Feb 9, 2016

Base: 100% ou caos

Nas últimas semanas, com a saída dos jogadores da Base do Corinthians, ganhou intensidade as críticas sobre o modelo de gestão adotado pelo clube.

Como sabemos, nos últimos anos, os jogadores da Base do Corinthians tiveram seu contratos transferidos a “empresários”, “agentes” etc, numa política denominada como “parcerias”.

No início o clube alegava que precisava de dinheiro e que os “empresários” adiantavam em troca de receberem jogadores da base. Embora esses negócios de “parcerias” tenha pontos obscuros, a verdade (clara como o dia) é que o clube foi perdendo mais e mais jogadores.

A Base, que tinha por objetivo relevar jogadores para o clube passou a ser um celeiro dos empresários. Quase todos os jogadores que vinham das categorias menores eram de empresários. Nos negócios o clube quase nada recebia.

Nos últimos dias foram intensas as críticas, especialmente pela Internet. Torcedores revoltados com esta política do Timão clamam por mudanças de gestão.

Aí é que reside o problema. A diretoria defende essas parcerias e, vez por outra, procura justificar a saída de um ou outro jogador. Protegidos pelo silêncio da mídia, esta área do clube só aparece quando o caso é mais escandaloso.

A Diretoria defende este tipo de parceria. Foi o atual grupo gestor que a implantou -em longa escala no futebol principal- e esparramou o método nas categorias de Base.

Por maior que seja a revolta dos torcedores não organizados (as torcidas organizadas, como vemos, ficam em silêncio total), será difícil uma mudança radical nesta área.

E é um grande erro. Como reiteradamente dissemos esta política deveria mudar e o clube deveria ter 100% dos direitos sobre os jogadores da Base. Ou então continuar a revelar para os “empresários”.

Na “revolta” dos últimos dias, tivemos manifestações de torcedores que pensam seriamente no Corinthians e desejam a mudança deste quadro. Alguns defendem mudanças há anos.

Mas tivemos, também, torcedores sócios que apoiaram a diretoria nos últimos pleitos. Foram, talvez, os mais duros nas cobranças.  Alguns não tiveram tempo de apagar seu suas postagens com aplausos frenéticos a atual gestão. Muitos desses, inclusive, passaram a acusar a oposição de não fazer “nada” para barrar isso.

Deixemos claro. A oposição apresentou, nas últimas eleições, posição clara sobre o assunto: 100% da Base deve ser do Corinthians. Sem medo ou omissão, a oposição continuará a dizer o que pensa.

E não entrará no papo desses de revoltas episódicas.

Veja aqui um dos vídeos que gravamos para tratar desse assunto durante as eleições. Há também diversas entrevistas à emissoras de rádio e TV sobre o assunto.

Feb 2, 2016

O NR e a crise econômica

Em quase todas as semanas (algumas vezes todos os dias), a mídia anuncia que o Corinthians está “às portas” para assinar um contrato com alguma companhia para vender o NR (naming rights) da Arena.

Tantas e tantas empresas já foram anunciadas como parceiras do Corinthians neste tormentoso contrato que já perdi a conta do número.

Uma companhia aérea árabe ganhou publicidade grátis com tantas as vezes que foi citada como o possível nome da Arena.

E a mídia gosta deste assunto. Alguns dirigentes também. Diziam: “estamos 99% fechados com uma grande empresa”.

Outro caso foi de uma montadora que ganhou publicidade como a “próxima” parceira do Timão. Recordo que ligou-me um conselheiro dizendo que um primo (vendedor de automóvel numa concessionária) havia garantido que era “para já” a assinatura com o Corinthians.

E sempre que “aparece” o iminente contrato, a mídia -especialmente na Web- gasta todo tempo disponível discutindo o NR da Arena.

No fim do último mês de novembro, me ligou uma jornalista -de razoável prestígio- dizendo que tudo estava “fechado” e que em dezembro (dia 16) o Corinthians faria uma grande festa para anunciar o contrato.

Perguntou-me se eu sabia qual era a empresa. Naturalmente, eu disse que não tinha nenhuma informação sobre a questão. E acrescentei que não havia qualquer contrato “fechado” para ser anunciado naquela oportunidade. Por pura intuição, disse que era impossível no Corinthians uma notícia dessa ficar mais de 20 minutos em segredo.

O tempo passou e a grande notícia ficou por isso mesmo. E nada mais.

Agora aparece uma complicada operação do NR que, nem com auxílio de dois economistas, consegui entender.

Mas por que tanta dificuldade em um contrato como esse?

Simples. O Brasil vive uma brutal crise econômica e as empresas estão -todas- com o breque de mão puxado, cortando toda sorte de investimento.

O melhor período para um contrato de NR foi aquele que antecedeu a Copa do Mundo. A Arena Corinthians seria importante no evento e -principalmente- a crise econômica não tinha aparecido.

Vivemos hoje a mais dura crise no país nos últimos 50 anos. É dura, profunda,violenta e chegou com rapidíssima intensidade. As empresas estão tomando todo cuidado em seus negócios. O contrato de NR é de longo prazo e exige muitas garantias.

É claro que seria melhor se a diretoria tivesse assinado o nome do estádio. Este dinheiro foi previsto para abater a dívida da construção. Sem ele, o estádio precisa de outras fontes de recursos.

Será importante um contrato de NR, mas quem definirá este jogo é o mercado, que agora vive um péssimo momento.

O melhor para todos (torcedores, diretores e mídia) seria não lançar nomes por aí.

Quando chegar a hora, o clube fará o contrato. E esperamos que seja o quanto antes.

 

Feb 1, 2016

Vitória contra o XV

Não foi um grande jogo, mas começar o campeonato vencendo o XV de Piracicaba não é nada ruim. Principalmente porque a equipe está renovada com a saída de mais da metade do time campeão do ano passado.

Agora é ter calma e torcer para que Tite faça o mesmo que sempre faz. Com elenco limitado organiza a equipe e disputa o título.

É o que todos esperamos.

Jan 27, 2016

A primeira meta é formar atletas

Rivellino grande craque revelado na Base do Corinthians.

 

Nota: Após a publicação do artigo “O problema não é a saída é a entrada” este blog sofreu todo tipo de ataque cibernético. O trabalho para recolocar o blog em ordem foi difícil pois foram ataques em série. O sistema que era usado para publicar os textos ficou inacessível. Resolvido o problema e tomadas as medidas para impedir que aconteça novamente, não me interessa muito saber quem foram os autores, mas, uma simples leitura do último texto dá um caminho de quem foram os incomodados no Blog. Vamos em frente.  

Muitos torcedores do Corinthians ficaram chateados com perda da Copa São Paulo. O time vinha jogando bem, com boa organização em campo e perder nas penalidades sempre dói.

Mas isso é do jogo. Ganhar ou perder um campeonato -na maioria das vezes- depende de um lance pouco ou mais criativo.

O título é importante, mas, no caso das categorias de base, o melhor mesmo é formar atletas que possam vestir a camisa titular de nosso clube.

O Corinthians sempre revelou jogadores em sua categoria de base. Algumas vezes craques “fora de série”, como Rivellino, outras vezes jogadores que tinham “pinta” de craque, mas tornaram-se médios e só completaram o elenco. São inúmeros os casos de jogadores que -à primeira vista- pareciam craques mas, não vingaram.

Isso é regra. Nem sempre o clube consegue criar grandes ídolos. Mas a meta deve ser – sempre!- a de buscar atletas para o time principal.

Infelizmente, a política adotada em nosso clube nos últimos anos vai no sentido contrário. Ao criar o sistema de “parcerias” com “empresários” o clube renuncia sua principal meta nas categorias de Base.

Os tais empresários querem “mostrar” seus jogadores. E o Corinthians virou uma vitrine de luxo. Após ser bem “mostrado” os tais donos dos jogadores querem vender, vender e vender.

A categoria de base só será importante para o clube quando voltarmos a ter como meta jogadores 100% do Corinthians e trabalhados para atender o time principal.

Perder o título Copinha não é nada perto de ter jogadores de empresários que só servirão ao clube no período de mostra.

Mesmo que no primeiro momento tenhamos times mais fracos, o caminho é uma base só do Corinthians. Ou então a categoria -mantida com grana do clube- pouco ajudará o Timão.

Jan 11, 2016

O problema da saída é a entrada

O presidente Roberto de Andrade foi claro: o clube chinês acerta com o empresário, com o jogador e o Corinthians é avisado meia hora antes que a “multa de rescisão” será paga e o atleta vai embora.

Completa o presidente que não há o que fazer. Paga a multa, o jogador vai pra onde ele quiser.

Nisso está certo.

Só o que falta explicar é como chegamos a este ponto. O problema não está na negociação de saída, mas na negociação de chegada.

Como sabemos, todos os jogadores em saída, são apenas parcialmente do Corinthians. Algumas vezes, a participação do clube é insignificante. A maior parte dos direitos do jogadores está nas mãos de “parceiros”, empresários, agentes e até do próprio jogador.

Essa política de “parceira” adotada pelo Corinthians cobra agora o seu preço. O presidente atual, como os anteriores, foram os implantadores deste mecanismo que leva a esse colapso atual.

O clube e o parceiro têm interesses conflitantes. O clube quer o jogador para jogar, marcar gols, conquistar títulos e títulos. O “parceiro empresário” não quer nada disso. Só quer valorizar seu produto e vendê-lo na primeira oportunidade.

Por esta razão, aos “parceiros” interessa uma multa pequena que não seja obstáculos para negociações futuras. Ao clube interessaria multa alta, pois quer a permanência dos atletas.

Mas isso só é possível quando o clube tem o controle do negócio. Nas “parcerias” o clube não tem.

Em clubes que não adotam essa política -que o presidente Roberto Andrade foi um dos implantadores- o quadro é diferente. Veja-se os clubes europeus principais, onde a multa é definida pelo clube.

O mesmo dinheiro chinês que chega aqui pagando salários astronômicos aos jogadores poderia procurar craque na Itália, Espanha, Inglaterra etc mas não o fazem. E quando atacam os europeus é com jogador com contratos a beira de terminar.

As pesadas multas de rescisão não permitem.

Enquanto o Corinthians não encerrar essa política de parcerias, as saídas de jogadores serão assuntos rotineiros.

Ou rompemos essas “parcerias” onde o clube pouco ganha (ou nada ganha), ou veremos jogadores chegando e saindo a toda hora.

Manter esse fatiamento de jogadores com “empresários” e multas baixas (impostas pelos parceiros) deixa o clube vulnerável.

Esse é o grande problema.

Será que vai ser enfrentado? Tenho dúvidas. Muitas dúvidas.

 

Em tempo

Bastou a Diretoria enfrentar problemas (como este tsunami de saída de jogadores) para alguns “jornalistas” e outros conhecidos na Internet desencadearem cobranças na mídia social. Todas com o objetivo de “aliviar” para a Diretoria. “A oposição tem que barrar isso”; “a oposição não pode permitir isso”; “onde está a oposição que não bloqueia esses negócios?”. O objetivo é claro: transferir para a oposição o problema da debandada de jogadores. Esqueçam essas lorotas. A responsabilidade da saída dos jogadores é da direção. Só dela. A oposição sempre teve posição contraria a essas “parcerias” com empresários, agentes, intermediários  etc que só prejudicam o Corinthians.

Falamos sobre isso em diversos momentos, como nesse vídeo abaixo. 

Dec 24, 2015
admin

Feliz Natal e um 2016 muito vencedor!

Quero desejar aos amigos corinthianos um Feliz Natal e um 2016 com muitas vitórias.

Neste ano o Timão conquistou seu sexto título brasileiro.

E para fechar 2015, quero compartilhar abaixo alguns vídeos sobre as campanhas destes títulos e também daqueles conquistados pela Copa do Brasil.

Dec 10, 2015
admin

Muita grana ou muito papo?

Precisamos conversar sobre a Klar, Corinthians

Klar foi apresentada como a nova parceira do clube
Klar é a nova parceira do Corinthians. Mas, de onde veio a Klar? (Foto: ESPN)

Uma temporada como a que o Corinthians fez em 2015 é difícil de se ver. Um desempenho acima da média que, naturalmente,atrai empresas – e o dinheiro delas. É o caminho natural e o Corinthians tem, de certa forma, aprendido a capitalizar o sucesso obtido dentro de campo.

Talvez por isso, não chamou muita atenção o anúncio, no último dia 2, da nova patrocinadora do Corinthians para 2016 e 2017 – aKlar, empresa com atuação no comércio de limpeza. Segundo a nota oficial do clube, a Klar é uma marca de outra empresa, aTabor Chemicals, que por sua vez é parte da Holding GLAIC, um conglomerado de empresas de vários segmentos, como Petróleo & Gás, Agricultura, Papel e Celulose, Tintas e Vernizes, Construção Civil e Esporte.

Não será a primeira vez que uma empresa relativamente desconhecida do público em geral se utiliza de um acordo de patrocínio com o Corinthians para alavancar seu nome no mercado. Um exemplo muito recente é o da Iveco, marca de caminhões da Fiat. Ela já era líder do segmento, nacional e internacionalmente falando, mas faltava inserção no grande público. Em 2012, a marca ocupou o patrocínio master da nossa camisa e viu sua notoriedade explodir em poucos meses. Foi divulgado recentemente até um video sobre o assunto:

O que quero dizer é que seria compreensível, para uma marca, se lançar no mercado apoiada em uma parceria com o Corinthians, cuja torcida possui um potencial de consumo acima da média. É um investimento que vale a pena, que pode compensar – se a parceria for bem explorada. Tanto que, à primeira vista, não vi empecilhos nesse patrocínio.

Só que o presidente da Klar começou a falar. E nos últimos dias, ele tem falado demais: em poucos dias, o senhor Marcelo Pradofez as seguintes declarações (extraídas de matérias do Meu TimãoGlobo Esporte e Gazeta Esportiva):

Marcelo Prado, presidente nacional da Klar
Marcelo Prado, presidente da Klar no Brasil (Foto: Globo Esporte)

1 – Revelou que o valor do contrato de patrocínio é variável, mas que pode, em 2018, ultrapassar a marca de US$ 20 milhões (R$ 80 milhões). E sem exigir um espaço específico na camisa, pois essa decisão é do clube – pode ser manga, omoplata, meião. Vale lembrar que hoje, por exemplo, a Caixa paga R$ 31 milhões no espaço nobre da camisa. Enfim.

2 – Indicou que pretende contratar um reforço “internacional top” para o Corinthians, de um país cuja seleção esteve nas semifinais da última Copa do Mundo (ou seja, Argentina, Alemanha ou Holanda). Segundo ele, a família está dificultando a transferência.

3 – Afirmou que a Klar enviou ao Corinthians uma proposta para a compra dos naming rights da Arena, nos termos exigidos pelo clube – ou seja, cerca de R$ 400 milhões em 20 anos de contrato. Deu a entender, ainda, que sabe quais são as outras empresas concorrentes, dizendo ainda que sua proposta corre por fora. 

A despeito do deslumbramento geral com as promessas do novo parceiro do nosso Corinthians, sempre tem aquele grupo mais atento de corinthianos que quer saber mais. Tive a sorte de encontrar alguns desses torcedores em um grupo de Facebook, a Barbearia Battaglia. E o debate que se sucedeu ali, hoje de madrugada, me preocupou. E acho que deveria preocupar vocês também, por isso estou escrevendo esse texto. Mas antes, vamos aos fatos.

Os fatos
Miguel Angel Larios, dono da Klar e de várias outras empresas
Esse é Miguel Angel Larios, novo parceiro do Corinthians (Foto: BOL)
1 – A Klar não é uma empresa de capital aberto. Ela tem dono, e seu dono é um nicaraguense radicado no Brasil, chamadoMiguel Angel Larios Perez. Segundo matéria da Esporte Final, ele chegou ao Brasil na década de 1970, se especializou em Engenharia Química e hoje possui uma série de empresas no Rio de Janeiro;


2 – Em 2004, Miguel Larios fundou no RJ em time de futebol, o Esporte Clube Poland do Brasil. Por acaso, esse é o nome de uma das empresas dele, a Poland Química (guarde esse nome). Mas em 2005, o clube muda de nome, para Tigres do Brasil, e graças a muito investimento, conquista duas Copas Rio (2005 e 2009) e o acesso à elite carioca, nessa temporada. Especula-se que o CT da equipe é o mais moderno do estado, e que foram gastos mais de R$ 20 milhões só na reforma do Estádio De Los Larios (sim, o estádio leva o nome da família).

3 – No último dia 22 de outubro, foi anunciada uma parceria entre Corinthians e Tigres. O Corinthians cederá atletas para o clube carioca, e em troca terá prioridade na compra de promessas que por lá surgirem. Quem representou o Tigres na coletiva foi o seu diretor-executivo, Washington Reis. Por acaso, Reis é deputado federal (PMDB/RJ), assim como nosso superintendente, Andres Sanchez (PT/SP). Mas isso certamente é uma coincidência.

4 – Mais ou menos 40 dias depois do anúncio dessa parceria, surge a notícia do patrocínio da Klar no Corinthians. No dia do anúncio, tudo que se sabia sobre a Klar era que a empresa tinha um site na Internet e uma fanpage no Facebook com menos de 100 curtidas (hoje já são mais de 5200). Tratou-se de um negócio rápido o suficiente para já ser concretizado na partida final do Brasileirão, contra o Avaí, no último dia 6. O resto, já comentei lá em cima: declarações sobre reforço top, rios de dinheiro, naming rights, etc.

O que preocupa a todos não é a história em si, e suas conexões não tão aparentes. O que preocupa é o que NÃO está sendo contado. Os furos. Vamos a eles:

Problema 1 (editado)

Existem, hoje na Receita, 77 registros para “Klar” na busca de CNPJ. Apenas dois apontam para empresas relacionadas ao segmento de produtos de limpeza. Amras as empresas já foram encerradas, uma em 1994 e outra esse ano. Veja abaixo:

CNPJ encerrado de uma empresa chamada Klar
CNPJ encerrado de uma empresa chamada Klar
*** Edição (08/12 às 23h19): Em conversa com o Teleco, colunista do Meu Timão, o executivo da Tabor Chemicals, Felipe Larios, afirmou que a Klar não possui CNPJ pois é uma marca da Tabor Chemicals, criada para iniciar um projeto de inserção da companhia no mercado brasileiro. Segue abaixo o print do pedido de registro da marca:

Problema 2

A Tabor Chemicals possui um CNPJ ativo na Receita, desde março de 2014. E só. Não tem fanpage, site na Internet, nenhuma referência além disso. Ah, e curiosamente, a empresa funciona no mesmo endereço da Poland Química (lembram dela?). Mesma rua, mesmo lote, e dividem a mesma quadra. Confira:

CNPJ da Tabor Chemicals
CNPJ da Poland Química
Problema 3

Sobre a Holding GLAIC, o maior mistério: não foi encontrada NENHUMA referência ou informação na Internet. Absolutamente nada. A única coisa que se encontra, fazendo uma pesquisa, são as referências feitas pelo release do Corinthians – e vastamente replicados na mídia.

Cometi a ousadia de procurar a Klar pelos seus canais de comunicação (o site e a fanpage). Apesar de não esperar qualquer tipo de resposta, decidi fazer a eles, muito respeitosamente, as seguintes perguntas:

1 – Existe um CNPJ cadastrado para a Klar Comércio de Produtos de Limpeza, de número 18.066.896/0001-77, e que se encontra baixado, ou seja, encerrado. Sob qual CNPJ a Klar atualmente trabalha? Respondido: a Klar não é uma empresa, e sim uma marca, da Tabor Chemicals. Por isso não tem CNPJ.

2 – O release do Corinthians, sobre a parceria, mostra que a Klar é uma marca do grupo Tabor Chemicals, cuja matriz possui o CNPJ 20.182.490/0001-00. Esse CNPJ está correto?

3 – Não encontrei, mesmo após longa pesquisa, nenhum site, página ou matéria a respeito da Tabor Chemicals. Qual o motivo de não existir referências sobre a empresa, na Internet?

4 – A Tabor Chemicals informou à Receita Federal um endereço onde também funciona, segundo dados da própria Receita, a Poland Química. As duas empresas dividem o mesmo endereço?

5 – O release do Corinthians, já citado anteriormente, também revela que a Tabor Chemicals é, na verdade, uma empresa que faz parte de uma holding chamada GLAIC. Porém, também não foi encontrada absolutamente nenhuma referência à Holding GLAIC na Internet. O que significa GLAIC e onde é possível encontrar mais informações sobre a companhia?

6 – O presidente da Klar, Marcelo Prado, teria admitido publicamente que existe uma proposta da empresa para adquirir os naming rights da Arena Corinthians. Essa proposta é real?

7 – Também foram veiculadas informações sobre o interesse da Klar de investir até US$ 20 milhões em contratação de atletas e outros segmentos do clube. Esse interesse é real?

8 – Qual foi o faturamento da Klar e da Tabor Chemicals no último ano fiscal?

9 – Uma empresa aberta há menos de dois anos possui lastro para um investimento do porte que é pretendido pela Klar, de acordo com o que vem sendo veiculado na imprensa?

10 – O acordo de patrocínio da Klar foi oficializado aproximadamente um mês depois de o Corinthians firmar parceria com o clube carioca Tigres do Brasil, cujo dono é Miguel Angel Larios Perez. O que explica o aumento tão rápido no nível de relacionamento entre Larios e Corinthians, para que tantos acordos fossem cogitados e/ou negociados?

11 – Atualmente, o Tigres do Brasil possui 11 patrocinadores diferentes para manter o projeto de futebol saudável financeiramente. Por que razão isso ocorre, se a Klar possui tanto dinheiro para investir em esporte, a ponto de cogitar adquirir os NR’s da Arena Corinthians?

Considerações Finais

Me preocupa muito essa negociação. Esse grupo, formado por Klar / Tabor Chemicals / Holding GLAIC, tem muito poucas referências na Internet. CNPJ recentes, capital social relativamente baixo – a Tabor tem capital de R$ 500 mil, e uma única proprietária: a filha de Miguel Larios. Será que esse grupo tem capacidade financeira para bancar um investimento de mais de R$ 600 milhões no Corinthians em 20 anos? E, mais importante: POR QUÊ o Corinthians?

Cada vez mais vemos as grandes empresas se afastando dos negócios corriqueiros do clube, dando espaço a grupos menores ou sem expressão. A impressão que fica é que, quanto maior o rigor dos negociantes, mais difícil fica transitar pelo clube, e isso não é bom.

Acredito que cabe a nós, torcedores, colocar os pés no chão e exigir explicações do Corinthians. Quais são os reais atores dessa negociação? Como ocorreu essa escalada de conversações, que em um mês partiu de um mero convênio de atletas com o Tigres e chegou a uma profunda parceria, culminando em uma proposta de naming rights para a Arena? Como assim??

Precisamos saber como um clube do porte do Corinthians é capaz de, em nota oficial, citar uma empresa que aparentemente não existe, e outra que não tem mais do que um CNPJ ativo? Como o clube permite que essa empresa fale à imprensa sobre projetos e contratações para os próximos anos como se fosse parte do núcleo duro da gestão, inclusive se comparando àParmalat?

Minha humilde opinião é que até mesmo a MSI de Kia Joorabchian e Boris Berezovsky era mais sincera. Eles prometeram investir no clube, e cumpriram (foram R$ 150 milhões em contratações), mas deixaram claro que queriam a gestão do futebol em troca. Fomos largamente investigados, citados em páginas policiais inúmeras vezes entre 2005 e 2007. No fim, todos foram inocentados, mas a crise provocada pela saída da MSI, aliada a outros fatores, nos levou ao rebaixamento e ao fundo do poço da moralidadeNão quero viver isso de novo. Acho que não mereço. Nenhum de nós merece.

Acorda, Corinthians. A Fiel precisa de mais KLAReza!

Assinatura de Daniel Keppler, autor do Fiel Corinthiano
 No estadão:
Corinthians desmente novo patrocinador sobre ‘naming rights’ e reforço de fora

ESTADÃO CONTEÚDO

09 Dezembro 2015 | 21h 05

Presidente Roberto de Andrade está irritado com a Klar

Começou mal a relação entre o Corinthians e o seu novo patrocinador, a empresa de produtos de limpeza Klar. O presidente Roberto de Andrade e o superintendente de Futebol Andrés Sanchez ficaram irritados com o presidente da Klar, Marcelo Prado, e o clube soltou uma nota oficial nesta quarta-feira desmentindo as recentes declarações do parceiro comercial.

Em entrevista à rádio Transaméricana última segunda-feira, o empresário disse que fez à diretoria do Corinthians uma proposta pelo “naming rights” do estádio Itaquerão, em São Paulo. Afirmou também que estava negociando a contratação de um jogador “estrangeiro e top” que disputou a semifinal da Copa do Mundo e o valor do contrato de patrocínio no uniforme passaria de US$ 20 milhões (cerca de R$ 75 milhões).

 

Roberto de Andrade e o superintendente de Futebol Andrés Sanchez ficaram irritados com as declarações do presidente da Klar, Marcelo Prado
Roberto de Andrade e o superintendente de Futebol Andrés Sanchez ficaram irritados com as declarações do presidente da Klar, Marcelo Prado

Essas três afirmações de Marcelo Prado tiveram grande repercussão no Parque São Jorge. Andrade e Sanchez passaram a ser questionados por sócios, conselheiros e diretores. Nesta quarta-feira, então, ficou decidido que o patrocinador seria desmentido por meio de um nota oficial no site.

O texto afirma: “1) A Klar não está envolvida na negociação para os direitos de ”naming rights” da Arena Corinthians. O processo ainda está em andamento, protegido sob cláusula de confidencialidade das empresas envolvidas; 2) A Klar não tem nenhum envolvimento na compra ou negociação de jogadores do clube; 3) Os acordos relativos a qualquer jogador são feitos pelo Departamento de Futebol, e não por patrocinadores ou quaisquer outros parceiros comerciais do clube; 4) O clube nega também os valores do investimento feito pela Klar, tornado público nos últimos dias, com relação à propriedade na camisa do time”.

Estado apurou que, apesar do mau estar provocado pelas declarações do presidente da Klar, a diretoria do Corinthians não cogita nesse momento a hipótese de romper o contrato de patrocínio com a empresa. O acordo foi assinado na semana passada e é válido até dezembro de 2017.

No último domingo, na partida contra o Avaí, na última rodada do Campeonato Brasileiro, a marca da Klar foi exibida nas mangas do uniforme. Para o próximo ano, a ideia da diretoria é fazer um rodízio entre os patrocinadores em diferentes espaços da camisa, com exceção apenas do peito e das costas.

Dec 4, 2015
admin

39 anos da grande invasão corinthiana ao Rio

Amanhã completa 39 anos da histórica “invasão” corinthiana ao Rio de Janeiro, no jogo da semifinal do Brasileirão/76, entre o Timão e Flu. Segundo Celso Unzelte é, ainda, o jogo com maior público da história do Corinthians: 146.043 pagantes. É, também, uma das mais belas páginas de nosso esporte e da vida do nosso clube. O texto que segue é comentário de Nelson Rodrigues, no jornal O GLOBO, sobre o ocorrido. É uma peça histórica, magnífica, orgulho pra todos: corinthianos, tricolores e outros mais.

NELSON E A INVASÃO CORINTIANA

Nelson Rodrigues

1-Uma coisa é certa: – não se improvisa uma vitória. Vocês entendem? Uma vitória tem que ser o lento trabalho das gerações. Até que, lá um dia, acontece a grande vitória. Ainda digo mais: – já estava escrito há seis mil anos, que em um certo domingo, de 1976, teríamos um empate. Sim, quarenta dias antes do Paraíso estava decidida a batalha entre o Fluminense e o Corinthians.

2-Ninguém sabia, ninguém desconfiava. O jogo começou na véspera, quando a Fiel explodiu na cidade. Durante toda a madrugada, os fanáticos do timão faziam uma festa no Leme, em Copacabana, Leblon, Ipanema. E as bandeiras do Corinthians ventavam em procela. Ali, chegavam os corinthianos, aos borbotões. Ônibus, aviação, carros particulares, táxis, a pé, a bicicleta.

3-A coisa era terrível. Nunca uma torcida invadiu outro estado, com tamanha euforia. Um turista que, por aqui passasse, havia de anotar no seu caderninho: –“O Rio é uma cidade ocupada”. Os corinthianos passavam a toda hora e em toda parte.

4-Dizem os idiotas da objetividade que torcida não ganha jogo. Pois ganha. Na véspera da partida, a Fiel estava fazendo força em favor do seu time. Durmo tarde e tive ocasião de testemunhar a vigília da Fiel. Um amigo me perguntou: – “E se o Corinthians perder?” O Fluminense era mais time. Portanto, estavam certos, e maravilhosamente certos os corinthianos, quando faziam um prévio carnaval. Esse carnaval não parou. De manhã, acordei num clima paulista. Nas ruas, as pessoas não entendiam e até se assustavam. Expliquei tudo a uma senhora, gorda e patusca. Expliquei-lhe que o Tricolor era no final do Brasileiro, o único carioca.

5-Não cabe aqui falar em técnico. O que influi e decidiu o jogo foi a torcida. A torcida empurrou o time para o empate.

6-A torcida não parou de incitar. Vocês percebem? Houve um momento em que me senti estrangeiro na doce terra carioca. Os corinthianos estavam tão certos de que ganhariam que apelaram para o já ganhou. Veio de São Paulo, a pé, um corinthiano. Eu imaginava que a antecipação do carnaval ia potencializar o Corinthians. O Fluminense jogou mal? Não, não jogou mal. Teve sorte? Para o gol, nem o Fluminense, nem o Corinthians. Onde o Corinthians teve sorte foi na cobrança dos pênaltis. A partir dos pênaltis, a competição passa a ser um cara e coroa. O Fluminense perdeu três, não, dois pênaltis, e o Corinthians não perdeu nenhum. Eis regulamento de rara estupidez. Tem que se descobrir uma outra solução. A mais simples, e mais certa, é fazer um novo jogo. Imaginem que beleza se os dois partissem para outro jogo.

7-Futebol é futebol e não tem nada de futebol quando a vitória se vai decidir no puro azar. Ouvi ontem uma pergunta: “O que vai fazer agora o Fluminense?” Realmente, meu time não pode parar. O nosso próximo objetivo é o tricampeonato carioca. Vejam vocês:

– empatamos uma partida e realmente um empate não derruba o Fluminense. Francisco Horta já está tratando do tricampeonato. Estivemos juntos um momento. Perguntei: – “E agora?” Disse – amanhã vou tomar as primeiras providências para o tricampeonato. Como eu, ele não estava deprimido. O bom guerreiro conhece tudo, menos a capitulação. Aprende-se com uma vitória, um empate, uma derrota. Só a ociosidade não ensina coisa nenhuma.

No seguinte jogo, vocês verão o Fluminense em seu máximo esplendor.

NELSON RODRIGUES era tricolor e publicou este texto no GLOBO em 6/12/76, no dia seguinte ao jogo Fluminense x Corinthians.

Ano passado também fizemos este vídeo, sobre a invasão corinthiana:

Nov 30, 2015

Domingo tem mais

COM TIME MISTO, CORINTHIANS PERDE E ADIA

BUSCA POR RECORDE HISTÓRICO DO BRASILEIRÃO

Corinthians enfrentou o Sport em RecifeCorinthians enfrentou o Sport em Recife | Foto: Daniel Augusto Jr. / Agência Corinthians

 

 

O Corinthians foi a Recife enfrentar o Sport neste domingo. Já campeão, a equipe corinthiana buscava agora quebrar os recordes do Brasileirão. O principal deles, ter a maior pontuação da história dos pontos corridos.

Para conseguir o feito, o Timão precisava de pelo menos um empate ou vitória sobre o Sport hoje (ou sobre o Avaí no próximo domingo). Assim, a equipe poderia superar os 80 pontos do Cruzeiro na temporada 2014.

Mesmo buscando o recorde, porém, Tite preferiu respeitar a condição física dos jogadores. Por esse motivo, o treinador abriu mão de alguns titulares que estavam mais desgastados, promovendo rodízio entre os atletas.

Além disso, o técnico teve as ausências Cássio e Arana vetados, além de Lucca que, apesar de ter viajado com a delegação, voltou para São Paulo às pressas para o nascimento de seu filho. Com isso, o Timão foi à campo com: Walter, Fagner, Edu Dracena, Gil e Uendel; Cristian, Bruno Henrique, Rodriguinho e Jadson; Romero e Vagner Love.

A mudança na escalação também exigiu uma alteração tática: Tite precisou abandonar o já tradicional 4-1-4-1 e atuar com dois atacantes no sistema mais clássico de 4-4-2.

Primeiro tempo

Com o Corinthians campeão e o Sport sem chances de classificação para o G4, a partida prometia ser tranquila na Itaipava Arena. Apesar disso, o clima foi quente em Recife – na temperatura e em campo.

Por isso, quem assistiu a partida viu um jogo pegado, com reclamações vindas de ambos os lados e muita correria. A tensão se refletiu nos cartões: antes do fim da primeira etapa, Ricardo Marques Ribeiro deu um amarelo para o Corinthians e dois para o Sport. Com o cartão recebido, Jadson fica suspenso e é desfalque confirmado para a partida contra o Avaí.

Já o Sport, que joga contra a Ponte Preta em Campinas, queria se despedir da sua torcida com a vitória, e quebrar o tabu de seis anos sem vencer o Corinthians. O time de Tite, por sua vez, sofria com o novo sistema tático e viu o poder criativo ser bem abaixo do esperado.

A mudança também afetou o forte sistema defensivo do Timão, que caiu de produção. E assim, aos 22 minutos, a equipe acabou sofrendo o gol do Sport, após bola cruzada na área e cabeceio do zagueiro Matheus Ferraz. O Corinthians saiu para o intervalo com a desvantagem no placar.

Segundo tempo

A segunda etapa começou com muitas reclamações e mais cartões amarelos (foram três para os jogadores Sport e um para Rodriguinho, do Corinthians). Ao contrário do esperado, a partida dos líderes do fairplay foi rica em faltas, mas de baixo nível técnico.

Sem melhora na qualidade em campo, Tite antecipou as mudanças. A primeira foi a entrada de Danilo no lugar de Love, aos 20 minutos. Pouco depois, Malcom entrou aos 28 minutos no lugar de Rodriguinho. Aos 38 minutos, a última alteração foi a saída de Cristian para a entrada de Lincom.

As mudanças, porém, não tiveram o efeito esperado e o Timão amargou a derrota. Na parte final da partida, a equipe perdeu ainda mais espaço para o ataque do Sport, que ameaçou mais vezes o gol de Walter.

Nos final do jogo, aconteceu melhor chance do Corinthians. Cara a cara, o meia Danilo enfrentou o goleiro Danilo Fernandes, formado na base do Timão. O arqueiro defendeu bem um peixinho do camisa 20 corinthiano. No lance seguinte, o Corinthians acabou sofrendo o segundo gol e viu a desvantagem para o Sport aumentar.

Agora, para conquistar a melhor campanha, a equipe de Tite precisa garantir o empate ou a vitória Itaquera se quiser entrar para a história da competição.

A próxima partida do Corinthians, contra o Avaí, será a última da temporada. O jogo está marcado para domingo que vem, dia 6, na Arena, e será marcado por um dia de festa. A diretoria do Timão já solicitou liberação para uma grande comemoração no estacionamento do estádio corinthiano.

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Nov 26, 2015
admin

Final da Copa de 1958. Brasil x Suécia. Um vídeo emocionante.

O Campeonato Mundial conquistado pelo Brasil, em 1958, é um marco na história do futebol e do Brasil. Ninguém esquece aquela seleção, seus craques, suas vitórias e esta final na Suécia.

Agradeço ao conselheiro Edgard Ortiz que achou e me enviou este belo vídeo daquela final histórica.

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