Apr 24, 2015

É hora de reagir.

CONHEÇA O GUARANÍ, PRÓXIMO ADVERSÁRIO DO TIMÃO NA LIBERTADORES

Pronto para o mata-mata, Corinthians encara o Guaraní-PAR na LibertadoresPronto para o mata-mata, Corinthians encara o Guaraní-PAR na Libertadores | Foto: Daniel Augusto Jr/Ag. Corinthians

Na noite desta quarta-feira, o Corinthians conheceu o seu adversário das oitavas de final da Libertadores. Com a primeira colocação do Grupo 2 e a quarta melhor campanha geral da fase de grupos, o Timão enfrentará o Guaraní, do Paraguai.

O oponente alvinegro, que conquistou nove pontos e a segunda posição no Grupo 8, é o segundo clube de futebol mais antigo do Paraguai, fundado em 1903 e com 111 anos de história. Localizado na cidade de Assunção, capital paraguaia, carrega o preto e o amarelo como cores que representam a equipe. Um conhecido ídolo rival começou sua carreira futebolística no aurinegro, foi o clube paraguaio quem mostrou ao mundo o futebol de Hernán Barcos, ex-Palmeiras.

Além de ser a única equipe do país classificada para as oitavas de final da competição sul-americana, foi o primeiro campeão paraguaio, em 1906, e é o quarto maior campeão nacional, com 10 títulos na bagagem. O grupo atual atua junto há dois anos, apresentando um forte entrosamento em campo.

O Guaraní manda partidas no Estádio Rogelio Livieres, que tem capacidade para oito mil torcedores. No entanto, jogou duas partidas da fase de grupos da Libertadores no tradicional estádio Defensores del Chaco, que comporta cerca de 40 mil pessoas. Atuando em casa, o time paraguaio venceu duas partidas e empatou uma.

Mesmo sem nunca ter enfrentado o próximo adversário, o retrospecto contra equipes paraguaias é favorável ao time do Parque São Jorge . A Conmebol ainda não decidiu quando será o primeiro dos confrontos de mata-mata, mas sabe-se que ele poderá ocorrer em 29 de abril ou 6 de maio.

Veja a campanha de Corinthians e Guaraní-PAR na fase de grupos da Libertadores

Corinthians
18/2 – Corinthians 2×0 São Paulo
4/3 – Corinthians 1×0 San Lorenzo
17/3 – Corinthians 2×1 Danubio
1/4 – Corinthians 4×0 Danubio
16/4 – Corinthians 0×0 San Lorenzo
22/4 – Corinthians 0×2 São Paulo

Guaraní-PAR
18/2 – Guaraní 2×2 Sporting Cristal
24/2 – Guaraní 1×4 Racing
10/3 – Guaraní 5×2 Táchira
18/3 – Guaraní 1×1 Táchira
7/4 – Guaraní 2×0 Racing
14/4- Guaraní 1×1 Sporting Cristal

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Apr 24, 2015

Hora de trabalho

Corinthians aproveita folga para recuperar jogadores

Tite tem período inédito sem partidas para que time descanse

MARCEL RIZZO DE SÃO PAULO

 

“Descanso” é a palavra que a comissão técnica corintiana vai usar para orientar seus jogadores no inédito período sem jogos na temporada.

Desde o início do Paulista, em 1° de fevereiro, o time nunca teve mais do que cinco dias para treinar –os outros grandes de São Paulo tiveram, ao menos uma vez, uma semana inteira somente para treinamentos.

“Culpa” da primeira fase da Libertadores, que obrigou o Corinthians a encavalar confrontos do Estadual.

Agora serão 14 dias sem compromisso, entre a derrota para o São Paulo, 2 a 0 na quarta (22), e o primeiro jogo das oitavas da Libertadores, contra o Guaraní, em Assunção (Paraguai), dia 6 de maio.

Quatro jogadores terão atenção especial: o lateral esquerdo Fábio Santos, o volante Elias, o meia Renato Augusto e o atacante Guerrero.

“A prioridade nesse período é recuperar fisicamente todos. Levando em conta os que têm algum tipo de ‘deficiência física’, como lesão, ou aqueles que estão mais abaixo fisicamente”, disse Fábio Mahseredjian, preparador físico do time. Entre os que demonstram mais cansaço estão Elias e Renato Augusto.

O técnico Tite prefere até usar a expressão fadiga, apesar de a temporada ainda estar no mês de abril.

Para o técnico, a queda de rendimento da equipe, que, dos últimos seis jogos venceu apenas um, se deve ao pouco tempo de recuperação física entre as partidas.

Elias tem incômodo muscular, já Renato Augusto estava com desgaste e correndo risco de sofrer lesão, segundo exames. Fábio Santos se recupera de uma lesão e Guerrero de dengue.

PERDÃO

Expulso contra o São Paulo por ter acertado um chute no rival Rafael Toloi, Emerson Sheik não será multado pela diretoria. Ele se desculpou com seus companheiros.

 

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Apr 24, 2015

Calma e trabalho

Antes do mata-mata, Corinthians dobra expulsões do campeão em 2012

Em três meses, Timão de 2015 iguala número de expulsões de 2010, 2012 e 2013. Na Libertadores, já foram quatro, dobro do obtido nos 14 jogos da campanha de 2012 

Rodrigo Vessoni 

Simulação de agressão de Luis Fabiano com Mendoza - São Paulo x Corinthians (Foto: Miguel Schincariol/LANCE!Press)

Tite se orgulha de ter ganhado, além do título invicto, o troféu de equipe mais disciplinada da Libertadores de 2012. Algo que, neste momento, passa longe do horizonte do treinador e de seu atual elenco. Bem longe, aliás!

Antes mesmo de iniciar o mata-mata da atual edição do torneio sul-americano, o Timão já tem o dobro dos cartões vermelhos recebidos nos 14 jogos daquela campanha. Se há três anos apenas Jorge Henrique e Emerson tiveram de sair mais cedo, agora o Timão já soma quatro expulsões: Guerrero, Fábio Santos, Emerson e Mendoza. Os dois últimos ficaram em campo apenas 19 e 11 minutos, respectivamente, contra o São Paulo.

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Farpas, ‘camisada’, mordida… Relembre confusões do Sheik em campo

Essa faceta de indisciplina não está restrita apenas à competição sul-americana. O Corinthians recebeu outros dois cartões vermelhos no Campeonato Paulista. Assim, em apenas três meses, a equipe já igualou o número de jogadores expulsos em três das últimas temporadas: 2010, 2012 e 2013. Após mais de 60 jogos em cada um desses anos, os mesmos seis cartões vermelhos já foram tomados.

A situação não ficou mais evidente e a cobrança não foi tão intensa porque, ao contrário do que ocorreu no Majestoso de quarta, a equipe venceu nos outros três jogos em que ficou com jogador a menos: Once Caldas (4 a 0), Palmeiras (1 a 0) e São Paulo (1 a 0). Nos dois clássicos, porém, os cartões foram tomados no meio do segundo tempo, quando a equipe já vencia o jogo, cabendo a ela apenas se defender para garantir o placar.

Os responsáveis pelo departamento de futebol profissional não parecem preocupados, já que o presidente Roberto de Andrade chegou a falar em “lance de jogo” para a ação de Sheik contra Rafael Toloi que gerou a expulsão. O técnico Tite, por sua vez, afirmou que vai verificar a situação internamente.

A verdade é que a equipe caiu de produção e passou a jogar menos. A indisciplina em campo, pelo visto, virou mais um problema a resolver.

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Apr 20, 2015

É quarta-feira.

TITE AGRADECE FIEL E LAMENTA: ‘NINGUÉM É MAQUINA. ESTAMOS LAMBENDO A FERIDA’

Técnico Tite agradeceu a Fiel e se disse orgulhoso ao ver Gil e Elias chorandoTécnico Tite agradeceu a Fiel e se disse orgulhoso ao ver Gil e Elias chorando | Foto: Daniel Augusto Jr/Ag. Corinthians

Após a eliminação do Paulistão , o técnico Tite agradeceu o apoio da torcida do Corinthians. Mais de 38 mil torcedores compareceram ao estádio e apoiaram o time do começo ao fim da partida.

“Agora de coração, é o agradecimento ao torcedor, esse agradecimento é muito grande. Às vezes você perde empatando. Mas quanto tu olha para trás e vê o carinho do torcedor, é duro. É a segunda vez em que estou no Corinthians e vejo eliminação. Fomos eliminados da Libertadores assim uma vez. Não tem quem não se emocione. Foi um grande clássico, digno das maiores tradições entre Corinthians e Palmeiras”, declarou, visivelmente emocionado no início da coletiva de imprensa nesse domingo.

O treinador também falou sobre o abatimento que a equipe sofreu. No final da partida, Gil e Eliasdeixaram o gramado às lágrimas. “Me orgulho. Me orgulha Elias ter chorado. Quem não liga me preocupa. Quem não assume suas responsabilidades me preocupa”, declarou.

Ainda muito emocionado, o técnico falou sobre o seu sentimento após a eliminação.”Nós somos humanos, niguém é máquina. Ninguém tira chip, ou muda, está aflorado meu sentimento. Está aflorando a imagem da torcida, o baita jogo, a defesa do Fernando Prass”, falou. “Não tenho condições de te responder agora, estou muito pilhado, estou vivendo muito o jogo”.

Enaltecendo o grupo, o comandante citou até o atacante Guerrero. Ainda se recuperando de um quadro de dengue, o jogador esteve na Arena e foi ao vestiário após o jogo conversar com os companheiros.

“Ele saiu do hospital e veio para o jogo. Todo mundo procurando se fortalecer nesse momento e consolar na medida do possível, mas com a cabeça erguida. Tem que saber perder”, explicou.

“Hoje é dia de ficar quieto, ficar com a família, chorar, se fortalecer, respeitar a vitória do outro lado. É olhar para dentro de nós. Eu ouvi o Mourinho dando uma entrevista coletiva depois de uma derrota, ele usou uma frase feita ‘Estou louco para que chegue quarta-feira’, eu não sou disso. Amanhã começa o trabalho e começa a preparação, não vou usar essa figura. Vou lamber as minhas feridas essa noite”, finalizou.

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Apr 12, 2015
admin

Vitória na Arena

Do Site Meu Timão

CORINTHIANS VENCE A PONTE NA ARENA E SEGUE PARA A SEMIFINAL DO PAULISTÃO

 Renato Augusto marcou o gol do Corinthians na partida

O Corinthians entrou em campo na tarde deste sábado para enfrentar a Ponte Preta e saiu classificado. A equipe de Campinas ficou com o segundo lugar no grupo B, chave liderada pelo Timão.

O jogo de tudo ou nada valia a continuidade no Paulista – com vaga na semifinal – e também a sequência invicta do Timão. A equipe entrou em campo sem ter perdido nenhuma partida dos 23 jogos realizados recentemente e prestes a completar um ano sem derrotas na Arena Corinthians (o último – e único – revés em casa aconteceu em 18 de maio, contra o Figueirense).

Com a pressão pelo resultado, o Corinthians ainda precisou lidar com um desfalque de última hora -Guerrero se sentiu mal e segue sob suspeita de dengue. Por esse motivo, Tite precisou mexer na escalação do Timão, escalando a equipe com: Cássio, Fagner, Felipe, Gil e Uendel; Ralf; Jadson, Elias,Renato Augusto e Emerson; Vagner Love.

Com a vantagem da Arena e contando com o torcedor para fazer a diferença – o Corinthians preparou uma festa à altura para partida decisiva. Com fogos de artifícios, fumaça e bandeiras, o clube garantiu o que a torcida vem sido proibida de promover por decisões da PM.

Primeiro tempo decepcionante

O Timão não fez uma boa primeira etapa na partida – a equipe entrou nervosa e demorou para achar seu bom futebol. Especialmente a ausência de Guerrero foi muito sentida no ataque, que teve dificuldade nas chegadas ao gol da Ponte.

A etapa foi bastante faltosa, e as chegadas duras renderam um amarelo para cada lado. O Corinthians chegou com perigo algumas vezes, porém, no final do primeiro tempo sofreu pressão da Ponte. Aos 37 minutos, o time de Campinas ainda teve um gol anulado.

Em termos de estatísticas, a equipe decepcionou e ficou muito atrás: foram menos finalizações (5×8), menos posse de bola (47%) e até menos cruzamentos certos (0×3). A estratégia tática da Ponte foi executada com maestria e prejudicou o sistema corinthiano, que deixou o campo para buscar a reação na segunda etapa.

Reação no segundo tempo

O jogo recomeçou e o torcedor pode ver um Corinthians diferente. Mesmo sem mudanças de jogadores, Tite exerceu seu papel no intervalo e conseguiu corrigir alguns dos problemas da equipe para o segundo tempo.

O Corinthians voltou com mais movimentação e conseguiu atacar mais. E o empenho deu resultado: aos 11 minutos, o gol saiu em jogada de Vágner Love com Renato Augusto. Pressionando a saída de bola da Ponte, a equipe demonstrou seu potencial de reação e finalmente fez uma boa partida.

Aos 26 minutos, Tite fez a primeira mudança na equipe, sacando Love para a entrada de Danilo. Com 40 minutos, o treinador mexeu pela segunda vez, tirando Sheik para a entrada de Mendoza – Emerson saiu de campo com o terceiro amarelo na competição e não jogará a partida da semifinal.

Por fim, Elias, que saiu sentindo a perna, deixou o campo para a entrada de Bruno Henrique por volta dos 43 minutos. A Ponte ainda aumentou a pressão na etapa final da partida, mas o placar continuou 1×0 para o Timão.

Já nas semifinais, o Corinthians agora aguarda o resultado dos próximos jogos para saber quem será seu adversário na sequência.

Apr 9, 2015

Vamos para a final.

 

Corinthians reserva fica no empate contra XV de Piracicaba 

Do UOL, em São Paulo

Melhor time da primeira fase do Campeonato Paulista, o Corinthians levou sufoco como ainda não havia ocorrido na competição.

Nesta quarta-feira, no Estádio Barão de Serra Negra, o XV de Piracicaba se impôs contra os reservas corintianos e arrancou a classificação às quartas de finais com um empate por 2 a 2. Roni abriu o marcador para os donos da casa, o Corinthians virou com Bruno Henrique e Vagner Love, mas um gol de Paulinho decretou a igualdade.

O Corinthians encerra a primeira fase com 37 pontos e irá enfrentar a Ponte Preta no próximo fim de semana, ainda sem data e hora definidos, na Arena Corinthians. O XV de Piracicaba, que desbancou o Penapolense, será o adversário do Santos na Vila Belmiro.

Fases do jogo: Não foi uma partida simples para o Corinthians no Barão de Serra Negra. Dificuldades de criação, mas principalmente na linha defensiva, deram muitas possibilidades ofensivas para o XV de Piracicaba desde o início.

Improvisado por Tite na lateral esquerda, o zagueiro Rodrigo Sam teve uma estreia para esquecer entre os profissionais. Em menos de 10 minutos, Edu Dracena foi forçado a fazer falta no setor de Rodrigo e recebeu amarelo. Instantes depois, o mesmo Sam parou lance com força excessiva e acabou advertido. Era o mapa da mina para o XV de Piracicaba, que achou seu gol por ali: Eder Sciola cobrou lateral, Henrique ganhou de Yago e finalizou – Walter fez ótima defesa, mas Roni marcou no rebote.

O desafio estava lançado para o Corinthians, pela primeira vez atrás do placar em um jogo oficial na temporada. Recentemente, o treinador Tite havia comentado sobre a necessidade de a equipe se preparar para esse momento. A reação, mesmo com reservas, foi a melhor possível. Bruno Henrique chamou a responsabilidade aos 30min e, mesmo de canhota, marcou bonito gol de fora da área. Vagner Love, depois de bola escorada por Yago, empurrou para o fundo das redes. Foi o segundo gol dele pelo clube, mas não garantiu vitória.

No intervalo, Toninho Cecílio teve a ousadia premiada. Ele deixou sua equipe mais ofensiva com a entrada do meia Chico (filho de coreanos) no lugar do volante Diego Silva, ex-Flamengo. Já Tite, por sua vez, tentou corrigir os problemas defensivos com a saída de Rodrigo Sam e a utilização de Felipe na defesa. Mas, com ímpeto ofensivo quase zero, levou ainda mais sufoco. O próprio Chico, aos 20min, acertou a trave para dar início à pressão.

Sem Henrique, que se machucou, o XV de Piracicaba se manteve em cima e fez por merecer o empate aos 36min. O atacante Paulinho se posicionou às costas de Edílson, acertou cabeça e marcou no rebote concedido pelo goleiro Walter. No fim, Elias por muito pouco não impôs a primeira derrota ao Corinthians em 2015 com cabeçada perigosa.

Os melhores – Roni, Paulinho e Henrique. Os três atacantes do XV de Piracicaba fizeram ótima partida e deram trabalho ao Corinthians.

O pior – Rodrigo Sam. Estreou fora de posição e teve grande dificuldade nas coberturas e na saída de bola. Saiu no intervalo.  

Chave do jogo: Ambição do XV de Piracicaba. Atacou mais e mereceu a classificação.

Toque dos técnicos: Tite não foi feliz dessa vez. A escalação de Rodrigo Sam se mostrou um erro e o recuo excessivo no segundo tempo permitiu o empate rival. Toninho Cecílio foi premiado por sua campanha de recuperação com o XV de Piracicaba e jogou sempre ofensivamente.

Para lembrar:

Definições na quinta. No fim da manhã, a Federação Paulista realiza conselho técnico para definir datas e horários dos jogos das quartas de final. Há boa possibilidade de que Corinthians x Ponte Preta seja domingo às 11h.

Banco de reservas desfalcado. Tite resolveu poupar titulares da viagem a Piracicaba e teve cinco jogadores suplentes nesta noite.

Salvo pelo São Bento. O time de Sorocaba ganhou do Penapolense por 1 a 0, gol de Wanderson, e ajudou a classificar o XV de Piracicaba.

FICHA TÉCNICA

XV DE PIRACICABA 2 x 2 CORINTHIANS

Local: Estádio Barão de Serra Negra, em Piracicaba (SP)
Data: 8 de abril de 2015, quarta-feira
Horário: 22h (de Brasília)
Árbitro: Leonardo Ferreira Lima (SP)
Assistentes: Bruno Salgado Rizo e Osvaldo Apipe de Medeiros Filho (ambos em SP)

Público e renda: 14.153 torcedores e R$ 58.595,00

Gols: Roni, aos 26min, Bruno Henrique, aos 30min, Vagner Love, aos 35min do primeiro tempo e Paulinho, aos 36min do segundo tempo
Cartões amarelos: Edu Dracena, Rodrigo Sam, Fabiano, Roni

XV DE PIRACICABA: Roberto; Eder Sciola, Leonardo, Rodrigo e Fabiano; Diego Silva (Chico), Renan Foguinho e Tony; Roni (Daniel Bueno), Henrique (Elias) e Paulinho.
Treinador: Toninho Cecílio

CORINTHIANS: Walter; Edílson, Yago, Edu Dracena e Rodrigo Sam (Felipe); Cristian e Bruno Henrique; Malcom (Ralf), Petros e Mendoza (Romero); Vagner Love.
Treinador: Tite

 

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Apr 7, 2015

O problema do SPFC não é o técnico.

Há tempo que nada comento sobre o SPFC. Desde que o presidente de lá disse que “no Corinthians, só não aceito o Citadini como presidente” fiquei tão contente, mas tão contente, que achei inadequado qualquer comentário ou citação sobre este clube. Seria uma injustiça que poderia minimizar o prazer de ser adversário dos tricolores.

Mas vendo a toada em que anda aquela agremiação -e sendo claramente adversário assumido- não posso deixar de notar a desagradável situação em que se encontra o “ex-exemplo para o mundo esportivo”.

Não que nosso Corinthians não tenha problemas. Tem e são muitos. A atual diretoria -que tem uma herança maldita, criada por ela mesmo- faz de tudo para superar dificuldades financeiras que brotam por todo lado. E tem contado com apoio e ajuda de importantes membros da oposição, como o próprio diretor de finanças.

O primeiro passo foi dado quando a direção arquivou o discurso de campanha de que tudo andava bem e o clube poderia continuar gastando  dinheiro por todo lado. Sem grana , precisou adotar uma política de contenção de gastos. Esta nova política chegou pela necessidade (falta de dinheiro) embora pudesse ter vindo por decisão racional de não embarcar em aventuras de toda a espécie. Se for mantida -e aprofundada- dará certo nos próximos meses e anos. Se for abandonada, como muito desconfiam, só agravará o quadro de irresponsabilidade orçamentária.

Mas, nesse momento, com auxílio de todos, o clube vem lutando para superar suas  maluquices financeiras dos últimos tempos. Será preciso força e continuar no caminho.

Mas, enquanto tudo isso ocorro, como será que anda o nosso adversário do “ex-maior” estádio particular do mundo?

Não. Não digo nada sobre “barraco” permanente dos diretores discutindo pela mídia. Falo do presente e do futuro da agremiação que perdeu o bonde e não sabe onde está.

A Copa, queira nossa mídia ou não, mudou o futebol brasileiro. Para o  bem e para o mal.

Ruim porque mostrou que vivemos em grave crise no gramado. Não temos times e nem craques como tínhamos no passado. Uma seleção formada por jogadores médios e com marketing de craques “fora de série”.

Mas a Copa deixou claro, também, o lado bom do evento.

As novas Arenas estão mudando nosso futebol.

O Corinthians é um exemplo das transformações. O clube aproveitou o trem da Copa e construiu sua Arena. Foi um passo pesado, que ainda trará muito suor,  por causa da grande dívida, mas foi  salto notável para o clube.

A realidade de hoje é que existem dois tipos de futebol no país: os que são jogados nas novas Arenas e os que vivem o passado do velho futebol improvisado, caótico e desconfortável dos estádios jurássicos.

A vantagem de quem tem Arena é cada dia mais clara. Acesso modernos, estacionamentos, gramados, o prazer de ver jogos quase dentro do campo, segurança e conforto. É o novo futebol brasileiro. O público cada dia gosta mais das novas Arenas. Tudo isso mesmo entre as torcidas organizadas querendo “esculhambar” para voltarem ao seu passado de glória.

Casa cheia -o Corinthians joga  sempre com mais de 30 mil torcedores- em contraste com os velhos estádios em que o público não comparece, mesmo em grandes jogos e ingressos a preço de banana.

Esse fosso vai aumentar cada dia em que o sol nascer.

Clube que tiver Arena, tende a crescer mais e mais. Clubes que tentarem sustentar os velhos “palácios do futebol” ficarão cada vez mais para trás.

Voces entenderam bem a crise? Não é o técnico ou o elenco de jogadores. O problema é mais profundo e veio com a Copa.

Será que vão despertar ? Não sei. Vamos para cima do Palestra que é o que restou como adversário.

Apr 5, 2015

Na liderança

CORINTHIANS GARANTE LIDERANÇA GERAL E TITE CHEGA A 16 CLÁSSICOS DE INVENCIBILIDADE

Guerrero perdeu muitas oportunidades na partida contra o SantosGuerrero perdeu muitas oportunidades na partida contra o Santos | Foto: Daniel Augusto Jr. / Agência Corinthians

Neste domingo de Páscoa, o Corinthians recebeu o Santos na Arena Corinthians . O clássico, entre os melhores times do Campeonato Paulista , valia a manutenção da invencibilidade corinthiana – o Timão entrou em campo com a marca de 28 jogos sem perder em casa.

Apesar da classificação já garantida para a próxima fase, Titeescalou a equipe titular do Corinthians e foi para o jogo com força máxima. O time escalado para o jogo era composto por Cássio,Uendel, Gil, Felipe, Fagner, Elias, Ralf, Renato Augusto, Jadson, SheikPaolo Guerrero.

E não foi só o treinador que levou a partida a sério: a Fiel compareceu em peso no clássico e fez umafesta muito bonita na Arena. Cerca de 32,5 mil torcedores foram ao estádio apesar do feriado prolongado na capital, e geraram renda de mais de 1,8 milhões de reais ao Timão.

Chances perdidas e vantagem no placar

O primeiro tempo começou muito equilibrado, com as duas equipes criando boas chances. Ambas as equipes mostraram que não são as melhores da competição por acaso: com marcações funcionando bem, as equipes mantiveram a posse de bola muito equilibrada e um jogo limpo. Apesar do clássico, os atletas terminaram a etapa inicial sem cartões amarelos para nenhum dos lados.

O Corinthians, porém, mostrou seu diferencial ofensivo – especialmente no terço final da primeira etapa, quando foi mais incisivo na pressão pelo gol. No total, foram 13 finalizações do Timão contra apenas duas do Santos – e inacreditáveis oportunidades perdidas pela equipe para abrir o placar.

O Santos apresentou bom futebol, mas com a qualidade, o Timão foi crescendo pouco a pouco no clássico. Foram dribles (como o rolinho de Elias em Lucas Limas) e chegadas perigosas de Renato Augusto, como em um lance que teve duas bolas na trave e uma defesa quase impossível do santista Vladimir.

O gol, porém, só saiu depois de uma sequência de quatro escanteios: com cruzamento preciso de Jadson, Felipe marcou de cabeça aos 42 minutos, trazendo justiça ao placar. Apesar da diferença pequena na posse de bola, foram tantas chances criadas que o placar poderia ter sido mais elástico no primeiro tempo.

A bobeada da segunda etapa

A etapa final começou com o Santos tentando pressionar mais, e o Corinthians atuando no contra ataque. O Timão ficou mais defensivo e tentou segurar o ímpeto do rival, enquanto o técnico santista fez a primeira substituição, colocando Geuvânio no lugar de Elano.

A alteração fez efeito e o time da baixada empatou a partida ao 13 minutos, após bobeada da defesa do Corinthians, que desorganizada aceitou o cruzamento na área e o cabeceio de Ricardo Oliveira. Aos 18 minutos, Fagner fez a falta em Robinho e reclamou, e acabou levando o amarelo (o jogador recebeu a terceira advertência e fica fora do jogo contra o XV de Piracicaba).

O poder de criação do Corinthians caiu, mas a equipe chegou ao gol de Vladimir em boa cobrança de falta de Jadson. Aos 35 minutos, Tite chamou Vagner Love que entrou no lugar de Paolo Guerrero – o peruano perdeu grandes chances da partida de hoje. Aos 38 minutos, Renato Augusto deixou o gramado para a entrada de Petros. Os minutos finais ficaram mais nervosos e na sequência Emerson Sheik e Geuvânio se desentenderam e levaram ambos o cartão amarelo.

Apesar disso, o Timão pressionou mas não conseguiu reabrir a vantagem no placar. Isso, porém, não impediu que o Corinthians garantisse a liderança geral do campeonato. Outra marca da partida foram os os agora 29 jogos invictos na Arena e o recorde de Tite: 16 jogos sem sofrer derrotas em clássico.

O próximo jogo do Corinthians será o último da fase de grupos do Paulista, contra o XV de Piracicaba, na noite desta quarta-feira. O jogo não afeta o calendário do Timão uma vez que o confronto com a Ponte Preta na fase eliminatória já está garantido, já que ambos os times dividem a chave e estão matematicamente classificados.

 

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Apr 4, 2015

Federações Estaduais ou Escritórios da CBF

 

As federações estaduais e as jabuticabas 

 

 
Juca Kfouri

 

 

Dizem que a jabuticaba só existe no Brasil.

Mas há controvérsias, pois há quem garanta sua existência na Argentina e no México, por exemplo.

Federações estaduais de futebol, não.

Por mais polêmica que causem, são coisas nossas, exclusivamente nossas.

E sem o menor sentido.

O debate havido ontem no “Bate-Bola” da ESPN Brasil, com a participação do incrível Rubinho da FERJ, foi mais uma prova disso e, por mentira que possa parecer, deu até saudades de seu antecessor, o não menos incrível Caixa D’Água, que, ao menos, não assassinava o português e falseava a verdade com mais competência.

Rubinho chegou a dizer que as Ligas europeias são, por analogia, o equivalente às federações estaduais brasileiras.

Mas não são mesmo!

Primeiramente porque são NACIONAIS.

Segundamente porque nasceram para organizar os campeonatos de países como a Alemanha, Inglaterra, Espanha, Itália etc.

E em oposição às CBFs de seus países, que ficaram restritas a cuidar das seleções.

A FIFA a tudo viu e consentiu, o que desmente o terrorismo.

Ou alguém acha que ela ficará com o Macaé e com o Frederiquense contra as duplas Fla-Flu e Gre-Nal?

As federações estaduais surgiram no Brasil quando o país ainda não estava integrado em sua dimensão continental, situação há décadas já superada.

E de meios que eram viraram fins em si mesmas, vampirizando os clubes de massas, subservientes, é verdade, incapazes de fazer valer sua força, porque cúmplices da geléia geral que assola nosso futebol.

É contra tal estado de coisas que se insurge a dupla Fla-Flu, mesmo que tardiamente — e bote tardiamente nisso.

Rubinho é uma figura tão pré-histórica como as federações, como se ainda vivêssemos os tempos das capitanias hereditárias.

Toda força à dupla Fla-Flu, que nos desculpem o Nova Iguaçu e o Boavista.

 

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Apr 2, 2015

É chocolate.

COM HAT-TRICK DE GUERRERO, TIMÃO DÁ CHOCOLATE NA ARENA CORINTHIANS

Guerrero fez o primeiro hat trick no CorinthiansGuerrero fez o primeiro hat trick no Corinthians | Foto: Daniel Augusto Jr. / Agência Corinthians

Na noite desta quarta-feira, o Corinthians recebeu o Danubio, do Uruguai, em plena Arena Corinthians . Em jogo de casa cheia e espetáculo da Fiel, o Timão entrou em campo para defender sua campanha (imbatível em casa e na temporada).

Após a maratona de jogos pelo Paulista e fim dos amistosos da seleção, o treinador Tite finalmente teve seu time (quase) titular, com Cássio; Fagner, Felipe, Gil, Uendel; Ralf; Elias, Jadson, Renato Augusto e Emerson Sheik; Guerrero. Dos principais jogadores, somente Fábio Santos, que se recupera de lesão, não estava à disposição do treinador.

Primeiro tempo de golaço

Embalado pela torcida que fez muita festa na Arena, o Corinthians começou o primeiro tempo com um bom ritmo. Já o Danubio, apesar de ser a equipe que demonstrou mais fraqueza no chamado “grupo da morte”, não esteve entregue na partida.

O time uruguaio tinha pouco a perder e jogou solto, dando trabalho à equipe corinthiana. Além do ataque “atrevido” do Danubio, o goleiro adversário impressionou e impediu muitas vezes que o Corinthians marcasse seu tento.

Aos 24 minutos, porém, um episódio lamentável em campo: o jogador González, do Danubio, chamou Elias de “macaco”. O jogador corinthiano, transtornado, reagiu “Quem é macaco?” – mas o treinador Tite pediu ao atleta que mantivesse o foco. O lance foi reportado ao juiz, mas o uruguaio não foi punido.

No momento da confusão, auxiliares técnicos do Danubio ainda agrediram os maqueiros da Arena Corinthians, durante o atendimento de um dos atletas da equipe de Montevidéu. Porém, como aconteceu no Uruguai, as provocações só fizeram bem ao Timão.

A equipe comandada por Tite devolveu em campo as ofensas: aos 27 minutos, dos pés de Jadson, saiu o primeiro gol para o Corinthians. O segundo gol saiu depois de um cruzamento do próprio Elias paraPaolo Guerrero, aos 32 minutos.

Segundo tempo do “mas já?”

A segunda etapa da partida começou com o Corinthians jogando como nunca. O time chegou voando em campo e marcou o terceiro gol logo no primeiro minuto da partida. Sheik cruzou a bola na área para Guerrero, que bateu de primeira para aumentar o placar.

Aos 6 minutos de jogo, gritos de olé já começaram a ser ouvidos na Arena Corinthians, e o Timão continuou pressionando. Os jogadores uruguaios aumentaram a catimba e a violência e a partida ficou muito faltosa. Aos 23 minutos, porém, Guerrero marcou seu terceiro gol e fez seu primeiro hat-trick no Corinthians.

Com 29 minutos, Tite precisou fazer a primeira substituição: Felipe saiu sentindo o ombro, e deixou o gramado de maca – muito aplaudido pela Fiel. Dracena entrou em seu lugar. A segunda mudança do treinador foi aos 35, sacando Elias para entrada de Petros. Aos 36, Sheik sofreu a falta dentro da área, mas o juiz optou por não marcar o pênalti.

O Danubio continuou muito faltoso, e De Los Santos entrou com um carrinho violento em Emerson. O juiz deu o segundo amarelo e o jogador terminou sendo expulso. Na sequência, Sheik foi alvo novamente, e dessa vez até Tite, normalmente tranquilo, se indignou com a deslealdade do adversário.

O jogador foi o último a ser substituído. Ovacionado pela Fiel, Sheik deu lugar à Vagner Love, que entrou em campo aos 42 minutos do segundo tempo. Mesmo com a violência, porém, os minutos finais da partida, foram de puro olé na Arena Corinthians. O estádio ficou a 16 torcedores de igualar seu próprio recorde, com o público pagante de 38.471 pessoas e renda maior que R$ 3.2 milhões.

O próximo jogo do Corinthians será contra o Santos, no domingo. O clássico acontece no domingo de páscoa na Arena Corinthians, pelo Paulista.

 

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