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Apr 1, 2014

Futebol e o regime de 1964

De jogador preso a torturador: quando ditadura e futebol se misturaram

‘Pra frente, Brasil’, Brasileirões inchados e jogadores fichados: golpe militar completa 50 anos; relembre quando o esporte se envolveu com o regime

Por Daniel MundimRio de Janeiro

“Democracia para esses democratas não é o regime da liberdade de reunião para o povo: o que eles querem é uma democracia de povo emudecido, amordaçado nos seus anseios e sufocado nas suas reivindicações.”

Tal trecho faz parte do famoso Comício da Central, realizado no dia 13 de março de 1964 pelo então presidente do Brasil, João Goulart, no Rio de Janeiro. Na ocasião, diante de cerca de 200 mil pessoas, Jango assinou dois decretos que iniciavam as reformas de base que defendia (agrária, bancária, administrativa, universitária e eleitoral). Foi o estopim para a ala conservadora da sociedade brasileira agir. Com o pretexto de que João Goulart pretendia instalar um regime comunista totalitário no país (veja no vídeo como os militares usaram o Comício da Central), os “democratas” citados pelo então presidente organizaram o golpe.

Em 1º de abril de 1964, Jango era deposto, e os militares assumiam o poder. Foi instalado um regime que mudou o rumo da sociedade e de muitas instituições brasileiras, e o futebol, como uma das principais manifestações de identificação cultural do país, não foi poupado. No dia em que o golpe militar de 1964 começou a ser instaurado no Brasil completa 50 anos, o GloboEsporte.com relembra alguns personagens, histórias e momentos em que ditadura e futebol se misturaram. E não foram poucos.

‘PRA FRENTE, BRASIL!’

João Saldanha (Foto: Ag. Estado)
João Saldanha foi retirado do comando da Seleção pelos militares (Foto: Ag. Estado)

“90 milhões em ação, pra frente, Brasil, do meu coração”. Qualquer amante do futebol, de qualquer idade, reconhece os versos que embalaram o tricampeonato mundial do Brasil, em 1970. A canção de Miguel Gustavo foi o símbolo do uso da seleção brasileira para promover o discurso ufanista do governo de Médici. A publicidade do governo militar, que tinha como principal mentor o coronel Otávio Costa, chegou em seu auge. Mas a intervenção naquele time foi mais explícita.

João Saldanha, técnico que assumira a Seleção em fevereiro de 1969, era comunista. A escolha do treinador se deu pela popularidade de Saldanha, que participava de programas de rádios do Rio de Janeiro. Mas a postura do comandante incomodava, e em março de 1970, a poucos meses do Mundial do México, a comissão técnica do time brasileiro foi toda alterada.

Ainda no início de carreira, Zagallo assumiu o comando. A chefia da delegação para a Copa ficou com o major-brigadeiro Jerônimo Bastos, cujo braço direito foi o major Roberto Câmara Lima Ypiranga de Guaranys, que ficou responsável pelo esquema de segurança durante o torneio. O nome de Guaranys pode ser encontrado na lista dos torturadores do regime militar.

Nome do major Guaranys, chefe da segurança do Brasil em 1970, entre os torturadores da ditadura (Foto: Reprodução/Documentos Revelados)Nome do major Guaranys, chefe da segurança do Brasil em 1970, entre os torturadores da ditadura (Foto: Reprodução/Documentos Revelados)

Em campo, o Brasil formou um de seus maiores times da história, e o grandioso triunfo diante da Itália foi perfeito para o governo, como relata o historiador Carlos Eduardo Sarmento no livro “A Regra do Jogo: uma história institucional da CBF”: “A catarse coletiva, contudo, foi largamente manipulada para que se transformasse em um patriotismo servil, com a vitória em campo associada a uma conquista do regime militar.”

AFONSINHO E SEU JEITO SUBVERSIVO

Afonsinho, ex-jogador de Botafogo e Santos (Foto: Reprodução/TV Globo)
Afonsinho, ex-jogador de Botafogo e Santos (Foto: Reprodução/TV Globo)

Filho de ferroviários de Marília, no interior de São Paulo, Afonso Celso Garcia Reis conviveu desde criança com causas sociais. E carregou consigo os ideais formados na infância para o resto da vida. Revelado pelo XV de Jaú em 1962, Afonsinho se destacou dentro e fora de campo pelas posições firmes e pela conquista do passe livre dos jogadores que inspiraram até música – “Meio de Campo”, de Gilberto Gil – e filme – “Passe Livre”, de Oswaldo Caldeira. Em 1965, o ex-meia foi para o Botafogo, onde ganhou os principais títulos e chamou a atenção dos militares.

Estudante de medicina na UERJ, o jogador participava de grupos de discussão e seguia sua luta para se tornar dono do próprio passe. A barba e cabelos compridos ajudavam a criar a imagem “subversiva” do meia, socialista declarado. Tudo que fazia e dizia era observado.

– A questão do passe na qual me envolvi gerou repercussões muito grandes de natureza política. Aquilo acabou tomando vultos que não interessavam ao regime militar. O rumo que aquilo acabou tomando foi enorme. Minhas posições tinham relação política grande – avaliou Afonsinho.

Os problemas começaram no clube. O estilo de vida do jogador não agradava o conservador técnico Zagallo. Afonsinho treinava separado do restante do elenco. E não jogava. A saída foi ir embora. Passou por Olaria e Vasco até chegar no Santos, em 1972, onde sentiu mais próxima a vigia dos militares.

– Em uma excursão internacional do Santos, o jornalista da delegação teve uma posição muito digna. Na volta, ele me procurou e disse que havia sido abordado por órgãos de segurança para saber se na viagem eu fazia alguma coisa, procurava uma embaixada, algo assim – confidenciou.

NANDO: O ÚNICO JOGADOR ANISTIADO

No dia 9 de dezembro de 1971, o Brasil venceu a Argentina por 1 a 0 e garantiu sua vaga nos Jogos Olímpicos de Munique, realizados no ano seguinte. O gol da vitória brasileira foi marcado por uma jovem promessa: Zico. Nas Olimpíadas de 1972, a surpresa: o técnico Antoninho não levou o garoto Arthur. Na época, o ídolo do Flamengo não fazia ideia das razões para o corte da Seleção. Mas seu irmão, o também jogador Nando, tinha certeza de quais motivos levaram à saída do caçula da família Antunes da equipe olímpica brasileira.

Incentivado pela prima Cecília Coimbra – fundadora e presidente do grupo Tortura Nunca Mais –, em 1963, Nando, que cursava a Faculdade Nacional de Filosofia, e a irmã Zezé passaram no concurso do Plano Nacional de Alfabetização (PNA), programa criado por Paulo Freire. Após o golpe militar, o PNA foi extinto e seus membros considerados subversivos. Já atuante no futebol, Nando decidiu se dedicar exclusivamente ao esporte. Passou pelo futebol capixaba e pelo America-RJ, e nos dois clubes foi mandado embora sem maiores explicações. Em 1968, rumou para o Ceará, onde a situação melhorou. Até receber uma proposta do Belenenses, de Portugal.

Meteram o capuz na gente, ficamos quatro dias em um corredor, em uma cela. Passamos dois dias inteiros em pé. O braço descia e eles metiam o mosquetão nas costas

Nando, irmão de Zico, preso e torturado pela ditadura em 1970

Aos 22 anos de idade, Nando não teve as garantias prometidas pelo clube português e foi perseguido pela polícia da ditadura de Salazar. Com a ajuda de amigos, conseguiu voltar ao Brasil, mas teve dificuldades em seguir a carreira. Em agosto de 1970, no auge da repressão do governo Médici, a prima Cecília e o marido foram presos. Enquanto consolava a tia, Nando e os primos foram surpreendidos com o toque da campainha.

– Um dos meus primos foi atender, e aí entraram aqueles f… da p… com metralhadora. Levaram a gente, eu mostrei a carteira, me conheceram na hora, e pedi para o Custódio (Coimbra) ficar. Ele ficou com a mãe, o resto foi todo mundo em cana. Três irmãos, só liberaram o médico. Meteram o capuz na gente, ficamos quatro dias em um corredor, em uma cela. Passamos dois dias inteiros em pé. O braço descia e eles metiam o mosquetão nas costas – relembra.

Nando e os primos foram levados para a rua Barão de Mesquita, no bairro da Tijuca, no Rio de Janeiro. Os irmãos Edu e Antunes fizeram plantão na porta do local para que fossem liberados, e o fato de serem conhecidos ajudou na tarefa. Nando saiu fichado, mas com a ajuda do pai, que conhecia o presidente do Conselho Nacional do Desporto (CND), conseguiu limpar seu histórico. Ainda jogou pelo Gil Vicente, de Portugal, mas sem sucesso. Em 2010, Nando se tornou o único jogador de futebol do Brasil a ser anistiado.

– Em 1969, o Edu foi o craque do ano. Era barbada para ser convocado para a Seleção. No pré-olímpico, o Brasil se classificou com um gol do Zico, que era o principal jogador do time. O João Havelange pediu a relação dos jogadores que iam para as Olimpíadas e devolveu faltando um jogador. Tudo isso por causa do meu envolvimento com o PNA e com os meus primos – recorda.

PLACA PARA GEISEL

Carlos Alberto Torres e Pelé entregam placa a Geisel (Foto: Reprodução/Arquivo O Globo)
Carlos Alberto Torres, Leão e Pelé entregam placa a Geisel (Foto: Reprodução/Arquivo O Globo)

No dia 6 de outubro de 1976, o Maracanã recebeu um amistoso entre a seleção brasileira e o Flamengo. O jogo foi em homenagem ao jovem meia rubro-negro Geraldo, que morrera em agosto daquele ano, vítima de choque anafilático quando realizava uma operação para retirada das amídalas. A renda dos mais de 140 mil pagantes seria destinada à família do jogador. A partida foi também a última de Pelé com a camisa da Seleção.

O Flamengo venceu por 2 a 0, mas no intervalo do jogo sobrou tempo para um ato político. Três jogadores do Brasil se encontraram com o presidente Geisel, que estava nas tribunas do Maracanã. Como escreveu o jornal O Globo na edição do dia 7 de outubro de 1976, “Pelé, Carlos Alberto e Leão, lhe entregaram, respectivamente, um cartão de prata em agradecimento pela regulamentação da profissão de atleta, uma Bíblia e um troféu”.

‘ONDE A ARENA VAI MAL, UM TIME NO NACIONAL’

A frase acima, segundo o historiador Carlos Eduardo Sarmento, é atribuída ao Almirante Heleno Nunes, presidente da CBD entre 1975 a 1979, e depois da recém-criada CBF, no biênio 1979-1980. Heleno era presidente da Aliança Renovadora Nacional (Arena) – partido governista criado após o golpe – no Rio de Janeiro. Atendendo a interesses dos aliados políticos em diferentes estados, a CBD passou a convidar equipes para participar do Campeonato Brasileiro.

Em seu segundo ano à frente da instituição, Heleno incluiu mais 12 equipes no torneio, que teve 54 times. Em 1977, o número passou para 62. Mas em 1978, ano de eleições, a lista de convidados aumentou. Foram 74 times, sendo 11 estreantes. Um exemplo do uso político do campeonato foi o Itabuna, como explica o jornalista Roberto Assaf no livro “História Completa do Brasileirão”.

“O Itabuna entrou no campeonato bancado por um mutirão integrado por produtores de cacau, maior riqueza da região, e pelo governo do estado, que era da Arena, e que estava de olho na prefeitura do município, ocupada pelo MDB”

falcão internacional 1979 brasileirão (Foto: Agência Gazeta Press)
Inter campeão Brasileirão de 1979: campeonato com 94 clubes (Foto: Agência Gazeta Press)

 

Em 1979, o Brasileirão teria a sua edição com o maior número de participantes da história – e que dificilmente será batido: 94 clubes, com 23 estreantes. Curiosamente, foi o único ano em que o campeão conquistou o título de forma invicta. Com 16 vitórias e sete empates, o Internacional levou seu tricampeonato.

REINALDO: O PUNHO DO PROTESTO

Artilheiro do Brasileirão de 1977 com 28 gols pelo Atlético-MG, o jovem Reinaldo, então com 20 anos, já era a alegria da massa. No ano seguinte, chegou à Seleção e foi levado por Coutinho para a Copa do Mundo na Argentina. Mas os gols que marcou pelo Galo chamaram atenção do presidente Ernesto Geisel. O punho cerrado e levantado, um símbolo socialista, era a marca do jovem atacante a cada tento que fazia. Na preparação para o Mundial, quando o time brasileiro estava no Palácio Piratini, sede do governo gaúcho, em Porto Alegre, Geisel deixou um recado para o jovem Reinaldo.

reinaldo atlético-mg (Foto: Mauricio Paulucci)
Reinaldo e sua marca registrada (Foto: Mauricio Paulucci)

– Quando fomos recebidos no Palácio Piratini, o Ney Braga, ministro da Educação, me conduziu para o presidente, que disse: “É esse que é o garoto? Você está bem, joga bem. Mas não fala de política, menino. A gente trata de política”. Diante de um general, fardado, tudo que pude responder foi “sim, senhor” – conta o maior ídolo atleticano.

O recado estava dado. Porém, na estreia do Brasil, contra a Suécia, em Mar del Plata, quando Reinaldo marca o gol de empate por 1 a 1, não hesita em parar e erguer o punho direito, mesmo que por poucos segundos. O atacante ainda jogaria a próxima partida, contra a Espanha, mas não voltaria mais ao time. Segundo o ex-jogador, o Almirante Heleno Nunes, presidente da CBD na época, tirou ele e Zico do time. Mas o Rei não se queixa.

– Na minha vida de jogador, não tinha tempo para protestar, armar nada contra o governo. Não era assim. Claro que tem ficha minha no Dops (Departamento de Ordem Política Social), pelas minhas amizades, pelos eventos que eu ia, lançamento de livros. Mas participei dessa geração de luta. Hoje, com meus 57 anos, estou desfrutando de uma democracia na plenitude. Esse é o meu grande orgulho. Alguns pagaram com a vida para isso. Eu simplesmente participei dessa geração dentro do futebol.

SÓCRATES, CASÃO E ATÉ PELÉ: OS FICHADOS DO DOPS

Ficha de Sócrates no Dops SP (Foto: Reprodução/Arquivo do Estado de São Paulo)
Ficha de Sócrates no Dops SP (Foto: Reprodução/Arquivo do Estado de São Paulo)

Na fase final da ditadura, um movimento marcou o futebol brasileiro. Em 1981, liderado por Sócrates, Casagrande e Wladimir, o Corinthians iniciou a chamada Democracia Corintiana, onde jogadores, comissão técnica e diretoria decidiam tudo no clube por meio do voto. A iniciativa não foi uma surpresa para quem conhecia seus mentores, principalmente o Magrão. Sócrates era atuante no movimento a favor das eleições diretas, além de ser esquerdista.

Com tal atuação, os atletas eram observados pelo regime militar e tinham fichas no Dops. Nos arquivos relacionados ao “Doutor”, aparecem registros de jornais que citam a participação do ex-jogador em alguns eventos, incluindo uma sessão do Movimento Pacifista Brasileiro. Nem mesmo Pelé escapou. O prontuário do Rei relata que o atleta recebeu pedido de indulto de três presos políticos e comprou ações de uma rádio.

Ficha de Pelé no Dops SP (Foto: Reprodução/Arquivo do Estado de São Paulo)
Ficha de Pelé no Dops SP (Foto: Reprodução/Arquivo do Estado de São Paulo)

 

 

DIDI PEDALADA: JOGADOR TORTURADOR

Cruzeiro-RS de 1969, Didi Pedalada terceiro agachado (Foto: Reprodução/Cruzeiro-RS)
Didi Pedalada: agachado, o terceiro, da esquerda para a direita, com o Cruzeiro-RS de 1969 (Foto: Reprodução/Cruzeiro-RS)

Em novembro de 1978, o jornalista gaúcho Luiz Cláudio Cunha, à época repórter da sucursal da revista Veja em Porto Alegre, recebeu um telefonema anônimo. Na ligação, Luiz foi alertado de que um casal uruguaio, que morava na capital gaúcha, fora sequestrado. O repórter, ao lado do fotógrafo João Baptista Scalco, foi até o apartamento citado pela denúncia.

Lá, descobriram que militares uruguaios e brasileiros estavam em uma ação clandestina, que fazia parte da Operação Condor – aliança dos regimes sul-americanos de combate a opositores –, na qual os militantes da oposição uruguaia Universindo Rodríguez Díaz e Lílian Celiberti e seus dois filhos haviam sido sequestrados. A operação foi desfeita, e o casal, que seria assassinado, libertado. Em 1980, a Justiça brasileira condenou dois policiais: João Augusto da Rosa, do Dops gaúcho, e Orandir Portassi Lucas, mais conhecido como Didi Pedalada.

Didi se destacou nos anos 60 e 70 atuando por Internacional e Atlético-PR. Jogou também por Guarany de Bagé e Cruzeiro-RS e em clubes do México e dos Estados Unidos. Ao encerrar a carreira, se tornou escrivão da polícia e, segundo os relatos de Universindo, um dos seus sequestradores que mais o torturavam. Didi faleceu em 2005, vítima de parada cardíaca.

 

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Mar 30, 2014

Campeão Paulista de 1914: um título para nunca esquecer

1914

Equipe principal do Corinthians que venceu o campeonato de 1914.Américo .Peres, Amilcar , Aparício e Neco ( em pé). Police, Bianco e César (agachados).Fúlvio, Aristides e Casemiro (sentados).

 

O ano de 1914 é um marco importante na história do Corinthians . O clube, nascido em 1910, disputava pela segunda vez o campeonato paulista.

Foi um ano atribulado para o futebol paulista.Brigas acirradas ,algumas antigas e outras novas, com clubes ameaçando abandonar jogos e o campeonato. No fim de tudo a cisão entre as duas federações.

Muitos foram os motivos das brigas que levou a separação mas , é inegável, que a popularização do futebol não era bem vista pelos times da influente elite paulistana.

A entrada do Corinthians no campeonato incentivava a chegada de outros clubes de bairros populares. Traziam novos jogadores e um público diverso daquele que frequentava os torneios , fato que choca parte dos dirigentes.

A campanha do Corinthians – no ano de 1914 foi arrasadora: o time venceu com grandes placares,jogando bonito e ganha seu primeiro título de campeão paulista.

Campeão invicto de 1914, com grande destaque para Neco que começava sua brilhante carreira.

A elite paulistana entrava em parafuso com a chegada de um “time de carroceiros” – como eram atacados os corinthianos- e ,já no segundo ano- campeão invicto.

Neste ano, completa um século- em que o Corinthians começou seu domínio no futebol paulista e brasileiro.

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Mar 29, 2014

Ué ! Não era doação? E a propriedade não era de outro ?

 

Corinthians terá de pagar BNDES  já em 2015

 

rodrigo mattos

 

O Corinthians terá um cenário financeiro ainda mais apertado com o Itaquerão. Isso porque o clube terá de destinar toda sua renda no estádio para pagar empréstimo do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Social e Econômico) a partir de julho de 2015, segundo a Caixa Econômica Federal, intermediadora do negócio. A expectativa inicial do clube era iniciar a quitação mais tarde.

Explica-se: o programa de financiamento do BNDES para estádios da Copa-2014 prevê três anos de carência para os empréstimos. Só que não especifica quando que começa a ser contado o prazo.

Pelo entendimento inicial dos cartolas corintianos, os pagamentos começariam três anos após a assinatura do contrato, que ocorreu em novembro de 2013. Neste cenário, só a partir do final de 2016 é que teria de se iniciar a quitação do valor de R$ 400 milhões.

“As amortizações vão começar em julho de 2015, prazo que foi acordado entre a CAIXA e os representantes da Arena Itaquera”; afirmou a assessoria da Caixa, citando a empresa que é administradora do estádio.

Pelo modelo do fundo do Itaquerão, a Caixa tem prioridade para receber todas as receitas do estádio para quitar as parcelas do empréstimo. Se houver sobra, será destinada a pagar dívidas restantes com a Odebrecht.

O Corinthians só ficar com valores “residuais” que restarem dessas duas mordidas. Pior, os primeiros anos de financiamento são os mais duros.

Por isso que dirigentes do clube apostavam em ganhar fôlego financeiro durante o período de carência de três anos. Ou seja, as receitas do estádio poderiam ser usadas para pagar a Odebrecht e sobrariam para o clube. Mas isso agora só vai ocorrer por menos de um ano.

Afinal, o Corinthians só poderá de fato lucrar com o estádio depois da Copa-2014 quando lhe for devolvido pela Fifa. E ainda terão de ser feitas obras de adaptação na arena para o clube. Isso dará aos corintianos menos de um ano para levantar recursos sem o peso do pagamento do empréstimo.

Um dos motivos para o período mais exíguo de carência pode ter sido a demora de sair o empréstimo do BNDES. O contrato só foi assinado em novembro de 2013 e a primeira parcela paga nesta semana. Mas a operação de financiamento está aprovada no banco estatal desde julho de 2012, justamente três anos antes do início do prazo de pagamento.

A demora foi causada por discussões em torno de garantias que ocorreram com o Banco do Brasil e com a Caixa Econômica Federal

www.folha.com.br

Mar 26, 2014

Burrice pouca é bobagem

UOL: Você se arrepende de ter demitido Tite na época da MSI por causa do Coelho ter batido um pênalti no lugar do Tevez? Depois Tite foi campeão mundial…

Kia Joorabchian:

Eu não demiti o Tite por causa disso (pênalti). Ele fez ótimo trabalho, ainda como torcedor eu agradeço pelo que ele fez pelo Corinthians. Ele foi ótimo por um tempo. Mas veja… não dá pra comparar o Cristiano Ronaldo de 2004 com o de 2014, que ganhou duas a vezes Bola de Ouro. Ele era um menino de 16 anos. Ele amadureceu. Os anos de 2004 e 2005 foram outra época. Tite também era jovem, e tinha outros problemas políticos. Dualib falava que ele estava do lado do (então vice-presidente Antônio Roque) Citadini. Quantos técnicos entram e saem de um clube e voltam depois de dois, três anos? Luxemburgo foi demitido de um clube, voltou várias vezes e ganhou. Tite hoje é muito bom técnico, mas entre 2005 e 2011 o que ele ganhou? Que campeonato ele ganhou nessa época?

www.uol.com.br

Blog do Citadini:

Acho que a versão de que Tite foi demitido por causa do penalty melhor. Burra, sem dúvida. Mas a nova versão é pior ainda. Tite é grande profissional, como os tempos provaram. Só uma visão pequena poderia fazer uma ato como este.

Mar 25, 2014

Será que vai ?

Clube fixa prazo para negociar Emerson

Um assunto que a diretoria do Corinthians quer resolver até a estreia do Brasileiro, em 20 de abril, é a situação de Emerson. Mano Menezes não conta com o atacante, que tinha como defensor o ex-diretor de futebol, Roberto de Andrade.

O presidente Mario Gobbi deu sinal verde para que o jogador seja negociado. O último gol marcado por ele foi em julho passado. Com contrato até julho de 2015, Emerson recebe cerca de R$ 300 mil mensais.

“Se eles têm interesse em negociar o Emerson, precisam me avisar primeiro. Até agora, não disseram nada”, disse o empresário Reinaldo Pitta.

www.folha.com

Mar 25, 2014

Será ?

Emerson está nos planos do Botafogo e pode deixar o Corinthians

Atacante pode ser emprestado para o clube carioca até o fim do ano

Raphael Ramos – O Estado de S.Paulo

SÃO PAULO – Sem espaço no Corinthians, Emerson Sheik pode defender o Botafogo até o fim do ano. O atacante está nos planos do clube carioca, que estuda fazer uma proposta por empréstimo. O entrave está no salário de Emerson, que ganha R$ 520 mil por mês. A ideia dos cariocas é propor um negócio semelhante ao feito entre Corinthians e São Paulo com Alexandre Pato. Assim, o Botafogo só pagaria metade do salário de Emerson e o restante continuaria sendo bancado pelo Corinthians.

 

Emerson pode voltar a jogar no Rio - Alex Silva/Estadão
Alex Silva/Estadão
Emerson pode voltar a jogar no Rio

 

A proposta não agrada à diretoria corintiana. Mas é possível que o clube aceite porque dificilmente Emerson voltará a jogar com Mano Menezes. E não compensa ter no elenco um jogador tão caro encostado. Mesmo recuperado de dores na coxa direita, ele foi barrado pelo treinador do jogo diante do Atlético Sorocaba, no último domingo, no Pacaembu, na despedida da equipe do Campeonato Paulista. Agora, o Corinthians só voltará a disputar uma partida oficial em 19 de abril, quando estreia no Campeonato Brasileiro diante do Atlético-MG.

O empresário do atacante, Reinaldo Pitta, diz ainda não ter sido procurado pelo Corinthians, mas garante ter recebido pelo menos seis propostas de clubes brasileiros e do exterior interessados em tirar o jogador do Parque São Jorge. Corinthians e Atlético-MG chegaram a negociar uma troca de Emerson por André, ex-Santos, mas as conversas não evoluíram.

Emerson Sheik, 35 anos, tem contrato até o meio de 2015. No fim do ano, ele estará livre para assinar um pré-contrato com outro clube e depois poderá deixar o Corinthians de graça.

www.estadao.com.br

Mar 25, 2014

Ainda sobre estádios e estádios

O CORINTHIANS MAIOR QUE A COPA.
Por Edgard Soares
Roque Citadini me concedeu este espaço em seu Blog para expor minha tese de que o Corinthians não precisaria sediar a abertura da Copa do Mundo para ter um estádio à altura de suas tradições e importância no cenário esportivo brasileiro. Ao contrário do que ele escreveu.
Tenho certeza de que Roque concordará com meus argumentos porque é uma pessoa inteligente.
Afora isso, para os que não sabem, e creio que seja a maioria, sou a pessoa que há mais tempo conhece Roque Citadini no Parque São Jorge, o Roque candidato a dirigente.
Ele estava a meu lado em janeiro de 1991 e fazia parte de minha chapa Força Independente que concorreu as eleições presidenciais daquele ano. Acreditava em minhas propostas, defendi-as e se aproximou em função delas.
Éramos jovens, com menos de 40 anos, e Roque já era nesta data Presidente do Tribunal de Contas do Governo, queria participar da vida política do clube; eu já havia sido eleito em eleições diretas duas vezes conselheiro do Corinthians, além de ter sido diretor de patrimônio do clube.
Roque só voltaria ao Corinthians como dirigente muitos anos depois, em 2.000, como vice-presidente de futebol. Eu fui vice-presidente de marketing de 1995 a 1998.
Roque também sabe que sua eleição à Presidente do CORI em 2006 contou com minha ajuda e costura interna decisiva na diretoria para que ela fosse de consenso. O que não era, antes de minha interferência. Ele, como é um homem honrado, melhor do que ninguém, pode falar a respeito e confirmar o que estou afirmando aqui.
Invoco estas lembranças para que fique claro que Roque e eu não precisamos de intermediários para nos entender e porque se temos um laço de amizade há tantos anos é porque há respeito mútuo entre nós.
O que não quer dizer que não possamos discordar sobre um determinado assunto.
Minhas ponderações são simples:
1) Como qualquer corinthiano estou feliz pelo Corinthians finalmente possuir um estádio próprio.
E torço, mais do que qualquer um, para que este empreendimento não acabe se tornando uma dor de cabeça monumental para o clube.
2) Infelizmente o que se viu até hoje é uma total falta de transparência nesta empreitada e nisso, tenho certeza, Roque e eu concordamos.
3) O que me leva a estranhar quando Roque afirma que não se interessa pelo futuro do estádio e pelas projeções se o mesmo vai dar lucro ou prejuízo, como ele escreveu. “O que interessa é que temos um estádio”. Como não interessa? Parece o Mário Gobbi falando que não interessava de onde vinha o dinheiro do Kia Joorabchian.
4) A par do Itaquerão, que hoje é irreversível, sou obrigado a lembrar que o Corinthians não precisaria do Governo Federal, de incentivos fiscais, do Lula e do estranho favor que a empreiteira Odebrecht está fazendo em relação à construção do mesmo.
5) O argumento de Roque é que sem a Copa do Mundo não haveria dinheiro disponível nem empreiteira boazinha financiando, ela própria, a construção como está acontecendo. Eu diria: infelizmente, se isso fosse verdade. Porque dinheiro do Governo, prioritariamente, não é para construir estádio.
E porque estádio com dinheiro do Governo é caminho certo para super-faturamento e corrupção. Como é que alguém como Roque pode achar que esse é o único caminho?
6) Porém, o que importa, é que no caso do Corinthians, haveria sim, plenas condições de erguermos um estádio contando somente, unicamente, com investidores particulares.
7) Expliquei um milhão de vezes como isso funcionaria (foram cinco reuniões do Conselho Deliberativo a respeito. Nunca, na história do clube, se esmiuçou tanto um projeto de qualquer área como o que apresentei).
Bem, mas isso é passado.
8) O que resta, prezado Roque, é que encarando o estádio como Incorporação Imobiliária, seria possível, sim, construí-lo. E de uma maneira muito, mas muito vantajosa para o Corinthians.
Sou especialista no assunto, minha empresa tem 32 anos, trabalhamos para as maiores Incorporadoras do país, sei do que estou falando.
É algo como você falar a sobre a Prestação de Contas de um dos 600 prefeitos do estado.
9) Poderiam ser outros nomes, outras empresas.
Mas o modelo, que é o mais importante, se encaixaria nas seguintes premissas:  os investidores teriam direito a venda (por tempo determinado de 10.000 cadeiras cativas) e a venda do namimg rights por 10 anos. Todas as outras vendas de naming rights pertenceriam ao Corinthians.
10) As vendas ou aluguéis de camarotes, por exemplo, também pertenceriam 100% ao Corinthians. Assim como aluguéis de lojas, estacionamento, espaço para shows e eventos de qualquer natureza. Repito: só as cativas e a primeira venda do namimg rights.
11) Haveria garantia mais do que suficiente dos investidores identificados. Repito, poderiam ser outros nomes. mas como exemplo no caso que apresentei eles seriam Bradesco, Petros, Banif, Construtora Hochtief (que já construiu mais de 30 estádios em todo o mundo). Terreno comprado e passado em nome do Corinthians desde o primeiro instante. Um seguro de construção, Perfomance Bond, feito em Londres. Zero de dinheiro público no business. Auditoria da Price na operação.
12) A conta fechava porque o estádio para 55 mil pessoas (o que não é nenhum estadiozinho), a 1.800 metros do Parque São Jorge, tinha projeto aprovado e terreno comprado. Tudo isso documentado. Com presença dos investidores ao vivo nas reuniões do Conselho Deliberativo.
13) Não faça como os medíocres, porque você não é medíocre, que se retorciam por eu ter tido a idéia. Isso é mero detalhe.
Tecnicamente, Roque, sabe porque tudo isso era possível, plausível, real? Porque o Corinthians tinha uma demanda reprimida dos torcedores para a aquisição das cadeiras cativas. Porque o naming rights estava vendido para o Bradesco antes de a construção se iniciar. Porque a localização era excepcional.
Qualquer estruturador de negócios competente poderia ter feito isso. Não tenho culpa de ter sido eu.
14) E não consideramos jamais o Marketing Plan com Copa do Mundo.
Concluindo:
Ponderando estes dados, mesmo que sinteticamente, tenho certeza de que Roque quis dizer uma coisa aqui no seu Blog e escreveu algo que permitiu outra interpretação. Não foi feliz, em minha opinião. Acontece.
Todas as colocações públicas de Roque desde 2.000 (ou desde 1991), por sinal, levam em outra direção.
Ele sempre acreditou, ou disse acreditar, na força individual do Corinthians, chegando mesmo a superstimá-la em várias ocasiões. Afirmar que o Corinthians dependeria de uma Copa do Mundo para construir seu estádio é o mesmo que negar tudo o que pregou anteriormente. Seria jogar no ralo suas próprias teses.
Pensando melhor, ele sabe disso. Para finalizar:
Num determinado momento em 2002 convenci o Presidente da FPF, então bastante capitalizada, Eduardo Farah, (eu era vice-presidente de marketing da entidade) a fazer um empréstimo para o Corinthians transformar o estádio Alfredo Schurig num estádio para 35 mil pessoas. Aliás, o mesmo número de público do Pacaembu.
Fiz uma defesa ardorosa da idéia e Farah aceitou. Havia cinco grandes empresas interessadas em propaganda estática no local, de enorme passagem e visibilidade, que amortizariam quase totalmente o empréstimo. O que significava, mais uma vez, sua auto-suficiência para o empreendimento.
Telefonei para o Presidente Dualib e para o Vice-Presidente de Futebol, Roque Citadini. Ambos foram à Federação para um almoço e receber formalmente a notícia. Aliás, a ótima notícia.
A FPF já tinha feito o projeto, que ficou lindo, e o doaria sem custos ao Corinthians. Até o  impacto de trânsito estava solucionado com área de grande estacionamento ligando as duas marginais.
Liguei então para a assessoria da Prefeita Marta Suplicy para quem minha Agência tinha trabalhado, com sucesso, na campanha de 2.000 e porque era importante que ela apoiasse o projeto. Apenas apoiasse, mais nada.
Assim que Farah deu a boa nova aos dois dirigentes corinthianos, na presença da prefeita Marta, que também estava no almoço, Roque pediu a palavra:
“Esse sempre foi meu sonho. Estou super-feliz. Sempre acreditei que o Corinthians poderia fazer sozinho o seu estádio”.
Gravamos então uma entrevista de Roque e Farah falando sobre o assunto para o programa Futebol Paulista e Você que ia ao ar na Rede Vida e na Rede TV! simultaneamente. Conservo até hoje a fita betacam do programa.
Roque, como eu – e como se vê – sempre achou que o Corinthians poderia fazer sozinho o seu estádio. Sem Copa do Mundo.
Estou neste momento no Rio Grande do Norte, mas telefonei para minha Produtora em São Paulo.
Solicitei que fossem ao arquivo e digitalizassem a fita do Futebol Paulista e Você e me mandassem por Internet. Revi a entrevista de Roque. Confirmei mais uma vez:
“Sempre achei que o Corinthians não precisava de ninguém para construir o seu sonho”.
Acredito que ele não tenha mudado de idéia.
Blog do Citadini: 
Este blog, como sabem os internautas , é um espaço de discussões sobre o Corinthians. É amador e feito as pressas entre trabalho e descanso.Quase sempre, sem qualquer revisão de texto.
O que aparece por aqui representa a visão de corinthiano. E , por aqui, aparecem muitas brigas.
O conselheiro Edgard Soares enviou manifestação que publico acima. Poderia ter feito em outros veículos ( seguramente com maiores números de leitura) mas preferiu aqui  pelo gosto  do debate alvinegro.
 Embora fale mais do ” Roque”  do que do estádio, apresenta sua versão. Óbviamente não concordo com tudo que diz  “do Roque”  até porque “esquece” de dezenas de vezes em que estivemos em campos opostos em questões corinthianas. Mas isso não tem a menor importância para o assunto atual.
Na manhã de hoje , os jornais trazem declarações do ex-ministro Célio Borja,  sobre o Movimento de 1964. Diz que o “golpe” ocorreu porque o presidente João Goulart  iria dar um golpe pior do que a ditadura de 1964. Mas haveria o tal “golpe do Jango” ? E como este seria ? Pior do que o regime de 1964?
Todos os que viveram 1964 ( e estavam no poder ) negam o tal “golpe do Jango” que o ex-ministro Célio Borja  traz ao debate 50 anos depois de 31 de março.
Este é o caso do estádio que o Edgard defende. Como ele mesmo diz no inicio de seu texto  “é uma tese”. Poderia ser melhor, pior ou um desastre. Mas é -claramente- uma discussão teórica.
Minha posição sempre foi muito clara neste debate. O projeto apresentado pelo Edgard no Conselho Deliberativo – com todos os louvores- que ele diz ter, era parte de uma acordo eleitoral para a eleição do André Sanchez.  “Votem no Andrés e o projeto vai ao CD”. O atual presidente Mário Gobbi foi claro na reunião quando disse em voz alta – no microfone- dirigindo a Edgard : ” Edgard , está cumprido nosso acordo. O projeto esta no CD”.
Recebi muitas críticas de amigos da oposição quando fui o primeiro a questionar aquela discussão toda. Embora todos soubessem que era uma “barganha eleitoral” queriam  que o veto ao projeto só viesse da parte da diretoria que não concordava. Não achei correto. Estas questões do Corinthians estão acima de situação e oposição. E disse o que pensava.
Tambem fui contra os projetos da diretoria que vinham na mesma linha. O próprio Luiz Paulo Rosemberg ficou uma “arara” quando questionei o estádio do Pacaembu e o estádio de 30 mil lugares em Itaquera ( ou outro lugar).
Disse- e não tenho porque mudar- que a Copa abria um novo tempo no futebol. E que, se a abertura do evento não fosse no Morumbi, o novo estádio só poderia vir pelo Corinthians. O “Edgard” sabe o quanto questionei o Andrés por ter ido ao “inicio das obras com Lula e Serra  no Morumbi”.
Esclareço apenas que tivemos vários projetos discutidos à época. Em todos tive a mesma opinião. Ou entramos na Copa ou ficaremos sem estádio. E não se trata de ganhar nada do governo, não. A Copa alavanca investidores, dinheiro, governos etc. Tanto que o SPFC estava louco para  entrar no trem.
Por último lembro ao Edgard que este não foi o único projeto de estádio que apresentou ao Corinthians. Louvo o esforço mas acredito que a opção pela Arena Corinthians em Itaquera- como parte da Copa- foi o melhor caminho. Por mais que vc e o Luiz Paulo Rosemberg  digam o contrário.  
Mar 24, 2014

O Domingo é de Romarinho.

 

Timão se despede do Pacaembu com três de Romarinho, e rebaixa Sorocaba

 

São Paulo (SP)

Com a eliminação confirmada no último final de semana, o Corinthians precisava encerrar a sua participação no Campeonato Paulista de forma honrosa, afinal, o último compromisso também marcaria sua despedida do estádio do Pacaembu. Sendo assim, os comandados de Mano Menezes não decepcionaram o pequeno público que encarou o frio paulistano na tarde deste domingo, vencendo o Atlético de Sorocaba com facilidade, por 3 a 0.

Para se despedir do Pacaembu em grande estilo – o próximo compromisso da equipe, já pelo Campeonato Brasileiro, será na Arena Corinthians – o time alvinegro contou com Romarinho em tarde inspirada. O atacante abriu o marcador ainda no primeiro tempo, ampliou de cabeça já na segunda etapa e finalizou sua exibição de gala marcando o terceiro.

Com o resultado, o Corinthians se despede do Pacaembu neste Campeonato Paulista na terceira colocação de seu grupo, com 24 pontos. Já eliminado da competição estadual, o time de Mano Menezes agora foca na Copa do Brasil e no Campeonato Brasileiro. O próximo compromisso marcado é apenas no dia 20 de abril, contra o Atlético-MG, fora de casa, na estreia da Série A.

O Atlético Sorocaba, por sua vez, que precisava vencer o seu compromisso e ainda torcer por uma combinação de resultados para escapar da degola, teve que amargar o rebaixamento à Série A2 do Campeonato Paulista. Ao lado da equipe derrotada neste domingo, Paulista de Jundiaí, Comercial e Oeste jogarão a segunda divisão na próxima temporada.

Divulgação/Agência Corinthians

Romarinho marcou três vezes e garantiu a vitória do Timão sobre o Sorocaba (Crédito: Crédito: Daniel Augusto Jr)

O jogo – Já eliminado, o Corinthians entrou sem maiores pretensões para disputar o seu último jogo no Pacaembu – o próximo compromisso da equipe, já pela estreia do Campeonato Brasileiro, será na Arena, em Itaquera. Por outro lado, o Atlético Sorocaba precisava vencer de qualquer maneira para ainda sonhar com a permanência na primeira divisão do Estadual. 

A necessidade do resultado, no entanto, pouco refletiu dentro de campo. Bastante superior tecnicamente, o Corinthians não teve trabalho para envolver o time sorocabano, que se limitou a permanecer no campo de defesa e achar espaço para encaixar um contra-ataque. Com uma linha ofensiva rápida, a equipe de Mano Menezes não demorou a dar trabalho ao goleiro Deola.

Renato Augusto e Jadson chegavam com liberdade ao ataque, Romarinho e Luciano se movimentavam para abrir espaços na defesa, enquanto Fábio Santos e Fágner não deixavam de se apresentar pelas pontas. As melhores chances de gol ao longo do primeiro tempo, no entanto, foram em chutes de fora da área, com os dois principais jogadores da armação alvinegra.

Arte GE.Net

O Atlético Sorocaba, por sua vez, sofria com a falta de qualidade de seus jogadores. Nos poucos momentos em que o Corinthians cedia o contra-ataque, faltava entrosamento para os visitantes armarem uma boa jogada no campo ofensivo, o que facilita o trabalho da zaga alvinegra. O goleiro Cássio, portanto, quase não trabalho durante os 45 minutos iniciais. 

O gol corintiano parecia questão de tempo e acabou saindo de uma forma não tão provável. Apesar da facilidade para penetrar na defesa sorocabana com as rápidas trocas de passes, o Timão também apostou na bola aérea e assim balançou as redes. Renato Augusto fez o cruzamento, Deola saiu mal, Felipe desviou de cabeça e Romarinho apareceu para completar ao fundo das redes.

O lance, aos 38 minutos do segundo tempo, poderia mudar o cenário da partida, mas pouco efeito surtiu. Mesmo diante de um resultado que decretava o seu rebaixamento, o Sorocaba seguiu no campo de defesa. O Corinthians, por sua vez, aproveitou a falta de qualidade do adversário e quase marcou com Jadson, após linda tabela com Romarinho na entrada da área.

Na volta do segundo tempo, o Corinthians seguiu melhor. O Atlético Sorocaba até tentou assustar nos minutos iniciais, mas, com naturalidade, a equipe de Mano Menezes retomou o domínio da partida. Aos 16, Felipe quase ampliou a vantagem, mas Deola, segundo a arbitragem, tirou a bola em cima da linha, o que gerou protestos por parte dos jogadores corintianos.

A reclamação de que a bola teria entrado, no entanto, logo foi abafada. Aos 25 minutos, Guilherme recebeu pela direita, levantou a cabeça e fez o cruzamento na medida para Romarinho, que apareceu com muita liberdade, desviou de cabeça e anotou o seu segundo gol na partida. Ainda insatisfeito, o atacante do Corinthians marcou mais um, vivendo uma tarde de gala no Pacaembu.

Para se despedir com grande estilo do tradicional estádio paulistano, Romarinho recebeu o passe em profundidade de Jadson, sai nas costas da zaga e tocou na saída de Deola, que nada pôde fazer. Era o terceiro do atacante, selando um resultado que confirmava o rebaixamento do Atlético Sorocaba à segunda divisão do Campeonato Paulista.

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Mar 21, 2014

O Corinthians, o estádio da Copa e o Morumbi

(O estádio da Ponte Grande. O primeiro do Corinthians)

Incrivelmente fora de tempo e lugar, o pessoal do Corinthians volta a debater as questões da Copa e de seu  jogo de abertura com polêmicas que estão para lá de resolvidas.

Quando a Fifa anunciou que o Brasil seria sede da Copa do Mundo de Futebol de 2014, abriu-se uma nova fase para as construções e reformas da infraestrutura de nosso esporte-rei.

Com a Copa, velhos estádios seriam remodelados e novos seriam construídos. Era um caminho claro, igual ao ocorrido em outros países que sediaram o evento deste porte.

Abria-se para o Timão a possibilidade de construir uma nova e moderna Arena.

O vice-presidente Luiz Paulo Rosemberg disse que era contra o clube entrar  nesta “aventura” de construir uma Arena para abrir a Copa. É verdade. Quando compareceu ao Cori com os projetos do Pacaembu e de um estádio menor (30 mil lugares) em Itaquera (ou em outro lugar) sua posição foi clara. Nada de Copa.

Tive -com outros conselheiros- a oportunidade de contestá-lo (está nas Atas) com um argumento simples : ou entrávamos na Copa ou ficaríamos de fora. Suas razões, projeções, “arquitetura financeira” ( que eu nunca levei muita fé) era bom argumento de retórica para professor de economia. Só não batia com a realidade. A Copa -e  só a Copa- atrairia investimentos, empresas, governo (e todas as áreas). Nada mais. Por mais bonito e lúdico que fossem outras sugestões.

Os outros projetos – que também corriam pelo clube- tinham o mesmo defeito: não eram para a Copa. E não teriam apoio e fôlego para tornar-se realidade.

(O velho estádio da Fazendinha, com seus traços tipicamente ingleses)

Na primeira fase da preparação da Copa, o SPFC tentou colocar o Morumbi como o estádio para abrir o evento. Sabia que este era o caminho para uma profunda (e cara, caríssima) reforma do estádio. Num primeiro momento chegou a ter sucesso. Até o presidente Andrés compareceu ( junto com presidente e governador) na solenidade de “inicio” das reformas do Morumbi para a Copa. Foi um grave erro que  deve dar a ele uma forte dose de arrependimento.

Mas o Morumbi é um grande problema para qualquer reforma. Velho, com projeto ruim (e com incríveis falhas) só um túnel com o Federal Reserve poderia bancar uma mudança estrutural.

Neste tsunami de mudanças em nosso futebol, rodaram os estádios de Rosemberg e também outros dois projetos de conselheiros. Tinham o mesmo defeito de origem: não eram para a Copa.

Era claro e cristalino que se a cidade fosse procurar um novo estádio ele só poderia ser o do Corinthians. É o único clube que poderia viabilizar um investimento tão grande.

Sempre ouvi -sem dar muita bola- as fórmulas financeiras que suportavam a construção da Arena Corinthians. Quase nunca vi muita lógica nos números, reiteradamente, apresentados por Luiz Paulo Rosemberg e pelos outros envolvidos no projeto.

( O estádio reformado da Fazendinha.)

É claro que o clube entrará num período de dificuldades financeiras. Terá que pagar o estádio. Mas, e daí?  É o preço para ter uma moderna Arena que abre a Copa e impede um vexame histórico para a cidade.

Por esta razão, qualquer projeto do Corinthians fora da perspectiva da Copa, seria discussão sem rumo e sem fim. E não sairiam do papel.

Também não entro, e nem leio, essas intermináveis matérias jornalisticas que discutem a propriedade, empréstimos, garantias etc sobre a Arena do Timão.

Tudo é pouco relevante.

O importante é que o clube vai ter uma moderna Arena para a Copa e para seu futuro. As dívidas? Ora serão pagas pelo único clube que pode pagar.

Outros estádios que o clube teve, nos seus mais de 100 anos, foram construídos com dificuldades até maiores. É só lembrar da construção dos estádios da Ponte Grande e do Parque são Jorge.

Nem fico discutindo essas fórmulas e projeções.

O importante foi feito. O Corinthians pegou o trem da Copa (tirou o SPFC do banquinho preferencial) e está as portas de completar seu trabalho inicial.

Sem ajuda de governo (além das oferecidas a todas os clubes e empresas) sem mácula, o clube vence uma etapa importante de sua vida.

Seria bom que os envolvidos em outros projetos (dirigentes e conselheiros) entendessem que o carro passou e qualquer discussão apenas abre  espaço para os adversários derrotados nesta luta.

E nada mais.

Arena do Corinthians, que abrirá a Copa de 2014.

 

Mar 20, 2014

Boa vitória

 

Corinthians elimina o Bahia de Feira com dois gols de Luciano

 

Feira de Santana (BA)

O atacante Luciano voltou a mostrar que tem estrela na noite desta quarta-feira. Foram dele os gols marcados pelo Corinthians na vitória por 2 a 0 sobre o Bahia de Feira, no Estádio Joia da Princesa. O resultado eliminou o jogo de volta da Copa do Brasil.

Apesar de não apresentar um futebol vistoso em campo, o Corinthians conseguiu contagiar a torcida baiana, que já se mostrava satisfeita com o triunfo magro – como aqueles dos rivais São Paulo e Palmeiras sobre CSA e Vilhena, respectivamente. Aos 43 minutos, entretanto, Luciano mudou os rumos do confronto da primeira fase.

Eliminado do Campeonato Paulista, o Corinthians irá se despedir desse torneio contra o Atlético Sorocaba, neste domingo, no Pacaembu. O objetivo do técnico Mano Menezes é aproveitar o tempo livre para ajustar a sua equipe para a sequência da Copa do Brasil e para o princípio do Campeonato Brasileiro.

Divulgação/Agência Corinthians

Luciano comemorou com o prata da casa Malcon a classificação do Corinthians (foto: Rodrigo Coca)

O jogo – O Corinthians voltou a usar o uniforme amarelo da partida em que saiu eliminado do Campeonato Paulista. Para não repetir também a mesma apatia do empate sem gols com o Penapolense, Mano Menezes apostou na entrada de Renato Augusto no meio-campo, para dar suporte a Jadson na armação de jogadas. 

Mesmo com um jogador a mais na criação, o Corinthians inicialmente repetiu as dificuldades de seus últimos compromissos. A defesa do modesto Bahia de Feira não teve muitos problemas para formar uma marcação capaz de brecar as investidas do time visitante.

Apesar de não empolgar os torcedores locais, o Corinthians também não chegou a ser incomodado pelo Bahia de Feira no primeiro tempo. O time local tentou encurtar o caminho para o gol com alguns chutes de longa distância, porém não estava com a pontaria suficientemente apurada para transpor o goleiro Cássio.

Aos 31 minutos, o Corinthians enfim fez valer o seu favoritismo. Romarinho dominou a bola com categoria, sem se importar com a defesa do Bahia de Feira, e enfiou para Luciano emendar na saída do goleiro Maikon e abrir o placar. Era o que faltava para a torcida alvinegra fazer ainda mais festa no Joia da Princesa.

A vantagem de um gol, no entanto, não fez o Corinthians dominar o restante do primeiro tempo. A equipe de Mano Menezes ficou com a bola no pé mais por sua superioridade técnica do que pela organização, sem criar grandes oportunidades para ampliar o marcador.

O futebol apresentado pelo Corinthians, portanto, não foi suficiente para intimidar o Bahia de Feira. Ao invés de fechar ainda mais a sua equipe, para segurar o resultado que garantia o jogo de volta, o técnico Quintino Barbosa mandou Jacson atuar centralizado no ataque, para ser municiado por Bruninho e Carlinhos – logo substituído por Jeferson.

Já Mano forçou a voz para pedir “imposição” para o Corinthians. Aos nove minutos, Jadson ouviu o recado e fez uma bela enfiada de bola para Luciano. O novato bateu cruzado de dentro da área, mas errou o alvo. Foi o bastante para levantar ainda mais a nada exigente torcida local.

Mano, contudo, seguiu insatisfeito. Aos 23 minutos, o treinador decidiu trocar Fábio Santos e Renato Augusto por Uendel e Danilo. O Corinthians se manteve mais presente no ataque dessa forma (com direito a um gol anulado do zagueiro Cleber, impedido) – e ainda sem contundência. A última cartada foi a estreia da revelação Malcon na vaga de Jadson.

Aos 43 minutos, quando a torcida corintiana na Bahia já se mostrava satisfeita com a vitória magra, o Corinthians conseguiu alcançar o resultado almejado. Luciano aproveitou um rebote do goleiro após conclusão de Uendel, sacramentou o 2 a 0 e foi idolatrado pelo público presente.

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