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Apr 21, 2012

Vampeta, Edilson e Fábio Luciano

O Corinthians presta justa homenagem a três grandes jogadores que honraram a camisa alvinegra: Vampeta, Edilson e Fábio Luciano.

Vampeta

Foi um dos grandes volantes que o Corinthians teve em toda sua história . Atuou de 1998/2.000 e 2002/2003. Jogou 248 partidas com a camisa do Timão. Era um volante refinado que marcava, carregava a bola e armava belas jogadas. Ganhou o Mundial de 2.000;os Brasileiros de 1998/1999; a Copa do Brasil de 2002; o Rio-São Paulo de 2002; e os Paulistas de 199/2003. Atuou em vários clubes mas sua grande identidade foi (é) com o Corinthians.

Edilson

Grande atacante do Timão que jogou com a camisa alvinegra de 1997/2000. Atacante talentoso teve participação inesquecível em conquistas do Timão. Aquela bola por entre as pernas do francês Karembeu tornou-se antológica.  Conquistou o Mundial de 2.000; os Brasileiros de 1998 e 1999; e o Paulista de 1999. Como Vampeta, atuou em outros clubes, mas a marca de sua carreira é o Corinthians.

Fábio Luciano

Grande zagueiro que brilhou no Timão onde atuou de 2.000 a 2003. Defensor clássico, jogava com elegância e chegou a marcar muitos gols pelo Timão. Ganhou o Mundial de 2.000; a Copa do Brasil em 2002; o Rio-São Paulo, de 2002; e os Paulista de 2001 e 2003. Foi, por inúmeras vezes, capitão da esquadra do Timão, onde atuou em 167 partidas.

Apr 14, 2012

A crise na Europa

A Copa Santander Libertadores terá outro nome no próximo ano. É o que dizem os jornalistas da área econômica dos jornais. A crise na Europa esta cada dia pior. O sistema bancário só está em pé pelo socorro trilhardário do Banco Central Europeu. Sem esta ajuda, iriam pra cucuia.

Itália e Espanha, dois gigantes do futebol, estão no centro da crise. E a capacidade dos governos em socorrer bancos, seguradoras, montadoras etc está se exaurindo. E o futebol será atingido em cheio. Empresas que tradicionalmente apoiam o futebol estão “puxando o breque” ou até “saindo de campo”. Outras,  que são tradicionais proprietárias de clube, estão cortando tudo. De salário a gastos em hoteis. Até concentração e viagens estão tendo seus gastos reduzidos. Com esta crise toda a esperança de venda de  jogadores para a Europa está reduzida. Um ou outro clube inglês, propriedade de oligarca russo ou árabe exótico,  é o que sobrou. Bom para o futebol sul americano, especialmente brasileiro e argentino, que poderão dar um salto nesta crise toda. Ficarão com jogadores melhores e, pela força da economia local, ganharão outro  padrão mundial.

Que briga !

A confusão SPFC-Oscar- Inter-empresário está ficando cada dia mais quente. Como ja foi dito por aqui , nesta luta, não existe anjos. A diferença é que parte da mídia- que tradicionalmente apoia o jogador- desta vez está dividida. O SPFC conseguiu ganhar o ar de vítima numa situação onde outros clubes sempre foram vilões. A única unanimidade é a ausência de crítica midiática ao empresário envolvido. Nem  os clubes envolvidos ousam criticá-los. Vai que lá prá frente, estejam unidos- em outros negócios- e não é bom atacar um agente tão forte.

Ainda Adriano

Continua rendendo todo tipo de discussão a saída do jogador Adriano do Timão. A Folha de hoje (sábado), no seu caderno de esporte, informa a nova cirurgia do atleta com discussão interessante.  O médico do Corinthians, para rebater críticas, diz que o atleta foi tratado por ” dois problemas : a lesão e a obesidade”. Ué ! Para o Departamenteo médico do Timão alcoolismo não é doença e depressão deve ser uma descida rápida. Com esta visão- que esquece as  verdadeiras doenças- seria impossível cura-lo.

Informa- também a Folha- que o ex- presidente Andrés- enviou um SMS ao empresário do jogador  com a frase ” Se estivesse no Corinthians, nada disso teria ocorrido. Teria resolvido de outra maneira”. A divulgação desta mensagem causa surpresa pois poderia indicar divergência na diretoria do Timão. Não acho, não. O vazamento do SMS foi para o Ronaldo que não estaria satisfeito com o que ocorreu. E, como todos sabemos, o jogador sempre agiu de forma correta com o clube. Inclusive quanto a procura de patrocinadores. O melhor, então, é não irrita-lo.

Apr 7, 2012

Suor, glória ou derrota.

Não gosto muito de ficar falando de seleção brasileira. Torço, apoio e vibro, mas tudo sem a mesma carga de emoção do Timão. Acho que após aquela tragédia de 1982 na Espanha, perdi um pouco o pique de acompanhar nossa seleção. Como sabemos, a vitória da Itália naquela Copa é o marco que levou o mundo há (pelo menos) duas décadas de futebol medíocre. Quando o time de Sócrates, Zico e outros perdeu a mídia tupi, passou a atacar o futebol bonito, jogado e criativo. A Itália havia vencido com um anti-futebol retranqueiro, feio e chato. E todos passaram a aplaudir times aguerridos, sem criação, com chuveirinho por todo lado.

Passado aqueles 20 anos de penitência, nunca mais voltei a ter o mesmo envolvimento com a seleção nacional. Mas a proximidade com a Copa de 2014, que será no Brasil, instiga qualquer brasileiro. Não acho que o nosso futebol viva um grande momento. Dentro e fora do gramado. Entre os jogadores temos a mais fraca geração de “craques” desde 1950. É só darmos uma olhada no que está passando com os mais conhecidos jogadores brasileiro na Europa. Nenhum destaque. Quase todos são reservas (alguns de luxo) e poucos atuam. Mesmo com nossa mídia tentando “bombar” os destaques são os argentinos e europeus. Não há -nem aqui nem na Europa- um jogador brasileiro que possa ser classificado como “fora-de-série”. Temos bons jogadores, médios e alguns prá lá de médio, mas craque feito, nenhum. Algumas promessas, outros jogadores famosos, mas craque mesmo, estamos esperando. E sem jogador “fora-de-série” fica difícil ganhar uma Copa. E não adianta a mídia procurar promover os jogadores. Vamos torcer mas tenhamos os pés no chão. A Copa de 2014 pode ser um sucesso de público, festa etc, mas futebol que encante está complicado. Os problemas do Dunga na Copa da África são os mesmos do Mano na seleção atual. E nada indica que irá melhorar.

Sem comentário

Muitos internautas vivem cobrando que eu escreva sobre mais variados temas  que ocorre no futebol e no Corinthians. Primeiro, é preciso dizer, que não é possível escrever sobre tudo. Este blog não é profissional e só escrevo quando sobra tempo do trabalho. Agora, tenham dó, pedir que escreva sobre “invasão do MST”, ou sobre “estátua no Parque São Jorge”  não dá. Vamos guardar o tempo neste blog para assuntos mais interessantes. No mínimo.

Apr 6, 2012

Aumenta o ódio

A Folha de hoje ( sexta-feira santa), no caderno de esporte, publica um extensa entrevista com o jornalista Chico Malfitani, sobre o problema das torcidas organizadas em São Paulo. O título- “os cartolas se provocam, e a Gaviões que é violenta? “- é furado. Nada disso é relevante no  conjunto da reportagem. O jornal esclarece que o Chico é um dos 15 fundadores da Gaviões da Fiel , em 1969. Pode ser, embora tenha conhecido milhares, que digam o mesmo. Mas o jornalista diz coisas da maior importância sobre o atual conflito, sendo o principal ponto o “aumento do ódio” contra o Corinthians, que vem sendo manifestado, por todo lado, nos últimos anos. Esta aí o ponto que deveria ser a manchete. Nas últimas décadas há um generalizado ataque ao Timão. E este pode ser a motivação para os atuais conflitos.

É fácil conferir na mídia em geral (jornais, rádios, tv e internet) o aumento dos ataques contra o time do Parque São Jorge. Nesse ponto o jornalista Chico Malfitani está certo. Infelizmente, o jornal perdeu uma boa oportunidade de discutir tal questão. Ficou no periférico e não entendeu o principal. Divirjo de algumas afirmações do jornalista. Ao tentar falar do último conflito, dá uma explicação que é de difícil aceitação. Como também erra ao falar das ligações da diretoria do clube com as Gaviões. Mas tudo isso é de menor importância diante da identificação de um problema maior (“o ódio contra o Timão”) . E o jornal quase nada destacou as afirmações de Malfitani. Sobre as relações com a polícia, o entrevistado sai por uma discussão politico-partidária. Não é o caso, pois torcidas organizadas e clubes têm relações com todo  o mundo  politico-partidário. A proposta de uma UPP é um equívoco, até porque, esta fórmula tem muito apoio de mídia, mas pouca melhoria nos números da criminalidade. Todavia, foi uma boa entrevista onde o mais importante foi escondido pelo jornal. Por último, fez bem o jornalista ao não colocar- como já se tornou comum- as organizadas como grandes instituições que lutaram contra o regime militar. Não foram. Aquela faixa no estádio, pedindo anistia politica, já nos meses finais do regime, foi obra do MR8 e não teve boa acolhida na direção das torcidas. A Folha – que esta meio perdida na área do esporte- poderia ter aproveitado melhor as opiniões do jornalista. Só quem lê tudo, e em detalhes, vai encontrar.

De novo a UOL

O portal UOL (do Grupo Folha) volta com noticias sobre o estádio do Timão. Notícia nova e assunto velho. Agora antecipando novas ações- segunda após a páscoa- proposta por adversários do Timão. Vão discutir o já discutido e, em alguns casos, até julgado. Vamos aguardar nos próximos dias. A UOL está pronta pra qualquer aventura jurídica. Contra o Timão vale tudo.

Apr 5, 2012

Salgado & Doce

O preço dos ingressos, para os jogos do Corinthians, esta dando o que falar por ai. O clube, como é sabido, necessita de receita para manter um elenco competitivo nos vários campeonato que disputa. A renda de bilheteria sempre foi um ponto forte do Timão. Mesmo com jogos às 10 horas  da noite,com televisionamento direto,  o público é muito grande. Nos últimos tempos- especialmente agora na Libertadores- o preço do ingresso ficou “salgado” para o torcedor que vai ao estádio. Creio que não há similar em todos os clubes ou competições do Brasil. Mesmo comparado com outros países da Europa, nosso ingresso não é um “doce”. O complicado nesta questão, é encontrar um ponto de equilíbrio entre as necessidades do clube e a capacidade de sua torcida. O importante é que não podemos  esquecer(nunca) nossa história, que esteve sempre ligada as classes populares. Creio que o melhor caminho é um preço “salgado” para o setor VIP e numeradas, e um preço “menos salgado” ou “doce”  para a geral(tobogã) e arquibancada. Acho que não podemos aumentar- indefinidamente- os ingressos, especialmente os mais populares. Os atuais níveis são quase proibitivos. Não podemos também esquecer da luta para acabar com esses ingressos gratuitos, que ganham os conselheiros e diretores, bem como, não podemos fazer qualquer distribuição-igualmente gratuita- entre torcedores ( organizados ou não). O clube não pode perder sua forte ligação com as camadas de menor renda, mas ingressos neste preço dificulta muito ( e põe muito nisso). A necessidade de grana do clube- para manter uma equipe competitiva- deve estar no nível de nossa torcida. É difícil, é. Mas é o caminho.

Como está?

Quando o ex-presidente Ricardo Teixeira renunciou e deixou o país, a Folha publicou que a CBF (Confederação Brasileira de Futebol) seria tocada por um triunvirato; Del Nero, Ronaldo e Andrés. Ainda não vimos isso. Mas o jornal deve ter lá suas fontes pra bancar uma informação tão clara, na primeira página. Vamos aguardar os próximos dias, semanas e meses. Pode ser !

Mar 31, 2012

Vida dura

A crise econômica que atingiu a Europa ( e não chegou ao fundo,ainda) já esta batendo no futebol. A Espanha é a maior vítima. Durante anos e anos os clubes espanhóis receberam todo tipo de ajuda dos governos. Direta ou indireta, com empréstimos  ou doações, os vistosos clubes ibéricos resolveram seus problemas de grana nos cofres do Estado. O novo orçamento do Estado anunciado ontem (com cortes brutais em todas  áreas) mostra o tamanho das dificuldades. Nunca tiveram um orçamento tão apertado nos últimos 30 anos. O mesmo ocorre na Itália, ainda que os italianos façam um ar de pouco caso. Portugal é um caso desconcertante. Uma crise sem tamanho que a única saída é a porta da rua (isto é, sair da comunidade econômica européia). Outros países, também, em menor ou maior grau  estão no buraco. Inglaterra, França, Alemanha e a quebrada Grécia, todos, vivem o drama de uma crise sem rumo. O grande problema é que esta crise não é só dos Estados. Já seria preocupante se assim fosse pois, como já foi dito, são os governos que socorrem os clubes sem grana. Mais difícil, é a situação das empresas. Grandes bancos( que tradicionalmente apoiam o futebol) estão -claramente – quebrados. Só ficam em pé porque o Euro está sendo impresso dia e noite para socorro bancário. Empresas, com tradicional presença no futebol, estão com grave dificuldade de caixa. E os clubes europeus já estão vendo que o mar não está prá peixe. Na última porta para contratações , quase não houve negócios. Só escambo. Troca de um jogador por outro, perdão de dívida (com liberação de pagamentos futuros), enfim, negócios de quem está sem grana. O futebol sul-americano, que sempre é vendedor de jogadores para a Europa, já esta sentindo o tamanho do problema. Exceto um ou outro clube inglês,onde reinam aqueles oligarcas, ninguém contrata ninguém. Pelo contrário. Clubes espanhóis vivem oferecendo jogadores em troca de não pagarem os atuais contratos. Esta problema  não é de todo negativo para os clubes brasileiros, argentinos e uruguaios. Com saída menor de craques, com suas economias crescendo, poderemos ter um novo quadro no futebol mundial. E a América do Sul pode tornar-se um pólo mais importante do que é para o futebol.

Interessante

O vice-presidente de futebol do São Paulo Futebol clube, conseguiu uma proeza. Ontem e hoje, a Folha de São Paulo publicou, na seção Painel do Leitor, duas extensas cartas do dirigente. Ele protesta contra nota do Painel FC,  que teria publicado nota errada, sobre declaração feita num clube de São Paulo. As cartas ocuparam mais de 20% de toda seção num procedimento pouco comum. Ao final, numa nota de rodapé, o jornal confirma que o dirigente tricolor não estava no clube, e, portanto, não poderia ter feito aquela declaração. Acho justo que um dirigente queira que suas palavras editadas de forma correta. Mas eu , em todo tempo que ocupei cargo no futebol, jamais procurei enviar carta cobrando retificações. Conhecendo o futebol( e o jornalismo)  e, se tivesse o mesmo procedimento, ficaria escrevendo carta o dia todo. Por esta razão não dou crédito absoluto pra tudo que leio. E não desminto nada. O tempo se encarrega de retificar as inverdades .

Mar 25, 2012

Corinthians e Palestra.

Neste domingo teremos mais um duelo de Corinthians e Palestra. Para muitos é o maior “clássico” do nosso futebol. E há motivos. Há quase cem anos se enfrentam com toda a emoção que só o futebol é capaz de apresentar. Alcântara Machado, grande escritor modernista, encantou todos com seu famoso conto Corinthians 2 X Palestra 1 . Um marco para o clássico  do futebol e para a literatura brasileira. Pela primeira vez num livro, uma partida de futebol, seus jogadores e torcedores são os elementos da narrativa do conto. Um clássico com histórias de todo tipo. Começou no inicio do século passado numa cidade que era quase italiana e dois times com as mesmas origens. O Corinthians, fundado em 1910, quase só por italianos, e o Palestra, alguns anos após , também pelos “oriundi”. Dividiram a liderança em nosso futebol acompanhado pelo Paulistano ( time da “elite” da cidade). Nos primeiros 40  anos, com o dinheiro fácil dos imigrantes italianos enriquecidos, o Palestra pode mostrar enorme poder de fogo. Enquanto o Corinthians crescia na periferia, o Palestra se enrolava com a ascensão do facismo de Mussolini. O dinheiro fácil dos comentadores deu sucesso, porém, plantou o vírus  que levaria a comprometer seu futuro. Enquanto os italianos da Zona Leste abriram-se para outras colônias, o compromisso dos ricos “oriundi” da zona oeste,  fecharam-se num mundo de exclusividade e racismo. Dinheiro e facismo cobraram um preço alto. O Timão passou a receber árabes, armênios,  judeus, espanhóis, brancos, negros e amarelos e, com a industrialização em massa da região, foi tornando-se o clube dos nordestinos e dos baianos. O que era um orgulho de ser um clube ” sem mistura” virou um pesado ônus. Permitiu ao Corinthians dar um salto à partir dos anos 30 e 40 e tornar-se a maior torcida da cidade. O clássico deste domingo – mesmo sendo um jogo do “Paulistinha”, como diz o Juca- é , e sempre será, um encontro que renova a rivalidade de séculos. Tem o sabor dos primeiros jogos, e isso, torna o futebol um esporte singular que toca a alma do torcedor.

Na veia.

O artigo de hoje de Tostão na Folha não será lido com muito agrado pelos dirigentes de nosso futebol. Ele aponta que um dos grande problemas de nosso futebol é o campo confuso em que ficam dirigentes com interesses nos negócios do futebol. E diz que é preciso decidir  “ser empresários do esporte ou dirigente. ” Existindo os dois há “um nítido conflito de interesse”. Cada dia mais o Tostão mostra que, além de bom de bola, tem rara qualidade no jornalismo atual. Viva!

Mesa redonda ou quadrada

A Folha de hoje , no Caderno Ilustrada, publica longa matéria sobre  os programas esportivos da TV. É uma boa narrativa mais faltou colocar o problema da queda de audiências dos tais programas. A transmissão exaustiva de jogos de futebol atingiram os programas de esporte  que, hoje, perdem audiências aos montes. E são todos os canais. Na TV aberta ou fechada tudo tem seu público reduzido. Seria importante que a Folha tivesse entrado neste espinhoso problema. Não foi o que ocorreu. Ficou uma matéria do óbvio e nada mais.

Mar 18, 2012

Um ou outro

O portal UOL da Folha de S.Paulo anda confuso sobre as notícias do estádio do Corinthians.
Um dia a notícia é que os Governos do Estado, Município e União vão ajudar a construção. Cálculos, frases em off e um monte de informação dos “auxílios” que o Timão receberá dos governos.
Outro dia, como se o mundo tivesse virado de ponta cabeça, vem a notícia que o Corinthians fará empréstimo pra tocar a obra; que o Clube, ainda, não é dono de nada; que é de um fundo e que o Corinthians ficará com uma enorme dívida (de 800 mi/ 1 bi).
Seria bom que o portal encontrasse um caminho. Ou o estádio é uma doação, como diz o UOL alguns dias, e o Timão ficará numa boa; ou não, e o Corinthians ficará com uma enorme dívida a pagar.
Não dá para falar em ajuda, auxílio e, em seguida, dizer que o Clube terá que pagar tudo em um tempo curto.

Reforma do Morumbi
Quando foi decidido que o abertura da Copa seria no estádio do Corinthians, o SPFC disse que faria as reformas do Morumbi mesmo sem Copa. A mídia não informa se a reforma esta sendo executada, ou não.
Deve estar com obras aceleradas.

Triunvirato ou Duelo.
A Folha disse que a CBF (Confederação Brasileira de Futebol), com a saída de Ricardo Teixeira, iria ser dirigida por um triunvirato (Marin, Ronaldo e Andrés).
O jornalista PVC (Paulo Vinicius Coelho), do Estadão, neste domingo, 18/3, vê outro quadro. Para ele haverá uma guerra entre dois grupos: as federações, com Marco Polo Del Nero; e os Clubes (com o ex-presidente do Corinthians Andrés Sanches). Seria, na visão do PVC, uma guerra paulista, com os outros Estados apoiando um ou outro. Será?
Continuo achando que o Rio de Janeiro aceita entregar o Cristo Redentor, mas lutará, até a morte, para manter o controle da CBF e do COB.

Mar 15, 2012

Oh México!

 

(Alfredo Volpi. “Ogiva Azul”)

Empate

O Timão poderia ter vencido o jogo de ontem à noite contra o Cruz Azul do México. Foi muito superior e teve um número enorme de chances para marcar. Não o fez. Paciência. O resultado foi bom, mas poderia ter sido melhor. O time alvinegro é organizado, determinado, quase mecânico e é difícil de ser vencido. Deplorável foi a conduta daquela torcida de mexicanos. Digo a verdade: não tenho nenhuma simpatia pelo México: odeio a comida (rrrrr), não gosto da música deles, não faço turismo por lá, nunca fui atraído por sua literatura, e tenho horror de suas  novelas. Enfim, nada que aponte um pingo de simpatia, exceto pelo apoio que o povo mexicano deu aos republicanos espanhóis contra o facismo de Franco. Mas aquela conduta da torcida, jogando tudo  contra os jogadores, parecia coisa dos anos 1950.
Que triste, México!

Uma cervejinha

Essa discussão sobre bebidas alcoolicas nos jogos da Copa está num estágio maluco. Quem deve decidir se isto é aceitável ou não é o Ministério da Saúde. Ele é o órgão que comanda a política desta área no país. Deputados evangélicos, deputados “do Copo” e “da Copa”,  deveriam deixar este tema em nível secundário. Se o Ministério entender que a bebida alcoolica deva ficar fora destes eventos, que diga isto clarament. E ao Brasil caberia sustentar para a Fifa que aqui é assim. Como em muitos países do mundo, o alcool é vendido com restrições de idade e de local. E a Fifa vai aceitar. Quem luta contra são os fabricantes de bebidas do Brasil e do Mundo.

Como faz a indústria do cigarro, que é muito ativa na defesa do vício e de seus consumidores.

Porta fechada

Os jornais e as rádios vêm dizendo que a nova Direção do Corinthians tomou uma medida exemplar: os Empresários de jogadores não terão mais acesso livre à sala do Presidente, como vinha ocorrendo nos últimos anos. Resultado: muitos aplausos e elogios midiáticos.
Mas, peraí! Isso é elogiativo ou “criticativo”, como diria um membro da arquibancada?
Que dizer de empresários que entravam a qualquer hora na sala da Presidência?  Bela mudança, parabéns!
O problema é que isso não deveria ter ocorrido. Nem na sala do Presidente, nem em outro lugar. A relação com os empresários precisa ser formal, pública e sem esse tom de “meu parceiro”, “meu irmão”. É sobretudo uma relação de negócios. E cada um de seu lado. Sem muita proximidade. Nada de viagens “com amigos empresários”. Parabéns pela mudança.
É melhor mesmo manter distância nesta relação.

Parabéns à USP

Os jornais publicam no dia de hoje, 15/3, que a Universidade de São Paulo está entre as 70 mais prestigiadas universidades do mundo. Segundo o hanking britânico THE, um dos mais importantes na avaliação de instituições universitárias, a USP é a única bem classificada na América Latina.
Parabéns à USP e aos uspianos, mas parabéns mesmo ao Prof. Luiz Gonzaga Beluzo, palestrino de quatro costados, que há vinte e tantos anos, convenceu o Governador Quércia, outro palestrino, a fazer uma lei estabelecendo um percentual do ICMS para cada uma das universidades públicas do Estado de São Paulo (Unesp, 2,45%; Unicamp, 2,29%; e USP, 5,25% da arrecadação do ICMS – Decreto 29.598, de 2/2/1989).
Diferente do que ocorre em todas as outras universidades públicas, que não dispõem de vinculação de receitas para seus orçamentos, as universidades paulistas não precisam correr por todo lado para garantir sua gestão e projetos.
Enquanto as outras faculdades públicas sofrem cortes de orçamento, redução de dotações, contingenciamento etc., as instituições paulistas recebem todo mês seu quinhão do ICMS.
Aí está a razão de a USP ocupar a citada posição de destaque. Unicamp e Unesp, que também são beneficiadas, devem melhorar suas gestões, pois o que não lhes falta é financiamento público. 

Mar 14, 2012

CBF, Europa, Adriano e outras questões.

(El Greco. “Frei Hortensio Felix Paravicino”, 1609)

Jogar na Europa

Essa discussão de que jogador brasileiro deve ir pra Europa para ganhar “aprimoramento” e “visibilidade” sempre dá o que falar.
O jogador Neymar diz que não e, pelo que diz a mídia o técnico Mano Menezes, aprova esta ideia. Não sei se esta Europa em crise, financeira e de futebol, seria um lugar de aprimoramento. É certo que ir para um outro país sempre trará ganho a qualquer pessoa. Nova língua, nova cultura, novos amigos, tudo faz com que o craque cresça. Mas isso vale para todo mundo: técnicos, médicos, preparadores etc.  Agora tenho muitas dúvidas se este é o principal problema do futebol brasileiro. Por outro lado, depende para que Europa vai o jogador. E, principalmente, para que Clube.
Há países e clubes europeus em grande precariedade. Ir para estes é retroceder.

Triunvirato?

A Folha, de ontem (terça), diz que com a saída de Ricardo Teixeira da Presidência da CBF a entidade será dirigida por um triunvirato. Seriam o presidente formal, José Maria Marin, o craque Ronaldo e o Diretor de Futebol da CBF, Andrés Sanches.
Não sei. A Folha deve ter lá suas fontes de informação. Mas, pelo que ouço, o primeiro embate será entre os descontentes (as Federações e o Rio) e o novo Presidente.
Será uma luta dura, valendo tudo. Tudo mesmo!
Consolidado o poder (por um ou outro grupo), este passará a dar as cartas. Podendo até ocorrer uma composição de interesses entre os dois.
Mas não haverá triunvirato nenhum.

60 dias ? É muito.

O Estadão de hoje diz que o Diretor de Futebol Andrés Sanches decidirá, em 6o dias,  se fica na CBF. É muito tempo. Como já disse aqui, ele deveria não ter aceito o cargo. Diretor da CBF é para cartola de clube médio. Que faz composições e acordos o tempo todo. No DNA de cartola do Timão não deve ter este vírus.
O Corinthians, pelo seu tamanho, pela enorme inveja que atrai, é Clube de confronto. E não dá para ficar fazendo média com Vasco, São Paulo, Palestra, Flamengo etc. O Andrés deveria demorar 6 segundos e largar este cargo.
Não ganha nada ficando lá.

Adriano, caninha e bebedeira.

Os jornais de hoje, de forma discreta, mas persistente, dizem que o jogador Adriano teria saído do Corinthians por “bebedeira”, ou “caninha” como falam, reservadamente os Diretores do Timão.
Não deveriam falar nada. O problema de Adriano já era sabido e o Clube, quando o contratou, acreditava que poderia recuperá-lo. Não deu certo.
Pronto. Vamos para outro. Não devemos ficar querendo atacar o jogador para contrabalançar as notícias que sempre aparecem do “prejuízo” que o Clube teve.
A UOL chega a dizer que o atleta custou 12 mil por minuto ao Corinthians. Que ganhou 4,2 milhões etc. Deu errado. Deu prejuízo. Mas poderia dar certo? Poderia.
A falha do jogador já era conhecida. E a do Clube ficou clara em todo o período. Agora, ficar falando em bebedeira é um equívoco. O que poderia fazer o Clube é começar a promover palestras aos jogadores sobre o problema do alcoolismo. Especialmente aos jovens atletas, que aprendem que “uma cerveja” não faz mal. Para isso devem contratar especialistas de bom nome. Não vão querer fazer isso com nosso Departamento Médico. Aí não vai dar certo.
Como não deu com o Adriano.

Tostão

” Adriano só tem chance de jogar futebol, em bom nível, quando tratar, para valer, de seus problemas psíquicos e sociais, por quem entende muito do assunto. Não adianta apenas dar conselhos nem tapinhas nas costas “. Tostão, na Folha de hoje. Escreveu tudo em uma frase curta. Craque no campo e no computador. Viva !