May 21, 2015

O Corinthians após saída da Libertadores.

Como sempre faço aos fins de semana, fui ao clube no último sábado, onde o ambiente era de grande tristeza. A eliminação do Corinthians pelo fraco time do Guaraní, do Paraguai, ainda não foi digerida por torcedores e sócios alvinegros.

Logo que cheguei ao restaurante, com um grupo de amigos, aproximou-se um sócio muito revoltado. Creio que era do Departamento de Tênis ou do Tamboréu, o que faz pouca diferença, já que são duas áreas que votaram maciçamente na diretoria atual. A revolta deste sócio era total. Atacava os jogadores (chamando-os de mercenários), o técnico (o taxando de retranqueiro), o juiz etc. Só não falava da diretoria.

Como já era comentado que alguns atletas da Base seriam “vendidos” interpelou-me perguntando o que a “oposição” iria fazer para barrar os altos salários e a saída de jovens revelados pelo Corinthians, que hoje são de empresários.

Mesmo sabendo que ele era um oficialista assumido, fui claro nas explicações.

Nós, na última campanha, tínhamos colocado diariamente a difícil situação financeira que vivia o clube. E dissemos que foi o Departamento de Futebol (dirigido, dentre outros, pelo atual presidente) que tinha perdido a mão e gastado o que não podia. Foi uma enxurrada de contratações -a todo preço- que começou debilitar as finanças do clube.

Lembrei que criticamos duramente e de maneira sistemática a política inaugurada pelos diretores (a de pagar comissão para tudo no Corinthians: compra, venda, empréstimos e até em renovação de contratos de atletas que já estavam no clube). Essa foi política desastrosa que sugou os cofres da agremiação.

Lembrei, também, que na campanha falamos sobre a política da Base, onde a relação promiscua com empresários, só servia aos atravessadores. Os acertos com empresários, que se tornavam donos de jogadores, tinham que acabar imediatamente. Sempre defendemos que os jogadores da Base deveriam ser 100% do clube e que não há qualquer motivo para manter atletas com outro tipo de “acordo”.

Perguntei ao revoltado torcedor se seriam apenas os jogadores (os tais mercenários) e o técnico (o dito retranqueiro) os responsáveis pelo que estava ocorrendo. Ele fez uma ou outra crítica a mais, mas nada falou sobre os diretores e a política de partilha de jogadores.

Naquela mesma tarde, encontrei com torcedores de organizadas que por lá protestavam. Eram as mesmas palavras de indignação. “Mercenários! Covardes! Faltou raça!” e outras coisas na mesma linha. Nenhuma crítica aos diretores  (que inundaram o mercado de comissões), e nem crítica aos empresários, que por sua vez se compuseram com a direção do clube. Nada.

Após ouvir deles o repetido apelo onde pedem que “a oposição tem que acabar isso”, como se os conselheiros da oposição, que estão em menor número, pudessem anular o que faz a diretoria, perguntei o por quê de não haver críticas à direção e a política de partilha com os empresários. Também deram uma ou outra razão, meio sem sentido, sem qualquer ponto lógico.

Afirmei que uma das grandes proezas desta diretoria é ter tirado toda a independência das organizadas. Quando estas protestam, suas críticas são contra todos, menos contra os diretores diretamente responsáveis. Pertence ao passado a idéia de que as torcidas eram independentes da diretoria do clube. Hoje fazem tabelinhas o tempo todo.

O mesmo discurso de críticas aos altos salários, aos jogadores e ao técnico vem sendo repetido por boa parte da imprensa de forma sistemática e quase propagandista.

Quase não se ouvem críticas ao trabalho desastroso dos diretores nos últimos anos (com a política de compra e comissões). Nada é dito a respeito do partilhamento dos jogadores da Base. Jornalistas oficialistas de todos os lados repetem o mesmo discurso das organizadas e do pessoal alinhado ao clube.

A oposição faz o que tem que fazer: criticou o modelo que levou as finanças do clube aos trapos; criticou o conluio de empresários que viraram “donos” de jogadores; e nunca deixou de apoiar e defender o time com muito entusiasmo.

É preciso aos que estão tão revoltados que assumam seus erros ou parem de criticar.

A oposição continuará a ser coerente com o que defendeu na última campanha sem que isso prejudique o clube. E é exatamente isso que vem sendo feito.

 

May 17, 2015

Segunda vitória.

CORINTHIANS VENCE A SEGUNDA E ASSUME A LIDERANÇA DO BRASILEIRÃO

Fábio Santos marcou o gol a favor do CorinthiansFábio Santos marcou o gol a favor do Corinthians | Foto: Daniel Augusto Jr. / Agência Corinthians

Na noite deste sábado, o Timão foi à Araraquara, onde recebeu a Chapecoense para a segunda rodada do Campeonato Brasileiro. Punido com perda de um mando, após problemas com a torcida na edição anterior do torneio, o Corinthians optou por mandar a partida na Fonte Luminosa.

A equipe comandada por Tite, agora com foco total no Brasileiro, tinha o desafio de vencer para assumir a ponta da tabela e fazer as passes com a torcida – que durante a semana chegou a realizar protestos após a eliminação.

Para responder a Fiel, o treinador escalou a equipe com algumas mudanças: poupou Fagner e Renato Augusto e deu chance novamente à Mendoza. A proposta do Timão foi entrar em campo com o 4-1-4-1, e contou com Cássio, Gil e Edu Dracena na defesa; Fábio Santos e Edílson nas laterais; No meio, Ralf como volante fazendo a ligação entre os setores; Elias e Jadson na criação central, Mendoza e Malcom abrindo pelas pontas. Na frente, Guerrero no papel de centroavante.

Primeiro tempo

Os minutos iniciais da partida começaram com forte ímpeto da equipe corinthiana, com muitas chegadas no ataque e pressão total do Timão. Com bolas na trave e defesas muito bonitas do goleiro Danilo, o gol parecia uma questão de tempo.

Até os 12 minutos, foram quatro chutes contra o gol do time catarinense. A Chapecoense, porém, conseguiu esfriar o jogo e e durante parte da partida minou a articulação do Corinthians. A equipe comandada por Vinicius Eutrópio restaurou o sistema defensivo e prendeu a bola, e equilibrou a partida.

As triangulações, marca registrada da temporada, apareceram pouco na partida, deixando o Corinthians mais dependentes de cruzamento. Do lado da Chapecoense, a estratégia também eram as bolas aéreas, contando com a velocidade do lateral Apodi para levantar a bola na área de Cássio.

Aos 28 minutos, porém, Fábio Santos chutou de fora da área. A bola desviou em Mendoza e enganou o goleiro Danilo – que vinha muito bem na partida – e entrou, para a alegria dos corinthianos. A vantagem do placar não se alterou até o fim da primeira etapa do jogo.

Segundo tempo

Sem mudanças nas duas equipes, a qualidade técnica do segundo tempo caiu bastante. A Chapecoense, mostrava motivação para recuperar a vantagem no placar, mas tinha dificuldade de vencer a boa formação da defesa corinthiana.

Com a pouca produtividade da equipe, Tite optou pela primeira mudança aos 18 minutos: sacou Elias para a entrada de Bruno Henrique. Pouco depois, o treinador substituiu o colombiano Stiven Mendoza para a entrada de Emerson Sheik.

Aos 25 minutos, a Chapecoense promoveu a saída de Roger para a entrada de Bruno Rangel. E alguns minutos depois, o Corinthians usou sua última carta: Petros entrou em campo na vaga de Malcom. Eutrópio ainda colocou Nenén no lugar de Gil e Hyoran após sacar Bruno Silva. Apesar disso, nenhuma das equipes conseguiu criar muito e os 15 minutos restantes da partida continuaram pouco emocionantes, quando o único acontecimento foi a expulsão do treinador da Chapecoense.

Mesmo com o placar magro, a equipe conquistou mais 3 pontos importantes na competição. Com o resultado que deu a segunda vitória à equipe, o Corinthians assume provisoriamente a ponta da tabela de classificação e é o líder do Campeonato Brasileiro. O próximo jogo do Timão será contra o Fluminense, no domingo.

 

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May 14, 2015

Que noite !

COM O SEXTO EXPULSO EM 10 JOGOS, CORINTHIANS PERDE E DEIXA LIBERTADORES

Uma noite para esquecer em ItaqueraUma noite para esquecer em Itaquera | Foto: Daniel Augusto Jr. / Agência Corinthians

Pelo confronto de volta da Libertadores, o Timão recebeu o Guaraní em plena Arena Corinthians. Vinda de uma vitória na estreia do Brasileirão, a equipe contou com a presença massiva da Fiel em Itaquera.

Com a desvantagem no placar, a equipe de Tite precisava fazer dois ou mais gols para reverter a derrota sofrida em Assunção e garantir a classificação para as quartas de final da Libertadores. Por isso, o treinador montou uma equipe fortemente ofensiva e colocou o Corinthians para frente.

A surpresa na equipe esteve no banco: o paraguaio Ángel Romero – que nem vinha sendo relacionado pelo treinador – entrou em campo no domingo, contra o Cruzeiro, e acabou marcando o gol da vitória. Já especulado fora da equipe, o atacante ganhou a vaga de Vagner Love que não esteve entre as opções de Tite para a partida.

Com isso, a equipe do Corinthians era composta por Cássio, Fágner, Gil, Felipe, Fábio Santos; no meio Ralf, Elias, Jadson e Renato Augusto; no ataque a dupla Malcom e Guerrero. No banco, limitado pela Conmebol em número de reservas, Tite ainda podia contar com o goleiro Walter, o lateral Edilson, o zagueiro Edu Dracena, o volante Bruno Henrique e o meia Danilo, além dos atacantes Mendoza e Romero.

Primeiro tempo

O primeiro tempo começou com o Corinthians muito mais intenso, apesar de encarar um Guaraní ultra fechado no campo de defesa. Em apenas 5 minutos de jogo, a equipe de Tite já havia criado muito mais oportunidades do que semana passada, no Defensores del Chaco.

O time paraguaio, porém, recuou sem hesitar e dificultou muito a vida do Corinthians, que teve dificuldade no último passe contra a presença constante de 4 a 5 jogadores dentro da área adversária. Jubero montou um sistema defensivo impecável, que o Timão precisaria infiltrar.

A Fiel também cumpria o seu papel e não parou de empurrar o time em nenhum momento do jogo. Pressionando, o Corinthians atuou tão adiantado que até mesmo Gil se posicionava pouco depois da linha de meio campo. Perto dos 20 minutos, porém, o ritmo do jogo arrefeceu um pouco, e o Timão começou a perder o ritmo.

Dentro de campo, porém, a equipe se reencontrou e após os 35 minutos ofereceu mais dez minutos de pressão intensa ao time do Guaraní. Na melhor das oportunidades, Guerrero saiu cara a cara contra Aguillar e chutou à queima roupa: o defensor, porém, espalmou como deu e protegeu o gol.

Apesar da pressão e do ritmo alucinante do jogo, a primeira etapa terminou sem gols. Os primeiros 45 minutos acabaram com 70% de posse de bola para o Timão, com 15 finalizações (contra apenas 2 do Guaraní), sendo 9 delas em direção ao gol de Aguillar.

Segundo tempo

Sem ter encontrado o resultado no primeiro tempo, Tite partiu para o tudo ou nada. Sacou Malcom para a entrada de Stiven Mendoza, e surpreendeu com a saída de Felipe para colocar Danilo em campo.

Com a mudança, Ralf foi deslocado para a defesa, cumprindo o papel de zagueiro. A alteração surpreendeu uma que Tite jamais havia treinado essa formação ultra ofensiva. O sistema, expôs mais a defesa corinthiana e deixou a posse de bola mais equilibrada. Apesar disso, nos primeiros minutos da partida as chegadas corinthianas foram perigosas.

Até que aos 7 minutos, como já vinha acontecendo, o Corinthians foi sumariamente prejudicado por uma arbitragem desequilibrada. O juiz Enrique Osses – que tem histórico antigo de apitos polêmicos contra o Timão – sacou direto cartão vermelho para Fábio Santos. A jogada, fora do lance, teve punição desproporcional e desmontou o sistema tático corinthiano.

Até então conhecido pelo fair play incentivado por Tite, com o lance de Fábio, o Corinthians chegou ao quinto vermelho na competição em apenas 10 jogos. Somados aos incontáveis erros e falta de critério de um trio incompetente, o Timão não teve condições de buscar o placar. E piorou.

Aos 25 minutos, Jadson tomou o segundo amarelo. Em uma jogada que começou um lateral invertido de um bandeira mal intencionado, o meia corinthiano deu ao juíz a razão que ele buscava para mais uma punição. Foi expulso e deixou o Corinthians com dois a menos e a impossível tarefa de fazer dois gols. Além dos vermelhos, o saldo foi de mais seis cartões amarelos – dois para Jadson e um para Guerrero, Fagner, Gil e Elias.

Com nove em campo, Tite ainda fez uma última mudança, colocando Bruno Henrique no lugar de um exausto Elias. Antes do apito final, o sofrimento que não parecia poder piorar, foi ainda mais longe: por um erro na linha de impedimento, a equipe levou gol aos 45 minutos e perdeu a invencibilidade em casa pouco antes de completar 1 ano sem derrota na Arena.

A lamentável atuação do trio, porém, não isenta o Corinthians que perdeu para sua excessiva confiança uma partida que poderia ter sido tranquila em Assunção. Após a eliminação dramática, caberá à equipe se recompor e retomar o foco total para o Campeonato Brasileiro.

No que depender da Fiel, porém, o Corinthians não estará sozinho. Mesmo aos prantos, os torcedores cantaram e aclamaram os jogadores e aplaudiram a equipe quando a partida acabou. O próximo jogo do Corinthians será no sábado, às 21h. A equipe se reencontra com a torcida na Arena, onde receberá a Chapecoense pela segunda rodada da competição.

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May 10, 2015

Vitória na estréia.

 

 

CONTRA O CRUZEIRO, CORINTHIANS ESTREIA COM TIME RESERVA NO BRASILEIRO E CONQUISTA 3 PONTOS

Romero relembrou 2014 e marcou contra o CruzeiroRomero relembrou 2014 e marcou contra o Cruzeiro | Foto: Daniel Augusto Jr. / Agência Corinthians

Na tarde deste domingo de dia da mães, o Corinthians foi à campo contra o Cruzeiro. Em Cuiabá, na Arena Pantanal, ambas as equipes – que estão entre partidas decisivas da Libertadores – entraram em jogo com os times reservas.

Mandante da partida, o Cruzeiro cumpria suspensão após problemas entre torcedores no clássico mineiro e optou por realizar a partida em Cuiabá. O jogo começou sob um forte calor, com temperatura em torno de 32º graus na capital do Mato Grosso.

Com intenção de preservar os atletas para a partida de volta contra o Guaraní, pela Libertadores, o Corinthians entrou em campo com muitas mudanças. Tite escalou a equipe tendo somente Cássio escalado dentre os titulares e trouxe na linha a dupla Yago e Dracena na zaga, os laterais Uendel e Edílson, no meio campo Cristian, Bruno Henrique, Petros, Danilo e a dupla Malcom e Vagner Love.

Primeiro tempo

O Cruzeiro começou mais impetuoso, e trouxe mais volume de jogo nos minutos iniciais. Não demorou, porém, para o Corinthians se encontrar em campo, e a equipe conseguiu por em campo as triangulações tão treinadas por Tite.

Vagner Love assumiu um papel de liderança no ataque, e ao lado de Malcom conduzia e driblava na área do Cruzeiro. O atacante fez no primeiro tempo uma de suas melhores atuações com a camisa do Corinthians . A marcação sob pressão também começou a funcionar, embora ainda faltasse à equipe corinthiana maior precisão na finalização.

O Timão começou a gostar do jogo e imprimir seu ritmo pouco a pouco na partida, e se mostrando superior à equipe celeste. Apesar disso, o torcedor corinthiano viu mais do brilho individual do que do trabalho em equipe, e a equipe não conseguia conectar como poderia o meio campo e ataque – assim, a etapa terminou sem gols.

Segundo tempo

Para a segunda parte do jogo, o Corinthians voltou com mudanças. Tite sacou Danilo para a entrada de Sheik. E já nos minutos iniciais, já se envolveu em uma falta: com pisão em Fabiano, Emerson foi responsável pela saída do jogador da partida, lesionado.

Tite, porém, decidiu fazer mais uma mudança. Não se sabe se insatisfeito com a atuação ofensiva ou preservando jogadores para a partida de quarta-feira e por volta dos 15 minutos colocou Romero no lugar de Vagner Love.

O atacante paraguaio tem tido poucas oportunidades atualmente, mas em 2014, havia feito boa partida contra o mesmo Cruzeiro, contra quem marcou seu único gol com a camisa do Corinthians. E foi de novo contra o Cruzeiro que o jogador reviveu seu melhor momento no Timão: aos 37 minutos, Romero marcou e desempatou a partida.

A última alteração aconteceu aos 45 minutos. Tite tirou Malcom para a entrada de Mendoza, que jogaria os últimos quatro minutos de acréscimo no jogo. O colombiano, porém, mal teve tempo para encostar na bola e já ouviu o apito final da partida. A vitória sobre o Cruzeiro, último campeão doCampeonato Brasileiro , valeu 3 pontos ao Corinthians.

O próximo jogo do Corinthians será na quarta-feira na Arena Corinthians , pela Libertadores. A equipe enfrentará o Guaraní, pelo jogo de volta das oitavas de final. Contra a equipe paraguaia o Timão terá o desafio de reverter os dois gols sofridos no primeiro tempo.

 

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May 6, 2015

Vamos reagir.

ATAQUE NÃO FUNCIONA, DEFESA FALHA E CORINTHIANS SE COMPLICA NA LIBERTADORES

O Corinthians não conseguiu levar seu futebol para o Paraguai e diminuiu suas chances de continuar na LibertadoresO Corinthians não conseguiu levar seu futebol para o Paraguai e diminuiu suas chances de continuar na Libertadores | Foto: Daniel Augusto Jr. / Agência Corinthians

Depois de duas semanas sem entrar em campo, o Timão foi ao Paraguay para enfrentar o Guaraní pela Libertadores pelas oitavas de final. Depois de uma maratona de jogos, Tite finalmente teve tempo para trabalhar a equipe.

O treinador, porém, precisou vencer o desafio de perder Sheik e seu substituto direto – Stiven Mendoza, que foram expulsos na partida contra o São Paulo. Por isso, o Corinthians acabou entrando em campo com Luciano, que não tinha oportunidade na equipe titular desde o dia 29 de março.

A equipe titular do Timão para o jogo foi composta por Cássio, Fagner, Felipe, Gil e Fábio Santos; Ralf;Elias, Renato Augusto, Jadson e Luciano; Guerrero. O atacante peruano, finalmente recuperado da dengue, foi a boa notícia do lado corinthiano.

Primeiro tempo

No vazio Defensores del Chaco, a partida começou com um ritmo mais tranquilo do que esperado para um mata-mata da Libertadores. No estádio, a iluminação mais baixa – bem diferente da claridade da Arena Corinthians causou estranheza nos torcedores.

Apesar disso, o Guaraní não se mostrou um adversário tão fácil quanto se podia imaginar. A equipe paraguaia não se intimidou com o Corinthians e criou oportunidades sempre que possível, mantendo uma formação tática bastante disciplinada. Já o Timão, com menos entrosamento que o normal em seu ataque, não foi tão ofensivo na etapa inicial.

Até os 30 minutos, o Corinthians tinha criado pouquíssimas oportunidades, conquistado apenas dois escanteios e atuado de forma muito equilibrada com os donos da casa. Sem ousadia no ataque, as melhores chances na etapa foram criadas pela equipe do Guaraní, que fez uma primeira etapa um pouco mais consistente que o Timão.

Faltando 15 minutos para o fim do primeiro tempo, o time paraguaio perdeu o defensor Filippini, lesionado, para a entrada de Contrera. A substituição não mudou o sistema de jogo dos paraguaios, mas o período de atendimento à Filippini foi bem aproveitado por Tite.

O treinador reuniu a equipe e cobrou maior raça na partida: e o elenco atendeu. Os minutos finais do jogo foram mais ao esquema do Timão e agradaram a torcida. A mudança no ritmo determinou finalmente um início para partida – que seguia morna até então – curiosamente no momento em que terminaram de entrar no estádio muitos torcedores do Guaraní e Corinthians.

Mesmo com o ritmo melho, aos 43 minutos, porém, o Corinthians esteve perto de sofrer o revés. Luciano sentiu o músculo quando acompanhava o atacante do Guaraní, e ficou para trás na cobertura. Benítez, cara a cara com Cássio, ficou muito perto de marcar. O Timão foi salvo por Gil, que em cima da linha, tirou a bola e evitou o gol.

Segundo tempo

Apesar da lesão ter gerado dúvidas sobre a continuidade de Luciano na partida, o Corinthians voltou igual para a segunda etapa. Porém, os primeiros minutos foram do adversário que criou duas chances de gol, levando perigo para as traves de Cássio. O Timão demorou mais uma vez para encontrar o ritmo e deixou o atacante Santander com muita liberdade na área.

Aos 15 minutos, Tite planejava sua primeira alteração, sacando Luciano para colocar Malcom. Porém, em lance de falta minutos antes da alteração, o mesmo Santander cobrou rasteira. Cássio falhou no lance e aceitou o gol do Guaraní.

Agora, restaria ao Corinthians pouco mais que 25 minutos para reverter o resultado, ou garantir ao menos o empate em Assunção. Até esse momento, apesar de quase 60% da posse de bola, o Timão só havia conseguido 4 finalizações – nenhuma para o gol.

Por isso, o treinador acabou por chamar o meia Danilo, que entrou no lugar de Luciano. Com o camisa 20, a equipe voltou a triangular e retomou seu toque de bola característico – a mudança surtiu efeito imediato e Fábio Santos passou bem perto de marcar com um chute que bateu caprichosamente na trave.

Aos 30 minutos, Tite fez mais uma mudança: sacou Ralf e buscou deixar o time um pouco mais ofensivo com a entrada de Bruno Henrique. Na sequência, Malcom veio no lugar de Jadson consumindo a última alteração na equipe.

Com o ataque mais descansado, o Corinthians começou a criar mais, porém, novamente na falha individual sofreu o gol. Contrera venceu a disputa de bola com Felipe e marcou o segundo gol, que complicou a classificação do Corinthians na Libertadores.

A decisão termina na próxima quarta, porém, o Timão voltará a se encontrar com o Guaraní, desta vez na Arena Corinthians. Com o resultado desta noite, o time precisará da vitória com pelo menos três gols de vantagem se quiser permanecer na competição.

O próximo jogo do Corinthians será contra o Cruzeiro, no domingo, na Arena Pantanal. O time mineiro perdeu o direito de atuar em casa na estreia do Brasileirão após conflitos entre torcidas rivais no clássico, e acabou levando a partida para Cuiabá.

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May 2, 2015

As Federações e a Grana. Artigo de 10 de Março de 2015.

Até quando as Federações vão explorar os clubes?

A situação dos clubes e das federações no futebol é muito estranha. Essas tais federações vivem dos clubes em todos os sentidos. Elas nada produzem (além de uma burocracia parasitária que agarra as receitas dos clubes).

É uma situação aberrante. Os clubes pagam todos os serviços das federações: registros, transferências, atestados, certidões, inscrições e tudo mais. São, no fundo, um cartório bem remunerado. E quando “emprestam” dinheiro de alguma competição cobram juros maiores que os dos bancos.

Mas isso não é tudo.

Veja o caso do Corinthians: a cada partida realizada na Arena construída para abrir a Copa, 5% da renda é separada para a Federação Paulista. Qual a explicação dessa “mordida” na receita do Corinthians? Nenhuma.

Trata-se uma estrutura aberrante que permite que os clubes sejam extorquidos.

A Federação Paulista não ajudou com um centavo na construção da Arena, mas ainda assim morde 5% das rendas Do Corinthians. Caso igual ao do Palmeiras, que construiu sua nova Arena sem qualquer ajuda da Federação e agora recebe uma “dentada” a cada partida.

Veja o caso do jogo contra o Once Caldas: a Federação “mordeu” 5%%da renda (121,8) e a Comebol 10%  (241).

Esta mais do que na hora dos clubes questionarem este pedágio das Federações. Não estão em lei nenhuma e tudo que os clubes fazem nas entidades é religiosamente pago.

No caso das Federações estaduais, a situação é mais aberrante, pois a Fifa não recolhem essas entidades regionais. Para a Fifa só existe a CBF.

Os clubes que fizeram seus estádios deveriam questionar tudo isso. Afinal, eles têm agora grandes dívidas e precisam pagar. Não há qualquer razão para manter essa burocracia esportiva que não diz respeito aos clubes.

Numa próxima mudança da Lei dos Esportes, essas federações deveriam ser extintas ou transformar-se em escritórios da CBF. E sem qualquer mordida nas receitas dos clubes.

Apr 24, 2015

É hora de reagir.

CONHEÇA O GUARANÍ, PRÓXIMO ADVERSÁRIO DO TIMÃO NA LIBERTADORES

Pronto para o mata-mata, Corinthians encara o Guaraní-PAR na LibertadoresPronto para o mata-mata, Corinthians encara o Guaraní-PAR na Libertadores | Foto: Daniel Augusto Jr/Ag. Corinthians

Na noite desta quarta-feira, o Corinthians conheceu o seu adversário das oitavas de final da Libertadores. Com a primeira colocação do Grupo 2 e a quarta melhor campanha geral da fase de grupos, o Timão enfrentará o Guaraní, do Paraguai.

O oponente alvinegro, que conquistou nove pontos e a segunda posição no Grupo 8, é o segundo clube de futebol mais antigo do Paraguai, fundado em 1903 e com 111 anos de história. Localizado na cidade de Assunção, capital paraguaia, carrega o preto e o amarelo como cores que representam a equipe. Um conhecido ídolo rival começou sua carreira futebolística no aurinegro, foi o clube paraguaio quem mostrou ao mundo o futebol de Hernán Barcos, ex-Palmeiras.

Além de ser a única equipe do país classificada para as oitavas de final da competição sul-americana, foi o primeiro campeão paraguaio, em 1906, e é o quarto maior campeão nacional, com 10 títulos na bagagem. O grupo atual atua junto há dois anos, apresentando um forte entrosamento em campo.

O Guaraní manda partidas no Estádio Rogelio Livieres, que tem capacidade para oito mil torcedores. No entanto, jogou duas partidas da fase de grupos da Libertadores no tradicional estádio Defensores del Chaco, que comporta cerca de 40 mil pessoas. Atuando em casa, o time paraguaio venceu duas partidas e empatou uma.

Mesmo sem nunca ter enfrentado o próximo adversário, o retrospecto contra equipes paraguaias é favorável ao time do Parque São Jorge . A Conmebol ainda não decidiu quando será o primeiro dos confrontos de mata-mata, mas sabe-se que ele poderá ocorrer em 29 de abril ou 6 de maio.

Veja a campanha de Corinthians e Guaraní-PAR na fase de grupos da Libertadores

Corinthians
18/2 – Corinthians 2×0 São Paulo
4/3 – Corinthians 1×0 San Lorenzo
17/3 – Corinthians 2×1 Danubio
1/4 – Corinthians 4×0 Danubio
16/4 – Corinthians 0×0 San Lorenzo
22/4 – Corinthians 0×2 São Paulo

Guaraní-PAR
18/2 – Guaraní 2×2 Sporting Cristal
24/2 – Guaraní 1×4 Racing
10/3 – Guaraní 5×2 Táchira
18/3 – Guaraní 1×1 Táchira
7/4 – Guaraní 2×0 Racing
14/4- Guaraní 1×1 Sporting Cristal

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Apr 24, 2015

Hora de trabalho

Corinthians aproveita folga para recuperar jogadores

Tite tem período inédito sem partidas para que time descanse

MARCEL RIZZO DE SÃO PAULO

 

“Descanso” é a palavra que a comissão técnica corintiana vai usar para orientar seus jogadores no inédito período sem jogos na temporada.

Desde o início do Paulista, em 1° de fevereiro, o time nunca teve mais do que cinco dias para treinar –os outros grandes de São Paulo tiveram, ao menos uma vez, uma semana inteira somente para treinamentos.

“Culpa” da primeira fase da Libertadores, que obrigou o Corinthians a encavalar confrontos do Estadual.

Agora serão 14 dias sem compromisso, entre a derrota para o São Paulo, 2 a 0 na quarta (22), e o primeiro jogo das oitavas da Libertadores, contra o Guaraní, em Assunção (Paraguai), dia 6 de maio.

Quatro jogadores terão atenção especial: o lateral esquerdo Fábio Santos, o volante Elias, o meia Renato Augusto e o atacante Guerrero.

“A prioridade nesse período é recuperar fisicamente todos. Levando em conta os que têm algum tipo de ‘deficiência física’, como lesão, ou aqueles que estão mais abaixo fisicamente”, disse Fábio Mahseredjian, preparador físico do time. Entre os que demonstram mais cansaço estão Elias e Renato Augusto.

O técnico Tite prefere até usar a expressão fadiga, apesar de a temporada ainda estar no mês de abril.

Para o técnico, a queda de rendimento da equipe, que, dos últimos seis jogos venceu apenas um, se deve ao pouco tempo de recuperação física entre as partidas.

Elias tem incômodo muscular, já Renato Augusto estava com desgaste e correndo risco de sofrer lesão, segundo exames. Fábio Santos se recupera de uma lesão e Guerrero de dengue.

PERDÃO

Expulso contra o São Paulo por ter acertado um chute no rival Rafael Toloi, Emerson Sheik não será multado pela diretoria. Ele se desculpou com seus companheiros.

 

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Apr 24, 2015

Calma e trabalho

Antes do mata-mata, Corinthians dobra expulsões do campeão em 2012

Em três meses, Timão de 2015 iguala número de expulsões de 2010, 2012 e 2013. Na Libertadores, já foram quatro, dobro do obtido nos 14 jogos da campanha de 2012 

Rodrigo Vessoni 

Simulação de agressão de Luis Fabiano com Mendoza - São Paulo x Corinthians (Foto: Miguel Schincariol/LANCE!Press)

Tite se orgulha de ter ganhado, além do título invicto, o troféu de equipe mais disciplinada da Libertadores de 2012. Algo que, neste momento, passa longe do horizonte do treinador e de seu atual elenco. Bem longe, aliás!

Antes mesmo de iniciar o mata-mata da atual edição do torneio sul-americano, o Timão já tem o dobro dos cartões vermelhos recebidos nos 14 jogos daquela campanha. Se há três anos apenas Jorge Henrique e Emerson tiveram de sair mais cedo, agora o Timão já soma quatro expulsões: Guerrero, Fábio Santos, Emerson e Mendoza. Os dois últimos ficaram em campo apenas 19 e 11 minutos, respectivamente, contra o São Paulo.

E MAIS:
Conmebol divulga as datas dos duelos das oitavas da Copa Libertadores
Farpas, ‘camisada’, mordida… Relembre confusões do Sheik em campo

Essa faceta de indisciplina não está restrita apenas à competição sul-americana. O Corinthians recebeu outros dois cartões vermelhos no Campeonato Paulista. Assim, em apenas três meses, a equipe já igualou o número de jogadores expulsos em três das últimas temporadas: 2010, 2012 e 2013. Após mais de 60 jogos em cada um desses anos, os mesmos seis cartões vermelhos já foram tomados.

A situação não ficou mais evidente e a cobrança não foi tão intensa porque, ao contrário do que ocorreu no Majestoso de quarta, a equipe venceu nos outros três jogos em que ficou com jogador a menos: Once Caldas (4 a 0), Palmeiras (1 a 0) e São Paulo (1 a 0). Nos dois clássicos, porém, os cartões foram tomados no meio do segundo tempo, quando a equipe já vencia o jogo, cabendo a ela apenas se defender para garantir o placar.

Os responsáveis pelo departamento de futebol profissional não parecem preocupados, já que o presidente Roberto de Andrade chegou a falar em “lance de jogo” para a ação de Sheik contra Rafael Toloi que gerou a expulsão. O técnico Tite, por sua vez, afirmou que vai verificar a situação internamente.

A verdade é que a equipe caiu de produção e passou a jogar menos. A indisciplina em campo, pelo visto, virou mais um problema a resolver.

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Apr 20, 2015

É quarta-feira.

TITE AGRADECE FIEL E LAMENTA: ‘NINGUÉM É MAQUINA. ESTAMOS LAMBENDO A FERIDA’

Técnico Tite agradeceu a Fiel e se disse orgulhoso ao ver Gil e Elias chorandoTécnico Tite agradeceu a Fiel e se disse orgulhoso ao ver Gil e Elias chorando | Foto: Daniel Augusto Jr/Ag. Corinthians

Após a eliminação do Paulistão , o técnico Tite agradeceu o apoio da torcida do Corinthians. Mais de 38 mil torcedores compareceram ao estádio e apoiaram o time do começo ao fim da partida.

“Agora de coração, é o agradecimento ao torcedor, esse agradecimento é muito grande. Às vezes você perde empatando. Mas quanto tu olha para trás e vê o carinho do torcedor, é duro. É a segunda vez em que estou no Corinthians e vejo eliminação. Fomos eliminados da Libertadores assim uma vez. Não tem quem não se emocione. Foi um grande clássico, digno das maiores tradições entre Corinthians e Palmeiras”, declarou, visivelmente emocionado no início da coletiva de imprensa nesse domingo.

O treinador também falou sobre o abatimento que a equipe sofreu. No final da partida, Gil e Eliasdeixaram o gramado às lágrimas. “Me orgulho. Me orgulha Elias ter chorado. Quem não liga me preocupa. Quem não assume suas responsabilidades me preocupa”, declarou.

Ainda muito emocionado, o técnico falou sobre o seu sentimento após a eliminação.”Nós somos humanos, niguém é máquina. Ninguém tira chip, ou muda, está aflorado meu sentimento. Está aflorando a imagem da torcida, o baita jogo, a defesa do Fernando Prass”, falou. “Não tenho condições de te responder agora, estou muito pilhado, estou vivendo muito o jogo”.

Enaltecendo o grupo, o comandante citou até o atacante Guerrero. Ainda se recuperando de um quadro de dengue, o jogador esteve na Arena e foi ao vestiário após o jogo conversar com os companheiros.

“Ele saiu do hospital e veio para o jogo. Todo mundo procurando se fortalecer nesse momento e consolar na medida do possível, mas com a cabeça erguida. Tem que saber perder”, explicou.

“Hoje é dia de ficar quieto, ficar com a família, chorar, se fortalecer, respeitar a vitória do outro lado. É olhar para dentro de nós. Eu ouvi o Mourinho dando uma entrevista coletiva depois de uma derrota, ele usou uma frase feita ‘Estou louco para que chegue quarta-feira’, eu não sou disso. Amanhã começa o trabalho e começa a preparação, não vou usar essa figura. Vou lamber as minhas feridas essa noite”, finalizou.

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