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Aug 11, 2012

Futebol, Vôlei e Olimpíadas

Assisti apenas alguns lances da seleção brasileira de futebol nesta Olimpíadas. Nesta decisão de hoje não foi diferente. Acho um exagero, sem limite, os elogios que nossa mídia faz à seleção. Todos são “craques”, espetaculares, geniais etc.  Não acho nada disso. Pelo contrário, vejo um time com muitos jogadores médios e um ou outro que pode tornar-se “craque” . Não acho que perder para o México seja o fim do mundo mas, devemos lembrar, nossa seleção é, praticamente, a seleção titular. Diferente das outras equipes que participaram das Olimpíadas que mandaram equipes bem mais jovens.

Sei que a campanha, agora, será para trocar o técnico. Não entro nesta onda porque creio que nosso problema é “mais embaixo”. Faltam craques. Temos uma geração que não mostrou quase nada. Exceto os longos elogios e paparicos da mídia são jogadores que estão por provar a condição de “fora de série”.

Vôlei

Fiquei feliz pela vitória da seleção feminina de vôlei. Primeiro pela raça e competência que mostraram. Saíram de uma situação difícil e viraram o jogo. Merecem todos os aplausos. Aplauso também, que não deve faltar, para o técnico José Roberto Guimarães excelente profissional e pessoa da melhor qualidade que no futebol passou pelo Corinthians com  merecido aplauso. Cumprimento também, meu colega de ginásio, José Elias de Proença, preparador físico da seleção e exemplar profissional. Um grande viva as meninas e a comissão técnica.

Olimpíadas e TV

A tv brasileira merece algumas críticas pela cobertura que faz dos esportes, principalmente das Olimpíadas. Mas quem der uma olhada na cobertura da TV da Espanha vai ficar assustado com o profissionalismo e imparcialidade da mídia brasileira. Os espanhóis vivem aplaudindo tudo e todos parecendo que estão na liderança de medalhas. Acho que o longo período de franquismo deu um marco decisivo na cobertura jornalística dos espanhóis. É só elogio.

Jul 28, 2012

És do Brasil…. o clube mais brasileiro…. Viva !

Thiago Pereira leva a prata nos 400m medley dos Jogos Olímpicos

 Agência Corinthians 

O sábado começou bem para o Brasil e para o Timão nos Jogos Olímpicos. O nadador Thiago Pereira, atleta do Corinthians, conquistou a medalha de prata nos 400m medley, ficando atrás apenas do norte-americano Ryan Lochte. O tempo oficial dos quatro primeiros colocados na prova foi o seguinte: Lochte (4m05s18), Thiago Pereira (4m08s86), Hagino (4m08s94) e Phelps (4m09s28).

Após a conquista inédita, o atleta fez questão de exaltar o apoio que o Alvinegro deu a ele. – Gostaria de agradecer o Corinthians. Eu disse que era o ano do Timão. Libertadores e medalha olímpica! – declarou Thiago.

Mais cedo, o Brasil já havia conquistado duas medalhas no judô. Sarah Menezes levou o ouro na categoria ligeiro (até 48kg) e Felipe Kitadai ficou com a prata também na categoria ligeiro (até 60kg).

Jul 27, 2012

Uma bela ( e merecida)homenagem

Mais Uma Vez, A Décima Segunda, Na Terra Olímpica.

julho 24, 2012

Sylvio de Magalhaes Padilha leva a bandeira do Brasil em Londres 1.948

Não há como não se emocionar ao pisar mais uma vez na terra Olímpica. Londres está preparadíssima para acolher a festa do esporte mundial. Rendo minhas homenagens ao meu avô, Sylvio de Magalhães Padilha que, por tantos anos liderou com dignidade o Movimento Olímpico do Brasil. Na fotografia deste post, ele aparece como o porta bandeiras da delegação brasileira nos Jogos Olímpicos de Londres, em 1.948. A ele devo o gosto pelo esporte e o prazer de praticá-lo. E a visão de que o Olimpismo não é um negócio, mas uma filosofia de vida.

Londres 1.948 foi a primeira vez que a missão do Brasil foi aos Jogos de avião. E também quando houve as primeiras transmissões ao vivo, pelo rádio, na voz do Geraldo José de Almeida. A Europa e particularmente a Inglaterra estava devastada pela Guerra. Tudo era racionado. Havia pouca comida inclusive para os atletas. O pão que não se comia no café da manhã era guardado para o dia seguinte. A delegação feminina do Brasil hospedou-se nos porões de uma casa. Fazia muito frio e choveu na maioria do tempo. Minha avó Yvonne ía todos os dias ao alojamento feminino do Brasil levar um pouco de comida extra que conseguia para as nossas atletas. Os Jogos de 1.948 foram as Olimpíadas da Boa Vontade. Não havia luxo. Mas o evento foi emblemático. Era o ressurgimento do mundo para si próprio. Várias nações voltavam-se a encontrar, frente a frente, lado a lado, após duros anos, para desta vez celebrar a paz, em momentos que somente o esporte pode proporcionar.

Londres 1.948 não é um marco apenas na história olímpica. É um ponto de referência na história da humanidade.

do blog www.albertomurray.wordpress.com

Jul 15, 2012

A noite de Romarinho.

A vitória do Corinthians, neste sábado frio no Pacaembu, foi boa mas, o melhor, foi o futebol de Romarinho. O Náutico fez o que pode e a derrota por 2×1 ficou de bom tamanho para os pernambucanos.

Os destaques da partida foram as jogadas, com toques refinados, da jovem promessa para o ataque do Timão. Em todas as vezes em que pegou na bola, fazia jogadas inteligentes mostrando uma qualidade rara no futebol atual.

Sei que muitos acharão que estou exagerando. Pode ser. Mas,  em um futebol pobre como temos nos dias atuais, chega a ser razoável comemorarmos a chegada de um jovem que poderá tornar-se um craque.

Poderá tropeçar na vida e ficar apenas como mais um jogador que “poderia” ser um craque ” fora de série”. Talvez! Mas pelo que vem apresentando ele é um raio de esperança para o Corinthians e para o Brasil.

Saí do Pacaembu com a sensação de que a seleção brasileira para a Copa de 2014 poderá ter surpresas. E grandes surpresas!

Jul 14, 2012

Um livro para Therezinha Zerbini. Viva !

Obra traz entrevistas com personagens da luta contra a ditadura
O livro conta com reportagens produzidas por ele para as revistas Veja e Época, além de matérias para os jornais Gazeta Mercantil e Estado de S.Paulo, entre outros veículos nos quais trabalhou. A primeira reportagem, no entanto, foi escrita especialmente para a obra e dá título à ela.
O lançamento acontecerá na Livraria Cultura do Conjunto Nacional, às 18h30, em São Paulo.
Jul 5, 2012

Todo poderoso Timão !

Mais que a seleção

Corinthians: ibope alto

O jogo do Corinthians rendeu à Globo um ibope superior ao alcançado pela emissora no jogo de estreia do Brasil na Copa 2010 – um feito e tanto. De acordo com números prévios do Ibope, a partida registrou uma média de 48 pontos na Grande São Paulo (Quase cinco vezes a soma do que Record e SBT conseguiram).

Há dois anos,  a vitória do Brasil  sobre a Coreia do Norte na Copa da África do Sul deu à Globo uma audiência média de 45 pontos, também na Grande São Paulo. A diferença em relação às duas transmissões é que na Copa, a Globo concorria com a Band, que marcou onze pontos. Ontem, exibiu sozinha o jogo.

Mais: a audiência de ontem foi também maior do que a do último capítulo de Fina Estampa, exibido em março (47 pontos).

Por Lauro Jardim

www.veja.com.br/blog/radar-on-line/

Jun 21, 2012

Hino da Nação

Alguém sabe cantar o hino nacional?

junho 21st, 2012 bymariafro


“Então você é anti-Corinthians ? Conta-me como é se preocupar mais com o meu Timão do que com o seu próprio time”

  • Do Blog  www.mariafro.com.br/wordpress/
Jun 17, 2012

Troca de passes

No artigo de hoje na Folha, o craque Tostão (cada dia mais craque com a pena), analisa nosso futebol e faz algumas ponderações interessante.

Algumas das afirmações que faz, concordo. Outras, não.

Diz que o Timão “por causa da disciplina tática e do futebol coletivo e compacto…é o mais europeus dos times brasileiros”.  Não agrada-me a comparação. O Corinthians é disciplinado, compacto e atua com bom conjunto mais isso é característica do bom futebol,  daqui, e de qualquer parte do mundo. Diz que falta ao Corinthians “mais troca de passes”. É verdade. Isso falta ao futebol brasileiro atual. Mas a principal falta é de jogadores acima da média. Trocar passe ( embora não pareça é jogo complicado) e o mais cômodo é dar um chutão ou um passe para o além.

Tostão acrescenta:” No Brasil  impressiona-me a pouca troca de passes e como se dá tanto a bola para o adversário, por meio de chutões e passes para jogador marcado”. Está certo. Mas faltou completar os equívocos de nossas equipes, nos dias de hoje.

Além desses chutões para todo lado, os chuveirinhos são outra praga para o futebol. E esta ligação direta, que zagueiros fazem lançando atacantes, é uma das piores coisas de nosso futebol.

Está certo Tostão. Mais troca de passe, menos chutões e passes errados e menos chuveirinho. Isto melhoraria ( e muito ) nosso futebol.

 Viva a seleção 

No dia 17 de Junho (há 50 anos) a seleção brasileira conquistava o Bi campeonato Mundial no Chile. Conquista inesquecível onde Garrincha foi a figura maior. Mas devemos lembrar todos aqueles heróis. De Gilmar a Zagalo, de Didi a Vavá e Amarildo. Viva  a seleção brasileira campeã em 1962 no Chile !

Jun 16, 2012

Tempo de decisões

O mundo do futebol produz alguns fenômenos, típicos de época em que ocorrem as decisões de Campeonatos e Copas. É, quase sempre, acontecimento corriqueiro  em todos os clubes.

O primeiro dos “fatos” é declaração desastrada de dirigente de futebol. Todos falam tudo, por todo lado e sobre qualquer assunto. Fica nítido que os dirigentes querem entrar na disputa. Não podem entrar em campo mas ficam falando tudo que faça nascer uma polêmica. É uma situação para lá de difícil segurar “declarações” de cartolas. E sempre acham que o falarão será determinante na disputa final. Puro engano. Dirigente deve falar mas, em comum acordo com técnico e jogadores . Fora disso, só complica o quadro da competição. A bem da verdade, dirigente de futebol-nestes momentos – serve para “apagar incêndios” e apenas para mais uma coisa: justificar a derrota. Se o time vencer será mérito do técnico( que deu um nó tático), do goleiro(que defendeu tudo), do atacante ( que marcou o gol decisivo), da torcida ( que gritou o tempo todo). Agora, se perde a culpa (e a palavra) estará com o dirigente. Não vejo qualquer problema nisso e acho que todo cartola deve estar preparado para isso. E não para ficar brigando, criando polêmicas que tumultuam e afetam o  técnico e os jogadores.

Mas existem outros acontecimentos próprios dos períodos de decisão. Jornalistas que anunciam uma “bomba” que, quase sempre é a venda de um jogador. Isso é uma praga sem cura. Por todo lado aparecem proposta milagrosas, valores impossíveis de não ser aceito, “interesses” indesmentíveis etc. Tudo termina sem qualquer compra ou venda. Nenhum time é louco de negociar jogador na hora de decisão. Só em caso de loucura extrema.

Outro acontecimento típico de períodos de decisão é torcedor que “está preocupado” com este ou aquele jogador. Avisam que o tal “craque” mora num prédio em que ele é amigo do porteiro” e que “ontem saiu de casa e não voltou até meia -noite”. Isso- e muito mais – é sempre narrado com a emoção de que se não resolver a dita história o time perderá a decisão. Há um universo( e um inferno cheio) com estas “informações” decisivas e sigilosas. Bobagem, sòmente um número ínfimo de jogadores entrariam nessas loucuras relatadas.

Mas existe também, o torcedor que tem uma informação precisa sobre como vai atuar o adversário. E ele precisa passar para o técnico porque este fato decidirá o jogo. No caso do Corinthians isso é comum e agravado pelo fato de o pessoal do Departamento médico viverem querendo dar palpite em escalações do time, motivados por informações que receberam do outro lado.

Existem muitos outros fatos típicos de períodos de decisão. Dirigentes, técnicos, jogadores, torcedores e jornalista organizam um mundo novelesco, neste período.

O trabalho do dirigente e do técnico é trazer o narrado a realidade e superar todas as “crises” diárias que aparecem.

Jun 10, 2012

Viva o rádio!

Nunca escondi que gosto de ouvir rádio. Músicas, noticias e esportes ficam melhor no rádio. Nos “anos 50 e 60”  o Rádio vivia um momento mágico. Era a presença obrigatória em todas as casas. Ainda hoje não abandonei este veículo que traz tantas emoções.

Para o futebol o rádio é um instrumento essencial. Ágil e direto faz a cabeça do torcedor.  E ajuda a criar lendas e mitos. Ainda hoje, quando estou no campo, escuto as transmissões do espetáculo que estou vendo. Acho que nunca vou ficar livre do meu rádio.

Gosto da TV no futebol. Ou melhor, aceito a TV, mas não tenho a mesma emoção que só o rádio traz.

Ontem, quando assistia a parte final do jogo do Brasil com a Argentina, vi o lado ruim da TV.

Quando o jogador Marcelo foi expulso, em lance confuso, os narradores e comentarista começaram a baixar o porrete no argentino. Um lembrou que ele jogava no Nápolis (terra de gente ruim, pensei) e todos esculhambaram o jogador platense. Alguns minutos após , o jornalista de campo, entrevista o brasileiro (também expulso na confusão) e ele….supreendentemente diz: “o juiz esta certo eu perdi a cabeça e dei um soco nele.”

Pronto. Todo o esforço dos narradores e comentarista da TV (que xingavam por todo lado o argentino) foi para o brejo. E neste momento, a TV (arrrrrrrr) mostra o taipe e aparece o brasileiro dando um soco no argentino  e começando a confusão.

Culpa da TV. Se fôsse só rádio, estaríamos repetindo por décadas e décadas, aquela jogada que , em 2012, em jogo nos USA,  um argentino covarde agrediu um pobre e pacato jogador brasileiro. A TV conspira contra o futebol. Como fica agora a imagem que, por décadas e décadas, tivemos de que os jogadores da Argentina são catimbeiros, desleais, covardes, brutos, grosseiros e jogavam dopados. O que devemos fazer com as milhares estórias de agressões e atos baixos deste adversários  se agora, na TV, a imagem é outro.

Acho que só o Rádio pode manter a hostilidade de Brasil X Argentina. Com a TV não dá.