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Jan 19, 2013

Programação Rádio Ópera – sábado (19/01/13)

 Dueto das Flores em “Lakme” (Delibes)



 

LUCREZIA BORGIA (Donizetti) Horário:06:40
Paris, 16/7/1972. Maestro: Pierre-Michel Le Conte.
Elenco: Vasso Papantoniou, José Carreras, Cora Canne-Meijer, José Van Dam, Gérard Friedman, Bernard Demigny, Bernard Plantey, Claude Genty, Jean Mollien, Raymond Steffner.
 
LAKMÉ (Delibes) Horário: 08:45
Monte Carlo, outubro/1967. Maestro: Richard Bonynge.
Elenco: Joan Sutherland, Gabriel Bacquier, Alain Vanzo, Jane Berbié, Emile Belcourt, Gwenyth Annear, Claud Calès, Josephie Clément, Monica Sinclair.
 
OTTONE (Handel) Horário: 11:00
Stadthalle, 9-12/junho-1992. Maestro: Nicholas McGegan.
Elenco: Drew Minter, Lisa Saffer, Michael Dean, Juliana Gondek, Ralf Popken, Patricia Spence.
 
IL GUARANY (“O Guarani”) (Carlos Gomes) Horário: 14:05
São Paulo, 16/8/1959. Maestro: Armando Belardi.
Elenco: Manrico Patassini, Niza de Castro Tank, Paulo Fortes,  José Perrota, Paschoal Raymundo, Juan Carlos Ortiz, Roque Lotti, Waldomiro Furlan.
 
FIDELIO (Beethoven) Horário: 16:30
Viena, 1964. Maestro: Lorin Maazel.
Elenco: James McCracken, Birgit Nilsson, Tom Krause, Kurt Böhme, Graziella Sciutti, Donald Grobe, Hermann Prey, Kurt Equiluz, Günter Adam.
 
BORIS GODUNOV (Mussorgsky) Horário: 18:30
Salisburgo, 1966. Maestro: Herbert Von Karajan.
Elenco: Nicolai Ghiaurov, Gertrude Jahn, Nadejda Dobrianova, Gerhard Stolze, Sabin Markov, Kim Borg, Alexei Maslennikov, Sena Jurinac, Zoltan Kelemen, Anton Diakov, Milen Paunov.
Jan 18, 2013

Parceiros do barulho

Fifa abre guerra contra empresários

Entidade anuncia a intenção de criar um sistema informatizado, substituindo o trabalho dos agentes, que prometem ir à Justiça para barrar a iniciativa

JAMIL CHADE , CORRESPONDENTE / GENEBRA – O Estado de S.Paulo

GENEBRA – Os dias podem estar contados para uma categoria que, nas últimas décadas, enriqueceu vendendo e comprando jogadores de futebol. A Fifa abriu uma guerra contra os empresários de atletas e anunciou que está trabalhando para criar um sistema informatizado que, em um futuro próximo, pode fazer grande parte do trabalho desses agentes. Na Europa, empresários já alertaram que, se a Fifa decidir ir adiante com a ideia, eles irão à Justiça contra a entidade.

Levantamento feito pela Fifa revelou que em 2012 28% de todo o dinheiro movimentado nas 11,5 mil transferências de jogadores acabaram nas mãos dos empresários. O volume chega a R$ 1,1 bilhão na Europa. Só na Inglaterra, eles coletaram mais de R$ 240 milhões. O Manchester City, atual campeão inglês, admitiu que pagou mais de R$ 30 milhões a intermediários nos últimos dois anos.

O plano da Fifa é criar o GPX, sigla para designar o que ela chama de Sistema de Transferência Global de Jogadores, um serviço sigiloso de dados a que apenas os clubes teriam acesso. Nele, seriam colocadas várias informações sobre todos os jogadores do mundo. Assim, um clube poderia ficar sabendo quando termina o contrato de um atleta e qual é o valor da multa rescisória, entre outros detalhes.

Os clubes poderiam ainda usar o sistema para anunciar os jogadores que estão dispostos a vender e aqueles que gostariam de contratar. “Seria uma espécie de Ebay de jogadores”, explicou ao Estado um dos responsáveis pela elaboração do novo sistema, em referência a uma das maiores redes de comércio on-line do mundo.

Para a Fifa, o mecanismo vai “revolucionar” a forma pela qual jogadores são comprados e vendidos e, na prática, tornará o empresário um elemento secundário no futebol. “O sistema vai reduzir de forma drástica a dependência dos clubes de intermediários”, declarou a Fifa.

O anúncio da entidade, como era de se esperar, deu início a uma guerra. Empresários europeus já deixaram claro que não vão aceitar nem sequer que o sistema seja criado. Mel Stein, ex-representante do inglês Paul Gascoigne e hoje presidente da Associação de Empresários de Futebol, alertou que o sistema concebido pela Fifa “não tem como ser adotado” e, além disso, é ilegal.

“Os clubes são, em grande parte, administrados por pessoas que nem sempre são do meio do esporte”, comentou Stein, que representa 340 empresários. “Eles não conhecem o mercado dos jogadores. Quem conhece são os empresários.”

“Imagine todos os atores envolvidos em uma transferência. Isso inclui o técnico do clube que quer vender, aquele que quer comprar, o dono do clube, os representantes do jogador e outros”, apontou. “O que o empresário faz é trazer todas essas pessoas para a mesma mesa. Em muitos casos, a forma mais barata de fechar um acordo é por meio de um empresário.”

Segundo ele, os empresários europeus vão lutar com unhas e dentes contra o novo sistema. “Haverá uma ação legal se a Fifa decidir ir adiante com a ideia.”

REVOLUÇÃO
Em Zurique, a Fifa garante que o projeto não será abandonado e espera que comece a funcionar nos próximos meses. “O sistema vai revolucionar o sistema nacional e o internacional de transferências”, declarou Jacques Anouma, membro do Comitê Executivo da Fifa.

O que a entidade evita comentar é que o sistema de empresários foi oficializado pela própria Fifa há anos, criando a categoria de “agentes oficiais”. Para ser um representante credenciado, o empresário precisa passar por um exame escrito. Mas, entre os vários escândalos que atingiram a entidade nos últimos anos, um deles diz respeito ao comércio de resultados das provas, facilitando a vida daqueles que querem ser “representantes oficiais”. A Fifa deixou de licenciar agentes em 2001. Atualmente, eles são licenciados diretamente pelas federações nacionais.

(Estadão, http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,fifa-abre-guerra-contra-empresarios-,985729,0.htm, 18/01/2013)

 

 
Brasileiros minimizam decisão, mas pedem rigidez

Principais empresários do País não acreditam em extinção da profissão e valorizam trabalho com clubes e atletas

RAPHAEL RAMOS – O Estado de S.Paulo

A Associação Brasileira de Agentes de Futebol e os principais empresários do País minimizam a decisão da Fifa de lançar o Sistema de Transferência Global de Jogadores. A opinião é que o trabalho desses profissionais não corre risco de acabar.

“Se você quer comprar uma casa, procura um corretor. Se quer investir o seu dinheiro, procura um profissional do mercado. O mesmo acontece quando o clube quer um jogador. Isso não vai mudar”, diz o presidente da Associação Brasileira de Agentes de Futebol, Jorge Moraes.

Para ele, antes de tentar diminuir o papel do empresário, a Fifa deveria disciplinar o exercício da profissão. “O que a Fifa tem de fazer é penalizar quem não cumpre o seu estatuto. O problema é que o agente acaba levando a culpa de tudo. Existe uma série de coisas erradas no mundo da bola, mas só quem paga o pato é o agente”, critica.

Wagner Ribeiro, empresário que tem Neymar e Lucas na sua carteira de clientes, também dá de ombros para a investida da Fifa contra os agentes. Ele alega que o tête-à-tête é insubstituível. “Não vendo jogador por DVD. Vou aos clubes, converso com os presidentes, negocio. Não tem como um computador fazer o que eu faço”, diz.

Ribeiro, inclusive, acredita que o Sistema de Transferência Global de Jogadores da Fifa poderá ajudar os agentes. “Hoje em dia tem muito atravessador que se diz empresário. Se de fato for criado esse sistema on-line, basta você acessá-lo para conferir se a pessoa está dizendo a verdade ou não.”

Opinião semelhante tem Reinaldo Pitta. Ex-empresário de Ronaldo Fenômeno, atualmente ele trabalha, entre outros, com Emerson Sheik, Felipe (ex-Vasco) e Fabrício (São Paulo). “Agora surgiu a profissão pai/empresário de jogador. O garoto com 15 anos começa a se destacar e o pai já abandona o emprego porque acha que o filho vai se transformar num Neymar, mas depois não dá certo e a família passa fome. Esse tipo de coisa não pode continuar.”

Para José Fuentes, o Sistema de Transferência Global de Jogadores só beneficiaria os clubes, em detrimento dos atletas – entre os seus clientes estão Luis Fabiano e Juninho Pernambucano. “Quem tem interesse em tirar os agentes do meio são os clubes. Se o clube negocia direto com o jogador, é vantajoso para ele, mas se o atleta quiser fazer um bom negócio ele precisa ter um agente ao seu lado porque o clube só pensa no seu lado”, conta.

Ainda segundo Fuentes, são os clubes que incentivam a ação de atravessadores. “Eles continuam existindo e sobrevivem porque tem gente dentro dos clubes que trabalha com eles. Os próprios dirigentes pedem para fulano ou beltrano fazer algum tipo de serviço para eles.”

Transparência.

 O ex-goleiro Gilmar Rinaldi, que atualmente agencia as carreiras do meia Danilo e do lateral Fábio Santos, vê na decisão da Fifa de criar um mercado on-line de jogadores a oportunidade de a atividade dos empresários ficar mais transparente. Ele cita o exemplo do futebol italiano, onde é estipulado no contrato do jogador o valor da comissão repassada ao empresário.

“O que falta é um modelo mais transparente. O Sindicato dos Atletas, por exemplo, poderia criar um selo de certificação para os contratos e, assim, evitar problemas como acordos sem validade ou assinatura”, sugere.

Agente de Thiago Neves, Léo Rabello discorda de Rinaldi. Para ele, o valor da comissão é “uma questão de foro íntimo”. “Esse ranço que existe contra empresário de jogador de futebol é esquisito. Hoje, todo mundo tem empresário, o artista, o cantor e ninguém está preocupado quanto o empresário do Roberto Carlos ganha ou deixa de ganhar em um show.”

 

(Estadão, http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,brasileiros-minimizam-decisao-mas-pedem-rigidez-,985733,0.htm, 18/01/2013)

Jan 18, 2013

Medalha de ouro

BARBARA GANCIA

Cadê o espírito esportivo do COB?

O fato de o comitê não ver o uso da palavra como homenagem já deveria cheirar a mercantilismo

O sr. Carlos Arthur Nuzman, presidente do Comitê Olím­pico brasuca, merece uma medalha. Não bastasse a evolução ocorrida no panorama esportivo nacional ao longo do seu breve mandato (o que são duas decadazinhas no poder, afinal?), ele ainda poder se jactar de uma edição im­pecável dos Jogos Pan-Americanos do Rio, em 2007.

Não é à toa a enor­me pressão para vê-lo sair candida­to a presidente do país, não? Ué, ninguém nunca pressionou para que ele virasse o Romney tapuia? Como assim?

Das piscinas do Complexo Aquá­tico Maria Lenk, como bem sabe­mos, desfrutam todas as crianças provenientes das comunidades pa­cificadas. Passamos a produzir campeões olímpicos aos borbo­tões, a mudança a partir do Pan do Rio foi notável. E a pulverização do autódromo de Jacarepaguá, patri­mônio do esporte nacional, é outra medida merecedora de loas.

Pois esta magnífica entidade, que não viu as contas do Pan carioca de 2007 aprovadas pelo TCU até hoje e vive cercada por denúncias, resol­veu nos agradar de novo.

O COB está tomando medidas judiciais -veja que beleza!- para prevenir que universidades e associa­ções de pesquisa usem a palavra “o­limpíada” em suas competições educacionais -como Olimpíada de Matemática ou de História. Alega o Comitê Olímpico Brasileiro que o uso das palavras “olimpíada” e “jo­gos olímpicos” é privativo” seu.

Do latim “olimpiade” e do grego “olimpiados”, genitivo de olímpias, o termo era usado pelos gregos como indicador de unidade de tempo. Foi revertido ao uso moderno em 1896 pelo amigo Coubertin.

Ser olímpico, por outro lado, significa pertencer ao Olimpo, ser um deus grego ou, de novo, quando re­vertido ao uso moderno, ser al­guém que compete em Olimpíadas. Há ainda outros três ou quatro usos e formas, uma ligada ao Monte Olimpos da província de Elis e ou­tra ao Monte Olimpos da Tessalô­nica. Mas, calma, o objetivo aqui não é causar um ataque de narco­lépsia para provar o meu ponto.

O COB justifica sua atitude gulosa alegando que a exclusividade do uso do termo “olimpíada” tem um “caráter educativo” para não “vin­culá-lo a questões comerciais”.

O mero fato de o comitê não en­xergar no uso da palavra por enti­dades educativas uma homenagem ou tentativa de emular o espírito olímpico, que deveria ser jogar lim­po e não meter dinheiro no meio da história, já deveria cheirar a mer­cantilismo arregaçado.

Quem é que está tentando garan­tir todas as vantagens para si da for­ma mais ganaciosa possível? Onde estão a camaradagem, a tolerância, a ética, a nobreza que o esporte re­quer e todas as qualidades mais ca­ras à formação do indivíduo? Cadê a parte educativa nesse gesto grosseiro e tão típico da perda de valores dos tempos atuais que está sendo perpetrado pelo COB?

Ou será que… Peraí… Será que es­tamos diante de um novo “Corte de cabelo do Ronaldo”?

Na Copa do Japão, para desviar o foco do seu desempenho, Ronalducho apareceu em campo com um novo corte de cabelo, e todas as lentes e flashes se concentraram no seu cocuruto. A partir daquele momento, ninguém mais falava de jo­go, só do corte “Cascão” do Ronaldo. Objetivo alcançado.

Se for essa a manobra que o COB está tentando (não duvido de mais nada) ao querer se apropriar da pa­lavra “olimpíada”, eu também exijo tomar posse de alguns termos. Quero para mim, desde já “orça­mento quadruplicado”, “equipa­mentos inutilizados” e “denúncias de superfaturamento”. Bora alugar a orelha do juiz!

barbara@uol.com.br

www.uol.com.br

Jan 18, 2013

Programação da Rádio Ópera – sexta-feira (18/01/13)

 

LUCREZIA BORGIA (Donizetti) Horário:06:40
Paris, 16/7/1972. Maestro: Pierre-Michel Le Conte.
Elenco: Vasso Papantoniou, José Carreras, Cora Canne-Meijer, José Van Dam, Gérard Friedman, Bernard Demigny, Bernard Plantey, Claude Genty, Jean Mollien, Raymond Steffner.
 
LAKMÉ (Delibes) Horário: 08:45
Monte Carlo, outubro/1967. Maestro: Richard Bonynge.
Elenco: Joan Sutherland, Gabriel Bacquier, Alain Vanzo, Jane Berbié, Emile Belcourt, Gwenyth Annear, Claud Calès, Josephie Clément, Monica Sinclair.
 
OTTONE (Handel) Horário: 11:00
Stadthalle, 9-12/junho-1992. Maestro: Nicholas McGegan.
Elenco: Drew Minter, Lisa Saffer, Michael Dean, Juliana Gondek, Ralf Popken, Patricia Spence.
 
IL GUARANY (“O Guarani”) (Carlos Gomes) Horário: 14:05
São Paulo, 16/8/1959. Maestro: Armando Belardi.
Elenco: Manrico Patassini, Niza de Castro Tank, Paulo Fortes,  José Perrota, Paschoal Raymundo, Juan Carlos Ortiz, Roque Lotti, Waldomiro Furlan.
 
FIDELIO (Beethoven) Horário: 16:30
Viena, 1964. Maestro: Lorin Maazel.
Elenco: James McCracken, Birgit Nilsson, Tom Krause, Kurt Böhme, Graziella Sciutti, Donald Grobe, Hermann Prey, Kurt Equiluz, Günter Adam.
 
BORIS GODUNOV (Mussorgsky) Horário: 18:30
Salisburgo, 1966. Maestro: Herbert Von Karajan.
Elenco: Nicolai Ghiaurov, Gertrude Jahn, Nadejda Dobrianova, Gerhard Stolze, Sabin Markov, Kim Borg, Alexei Maslennikov, Sena Jurinac, Zoltan Kelemen, Anton Diakov, Milen Paunov.
 
Jan 17, 2013

Gol do Corinthians na final do Mundial da FIFA 2012 visto da arquibancada

 

 

Postado por Maurício Kumura no YouTube.

Jan 17, 2013

40 anos do histórico discurso do “anti-candidato” Ulisses Guimarães.

Pré-candidatura de Ulysses Guimarães.Documento histórico.

No dia 22 de setembro de 1973, na convenção do MDB (Movimento Democrático Brasileiro), Ulysses Guimarães proferiu um histórico discurso intitulado “Navegar é Preciso, Viver não é Preciso”.
Através dele, o principal líder da oposição democrática ao regime militar lançou a sua “anti-candidatura” à presidência da República, tendo como candidato à vice-presidência Barbosa Lima Sobrinho, outro grande democrata. Era uma demonstração de coragem para enfrentar o Governo do Gal. Garrastazu Médici, o então chefe do regime militar. Esta “anti-candidatura” – mesmo sem chance de vitória no Colégio Eleitoral, abriu caminho para a estrondosa vitória do MDB nas eleições parlamentares de 1974. 
Em tempos em que figuras da estatura de Ulysses e Barbosa Lima são cada vez mais raras na política brasileira, lembrar daqueles que lutaram pela democracia no Brasil é essencial, pois, como escreveu o filósofo George Santayana, “Aqueles que esquecem o passado, estão condenados a repetí-lo”. 
Assim, transcrevo abaixo, na íntegra, este fantástico discurso.

“O paradoxo é o signo da presente sucessão presidencial brasileira. Na situação, o anunciado como candidato, em verdade, é o Presidente, não aguarda a eleição e sim a posse. Na Oposição, também não há candidato, pois não pode haver candidato a lugar de antemão provido. A 15 de janeiro próximo, com o apelido de “eleição”, o Congresso Nacional será palco de cerimônia de diplomação, na qual Senadores, Deputados Federais e Estaduais da agremiação majoritária certificarão investidura outorgada com anterioridade. O Movimento Democrático Brasileiro não alimenta ilusões quanto à homologação cega e inevitável, imperativo da identificação do voto ostensivo e da fatalidade da perda do mandato parlamentar, obra farisaica de pretenso Colégio Eleitoral, em que a independência foi desalojada pela fidelidade partidária. A inviabilidade da candidatura oposicionista testemunhará perante a Nação e perante o mundo que o sistema não é democrático, de vez que tanto quanto dure este, a atual situação sempre será governo, perenidade impossível quando o poder é consentido pelo escrutínio direto, universal e secreto, em que a alternatividade de partidos é a regra, consoante ocorre nos países civilizados.

Não é o candidato que vai percorrer o País. É o anticandidao, para denunciar a antieleição, imposta pela anticonstituição que homizia o AI-5, submete o Legislativo e o Judiciário ao Executivo, possibilita prisões desamparadas pelo habeas corpus e condenações sem defesa, profana a indevassabilidade dos lares e das empresas pela escuta clandestina, torna inaudíveis as vozes discordantes, porque ensurdece a Nação pela censura à Imprensa, ao Rádio, à Televisão, ao Teatro e ao Cinema.

No que concerne ao primeiro cargo da União e dos Estados, dura e triste tarefa esta de pregar numa “república” que não consulta os cidadãos e numa “democracia” que silenciou a voz das urnas.

Eis um tema para o teatro do absurdo de Bertold Brecht, que, em peça fulgurante, escarnece da insânia do arbítrio prepotente ao aconselhar que se o povo perde a confiança do governo, o governo deve dissolver o povo e eleger um outro.

Não como campanha, pois eqüivaleria a tola viagem rumo ao impossível, a peregrinação da Oposição pelo País perseguirá tríplice objetivo:
1 – Exercer sem temor e sem provocação sua função institucional de crítica e fiscalização ao governo e ao sistema, clamando pela eliminação dos instrumentos e da legislação discricionários, com prioridade urgente e absoluta a revogação do AI-5 e a reforma da Carta Constitucional em vigor.
2 – Doutrinar com o Programa Partidário, unanimemente aprovado pelo Tribunal Superior Eleitoral, conscientizando o povo sobre seu conteúdo político, social, econômico, educacional, nacionalista, desenvolvimentista com liberdade e justiça social, o qual será realidade assim que o Movimento Democrático Brasileiro for governo, pelo sufrágio livre e sem intermediários do povo.
3 – Concitar os eleitores, frustrados pela interdição de a 15 de janeiro de 1974 eleger o Presidente e o Vice-Presidente da República, para que a 1 5 de novembro do mesmo ano elejam senadores, deputados federais e estaduais da oposição, etapa fundamental para atuação e decisões parlamentares que conquistarão a normalidade democrática, inclusive número para propor Emendas e Reforma da Carta Constitucional de 1969 e a instalação de Comissões Parlamentares de Inquérito, de cuja ação investigatória e moralizadora a presente legislatura se encontra jejuna e a atual administração imune, pela facciosa intolerância da maioria situacionista.

Hoje, e aqui, serei breve.

Somos todos cruzados da mesma cruzada. Dispensável, assim, pretender convencer o convicto, converter o cristão, predicar a virtude da liberdade a liberais, que pela fé republicana pagam até o preço de riscos e sofrimentos.

Serei mais explícito e minudencioso ao longo da jornada,quando falarei também a nossos irmãos postados no outro lado do rio da democracia.
Aos que aí se situaram por opção ou conveniência, apostasia política mais rebelde à redenção.
Prioritariamente, aos que foram marginalizados pelo ceticismo e pela indiferença, notadamente os jovens e os trabalhadores, intoxicados por maciça e diuturna propaganda e compelidos a tão prolongada e implacável dieta de informações.
Quando a Oposição clama pela reformulação das estruturas político-sociais e pela incolumidade dos direitos dos cidadãos, sua reiteração aflige os corifeus dos poderosos do dia.

Faltos de razão e argumentos, acoimam-na de fastidiosa repetição. Condenável é repetir o erro e não sua crítica. Saibam que a persistência dos abusos terá como resposta a pertinácia das denúncias.

Ressaltarei nesta Convenção a liberdade de expressão, que é apanágio da condição humana e socorre as demais liberdades ameaçadas, feridas ou banidas.
A oposição reputa inseparáveis o direito de falar e o direito de ser ouvido.
É inócua a prerrogativa que faculta falar em Brasília, não podendo ser escutado no Brasil, porquanto a censura à Imprensa, ao rádio e à Televisão venda os olhos e tapa os ouvidos do povo. O drama dos censores é que se fazem mais furiosos quanto mais acreditam nas verdades que censuram. E seu engano fatal é presumir que a censura, como a mentira, pode exterminar os fatos, eliminar os acontecimentos, decretar o desaparecimento das ocorrências indesejáveis.
A verdade poderá ser temporariamente ocultada, nunca destruída. O futuro e a história são incensuráveis.
A informação, que abrange a crítica, é inarredável requisito de acerto para os governos verdadeiramente fortes e bem intencionados, que buscam o bem público e não a popularidade. Quem, se não ela, poderá dizer ao Chefe de Estado o que realmente se passa, às vezes de suma gravidade, na intimidade dos Ministérios e dos múltiplos e superpovoados órgãos descentralizados?
Quem, se não ela, investigará e contestará os conselhos ineptos dos Ministros, as falsas prioridades dos técnicos, o planejamento defasado dos assessores? Essa a sabedoria e o dimensionamento da prática com que o gênio político britânico enriqueceu o direito público: Oposição do Governo de Sua Majestade, ao Governo de sua Majestade.
A burocracia pode ser preguiçosa, descortês, incapaz e até corrupta. Não é exclusivamente na Dinamarca, em qualquer reino sempre há algo de podre. Rematada insânia tornar impublicáveis lacunas, faltas ou crimes, pois contamina de responsabilidade governante que a ordena ou tolera.
Eis por que o poder absoluto, erigido em infalível pela censura, corrompe e fracassa absolutamente.
É axiomático, para finalizar, que sem liberdade de comunicação não há, em sua inteireza, Oposição, muito menos Partido de Oposição.
Como o desenvolvimento é o desafio da atual geração, pois ou o Brasil se desenvolve ou desaparecerá, o Movimento Democrático Brasileiro, em seu Programa, define sua filosofia e seu compromisso com a inadiável ruptura da maldita estrutura da miséria, da doença, do analfabetismo, do atraso tecnológico e político.
A liberdade e a justiça social não são meras conseqüências do desenvolvimento. Integram a condição insubstituível de sua procura, o pré-requisito de sua formulação, a humanidade de sua destinação.
A liberdade e a justiça social conformam a face mais bela, generosa e providencial do desenvolvimento, aquela que olha para os despossuidos, os subassalariados, os desempregados, os ocupados em ínfimo ganha-pão ocasional e incerto, enfim, para a imensa maioria dos que precisam para sobreviver, em lugar da escassa minoria dos que têm para esbanjar.
Este o desenvolvimento vivificado pelas liberdades roosevelteanas, inspiradoras da Carta das Nações Unidas, as que se propõem a libertar o homem do medo e da necessidade. É o perfilhado na Encíclica Populorum Progressio, isto é, prosperidade do Povo, não do Estado, que lhe é consectária, cunhando seu protótipo na sentença lapidar: o desenvolvimento é o novo nome da paz.
Desenvolvimento sem liberdade e justiça social não tem esse nome. É crescimento ou inchação, é empilhamento de coisas e valores, é estocagem de serviços, utilidades e divisas, estranha ao homem e a seus problemas.
Enfatize-se que desenvolvimento não é silo monumental e desumano, montado para guardar e exibir a mitologia ou o folclore do Produto Interno Bruto, inacessível tesouro no fundo o mar, inatingível pelas reivindicações populares. É intolerável misitificar uma Nação a pretexto de desenvolvê-la, rebaixá-la em armazém de riquezas, tendo como clientela privilegiada, senão exclusiva, o governo para custeio de tantas obras faraônicas e o poder econômico, particular ou empresarial, destacadamente o estrangeiro, desnacionalizando a indústria e dragando para o exterior lucros indevidos.
É equívoco, fadado à catástrofe, o Estado absorver o homem e a Nação.
A grandeza do homem é mais importante do que a grandeza do Estado, porque a felicidade do homem é a obra-prima do Estado.
O Estado é o agente político da Nação. Além disso e mais do que isso, a Nação é a língua, a tradição, a família, a religião, os costumes, a memória dos que morreram, a luta dos que vivem, a esperança dos que nascerão.
Liberdade sem ordem e segurança é o caos. Em contraposição, ordem e segurança sem liberdade são a permissividade das penitenciárias. As penitenciárias modernas são mini-cidades, com trabalho remunerado, restaurante, biblioteca, escola, futebol, cinema, jornais, rádio e televisão.
Os infelizes que as povoam têm quase tudo, mas não têm nada, porque não têm a liberdade. Delas fogem, expondo a vida ou aguardam aflitos a hora da libertação.
Do alto desta Convenção, falo ao General Ernesto Geisel, futuro Chefe da Nação.
As Forças Armadas têm como patrono Caxias e como exemplo Eurico Gaspar Dutra, cidadãos que glorificaram suas espadas na defesa da lei e na proteção à liberdade. O General Ernesto Geisel a elas pertence, dignificou-as com sua honradez, delas sai para o supremo comando político e militar do Brasil.
A história assinalou-lhe talvez a última oportunidade para ser instituído no Brasil, pela evolução, o governo da ordem com liberdade, do desenvolvimento com justiça social, do povo como origem e finalidade do poder e não seu objeto passivo e vítima inerme.
Difícil empresa, sem dúvida. Carregada de riscos, talvez. Mas o perigo participa do destino dos verdadeiros soldados.
A estátua dos estadistas não é forjada pelo varejo da rotina ou pela fisiologia do cotidiano.
Não é somente para entrar no céu que a porta é estreita, conforme previne o evangelista São Mateus, no Capítulo XXIII, versículo 24.
Por igual, é angustiosa a porta do dever e do bem, quando deles depende a redenção de um povo. Esperemos que o Presidente Ernesto Geisel a transponha.
A Oposição dará à próxima administração a mais alta, leal e eficiente das colaborações: a crítica e a fiscalização.
Sabe, com humildade, que não é dona da verdade. A verdade não têm proprietário exclusivo e infalível.
Porém sabe, também, que está mais vizinha dela e em melhores condições para revelá-la aos transitórios detentores do poder, dela tantas vezes desviados ou iludidos pelos tecnocratas presunçosos, que, amaldiçoam e exorcizam os opositores, pelos serviçais de todos os governos, pelos que vitaliciamente apoiam e votam para agradar ao Príncipe.
A oposição oferece ao governo o único caminho que conduz à verdade: a controvérsia, o diálogo, o debate, a independência para dizer “sim” ao bem e a coragem e para dizer “não” ao mal – a democracia em uma palavra.
Senhores Convencionais:
Do fundo do coração digo-lhes que não agradeço a indicação que consagra minha vida pública. Missão não se pede. Aceita-se, para cumprir, com sacrifício e não proveito.
Como Presidente Nacional do Movimento Democrático Brasileiro agradeço-lhes, aí sim, o destemor e a determinação com que ao sol, aos ventos e desafiando ameaças desfilam pela Pátria o lábaro da liberdade.
Minha memória guardará as palavras amigas aqui proferidas, permitindo-me reportar às da lavra dos grandes líderes Senador Nelson Carneiro e Deputado Aldo Fagundes, parlamentares que têm os nomes perpetuados nos Anais e na admiração do Congresso Nacional.
Significo o reconhecimento do Partido a Barbosa Lima Sobrinho, por ter acudido a seu empenhado apelo.
Temporariamente deixou sua biblioteca e apartou-se da imprensa, trincheiras de seu talento e de seu patriotismo, para exercer perante o povo o magistério das franquias públicas, das garantias individuais e do nacionalismo.
Sua vida e sua obra podem ser erigidas em doutrina de nossa pregação
Por fim, a imperiosidade do resgate da enorme injustiça que vitimou, sem defesa, tantos brasileiros paladinos do bem público e da causa democrática. Essa Justiça é pacto de honra de nosso partido e seu nome é ANISTIA.
Senhores Convencionais:
A caravela vai partir. As velas estão paridas de sonho, aladas de esperanças. O ideal está ao leme e o desconhecido se desata à frente.
No cais alvoroçado, nossos opositores, como o velho do Restelo de todas as epopéias, com sua voz de Cassandra e seu olhar derrotista, sussurram as excelências do imobilismo e a invencibilidade do establishment. Conjuram que é hora de ficar e não de aventurar.
Mas no episódio, nossa carta de marear não é de Camões e sim de Fernando Pessoa ao recordar o brado:

“Navegar é preciso.
Viver não é preciso”.

Posto hoje no alto da gávea, espero em Deus que em breve possa gritar ao povo brasileiro: Alvíssaras, meu Capitão. Terra à vista!
Sem sombra, medo e pesadelo, à vista a terra limpa e abençoada da liberdade.”

Jan 17, 2013

Programação da Rádio Ópera – quinta-feira (17/01/13)

“O Mio Babbino Caro”, com Maria Callas, da ópera Gianni Schicchi (Puccini)

 

LULU (Berg) Horário: 06:00
Londres, agosto-setembro/1996. Maestro: Ulf Schirmer.
Elenco: Constance Hauman, Julia Juon, Theo Adam, Peter Straka, Monte Jaffe, Michael Myers, Gert Henning-Jensen, Sten Byriel, Helen Gjerris, Ulrik Cold, Susanne Elmark.
 
ANDREA CHÉNIER (Giordano) Horário: 09:05
Nova Iorque, 9/10/1970. Maestro: Fausto Cleva.
Elenco: Renata Tebaldi, Carlo Bergonzi, Anselmo Colzani, Judith Forst, Jean Kraft, Lili Chookasian, Gabor Carelli, Gene Boucher, Andrea Velis, Clifford Harvout, Paul Plishka.
 
IL MATRIMONIO SEGRETO (Cimarosa)  Horário: 11:50
Jesi, outubro/1990. Maestro: Angelo Cavallaro.
Elenco: Enzo Dara, Daniela Mazzuccato, Bruno de Simone, Adriana Cicogna, Max René Cosotti, Valeria Baiano.
 
ANNA BOLENA (Donizetti) Horário: 14:20
Budapeste, novembro-dezembro/1994.  Maestro: Elio Boncompagni.
Elenco: Edita Gruberova, Delores Ziegler, Stefano Palatchi, José Bros, Igor Morosow, Helene Schneiderman, José Guadalupe Reyes.
 
IL TRITTICO (Puccini)Horário: 17:20
Florença, julho-agosto/1991. Maestro: Bruno Bartoletti.
Elenco: (IL TABARRO) Juan Pons, Mirella Freni, Giuseppe Giacomini; (SUOR ANGELICA) Mirella Freni, Elena Souliotis; (GIANNI SCHICCHI) Leo Nucci, Mirella Freni, Roberto Alagna, Eva Podles, Riccardo Cassinelli.
 
COLOMBO (Carlos Gomes) Horário: 20:05
São Paulo, 1964. Maestro: Armando Belardi.
Elenco: Constanzo Mascitti, Lucia Quinto Morsello, Sergio Albertini, Paulo Adonis, Paulo Scavone, Mariângela Réa, João Calil.
 
CARITEA (Mercadante) Horário: 21:10
Martina Franca, julho/1995. Maestro:  Giuliano Carella.
Elenco: Nana Gordaze, Jacek Laszczkowski, Sonia Lee, Nicolas Rivenq, Gregory Bonfatti, Ayhan Ustuk.

www.radioopera.com.br

Jan 17, 2013

Parceiros queridos e problemáticos

Fifa quer proibição de ‘donos’ de direitos dos jogadores

Uma das prioridades da Fifa para este ano é proibir que terceiros –pessoas físicas ou fundos de investidores– tenham participação nos direitos econômicos de jogadores.

A entidade teme que este tipo de parceria entre clubes e investidores na aquisição e manutenção (pagamento de salário) de atletas facilite a manipulação de resultados.

Uma das possibilidades para a fraude seria a influência exercida pelos agentes sobre jogadores ou times.

O tema é abordado nesta semana em Roma, na Itália, durante encontro organizado pela Fifa e pela Interpol.

“Cerca de 50 diferentes ligas nacionais de fora da Europa estão sendo analisadas por organização criminosa para o mercado das apostas”, afirmou Ralf Mutschke, diretor de segurança da Fifa.

Fabrice Coffrini/France Presse
O diretor de segurança da Fifa, Ralf Mutschke, e o troféu da Copa do Mundo
O diretor de segurança da Fifa, Ralf Mutschke, e o troféu da Copa do Mundo

Mutschke, 53, trabalhou na Interpol e foi diretor da polícia federal alemã, seu país de origem. Assumiu o cargo na Fifa em junho de 2012.

Casos recentes, principalmente na Itália, mancharam alguns dos principais campeonatos do mundo.

Nas investigações de Mutschke e seus comandados, há indícios de que agentes usem sua proximidade com jogadores para conseguir manipular resultados.

Em Roma, Mutschke citou o caso de Wilson Raj Perumal. O cingapuriano usou atletas africanos que eram seus clientes e, por meio de suborno, convenceu-os a perder jogos atuando pelo Zimbábue.

Perumal foi detido quando tentava algo semelhante na Finlândia, em 2011, e foi condenado a dois anos de prisão.

Kaisa Siren/AFP
O cingapuriano Wilson Maj Perumal, acusado de montar esquema de corrupção
O cingapuriano Wilson Maj Perumal, acusado de montar esquema de corrupção

“Conheci um agente condenado em Zurique, e ele me disse que os criminosos estão migrando do tráfico de drogas para a manipulação de resultados por causa do baixo risco e do alto lucro. Ele me disse isso pessoalmente”, declarou Mutschke.

A Fifa lançará até o meio deste ano um canal na internet pelo qual possam ser feitas denúncias anônimas contra a manipulação de resultados. O departamento de segurança também terá agentes nos cinco continentes.

Em maio, durante seu congresso anual, em Murício (na África), a Fifa deve regulamentar a lei que proibirá que terceiros (empresários) tenham direitos de jogadores

www.folha.com.br

 

Jan 17, 2013

Queridíssimo com problemas.

Globo e Fluminense: dez milhões penhorados

Globo: dinheiro para o Fluminense penhorado

Já chega a dez milhões de reais o dinheiro da Globo para o Fluminense retido judicialmente devido a penhoras.

O clube também é uma espécie de campeão brasileiro da sonegação: não pagou Imposto de Renda e INSS entre 2007 e 2010.

Por Lauro Jardim

 

www.veja.com.br

Jan 16, 2013

Aumento salgado

CORINTHIANS FAZ REAJUSTES NOS PREÇOS DE DOIS DOS TRÊS PLANOS DO FIEL TORCEDOR

 

Plano popular teve aumento de 80%Plano popular teve aumento de 80%

Crédito da imagem: © Daniel Augusto Jr/Ag. Corinthians

 

A diretoria do Corinthians resolveu modificar os preços de dois dos três do Fiel Torcedor, programa de sócio-torcedor do clube que conta com 103.706 cadastrados. O ‘Minha Vida’, que é o mais popular e dá direito aos setores de arquibancada, tobogã e portão 21, aumentou de R$ 8,30 por mês (R$ 100/ano) para R$ 15/mês (R$ 180/ano). A alteração de R$ 6,70/mês é a mais impactante, já que a imensa maioria dos membros do FT fazem parte desse plano.

O clube resolveu abaixar o valor do ‘Meu Amor’, o mais caro, que dá direito ao setor VIP do Pacaembu. Com a intenção de tentar alavancar o número de adesões, já que se trata do plano que menos tem participantes, a diretoria cobrará a partir de agora R$ 75/mês (R$ 900/ano), menos do que os R$ 100/mês (R$ 1.200/ano). O ‘Minha História’, que corresponde ao setor de cadeira laranja do estádio, não teve alteração. O torcedor desse plano continuará pagando R$ 50/mês (R$ 600/ano).

Vale lembrar que os descontos, que giram de 25% à 35%, permanecem para todos os planos. Uma arquibancada, que custa R$ 30 no Paulistão e no Brasileiro, por exemplo, sai por cerca de R$ 20. Na Libertadores, que custa R$ 50 esse mesmo ingresso, o valor que foi cobrado pelo clube foi de R$ 30 – toda a carga dos setores populares já está esgotada. Ou seja, apenas com o desconto dos três primeiros jogos da fase de grupos (cerca de R$ 60 a menos), o torcedor ‘pagou’ quatro parcelas reajustadas (15 reais).

Houve mudança também na forma de pagamentos dos três anos. Agora, o valor dependerá do momento em que o corintiano fez a adesão. No ‘Minha Vida’, por exemplo, que é o mais popular, o valor cobrado para adesões no primeiro trimestre do ano será de R$ 180. No segundo trimestre, sairá por R$ R$ 168,75. No terceiro, R$ 135. E, por fim, no quatro trimestre, R$ 90. O clube já havia feito outra mudança recentemente, que era do ranking de prioridade.

Criado em 2008, o plano de sócio-torcedor do Timão possui mais de 132.487 inscritos, mas o clube considera apenas o número de 103 mil devido à efetivação, ou seja, ao menos um pagamento após adesão. Por meio do programa, o corintiano compra seu bilhete antes da abertura das bilheterias, pela internet, no cartão de crédito ou boleto bancário ?’ um posto de atendimento no Parque São Jorge também é disponibilizado. Virou referência dos outros clubes no futebol brasileiro.

 

www.meutimao.com.br

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