Sep 22, 2017
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Candidato corintiano diz que arena é inacabada e teve gastos desnecessários

Do Blog Do Perrone

Antonio Roque Citadini, um dos candidatos de oposição à presidência do Corinthians na eleição de fevereiro de 2018, classifica em seu material de campanha a Arena Corinthians como inacabada e mais cara do que necessário. A afirmação faz parte do plano de ação divulgado no site da candidatura (www.corinthiansmaisforte.com.br) lançado nesta semana.

”Possuímos uma arena moderna, mas não concluída. Ela apresenta falhas de construção e investimentos acima do necessário e esperado. Nossa arena infelizmente ainda não é usada em todo o seu potencial”, diz o candidato. Citadini integra a comissão de conselheiros que analisou as auditorias feitas na arena e que na próxima segunda vai dar seu parecer ao Conselho Deliberativo sobre o que deve ser feito.

A Odebrecht alega que cumpriu o contrato e seus aditivos.

O site do candidato dá os seguintes exemplos de ações para a arena:

Revisão do acordo com a Odebrecht;

Renegociação do modelo de negócio com a Caixa (nota do blog: a atual diretoria já tenta renegociar com o banco, intermediário do repasse de R$ 400 milhões financiados pelo BNDES);

Venda de Cids (nota do blog: a  Odebrecht, integrante do fundo responsável pelo estádio, assim como o Corinthians, se diz satisfeita com o ritmo de negociação dos Certificados de Incentivo ao desenvolvimento, que ajudam a pagar a obra).

Otimização da utilização e criação de novas receitas;

Utilização de espaço para eventos com sócios e a comunidade;

Readequação do modelo de gestão criado pela Omni (nota do blog: é a empresa que gere o programa de sócio torcedor do clube e cuida do estacionamento da arena, mesmo sem nunca antes ter trabalhado no setor, além de prestar outros serviços para o Corinthians).

Para o futebol, as propostas mais relevantes são a política de que todos os jogadores da base tenham 100% dos direitos econômicos pertencentes ao clube e a contratação de um vice-presidente de futebol remunerado e tornar independentes da política do clube os profissionais do departamento. No entanto, não há detalhes de como essas metas serão alcançadas.

Também já lançaram candidaturas como opositores Romeu Tuma Júnior e Osmar Stabile.

Sep 22, 2017
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Alexandre Frota declara apoio a Roque Citadini na eleição do Corinthians

Do Globo Esporte

Antonio Roque Citadini, candidato a presidente do Corinthians, reuniu cerca de 80 pessoas para assistir ao jogo contra o Racing nesta quarta-feira, pela Copa Sul-Americana. A estrela da noite foi o ator Alexandre Frota, que declarou apoio a Citadini. Frota jogou futebol americano pelo time do Corinthians.

 (Foto: Reprodução/Twitter)

Sep 22, 2017
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Por um Corinthians Mais Forte

Amigo(a) corinthiano(a),

Foi com muita satisfação que demos nesta semana um importante passo de nossa jornada na campanha para as eleições do Corinthians, que acontecerá em fevereiro de 2018.

Junto com um animado grupo de associados e amigos, nós lançamos o site corinthiansmaisforte.com.br, que servirá como plataforma de comunicação permanente e como meio de colaboração para o aperfeiçoamento de nossas ideias. No site, você poderá acessar nosso Plano de Ação, que representa a filosofia geral de nossas ideias para o Clube. Como este Plano levará a elaboração de nossas propostas e, posteriormente, a sua aplicação, pensamos que é indispensável a participação do sócio, contribuindo com suas ideias e críticas. Você poderá fazer isso através do formulário na página “Contato”, ou sempre através deste e-mail ou redes sociais.

Um forte abraço,

Roque Citadini

Sep 21, 2017
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Agora é o Brasileirão

Por Lucas Faraldo – Meu Timão

O Corinthians está eliminado da Copa Sul-Americana. A equipe comandada pelo técnico Fábio Carille falhou em sua missão na noite desta quarta-feira, no estádio El Cilindro, em Buenos Aires, na Argentina, e empatou em 0 a 0 contra o Racing, pelo jogo de volta das oitavas de final, dando adeus ao torneio continental pelo gol tomado em casa.

Como cedeu o empate de 1 a 1 na partida de ida, semana passada, na Arena, o Corinthians precisava balançar as redes do Racing para tentar voltar ao Brasil com a classificação na bagagem. Sem criar praticamente nenhuma chance clara de gol ao longo dos 90 minutos, a equipe alvinegra perdeu a possibilidade de seguir vivo na luta pelo título inédito.

Destaca-se ainda a frieza dos argentinos para “cozinhar” o jogo e segurar o 0 a 0 no placar. O Corinthians, por sua vez, caiu na pilha dos mandantes e viu Rodriguinho ser expulso após cometer falta desnecessária com apenas três minutos jogados. Jô, já nos acréscimos, também tomou cartão vermelho.

Vale lembrar que o Corinthians entrou em campo com três alterações em relação ao time considerado ideal: Marciel na vaga de Guilherme Arana, Camacho na de Maycon e Marquinhos Gabriel na de Rodriguinho. Assim, Carille escalou: Cássio, Fagner, Balbuena, Pablo e Marciel; Gabriel e Camacho; Ángel Romero, Jadson e Marquinhos Gabriel; Jô.

Em tempo: o Corinthians volta a campo na manhã deste domingo, pela 25ª rodada do Campeonato Brasileiro. O líder Timão visita o São Paulo em clássico marcado para as 11h no estádio do Morumbi.

Primeiro tempo

Nada, absolutamente nada de surpreendente a partir do apito final. Precisando atacar para voltar ao Brasil com a classificação, o Corinthians foi quem começou tentando propôr o jogo. Os argentinos, acomodados com o 0 a 0 no placar, tentavam ao máximo travar o jogo e apostar em enfiadas de bola para o camisa 9 Lisandro López – conseguiram tumultuar o meio de campo e utilizar da famosa cera para brecar o ímpeto do Timão.

O centroavante argentino, aliás, foi protagonista de um embate particular com Ángel Romero ao longo de todo o primeiro tempo. Claramente irritado com os dribles e jogadas de efeito do camisa 11 corinthiano, Lisandro passou a bater no paraguaio. A arbitragem, fazendo pouco caso, não impediu que o “pau comesse” entre os dois jogadores em diversas disputas.

No mais, vale destacar que as melhores chances de gol foram criadas em lances de bola parada. Aos 22 minutos, o zagueiro Vittor, do Racing, cobrou falta perigosa em direção ao gol de Cássio, que caiu para fazer grande defesa. Logo em seguida, foi Jadson que bateu falta, tirando tinta da trave direita do goleiro Gastón Gómez.

Segundo tempo

Diferente do primeiro tempo, a etapa complementar foi marcada por um ritmo mais cadenciado… e proposto pelo Racing. Os argentinos desistiram de vez de atacar e procuraram manter a posse de bola para evitar ao máximo as chegadas ofensivas do Corinthians. Os comandados de Carille, quando conseguiam desarmar os adversários, encontravam muita dificuldade para criar jogadas que de fato levassem perigo ao gol rival.

Tentando dar novo gás ao setor de criação do Corinthians, Carille trocou Jadson por Rodriguinho. Mal sabia o treinador o que aconteceria três minutos depois, aos 20.

Em uma disputa com a bola ao chão, no meio de campo, Rodriguinho tentou dar uma bicuda na pelota, errou a mira, manteve a sola da chuteira levantada e acertou a coxa de González. O árbitro não titubeou: tirou o cartão vermelho do bolso e expulsou o meia corinthiano. Banho de água fria no Timão em solo argentino.

Lance da expulsão de Rodriguinho

E aí, azedou de vez. Carille tentou, novamente, chacoalhar o time: sacou Romero e colocou Giovanni Augusto em campo. Nada que mudasse o panorama: Corinthians absolutamente sem criatividade do meio para frente, não criando qualquer perigo para os donos da casa.

A reta final do jogo se resumiu ao Corinthians tocando a bola no entorno da grande área argentina e simplesmente não conseguindo penetrá-la. O Racing, por sua vez, tentava ora puxar o contra-ataque ora prender a bola em seu campo defensivo quando tinha a posse.

Ainda deu tempo para Jô, já nos acréscimos, tomar cartão amarelo e, como já havia sido advertido antes, ser expulso. Ele acabou deixando o pé em Solari em uma dividida pela bola.

Sep 17, 2017
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Muito mais líder

Por Lucas Faraldo – Meu Timão

Jô marcou o único gol da partida, garantindo a vitória do Corinthians sobre o Vasco
Jô marcou o único gol da partida, garantindo a vitória do Corinthians sobre o Vasco

Foto: Daniel Augusto Jr/Ag. Corinthians

O Corinthians está, com o perdão do trocadilho, com uma mão na taça do Campeonato Brasileiro. Na tarde deste domingo, em duelo disputado na Arena e válido pela 24ª rodada, o Timão venceu o Vasco pelo placar de 1 a 0 com gol do centroavante Jô. O tento foi anotado com o braço, mas a arbitragem validou o lance.

Com o resultado, o Corinthians, que vinha de duas derrotas consecutivas para Atlético-GO e Santos, disparou na liderança do Brasileirão. O Grêmio, segundo colocado, perdeu neste domingo também por 1 a 0, para a Chapecoense, em Porto Alegre e estacionou nos 43 pontos. O Timão pulou para 53 e assim abriu dez de vantagem na ponta.

Cabe aqui registrar que o Corinthians entrou em campo desfalcado e reforçado ao mesmo tempo: se por um lado Gabriel foi baixa por suspensão, por outro Guilherme Arana voltou de lesão. Assim, o Timão foi escalado com: Cássio, Fagner, Balbuena, Pablo e Guilherme Arana; Camacho, Maycon, Jadson, Rodriguinho e Ángel Romero; Jô.

Em tempo: o Corinthians agora deixa o Brasileirão de lado ao menos temporariamente. Isso porque, na quarta-feira, os comandados de Carille enfrentam o Racing, em Buenos Aires, na Argentina, pelo jogo de volta das oitavas de final da Copa Sul-Americana. No domingo seguinte, é a vez de o Timão visitar o São Paulo no Morumbi pela 25ª rodada do Nacional.

Primeiro tempo

Pressionado justamente pela sequência de maus resultados, o Corinthians cumpriu o protocolo: iniciou o jogo pressionando os cariocas. Logo aos seis minutos, Romero “bagunçou” a defesa do Vasco e tocou para Jadson. O meia enfiou boa bola para Rodriguinho, que invadiu a grande área e chutou nas redes pelo lado de fora.

Aos 17 minutos, foi a vez de Jô levar perigo ao gol de Martín Silva. Ou quase isso… O camisa 7 foi lançado por Jadson na entrada da área e ganhou disputa com Anderson Martins. Na sequência, o zagueiro se chocou com o centroavante na tentativa de desarmá-lo. Os corinthianos pediram pênalti, mas o juiz mandou o jogo seguir.

O Vasco, que entrou em campo com proposta de jogo defensiva, somente assustou Cássio com chutes de longa distância. Primeiro com Nenê e depois com Ramon. Em ambas as ocasiões, o camisa 12 do Timão espalmou a bola fazendo boas defesas. Nenê ainda teria uma outra oportunidade semelhante, mandando a pelota rente à trave esquerda corinthiana.

Já nos minutos finais da etapa inicial, nova polêmica envolvendo Jô e a não marcação de um suposto pênalti. O centroavante dominou a bola na grande área e caiu ao ter as pernas trançadas por Breno. O juiz entendeu como normal a ação do zagueiro, mandando o jogo seguir.

O último importante lance do primeiro tempo, porém, seria protagonizado por Rodriguinho. Romero fez bela jogada individual pela esquerda e cruzou na medida. O meia, que nem mesmo precisou pular para cabecear, testou firme e mandou a bola por cima do gol de Martín Silva, perdendo grande chance de balançar as redes.

Segundo tempo

Assim como nos 45 minutos iniciais, o Corinthians foi quem se sentiu mais à vontade no começo do segundo tempo. E não tardou para Rodriguinho mais uma vez perder uma chance de gol. Arana fez boa jogada individual e rolou para Jô. O camisa 7 encontrou o meia em posição privilegiada, mas Martín Silva fez grande defesa após a finalização.

Não demorou para Guilherme Arana iniciar outra jogada que acabaria em uma triangulação perigosa no ataque. O lateral acionou Jadson, que colocou Maycon em condição de abrir o marcador. O volante chutou para fora, e o Timão perdeu outra chance de gol…

Buscando alternativas no setor ofensivo, Carille decidiu sacar Jadson e colocar Marquinhos Gabriel em campo. E não demorou para o Corinthians voltar a assustar Martín Silva, mesmo que sem participação direta do camisa 31.

Primeiro foi a vez de Fagner disparar pela direita, aproveitar o espaço deixado pelos adversários e soltar a bomba. A bola desviou no meio do caminho e chegou a beliscar a trave direita do Vasco antes de sair pela linha de fundo. No lance seguinte, em cobrança de escanteio, a sobra ficou com Jô na entrada da pequena área, e nova finalização acabou defendida pelo goleiro vascaíno.

Mas caberia justamente a Marquinhos Gabriel dar início à jogada do gol corinthiano. O meia disparou pela esquerda, driblou o marcador, invadiu a grande área e cruzou com perfeição no segundo pau. Jô apareceu como um caminhão para empurrar a bola, com o braço, para o fundo das redes. A arbitragem validou o lance, apesar das reclamações vascaínas.

Com o braço, Jô empurrou a bola para o fundo das redes
Com o braço, Jô empurrou a bola para o fundo das redes

Reprodução/TV

Com a vitória parcial, o Corinthians passou a administrar melhor a partida. E isso não significa falta de oportunidades de gol. Rodriguinho que o diga! O meia recebeu bom cruzamento rasteiro de Jô, se esticou todo, mas não conseguiu encostar na bola, para desespero dos mais de 41 mil torcedores que marcaram presença na Arena.

Ainda houve tempo, nos instantes finais, para Carille mandar Giovanni Augusto e Kazim a campo. Saíram Rodriguinho e Jô. Nada que mudasse o panorama do jogo: vitória do Corinthians, que martelou o Vasco ao longo dos 90 minutos, mas somente foi às redes em lance para lá de polêmico.

Sep 14, 2017
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Decisão será em Buenos Aires

De Felipe Souza – Meu Timão

Fellipe Bastos, Giovanni Augusto, Camacho e Kazim. Estas eram as opções para Fábio Carille tentar algo novo no Corinthians ao longo dos primeiros 90 minutos do confronto com o Racing, da Argentina, pelas oitavas de final da Copa Sul-Americana. A ausência de peças de reposição à altura custou caro: o Timão empatou por 1 a 1 com os argentinos na Arena em Itaquera. O gol alvinegro foi marcado pelo volante Maycon.

As equipes voltam a se enfrentar na próxima quarta-feira (20), no estádio El Cilindro, em Buenos Aires, valendo vaga nas quartas de final.

PRIMEIRO TEMPO

A noite pedia raça. Mas também bom futebol. Após duas derrotas consecutivas pela Série A, a equipe líder do Brasileirão encarava o Racing sedenta de uma atuação convincente em Itaquera. A pressão sobre o Timão, atrás de uma taça inédita em sua galeria, não pareceu atrapalhar. Ao menos não nos primeiros 45 minutos.

Escalado num defensivo 5-3-2, o Racing pouco produziu ofensivamente, tanto é que o goleiro Cássio tinha tempo de sobra para se reidratar. O Corinthians de Carille, por outro lado, não caiu na pilha da atmosfera em torno do mata-mata sul-americano e trocou passes e triangulações como há muito tempo o torcedor alvinegro não via. E o gol, como também há muito tempo não saía – 90 minutos, para ser preciso – logo foi celebrado na Arena Corinthians.

Antes de a bola ultrapassar a linha da meta argentina, porém, o Corinthians botou o goleiro Musso para trabalhar. Aos 27 minutos, Marciel apareceu bem pela esquerda e levantou na área para Rodriguinho. O camisa 26, então discreto na partida, resvalou de cabeça e acertou o travessão do Racing, assustando o arqueiro hermano.

O jogo corinthiano fluía pelo lado esquerdo, mesmo com Marciel, jovem volante revelado no Parque São Jorge, improvisado no setor. Pouco tempo após dar início à jogada de Rodriguinho, o garoto voltou a descer por ali, cortou a marcação e deu bela assistência para Maycon que, curiosamente, deu indícios de que havia chutado mascado e desperdiçado grande chance. Lego engano. Em arremate rasteiro no canto esquerdo de Musso, o Timão abriu o placar do confronto Brasil vs Argentina em Itaquera.

Cabia mais. E a Fiel presente na Arena, consciente da superioridade técnica de sua equipe, passou a empurrar o Timão. Aos 36, Rodriguinho apareceu como homem-surpresa na entrada da área, aproveitou cruzamento de Fagner e emendou de perna direita, obrigando Musso a operar um milagre em solo alvinegro. Mais tarde, Romero, um dos mais participativos, finalizou de canhota, tirando tinta da trave do clube de Avellaneda.

SEGUNDO TEMPO

A tarefa do Corinthians era clara: sair de campo sem levar gol e, se possível, dilatar o placar diante de um Racing perigoso no jogo aéreo. A equipe argentina buscava cruzamentos e escanteios, alternativas para alçar bolas na área à dupla de pivôs Triverio e Lisandro López.

O primeiro a atacar na segunda etapa, contudo, foi o Corinthians. Logo no minuto inicial, Romero aproveitou a sobra cara a cara com Musso, optou pela finalização rasteira em vez da cobertura e parou na boa defesa do goleiro rival.

O Racing, até como resposta à investida dos donos da casa, também aprontou das suas. Triverio recebeu passe dentro da área, girou para cima de Pablo e soltou a bomba contra Cássio. O camisa 12 do Timão espalmou firme e evitou o que poderia ser o empate dos visitantes em Itaquera.

Como já citado, o Racing se mostrava audacioso longe de seus domínios contra um Corinthians disposto a defender. Uma estratégia arriscada, sobretudo porque Triverio, livre de marcação, viu Cássio ceder rebote e a bola cair em seu pé direito a poucos metros do gol preto e branco. O centroavante não deixou barato e igualou o marcador, jogando um balde de água fria nos mais de 25 mil corinthianos em Itaquera.

Carille até tentou mexer na equipe nos minutos finais e, quem sabe, encontrar o gol salvador. Camacho, Giovanni Augusto e Fellipe Bastos deixaram o banco de reservas a fim de tentar, sem sucesso, reverter a vantagem mínima aberta pelo Racing – o Timão terá de vencer os hermanos no El Cilindro ou empatar com dois gols ou mais para avançar no torneio –, mas foi tarde demais. E o Corinthians segue sem vencer…

ESCALAÇÕES

Corinthians: Cássio, Fagner, Pablo, Balbuena (capitão) e Marciel; Gabriel e Maycon; Jadson, Rodriguinho e Ángel Romero; Jô

Racing: Musso; Solari, Vittor, Barbieri, Orban e Soto; Zaracho, Arévalo Rios e Pulpo González; Triverio e Lisandro López (capitão)

Sep 11, 2017
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Citadini confirma candidatura à presidência e prioriza dívidas da Arena

Da Gazeta Esportiva

Antonio Roque Citadini pode estar prestes a voltar a compor a alta cúpula do Corinthians. Em participação no programa Mesa Redonda, da TV Gazeta, deste domingo, o atual conselheiro do Timão confirmou que irá lançar sua candidatura à presidência do clube e criticou duramente a atual gestão alvinegra por conta dos problemas envolvendo o pagamento da Arena Corinthians.

“Na semana que vem teremos um lançamento no site que se chama ‘Corinthians mais forte’. O primeiro problema é esse do estádio, porque há uma confusão grande. O Corinthians não consegue nos últimos quatro anos a chegar em um acerto com a construtora e com a Caixa. Temos problemas com obras que não foram feitas, obras que foram feitas erradas, é preciso entrar um acordo com a construtora. Esse grupo atual não tem condições de fazer isso”, disse Citadini.

Vice-presidente do Corinthians entre 2001 e 2004, durante a gestão de Alberto Dualib, Citadini crê que o Corinthians tem totais condições de arcar com as dívidas que envolvem o estádio do clube, no entanto, se mostrou contrariado em relação às condições de pagamento acordadas no passado.

“Eu acho que o Corinthians tem um caminho para fazer isso. É o Corinthians que não toma a iniciativa. Quando digo o Corinthians é o atual grupo dirigente que esgotou sua capacidade para resolver os problemas. Foi feito uma auditoria e se não chegar a um acordo, terá que ter uma arbitragem”, prosseguiu.

Citadini também revelou que, por ora, o Timão segue sem pagar as dívidas de seu estádio. Deixando claro que a questão é uma de suas prioridades na corrida presidencial alvinegra, ele garantiu ser possível haver um desfecho positivo e todas as partes envolvidas nas obras da Arena saírem satisfeitas.

“O Corinthians não está pagando, mas ninguém está pagando. Esse é um problema que está em todos os estádios da Copa do Mundo. A Caixa fez um empréstimo, o empréstimo é bom, o Corinthians vai pagar. Mas ela fez um plano de negócios irrealista, calculou uma captação de recursos que não existe. A única coisa que o banco não quer é não receber, os valores e como pagar você discute. O estádio é bom para o Corinthians, é bom para a cidade, bom para a zona leste, bom para todo mundo”, finalizou.

Sep 11, 2017
admin

Segue o jogo

Da Gazeta Esportiva

Vanderlei e Cássio até tentaram, mas não conseguiram fazer com que o clássico deste domingo terminasse em 0 a 0, na Vila Belmiro. No primeiro tempo, o Santos dominou as ações, mas parou no arqueiro do Corinthians, que fez duas defesas extraordinárias. Já na segunda etapa, o Timão foi melhor, mas viu o camisa 1 do Peixe brilhar. Além disso, o time comandado por Fábio Carille sofreu do próprio veneno, quando Bruno Henrique arrancou em contra-ataque e Lucas Lima pegou a sobra para abrir o marcador. No último minuto, ainda deu tempo de Ricardo Oliveira aproveitar mais um contragolpe e decretar a vitória santista por 2 a 0.

Com o triunfo, o Alvinegro Praiano chegou aos 41 pontos e diminuiu a diferença para o Timão, que ficou estacionado com 50, mas segue liderando com folga o torneio nacional.

Agora, as duas equipes esquecem o Campeonato Brasileiro para mirarem suas forças em competições continentais. Enquanto o Peixe viaja até o Equador para encarar o Barcelona de Guayaquil, na próxima quarta-feira, às 21h45 (de Brasília), pela ida das quartas de final da Libertadores, o Corinthians recebe o Racing-ARG, no mesmo dia e horário, mas pelas oitavas da Copa Sul-Americana.

Já pelo Brasileirão, o time comandado por Levir Culpi entrará em campo só no próximo sábado, às 19h, no Engenhão, contra o Botafogo. No domingo, é a vez do Timão pegar o Vasco, às 16h, em Itaquera, pela 24ª rodada.

Sep 1, 2017
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107 anos de glórias

Por Thaina Barros – Meu Timão
Corinthians comemora seu 107º aniversário, nesta sexta-feira

Nesta sexta-feira, dia 1º de setembro, o Corinthians tem muito o que comemorar. O clube do Parque São Jorge completa 107 anos de história, com dezenas de conquistas e uma torcida Fiel ao seu lado.

Ao longo deste centenário, o Timão colecionou títulos. A equipe soma 48 taças ao todo, tendo entre eles o bicampeonato no Mundial de Clubes (2000 e 2012), a Libertadores da América (2012), a Recopa Sul-Americana (2013), o hexacampeonato brasileiro (1990, 1998, 1999, 2005, 2011 e 2015) e o tri na Copa do Brasil (1995, 2002 e 2009). O último título alvinegro veio no início desta temporada, com a 28ª conquista do Campeonato Paulista.

Em comemoração a esta data tão especial no calendário corinthiano, o Meu Timão separou uma lista com os fatos mais marcantes da história do clube alvinegro, indo da sua fundação, em 1910, à inauguração da Arena Corinthians, em 2014. Confira!

A fundação

Em uma esquina do bairro do Bom Retiro, em São Paulo, o Corinthians foi fundado
Em uma esquina do bairro Bom Retiro, em São Paulo, o Corinthians foi fundado

Divulgação / Corinthians

Na noite do dia 1º de setembro de 1910, a esquina das ruas José Paulino e Cônego Martins, no bairro do Bom Retiro, em São Paulo, recebeu um grupo de operários formado por Anselmo Corrêa, Antônio Pereira, Carlos Silva, Joaquim Ambrósio e Raphael Perrone. Ali, sob a luz de um lampião, o Sport Club Corinthians Paulista foi fundado. Com a ajuda de mais oito jovens, a reunião dos primeiros integrantes e sócio fundadores do Timão foi realizada.

O nome da equipe foi inspirado no inglês Corinthian-Casuals Football Club, que fazia uma excursão no Brasil na ocasião e havia enfrentado o Atlética das Palmeiras, no dia 31 de agosto daquele ano. Entre os membros do recém-fundado Timão, o primeiro presidente do clube foi escolhido: o alfaiate Miguel Battaglia. Em seus momentos iniciais como mandatário, ele afirmou: “O Corinthians vai ser o time do povo e o povo é quem vai fazer o time”. Dito e feito.

A estreia

Em sua estreia, o Corinthians enfrentou a equipe varzeana Alto da Lapa
Em sua estreia, o Corinthians enfrentou a equipe varzeana Alto da Lapa

Divulgação / Corinthians

O Corinthians entrou em campo pela primeira vez no dia 10 de setembro de 1910. A equipe encarou um amistoso diante do União da Lapa, uma equipe de várzea da capital paulista. A estreia, contudo, veio com uma derrota de 1 a 0, mas o resultado pouco importou. O desejo do grupo de operários do Bom Retiro havia se tornado realidade.

A primeira partida oficial do Timão, no entanto, veio apenas três anos depois. O clube alvinegro encarou seu primeiro desafio pelo Campeonato Paulista e acabou sendo derrotado pela Germânia, pelo placar de 3 a 1, no dia 20 de abril. A equipe alvinegra terminou em quarto lugar entre cinco equipes no torneio estadual.

O primeiro título

Elenco campeão paulista em 1914 ao lado da taça do primeiro título do Corinthians
Elenco campeão paulista em 1914 ao lado da taça do primeiro título do Corinthians

Divulgação / Corinthians

Com apenas quatro anos de existência, o Corinthians conquistou o primeiro título de sua história. A equipe alvinegra garantiu a taça do Campeonato Paulista de 1914, no dia 8 de novembro daquele ano, com um aproveitamento de 100% em dez partidas disputadas.

A partir dos gols anotados por Police, Peres, Neco e Apparício, o Corinthians superou o Campos Elyseos pelo placar de 4 a 0, conquistando a taça com uma rodada de antecedência. Depois da conquista em 1914, o Timão se consagrou campeão estadual em mais 27 ocasiões, se tornando o maior detentor de títulos no torneio paulista.

Parque São Jorge

O terreno do Parque São Jorge foi adquirido pelo Timão em 1926
O terreno do Parque São Jorge foi adquirido pelo Timão em 1926

Divulgação / Corinthians

Na tarde do dia 18 de agosto de 1926, o Corinthians comprava o terreno do Parque São Jorge. O local, que mais tarde ficou conhecido como a “Fazendinha”, se perpetuou como uma das maiores sedes sociais do país. Quando adquirido pelo clube alvinegro, era um terreno repleto de árvores, ao lado de um Rio Tietê livre de poluição. O presidente do Timão da época, Ernesto Cassano, foi responsável pela assinatura na escritura da aquisição da primeira parte do terreno.

A partir daí o Timão passou a ser conhecido como o clube da Fazendinha. Grande jornais como O Esporte, A Gazeta Esportiva, O Correio Paulistano, Folha da Manhã, O Estado de São Paulo, O Diário da Noite e a Gazeta, se referiam ao local dos jogos da equipe com a frase “O jogo será na Fazendinha”. Na época, o Parque São Jorge já contava com um campo de futebol com arquibancadas, praças de esportes, campo de tênis e salão de dança. A estrutura foi usada como uma perfeita base para o começou de uma história gloriosa, que segue longe de seu fim.

A Invasão Corinthiana

05 de dezembro de 1976: a primeira Invasão Corinthiana
5 de dezembro de 1976: a Invasão Corinthiana ao Maracanã

Divulgação

Em 5 de dezembro de 1976, Corinthians e Fluminense mediram forças pela semifinal do Campeonato Brasileiro. O dia, contudo, foi protagonizado pela Fiel. Ao menos 70 mil torcedores alvinegros viajaram para o apoiar o Timão nas arquibancadas do estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro. O episódio ficou marcado como um dos maiores descolamentos de torcida visitante da história do futebol. Ao todo, 146.043 pessoas pagaram ingresso para ver o confronto, maior público pagante a assistir a uma partida do time do Parque São Jorge.

Apesar da festa da Fiel, o Fluminense abriu o placar com Pintinho. A equipe do Parque São Jorge, por sua vez, conseguiu um empate antes do fim do primeiro tempo com o meia Ruço. O clássico se manteve amarrado e a decisão acabou nos pênaltis. E foi neste momento que o goleiro Tobias brilhou, defendendo duas cobranças – ou três, já que o árbitro anulou a tentativa de Rodrigues Neto, da equipe carioca. Sem errar nenhuma penalidade, o Corinthians saiu no Maracanã com a vaga para a final do torneio nacional e levou alegria para a multidão que o acompanhava.

Paulista de 1977 – O fim do jejum

Basílio foi o autor do gol que rendeu o título do Campeonato Paulista em 1977
Basílio foi o autor do gol do título no Campeonato Paulista de 1977

Divulgação / Corinthians

Há 40 anos, o Corinthians comemorava um dos títulos mais importantes de sua história: o Campeonato Paulista de 1977. No dia 13 de outubro daquele ano, a equipe do Parque São Jorge encerrou um jejum de 23 anos sem conquistas com uma vitória de 2 a 1 sobre a Ponte Preta, em pleno estádio do Morumbi. Mais de 86 mil torcedores, que lotaram as arquibancadas do estádio paulista, assistiram a conquista corinthiana.

Antes do título de 1977, a última conquista do Corinthians havia sido o Campeonato Paulista de 1954. O gol que pôs fim ao jejum saiu dos pés do volante Basílio, que ganhou o apelido de Pé-de-Anjo depois de marcar o tento da conquista do 16º título estadual do Timão. A partida foi a terceira disputa entre as equipes, onde o primeiro confronto terminou com uma vitória corinthiana por 1 a 0, com gol de Palhinha, e o segundo duelo foi marcado por uma derrota do Timão, pelo placar de 2 a 1.

O feito foi repetido pelo clube do Parque São Jorge em 2017, quando o time empatou por 1 a 1 diante da Ponte Preta, na Arena em Itaquera. A taça foi para as mãos corinthianas sem a necessidade de disputa de pênaltis por conta do resultado do confronto de ida, onde o Timão venceu a equipe de Campinas pelo placar de 3 a 1, no estádio Moisés Lucarelli.

Democracia Corinthiana

Ídolo do Timão, Sócrates foi um dos pilares da Democracia Corinthiana
Ídolo do Timão, Sócrates foi um dos pilares da Democracia Corinthiana

Divulgação

Entre os anos de 1981 e 1985, o Corinthians passou por um dos momentos mais importantes de sua história. Trata-se da Democracia Corinthiana, período onde todos os funcionários do Timão participavam das decisões do clube, enquanto o Brasil vivia em meio a uma ditadura militar. O movimento surgiu após uma péssima campanha alvinegra e surgiu com o encontro das pessoas certas, no momento certo.

O Corinthians passou por uma das piores campanhas da sua história no ano de 1981, quando terminou na 26ª colocação do Campeonato Brasileiro e ficou com o oitavo lugar na disputa do Paulistão. Em abril daquele ano, Waldemar Pires assumiu a presidência do clube e indicou o sociólogo Adílson Monteiro Alves para a diretoria de futebol. O mandatário tinha o hábito de se comunicar bem com o elenco, que integrava os ídolos Sócrates e Walter Casagrande.

A revolução se deu a partir daí e o Corinthians passou a funcionar com um sistema de autogestão, onde jogadores, funcionários, comissão técnica e diretoria definiam contratações, demissões e até a escalação da equipe em conjunto. Durante este período, o Timão chegou a ser bicampeão paulista e chegou a ir às semifinais do Brasileirão. A Democracia passou por maus momentos em 1984, quando Sócrates foi para a Itália e Casagrande para o São Paulo. Em 1985, Pires tentou eleger Alves como sucessor e foi derrotado, colocando um ponto final em um dos principais capítulos do futebol alvinegro.

Campeonato Brasileiro de 1990

O meia-atacante Tupãzinho marcou o gol do primeiro título do Timão no Brasileirão
Tupãzinho marcou o gol do primeiro título do Timão no Brasileirão

Divulgação / Corinthians

Em 16 de dezembro de 1990, o Corinthians conquistou pela primeira vez o título do Campeonato Brasileiro. A conquista inédita veio em uma final contra o rival São Paulo, no estádio do Morumbi. O Timão venceu a equipe do Morumbi por 1 a 0 nas duas partidas decisivas. Com um elenco marcado por Neto, Ronaldo Giovanelli & cia., a finalíssima contou com gol histórico de Tupãzinho, o talismã da Fiel.

Ao contrário de edições anteriores do Brasileirão, o clube do Parque São Jorge entrou desacreditado na disputa da taça de 1990. Sem grandes estrelas, na ocasião, a equipe chegou a iniciar a competição com duas derrotas. Contudo, com o passar das rodadas, o Timão se recuperou e conseguiu a classificação para o quadrangular final. O título ficou marcado por um time raçudo com a “cara do Corinthians”, e foi assistido por mais de 100 mil torcedores no estádio do Morumbi.

Mundial de 2000

Com 30 mil corinthianos no Maracanã, o Timão foi conquistou o seu primeiro Mundial da Fifa em 2000
O Timão conquistou o seu primeiro Mundial da Fifa em 2000

Divulgação / Corinthians

Há 17 anos, o Corinthians conquistava um dos maiores títulos de sua história. No dia 14 de janeiro de 2000, a equipe alvinegra comandada pelo técnico Oswaldo de Oliveira bateu o Vasco, em pleno estádio do Maracanã, e faturou a sua primeira taça no Mundial de Clubes da Fifa. Depois de um empate sem gols na primeira partida entre as equipes brasileiras pela taça mundial, a decisão acabou sendo levada para os pênaltis. Na disputa, o Timão levou a melhor e derrotou os cariocas por 4 a 3.

Assim como acontece nos moldes do Mundial atualmente, o regulamento da época previa que o atual campeão nacional do país-sede participasse do torneio. Bicampeão do Brasileiro em 1998 e 1999, o Timão recebeu o convite e participou da competição junto com Al-Nassr (Campeão da Supercopa da Ásia 1998), Manchester United (Campeão da Liga dos Campeões da UEFA 1998-99), Necaxa (Campeão da Liga dos Campeões da CONCACAF 1999), Raja Casablanca (Campeão da Liga dos Campeões da África 1999), South Melbourne (Campeão da Liga dos Campeões da OFC 1999), Vasco da Gama (Campeão Copa Libertadores da América 1998) e Real Madrid (Campeão da Copa Intercontinental 1998). Segundo a Fifa, o Corinthians foi o primeiro campeão do torneio.

Libertadores de 2012 – A América em preto e branco

Invicto, o Corinthians conquistou o título inédito da Libertadores em 2012
Invicto, o Corinthians conquistou o título inédito da Libertadores em 2012

Daniel Augusto Jr./Agência Corinthians

No dia 4 de julho de 2012, o Corinthians pintou a América de preto e branco com a conquista da Copa Libertadores. A consagração inédita veio de maneira épica, já que a equipe ficou com a taça do torneio continental de forma invicta. Na presença de 37.959 pessoas no estádio do Pacaembu e precisando de um resultado simples sobre o argentino Boca Juniors, já que a partida de ida havia terminado empatada pelo placar de 1 a 1, o Timão conquistou o título tão aguardado com uma vitória de 2 a 0.

O feito corinthiano foi gigantesco, já que apenas outros cinco times alcançaram a taça da Libertadores sem sofrer derrotas. A última vez havia acontecido em 1978, com uma conquista do Boca Juniors. Ao todo, foram 14 jogos disputados pelo Corinthians na competição continental, com oito vitórias e seis empates. A equipe comandada pelo técnico Tite, que hoje atua na Seleção Brasileira, marcou 22 gols durante o torneio e sofreu apenas quatro tentos.

Bicampeonato Mundial de 2012

Corinthians conquistou seu bicampeonato mundial em 2012, no Japão
Corinthians conquistou seu bicampeonato mundial em 2012, no Japão

Daniel Augusto Jr./Agência Corinthians

Com a taça da Libertadores de 2012 nas mãos, o Corinthians partiu em busca de outro título internacional: o Mundial de Clubes. Foi em 16 de dezembro daquele ano que o Timão conquistou o título pela segunda vez em sua história. Sob comando do técnico Tite, que hoje atua pela Seleção Brasileira, o clube do Parque São Jorge venceu o inglês Chelsea por 1 a 0 e agarrou o troféu mais cobiçado do planeta.

Palco da final, o Yokohama Stadium foi completamente lotado com mais de 40 mil torcedores alvinegros. Naquela partida, se destacaram as grandes defesas do goleiro Cássio e o gol chorado ao melhor “estilo Basílio”. O tento do título foi anotado pelo peruano Paolo Guerrero, após jogada de Paulinho e Danilo. Vale destacar que o Corinthians foi o último clube sul-americano campeão do Mundial de Clubes da Fifa, sendo o brasileiro mais vitorioso da competição. No mundo, apenas o Barcelona tem mais conquistas (2009, 2011 e 2015).

Arena Corinthians

Arena Corinthians estava em construção em 2012 e foi inaugurada em 2014
Casa do Timão, a Arena Corinthians foi inaugurada em 2014

Daniel Augusto Jr./Agência Corinthians

Após anos de espera, o Corinthians finalmente teve um estádio para chamar de seu. A Arena Corinthians saiu do papel no dia 30 de maio de 2011, e depois de um pouco menos de três anos, a Fiel pôde ver o projeto finalizado. O local na Zona Leste de São Paulo foi inaugurado com um amistoso histórico em maio de 2014, que contou com a presença de jogadores das mais diversas gerações da história do clube alvinegro.

Dias depois, em 18 de maio de 2014, que a Arena em Itaquera recebeu o primeiro jogo oficial do Corinthians. A partida, válida pela quinta rodada do Campeonato Brasileiro daquele ano, foi realizada com a presença de 36.123 corinthianos. O resultado ou o adversário pouco importaram, mas o time da casa perdeu por 1 a 0 para o Figueirense. Autor do primeiro gol no estádio, o meia Giovanni Augusto viria para o clube alvinegro tempos depois, em 2016.

Ainda em 2014, o estádio alvinegro também recebeu a abertura da Copa do Mundo, realizada no Brasil. O confronto entre a Seleção Brasileira e a Croácia acabou com o placar de 3 a 1 para a equipe anfitriã, sendo o primeiro dos cinco jogos que a Arena Corinthians recebeu no torneio internacional. A casa do Timão chegou a sediar a semifinal entre Holanda e Argentina, que terminou com vitória dos Sul-Americanos nos pênaltis.

E para você, Fiel, quais outros momentos foram marcantes nesses 107 anos de história do Corinthians?

Aug 27, 2017
admin

Entrevista ao Estadão

 

Os planos de Citadini para o Corinthians

Candidato à presidência fala dos problemas do clube e de como pretende resolvê-los

Almir Leite

26 Agosto 2017 | 09h14

Parte I

Antonio Roque Citadini quer voltar à linha de frente do Corinthians. Desta vez, como presidente. Para isso, já se coloca como candidato na eleição de fevereiro de 2018. Às vésperas de completar 67 anos, no início de setembro, o conselheiro vitalício do clube do qual foi vice-presidente entre 2001 e 2004, considera que, independentemente da boa fase vivida no futebol, o Corinthians sofre hoje com vários problemas.
Ele lista os principais: conclusão, financiamento e gestão do da arena (mais especificamente a falta de
um plano de negócios para o estádio que represente receitas efetivas para o clube), a subtilização atual do Parque São Jorge, a falta de investimento nos esportes olímpicos e a ineficiência do departamento
de marketing.
Nesta entrevista ao blog, que será publicada em duas partes, ele conta como, se eleito, pretende resolver esses problemas.

Por que o senhor está se lançando candidato?
A eleição no próximo ano vai se dar numa situação muito diferente da do passado, dos últimos 15 anos. O clube vive hoje uma série de  problemas que o atual grupo de dirigentes, que já está lá há dois,
três mandatos, claramente não tem condições de resolver. Eles não conseguem superar esses problemas.

Especificamente em relação ao estádio, quais são os problemas?
Há um problema que está se arrastando desde a inauguração do estádio, na Copa de 2014, que é a conclusão do estádio. O Corinthians tem várias pendências com a construtora (Odebrecht). Não consegue  definir afinal o que falta fazer, o que não foi feito, o que foi feito errado, o que precisa corrigir. O clube precisa, em algum momento, sentar com a construtora e conversar. Vamos ver se a gente afinal conclui (o estádio).

Na sua visão, qual o motivo dessa indefinição?
Esta dificuldade ocorre por várias razões. Mas o principal motivo é que a construção do estádio se deu com emoção, com empolgação e faltando alguma racionalidade. Por exemplo: quando você vai
conversar com a atual direção sobre esse balanço final do estádio eles dizem: ‘Tá lá o contrato que é de tanto, etc. e tal.’ Não. Aquele contrato sofreu grandes alterações, muitas das quais autorizadas pelo Corinthians.

Existe um grande impasse…
A verdade é que não se conseguiu até agora chegar com a construtora e concluir o processo de conclusão (do estádio), porque realmente faltam algumas coisas a ser concluídas, mas a construtora diz que
não concluiu aquilo porque construiu outras coisas. Há itens que precisam ser refeitos. Então, o que fica claro nisso é que esse grupo de dirigentes não tem condições de resolver. Por um motivo: porque foram eles que, acertada ou erradamente, fizeram um monte de coisas. E como eu disse: teve muita emoção.

Mas tem um contrato também…
Muitas autorizações foram dadas para a construtora por funcionário do clube, o cara do marketing… Tem lá e-mail mandando fazer isso, fazer aquilo. Agora, numa construção, você manda fazer alguma coisa e tem um custo. Esse ajuste de contas precisa ser feito. Faz quatro anos que o clube não consegue fazer. Não adianta o clube soltar nota pelo jornal dizendo ‘eu não aceito isso, eu não aceito aquilo’.
Isso é apenas empurrar com a barriga.

O que fazer, então?
O que o clube tem de fazer é sentar com a construtora e conversar.  Se houver acordo, vai para a conclusão (do estádio); se não houver, vai para a arbitragem.

Existe uma auditoria que, ao que parece, foi concluída…
A auditoria demorou porque o Corinthians não quer olhar para a auditoria. O Corinthians está com uma síndrome, de ele não querer ver os problemas. A atual direção não quer ver os problemas. Como
para resolver um problema a primeira coisa é olhar para ele e constatar, eles não querem a auditoria, que é relevantíssima, porque vai dar ao Corinthians embasamento para conversar com a construtora.
Sem esse embasamento vai ficar uma conversa de louco, cada um fala uma coisa. Agora, o Corinthians quase que não quer a auditoria.  Porque não forneceu dados, procurou trabalhar de forma a protelar…
Como se fosse possível fazer um acordo com a construtora sem o clube estar ciente dos seus problemas e das soluções.O que é básico nisso aí: o pessoal que fez a construção não tem condições de solucionar.

Mas o estádio é positivo para o Corinthians.
O estadio é belíssimo, agradabilíssimo, importante para o Corinthians, a torcida assumiu.A mais importante missão da próxima gestão é resolver o problema do estádio. Resolver bem. A primeira
missão é entender que o estádio é muito importante. Ele tem sido um diferencial para o Corinthians, você vê o Corinthians jogando lá e vê em outro lugar, o clube tem ganho esportivo com o estádio.
Portanto, nós precisamos fazer uma boa solução com a construtora. Ou vai ser no acordo ou vai acabar tendo numa arbitragem, mas deve chegar um momento e solucionar.

Que motivos teria a diretoria atual para não solucionar?
O Corinthians tem uma coisa que não quer assumir… a abertura da Copa do Mundo custou 100 milhões. O Corinthians se responsabilizou,  mas porque, diz o Corinthians, havia uma conversa que o governo do
Estado e o governo municipal bancariam. Não bancaram. E aí o clube gastou 100 milhões. Eu defendo (a tese de) que o clube não construiria aquele estádio se não fosse para a Copa. Eu sempre defendi o estádio, não é por uma questão eleitoral que vou falar mal do estádio. Eu falo que precisamos superar isso daí, resolver o problema e assumir até os nossos erros. Esse negócio da abertura da Copa, por exemplo: se nós aceitamos, vamos ter de encontrar solução.

Como solucionar?
Temos com a construtora vários pontos. O que falta terminar, o que não foi bem feito, tem coisas que precisam corrigir, algumas coisas que o Corinthians não autorizou, o clube tem de mostrar. Isso tudo
não se resolve não é por causa da construtora. Não se resolve por causa do Corinthians. Quem tem de dar o passo é o Corinthians e dizer: olha está aqui a lista de coisas que vocês não fizeram, que
precisam fazer e aí eles vão dizer do lado de lá (se é isso ou não). Porque como teve um monte de gente que acabou se envolvendo, muitas coisas não estão claras. Nos temos de salvar o estádio, nesse sentido
de que é importante para o Corinthians. Ponto.

E o financiamento da arena?
Esse é o segundo problema. É com a Caixa. Nós temos um empréstimo do BNDES que é um empréstimo bom, os juros são bons, são iguais a todo mundo, que o Corinthians precisa pagar e vai pagar. Não tem outra alternativa. Agora, este negócio com a Caixa, quando foi feito lá trás, o país era um país onde tinha dinheiro sobrando. Estabeleceu-se um plano de negócios que hoje não fica em pé porque o País mudou.
Nós temos de ajustar a nossa relação com a Caixa e pagar, como qualquer credor faz.

Tem a questão dos Naming Right…
Não tem naming right porque não tem empresa (interessada). Não adianta o Corinthians ficar vazando todo mês que está 90% perto de fechar um acordo. E o que é pior: como não tem, corre o risco de
negociar com picaretas.Tem de negociar com empresa séria, que vai ficar 20 anos anunciado lá.

O Corinthians também está sem patrocinador master há vários meses…
O marketing é outro grande problema no Corinthians. Nós vivemos uma situação difícil de acreditar. A Caixa só cancelou publicidade no Corinthians. O clube está fazendo uma campanha histórica no
Brasileiro e joga sem anúncio principal. É uma incompetência absoluta do marketing. Uma empresa que deixou (de patrocinar), embora tenha continuado em todos os outros clubes. Ninguém sabe o motivo real (de não renovar). O que fica como problema é que nós precisamos ter uma atuação de marketing mais agressiva, que nos dê receita.

Parte II

Nesta segunda parte da entrevista ao blog, o candidato à presidência do Corinthians Antonio Roque Citadini fala das deficiências operacionais da Arena e de problemas nas categorias de base, entre outros temas. E assegura que, se eleito, Fábio Carille continuará como treinador.

Há vários espaços na Arena que ainda não foram negociados…

Há problema de gestão do estádio. Foi entregue para a Omni, que só existe no Corinthians, pro Corinthians e com o Corinthians. A ideia que todo mundo falava, inclusive a diretoria, é que a gestão do estádio seria dada para uma grande empresa, americana, e com isso o clube iria ter receita para pagar a Caixa, para pagar outras despesas, para a manutenção, modernização… Ocorre que a Omni é uma empresa pequena, limitada a trabalhar no Corinthians e não está produzindo os valores para a gente poder pagar a Caixa, porque a exploração do estádio não está se dando na forma como era o projeto.

É óbvio que tem dificuldade, mas nós temos o estádio cheio em qualquer situação, com o time bom ou mau. No começo do ano, canibalizaram os preços dos ingressos altos, sem nenhum sentido. Que

se reduza o preço dos ingressos baratos, no setor popular, ótimo. Agora, que se canibalize os setores caros do estádio, qual é o sentido disso?

O trabalho da empresa deixa a desejar?

Todos os clubes que têm esse programa de sócio-torcedor alegam que, hoje, é a maior receita dos clubes. E precisam ser para nós. Não temos dificuldade. Lotar o estádio é um problema que não existe para

o Corinthians. Mas ela (Omni) é uma empresa limitada e é uma situação assombrosa o fato de só trabalhar para o Corinthians. Por exemplo: ela tem um método de (venda de) ingresso antigo, uma coisa

pré-Copa, então precisaria a venda de ingresso ser modernizada. Não o é porque ela é uma empresa limitada.

Seria o  caso de romper o contrato?

O Corinthians precisa colocar claramente as suas exigências. E se ela tiver condições de tocar, ela dirá. Eu creio que não tem. Mas (a empresa) não vai querer se agarrar num contrato que assinou no

apagar das luzes e achar que esse contrato é a segurança dela. A segurança de uma empresa de serviços é ela atender bem o serviço que ela foi contratada. E, no nosso caso, é dar dinheiro para a gente

pagar a Caixa.

Há outros problemas no clube, além desses?

Nós temos outros problemas. Eu venho há anos dizendo que um dos maiores erros do clube foi adotar essa coisa de vender para empresários os jogadores da categoria de base. Eu desde sempre digo:

ou é 100% do Corinthians ou não precisa jogar no Corinthians. Esta é uma coisa que o clube está vendo agora o erro que cometeu nesses anos todos de ficar partindo propriedade dos jogadores. O Corinthians tem de fazer como qualquer clube grande, como faz o Barcelona, o Real Madrid, a Inter de Milão, o Milan e os jogadores da categoria de base ser 100% do Corinthians. Eu ganhando a eleição vai ser 100% e quem quiser ter parte no jogador de 17, de 18 anos, pode ir para outro clube. Se for para a gente fazer negócio para os empresários, perde completamente o sentido.

Quais seus planos para o Parque São Jorge?

Esse é outro problema que o clube tem. Que não é um problema. Por isso eu disse que a eleição vai se dar em uma situação muito diferente. O futebol deixou o Parque São Jorge, agora ninguém treina

lá, ninguém joga lá. Há jogadores que não sabem onde é o Parque São Jorge. Ele assina o contrato no CT, joga na arena, conhece o Parque por fora. Então nós precisamos repensar uma série de coisas.

Mas o que fazer?

Podemos dar um grande salto nos esportes olímpicos. Basquete, natação, vôlei, futebol de salão, futebol feminino. Com o clube agora desobrigado no futebol, pode fazer uma revolução no esporte olímpico. E o Corinthians foi grande no esporte olímpico. Nós tivemos equipes extraordinárias no basquete, no vôlei, natação e podemos voltar a ter. O futebol cresceu tanto que aquela relação que havia entre o clube social e o futebol ficou insignificante. O que o clube gasta hoje no clube social, para manter limpo, bonito, é um ou (são) dois jogadores. A relação mudou muito. Não é problema.

Como está o quadro social do clube? 

O Corinthians não tem uma base de sócios boa. Ele precisa hoje ampliar a sua base e uma das coisas é vincular o sócio ao futebol.  Ele precisa ter acesso para poder comprar ingresso, para poder frequentar o estádio. Porque o sócio do clube é importante, mas também é importante que ele viva o futebol. Se o Corinthians fizer essa integração futebol-clube social, o futebol será uma grande alavanca para o clube social. Muitas pessoas terão interesse.

Citadini presidente: O Carille está garantido?

Há aí uma coisa muito interessante. O Corinthians é o clube mais profissional que tem. Há mais de 15, 20 anos o futebol tem sofrido pouquíssima influência da política do clube. O futebol profissional.

O de base não. De uma certa forma o Corinthians sempre conseguiu estancar pressões. Esse caso do Carille e da comissão técnica é uma prova acabada disso. O clube optou por isso daí, estão fazendo um

bom trabalho. O clube tem de ser cada vez mais profissional, tem de ter um diretor técnico, como tem, boa comissão técnica e tem de ser administrado sem esses humores. A política não deve envolver nisso.

Eu não tenho nenhuma dificuldade em prestigiar o Carille. Até porque eu nunca fui a favor dessa coisa de presidente chegar com o seu técnico.

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