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Jun 15, 2017
admin

Só um lidera o Brasileirão 

Da Gazeta Esportiva

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O Corinthians encontrou um adversário muito bem armado na noite desta quarta-feira, no estádio de Itaquera, correu riscos e precisou da bola parada para conseguir um gol e somar sua sexta vitória consecutiva no Campeonato Brasileiro. Com um gol marcado por Balbuena após cobrança de escanteio, ainda no primeiro tempo, o Timão superou o Cruzeiro e manteve sua boa fase na temporada.

Com o resultado, o Alvinegro chega a 19 pontos conquistados nas sete primeiras rodadas da competição, mantendo sua invencibilidade e a liderança do Brasileiro. Foi também a sexta vitória consecutiva da equipe, três dentro e três fora dos seus domínios. A Raposa, por sua vez, estaciona nos dez pontos, podendo ser ultrapassado pelo Bahia e cair para a nona colocação.

Na próxima rodada, os comandados de Fábio Carille terão pela frente o Coritiba, fora de casa, às 11h (de Brasília) do domingo, no estádio Couto Pereira. Já Mano Menezes e sua trupe foram agraciados com um dia a mais de descanso antes de receber o Grêmio no Mineirão, às 20h (de Brasília) da segunda-feira.

Veja como foi o jogo minuto a minuto

Cruzeiro se fecha, mas Corinthians fura pelo alto

O técnico Mano Menezes foi talvez o grande tema do pré-jogo pelo lado alvinegro, por se tratar de um “mentor” de Fábio Carille e também por ter trabalhos marcantes no clube do Parque São Jorge. Praticamente comprovando seu conhecimento a respeito do rival desta noite e do pupilo, o comandante cruzeirense montou um time que dificultou muito as ações corintianas, mesmo dentro de Itaquera.

Na hora de marcar, nem mesmo o centroavante Ábila era poupado de voltar para trás da linha da bola, deixando os visitantes praticamente sempre em superioridade numérica na marcação. Com Marquinhos Gabriel dependendo apenas de lampejos individuais pelo lado direito, já que Paulo Roberto mostrava dificuldades até para dominar a bola, Romero foi a maior arma, apesar da boa marcação nele e em Arana.

Com um time habilidoso apesar da formação defensiva, a Raposa foi quem primeiro ameaço. Aproveitando-se do fato de Arana estar trocando a chuteira, o time se lançou à frente, Diogo Barbosa cruzou da esquerda e Ariel Cabral cabeceou rente à trave. Na resposta, aos 23, Arana cruzou fechado e Fábio espalmou. Pouco depois, Marquinhos mostrou habilidade para se livrar de dois e, na pequena área, tocar para trás. Jô, porém, passou da linha da bola e viu Léo afastar o perigo.

Já entendendo que seria difícil acelerar as jogadas, o Timão deu uma aula de paciência, tocando a bola dos 41 aos 43 minutos, até Romero encarar a marcação de Ezequiel e conseguir um escanteio. Na cobrança, Jadson, que havia levado perigo em tentativa anterior, achou Balbuena livre na segunda trave e o paraguaio só teve o trabalho de encostar na bola, anotando o seu primeiro gol da temporada.

Cruzeiro reage, mas não chega ao gol

O segundo tempo voltou com outra dinâmica após a vantagem corintiana. Mano abandonou a retranca e mandou a campo o atacante Alisson no lugar do volante Henrique. Com mais jogadores à frente, a Raposa quase conseguiu seu gol em um lance fortuito. Após escanteio pelo lado direito, a bola foi desviada e Léo ganhou no alto da defesa corintiana. Ábila ficou livre, na pequena área, mas conseguiu bater muito por cima do gol.

Com mais espaço para jogar, o Timão também mostrou suas habilidades e só não teve uma chance clara com Jô, cara a cara com Fábio, porque o juiz deu impedimento inexistente do centroavante após passe de Jadson. O meia, por sinal, quase deu mais duas assistências. Em dois escanteios seguidos, achou Pablo na segunda trave e viu o defensor cabecear bem, exigindo duas lindas defesas de Fábio.

Logo no contra-ataque da segunda intervenção de Fábio, o Cruzeiro mostrou bastante velocidade ao sair pela direita com Rafinha. Muito rápido, ele ganhou na corrida de Guilherme Arana e cruzou para Ábila. O centroavante se posicionou bem e conseguiu alcançar a bola com um voleio, mandando no contrapé de Cássio. Sorte do goleiro que a redonda passou rente à trave enquanto ele apenas observava.

O jogo diminuiu seu ritmo depois do início intenso, principalmente pelo recuo corintiano e pela dificuldade encontrada pelos visitantes em vencer a última linha de marcação dos donos da casa. Com as ações concentradas no lado esquerdo, onde Paulo Roberto não se encontrava na hora de dar menos espaços, o time tentou por cima e por baixo. O único lance de perigo, porém, foi em chute/cruzamento de Rafael Sóbis, que Cássio espalmou para escanteio

FICHA TÉCNICA
CORINTHIANS 1 X 0 CRUZEIRO

Local: estádio de Itaquera, em São Paulo SP
Data: 14 de junho de 2017, quarta-feira
Horário: 21h45 (de Brasília)
Árbitro: Leandro Pedro Vuaden (RS)
Assistentes: José Eduardo Calza e Maurício Coelho Penna (ambos do RS)
Público: 30.465 pagantes
Renda: R$ 1.462.205,40
Cartões amarelos: Henrique (Cruzeiro)
Gols:
CORINTHIANS: Balbuena, aos 43 minutos do primeiro tempo

CORINTHIANS: Cássio; Paulo Roberto, Balbuena, Pablo e Guilherme Arana; Gabriel, Maycon, Marquinhos Gabriel (Clayson), Jadson (Giovanni Augusto) e Romero (Camacho); Jô
Técnico: Fábio Carille

CRUZEIRO: Fábio; Ezequiel, Léo, Murilo e Diogo Barbosa; Romero, Henrique (Alisson) e Cabral; Rafinha (Rafael Sóbis), Thiago Neves (Rafael Marques) e Ábila
Técnico: Mano Menezes

Jun 11, 2017
admin

Mais uma boa vitória

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Da Gazeta Esportiva

O atacante Ángel Romero ouviu do técnico Fábio Carille durante a semana que era titular da equipe e mostrou por que dentro de campo. Diante do São Paulo, ele abriu o placar, participou do segundo gol, de Gabriel, e ainda deu o passe para Jô sofrer o pênalti no terceiro, convertido por Jadson. Os tricolores ainda diminuíram com Gilberto e Wellington Nem, mas o triunfo foi mesmo do Tião: 3 a 2 dentro de Itaquera.

Com o resultado, os corintianos chegam a 16 pontos conquistados, mantêm a invencibilidade no Campeonato Brasileiro e a liderança da competição, não podendo ser alcançados pelo Grêmio neste final de semana. Os tricolores, por sua vez, permanecem com nove pontos conquistados, sem conseguir conquistar nem um deles sequer quando sai do estádio do Morumbi.

Na próxima rodada, os comandados de Fábio Carille terão pela frente a equipe do Cruzeiro, novamente em Itaquera, na quarta-feira, às 21h45 (de Brasília). Do outro lado, Ceni e sua trupe visitam o time do Sport, também na quarta, na Ilha do Retiro, às 19h30.

Ataque envolvente, defesas desatentas

O jogo começou a todo vapor pela parte dos corintianos, empurrados pela festa da torcida, com direito a sinalizadores (dessa vez, apenas antes do apito inicial). Sem deixar os tricolores respirarem, o Timão se manteve no campo ofensivo e contou com um Romero inspirado. No primeiro lance, o paraguaio pedalou para cima da marcação e arrancou suspiros dos presentes. Na sequência, deu “casquinha” em cruzamento e deixou Jô em condição de finalizar, mas o centroavante perdeu.

Ainda aos sete minutos, porém, conseguiu transformar toda a festa em gol. Marquinhos Gabriel recebeu pelo lado direito e esperou a movimentação do camisa 11, que entrou sem marcação no buraco existente entre Marcinho e Lucão. Com calma, Romero dominou, driblou Renan Ribeiro e tocou para o gol vazio, disparando para comemorar com a já tradicional bandeira do seu país que fica atrás do gol.

Desencontrado, o Tricolor poderia ter sofrido ao menos mais dois gols em lances semelhantes, mas Marquinhos Gabriel não conseguiu finalizar nas vezes em que entrou na área. Aos 17 minutos, no entanto, os visitantes mostraram que também sabem atacar. Em falta na intermediária, Júnior Tavares levantou a bola na área e achou Gilberto livre de marcação, em posição irregular. O centroavante tocou de cabeça e tirou de Cássio, empatando o placar, com direito a muita reclamação da defesa, pedindo impedimento.

O gol arrefeceu os ânimos dos corintianos, que pareceram querer tomar mais cuidado da bola antes de ir para frente. O tempo passou sem grandes sustos, até que a defesa são-paulina atacou novamente. Maicon errou na saída de bola, Jô interceptou e recebeu passe de Romero. O centroavante correu meio campo, invadiu a área e chutou cruzado. Renan espalmou. Lucão não conseguiu afastar e Gabriel estufou a rede, sem goleiro, para levar o Alvinegro à frente para o intervalo.

Romero rouba a cena e Tricolor sufoca no fim

O Tricolor voltou para o segundo tempo com Bruno no lugar de Lucão, na tentativa de acertar a marcação pelos lados do campo e abrir mão da linha de três zagueiros, que pouco funcionou. Do outro lado, Carille, que havia invertido Marquinhos Gabriel para ter alguém mais habilidoso em cima de Lucão, voltou Romero para o setor, claramente para ter alguém que acompanhasse o novo ala são-paulino.

Com mais jogadores chegando à frente, o São Paulo viu Marcinho ser a melhor válvula de escape, indo para cima de Arana e levantando vantagem na maioria dos lances. Romero, porém, teve mais espaço, e mostrou que pode ser útil também na parte ofensiva. Em lance emblemático, dominou bola difícil, rente à linha lateral, agachou-se e brincou que fazia carinho na redonda, como se estivesse tratando-a com carinho.

Brincadeiras à parte, o paraguaio foi mais uma vez efetivo quando o time tomava sustos na defesa. Em linda troca de passes, recebeu na frente da área e tocou para Jô. O centroavante devolveu para ele e recebeu na frente. Dentro da área, o camisa 7 chegou antes de Douglas e foi derrubado. Pênalti marcado prontamente pelo árbitro e convertido por Jadson, com direito a toque no travessão antes de ir para a rede.

O São Paulo parecia batido, mas manteve seus homens à frente e viu o Corinthians ter muita dificuldade em tranquilizar o jogo. Rifando bolas na defesa após ser pressionado, o Timão não soube aproveitar o contra-ataque à disposição e viu uma bola viva na área terminar nos pés de Wellington Nem, aos 39. O atacante aproveitou, diminuiu e pôs fogo no jogo, com a defesa corintiana tendo de rebater tudo até o apito final.

FICHA TÉCNICA
CORINTHIANS 3 X 2 SÃO PAULO

Local: Estádio de Itaquera, em São Paulo (SP)
Data: 11 de junho de 2017, domingo
Horário: 16 horas (de Brasília)
Árbitro: Ricardo Marques Ribeiro (Fifa-MG)
Assistentes: Guilherme Dias Camilo (Fifa-MG) e Pablo Almeida da Costa (MG)
Público: 42.443 pagantes
Renda: R$ 2.386.356,40
Cartões amarelos: Guilherme Arana (Corinthians); Cícero (São Paulo)
Gols:
CORINTHIANS: Romero, aos sete, Gabriel, aos 41 minutos do primeiro tempo, e Jadson, de pênalti, aos 18 minutos do segundo tempo
SÃO PAULO: Gilberto, aos 17 minutos do primeiro, e Wellington Nem, aos 39 minutos do segundo tempo

CORINTHIANS: Cássio; Paulo Roberto, Balbuena, Pablo e Guilherme Arana; Gabriel, Maycon, Marquinhos Gabriel (Clayson), Jadson (Camacho), Romero (Clayton); Jô
Técnico: Fábio Carille

SÃO PAULO: Renan Ribeiro; Lucão (Bruno), Maicon e Douglas; Marcinho, Éder Militão, Jucilei, Cícero (Wellington Nem) e Júnior Tavares; Gilberto (Thomaz) e Lucas Pratto
Técnico: Rogério Ceni

Jun 7, 2017
admin

Goleada no Rio

Da Gazeta Esportiva

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O Corinthians tinha tudo para fazer um jogo tranquilo na noite desta quarta-feira, contra o Vasco. Abriu o placar no seu primeiro ataque e ampliou a vantagem pouco antes do intervalo. Na volta, porém, levou o empate em um minuto e quase viu os donos da casa virarem o placar. Mais inteiro fisicamente, no entanto, viu Maycon e Clayton, duas vezes, selarem uma difícil goleada por 5 a 2 em São Januário.

Com o resultado, os corintianos chegaram a 13 pontos conquistados e assumiram a liderança provisória do Campeonato Brasileiro. O clube agora torce contra a Chapecoense, que enfrenta o Grêmio nesta quinta, às 19h30 (de Brasília), em Chapecó. O Vasco, por sua vez, perdeu a terceira na competição e estacionou nos seis pontos conquistados.

Na próxima rodada, os comandados de Fábio Carille terão pela frente o clássico contra o São Paulo, no domingo, às 16h (de Brasília), no estádio de Itaquera, o segundo duelo contra rivais estaduais da competição. Os comandados de Milton Mendes, que voltarão a ter o treinador em seu banco de reservas, recebem o Sport, no sábado, às 19h, novamente em São Januário.

Marquinhos Gabriel aparece e defesa segura

O jogo mal havia começado e o Vasco levou dois baques em sequência. Na primeira disputa de bola que teve, Kelvin caiu de mal jeito e torceu o joelho esquerdo, sendo substituído por Manga Escobar. Antes que o colombiano entrasse, porém, o Timão soube capitalizar a superioridade numérica: bela troca de passes, que começou com Jadson na direita e terminou com Guilherme Arana recebendo de Clayson. O lateral cruzou rasteiro e achou Marquinhos Gabriel livre para abrir o placar.

Com a vantagem no marcador e mais uma assistência de Arana na conta, o Alvinegro paulista pareceu acomodado em defender-se e sair apenas nos contra-ataques. Empurrado pela boa presença da torcida, o Vasco subiu suas linhas, pressionou o adversário que detinha a posse de bola e conseguiu bastante volume de jogo. A jogada, porém, quase sempre acabava em um cruzamento longo para a área.

Quando isso não acontecia, os vascaínos apostavam em descidas pelas pontas que resultavam em escanteios. Foram nove nos 45 minutos iniciais, mas nenhum deles com grande perigo para o gol de Cássio. Nos dois melhores, Paulão e Luis Fabiano tiveram uma pequena liberdade para cabecear, mas ambos não pegaram bem na bola e mandaram para fora.

Após passar boa parte do tempo na defesa, porém, os corintianos mostraram que também sabiam ameaçar o rival. Em bola roubada por Pedro Henrique, Marquinhos Gabriel recebeu do zagueiro, ainda no campo de defesa, carregou por alguns metros e deu passe em profundidade para Jô. O centroavante, mostrando boa velocidade, ganhou de Paulão, driblou Martín Silva e tocou para o gol vazio.

Vasco mostra força, mas Timão prevalece

O conforto conquistado pelo Timão no final do primeiro tempo demorou cerca de um minuto para ser pulverizado pelos donos da casa. Com Nenê no lugar do lateral direito Gilberto, recuando Yago Pikachu para o setor defensivo, os anfitriões conseguiram diminuir a desvantagem logo de cara, quando Nenê roubou de Arana e sofreu falta. O próprio armador cobrou e achou Luis Fabiano, em posição duvidosa, para testar à rede.

O gol inflamou a torcida e pareceu assustar a defesa corintiana. Pablo recebeu passe logo na saída de bola e, sem saber o que fazer, chutou a bola para a lateral. Na cobrança, o lateral esquerdo Henrique recebeu e cruzou para Luis Fabiano. O centroavante antecipou o mesmo Pablo, a bola ainda bateu no seu braço e foi no canto esquerdo, sem chances para Cássio.

O ótimo momento vascaíno e a falta de tranquilidade corintiana persistiram, tanto que Luis Fabiano e Henrique tiveram chances para virar o jogo, mas não aproveitaram. O ataque intenso, porém, deixou espaços atrás, e foi aí que os visitantes arranjaram espaço para sair do buraco. Clayson aproveitou desatenção da defesa e achou Maycon, livre dentro da área. O volante tocou devagar, por baixo do goleiro, e fez o terceiro.

O gol e a pressão intensa dos minutos iniciais fizeram os vascaínos se cansarem física e mentalmente, diminuindo muito o ritmo da partida. Mesmo com as boas esticadas para Manga, que aproveitava o espaço deixado por Paulo Roberto no setor, o time não conseguiu mais ameaçar Cássio. Ainda antes do fim, o Timão ainda conseguiu selar o placar com Clayton, que cabeceou livre após cruzamento de Jô, aos 39, e chutou de primeira bola de Paulo Roberto, aos 47.

FICHA TÉCNICA
VASCO 2 X 4 CORINTHIANS

Local: São Januário, no Rio de Janeiro (RJ)
Data: 7 de junho de 2018 (Quarta-feira)
Horário: 21h45(de Brasília)
Árbitro: Wagner Reway (Fifa-MT)
Assistentes: Fabio Rodrigo Rubinho e Marcelo Grando (ambos do MT)
Cartões amarelos: Clayson, Pablo, Gabriel (Corinthians)
Gols:
VASCO: Luis Fabiano, a um e dois minutos do segundo tempo
CORINTHIANS: Marquinhos Gabriel, aos três, Jô, aos 39 minutos do primeiro tempo, Maycon, aos 14, e Clayton, aos 39 e aos 47 minutos do segundo tempo

VASCO: Martín Silva; Gilberto (Nenê), Breno, Paulão e Henrique; Jean (Muriqui), Douglas, Yago Pikachu, Matheus Vital e Kelvin (Manga Escobar); Luis Fabiano
Técnico: Milton Mendes

CORINTHIANS: Cássio; Paulo Roberto, Pedro Henrique, Pablo e Guilherme Arana; Gabriel, Camacho, Marquinhos Gabriel (Clayton), Jadson (Giovanni Augusto) e Clayson (Pedrinho); Jô
Técnico: Fábio Carille

Jun 4, 2017
admin

Mais uma boa vitória

Da Gazeta Esportiva

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O Corinthians continua com rendimento quase irrepreensível nos clássicos disputados em 2017. Na noite deste sábado, fez um grande segundo tempo para vencer o Santos por 2 a 0 em Itaquera. Os gols de Romero e Jô – Rodriguinho e Pedro Henrique também colocaram a bola na rede, mas a arbitragem assinalou impedimento – asseguraram a liderança isolada do Campeonato Brasileiro à equipe campeã paulista. Ao menos por um dia.

Com 10 pontos ganhos, o Corinthians deixou para trás Cruzeiro e Chapecoense, que também iniciaram a quarta rodada com 7 e irão se enfrentar no domingo, no Mineirão. Coritiba e Fluminense, vitoriosos diante de Atlético-PR e Vitória respectivamente, neste sábado, têm 9 cada. Em situação complicada, o Santos soma apenas 3 e está próximo da zona de rebaixamento.

Corinthians e Santos voltarão a campo pelo Campeonato Brasileiro na quarta-feira à noite. O time da capital paulista visitará o Vasco em São Januário, e o do litoral buscará a reabilitação contra o Botafogo no Pacaembu.

O jogo – Enquanto a torcida do Corinthians gritava que “lugar de peixe é dentro do aquário”, o Santos começava a se mostrar à vontade fora dos seus domínios. Assustou o rival logo aos seis minutos, quando Pablo furou feio em um cruzamento vindo da direita. A bola ficou nos pés de Bruno Henrique, que chutou em cima de Pedro Henrique.

Com pouco mais de 30% de posse de bola até então, o Corinthians adotou a tranquilidade para reverter o panorama da partida. Trocou muitos passes, à procura dos melhores espaços para incomodar o Santos. Foi assim que, aos 16 minutos, Jô apareceu livre do lado esquerdo da área e rolou para trás. A zaga cortou antes que Rodriguinho pudesse concluir a jogada.

Seria pela direita, contudo, que o Corinthians criaria as suas melhores oportunidades de gol, conforme Fábio Carille não demorou a perceber. Por ali, a marcação do lateral esquerdo improvisado Copete era bastante deficiente – o atacante colombiano foi iludido mais de uma vez por dribles de corpo de Fagner e ainda contava com pouco apoio defensivo de Bruno Henrique.

Mas só as triangulações entre Jadson e Fagner do lado direito foram insuficientes para o Corinthians fazer o goleiro Vanderlei trabalhar. Apesar de ter melhorado consideravelmente, o Corinthians passou a abusar do jogo aéreo para encurtar o caminho para o gol, e a área santista, ao contrário do setor onde estava Copete, permanecia muito povoada.

Nesse novo cenário, o Santos se apegou aos contra-ataques para surpreender o rival. Bruno Henrique se provou uma boa opção para avançar em velocidade pela esquerda, mas o apagado Vladimir Hernández estava longe de acompanhar o ritmo pelo meio. Pela direita, Vitor Bueno quase abriu o placar aos 28, quando correu entre os zagueiros corintianos e esbarrou em uma saída de gol providencial de Cássio.

Antes do intervalo, houve mais uma chance para cada lado. Primeiro, aos 40, Fagner inverteu o jogo para a esquerda, e Victor Ferraz deixou a bola passar. Rodriguinho dominou e soltou o pé – foi o primeiro chute do Corinthians na direção do gol –, parando em defesa de Vanderlei. Três minutos mais tarde, o lateral direito santista tentou se redimir com uma conclusão de primeira. A bola passou perto da meta.

Sem fazer alterações no intervalo, Carille se viu obrigado a mexer no Corinthians com menos de cinco minutos da etapa complementar. Maycon reclamou de dores e cedeu lugar a Camacho, que foi a campo com a missão de dar mais qualidade à saída de bola dos donos da casa. Dorival Júnior, em pé na sua área técnica desde o início do clássico, preferiu aguardar para responder.

Era melhor agir logo. Com outro ímpeto, o Corinthians se lançou ao ataque e acuou o Santos. Teve dois gols anulados em menos de cinco minutos. Aos 11, Rodriguinho completou para dentro em posição irregular. Aos 15, Pedro Henrique cabeceou para a rede, mas o assistente considerou que Romero, impedido, atrapalhou a ação de Vanderlei – para revolta de quem já comemorava nas arquibancadas.

Preocupado, Dorival trocou o apático Hernández por Rafael Longuine. Não adiantou. Ainda em cima do Santos, o Corinthians finalmente fez o assistente correr para o centro do campo, aos 24 minutos. Jô desviou a bola de cabeça depois de levantamento de Fagner, e Romero se esticou para finalizar cruzado, premiando a boa apresentação do seu time no segundo tempo.

Cabia mais. Depois de o artilheiro de Itaquera aumentar a sua marca para 19 gols no estádio, o algoz de todos os rivais do Corinthians empolgou-se para confirmar a fama de carrasco – em grande estilo. Aos 29 minutos, Jô girou muito bonito dentro da área do Santos, no ar, para aproveitar a bola ajeitada por Rodriguinho e superar Vanderlei.

O clássico estava definido. Ainda assim, Carille entrou em ação novamente, substituindo Jadson por Clayson. No Santos, Ricardo Oliveira e David Braz haviam deixado o gramado da Zona Leste paulistana para as entradas de Rodrigão e Yuri. Com eles, as esperanças de Dorival se foram de vez após uma cotovelada de Bruno Henrique, punido com a expulsão, em Romero.

Nos minutos finais, já com Fellipe Bastos no posto de Rodriguinho, o Corinthians tocou a bola tranquilo, ao som de “olé”. Entre os torcedores organizados, houve também quem festejasse a vitória sobre o Santos com sinalizadores, gesto repreendido com violência pela Polícia Militar.

FICHA TÉCNICA
CORINTHIANS 2 X 0 SANTOS

Local: Estádio de Itaquera, em São Paulo (SP)
Data: 3 de junho de 2017, sábado
Horário: 19 horas (de Brasília)
Árbitro: Anderson Daronco (RS)
Assistentes: Rafael da Silva Alves (RS) e Elio Nepomuceno de Andrade Júnior (RS)
Público: 40.169 pagantes (total de 40.436)
Renda: R$ 2.110.601,50
Cartão amarelo: Vitor Bueno (Santos)
Cartão vermelho: Bruno Henrique (Santos)
Gols: CORINTHIANS: Romero, aos 24, e Jô, aos 29 minutos do primeiro tempo

CORINTHIANS: Cássio; Fagner, Pedro Henrique, Pablo e Guilherme Arana; Gabriel, Maycon (Camacho), Jadson (Clayson), Rodriguinho (Fellipe Bastos) e Romero; Jô
Técnico: Fábio Carille

SANTOS: Vanderlei; Victor Ferraz, Lucas Veríssimo, David Braz (Yuri) e Copete; Renato, Thiago Maia e Vladimir Hernández (Rafael Longuine); Vitor Bueno, Ricardo Oliveira (Rodrigão) e Bruno Henrique
Técnico: Dorival Júnior

May 28, 2017
admin

Mais três pontos

Por Lucas Faraldo – Meu Timão

Corinthians segue jogando futebol cirúrgico no melhor estilo Fábio Carille. A vítima da vez foi o Atlético-GO. Na tarde deste domingo, no estádio Serra Dourada, em Goiânia, o Timão se impôs fora de casa e venceu o adversário por 1 a 0, com gol anotado por Rodriguinho.

Como resultado, o Corinthians, que havia iniciado a rodada na quarta posição, saltou para a liderança do Brasileirão, empatado com o Cruzeiro, com sete pontos conquistados em nove disputados. Apenas o Grêmio, que joga neste domingo à noite, pode ultrapassar o Timão. A Chapecoense, que entra em campo na segunda-feira, pode no máximo igualar a pontuação alvinegra.

E MAIS: Veja a classificação atualizada do Campeonato Brasileiro

Vale lembrar que o Corinthians entrou em campo neste domingo com uma modificação em relação à equipe utilizada no fim de semana passado. Recuperado de dores na coxa, Pablo entrou no lugar de Balbuena, que está se recuperando de lesão. Assim, o Timão foi escalado com: Cássio; Fagner (capitão), Pedro Henrique, Pablo e Guilherme Arana; Gabriel e Maycon; Jadson, Rodriguinho e Romero; Jô.

Em tempo: a próxima partida do Corinthians está marcada para sábado que vem. Os comandados de Carille recebem o Santos, às 19h, na Arena, pela quarta rodada do Brasileirão. Pela Sul-Americana, o Timão somente conhecerá as datas e o rival dos próximos jogos no dia 14 de junho.

PRIMEIRO TEMPO

Como já se tornou comum nas partidas realizadas pelo Corinthians de Fábio Carille, atuar fora de casa não foi um problema. Desde os minutos iniciais, o Timão foi quem tomou as rédeas do jogo. Com apenas dois minutos, os meio-campistas alvinegros abriram caminho na intermediária, e Maycon soltou uma bomba obrigando Felipe a fazer grande defesa.

Aos 13 minutos, porém, é que surgiu a primeira grande chance de gol. E que chance! Guilherme Arana avançou com destreza pela esquerda e deu passe cirúrgico para Jô. O camisa 7, livre de marcação, praticamente embaixo do gol, finalizou sem muita força. Felipe se aproveitou para executar um milagre atleticano no Serra Dourada, evitando o primeiro tento alvinegro.

Pouco mais de dez minutos depois, contudo, não houve nada que o goleiro adversário pudesse fazer para evitar a abertura do placar. Arana fez tabela sensacional com Romero e partiu com total liberdade na ala esquerda. Ao se aproximar da grande área, cruzou rasteiro para Rodriguinho. O camisa 26 não titubeou: encheu o pé e, de primeira, balançou as redes.

Oportunidades reais de gol não foram mais vistas no primeiro tempo. Contudo, um lance merece destaque: já nos acréscimos Romero tentou um drible da vaca no campo defensivo e errou. O paraguaio, inconformado, correu atrás dos marcadores os obrigando a recuar a pelota até o goleiro Felipe. Pressionado pelo camisa 11 do Timão, ele se livrou da bola pela linha lateral. A raça do atacante rendeu aplausos e gritos da Fiel presente no Serra Dourada.

SEGUNDO TEMPO

A etapa final começou bastante semelhante à inicial: Corinthians se sentindo em casa e pressionando o Atlético-GO. Logo aos três minutos, Romero soltou uma bomba de fora da área, dando trabalho a Felipe. Dois minutos depois, foi a vez de Jadson arriscar o chute, mandando a bola por cima do gol atleticano.

Passados mais alguns minutos, o Corinthians construiu uma “jogada-relâmpago” com Maycon e Jadson. O volante enfiou bola em profundidade entre os marcadores do Atlético-GO e encontrou Jadson se infiltrando. O camisa 10 bateu cruzado, mas Felipe defendeu.

Diante de certo comodismo do Corinthians com o resultado positivo, Carille decidiu mexer na equipe para tentar aumentar o marcador. O treinador promoveu a estreia de Clayson, que entrou na vaga de Jadson para dar mais mobilidade ao ataque.

O toque de Carille não demorou para surtir efeito! Jô enfiou bola redondinha para Clayson, que disparou com total liberdade no campo defensivo do Atlético-GO. O jovem atacante ficou cara a cara com Felipe e, mesmo tendo opção de tocar para Rodriguinho, preferiu tentar a finalização. O goleiro esticou o pé direito e conseguiu salvar a pátria tricolor.

Já nos minutos finais, Carille promoveu mais duas mudanças: colocou Kazim e Clayton nas vagas de Jô e Romero. Nada que alterasse o placar, no fim das contas. Mas também nada que atrapalhasse a festa da Fiel que compareceu às arquibancadas do Serra Dourada.

May 24, 2017
admin

Diante do Vitória, Corinthians conquista o seu primeiro triunfo

Da Gazeta Esportiva

O Corinthians conquistou o seu primeiro triunfo no Campeonato Brasileiro na tarde deste domingo, na Fonte Nova. Mesmo sem empo o Vitória por 1 a 0, com gol marcado pelo centroavante Jô no segundo tempo.

O resultado levou o Corinthians aos 4 pontos ganhos, na parte superior da tabela de classificação. Por sua vez, o Vitória, que vinha de um empate por 0 a 0 com o Avaí na Ressacada, permaneceu com apenas 1.

As duas equipes voltarão a entrar em ação pela competição nacional no próximo fim de semana. No sábado, o Vitória buscará a sua reabilitação contra o Coritiba, no Barradão. No dia seguinte, o ainda invicto Corinthians enfrentará o Atlético-GO, no Serra Dourada.

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Em ritmo lento, o Corinthians demorou a dar uma resposta à moderada força ofensiva do Vitória. O time visitante recorria a inversões de jogo e a lançamentos longos para compensar a sua falta de inventividade, o que não era suficiente para fazer o goleiro Fernando Miguel suar o uniforme.

Após meia hora de partida, o Corinthians enfim incomodou. Jô recebeu a bola na ponta direita, entrou na área e chutou em cima de Fernando Miguel. Na sobra, Romero ainda ajeitou para Rodriguinho carimbar a marcação na finalização. O lance de perigo animou momentaneamente a torcida alvinegra.

Do outro lado, o Vitória tentou recuperar terreno com velocidade e, vez ou outra, conclusões de longa distância. Não assustou o goleiro Cássio dessa forma, porém, ainda assim, seguiu para o vestiário aplaudido por sua torcida.

Para justificar a empolgação, Petkovic cobrou dos seus comandados uma transição mais rápida da defesa ao ataque no segundo tempo. Foi o Corinthians, contudo, que colocou a bola na rede poucos minutos após retornar do intervalo. Lançado por Jadson do lado esquerdo da área, Romero passou para Maycon completar para a rede. A jogada acabou anulada por impedimento do paraguaio.

O ímpeto do Corinthians até melhorou a partir de então, apesar de agora oferecer mais espaços para o Vitória. Na expectativa de aproveitá-los, Petkovic trocou Cleiton Xavier pelo argentino Pisculichi antes de ver Maycon desperdiçar grande oportunidade de gol, quase da marca do pênalti, com um arremate para fora.

Fábio Carille também resolveu entrar em ação. Chamou Marquinhos Gabriel para ir a campo, mas resolveu manter o ataque como estava após Balbuena se machucar. Léo Santos substituiu o paraguaio e passou a formar uma dupla de zaga caseira com Pedro Henrique.

Como o panorama do jogo não mudou, Carille recorreu a Marquinhos Gabriel aos 26 minutos, na vaga de Maycon. Petkovic rebateu com a alteração do aplaudido Rafaelson, que já o havia irritado com uma série de falhas técnicas, pelo jovem Jhemerson.

E o Corinthians levou a melhor depois das mexidas. Aos 30, Jadson enfiou bem a bola para Marquinhos Gabriel, que seguiu o exemplo e acionou Jô, mais à frente. O centroavante avançou pelo lado esquerdo da área e concluiu na saída de Fernando Miguel para tirar o zero do placar.

A desvantagem fez Petkovic gastar a sua última ficha com a entrada de Euller no posto de Uillian Correia. Bastante satisfeito com o 1 a 0, o Corinthians recuou nos últimos minutos, contando com o reforço de Paulo Roberto no lugar de Jadson, e conseguiu inibir as investidas do Vitória.

FICHA TÉCNICA
VITÓRIA 0 X 1 CORINTHIANS

Local: Arena Fonte Nova, em Salvador (BA)
Data: 21 de maio de 2017, domingo
Horário: 16 horas (de Brasília)
Árbitro: Péricles Bassols (PE)
Assistentes: Clóvis Amaral (PE) e Cleberson do Nascimento (PE)
Público: 16.515 pagantes
Renda: R$ 460.438,50
Cartão amarelo: Marquinhos Gabriel (Corinthians)
Gol: CORINTHIANS: Jô, aos 30 minutos do segundo tempo

VITÓRIA: Fernando Miguel; Leandro Salino, Alan Costa, Fred e Geferson; Willian Farias, Uillian Correia (Euller) e Cleiton Xavier (Pisculichi); Paulinho, David e Rafaelson (Jhemerson)
Técnico: Dejan Petkovic

CORINTHIANS: Cássio; Fagner, Balbuena (Léo Santos), Pedro Henrique e Guilherme Arana; Gabriel, Maycon (Marquinhos Gabriel), Jadson (Paulo Roberto), Rodriguinho e Romero; Jô
Técnico: Fábio Carille

May 16, 2017
admin

Parreira relembra Corinthians campeão há 15 anos com “melhor trio do mundo”

Diego Salgado e Vanderlei Lima Do UOL

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Dois títulos em três dias deram ao Corinthians de Carlos Alberto Parreira o status de melhor time do Brasil em maio de 2002. Quinze anos depois de conquistar a Copa do Brasil e o Torneio Rio-SP com o clube paulista, o ex-treinador voltou a se render à equipe montada no começo daquela temporada.

Em entrevista ao UOL Esporte, Parreira voltou a falar que o Corinthians era dono do melhor lado esquerdo do mundo – à época, o lateral Kléber, o meia Ricardinho e o atacante Gil atuavam pelo setor. “Era e eu continuo afirmando isso hoje. Ter os três jogadores que nós tínhamos, eram jogadores fora de série”, disse.

O técnico admitiu ainda que o trabalho à frente do Corinthians – o time chegou também à final do Campeonato Brasileiro no fim do ano – o credenciou a voltar à seleção brasileira. Parreira assumiu a equipe brasileira no começo de 2003 e comandou o Brasil na Copa do Mundo da Alemanha, em 2006.

No Corinthians, Parreira venceu a Copa do Brasil após um empate por 1 a 1 com o Brasiliense fora de casa – antes, no Morumbi, venceu por 2 a 1. No Rio-SP, superou o São Paulo na final.

CORINTHIANS DE 2002 O LEVOU À SELEÇÃO

“Eu fui para a seleção por causa do Corinthians, porque chegou ao final do ano e a seleção brasileira estava sem treinador. Nas pesquisas de opinião pública o meu nome saiu disparado, então foi natural. E eu nem queria, eu já tinha sido convidado antes e eu não queria mais voltar à seleção brasileira. Mas aí um dia me pegaram nas férias. O Ricardo Teixeira, o Marco Antônio Teixeira, secretário do Zagallo e o Américo Faria. Ficamos 5 horas falando de seleção brasileira.”

PASSAGEM PELO CLUBE TRAZ SAUDADE

“Eu tive alguns momentos bons na minha carreira. Este ano no Corinthians foi maravilhoso, eu me identifiquei muito com a torcida do Corinthians e até hoje, quando eu olho na televisão, vejo e falo: ‘que legal que eu já passei por aquilo ali, conheço e sei como é bom estar ali’.”

DOIS TÍTULOS EM TRÊS DIAS

“O time estava pronto. Outra vantagem é que a gente manteve o time jogando. Eu não fiquei trocando jogadores. Isso aí é muito importante. Mantive o time jogando o ano todo e os caras diziam que tinha que mudar. Eu fiquei até o final e eu acho que eu estava certo. Chegamos nas finais de todas as competições.”

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MELHOR LADO ESQUERDO DO MUNDO?

“Era e eu continuo afirmando isso hoje. Ter os três jogadores que nós tínhamos, eram jogadores fora de série. O Kleber embora não tem tido uma carreira longa na seleção brasileira, mas era jogador de nível de seleção brasileira, o Ricardinho jogou na seleção e foi campeão. O Gil também era um jogador diferenciado teve lá uma temporada comigo maravilhosa. Eram os três jogadores canhotos e jogavam muito bem. É para mim um dos melhores trios do lado esquerdo do futebol mundial sem dúvida alguma.”

GOSTO AMARGO NO BRASILEIRO

“Faltou, seria chave de ouro terminar o ano ganhando o brasileiro, as três competições. O jogo final chegou a ficar 2 x 1, mas nós chegamos muito desgastados. O time do Santos era muito jovem, com Diego e Robinho. A gente depois daquele esforço (2 x 1) no segundo tempo deu uma caída. Eu me lembro que a gente estava jogando seguidamente, mas valeu tudo a pena no Corinthians.”

TOQUE DE BOLA

“Às vezes falam: o Parreira não sei o que lá, o Parreira de 94, do Mauro Silva, Dunga. Mas tudo isso é momento. Se você olhar o time do Corinthians, é importante ressaltar a gente não tinha lobby, o Corinthians não tinha um 9, um jogador de área, era Deivid, Leandro e Gil. Não tinha um 9 de oficio e as coisas saiam. Não tinha um volante de oficio, era o Fabrício, que era um meia, Vampeta e Ricardinho. Com esses jogadores de meio-campo, com os laterais que a gente tinha, Kleber e Rogério, aquele Corinthians só podia jogar desse jeito: tocando a bola. O time usou o momento, aproveitando as características dos jogadores. Realmente o time tocava muito bem a bola, foi uma época muito boa.”

PERFIL CORINTHIANS?

“É engraçado como são as apercepções das pessoas. Tinha essa história não tinha perfil, não tinha cara (do clube), essas coisas todas. No Bragantino, em 1991, lá em Bragança Paulista, eu meti um terno bacana e quando eu cheguei lá era um ambiente muito simples, todo mundo com sandália de dedos, camisetinhas, bermudas. Pô, eu cheguei todo de terno, mas eu sou do povo, eu sou gente, não tem nada a ver. No Corinthians foi sensacional, fui muito bem recebido.”

May 15, 2017
admin

Parreira: “é consagrador ganhar um título pelo Corinthians”

Silvio Barsetti- Terra

O currículo de Carlos Alberto Parreira destaca o título obtido pelo Brasil na Copa do Mundo de 1994, nos Estados Unidos, visitas a mais de 130 países como profissional do futebol, várias passagens por outras seleções, um Brasileiro pelo Fluminense e uma temporada brilhante pelo Corinthians. Foi há 15 anos, quando levou o clube paulista a dois títulos importantes conquistados na mesma semana – o Rio-São Paulo e a Copa do Brasil.

Nesta entrevista exclusiva ao Terra , o técnico recorda-se daquela temporada, na qual o Timão também chegou à final do Brasileiro, mas não superou o Santos de Diego e Robinho.

Carlos Alberto Parreira teve uma passagem vitoriosa no Corinthians em 2002, quando conquistou os títulos do Torneio Rio-São Paulo e da Copa do Brasil
Carlos Alberto Parreira teve uma passagem vitoriosa no Corinthians em 2002, quando conquistou os títulos do Torneio Rio-São Paulo e da Copa do Brasil

Parreira conta como armou aquele time, equilibrado e ofensivo, com Gil e Deivid se destacando no ataque, Ricardinho ditando o ritmo no meio e Dida garantindo vitórias e empates com a ponta dos dedos.

Ricardinho e Dida saíram depois dos títulos, transferidos para o São Paulo e Milan respectivamente, e não disputaram o Brasileiro. E o Corinthians não conseguiu substitutos à altura dos dois, sofrendo com os desfalques.

Mas os percalços em 2002 foram superados por momentos de alegria que se repetiram várias vezes e deixaram a torcida em estado de euforia. Foi assim, por exemplo, nos jogos decisivos contra o São Paulo, na final da Copa do Brasil contra o Brasiliense, na goleada incontestável ( 6 a 2) sobre o Atlético-MG pelo Brasileiro. Esses exemplos são citados na entrevista. Mas há outros que celebram toda aquela jornada.

Terra – Quinze anos depois, qual o sentimento e as lembranças que ficaram daquela temporada vitoriosa como técnico do Corinthians?

Parreira – O Corinthians é um clube com uma demanda igual a da Seleção Brasileira. A pressão é muito grande, com cobrança da torcida, da imprensa. De um modo geral, há a exigência permanente por resultados. O ano de 2002 foi marcante e maravilhoso. E tudo aquilo teve sua razão de ser. A começar pelo trabalho na pré-temporada, que foi fundamental para conhecer os jogadores, estabelecer as prioridades. O grupo era muito bom e se doou. Havia também uma unidade entre os dirigentes, com Edgar Simões (coordenador de futebol), Roque Citadini (vice de futebol) e o presidente Alberto Dualib dando o apoio que vinha de cima.

O título daquele Rio-São Paulo ganha em importância pelo fato de a competição não ter sido mais realizada desde então?

Não sei exatamente. Mas o torneio foi muito difícil com os 16 melhores clubes dos dois Estados. Ou seja, enfrentamos e deixamos para trás os quatro grandes do Rio e os nossos tradicionais rivais caseiros. Isso valoriza o título. Até hoje, tem muito corintiano que passa por mim na rua e pede: ‘Parreira, volta pro Corinthians’. Isso porque aquela campanha ficou marcada na memória deles.

E o que você responde pra eles?

Agradeço e digo que não dá mais, já parei faz tempo. Meu último trabalho como técnico foi com a seleção da África do Sul, na Copa do Mundo de 2010, e na despedida vencemos a França por 2 a 1.

Carlos Alberto Parreira recordou com saudosismo e muitos detalhes as conquistas dos títulos da Copa do Brasil e do Torneio Rio-São Paulo pelo Corinthians na temporada 2002
Carlos Alberto Parreira recordou com saudosismo e muitos detalhes as conquistas dos títulos da Copa do Brasil e do Torneio Rio-São Paulo pelo Corinthians na temporada 2002

Foto: Silvio Barsetti / Especial para Terra

Na primeira partida da final do Rio-São Paulo de 2002, o Corinthians conseguiu uma virada histórica sobre o São Paulo, vencendo por 3 a 2. Lembra de algum bastidor daquele jogo?

Sim, sempre. Nosso time foi muito apático no primeiro tempo, irreconhecível. Levamos 1 a 0 e no intervalo, enquanto eu atravessava o gramado do Morumbi até o vestiário, um repórter me perguntou: ‘Parreira, o que está faltando ao time?’ Eu, no ato, respondi: ‘Falta alegria.’ E foi isso que eu disse no vestiário. ‘Olha, perder ou ganhar faz parte do jogo. Agora o que não pode é o Corinthians perder como está perdendo. Sem vontade, sem disposição, sem vibração. Vocês estão vendo o São Paulo jogar. Vamos correr.’ Não falei nada de tática. O que se viu no segundo tempo foi outro time, vibrante o tempo todo. Fizemos 3 a 1, numa apresentação irretocável; o São Paulo diminuiu depois. Na segunda partida, num jogo também muito disputado, conseguimos o título com um empate (1 a 1).

É a favor da volta do Rio-São Paulo?

É uma competição bastante interessante, mas a gente tem de ser realista. Não há espaço no nosso calendário, aumentaria a exposição dos jogadores. Veja por exemplo o que acontece agora. Temos uma Libertadores que se estende pelo ano todo, a Sul-Americana, a Primeira Liga e por aí vai. É muita coisa e o mais impressionante é que já tem técnico poupando o time no mês de março, já escalando os reservas. Isso é prova de que tem alguma coisa errada. Não estou criticando ninguém, até porque se eu estivesse em algum clube poderia estar fazendo o mesmo. Mas isso é reflexo de um problema sério.

Reflexo de um calendário inadequado?

Sim, a questão do calendário do futebol brasileiro é definitivamente insolúvel. Não tem jeito. É uma discussão que já dura alguns anos e vai prosseguir assim. Há os que defendem que se copie o modelo europeu. Mas não tem como. Aqui temos o Natal, o carnaval, as férias escolares, o verão. Além disso, o Brasil não tem dimensões pequenas como a Alemanha. Somos quase um continente. Na CBF, defendi com Ricardo Rocha e Carlos Alberto Torres que os Estaduais tivessem 12 datas. Mas são 19 e aí entram questões políticas de vários Estados, atreladas também aos interesses de transmissão dos jogos pela TV. Isso acaba prejudicando o aspecto técnico, para o qual seria conveniente que as competições fossem enxutas, com tempo para a preparação das equipes, intervalos mais longos entre os jogos. Os Estaduais poderiam começar para os pequenos em setembro, outubro, funcionando como uma seletiva para a fase principal, com os times mais expressivos.

Carlos Alberto Parreira, ao lado do zagueiro Batata, comanda treino do Corinthians na temporada de 2002
Carlos Alberto Parreira, ao lado do zagueiro Batata, comanda treino do Corinthians na temporada de 2002

Foto: Gazeta Press

Na Copa do Brasil daquele ano histórico, o Corinthians passou sufoco contra o Paraná, pelas quartas de final …

Exatamente. O técnico do Paraná era o querido Caio Junior (vítima do acidente de avião com o time da Chapecoense, em novembro, na Colômbia). Na primeira partida, estávamos ganhando por 3 a 0 no Pacaembu e criando oportunidades para fazer o quarto gol e liquidar a fatura. Mas aí levamos um gol e aquilo me tirou o sono. Não dormi realmente na noite do jogo. Fui para casa revoltado. Sabia que aquele gol podia arrebentar a gente no outro jogo. O Paraná era um time muito bem montado, o Caio fazia um excelente trabalho. E o que houve? Lá, na casa deles, abriram 1 a 0 e se fizessem o segundo se classificariam. Foi um sufoco, com o Dida fazendo defesas milagrosas, a bola batendo na trave. Mas passamos.

Depois de superar o São Paulo na semifinal, o time viveu outro drama, contra o Brasiliense, na final. Como foi a decisão?

O Brasiliense tinha eliminado o Fluminense e o Atlético-MG em quatro partidas. A equipe não chegou à final de graça, por acaso. E havia uma situação curiosa. O que se dizia na época era que o Luís Estevão (ex-senador cassado por falta de decoro parlamentar e então presidente do clube do DF) deixava os jogadores do Brasiliense em estado de graça, supermotivados, porque pagava os bichos (premiação por vitória) no vestiário. Os caras se matavam em campo, e o bicho era maior que o salário. Era uma motivação sadia, nada contra. Vencemos o primeiro jogo por 2 a 1 com uma polêmica danada no segundo gol – Gil teria feito falta num defensor adversário antes de rolar a bola para Deivid marcar. Na última partida, levaram a gente para um campo esburacado, em Taguatinga, sem nenhuma condição. O Brasiliense fez 1 a 0 e a pressão ficou enorme. Lembro do alívio nosso no banco de reservas na hora em que Leandro cruzou da esquerda e o Deivid empatou. O 1 a 1 nos deu o título, muito celebrado.

Os dois títulos expressivos vieram num intervalo de menos de quatro dias. O do Rio-São Paulo, em 12 de maio, e o da Copa do Brasil, no dia 15. Pode-se dizer que foi uma semana intensa …

Eu lembro que o presidente Dualib passou por mim e me perguntou: “Parreira, o que você quer mais? Dois títulos numa semana está de bom tamanho?” Claro que foi uma semana totalmente atípica para os jogadores, dirigentes, torcida, pra mim e meus colegas da comissão técnica. Inesquecível. E claro também que uma derrota para o Brasiliense nos arranharia. Afinal, a obrigação ali era do Corinthians.

As duas conquistas também foram marcantes por duelos à parte entre Corinthians e São Paulo, não?

Sim, foram quatro desses clássicos em menos de 20 dias. E o São Paulo tinha um belo time, com um ataque sensacional, formado por França, Kaká e Reinaldo, e ainda com Rogério Ceni, Belletti, o Júlio Baptista estourando. Por outro lado, nosso time era também muito bom, com Dida, Ricardinho, Vampeta, Kleber, Gil.

Você optava por um time ofensivo. Por quê?

Aquele time do Corinthians foi um marco na minha carreira. Só jogávamos com um volante, o Fabrício, que na verdade era meia. E tudo funcionava muito bem. Não tinha porque mudar. O Vampeta atuava como segundo ou terceiro homem do setor e o Ricardinho completava o meio. Era uma equipe técnica, sem um camisa 9. O Gil atuava como quarto homem pela esquerda e o Deivid entrava que nem um facão como fazia Jairzinho na Copa de 70. O Leandro jogava solto atrás do Deivid, girando, entrava na área, voltava, ia pra esquerda, ia pra direita, compunha o meio quando a gente perdia a bola. Na hora que a gente tinha o domínio, ele tinha liberdade e se juntava aos que vinham de trás – Ricardinho, Vampeta, Rogério. Era um desenho tático muito interessante. O Corinthians, eu costumava dizer, possuía o melhor lado esquerdo do futebol mundial, com Ricardinho, Gil e o Kleber. Eles desequilibravam, dava prazer vê-los jogar. O técnico monta um time de acordo com o material que tem à disposição. A formação foi ofensiva muito em razão disso.

Para o Brasileiro, o Corinthians perdeu Dida e Ricardinho. Como foi esse baque?

Muito complicado. Não conseguimos substituir o Ricardinho, no mesmo nível. O time sem esses dois foi praticamente desfeito no início do Brasileiro. O Doni veio do Botafogo-SP e não era ainda o goleiro que depois se consagrou. Ainda estava meio inseguro. Para o lugar do Ricardinho, efetivamos o Renato, um bom jogador, que chutava bem de fora da área, mas não tinha o senso de organização e nem a técnica do Ricardinho.

A campanha no Brasileiro teve muitos altos e alguns baixos, com derrotas elásticas. O que houve?

Levamos sim umas bordoadas no Brasileiro. Uma delas veio depois de um jogo em que vencemos o Paysandu, em Belém. Isso foi numa quarta-feira de noite e deixamos o Norte direto para Porto Alegre, onde o adversário era o Grêmio no fim de semana. Durante a viagem, perdemos uns três ou quatro jogadores, gripados. Fomos então obrigados a mudar bastante o time. E o Grêmio nos derrotou por 4 a 0. Mas, na rodada seguinte, vencemos o Goiás por 3 a 0. Também houve um tropeço contra o Atlético-PR na nossa casa, num sábado. Perdemos por 3 a 0, num jogo igual o tempo todo, mas no qual o Atlético soube aproveitar os contra-ataques. Saí dessa partida bem chateado, em silêncio. Aí, eu me lembro, o Roque Citadini (vice de futebol) notou a minha expressão de abatimento, a gente quase não perdia, e me ligou pra casa às 10 horas da manhã do domingo. “Oi, Parreira, como você está? Tudo bem? Não liga não. Isso acontece. Hoje é dia de lamber as feridas.”

Antes da final contra o Santos, qual o jogo daquele Brasileiro que mais lhe marcou?

Foi a nossa vitória épica por 6 a 2 sobre o Atlético-MG, no Mineirão, pelas quartas de final, com uma atuação muito boa do Deivid, que fez quatro gols, um deles um golaço de fora da área. Estádio cheio, o Atlético muito credenciado a chegar à disputa do título. Foi sensacional. Ninguém ganha impunemente do Atlético-MG por 6 a 2 numa fase final de Brasileiro. Também foi de arrepiar a semifinal com o Fluminense. Sofremos uma derrota no primeiro jogo por 1 a 0 que tivemos de reverter em casa, numa partida também dramática e que ganhamos por 3 a 2.

E não havia como parar Diego e Robinho no ataque do Santos?

Era uma tarefa muito difícil. Eles estavam numa fase exuberante. Mas não eram somente os dois. O Santos, como um todo, cresceu de uma forma impressionante na fase final do Brasileiro, vinha numa ascendente. Perdemos a primeira partida por 2 a 0 e eu senti um golpe profundo quando levamos o segundo gol, numa saída errada de bola do Fabrício. Aquele gol foi mortal, o time sentiu muito. Na última partida, viramos para 2 a 1 e estávamos a um gol do título, pressionando, o Fábio Costa defendendo tudo, a torcida cantando o hino na arquibancada do Morumbi. Mas o Santos, com todo o mérito, acabou fazendo mais dois gols e venceu por 3 a 2.

Você disse em 2002 que era diferente ganhar um título pelo Corinthians. Diferente por quê?

É algo muito especial, uma experiência até difícil de explicar. A torcida vibra muito, a fiel é encantadora, faz uma festa única. Diferente nesse sentido, por causa de toda a emoção que gira em torno. É consagrador e inesquecível. Isso vale para o técnico e, claro, para os jogadores e todos os envolvidos no trabalho.

 

 

May 14, 2017
admin

Empate ruim

Da Gazeta Esportiva

O time do Corinthians não conseguiu repetir o desempenho apresentado na quarta-feira, contra a Universidad de Chile, pela Sul-Americana, e foi incapaz de vencer a Chapecoense na noite deste sábado, no estádio de Itaquera. Diante de uma equipe que jogou melhor do que praticamente em toda a temporada, o Timão até saiu na frente com Jô, mas viu Wellington Paulista selar o 1 a 1 na etapa final.

O resultado fez com que os dois times ficassem com a mesma pontuação de Flamengo e Atlético-MG, os outros dois clubes que entraram em campo no final de semana. O tropeço dentro de casa, no entanto, não estava nos planos do técnico Fábio Carille, que planejava um início forte no Brasileiro para colocar a equipe na briga por mais um título na atual temporada.

O elenco corintiano agora terá dois esperados dias de folga após a maratona de jogos decisivos, voltando a treinar na terça-feira de olho na partida contra o Vitória, marcada para sábado, às 16h (de Brasília), no estádio do Barradão. A Chape, por sua vez, terá a difícil missão de visitar o Lanús na quarta-feira, às 21h45 (de Brasília), em Buenos Aires, pela quinta rodada do Grupo 7 da Taça Libertadores da América.

Qualidade de Jô e Rodriguinho põem o Timão à frente

O primeiro tempo começou com um susto para os corintianos que foram à zona leste para curtir um reencontro com os campeões paulistas. Após lateral cobrado por Reinaldo, a bola ficou viva na área dos mandantes e o atacante Rossi, livre de marcação, chutou cruzado rasteiro. A bola bateu na trave de Cássio e aliviou os presentes, que ainda se acomodavam nas cadeiras da arena alvinegra.

A resposta corintiana veio em dose dupla. Romero, que arrancou muito aplausos ao travar um cruzamento de Luiz Antônio e recuperar a bola para o Timão, recebeu passe de Gabriel na entrada da área e chutou forte com a perna direita, exigindo boa defesa de Jandrei. Logo na sequência, Guilherme Arana chegou pela lateral e cruzou para Rodriguinho, livre na área. O meia cabeceou colocado, mas mandou rente à trave esquerda da Chape.

Quando os catarinenses pareciam já se estabelecer no jogo, o Timão mostrou seu bom momento para arrancar um gol na marra. Fagner deu belo drible em Rossi e arrancou pelo meio do campo, entregando a bola para Rodriguinho. Na entrada da área, o armador ameaçou tocar para Romero, aberto pela esquerda, mas enganou os marcadores ao acionar Jô, na marca do pênalti. O camisa 7 girou com facilidade sobre Victor Ramos e mostrou categoria para tirar do goleiro com um toque no alto, abrindo o placar.

O gol deixou o Alvinegro com menos responsabilidade, mas ainda sofrendo com as bolas cruzadas na área pelo adversário. Em mais uma, aos 24, Apodi tocou por cima de Cássio e carimbou a trave, mas o juiz marcou impedimento. Dez minutos depois, em jogada pela esquerda, Pablo se machucou e caiu no chão, paralisando o lance devido a uma ordem do árbitro. Sem condições de seguir em campo, o defensor foi substituído por Pedro Henrique.

Chape joga bem e consegue empate justo

A Chapecoense voltou para a etapa final disposta a mostrar que tinha condição de encarar de igual para igual o Timão, mantendo sua marcação adiantada e dificultando uma pressão dos donos da casa. A grande chance do time paulistano nos primeiros minutos saiu de um contra-ataque após escanteio mal cobrado pelos visitantes. Romero carregou bem, mas errou o passe para Rodriguinho. O meia ainda consertou, mas Gabriel completou a falha e entregou para a zaga rival.

O volume de jogo dos catarinenses, porém, era maior e resultou enfim no empate. Após boa jogada pelo lado direito, mal guardado por Arana e Romero nesta noite, Apodi cruzou na segunda trave e Artur deu um tranco em Fagner para cabecear. A bola bateu no travessão, quicou em cima da linha e Wellington Paulista, na pequena área, chutou para conseguiu a igualdade no placar. Os alvinegros reclamaram de falta em Fagner, mas o juiz nada marcou.

Preocupado com a boa marcação adversária e com a falta de criatividade corintiana, Carille realizou substituições ofensivas, primeiro com Léo Jabá no lugar de Romero, depois com Kazim na vaga de Gabriel, deixando o turco ao lado de Jô para apostar em jogadas aéreas. Do outro lado, preocupado em assegurar ao menos esse ponto na viagem de volta para Santa Catarina, Vágner Mancini fechou seu time com Nenen no lugar de Luiz Antônio.

Kazim melhorou a profundidade da equipe, que passou a lançar bolas longas para ele e Jô. Na base da pressão, os donos da casa apostaram na presença de área dos dois centroavantes, mas não conseguiram impor pressão. Bem postada e sem recuar, marcando a saída de bola, a Chape soube segurar o ímpeto final dos corintianos e conseguiu o tão desejado empate longe dos seus domínios.

FICHA TÉCNICA
CORINTHIANS 1 X 1 CHAPECOENSE

Local: Estádio de Itaquera, em São Paulo (SP)
Data: 13 de maio de 2017, sábado
Horário: 19 horas (de Brasília)
Árbitro: Elmo Alves Resende Cunha (GO)
Assistentes: Fabricio Vilarinho da Silva (Fifa-GO) e Cristhian Passos Sorence (GO)
Público: 31.470 pagantes
Renda: 1.477.730,80
Cartões amarelos: Rodriguinho, Fagner (Corinthians); Wellington Paulista, Andrei Girotto (Chapecoense)
Gols:
CORINTHIANS: Jô, aos 22 minutos do primeiro tempo
CHAPECOENSE: Wellington Paulista, aos 11 minutos do segundo tempo

CORINTHIANS: Cássio; Fagner, Balbuena, Pablo (Pedro Henrique) e Guilherme Arana; Gabriel (Kazim), Maycon, Jadson, Rodriguinho e Romero (Léo Jabá); Jô
Técnico: Fábio Carille

CHAPECOENSE: Jandrei; Apodi, Victor Ramos, Luiz Otávio e Reinaldo; Andrei Girotto, Luiz Antônio (Nadson) e João Pedro; Rossi (Nenen), Wellington Paulista (Osman) e Arthur
Técnico: Vagner Mancini

May 11, 2017
admin

Mais uma classificação

Por Vinicius Souza – Meu Timão

Tá precisando de gol em mata-mata? Chama o Rodriguinho! Um dos destaques do Corinthians recém-campeão paulista, o meia-atacante voltou a deixar sua marca nesta noite de quarta-feira, na vitória por 2 a 1 sobre a Universidad de Chile, no estádio Nacional, em Santiago. Sorte do Timão, que já havia triunfado na Arena, por 2 a 0, e conquistou a classificação para a segunda fase da Copa Sul-Americana.

Os gols do confronto em território chileno foram marcados por Rodriguinho e Jadson, justamente os responsáveis pela engrenagem ofensiva do Corinthians de Carille. Mas a noite era do camisa 26: com o tento sobre a La U, oriundo de lindo arremate de canhota, ele chegou ao oitavo em oito duelos de mata-mata pela equipe brasileira na temporada.

O Corinthians conhecerá seu próximo oponente da Copa Sul-Americana via sorteio, a ser realizado pela Conmebol depois das partidas da primeira fase. A partir desta quinta-feira, o time “vira a chave” e se concentra na estreia do Campeonato Brasileiro, sábado, às 19h (de Brasília), diante da Chapecoense, na Arena Corinthians.

PRIMEIRO TEMPO

Em apenas quatro minutos, a Universidad de Chile teve oportunidades suficientes para ao menos abrir o placar do estádio Nacional. A defesa alvinegra, sem Pablo, desfalque por conta de forte sinusite, cometeu duas perigosas faltas próximas à área de Cássio. Na primeira, Espinoza acertou a barreira; depois, Jara finalizou por cima.

A equipe comandada por Fábio Carille não demorou a dar o troco. Em rápido contra-ataque, Rodriguinho acionou Jadson no setor esquerdo, onde a marcação chilena demorava a recompor. O camisa 10 ergueu a cabeça, cortou para o meio e finalizou forte, acertando a trava do goleiro Johnny Herrera.

Conforme havia treinado na véspera da partida, Carille botou Romero para acompanhar as investidas do veterano Beausejour, lateral-esquerdo. O atacante do Corinthians, porém, embora bastante comprometido no momento da marcação, pecava na conclusão de jogadas e em passes curtos. Numa das boas triangulações iniciadas pelo trio Guilherme Arana, Maycon e Jadson, o paraguaio optou por alçar a bola na área, mas cruzou à meia altura, facilitando o bloqueio da defesa adversária.

Sem a posse da bola, o Timão abria mão do esquema 4-2-3-1 e se fechava em duas linhas de quatro, com Rodriguinho e Jô à frente. A Universidad, por sua vez, parecia sentir o peso da desvantagem e não conseguia fazer Cássio trabalhar para valer. Melhor para a torcida corinthiana, que viu Rodriguinho chamar a responsabilidade no Chile e marcar o único gol do primeiro tempo.

Aos 36 minutos, após tiro de meta de Cássio, o camisa 26 viu Jô disputar a bola no alto com um zagueiro da Universidad, sem sucesso. O meio-campista, então, dominou com categoria, se livrou de um marcador e partiu em velocidade para a área dos mandantes, isso com Rodríguez e Vilches o acompanhando de perto. Sem problemas para o armador, que gingou dentro da área, cortou o zagueiro, ajeitou para a perna esquerda e arrematou cruzado, sem chances de defesa a Herrera.

A empolgação alvinegra em Santiago, contudo, deu lugar a uma triste notícia. O lateral-direito Léo Príncipe, que substituía Fagner, suspenso, acusou dores na coxa direita e não conseguiu seguir em campo. Carille decidiu chamar o volante Paulo Roberto, titular no empate com a Ponte Preta do último domingo, que chegou a desempenhar a função no início da carreira.

SEGUNDO TEMPO

Mesmo longe de Itaquera, o Timão parecia estar em casa. E não demorou a dilatar o placar do estádio Nacional no período complementar. Aos 12, Rodriguinho, outra vez, ficou cara a cara com Johnny Herrera, bateu mascado e viu a bola sobrar limpa para Jô. O atacante corinthiano, acostumado a balançar as redes adversárias, optou por servir Jadson, melhor colocado, que só teve o trabalho de empurrar para além da linha de gol. Era o segundo do esquadrão alvinegro sob vaias da torcida local.

Carille pedia tranquilidade e movimentação de seus jogadores. A estratégia era simples: dar bola à Universidad e contra-atacar em velocidade, sobretudo pelo meio de campo. Atrás, Cássio mostrava o porquê dos recentes elogios da comissão, de parte da imprensa e da maioria da torcida: não cedia rebotes em finalizações de curta distância.

A Universidad, é bem verdade, diminuiu a soberania alvinegra no confronto. Beausejour avançou pela esquerda, se desvencilhou da marcação de Paulo Roberto como quis e deu assistência na medida para Mora, bem posicionado.

Carille mexeu na equipe do Corinthians outras duas vezes antes do apito final: sacou Romero e Gabriel para as respectivas entradas de Clayton e Camacho. Mas o jogo deu lugar à má educação dos chilenos. Reyes e Jara, ambos da Universidad, foram expulsos pelo árbitro uruguaio Daniel Fedorczuk.

Sobrou Corinthians no Chile. Com um time que parece saber o que quer, não deu margem ao erro diante da Universidad e conquistou a classificação em pleno solo inimigo. Quem sabe a quarta força não chega longe também na América do Sul?

ESCALAÇÕES

Corinthians: Cássio; Léo Príncipe, Balbuena (capitão), Pedro Henrique e Guilherme Arana; Gabriel e Maycon; Ángel Romero, Rodriguinho e Jadson; Jô

Universidad de Chile: Johnny Herrera (capitão); Rodríguez, Vilches, Jara e Beausejour; Espinoza, Reyes e Lorenzetti; Lucas Ontivero, Mora e Benegas

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