilizadas só mulheres, o Corinthians chega a ter o dobro de torcedoras perante o São Paulo (34% a 17%).

Entre os jovens com 16 a 24 anos de idade, a vantagem é de 22 pontos percentuais (41% a 19%). O clube do Parque São Jorge também lidera em todas as faixas etárias e rendas mensais familiares.

Na faixa superior a dez salários mínimos (R$ 9.370), são 42% dos torcedores, contra 16% do Palmeiras, 12% do São Paulo e 5% do Santos.

A vantagem é menor na faixa dos que ganham até dois salários mínimos (R$ 1.874): 34% de corintianos, 18% de são-paulinos, 12% de palmeirenses e 3% de santistas.

Qual é o time de futebol de sua preferência? – Por faixa etária, em %

Dos entrevistados que declararam ter ensino superior completo, 31% são corintianos. Entre os que completaram o Ensino Médio, 40% torcem para a equipe. Já entre os que fizeram apenas o Ensino Fundamental, 35%.

O São Paulo tem seu maior percentual (26%) no recorte com pessoas entre 25 e 34 anos. O Palmeiras, com os maiores de 60 anos (16%), bem como o Santos (7%).

Em uma região há mais são-paulinos que corintianos. É na zona oeste, onde o clube do Morumbi tem 25% da torcida contra 23% do rival.

A maior vantagem corintiana está na região central, com 41% das preferências, contra 18% do São Paulo, 14% do Palmeiras, 5% do Flamengo e 3% do Santos.

Feb 25, 2017
admin

Bela Vitória

CORINTHIANS VENCE MIRASSOL EM JOGAÇO DE CINCO GOLS

POR ISABELA ABRANTES do Site Meu Timão

Em jogo disputado, Corinthians encarou o Mirassol e venceu por 3 a 2
Foto: Rodrigo Gazzanel/Ag. Corinthians

Na briga direta pela liderança da classificação geral do Campeonato Paulista, Mirassol e Corinthians protagonizaram um duelo de bonito futebol na noite deste sábado. As equipes se enfrentaram na cidade homônima ao time, no estádio José Maria de Campos Maia, o Maião.

Vindo da vitória no clássico contra o Palmeiras, o Timão tinha o desafio de bater o único time ainda invicto na competição. Com um ponto apenas de diferença entre as equipes, o confronto colocou em xeque o eficiente ataque do Mirassol, com 11 gols no Campeonato, com a sólida defesa corinthiana, a menos vazada da competição, com apenas dois gols sofridos.

Com elenco titular repleto de jogadores da base – seis, no total, se contarmos com o atacante Jô, revelado no Corinthians – Carille também aproveitou a partida para estrear novo esquema tático. O treinador abriu mão do 4-1-4-1, e voltou ao mais tradicional 4-4-2, apostando na equipe com dois atacantes.

Assim, o time foi a campo com Cássio; Léo Príncipe, Pedro Henrique, Pablo e Guilherme Arana; Gabriel e Maycon; Fellipe Bastos e Léo Jabá; Kazim e Jô. Já o Mirassol, do técnico Moisés Egert foi a campo com Vagner; Mário Sergio, Wallace, Edson Silva e Raul; William, Wellington Junior, Paulinho e Xuxa; Rodolfo e Zé Roberto.

Primeiro tempo

O jogo começou agitado, com o Corinthians mostrando organização defensiva e Aos 25 minutos, Fellipe Bastos levou o amarelo por falta em Wellinton Junior – a falta veio segundos depois do jogador corinthiano levar um chapéu do adversário.

Aos 28 minutos, o Corinthians esteve muito perto de abrir o placar com jogada de Maycon e Arana. O chute, porém, ficou na defesa do Mirassol, que encaixou um contra ataque mortal com Zé Roberto. Dominando na entrada da área, o atacante mirassolense chutou rasteiro de fora da área e surpreendeu o goleiro Cássio, marcando 1 a 0 para o mandante.

Nos minutos seguintes, o Timão mostrou sentir o jogo e mais desorganizado e nervoso abriu espaço para o adversário, se expondo mais no campo defensivo. Mais tenso e mais faltoso, o Corinthians levou a segunda advertência: Pedro Henrique dessa vez levou o amarelo.

A equipe alvinegra conseguiu se reorganizar, e assim, aos 38 minutos, o Corinthians finalmente empatou. Em lance de bola parada, Arana lançou a bola para área e na confusão, Kazim dominou mas não conseguiu chutar. O zagueiro Pablo, porém, aproveitou a sobra e deixou tudo igual no placar.

O placar, porém, ainda não fazia justiça ao primeiro tempo primoroso do Corinthians. Procurando o tempo todo o gol, a equipe foi premiada pela persistência aos 43 minutos: Jô cruzou para Kazim na área, que deu de bicicleta, mas não pegou bem na bola. Maycon, no entanto, estava no lance e não perdoou, e chutou para concluir a virada antes do intervalo.

Segundo tempo

A chuva começou a cair assim que a partida recomeçou em Mirassol. O campo molhado diminui o ritmo do jogo que esteve muito aquém da correria da primeira etapa. O Corinthians continuou bem no setor defensivo e deu poucas chances para a equipe da casa.

Apesar disso, o Mirassol não desistiu do jogo e chegou a levar perigo, em especial com chutes potentes de fora da área. O jogo correu sem tantos acontecimentos até que, atendendo a pedidos da torcida presente, Carille fez a primeira mudança na equipe. Aos 25 minutos atacante Romero entrou no lugar de Léo Jabá.

Aos 32 minutos Kazim ganhou um presente do zagueiro do Mirassol. Após cruzamento de Maycon, zagueiro e goleiro do Mirassol se enrolaram na defesa e o atacante corinthiano recebeu a bola livre para chutar. O campo molhado, porém, prejudicou o jogador que chutou a bola espirrada para a fora e lamentou muito a oportunidade perdida.

No lance seguinte, Carille fez mais uma mudança na equipe. Marciel entrou em campo no lugar do atacante Jô, e mudou o esquema tático da equipe, que ficou apenas com um atacante de ofício: o paraguaio Angel Romero.

O jogador mal entrou e já cometeu uma falta perigosa na entrada da área. O lance foi decisivo para o Timão, já que meia Xuxa, do Mirassol, bateu com muita categoria e deixou tudo igual no placar. Com o jogo em 2 a 2, o Corinthians precisou ir pra cima: e funcionou.

Aos 39 minutos, após cobrança de escanteio, o zagueiro Pedro Henrique apareceu na área adversária e não perdoou um erro da defesa do Mirassol, quando o goleiro Vagner espalmou e a bola desviada da defesa apareceu limpa para o cabeceio. Após o lance, Carille fez a última mudança com a saída de Maycon para a entrada de Moisés.

A partida seguiu disputada até o minuto final, mas terminou com a vantagem de 3 a 2 para o Timão. Com o resultado, a equipe corinthiana agora assume a liderança geral da competição e chega aos 15 pontos no Campeonato Paulista.

O próximo jogo do Corinthians, na quarta-feira, acontece às 21h45 contra o Brusque-SC, pela Copa do Brasil. No Paulista, o próximo confrontro é no sábado, e é novamente um clássico: desta vez a equipe enfrenta o Santos na Arena Corinthians.

Feb 23, 2017
admin

No Derby do centenário, o Timão bate o Palestra

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Da Gazeta Esportiva

O árbitro Thiago Duarte Peixoto roubou a cena naquele que foi divulgado como o Derby centenário – o clássico de maior rivalidade em São Paulo completará 100 anos em 6 de maio. A injusta expulsão do ex-palmeirense Gabriel no final do primeiro tempo ameaçou os rumos da partida disputada em Itaquera, na noite desta quarta-feira. Ainda assim, o Corinthians chegou à vitória por 1 a 0 sobre o Palmeiras com gol de Jô, aos 42 minutos do segundo tempo.

Com bom volume ofensivo no primeiro tempo, o Corinthians chegou a acertar o travessão com o próprio Gabriel, que deixaria o campo por causa de um equívoco cometido aos 45 minutos. Keno (outro que tinha mandado a bola no poste) avançou pela esquerda e foi puxado por Maycon antes de Pablo dar um carrinho para afastar a bola. Para o árbitro, no entanto, quem cometeu a falta foi o ex-volante palmeirense, punido com mais um cartão amarelo e o vermelho.

Em desvantagem numérica, o Corinthians foi pressionado pelo Palmeiras durante boa parte do segundo tempo – assustou só vez ou outra, impulsionado também pelo ímpeto de Kazim – e precisou se desdobrar defensivamente para segurar a igualdade no marcador. No final, em um erro de Guerra, Jô recebeu a bola de Maycon e concluiu rasteiro para fazer a festa da Fiel.

Os três pontos assegurados com muito sofrimento fizeram o Corinthians subir a 12 no grupo A do Campeonato Paulista, enquanto o Palmeiras permaneceu com 9 na chave C. O jejum de vitórias diante do rival também foi encerrado. Já eram dois empates e quatro derrotas desde 8 de fevereiro de 2015, quando o veterano meia Danilo garantiu um triunfo por 1 a 0 no primeiro Derby realizado no reformulado Palestra Itália.

Corinthians e Palmeiras voltarão a campo no sábado de Carnaval. Desfalcado de Gabriel, o time comandado por Fábio Carille visitará o Mirassol, enquanto a equipe dirigida por Eduardo Baptista receberá a Ferroviária em busca da reabilitação.

Os jogadores de Corinthians e Palmeiras estavam acelerados antes mesmo de o Derby começar. Enquanto a torcida única de Itaquera pulava e gritava freneticamente sob a luz de sinalizadores, Dudu corria em direção ao banco de reservas e jogava no chão, sem qualquer cuidado, a flâmula que recebera do rival.

Quando a bola rolou, foi o Corinthians que tomou a iniciativa de tentar fazer cair o favoritismo do Palmeiras. Em sua primeira participação ofensiva, o ex-palmeirense Gabriel arriscou um chute de longa distância e fez a bola beliscar o travessão. Depois, virou-se para as arquibancadas e brandiu os braços para levantar ainda mais o público.

Os torcedores, que pediam “sangue no olho” e “tapa na orelha” desde a véspera do clássico, logo viram os ânimos se exaltarem também no gramado. Dudu provocava Fagner e Romero na ponta esquerda, passando o pé sobre a bola, e era marcado com firmeza. Felipe Melo foi ainda mais vigoroso quando dividiu com Gabriel. Levou o cartão amarelo.

Na tentativa de dar uma resposta também ao volume ofensivo do Corinthians, e não só às demonstrações de vontade, o Palmeiras começou a se lançar ao ataque pelos lados do campo. A intenção era explorar principalmente a velocidade de Keno, que ganhou a vaga de Guerra, pela direita.

Em um raro momento na esquerda, dentro da área, Keno acertou o travessão após sobra de bola em um lateral cobrado por Jean. Em outro avanço do atacante, já de volta ao lado direito, Cássio saiu estabanado do gol, mas ficou com a bola.

Dois jogadores do Palmeiras foram ainda mais atrapalhados no campo defensivo. Felipe Melo e Mina chocaram as cabeças em uma disputa pelo alto e foram ao solo aos 28 minutos – o volante levou a pior, precisando enfaixar a cabeça.

Após a paralização da partida para que os palmeirenses recebessem atendimento médico, o Corinthians se preocupou em não deixar o esfriar o ritmo intenso do Derby. Romero se empolgou ao aplicar um chapéu sobre o ex-corintiano Willian do lado direito. E Léo Jabá, até então tímido na vaga de Marlone, que contraiu uma virose, soltou o pé de longe e mandou a bola por cima da meta.

O Corinthians só não contava com uma baixa imposta pela arbitragem. Em uma investida pela esquerda, aos 45 minutos, Keno recebeu um puxão de Maycon e viu Pablo dar um carrinho para afastar a bola. O árbitro Thiago Duarte Peixoto resolveu punir Gabriel, que estava longe do lance, com um segundo cartão amarelo e consequentemente o vermelho.

Obviamente revoltados, os jogadores do Corinthians solicitaram o auxílio do quarto árbitro e do auxiliar para tentar reverter a decisão. O presidente Roberto de Andrade e o diretor de futebol Flávio Adauto se enervaram n o túnel que dá acesso ao campo. Gabriel ouviu gritos de “fica” e ameaçou não sair de campo. Nada adiantou.

Com a expulsão do volante confirmada, o Corinthians retornou para o segundo tempo apoiado por sua torcida, com Maycon mais recuado e sem abrir mão de atacar. O Palmeiras, agora em vantagem numérica, trocou Raphael Veiga por Guerra na esperança de envolver o rival.

Nos primeiros minutos da etapa complementar, o clássico seguiu equilibrado, embora o Corinthians tivesse um atleta a menos. Por isso – e também receoso em relação a uma possível compensação da arbitragem –, o técnico Eduardo Baptista sacou o polêmico Felipe Melo e mandou Thiago Santos a campo.

O Palmeiras colocou a bola na rede pouco depois, mas não valeu. Guerra cruzou para dentro, e Mina colocou para dentro. O zagueiro colombiano, no entanto, estava em posição de impedimento – e a arbitragem, desta vez, conseguiu visualizar.

O gol anulado foi a senha para o Palmeiras passar a tirar proveito da ausência de Gabriel e pressionar o Corinthians. Aos 14 minutos, Willian quase surpreendeu Cássio com um chute forte de longa distância, que bateu no travessão e saiu. Aos 19, Keno fez o goleiro trabalhar com uma cabeçada à queima-roupa, bem defendida.

Querendo ainda mais do Palmeiras, que vez ou outra vacilava e expunha-se a contra-ataques, Eduardo Baptista trocou Willian por Alecsandro. Já Fábio Carille esperou até os 35 minutos para também agir, quando tirou o desgastado Léo Jabá para recompor o seu meio-campo com Moisés. Mais tarde, Kazim, outro esgotado fisicamente, cedeu lugar a Jô.

E coube ao centroavante revelado pelo Corinthians acabar com o protagonismo de Thiago Duarte Peixoto. Aos 42 minutos, Guerra foi desarmado por Maycon, que acionou Jô. O prata da casa teve tranquilidade para finalizar rasteiro diante de Fernando Prass e garantir uma vitória heroica e histórica no Derby quase centenário.

FICHA TÉCNICA
CORINTHIANS 1 X 0 PALMEIRAS

Local: Estádio de Itaquera, em São Paulo (SP)
Data: 22 de fevereiro de 2017, quarta-feira
Horário: 21h45 (de Brasília)
Árbitro: Thiago Duarte Peixoto (SP)
Assistentes: Emerson Augusto de Carvalho (SP) e Marcelo Carvalho Van Gasse (SP)
Público: 30.727 pagantes
Renda: R$ 1.535.887,00
Cartões amarelos: Gabriel e Jô (Corinthians); Felipe Melo, Raphael Veiga, Jean, Vitor Hugo e Alecsandro (Palmeiras)
Cartão vermelho: Gabriel (Corinthians)
Gol: CORINTHIANS: Jô, aos 42 minutos do segundo tempo

CORINTHIANS: Cássio; Fagner, Balbuena, Pablo e Guilherme Arana; Gabriel, Maycon, Romero (Paulo Roberto), Rodriguinho e Léo Jabá (Moisés); Kazim (Jô)
Técnico: Fábio Carille

PALMEIRAS: Fernando Prass; Jean, Mina, Vitor Hugo e Zé Roberto; Felipe Melo (Thiago Santos), Michel Bastos, Raphael Veiga (Alejandro Guerra), Keno e Dudu; Willian (Alecsandro)
Técnico: Eduardo Baptista

 

Feb 23, 2017

Corinthians 2 X Palestra 1

De Alcântara Machado

Prrrrii!
– Aí, Heitor!
A bola foi parar na extrema esquerda. Melle desembestou com ela.
A arquibancada pôs-se em pé. Conteve a respiração. Suspirou:
– Aaaah!
Miquelina cravava as unhas no braço gordo da Iolanda. Em torno do trapézio verde a ânsia de vinte mi1 pessoas. De olhos ávidos. De nervos elétricos. De preto. De branco. De azul. De vermelho.
Delírio futebolístico no Parque Antártica.
Camisas verdes e calções negros corriam, pulavam, chocavam-se, embaralhavam-se, caíam, contorcionavam-se, esfalfavam-se, brigavam. Por causa da bola de couro amarelo que não parava, que não parava um minuto, um segundo. Não parava.
– Neco! Neco!
Parecia um louco. Driblou. Escorregou. Driblou. Correu. Parou. Chutou.
– Gooool! Gooool!
Miquelina ficou abobada com o olhar parado. Arquejando. Achando aquilo um desaforo, um absurdo.
Aleguá-guá-guá! Aleguá-guá-guá! Hurra! Hurra! Corinthians!
Palhetas subiram no ar. Com os gritos. Entusiasmos rugiam. Pulavam.
Dançavam. E as mãos batendo nas bocas:
– Go-o-o-o-o-o-ol!
Miquelina fechou os olhos de ódio.
– Corinthians! Corinthians!
Tapou os ouvidos.
– Já me estou deixando ficar com raiva!
A exaltação decresceu como um trovão.
– O Rocco é que está garantindo o Palestra. Aí, Rocco! Quebra eles sem dó!
A Iolanda achou graça. Deu risada.
– Você está ficando maluca, Miquelina. Puxa! Que bruta paixão!
Era mesmo. Gostava do Rocco, pronto. Deu o fora no Biagio (o jovem e esperançoso esportista Biagio Panaiocchi, diligente auxiliar da firma desta praça G. Gasparoni & Filhos e denodado meia-direita do S. C. Corinthians Paulista, campeão do Centenário) só por causa dele.
– Juiz ladrão, indecente! Larga o apito. gatuno!
Na Sociedade Beneficente e Recreativa do Bexiga toda a gente sabia de sua história com o Biagio. Só porque ele era freqüentador dos bailes dominicais da Sociedade não pôs mais os pés lá. E passou a torcer para O Palestra. E começou a namorar o Rocco.
– O Palestra não dá pro pulo!
– Fecha essa latrina, seu burro!
Miquelina ergueu-se na ponta dos pés. Ergueu os braços. Ergueu a voz:
– Centra, Matias! Centra, Matias!
Matias centrou. A assistência silenciou. Imparato emendou. A assistência berrou.
– Palestra! Palestra! Aleguá-guá! Palestra Aleguá! Aleguá!
O italianinho sem dentes com um soco furou a palheta Ramenzoni de contentamento. Miquelina nem podia falar. E o menino de ligas saiu de seu lugar. todo ofegante, todo vermelho, todo triunfante, e foi dizer para os primos corinthianos na última fileira da arquibancada:
– Conheceram, seus canjas?
O campo ficou vazio.
– Ó… lh’a gasosa!
Moças comiam amendoim torrado sentadas nas capotas dos automóveis. A sombra avançava no gramado maltratado. Mulatas de vestidos azuis ganham beliscões. E riam. Torcedores discutiam com gestos.
– Ó… lh’a gasosa!
Um aeroplano passeou sobre o campo.
Miquelina mandou pelo irmão um recado ao Rocco.
– Diga pra ele quebrar o Biagio que é o perigo do Corinthians.
Filipino mergulhou na multidão.
Palmas saudaram os jogadores de cabelos molhados.
Prrrrii!
– O Rocco disse pra você ficar sossegada.
Amilcar deu uma cabeçada. A bola foi bater em Tedesco que saiu correndo com ela. E a linha toda avançou.
– Costura, macacada.
Mas o juiz marcou um impedimento.
– Vendido! Bandido! Assassino!
Turumbamba na arquibancada. O refle do sargento subiu a escada.
– Não pode! Põe pra fora! Não pode!
Turumbamba na geral. A cavalaria movimentou-se.
Miquelina teve medo. O sargento prendeu o palestrino. Miquelina protestou baixinho:
– Nem torcer a gente pode mais! Nunca vi!
– Quantos minutos ainda?
– Oito.
Biagio alcançou a bola. Aí, Biagio! Foi levando, foi levando. Assim, Biagio! Driblou um. Isso! Fugiu de outro. Isso! Avançava para a vitória. Salame nele, Biagio! Arremeteu. Chute agora! Parou.
Disparou. Parou. Aí! Reparou. Hesitou. Biagio Biagio! Calculou.
Agora! Preparou-se. Olha o Rocco! É agora. Aí! Olha o Rocco! Caiu.
– CA-VA-LO!
Prrrrii!
– Pênalti!
Miquelina pôs a mão no coração. Depois fechou os olhos. Depois perguntou:
– Quem é que vai bater, Iolanda?
– O Biagio mesmo.
– Desgraçado.
O medo fez silêncio.
Prrrrii!
Pan!
– Go-o-o-o-ol! Corinthians!
– Quantos minutos ainda?
Pri-pri-pri!
– Acabou, Nossa Senhora!
Acabou.
As árvores da geral derrubaram gente.
– Abr’a porteira! Rá! Fech’a porteira! Prá!
O entusiasmo invadiu o campo e levantou o Biagio nos braços.
– Solt’o rojão! Fiu! Rebent’a bomba! Pum! CORINTHIANS!
O ruído dos automóveis festejava a vitória. O campo foi-se esvaziando como um tanque. Miquelina murchou dentro de sua tristeza.
– Que é – que é? É jacaré? Não é!
Miquelina nem sentia os empurrões.
– Que é – que é? É tubarão? Não é!
Miquelina não sentia nada.
– Então que é? CORINTHIANS!
Miquelina não vivia.
Na Avenida Água Branca os bondes formando cordão esperavam campainhando o zé-pereira.
– Aqui, Miquelina.
Os três espremeram-se no banco onde já havia três. E gente no estribo. E gente na coberta. E gente nas plataformas. E gente do lado da entrevia.
A alegria dos vitoriosos demandou a cidade. Berrando, assobiando e cantando. O mulato com a mão no guindaste é quem puxava a ladainha:
– O Palestra levou na testa!
E o pessoal entoava:
– Ora pro nobis!
Ao lado de Miquelina o gordo de lenço no pescoço desabafou:
– Tudo culpa daquela besta do Rocco!
Ouviu, não é Miquelina? Você ouviu?
– Não liga pra esses trouxas, Miquelina.
Como não liga?
– O Palestra levou na testa!
Cretinos.
– Ora pro nobis!
Só a tiro.
– Diga uma cousa, Iolanda. Você vai hoje na Sociedade?
– Vou com o meu irmão.
– Então passa por casa que eu também vou.
– Não!
– Que bruta admiração! Por que não?
– E o Biagio?
– Não é de sua conta.
Os pingentes mexiam com as moças de braço dado nas calçadas.


Feb 19, 2017
admin

No caminho da vitória

Corinthians supera o Audax fora de casa e chega com moral para o Derby

Kazim foi o autor do único gol corintiano neste sábado (Foto: Ale Cabral/AGIF)
Kazim foi o autor do único gol corintiano neste sábado (Foto: Ale Cabral/AGIF)

Da Gazeta Esportiva 

O Corinthians conseguiu uma importante vitória na tarde deste sábado, diante do perigoso Osasco Audax, na casa do adversário, e ganhou o moral que buscava para encarar o clássico contra o Palmeiras. Ao som de “É quarta-feira”, data do Derby, os alvinegros construíram mais um triunfo por 1 a 0, que tem virado padrão em 2017. Dessa vez, o gol foi anotado pelo inglês naturalizado turco Kazim, que anotou pela primeira vez em partidas oficiais.

Com o resultado, o clube de Parque São Jorge chega a nove pontos conquistados em 12 disputados no Paulistão, assumindo a liderança do Grupo A, dois à frente do Ituano, que perdeu por 1 a 0 para o Novorizontino. O AUdax, por sua vez, amarga seu terceiro jogo sem vencer após disparar 4 a 2 sobre o São Paulo na estreia.

Na próxima rodada, os comandados de Fábio Carille terão pela frente o jogo mais esperado pela torcida nesta primeira fase de Campeonato Paulista: o Derby contra o Palmeiras, na quarta-feira, às 21h45 (de Brasília), no estádio de Itaquera, pela quinta rodada do Estadual. O time de Osasco, por sua vez, vai encarar o Botafogo-SP, fora de casa, no estádio Santa Cruz, a partir das 19h30.

Corinthians segura troca de passes e aproveita chance

O Corinthians mostrou um sistema bastante sólido defensivamente para encarar as rápidas trocas de bola do Audax. Escolado tanto pelos problemas do ano passado quanto pela goleada imposta pelo time de Osasco ao rival São Paulo, o Timão começou a partida pressionando a saída de bola em cima do goleiro Felipe Alvaes, mas mostrando boa recuperação para não deixar espaços em seu meio-campo.

A primeira bola de perigo veio logo a um minuto, quando Léo Jabá pressionou a saída de bola e ganhou escanteio. Na cobrança, Fagner achou Pablo livre de marcação, mas o zagueiro não conseguiu repetir o padrão estabelecido na vitória sobre o Novorizontino e acabou cabeceando para fora. Depois disso, porém, o jogo pareceu entrar em um limbo, sem grandes ações de ambos lados.

Enquanto o Audax começava a encaixar sua saída com o toque de bola, o Corinthians mostrava segurança na proteção da área, sem deixar que os adversários entrassem tabelando. Dessa forma, restou ao time da casa tentar cruzamentos imprecisos enquanto o Timão buscava uma escapada com os rápidos Romero e Léo Jabá. A dupla alvinegra, porém, acabou coadjuvante do terceiro homem de ataque.

Em pressão iniciada por Romero e concretizada por Camacho, que desarmou Felipe Rodrigues, a bola sobrou para Kazim dentro da área. O turco, que pouco havia encostado na redonda, resolveu girar o corpo rapidamente e bater de primeira, acertando forte chute no canto esquerdo baixo, sem chances de defesa para Felipe Alves. Festa da Fiel, que só não comemorou o segundo antes do intervalo porque Léo Jabá conduziu desde o campo de defesa e falhou ao chutar de esquerda, frente a frente com o goleiro.

Audax toca demais a bola e Timão mostra segurança na zaga

Logo depois do apito inicial para a etapa final, Jabá conseguiu fazer outra boa jogada, mas novamente desperdiçou. Fagner achou bom lançamento para o garoto, em meio a dois zagueiros. Ele ganhou a disputa de um na velocidade e, diante do outro, tocou de cabeça para colocar na frente. Em boa condição, já dentro da área, tentou o chute cruzado, mas não conseguiu vencer Felipe Alves, seguro no um contra um.

Ainda antes dos 15 minutos, o Alvinegro teve ao menos três boas chances de ampliar. A primeira com Romero, que recebeu cruzamento rasteiro de Rodriguinho entre os zagueiros e tentou a finalização de primeira, por cima do gol do adversário. Depois, o próprio paraguaio recebeu lançamento em profundidade e tentou toque por cobertura de Felipe Alves, que apenas observou. Na última, Léo Jabá apareceu como um raio entre a defesa e invadiu a área, mas novamente chutou em cima do goleiro.

Depois do ímpeto inicial, porém, o técnico Fábio Carille tratou de resguardar ainda mais sua equipe. A alteração inaugural sacou o machucado Kazim, que pediu para sair, e mandou a campo o garoto Maycon, jogando Romero para a função de centroavante. Depois, Léo Jabá deu lugar a Marlone, enquanto Camacho, que vinha desempenhando bom papel no meio-campo, deu lugar a Fellipe Bastos.

Bem postado na frente da área, mas dessa vez sem praticamente nem uma alternativa para ameçar a zaga adversária, o Alvinegro viu os 15 minutos finais se tornarem uma sequência de toque de bola do Audax em seu campo. Apesar do bom volume de jogo, porém, o time da casa não conseguiu transpor a barreira imposta e liderada por Pablo e Cássio, que asseguraram mais uma vitória pelo placar mínimo para o Timão;

FICHA TÉCNICA
GRÊMIO OSASCO AUDAX 0 X 1 CORINTHIANS

Local: Estádio José Liberatti, em Osasco (SP)
Data: 18 de fevereiro de 2017, sábado
Horário: 17 horas (de Brasília)
Árbitro: José Cláudio Rocha Filho (SP)
Assistentes: Rogério Pablos Zanardo (SP) e Marco Antônio de Andrade Motta Júnior (SP)
Público: 6.630 presentes
Renda: R$ 191.460,00
Cartões amarelos: André Castro e Rafael Oliveira (Audax); Guilherme Arana (Corinthians)
Gol:
CORINTHIANS: Kazim, aos 32 minutos do primeiro tempo

GRÊMIO OSASCO AUDAX: Felipe Alves; Felipe Rodrigues (Marmentini), André Castro e Betinho; Marquinho (Rafael Oliveira), Pedro Carmona, Danielzinho e Léo Artur; Gabriel Leite, Hugo (Rafinha) e Ytalo
Técnico: Fernando Diniz

CORINTHIANS: Cássio; Fagner, Balbuena, Pablo e Guilherme Arana; Gabriel, Camacho (Fellipe Bastos), Romero, Rodriguinho e Léo Jabá (Marlone); Kazim (Maycon)
Técnico: Fábio Carille

Feb 15, 2017
admin

Vitória magra

Pablo marca de cabeça e Corinthians vence mais uma por 1 a 0

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Da Gazeta Esportiva

Tomás Rosolino – São Paulo, SP

O Corinthians não mostrou um futebol vistoso nem alternativas muito diferentes das apresentadas até o momento na temporada, mas contou com a altura e impulsão do zagueiro Pablo para anotar o único gol da vitória por 1 a 0 sobre o Novorizontino, na noite desta quarta-feira, no estádio de Itaquera. Foi o terceiro triunfo do clube em partidas oficiais na temporada, todos pela diferença mínima e com apenas um tento marcado.

Com o resultado, construído sem grandes sustos, o Timão, que até antes da rodada era o lanterna da sua chave, chega a seis pontos conquistados, assumindo a segunda posição do Grupo A, um atrás da equipe do Ituano. O Tigre, por sua vez, amarga a segunda derrota consecutiva no torneio e estaciona nos três pontos, na terceira posição do Grupo C.

Na próxima partida, os comandados de Fábio Carille terão pela frente o Osasco Audax, na casa do adversário, em jogo que será disputado às 17h (de Brasília) do sábado, também pelo Campeonato Paulista. Os novorizontinos, por sua vez, recebem o Ituano, no mesmo horário, no estádio Jorge Ismael de Biasi.

Pablo desafoga Corinthians em Itaquera

O Corinthians começou a partida tentando pressionar a saída de bola do adversário e adiantar as suas linhas, mas não conseguiu ter grande efetividade nas roubadas de bola. Com Fellipe Bastos deixando muito espaço pelo lado direito, Gabriel se sobrecarregou na tentativa de parar a movimentação adversária, deixando a parte criativa praticamente voltada para Rodriguinho no meio e Marlone na ponta esquerda.

Sem temer a força corintiana em Itaquera, o Novorizontino se lançou ao ataque em diversas ocasiões, apostando nas descidas de Cléo Silva e na boa movimentação de Roberto, ambos pelo lado direito. Os maiores perigos do time do interior, porém, saíram nas bolas paradas, marcadas em profusão a cada trombada pelo árbitro Flávio Rodrigues de Souza. Os cruzamento, no entanto, apesar de passarem pela zaga, nunca encontravam um atleta aurinegro em condição de finalizar.

Sem aproveitar as oportunidades na frente, o Tigre acabou vendo o Timão abrir o placar. Também apostando na bola parada para ameaçar o adversário, o clube do Parque São Jorge conseguiu abrir o placar em escanteio pela direita. Após a cobrança realizada por Fagner, uma das poucas que não ficou a cargo de Fellipe Bastos, Pablo se livrou da marcação e saltou livre, próximo à marca do pênalti, cabeceando no canto esquerdo de Tom para balançar a rede aos 28 minutos.

O gol fez com que as jogadas fluíssem com maior facilidade para os anfitriões, que tiveram boas chances de ampliar com Gabriel, aos 35, e Marlone/Rodriguinho, aos 44. Na primeira, o volante recebeu lindo passe de letra de Jô, dentro da área, tentou ajeitar para o pé esquerdo, mas acabou desarmado. Na segunda, Marlone desceu com velocidade pela esquerda, invadiu a área e chutou para boa defesa de Tom. Na sobra, Rodriguinho foi travado pela defesa e não conseguiu ampliar a vantagem.

Timão tem novas chances, mas peca nas finalizações

Talvez aliviado pela vantagem, o Alvinegro conseguiu manter um forte ritmo de pressão para cima do adversário nos primeiros 15 minutos da etapa final. Logo aos três, Fellipe Bastos recebeu na entrada da área e arriscou chute. A bola desviou na marcação de Doriva e quase encobriu o goleiro Tom, mas acabou batendo no travessão e saindo para escanteio. Na sequência, Romero fez boa jogada pela direita e cruzou fechado para boa defesa do arqueiro rival.

O técnico Júnior Rocha percebeu a dificuldade da sua equipe em ficar com a bola e mandou a campo o rápido Henrique, que deu trabalho a Fagner quando chegou pelo lado esquerdo do ataque. Sem presença de área, porém, o time do interior ficou novamente refém das bolas paradas, dessa vez sem grandes oportunidades. Do outro lado, sentindo a necessidade de mais velocidade pelas pontas, Carille mandou a campo Léo Jabá no lugar de Marlone.

O cartão de visitas do garoto, de volta após a disputa do Sul-Americano sub-20 com a Seleção, não foi dos mais animadores. Após receber dentro da área, demorou para se definir, perdeu a bola e ainda fez falta violenta, recebendo cartão amarelo. Depois, aos 26, melhorou bastante a imagem ao receber pela esquerda, mandar a bola entre as pernas de Domingues e sofrer falta perigosa próximo à lateral da área. Na cobrança, Fellipe Bastos exigiu boa defesa de Tom.

Até o final do jogo, o Corinthians continuou a ter mais posse de bola. Kazim entrou na vaga de Jô e Camacho substituiu Fellipe Bastos, ambos bastante cansados. Na hora de finalizar, porém, o time pecou muito. A melhor chance caiu nos pés de Rodriguinho, que driblou o goleiro após cruzamento e tentou o passe para Léo Jabá, mas viu Domingues afastar o perigo para manter o 1 a 0.

FICHA TÉCNICA
CORINTHIANS 1 X 0 NOVORIZONTINO

Local: estádio de Itaquera, em São Paulo (SP)
Data: 14 de fevereiro de 2017, quarta-feira
Horário: 19h30 (de Brasília)
Árbitro: Flavio Rodrigues de Souza (SP)
Assistentes: Eduardo Vequi Marciano e Risser Jarussi Corrêa (ambos de SP)
Público: 11.708 pagantes
Renda: R$ 473.376,10
Cartões amarelos: Fagner, Léo Jabá (Corinthians); Everaldo, Domingues (Novorizontino)
Gols:
CORINTHIANS: Pablo, aos 28 minutos do primeiro tempo

CORINTHIANS: Cássio; Fagner, Balbuena, Pablo e Moisés; Gabriel, Romero, Fellipe Bastos (Camacho), Rodriguinho e Marlone (Léo Jabá); Jô (Kazim)
Técnico: Fábio Carille

NOVORIZONTINO: Tom; Cléo Silva, Guilherme Teixeira, Domingues e João Lucas; Éder (Henrique Santos), Doriva e Fernando Gabriel (Caíque); Roberto, Alexandro e Everaldo (Henrique)
Técnico: Jùnior Rocha

Feb 11, 2017
admin

Péssimo jogo. Derrota ruim.

ATAQUE DECEPCIONA, DEFESA FALHA E CORINTHIANS PERDE A PRIMEIRA NO PAULISTÃO

São Paulo (SP), 11/02/2017 - CAMP PAULISTA / CORINTHIANS X STO ANDRÈ: Balbuena(E) e Edmilson(D) do Corinthians durante partida contra o Sto André valido pela 2ª rodada do Campeonato Paulista 2017, na Arena Corinthians, zona leste, nesta sabado (11). Foto: Bruno Ulivieri /Raw Image

O Corinthians entrou em campo na noite deste sábado, na Arena Corinthians. A noite marcou a apresentação de Jadson, de volta ao Corinthians após temporada na China, e as homenagens de 40 anos do título de 77. E também a primeira derrota da equipe no Paulistão.

Contra o Santo André, a equipe corinthiana buscava estabelecer o ritmo da temporada 2017, mas esbarrou nos erros individuais – em especial na defesa – em erro inicial da arbitragem que anulou gol legítimo, na falta de ritmo e no ímpeto do adversário. Cedo na partida, o Santo André encontrou um gol, passou a jogar no contra ataque e mostrou a limitação corinthiana, incapaz de reagir ao revés.

Durante a partida, o Corinthians mostrou pouca capacidade ofensiva e nenhuma capacidade para reagir à desvantagem. Sem fazer gols, a equipe amargou uma derrota por 2 a 0 em casa, contra o time do ABC.

Para o confronto, Carille escalou a equipe com o já conhecido 4-1-4-1. Sem Giovanni Augusto, a o time principal entrou em campo formado por Cássio; Fagner, Balbuena, Pablo e Moisés; Gabriel, Marquinhos Gabriel, Fellipe Bastos, Rodriguinho e Marlone; Jô.

PRIMEIRO TEMPO

O jogo começou promissor e, logo aos oito minutos de partida, o Corinthians abriu o placar. A bola foi cruzada na área, Balbuena e Pablo subiram, e o paraguaio escorou para Jô empurrar para o gol. O lance, porém, foi anulado por uma suposta falta de ataque corinthiano.

Cerca de três minutos depois, em lance de bola parada, o Corinthians sofreu o revés. Eduardo Ramos cruzou a bola para Reniê, que ajeitou para Edmilson marcar. Aos 16 minutos, novamente em bola parada, o Timão voltou a correr riscos. O ataque do Santo André chegou cara a cara com Cássio, mas a arbitragem marcou posição de impedimento.

Daí para frente o jogo, mudou. A equipe do ABC travou o meio campo e ocupou a área, dificultando a chegada do Corinthians. Mesmo assim, aos 22 minutos, Deivid fez pênalti em Marlone. Jô bateu e perdeu a cobrança, defendida pelo goleiro Zé Carlos.

Depois do pênalti perdido, o Corinthians até pressionou, chegando com perigo à área do adversário em algumas ocasiões. Apesar disso, a equipe de Carille não conseguiu reverter a desvantagem na primeira metade da partida, e foi para os vestiários com a derrota parcial.

SEGUNDO TEMPO

No segundo tempo, o Corinthians voltou com mudança. Fellipe Bastos deixou o campo para a entrada de Guilherme. Mas, com a vantagem no placar, o Santo André fez cera e atrasou como pôde a partida. A demora nas cobranças de tiro de meta e lateral começaram a irritar os jogadores alvinegros e a torcida presente na Arena.

Aos nove minutos, Rodriguinho foi derrubado dentro da área, pediu o pênalti, mas o juiz não deu. O ímpeto inicial arrefeceu e o treinador Carille decidiu atender ao pedido da Fiel: chamou Kazim que substituiu Marlone aos 20 minutos de jogo.

Na sequência, foi a vez do Santo André mexer – e o treinador Toninho Cecílio colocou em campo justamente um jogador que pertence ao Corinthians: o atacante Claudinho. Oportunista, o jogador revelado na base corinthiana aproveitou a falha do setor defensivo, apareceu na pequena área e, em sua primeira jogada na partida, marcou e sacramentou a derrota do Timão.

Em tentativa desesperada, Carille ainda tirou Moisés para a entrada de Romero, colocando o time ainda mais ofensivo. A equipe pressionou por alguns minutos, mas foi pouco efetiva nas finalizações e ainda ficou exposta aos contra ataques do Santo André.

O próximo jogo do Corinthians, contra o Novorizontino, acontece nesta quarta-feira, dia 15, pelo Campeonato Paulista. O confronto será novamente na Arena Corinthians, e está marcado para as 19h30.

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