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May 23, 2012

Noite de emoção

O jogo do Corinthians desta noite, contra o Vasco, no Pacaembu, promete uma tonelada de emoção. Acho que o Corinthians é superior ao Vasco mas, reconheço, que em muitos pontos, atuam de forma igual. São duas equipes bem organizadas  e tem seu forte na defesa e meio de campo e são menos eficientes no ataque.

Dedicação e garra não faltarão. Os dois times lutam o tempo todo e no campo todo. Acho que nosso time- no conjunto- é superior. E creio que jogando no Pacaembu cheio a força do Timão ganha destaque. É o que esperamos e torcemos. Vai Corinthians!

No Tribunal 

Li no consultor jurídico (conjur.com.br) e no blog do briner ( blogdobirner.virgula.uol.com.br )  que o caso Oscar/SPFC/Inter/Bertollucci teve mais um lance. No julgamento de ontem,  foi aceita a proposta dos advogados do jogador para um adiamento da questão. Motivo ? Clubes e jogadores estariam chegando a um acordo. É o que há de pior em matéria de solução deste caso. O melhor seria a Justiça chegar até o final e proclamar quem está com razão. O acordo atende as partes mas não ao futebol.

Fora do Tribunal

Se houver conciliação entre o SPFC/Inter/Oscar /Bertollucci mais uma questão importante para o futebol ficará fora da decisão judicial. O mesmo ocorre com os tais “direitos de contratos” vendidos para investidores. Até os dias atuais a Justiça não conseguiu julgar de forma definitiva a questão. Pela normas da Fifa e pela legislação brasileira este contratos são nulos. Só que, até agora, nenhum dirigente deixou chegar até o final a decisão sobre a matéria. Preferem acordo e manter este tipo de negócio contra as norma da Fifa e da Lei Pelé.

Calma

Basta sair uma  classificação qualquer  no exterior, que coloquem o Corinthians em posição de destaque, para  irritar nossos adversários locais. Ontem, uma entidade de fora, diz que o Corinthians é a maior marca de nosso futebol. Qual a novidade? Nenhuma. Mas isso bastou para cair o mundo. E a mídia- que chora junto- vai para o ataque ” mas não ganharam a Libertadores”. Talvez porque lá fora eles não achem que esta competição seja a maior maravilha do mundo.

Ingresso

Um ponto lamentável neste jogo do Timão contra o Vasco é a venda de ingressos. O pessoal que tem o programa “fiel torcedor”, como tenho, ficará um situação ruim. O “sistema caiu “, “está com instabilidade” e outras coisa mais para justificar a dificuldade na venda por Internet para  os que estão no programa. Até os ingressos mais caros ( 500 pilas ) sofreram com os problemas. Eu, que comprei  ingressos de todos os jogos deste ano, não consegui  embora tenha colocado um “louco de internet” o tempo todo para tentar a comprar. E agora aparecem gente vendendo por ai a preços malucos ?  Esta na hora da empresa contratada explicar bem isso. Ou o sistema perderá força.

Publicidade

Por várias vezes o Corinthians criticou estas tais publicidade “pontuais” ou “por jogo” que está tornando-se comum em nosso futebol. Hoje à noite, o Timão jogará com uma publicidade de um dia só. É a maior de sempre do futebol brasileiro, dizem nossos diretores. E daí? Queriam que fosse a menor. Mas o fato mostra a dificuldade que tem o mercado de encontrar patrocínio até para grandes clubes. E cá para nós, que falta faz este Ronaldo, não é?

May 20, 2012

Um campeonato de primeira

Esta começando o Campeonato Brasileiro de Futebol que reúne os melhores clubes do  Pais. É uma grande competição. Das melhores do mundo. Poucos são os campeonatos de oferecem tantas oportunidades de grandes jogos como o nosso. Grandes jogos e revelações de jogadores. É a mais importante competição dos clubes brasileiros. Disputado durante todo ano, pelo sistema de pontos corridos, ao final consagrará um time como campeão.

O Corinthians, campeão do ano passado, inicia sua jornada enfrentando o Fluminense  no Pacaembu. Como sabemos, nesta competição, o importante é vencer e acumular pontos. O Timão, com um time modesto mas regular, conseguiu vencer em 2011 porque venceu nos momentos certos da competição. A regularidade é mais importante que momentos de grande exibições seguido de partidas ruins.

A marca do Corinthians, nos últimos meses, é o equilíbrio e a regularidade. Equilíbrio do time sempre bem organizado. Sem craques fora de série, trabalha bem a regularidade do time e dos jogadores. Com um time bem organizado, uma defesa compacta, um meio de campo aguerrido e um ataque abaixo da média do time. Esta tem sido a receita de nossa vitória. É certo que faltam ao time uns 3 ou 4 jogadores com nível superior a média. Não temos.  Os novos jogadores  que anunciam a chegada são atletas comuns. Medianos. E em nada mudarão  a equipe que não contam com nenhum jogador extraordinário.

Num campeonato longo a regularidade é um fator de grande importância. E isso o Corinthians tem.

Europeus

Não vi a final do torneio europeu de futebol. Para ser sincero, não acho esta competição a oitava maravilha do mundo. Já vi muita equipe ruim  vencer com grande festa. A mídia dá um valor exagerado para este eventos. É o famoso complexo de vira-lata. Porque é lá na Europa é bom, bem organizada, de grande qualidade. Nada disso. Na maioria das vezes os campeonatos dos países do Velho Continente são ruins. E também a tal Liga.

Retornados

Se a mídia brasileira estivesse interessada em dar um belo quadro dos brasileiros que jogam na Europa, teríamos uma situação dolorosa. Quase todos os nossos jogadores que estão por lá, são oferecidos para Deus e todo mundo. Os clubes europeus querem ficar livre dos grandes salário, neste momento de crise econômica. E nada melhor do que dispensar jogadores que estão rendendo muito pouco. Os  atletas do Brasil pouco ou quase nada tem jogado na Europa. Os nossos grandes ídolos estão na reserva por lá . Isso quando são relacionados para os jogos pois, muitas vezes, nem isso conseguem. É a hora dos retornados.

May 17, 2012

Do blog do Juca

 

E o Timão comprou até o tira-teima 

 

Nunca foi tão verdadeira a ideia de que temos no país um Todo Poderoso Timão.

Depois de passar, entre os anos 50 e 70, duas décadas comprando a FPF para não ser campeão estadual e, assim, fazer crescer sua legião de sofredores e maloqueiros;

depois de fazer o mesmo com a CBF entre 1971 e 1990, quando, enfim, comprou o primeiro de seus cinco títulos brasileiros, além das três Copas do Brasil, todos no apito;

depois de comprar a Fifa e a Band para ser o primeiro campeão mundial de clubes Fifa, no ano de 2000;

depois de comprar a CBF para cair para segunda divisão e voltar a sentir o gosto de sofrer, masoquistas que são os Fiéis;

e de ver a Ponte Preta pagar mais à FPF e roubar-lhe novo título estadual que já estava comprado;

Tan-tan-tan-tan, eis que o Todo Poderoso Timão chegou ao auge:

comprou o Tira-Teima da Globo para mostrar que houve impedimento no gol do Vasco, gol que o eliminaria da já adquirida Taça Libertadores.

Só mesmo abatendo-o a tiros.

Vá ser forte assim em Itaquera.

(Opa, e não é que é uma boa ideia?…)

http://www.blogdojuca.uol.com.br

 

May 15, 2012

Um Parreira à paulista

 

Amedeo Modigliani, “Grande Figura Nua Deitada”, 1918.

EXPOSIÇÃO: AMEDEO MODIGLIANI NO MUSEU DE ARTE DE SÃO PAULO
QUANDO: Abre amanhã, dia 16/5, às 19h30, para convidados; de ter. a dom., das 11h às 18h; qui., das 11h às 20h; até 15/7.
ONDE: Masp (av. Paulista, 1.578, tel. 0/xx/11/3251-5644).  ACESSO: Estação de Metrô Trianon-MASP.
QUANTO R$ 15.

 

Neste dia (15 de maio), há 10 anos, o técnico Carlos Alberto Parreira vivia um momento ímpar em sua vitoriosa carreira.
O Corinthians, time que ele dirigia, ganhava naquela noite, em Brasília, a Copa do Brasil. Três dias antes havia conquistado no Morumbi o Torneio Rio-S.Paulo, que reunia as 16 principais equipes cariocas e paulistas. Foi um momento especial em sua carreira, como ele mesmo falaria tempos depois.

Quando Parreira chegou ao Corinthians, era um técnico para lá de contestado, especialmente em São Paulo, pela mídia e pelos torcedores.
Sua fama de retranqueiro era o mínimo de que se falava. Embora já tivesse um longa carreira com grandes vitórias (como Campeão do Mundo pela Seleção Brasileira nos EUA, 1994; Campeão Nacional com o Fluminense (embora tivesse dirigido a equipe somente na parte final do campeonato), Parreira era impiedosamente criticado. Tanto que, alguns dias antes de ser contratado pelo Corinthians, em grande entrevista, disse que não desejava dirigir qualquer Clube no ano de 2002, após sua passagem pelo Inter de Porto Alegre.

A mídia paulista era especialmente azeda com Parreira.
Acusavam-no de ter um discurso muito refinado (incompatível com o futebol, segundo eles). Não era um boleiro e os jogadores não “gostavam” disso. Por outro lado, havia a dramática passagem pelo SPFC, alguns anos antes.  Logo após conquistar o Campeonato do Mundo, chegou ao Tricolor, que era todo festa. Seria a reunião de um time diferenciado, com um técnico  que falava sem erros de linguagem, tão ao gosto dos lordes. Foi um fracasso total. Creio que Parreira nunca esqueceu o “conto do vigário” em que caiu.  Aquilo que a mídia dizia ser um “Olimpo”, na verdade se tratava de um Clube com métodos quase varzeano.
Que levaria o treinador a um curto (e inesquecível) período no Tricolor.

No dia de sua apresentação no Corinthians,  a Diretoria alvinegra quase foi massacrada pelos jornalistas, que “queriam  vingança” por Parreira não ter vencido no São Paulo. Poucas foram as vozes que divergiram, vendo em Parreira um profissional de alto nível, sério e competente.

O tempo se encarregou de mostrar que o ex-técnico da Seleção era – na verdade – um treinador ideal para um grande Clube. Organizado, sua Comissão Técnica tinha toda a programação do ano. De treinos técnicos, jogos, coletivos e até dias de rachão. E ele sempre gostou de fazer o que poucos técnicos apreciam: treinar. Treinar o tempo todo, sempre cobrando disciplina em campo.

Sua vitoriosa passagem pelo Corinthians marcou sua carreira. Decorridos 10 anos daquela conquista, ele se tornou um técnico que deixou imensa saudade e uma marca positiva entre os corinthianos. Após aquela temporada, desapareceram os rótulos acusando-o de retranqueiro, despreparado e anti-futebolista. E ele merece todo o respeito por ser um profissional correto, sério competente e vitorioso.
E nós do Corinthians agradecemos. Muito.

Não esquecem 

O que leva uma torcida, na hora em que seu time é campeão, gritar e cantar xingamentos contra um adversário que não estava ali?
Simples. Freud explicaria bem. Não se esquecem do adversário – em qualquer situação – porque queriam, na verdade, não o título,  mas o status e a grandeza que correspondem ao outro e eles não têm.

Mônica e Sônia

A coluna de hoje da Mônica Bérgamo, na Folha, e a da Sônia Racy, no Estadão, deveriam circular juntas.
Todas as fotos são iguais. Torcedores “famosos” – a maioria banqueiros – num camarote no Morumbi, no último domingo. Será que apareciam para prestigiar a equipe deles? Não creio. Talvez  fosse mais um banqueiro querendo melhorar sua  imagem diante do público (Vejam, eles vão ao futebol!  então são gente comum…) do que para mostrar a força do time.

Bom exemplo 

O Blog do Birner, no dia de hoje, publica uma interessante matéria sobre a briga do SPFC/Inter/Oscar/ Bertolucci.
Um membro de um Tribunal Superior – onde tramita o caso – vai se dar por impedido na matéria, por ser torcedor militante do São Paulo. É um exemplo que deve ser destacado. Em tese, a imparcialidade em casos como este, estaria comprometida. Mas faz bem o juiz em se afastar da questão. Há outros casos idênticos a esse. E alguns onde o comportamento foi no sentido contrário.
Devemos aplaudir o magistrado lembrado pelo Blog do Birner e  não nos esquecer dos que fizeram de maneira diversa.

May 12, 2012

Agora vai

Saiu a primeira convocação da seleção brasileira da “era Marin”. Sem muitas novidades mas mostrando que o técnico entendeu o “pito” público dado pelo novo presidente. Nada de Ronaldinho gaúcho, aquele jogador que seria melhor que o Garrincha, segundo uma grande parte da imprensa ( Juca e Tostão, diziam isso). E com poucos nomes do Leste europeu  que tanto espanto andaram causando em convocações anteriores.

Acho que a nova convocação muda pouco nas encrencas da seleção. O presidente José Maria Marin vai continuar fazendo como sempre fez: aos poucos – sem alarde- ele vai  apertando cada vez mais o parafuso. Até que os atingidos peçam o boné para sair. Sua intervenção nas convocações foi um passo e tanto. Quer, porque quer, mostrar que é ele quem manda . E vai tocando.

O Painel FC( Folha) publica, nesta edição de sábado, duas notas contraditória. Na primeira (Conselho) anuncia que o ex-presidente do Corinthians  estaria para deixar o cargo de diretor da CBF. Antes tarde do que nunca, diria uma rádio que escuto.  Mas na segunda nota (Da água para o vinho) diz o oposto. Marin e Del Nero passaram a “rasgar elogios” a Andrés após uma visita ao ex-presidente Lula em S. Bernardo. Uma coisa ou outra. Está saindo ou está com prestígio alto. O jornal não explica porque o diretor da CBF não acompanhou Marin e Del Nero na visita ao ex-presidente. Deve ser ocupação pelo cargo.

Publicidade

O vice presidente do Corinthians tornou público que o clube continua trabalhando para conseguir um bom patrocínio para a camisa alvinegra. ” Nas próximas semanas” o assunto será resolvido, disse ele. Bom, e aquela história dos 50 milhões (por ano)  da montadora coreana, vazado por todo lado por blogs oficialistas ? Era papo furado? Chegaram a fotografar um “coreano” ou “japonês” (não sei bem) que estava no estádio, em jogo do Corinthians, para fechar o contrato. Nada. Só barulho na República.

A dificuldade na nova publicidade dos times de futebol tem duas explicações: a crise econômica mundial assusta muita empresa multinacional daqui. E a ausência do presidente Lula.

O ex-presidente foi o grande incentivador de que as empresas anunciassem no futebol. Nada ilegal ou imoral. Falava, por todo canto, que as empresas deveriam contratar com os clube. E todas as agremiações de futebol foram beneficiadas por Lula. Como sabemos, a maioria das empresas estão penduradas no BNDES, então é melhor entrar na onda. Por outro lado, os Fundos de Pensão controlam boa parte do capital das empresas e sempre atendem o pedido do presidente.

Com uma economia crescendo e o presidente só falando de futebol por todo lado  ocorreu um aumento das verbas no esporte. Sem o presidente Lula, e com a crise mundial, as empresas estão puxando os freios. Ai está a raiz da dificuldade.

No caso do Corinthians acrescente-se a ausência de Ronaldo. Este era um craque -no campo e fora dele- e poderia ajudar muito na contratação de uma empresa de publicidade. Vamos esperar e torcer.

Barraco Palestrino

Na últimas semanas- ou será nos últimos anos- o que vem ocorrendo no Palestra é de espantar mortos e vivos. Brigas de diretores, técnico, jogadores e torcedores numa confusão  por todo lado. E tratado pela mídia. Com discrição, é claro. Se por um acaso do destino tudo isso tivesse ocorrendo no Timão, o mundo cairia.

May 10, 2012

Do Blog do Juca

 

Pesquisei e descobri…  

 

…que o Corinthians jamais foi campeão da Libertadores enfrentando times italianos.

Ou coreanos.

Do norte e do sul.

Jamais foi campeão, também, enfrentando quaisquer equipes que tivessem uma goleira.

Nunca foi campeão jogando em Bucareste.

Com centro-avantes cujos nomes começassem com Ç, idem ibidem.

Sempre foi eliminado antes de disputar um mata-mata na neve.

Pior: jamais se classificou para a Libertadores entre 1910 e 1960.

50 anos sem nem sequer uma classificaçãozinha!!!

E, finalmente, o Corinthians não tem nenhuma Taça Libertadores em seu cofre forte.

Nem cofre forte.

(Desta última informação, confesso, não tenho certeza absoluta).

www.blogdojuca.uol.com.br

May 6, 2012

Pedras e Pedreiras

A maior dificuldade que o Corinthians enfrentará nos próximos jogos é a falta de atacantes. Com a saída de Adriano  e a precária condição física de Liedson,  a capacidade de decisão do ataque do Timão fica comprometida. Adriano- como ficou claro no final do campeonato passado- mesmo não estando  cem por cento em forma, poderia ajudar em momentos decisivos. Sua saída (certa ou errado) em pleno início das disputas do ano, e a impossibilidade de reposição, abriu um buraco no ataque. A condição física de Liedson -precária a olhos visto- quase no mesmo espaço de Adriano, agrava o quadro. Restam, no atual elenco, poucas (reduzidíssimas, na verdade) alternativas para o técnico.  E em momento em que  as competições tendem a ficar cada dia mais duras, com jogos mais disputados e mais desgaste dos jogadores. É neste quadro de dificuldade que devemos lutar para superar os adversários e os problemas de elenco que apareceram. Vamos esperar que cada jogador alcance a sua melhor forma para render tudo nos próximos jogos. É acreditar, rezar e torcer.

Nova camisa

Já ouvi de tudo sobre o novo uniforme do Corinthians. Alguns gostaram, outros nem tanto. Visto pela internet- que não dá uma ideia precisa- parece-me bonita. Fui, neste sábado, ao clube- na nossa loja- para compra-lo. E, acreditem, após o barulho enorme pela internet o novo material só estará à venda na terça-feira. Que visão esquisita da Nike ! Faz um barulho de lançamento e não coloca na loja para vender o produto. Falaram-me que é para dar impacto na véspera do jogo de quarta com o time equatoriano. Não entendi muito, mas vamos esperar até lá para comprar.

Zizao

Os que dão uma olhada neste bolg sabem que não achei “uma boa” aquele barulho todo que fizeram com a chegada do jogador chinês, no início do ano. Foi uma barulheira claramente desproporcional a importância futebolística e econômica da contratação. Dizer que com ele o Corinthians abria o mercado chinês era lorota pura. Parecia-pelo tamanho da festa- que o Corinthians estava fazendo uma parceria estratégica com o governo da China. Era nada. Daí não sairia- como não saiu – um contrato ou um negócio. O pior é que ficaram promovendo-com evidente exagero- um jogador que ninguém conhecia. Chegaram a dizer que se tratava de um novo Messi. Como já haviam dito o mesmo do Defrederico ( caríssimo mico )  embora este tivesse pelo menos alguns dvds. Mas a verdade é que além de ninguém conhecer este Zizao, ele  é para lá de azarado. Com uma nova lesão (no ombro, disseram) ficará todo o primeiro semestre sem jogar. Era melhor ter feito uma festa menor.

Estádio

A Veja desta semana traz uma informação, no mínimo, preocupante. Na coluna Radar, tradicionalmente abastecida com informações do Marketing do Corinthians, diz  que, finalmente, o clube  “engatou uma negociação consistente com uma empresa para dar o nome ” do novo estádio. Afirma a revista que o valor seria 40 milhões por contrato de vinte anos, com uma cervejaria. É uma valor muito abaixo do que a direção do Timão andou falando aos quatros ventos. Deste contrato dependerá o valor da dívida que o Corinthians herdará com a construção do estádio. Quanto menor for o arrecadado com o nome, maior será a parcela que sobrará para o Timão pagar de seu caixa.

Ronaldo

O Corinthians encerrou o contrato de publicidade na camisa que manteve nos últimos meses. E, pelo que vemos, aquela noticia de “um contrato com uma montadora coreana, por 50 milhões por ano”, tão propagandeado era…”propaganda”. Da empresa e do Marketing corinthiano.  Como faz falta um Ronaldo, diriam os deuses ! Faz falta, sim. Jogando ou não jogando.

May 1, 2012

Mudar ou Morrer

A fórmula de disputa do Campeonato Paulista não agrada (quase) ninguém. Um número grande de clubes, numa primeira fase sem jogos de retorno e uma fase de mata-mata que é só mata, levaram ao descrédito do evento. Há muitos que defendem- pura e simplesmente- o fim da competição. Acho difícil. Muitos interesses seriam feridos e -no atual quadro do futebol- seria improvável.

Há muitos ( e relevantes) motivos que sustentam a manutenção dos campeonatos regionais. O mais fraco é o que se baseia na questão histórica. Campeonatos nascem e morrem. São importantes, perdem a importância e desaparecem.

Mas o Brasil é um pais de dimensões continentais e uma competição regional atende as rivalidades dos locais. Os críticos lembram que na Europa só existe campeonato nacional e não da Catalunha, do Lázio, da Toscana etc. É verdade. Mas são todos países menores que os Estados brasileiros. No campeonato italiano- apenas para citar o mais famoso- as equipes viajam de trem ou ônibus para qualquer partida. Até mesmo no dia do jogo,  uma vez que , as distâncias são pequenas. Apenas um ou outro jogo ultrapassa a quilometragem de São Paulo- Ribeirão Preto.

Mas até os que são pela extinção dos Campeonatos Estaduais defendem alguma mudança na fórmula de disputa. O melhor caminho seria fazer o que foi feito em 2002  com alguns Torneios por regiões do país. Teríamos o Rio- São Paulo e as Copas do Sul, Sudeste, Norte e Nordeste. Foi um sucesso a disputa naquele ano. O Timão- como já é marca do time- venceu a competição na sua primeira edição. Lamentavelmente a tv- por problemas pontuais – resolveu implodir o Rio- São Paulo. E voltamos para a velha fórmula do campeonato por Estados. Foi um lamentável retrocesso na organização do nosso futebol. Se aquele modelo tivesse sido mantido (como fez a Fifa com o Mundial de clubes que começou em 2000), hoje estaríamos numa situação muito melhor.

Um Torneio Rio- São Paulo é sempre atrativo para o público e para a tv. Mas ela não entendeu assim e voltamos para um passado com fórmula vencida. Não acho que as Federações aceitem mudar o campeonato. Isso é obra para os clubes grandes. E eles estão para lá de domados( todos) pelas cúpulas das Federações.

No fígado

A eliminação do São Paulo pelo Santos, dirigido por Muricy Ramalho, deve ter doído muito lá pelos lados do Morumbi. Como sempre leio o blog do Birner ( muito bem informado-pela mesma fonte- sobre o São Paulo e Corinthians)  recordo-me da campanha terrível que fazia um dirigente tricolor contra o técnico. O atual treinador santista sabe de tudo. Nome , posto, profissão etc. Mas esta tática de dirigente tentar derrubar técnico já é antiga por lá. Recordo-me que todas as vezes que tentei falar com Parreira sobre sua passagem pelo Morumbi ele- elegantemente- desconversava. Na época tinha sido -recentemente- campeão do mundo (94) e seu prestígio era imenso. Mas, mesmo com a recusa de Parreira, bem informados do futebol contaram-me como foi a queda do técnico no Morumbi. Os dirigentes fizeram um churrasco com os jogadores e tramaram a derrubada do técnico. E a equipe começou a jogar um futebolzinho vagabundo. Era a trama direção e jogadores. Não tinham coragem de demitir o técnico- educado, cordial e competente- geraram uma crise no futebol para desculpar-se.  Por ai dá para conhecer a conduta deste pessoal. E o técnico Muricy sabe tudo. Nos mínimos detalhes.

Apr 30, 2012

Mi Buenos Aires Querido

Sempre gosto de retornar à Buenos Aires. É uma bela cidade, cosmopolita como São Paulo, e com uma noite de fazer inveja. Bons restaurante – e incrivelmente baratos, se considerarmos os de São Paulo – teatros, livrarias e o tango que dá um sabor forte aos portenhos. Está invadida por brasileiros. Por todo lado só se ouve o português e conversas sobre “reais”. Nas lojas, restaurantes e na rua é uma capital “tomada” por brasileiros. Os paulistas são maiorias e chegam com aquela vontade de fazer compras que deixa todo mundo doido. Compra tudo, em pacotes e poucos discutem os preços. Sabe que está barato e vão naquela arrogância consumista que já virou a marca dos brasileiros. Os gaúchos são minorias .mas não menos indelicados. Tudo que aparece é comparado com algo do Rio Grande. O churrasco ( ou parrilla) o “melhor” é o de Porto Alegre; o caneloni “não tem igual” ao do Rio Grande”; o café da manhã não é igual “ao café colonial” da Serra; e por ai adiante em comparações que só mostra o provincianismo gaúcho. Não chegaram ainda a dizer que o vinho do Rio Grande é melhor que o argentino, mas está perto.

Fui ao Teatro Colón ver a ópera “A Força do Destino”, de Verdi. Bons cantores, boa orquestra, mas uma montagem muito conservadora. Pesada, como gostam os argentinos. Com muita gente no palco (um coral imenso, que poderia ser menor) que faz a produção  perder o impacto que esta obra traz. Mas enfim uma bela montagem num Teatro que os argentinos (com justa razão) amam. É o maior e o melhor teatro de ópera da América, que me perdoem os gaúchos. Uma pena que a crise econômica tenha reduzido o número de produções e também comprometido a qualidade dos elencos.

Os argentinos são muito simpáticos nesta invasão de brasileiros. Quando a discussão é futebol volta sempre o papo de Maradona e Pelé. Isso é uma bobagem. Pelé não participa desta disputa. Esta acima dos deuses do futebol. Sempre gostei do futebol argentino. Considero que o mundo tem duas grandes escolas de futebol: Brasil e Argentina. Acho que somos melhor que eles, pois temos o que falta na Argentina: a presença de jogadores negros. Eles fazem a diferença à favor do Brasil.

Os clubes estão em crise e a seleção também. Faltam craques, dizem eles, que tem o Messi. A fragilidade financeira dos clubes leva a venda de jogadores cada vez mais jovens para o exterior. E a seleção perde. Uma situação que lembra a nossa. Como o Brasil, também estão apreensivos com o desempenho na próxima Copa. Mas acham que farão um bom papel. Vamos ver.

A Copa de 2014 no Brasil é motivo de esperança para os argentinos. Acham que muita gente irá para Buenos Aires – que teria melhor infraestrutura- fugindo de ficar no Brasil. Não acredito. O Aeroporto de Buenos Aires consegue ser mais atrapalhado do que o de São Paulo e a rede hoteleira não é das mais modernas. A banda larga (ou lenta) deles é tão ruim quanto a nossa. Mas a verdade é que eles acreditam que terão um “naco” de vantagens com a Copa. É sonho.

Apr 22, 2012

O mundo gira

A devastadora crise econômica que vive a Europa terá um grande impacto no futebol. Sem saída para seus problemas, vários países importantes- na economia e no futebol- vivem uma década perdida e caminham para voltarem a ser nações do “terceiro mundo”. Nada indica que Espanha, Portugal, Itália, Inglaterra, França e outro menos cotados possam solucionar seus problemas no curto prazo. O que estamos vendo é um empobrecimento desses povos e o impacto no futebol será evidente.

O grande crescimento europeu começou logo após o fim da guerra. Diante do perigo do comunismo, os Estados Unidos e seus aliados, trataram de levantar aquela Europa  caída. Nestes últimos 50 anos, quase todos os países europeus viveram um “milagre” econômico. Itália, França, Inglaterra, Espanha, Portugal foram superando seus problemas com grande progresso econômico e social. A reconstrução da Europa veio com a implantação de um Estado Social onde os trabalhadores, a classe média  e os ricos tiveram um salto na qualidade de vida. Este novo mundo trouxe a crescimento econômico e a distribuição de renda. Todos os países europeus passaram a viver melhor. E o futebol seguiu o mesmo caminho. Mais dinheiro para os clubes, melhores jogadores, melhores estádios etc tudo numa marcha que levaria a uma vida melhor.

É este “novo mundo” construído após a segunda gerra que esta sendo destruído. Ou melhor, desconstruído. A brutal crise nos Bancos,e Seguradoras e Mercado financeiro levou a uma situação de quase falência dos Estados. E o caminho até agora percorrido para resolver os problemas foram cortes de tudo: dos gastos em saúde, educação: corte nos salários e pensões; cortes nos investimentos em estradas, empresas, trens etc. A crise européia atinge todos os lados mas quem esta perdendo mesmo são os assalariados, pensionista e a classe média. Com isso a base do Estado social construído no pós-guerra vai ao colapso. E o lazer( onde entra o futebol) é uma grande vítima.

É neste novo quadro de dificuldades por todo lado que vivera o futebol após o final da temporada 11/12. A partir do meio do ano, os grandes clubes europeus viveram a realidade de estarem num continente cada vez mais pobre. A Liga das Estrelas da Espanha perderá o brilho ,o campeonato português será ainda menos atraente do que é nos dias atuais. E a Itália, sempre importante no futebol e na dolce vita, perderá muito do seu charme.

Esta crise profunda deixa as empresas sem grana e um governo sem condições de socorro. Empresas sem dinheiro é menos recurso no futebol, na publicidade, nas contratações de craques etc. Mesmo a Inglaterra com seus oligarcas já começa a sentir o corte de dinheiro. Sem condições de contratações milionária muito coisa mudará no futebol mundial. A América do Sul que tradicionalmente “exporta” craques viverá, também, este impacto. As vendas serão menores e muitos “craques” que atuam nos clubes europeus voltaram para sua  terrinha.

É neste mundo que passaremos a viver após o fim da atual temporada. Os grandes campeonatos europeus, com craques por todo lado “o vento levou”. E o mundo, viverá uma nova fase do futebol, exatamente ao tempo, em que o Brasil organiza a Copa do Mundo.Viva .

Vampeta, Edilson e Fábio Luciano

Quem foi ao Teatro do Corinthians, no Parque São Jorge, ontem,  para a homenagem a Vampeta, Edilson e Fábio Luciano viveu uma agradabilíssima manhã. Três grandes jogadores que muito honraram a camisa alvinegra e, também, três figuraças. Vampeta e Edilson mais descontraídos e Fábio Luciano, mais tímidos, mostraram o valor do ato. Destacaram a importância do Corinthians nas vida de cada um. Além de história deliciosas os torcedores viveram a explosão de alegria que estes três trouxeram para o Timão. Viva!