Feb 9, 2017
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Boa vitória

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CORINTHIANS FAZ O BÁSICO, BATE CALDENSE E AVANÇA NA COPA DO BRASIL

POR VINÍCIUS SOUZA 08 de Fevereiro de 2017 às 23:25, do site Meu Timão

Ainda que longe de apresentar o futebol dos sonhos do torcedor alvinegro, o Corinthians está classificado para a segunda fase da Copa do Brasil. Em seu segundo compromisso oficial na temporada, o Timão derrotou a Caldense por 1 a 0, nesta noite de quarta-feira, no estádio Doutor Ronaldo Junqueira, em Poços de Caldas-MG. O gol que eliminou a equipe anfitriã foi marcado pelo meia Rodriguinho.

Apesar do triunfo na abertura da competição nacional, outros assuntos movimentaram o noticiário corinthiano ao longo da noite. Isso porque a direção do clube anunciou oficialmente a desistência da contratação do atacante William Pottker, da Ponte Preta. Depois, teve de se explicar a respeito da “lambança” envolvendo o lateral-esquerdo Moisés que, por pouco, não entrou em campo.

MEIO-CAMPO ‘FEIJÃO COM ARROZ’ E RODRIGUINHO SALVADOR

A exemplo da estreia no Campeonato Paulista, o Corinthians começou o duelo em Poços de Caldas-MG sem abafar o time adversário no campo de defesa. Embora o meio de campo trocasse passes com eficiência, Marlone e Giovanni Augusto, abertos pelos lados do campo, não conseguiam dar andamento às jogadas e servir Jô, referência do ataque corinthiano.

Um dos remanescentes da equipe de 2016, Rodriguinho chamava a responsabilidade e tinha a missão de impulsionar a transição entre os setores defensivo e ofensivo. Já Jô, sozinho na grande área, não segurava posição e se deslocava como ponta durante as investidas de Marlone pelo centro do gramado.

O torcedor que compareceu ao estádio Ronaldão assistiu a 25 minutos de um Corinthians sistemático, com pouca criatividade do meio para frente, e uma Caldense cautelosa, priorizando os contra-ataques em velocidade. Exceto ao espalmar uma cobrança de falta de Fellipe Bastos, o goleiro anfitrião Neguett mal participou do jogo.

A moleza do arqueiro mineiro teve fim aos 32 minutos da primeira etapa. Rodriguinho arrancou em velocidade e lançou Marlone na esquerda. O camisa 8 invadiu a área e rolou para Gabriel, que acertou a trave direita de Neguett. No rebote, Marlone chutou sem força, e o goleiro encaixou com facilidade.

Apesar do futebol burocrático, o Corinthians seguia com maior posse de bola e, para alegria da Fiel presente no sul de Minas Gerais, abriu o placar antes do intervalo, mais precisamente aos 39. Em jogada iniciada por Jô, que protegeu dentro da área, Fagner recebeu passe e cruzou na cabeça de Rodriguinho, livre para anotar o primeiro do Timão na Copa do Brasil.

REAÇÃO DA CALDENSE E DEFESA SÓLIDA

Como esperado, a vantagem aberta pelo Corinthians fez com que a Caldense adotasse nova postura no segundo tempo, já que necessitava marcar dois gols para seguir viva no campeonato. As tentativas dos donos da casa, porém, quando passavam de Gabriel & cia., esbarravam em Balbuena e Pablo, dupla de zaga que fazia partida segura no Ronaldão e facilitava a vida de Cássio.

Aos 19 minutos, Fábio Carille promoveu sua primeira alteração. Sacou o discreto Giovanni Augusto para a entrada de Marquinhos Gabriel, fôlego novo a um Corinthians que parecia sofrer com a falta de ritmo. A ordem era clara: o camisa 31 deveria jogar nas costas de Rafael Estevam, um dos jogadores mais acionados pela Caldense.

Enquanto o Timão mantinha a bola próxima do gol rival, Carille logo decidiu dar chance a Camacho, antigo titular, no lugar de Fellipe Bastos. A alteração daria maior velocidade ao meio-campo, sobretudo porque Rodriguinho, recém-recuperado de contusão no joelho, acusava cansaço e guardava posição ao lado de Gabriel.

O goleiro Cássio chegou a trabalhar em momentos importantes do período complementar e, mais uma vez, deu conta do recado. Aos 39, Guilherme deixou o banco de reservas na vaga de Rodriguinho, que deixara o campo ovacionado pela Fiel no Ronaldão.

A Caldense bem que tentou, mas não conseguiu impor seu futebol e ao menos empatar o duelo, que dirá virar para cima do Corinthians. Aos gritos de “eliminado”, o time mineiro se despediu da Copa do Brasil diante de um Timão acertado, ainda engatinhando na temporada de 2017. Valeu, Corinthians! Valeu, Fiel!

E AGORA?

Classificado para a segunda fase do certame, a equipe do Parque São Jorge enfrentará o vencedor do confronto entre Brusque e Remo, marcado para esta quinta-feira, às 19h15 (de Brasília), em Santa Catarina. O mando de campo será sorteado pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF).

ESCALAÇÕES

Corinthians: Cássio; Fagner (capitão), Balbuena, Pablo e Marciel; Gabriel, Giovanni Augusto, Fellipe Bastos, Rodriguinho e Marlone; Jô

Caldense: Neguett; Lazarini, Marcelinho, Hélio e Rafael Estevam (capitão); Thiago Carpini, Álvaro, Ewerthon Maradona e Anderson; Zambi e Luiz Eduardo

Feb 5, 2017
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CORINTHIANS SUPERA GRAMADO RUIM E VENCE NA ESTREIA DO PAULISTÃO

Do site Meu Timão

POR VINÍCIUS SOUZA

O Corinthians conquistou, nesta tarde de sábado, sua primeira vitória pelo Campeonato Paulista-2017. Com gol do centroavante Jô, de pênalti, o Timão derrotou o São Bento por 1 a 0, no estádio Walter Ribeiro, em Sorocaba-SP, pela estreia do Estadual.

Com os primeiros três pontos na bagagem, a equipe do Parque São Jorge agora passa a pensar na Copa do Brasil. O duelo de ida contra a Caldense está marcado para a próxima quarta-feira, às 21h45 (de Brasília), no estádio Ronaldão, pela primeira fase da competição.

CAMPO LAMENTÁVEL E CORINTHIANS MELHOR

Cássio sofreu com estado do gramado em Sorocaba

Cássio sofreu com estado do gramado em Sorocaba

A forte chuva que caiu sobre Sorocaba no início da tarde devastou o gramado do estádio Walter Ribeiro. Com o campo molhado, esburacado e repleto de poças d’água, ambas as equipes tinham extrema dificuldade para trocar passes, fazer triangulações e construir jogadas ofensivas. O jeito era abusar da bola parada e de lançamentos, que, muitas vezes, se perdiam pela linha lateral e de fundo.

As principais investidas do Corinthians aconteciam pelo lado direito, com Fagner e Giovanni Augusto. Foi o meia-atacante, aliás, quem perdeu a primeira grande chance do time comandado por Fábio Carille. Aos 25 minutos, Marlone fez bom cruzamento na área para Giovanni, livre da marcação, mas o camisa 17 cabeceou por cima do gol de Rodrigo, já rendido no lance, e desperdiçou.

Embora fosse apenas o primeiro jogo oficial da temporada, o Timão já mostrava padrão, com uma zaga bem postada defensivamente, alas rápidos e Jô, referência do ataque, buscando a bola até a intermediária. Rodriguinho e Fellipe Bastos, centralizados, eram responsáveis pelo setor de criação.

Aos 44, Marlone carregou no meio de campo e tocou em profundidade para Jô, que fazia o facão em direção à área do São Bento. Sozinho, o camisa 7 deu uma “casquinha” de canhota por cima de Rodrigo, mas viu a zaga sorocabana afastar o perigo a poucos centímetros da linha do gol. O centroavante, inclusive, reconheceu que não poderia ter perdido tal oportunidade.

“A dificuldade que estamos tendo é para tocar a bola, então precisamos de uma bola mais longa. A chance que tivermos, temos de matar. São poucas oportunidades em um jogo como esse”, lamentou Jô à beira do campo.

SEGUNDO TEMPO

O Corinthians voltou diferente para o segundo tempo. Marlone, que vinha jogando no lado esquerdo, trocou de posição com Giovanni Augusto e passou a ocupar a ala direita. Ademais, a equipe do Parque São Jorge não demorou a mostrar que estava disposta a voltar para São Paulo com três pontos na bagagem.

Lance do pênalti gerou reclamações de jogadores do São Bento

Lance do pênalti gerou reclamações de jogadores do São Bento

Aos sete minutos, Jô escapou pelo lado esquerdo do ataque, invadiu a área e acabou derrubado pelo zagueiro Pitty, que reclamou da decisão do árbitro Raphael Claus. Sem nada com isso, o camisa 7 foi para a cobrança, bateu com categoria no canto esquerdo do goleiro e abriu o placar para o Timão no Walter Ribeiro. Era o 19º gol de Jô pelo Corinthians, o primeiro na atual passagem.

À frente do marcador, Carille decidiu efetuar sua primeira alteração: sacou Giovanni Augusto para a entrada de Marquinhos Gabriel, autor do gol da vitória sobre a Ferroviária da última quarta-feira. Tanto o tento quanto a troca frearam a empolgação do Corinthians, que nitidamente tirou o pé e viu o São Bento ficar mais tempo com a posse da bola e levar perigo à meta do goleiro Cássio.

Aos 30, nova alteração no Corinthians. Camacho deixou o banco de reservas no lugar de Fellipe Bastos, discreto na partida. Pouco tempo depois, Jô assumiu cansaço e pediu substituição, dando nova chance ao paraguaio Ángel Romero.

As três modificações, somadas ao estado para lá de lamentável do CIC, dificultaram um duelo de bom nível técnico em Sorocaba. Sorte do Corinthians, que fez bom primeiro tempo, se aproveitou de penalidade em cima de Jô e somou os primeiros três pontos do Paulistão. Início com pé direito – ou esquerdo, do canhoto centroavante! Valeu, Corinthians!

É dele! Jô marca na estreia oficial do Corinthians em 2017
É dele! Jô marca na estreia oficial do Corinthians em 2017
Jan 2, 2017
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Torcedores.com: ROQUE CITADINI DESCARTA NR DA ARENA CORINTHIANS: “NEM PENSE NISSO”

Foto: Reprodução/Gazeta

O ex-vice presidente do Timão e possível candidato a presidência na próxima eleição, Dr. Roque Citadini, concedeu entrevista exclusiva ao Torcedores.com, e falou sobre os atuais problemas do clube, como por exemplo o imbróglio da Arena Corinthians e o enfraquecimento do atual grupo de dirigentes que estão no comando do Corinthians.

Citadini falou com clareza sobre a atual situação política do clube, que para ele enfrenta diversos problemas, incluindo a situação da Arena e passando até pela categoria de base.

“O Corinthians tem vários problemas que vão se juntando todos numa mesma situação. Nós temos um problema no estádio, de dificílima solução, não tem nada a ver que o Corinthians vai perder o estádio, isso não existe, a dificuldade é acertar o preço, o que falta fazer e arrumar o que foi errado, mas essa equação entra o fundo, a caixa, a Odebrecht e o Corinthians, quem disser que tem solução fácil, esta mentindo, qualquer um que for presidente nos próximos 5,10,15 anos terá grande dificuldade em achar uma solução.”, afirmou Roque.

O possível candidato falou ainda sobre o futebol, para ele, o atual momento passa pela grande dependência criada em cima de Tite, que deixou o comando do Timão para assumir a seleção Brasileira, ainda no inicio do campeonato Brasileiro de 2016.

“Nós temos também uma crise no futebol porque o clube se acostumou mau com o Tite, e a hora que perdeu o Tite, que resolvia milhares de problemas, foi visto que estava com um elenco frágil e o clube de uma certa forma, sem condições de disputar a ponta que é uma certa preocupação para o Corinthians.” analisou o ex-diretor do Timão.

Citadini ainda fez dura criticas ao modelo de gestão das categorias de base, que para ele, é feita de forma desastrosa. O mesmo ainda afirma que o prejuízo será ainda maior, tendo em vista, que os jogadores da base de hoje, seriam criados para revelar daqui 3 ou 4 anos, dessa forma, na visão do entrevistado, o problema estaria sendo criado para o futuro.

“Nós temos outro problema no futebol, essa desastrosa política da categoria de base, que dizimou o Corinthians nos últimos 10 anos, nós não revelamos jogador, quando revelamos o dinheiro era para os empresários, essas parcerias na categoria de base, foi o que de pior o clube podia fazer. Num momento desse o Corinthians sempre se socorria dos jogadores que estavam nascendo do clube e nós não temos, e isso foi uma tragédia criada por uma política determinada dentro do Corinthians, que achou por bem fazer parcerias com empresários e hoje deu no que deu.”, criticou Citadini.

Mas para ele, o problema maior passa pelos que hoje comandam o Timão, Citadini por diversas vezes durante a entrevista, deixou claro que em sua forma de ver, os atuais dirigentes, não tem mais forças para melhorar a situação do clube, o mesmo usou a expressão “Esgotou” para analisar a situação dos atuais mandatários.

“Para completar tudo isso, na minha avaliação pessoal, o atual grupo dirigente não tem condições de dar uma resposta a isso. Fica muito claro, sem querer dar nome de A,B ou C, mas o atual grupo dirigente, ele não consegue enfrentar esses problemas, por vários motivos, primeiro que foi ele que causou vários deles, o negócio da categoria de base, o negócio do futebol, segundo, porque eles são um grupo ultra-dividido, várias facções pra lá, pra cá, de tal forma que perante um problema, o Corinthians nunca tenha solução. É fato que estamos com problemas no futebol e tudo ai, mas o fato principal é que o grupo dirigente esgotou, esgotou sua capacidade de encontrar soluções para os problemas.” relatou.

Roque deixa claro que não esta falando nem bem, nem mau, porém para esse grupo já deu, hoje não conseguem mais dar resposta aos problemas. O Corinthians tem um ano até a eleição, segundo Citadini, o clube precisa se preparar para esse 2017, partindo da premissa de que o atual grupo dirigente não terá solução para os problemas, o ex-diretor do Timão acredita que a salvação do próximo ano, esbarra na ausência de iniciativa do atual grupo que esta no comando do Timão.
Voltamos a falar sobre a Arena Corinthians, questionei-o sobre o tão sonhado Naming Right, esse já veiculado muitas vezes já estar fechado com empresa X, ou que está próximo de ser sacramentado, Citadini foi claro: “Nem pense nisso, falar em NR é uma loucura, já era dificil antes, depois com a crise do pais no pós copa, aumentou a dificuldade, com a Odebrecht, aumentou ainda mais. Falar em NR é falar em uma irrealidade. O pior seria conseguir o NR agora, porque seria capaz de conseguir por qualquer preço, de qualquer jeito, com qualquer um. Por exemplo, nos últimos tempos o Corinthians tem feito contrato com empresas que não pagam, que sumiram, você vê que são assim, aventureiros.”
Ainda sobre a Arena Corinthians, Citadini criticou a atual gestão do estádio Corinthiano, para o ex- diretor, a gestão não avançou em nada nos últimos tempos. O modelo de venda de ingressos foi alvo das criticas, para o ex-mandatário, as vendas devem seguir o padrão europeu e ser vendido totalmente via internet, desta forma, sendo mais segura e saudável ao torcedor. O mesmo ainda citou exemplo de utilizar tickets no celular para entrada, desta forma, descartando as catracas.
Sobre Rosemberg assumir a gestão da Arena Corinthians, Citadini, afirma que seria excelente, pela sua grande capacidade, porém, para ele, o mesmo não tem condições de voltar neste momento, por conta dos atritos com o atual grupo de dirigentes e outro fator seria o clube não ter um exato rumo a seguir. O ex-diretor do Timão acredita que com Luis Paulo Rosemberg, seria possível encontrar uma gestão profissional para o estádio do Timão.
Roque Citadini confidenciou ainda, que a pouco tempo recebeu email de torcedores que desejavam voltar a jogar no Pacaembu, sobre o pedido, sua resposta foi clara: “Não tem sentido, o Pacaembu é um estádio horroroso para as finanças do Corinthians”. Ainda sobre o pedido, Citadini confirma que a Arena é muito melhor para o futebol e é muito melhor para o time do Corinthians, e afirma ser essa uma das maiores vantagens.
Segundo colocado nas últimas eleições do clube, Roque Citadini é um dos mais fortes opositores da atual gestão Corinthians, espera-se que o mesmo seja candidato em 2018, e desta vez, enxerga-se muito mais chances de vitória, mas, ele afirma não querer se eleger apenas pela péssima administração dos atuais comandantes.
“Esse negócio de ser candidato, tem duas coisas, primeiro você precisa querer e segundo as pessoas precisam querer. É lógico que eu tenho condições de ser candidato, porque tive 43% dos votos na última eleição, em um situação que eles vendiam o clube como se estivesse tudo resolvido, mas eu não quero me eleger presidente só pela desgraça do atual grupo dirigente”, revelou.
Citadini voltou a dizer que os atuais mandatários não tem condições de resolver os problemas do clube e afirma que será uma tragédia todo o tempo que os mesmos estiverem no comando. Mas o ex- diretor acredita que o ponto para as próximas eleições será encontrar uma diretoria que enfrentam os problemas citados por ele, no caso, o imbróglio da Arena Corinthians, as parcerias na categoria de base, resolver os problemas do futebol.
Dec 18, 2016
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Jornalismo anti-Millor

Dizem que Millor Fernandes afirmava que o “jornalismo é oposição, o resto é armazém de secos e molhados”. Essa regra não vale no jornalismo esportivo.

Aqui o normal é ser situação.

Alguém acha que o grande problema do Corinthians foi ter contratado o Cristóvan e não o Mano?
É claro que não.

Os problemas são maiores e mais complexos. E não começaram hoje.

A destruição das categorias de base com o abraço aos empresários e seus interesses; a gestão juvenil do estádio; a farra de contratações onde quem menos ganha é o clube; contratos e comissôes acima do mercado etc.

É claro que os problemas vêm de longe e hoje o grupo dirigente esgotou sua capacidade de responder às crises.

Mas, num jornalismo onde tudo é aplauso, não vale falar dos anos de erros.
Isso desvalorizaria seus rasgados elogios por esses anos todos.
A imprensa no esporte (na sua maioria) é o anti-Millor

Dec 4, 2016
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Cinco anos sem o Doutor Sócrates

Há cinco anos morria o craque Sócrates, no dia da final do Brasileiro

Do R7

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Neste dia 4 de dezembro, completam-se cinco anos da morte de um dos maiores jogadores de futebol de todos os tempos. Sócrates morreu nesta data em 2011, aos 57 anos, de causas decorrentes de cirrose hepática, no mesmo dia em que o Corinthians se sagrava campeão brasileiro ao empatar com o Palmeiras no Pacaembu.

Antes do apito inicial, os jogadores se reuniram em círculo no centro do gramado e os corintianos ergueram a mão direita para o alto, em homenagem ao gesto que o Doutor, como Sócrates era conhecido, utilizava para comemorar os seus gols.

Na Copa do Mundo de 1982, Sócrates foi o capitão da seleção brasileira, na ocasião uma equipe que pode ser considerada uma das melhores da história, mesmo tendo sido eliminada pela Itália antes das semifinais. O seu gol contra a União Soviética, após driblar dois marcadores, um deles Susloparov, e chutar no ângulo de Dasaev, foi um dos momentos inesquecíveis da campanha.

Dotado de uma visão de jogo rara e uma técnica apurada, Sócrates se consagrou no Corinthians, após deixar o Botafogo de Ribeirão Preto, onde iniciou a carreira. Na cidade do interior paulista, para onde a família se mudou antes de Sócrates se tornar jogador, vinda do Norte (Sócrates nasceu em Belém do Pará), o ex-jogador cursou a Faculdade de Medicina, tendo completado todo o ciclo de estudos e se tornado médico.

Por sua inteligência, Sócrates se destacou também como militante político e defensor dos direitos humanos. Após encerrar a carreira, atuou como técnico de futebol, articulista e comentarista esportivo. Envolveu-se também com a música, TV (com pontas em novela) e produção teatral.

Tinha uma personalidade própria, contrária a qualquer tipo de bajulação de poderosos e a interesses financeiros que se suplantavam aos sociais.

O jornal britânico The Guardian elegeu Sócrates, dentro do famoso quadro “The Joy of Six”, como um dos seis esportistas mais inteligentes da história. Da lista, divulgada em fevereiro de 2015, ele é o único jogador de futebol.

Durante a carreira, o jogador, conhecido pelo genial toque de calcanhar, que usava para compensar sua alta estatura (1m91), atuou pelo Botafogo-SP (1974 a1978); Corinthians (1978 a 1984); Fiorentina (1984 a 1985); Flamengo (1985–1987); Santos (1988 a 1989) e Botafogo-SP (1989). Entre os juvenis e o profissional nos clubes foi autor de 675 gols. Pela seleção brasileira, jogou 63 partidas e fez 25 gols.

Dec 3, 2016

40 anos da grande invasão corinthiana ao Rio de Janeiro

Completa  40 anos, neste dia 5 de dezembro, a histórica “invasão” corinthiana ao Rio de Janeiro, no jogo da semifinal do Brasileirão/76, entre o Timão e Flu. Segundo Celso Unzelte é, ainda, o jogo com maior público da história do Corinthians: 146.043 pagantes. É, também, uma das mais belas páginas de nosso esporte e da vida do Corinthians. O texto que segue é comentário de Nelson Rodrigues, no jornal O GLOBO, sobre o ocorrido. E uma peça histórica, magnífica, orgulho pra todos: corinthianos, tricolores e outros mais.

NELSON E A INVASÃO CORINTIANA

Nelson Rodrigues

1-Uma coisa é certa: – não se improvisa uma vitória. Vocês entendem? Uma vitória tem que ser o lento trabalho das gerações. Até que, lá um dia, acontece a grande vitória. Ainda digo mais: – já estava escrito há seis mil anos, que em um certo domingo, de 1976, teríamos um empate. Sim, quarenta dias antes do Paraíso estava decidida a batalha entre o Fluminense e o Corinthians.

2-Ninguém sabia, ninguém desconfiava. O jogo começou na véspera, quando a Fiel explodiu na cidade. Durante toda a madrugada, os fanáticos do timão faziam uma festa no Leme, em Copacabana, Leblon, Ipanema. E as bandeiras do Corinthians ventavam em procela. Ali, chegavam os corinthianos, aos borbotões. Ônibus, aviação, carros particulares, táxis, a pé, a bicicleta.

3-A coisa era terrível. Nunca uma torcida invadiu outro estado, com tamanha euforia. Um turista que, por aqui passasse, havia de anotar no seu caderninho: –“O Rio é uma cidade ocupada”. Os corinthianos passavam a toda hora e em toda parte.

4-Dizem os idiotas da objetividade que torcida não ganha jogo. Pois ganha. Na véspera da partida, a Fiel estava fazendo força em favor do seu time. Durmo tarde e tive ocasião de testemunhar a vigília da Fiel. Um amigo me perguntou: – “E se o Corinthians perder?” O Fluminense era mais time. Portanto, estavam certos, e maravilhosamente certos os corinthianos, quando faziam um prévio carnaval. Esse carnaval não parou. De manhã, acordei num clima paulista. Nas ruas, as pessoas não entendiam e até se assustavam. Expliquei tudo a uma senhora, gorda e patusca. Expliquei-lhe que o Tricolor era no final do Brasileiro, o único carioca.

5-Não cabe aqui falar em técnico. O que influi e decidiu o jogo foi a torcida. A torcida empurrou o time para o empate.

6-A torcida não parou de incitar. Vocês percebem? Houve um momento em que me senti estrangeiro na doce terra carioca. Os corinthianos estavam tão certos de que ganhariam que apelaram para o já ganhou. Veio de São Paulo, a pé, um corinthiano. Eu imaginava que a antecipação do carnaval ia potencializar o Corinthians. O Fluminense jogou mal? Não, não jogou mal. Teve sorte? Para o gol, nem o Fluminense, nem o Corinthians. Onde o Corinthians teve sorte foi na cobrança dos pênaltis. A partir dos pênaltis, a competição passa a ser um cara e coroa. O Fluminense perdeu três, não, dois pênaltis, e o Corinthians não perdeu nenhum. Eis regulamento de rara estupidez. Tem que se descobrir uma outra solução. A mais simples, e mais certa, é fazer um novo jogo. Imaginem que beleza se os dois partissem para outro jogo.

7-Futebol é futebol e não tem nada de futebol quando a vitória se vai decidir no puro azar. Ouvi ontem uma pergunta: “O que vai fazer agora o Fluminense?” Realmente, meu time não pode parar. O nosso próximo objetivo é o tricampeonato carioca. Vejam vocês:

– empatamos uma partida e realmente um empate não derruba o Fluminense. Francisco Horta já está tratando do tricampeonato. Estivemos juntos um momento. Perguntei: – “E agora?” Disse – amanhã vou tomar as primeiras providências para o tricampeonato. Como eu, ele não estava deprimido. O bom guerreiro conhece tudo, menos a capitulação. Aprende-se com uma vitória, um empate, uma derrota. Só a ociosidade não ensina coisa nenhuma.

No seguinte jogo, vocês verão o Fluminense em seu máximo esplendor.

NELSON RODRIGUES era tricolor e publicou este texto no GLOBO em 6/12/76, no dia seguinte ao jogo Fluminense x Corinthians.

Nov 28, 2016
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‘Reminiscências de um ET no mundo do futebol’, por Luis Paulo Rosenberg

Luis Paulo Rosenberg, oficializando o acordo entre Corinthians e Batavo, em março de 2009
Luis Paulo Rosenberg, oficializando o acordo entre Corinthians e Batavo, em março de 2009

Foto: Daniel Augusto Jr/Ag. Corinthians

Como vice-presidente do Corinthians, fui de rebaixado a campeão Mundial. Deixei minhas empresas de lado, abandonei magistério e passei por doença, mas tudo ficou pequeno comparado a trazer felicidade para a torcida.

Estive no comando do marketing do Corinthians durante sua arrancada, da série B, em 2008, até ser campeão mundial em Tóquio, em 2012, passando pelas conquistas da Copa do Brasil, Campeonato Brasileiro,vários estaduais e Copa Libertadores.

Instado pelo guerreiro Marcos, deste TREM bão que a nós, paulistas, tanto encanta, vou partilhar alguns momentos daquela experiência. Sem querer posar de galo, creio que meu aprendizado, enquanto cartola, poderá ser instigante para o caro leitor.

Por que ET? Bem, um professor universitário que passou por FGV, UnB e ITA cair numa vice-presidência de futebol não é usual. Mesmo tendo trabalhado alguns anos no setor público e no setor privado por décadas, nada nos prepara para esse surpreendente mundo.

Demorei a fazer sentido de todos os retalhos que formam esse mosaico peculiar, com suas características diferenciadoras marcantes. Em destaque, o conteúdo emocional que caracteriza esse esporte. Quando trabalhei no Palácio do Planalto, a sensação era de estar em cima de uma área de terremoto: sempre que interesses poderosos eram contrariados, o chão tremia, os vidros estilhaçavam e o estrondo era assustador. No futebol, você está sentado no centro da cratera de um vulcão com erupções diárias, nádegas tostadas são o menor dos males de que lá se padece.

Como o sucesso do seu clube é parte significativa da felicidade de um torcedor de baixa renda, o grau de cobrança dele sobre os gestores da sua paixão é inadministrável. Sempre pensei na democracia madura que teríamos se os aficionados do futebol desenvolvessem um sistema de acompanhamento e cobrança sobre os políticos semelhante ao que mantêm sobre os cartolas do seu time.

Teríamos um regime mais representativo do que o de uma Suécia. Se você estiver acertando e o clube vencendo, ao cruzar na rua, ele pode lhe acenar com um “valeu”. Mas quando a coisa desanda, somos tratados como débeis mentais cavilosos e é recorrente a sugestão de inserirmos nosso título de PhD em orifício originalmente projetado para uma funcionalidade totalmente diversa.

Outra surpresa que o mercado da bola me reservou foi na forma como sua gestão está organizada. Quando aceitei liderar a regeneração financeira do Timão, imaginava que meu seria o departamento da lógica empresarial, dos estudos de mercado, dependente de técnica estatística e da aplicação dos cânones consagrados na metodologia do marketing. Em compensação, eu receberia uma recompensa emocional, pois estaria convivendo com jogadores e comissão técnica, dialogando sobre as opções táticas, curtindo as preleções antes e após o jogo, enfim, desfrutando do convívio dos meus ídolos.

Tudo ao contrário! O sucesso do marketing de um clube de futebol está em se conhecer a alma do torcedor, seu DNA, o que ele quer que seu clube seja. O desafio é muito mais complexo, é o de fazer existir o imaginário que ele carrega no coração. Assim, ó: claro que negociar contratos vantajosos de TV, de patrocínio de material esportivo e de conquista do patrocinador da camisa está no centro das atividades da área mercadológica. Conseguimos multiplicar a receita do marketing do Timão por cinco no período em que lá estivemos, mas isso era apenas o começo. O torcedor espera que você encha sua alma de orgulho, leve sua autoestima aos píncaros da lua, jamais o deixe em situação na qual um porco palmeirense ou um bambi são-paulino possa ironizá-lo.

A Fiel exige grandeza. Lembre, estamos lidando com o primeiro clube que teve coragem de lutar pelas Diretas Já, em plena ditadura, sob liderança do inesquecível Doutor Sócrates. E que antes havia levado 70 mil manos a invadirem o Maracanã, para assistir a uma semifinal de Campeonato Brasileiro.

Uma torcida que cresceu mais que qualquer outra no estado, mesmo passando mais de duas décadas sem ganhar um título sequer.

Tudo no Corinthians tem de ser gigantesco. Esse desafio me empurrou a buscar sempre mais, acreditando que o impossível não existe: viabilizar a produção de cinco longas-metragens registrando os momentos mais emocionantes da nossa história, apoiar campanhas de doação de sangue, combate à violência contra a mulher, defender o meio ambiente, produzir meia centena de livros registrando a passagem do Timão pela Terra, abrir mais de 100 lojas exclusivas de venda de 800 produtos licenciados, juntar-se ao Boca Juniors e ao Barcelona como os únicos clubes de futebol do mundo com times de pólo, celebrar o centenário do clube com a maior festa que a cidade tenha visto, construir seu próprio estádio e contratar, estando na série B, o jogador em atividade mais laureado da seleção brasileira. Ou seja, loucura após loucura, emanadas não de estudos rigorosos com validade estatística, mas da leitura correta do que provoca sorrisos no mano da periferia. Talvez o pico desse desvario em pensar fora da caixa veio com a concepção, com a Nike, da República Popular do Corinthians, projeto que definia o que somos: um povo vivendo no Brasil e sendo muito feliz por isso, mas pertencemos a outro país, a nação corintiana, solidária, sofrida, igualitária, discriminada, mas feliz e segura, sintetizada pelo refrão “nóis si basta”.

E do lado da recompensa emocional? Tive a maior curtição vivendo com o time? Esquece! Se no marketing a diretriz é alavancar emoções, no futebol a regra é a racionalidade absoluta. Começava por termos tido apenas dois técnicos durante toda a jornada, Mano Menezes e Tite, dos mais cerebrais profissionais do mercado. E ao técnico foi atribuída liberdade absoluta de ação, com preservação do espaço dele contra a bisbilhotice de dirigentes. Resultado: jamais pisei no vestiário antes ou depois de qualquer jogo, só o presidente e o diretor de futebol tinham esse privilégio. Nada de relacionamento pessoal com jogadores, eles estavam blindados de qualquer forma de influência que pudesse facilitar a aplicação do drible da vaca no treinador. O grupo era tratado como habitantes de um santuário, onde união, garra e disciplina formavam os alicerces do sucesso.

DE REBAIXADO A CAMPEÃO MUNDIAL

Antes que os apressados tirem a conclusões falsas, vamos esclarecer. Administrar o marketing alavancando a paixão do torcedor, somado à imposição do profissionalismo absoluto no comando do grupo de jogadores é só condição necessária para o sucesso. Ainda falta um ingrediente, a sorte de estar na hora certa e no lugar certo.

Como fui abençoado por São Jorge, nosso santo protetor! No primeiro ano, 2008, o certame da série B, vergonha irreparável ao cair, mas ocasião única de galvanização da torcida em torno da salvação do clube; em 2009, Ronaldo abraçado e abraçando a Fiel; 2010, comemorações do centenário, mais de 150 mil pessoas no Anhangabaú sem uma briga e com muita cantoria; 2011, campeão brasileiro e o começo da construção da Arena. Em 2012, os títulos da Libertadores e do Mundial.

Quando aceitei ser cartola, foi por motivo fútil e egoísta. Sucesso profissional, respeito dos pares, família adorável, sócios perfeitos, carros velozes, de tudo isso eu já desfrutava. Fanático pelo Timão desde criancinha, faltava-me a Libertadores e o estádio, que me livrariam da pentelhação dos anticorintianos. Nos cinco anos em que lá estive, senti-me num passeio interminável numa montanha russa, altos e baixos se sucedendo numa velocidade arrebatadora, mas, enfim, satisfiz o meu ego, completando minha felicidade com os galardões que faltavam.

Entretanto, tudo ficou tão pequeno, comparado ao trazer felicidade à Fiel. Virou cachaça, já não conseguia me concentrar nas minhas empresas, abandonei o magistério, passei por doença séria e por pouco não me abandonou a esposa. Mas o jogo da volta à série A, a festa do Anhangabaú, a conquista da Libertadores, a ocupação pela Fiel da estrada e do aeroporto no embarque para Tóquio representam uma alegria tão grande que valeu a pena toda aporrinhação. Faria tudo de novo.

Claro que a conquista do mundial foi o ápice dessa aventura. Passear por Tóquio naquela semana, com 30 mil corintianos espalhados pela cidade, arrancava lágrimas de alegria a cada esquina. Mas, para mim, o jogo que antecedeu a final com o Chelsea, disputada contra um fraco time egípcio, num estádio de 30 mil lugares, foi o mais emocionante de tudo. Era como estar no Pacaembu, apesar de zero grau, só se escutava falar em português, estádio lotado por uma só torcida, com as mesmas faixas de organizadas que vemos em nossos jogos no Brasil. Todos estávamos lá, motoqueiros, desempregados, capitães da indústria e especuladores do mercado, putas e virgens. A Fiel, dona do ironizado time “dos pobres”, reinava soberana no Oriente, para espanto e admiração dos japoneses.

Quando o avião que nos trouxe de volta pousou, governador no solo esperando para recepcionar a delegação, avisei ao presidente que ali acabava meu envolvimento, não voltaria mais a pisar no Corinthians. Havia completado um ciclo, precisava voltar a dar atenção à minha vida particular e permitir que sangue novo também desfrutasse da magia que era servir à Fiel. O clube não precisa de cartolas eternos, desconfio é que cartolas eternos precisam do clube.

Ainda hoje, quatro anos após meu desligamento, cruzo frequentemente com manos de memória mais acurada, que me param na rua, me dão um abraço e dizem: “Obrigado”. Nenhum prazer material se iguala à gratificação que sinto cada vez que vejo no olhar deles que nosso movimento pela grandeza do Corinthians lhes propiciou uma quadra de felicidade, à qual eles vão se agarrar a vida toda. Vai, Curíntia!

Por Luis Paulo Rosenberg, ex-vice-presidente do Corinthians, publicado inicialmente no jornal “O TREM Itabirano” e gentilmente cedido ao Meu Timão.

Nov 27, 2016

Faltou o gol. Faltou a vitória

CORINTHIANS EMPATA NA ARENA E NÃO DEPENDE MAIS DE SI PARA CHEGAR NO G6

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POR MEU TIMÃO

Corinthians não conseguiu sair do empate com o Atlético-PR
Corinthians não conseguiu sair do empate com o Atlético-PR

Foto: Reprodução

 

Na noite deste sábado, o Corinthians recebeu o Atlético-PR na Arena. O confronto, iniciado às 21h, tinha ares de decisão, já que as duas equipes são adversárias diretas na briga pela última vaga para a Libertadores 2017.

A partida também marcou o último jogo do Timão como mandante, e a partida de número 100 de Ángel Romero com a camisa alvinegra. O paraguaio entrou como centroavante na equipe de Oswaldo de Oliveira.

Além de Romero, o time titular tinha Walter; Fagner, Vilson, Balbuena e Uendel; Cristian, Marquinhos Gabriel, Camacho, Rodriguinho e Marlone. No tradicional, 4-1-4-1, o treinador contou com a volta de Rodriguinho, suspenso na última partida, e colocou o jogador como capitão corinthiano.

Primeiro tempo

O Timão fez um bom primeiro tempo, e buscou construir o jogo no ataque. Confortável com o empate, o Atlético-PR praticamente não ameaçou Walter e terminou a etapa sem dar nenhum chute ao gol.

Aos 16 minutos, o Corinthians tinha boa chegada com Romero, mas, como de praxe, a arbitragem preferiu apitar contra a equipe alvinegra e sinalizou posição irregular. O paraguaio, porém, estava em posição legal.

Romero estava em posição regular, mas arbitragem marcou impedimento
Romero estava em posição regular, mas arbitragem marcou impedimento

Porém, a principal chance na etapa foi com Rodriguinho, que conduziu a bola com muita categoria e mandou um balaço na trave, do lado direito do goleiro Weverton. A bola sobrou no rebote para Marlone, mas o meia não conseguiu acertar o tempo da jogada e acabou isolando para fora.

Mesmo assim, o Corinthians não conseguiu fazer valer a superioridade. O primeiro tempo terminou com três tentativas de chute para o Timão, nove escanteios e 51% de posse de bola, mas a equipe comandada por Oswaldo foi para o vestiário amargando o zero a zero.

Segundo tempo

A metade final da partida recomeçou com pressão corinthiana. A equipe, porém, mesmo fazendo muitas chegadas ao ataque, tinha dificuldades na finalização. E, nas poucas vezes em que conseguiu chegar às redes, ficou nas mãos seguras do goleiro Weverton.

Aos 15 minutos do segundo tempo, o treinador Oswaldo tirou Romero de campo para a entrada de Lucca. Apesar de não ter feito uma grande partida, o jogador saiu aplaudido pela torcida pela marca alcançada no Corinthians.

O Timão continuou pressionando, mas sem conseguir o gol, o treinador fez mais uma alteração. Por volta dos 26 minutos, Giovanni Augusto veio a campo e entrou no lugar de Cristian, tornando a equipe corinthiana ainda mais ofensiva.

A terceira e última alteração foi aos 36 minutos: o treinador tirou Marquinhos Gabriel de campo – que saiu muito vaiado pela atuação – para a entrada de Gustavo. A alteração também fez uma mudança tática, com Lucca caindo para o lado direito e o atacante de ofício, Gustavo, assumindo a ponta.

Apesar das mudanças, o Corinthians não conseguiu mexer no marcador. O empate tira das mãos da equipe corinthiana a classificação para a Libertadores: para ficar no G6, agora, o Timão dependerá de uma combinação de resultados na última rodada.

O próximo jogo do Corinthians, contra o Cruzeiro, no Mineirão, encerra a temporada corinthiana em 2016. Depois disso, a equipe entra de férias e se reapresenta no começo de janeiro, onde novamente participa da Flórida Cup, quando enfrenta o River Plate.

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Nov 22, 2016

Importante vitória

CORINTHIANS AFUNDA INTERNACIONAL E FICA PERTO DO G6 NO CAMPEONATO BRASILEIRO

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 ISABELA ABRANTES

Indicação ao Puskas, gol e pedalada: hoje foi dia de Marlone brilhar contra o Internacional
Indicação ao Puskas, gol e pedalada: hoje foi dia de Marlone brilhar contra o Internacional

Foto: Reprodução

Na noite desta segunda-feira, o Corinthians recebeu o Internacional na Arena em Itaquera. Enquanto o Timão busca continuar vivo na disputa pela sexta posição do Brasileirão, o time gaúcho luta pela permanência na série A.

Com participação direta do Internacional no rebaixamento corinthiano em 2007 – quando a equipe foi acusada de “entregar” a partida para o Goiás, concorrente direto do Timão – o clima na Arena era de revanchismo puro.

Mesmo assim, o jogo na segunda-feira acabou esvaziado de público. A partida na zona leste na segunda à noite – com o setor Norte fechado e a proibição da presença de organizadas – teve o público de apenas 19.493 pagantes. Apesar do número menor de torcedores na Arena, a torcida aproveitou para fazer um protesto e lembrou os torcedores presos no Rio de Janeiro.

Para a partida, Oswaldo de Oliveira escalou o time com mudanças. Willians, titular do treinador, foi afastado pela diretoria após desentendimento com torcedor no CT e deu a vaga para Cristian. Marlone – indicado ao prêmio Puskas – também ganhou posição como titular, e Uendel foi improvisado no meio campo após suspensão de Giovanni Augusto.

Assim, o Timão foi a campo com Walter; Fagner, Vilson (capitão), Fabián Balbuena e Guilherme Arana; Cristian; Marquinhos Gabriel, Camacho, Uendel e Marlone; Ángel Romero. O treinador manteve a tradicional formação 4-1-4-1, usada desde os tempos de Tite.

Primeiro tempo

Embora tenha predominado sobre a equipe adversária na primeira metade da partida, o Timão ainda mostrou suas deficiências – especialmente no setor ofensivo. Com 65% da posse de bola no primeiro tempo, faltaram chegadas efetivas do Corinthians ao gol de Danilo Fernandes.

Por outro lado, o Internacional mostrou porque briga no Z4: os dois lances de maior perigo foram do Corinthians. A única chegada colorada que assustou Walter, aconteceu por uma falha da defesa, quando a bola pingou perigosamente na frente da redes alvinegras.

Aos 24 minutos, um lance polêmico fez a torcida pedir pênalti, quando Fagner leva um pisão na área. O juiz, porém, não viu intenção na jogada e optou por não marcar a penalidade, irritando um torcedor na Arena que acabou lançando um isqueiro no gramado.

Mesmo com o jogo movimento, o ímpeto acabou diminuindo e a qualidade da partida caiu muito. Sem efetividade, o Corinthians foi superior no toque de bola mas mostrou total desorganização tática em campo e assim o primeiro tempo terminou no zero a zero.

Segundo tempo

O Corinthians voltou para o segundo tempo, mas ainda com alguns problemas de posicionamento. Desorganizada, a equipe tinha dificuldade de impor seu jogo, até que, aos 8 minutos uma bola no ataque se converteu em pênalti para o Timão.

Romero subiu para dividida com Ernando e ficou no chão. A arbitragem marcou, advertiu o adversário com o amarelo e o time do Internacional reclamou muito. O lance promete render polêmica para DVD. Marlone bateu com categoria e converteu, abrindo o placar para o Corinthians.

O gol esquentou a partida: o Timão, animado com o resultado, começou a pressionar mais a equipe do Internacional. Sem nada a perder, o time de Porto Alegre também foi para cima e o jogo ficou mais aberto, com chances sendo criadas para ambos os lados.

Aos 23 minutos, Camacho sentiu dores e foi substituído por Marciel. Aos 40 minutos, a segunda mudança foi a entrada de Jean no lugar de Cristian. A terceira e última foi a saída de Marlone – muito aplaudido pela Fiel – para a entrada de Léo Jabá. O jovem atacante entrou e fez bonita jogada e quase ampliou o placar, mas a partida terminou em 1 a 0.

Com o resultado, o Timão fica vivo para a briga pela sexta posição. E o próximo jogo será mais que decisivo: na Arena, o Corinthians enfrenta o Atlético-PR, adversário direto na disputa pelo G6. A partida acontece neste sábado, às 21h.

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Nov 18, 2016
admin

Participação no programa Assembléia Esportiva

Essa semana participei do programa Assembléia Esportiva, comandado por Nilson César.

Em um papo muito agradável falamos de Corinthians, Seleção Brasileira e de questões envolvendo a Arena do Timão.

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