Oct 4, 2017
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Roque Citadini: “Precisamos terminar o estádio e rever a negociação”

O estádio não é impagável, como dizem. É um estádio bom, bonito e que precisa ser terminado. É necessário rever a negociação feita pelo Corinthians à partir de três pontos: obras que estavam previstas e não foram realizadas, obras que foram feitas de forma errada e obras que foram entregues acima do preço.

Infelizmente, a atual diretoria não tem nenhuma condição de enfrentar essas questões e se a situação ganhar as eleições, o Corinthians não resolverá o problema do estádio. Qualquer negociação feita por eles será o mais do mesmo.

Neste vídeo, parte de entrevista à Band Sports, falamos sobre a questão do estádio corinthiano.

Oct 3, 2017
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Vídeo: A CBF rebaixou o direito de votos dos clubes

Uma das vergonhas que nós temos é a mudança do estatuto da CBF, que rebaixou o direito de voto dos clubes.

Veja nossa participação no Canal Band Sports, onde falamos do assunto:

Oct 1, 2017
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Na liderança

Por Lucas Faraldo – Meu Timão
Clayson marcou o gol corinthiano no Mineirão
 

O Corinthians conseguiu um heroico empate no fim de tarde deste domingo. Em jogo realizado no Mineirão, o Timão do técnico Fábio Carille buscou o placar de 1 a 1 diante do Cruzeiro, pela 26ª rodada do Campeonato Brasileiro. O autor do tento foi Clayson, que já havia salvado a pátria alvinegra no último domingo, em clássico contra o São Paulo.

O autor do gol cruzeirense foi Rafinha, ainda no primeiro tempo. Nos minutos iniciais da etapa complementar, foi a vez de o Corinthians balançar as redes, mas a arbitragem errou ao anular gol de Balbuena alegando posição de impedimento do zagueiro paraguaio. Mas justiça seria feita: aos 38 minutos, em cobrança de pênalti, Clayson marcou e deixou tudo igual!

Com o resultado, o Corinthians viu sua vantagem na liderança cair dois pontos na rodada. Até a noite de sábado, o Timão tinha “gordura” de dez pontos para o vice-líder Santos. A equipe da Baixada Santista venceu o Palmeiras e, com o empate corinthiano, diminuiu para oito a distância para a primeira colocação. Veja a classificação completa aqui.

Vale lembrar que o Corinthians entrou em campo com uma alteração em relação ao time considerado ideal: o lesionado Jô deu lugar ao reserva imediato Colin Kazim. Assim, o Timão subiu ao gramado com: Cássio, Fagner (capitão), Balbuena, Pablo e Guilherme Arana; Gabriel e Maycon; Jadson, Rodriguinho e Romero; Kazim.

Em tempo: o Timão volta a jogar apenas no próximo dia 11, uma quarta-feira. Em duelo válido pela 27ª rodada do Campeonato Brasileiro, o Corinthians recebe o Coritiba na Arena. Até lá, o torneio fica paralisado por conta das últimas duas rodadas das Eliminatórias Sul-Americanas para a Copa do Mundo de 2018.

Primeiro tempo

O Corinthians, ao contrário do que geralmente acontece quando é visitante, foi quem dominou as ações na etapa inicial. O Cruzeiro deixou a posse de bola com os alvinegros para jogar nos erros do Timão. E a estratégia que se mostrou mais efetiva foi a celeste.

Em contra-ataque aos 19 minutos, Thiago Neves, Alisson e Diogo Barbosa realizaram envolvente triangulação pela esquerda, tirando Fagner para dançar. O lateral cruzeirense, então, acertou belo cruzamento na entrada da pequena área. Guilherme Arana deu bobeira, e Rafinha apareceu como um foguete para antecipar a marcação corinthiana e cabecear com sem chances de defesa para o goleiro Cássio. Placar aberto a favor dos mandantes.

Em desvantagem no marcador, o Corinthians passou a pressionar ainda mais o Cruzeiro, trocando passes no campo de ataque e tentando abrir espaços no entorno da grande área rival. O problema foi a (falta de) criação de jogadas!

Carille até tentou modificar a equipe ao promover a inversão de Romero e Jadson, passando o atacante para a direita e o meia para a esquerda. Com a mudança, o paraguaio passou a dificultar a vida de Alisson. Ofensivamente, porém, não houve grandes resultados.

Vale ainda destacar que Jadson conseguiu achar duas enfiadas de bola, mas… Gabriel recebeu pela direita e chutou para defesa de Fábio; Kazim, em posição de impedimento, foi lançado, fez a movimentação de pivô e marcou um gol bem anulado pela arbitragem.

Segundo tempo

O Corinthians voltou do intervalo com uma substituição: Jadson saiu para a entrada de Marquinhos Gabriel, numa clara tentativa de Carille de colocar mais fogo no jogo. E a mudança surtiu efeito!

A equipe alvinegra iniciou a etapa complementar “elétrica”. Logo aos três minutos, Maycon cobrou falta levantando a bola na grande área. Balbuena venceu os marcadores pelo alto e cabeceou para o fundo das redes. A arbitragem, agora de forma errônea, anulou o gol alegando impedimento. O cruzeirense Léo dava condição para o zagueiro paraguaio.

Balbuena estava em condição legal
 

Sem perder tempo reclamando com o árbitro, o Corinthians tratou de seguir no ataque. Marquinhos Gabriel “entortou” Lucas Romero com lindo drible e bateu para o gol. Fábio, seguro, realizou boa defesa.

Mantendo a busca pelo gol de empate, Rodriguinho tabelou com Kazim na entrada da área e encheu o pé no canto direito de Fábio. O goleiro, novamente, se esticou todo para espalmar.

Percebendo o bom momento do Corinthians no jogo, Carille decidiu lançar sua equipe ainda mais para o ataque: sacou o volante Gabriel e colocou o atacante Clayson em campo. Não demorou para também promover a terceira e última alteração: Camacho no lugar de Maycon.

A pressão corinthiana se manteve, e a recompensa veio aos 38 minutos: pênalti para o Timão após toque na mão do zagueiro Murilo em lance protagonizado por Kazim. Na cobrança, Clayson colocou a bola na marca da cal e bateu firme para empatar o duelo!

Nos minutos finais, Carille ainda fez questão de orientar sua equipe a manter a pressão no campo ofensivo em busca do gol da virada. Acabou não rolando… Mas valeu o esforço! O Timão volta para São Paulo com um importante (e bastante disputado) pontinho na bagagem.

Sep 24, 2017
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Mais um ponto fora de casa

Por Vinícius Souza – Meu Timão

O bom futebol praticado pelo Corinthians no primeiro turno parece ter ficado… no primeiro turno. Ainda assim, não tem faltado raça. Mesmo sem a criatividade ofensiva de outrora, o Timão empatou com o São Paulo por 1 a 1 na manhã deste domingo, no estádio do Morumbi, pela 25ª rodada do Brasileirão. O gol alvinegro foi marcado pelo atacante Clayson, o primeiro dele pelo clube.

O gol de Clayson tem valor simbólico ao Corinthians, que terminará 2017 sem ter sido derrotado pelo rival. Em seis Majestosos disputados na temporada, os alvinegros venceram dois e empataram quatro.

A equipe de Fábio Carille contou com três reforços para o duelo na matinê do Brasileirão. O lateral-esquerdo Guilherme Arana, preservado da partida contra o Racing na Argentina, retornava ao lado esquerdo da defesa alvinegra. No meio de campo, Maycon e Rodriguinho, recuperados fisicamente, eram apostas do Corinthians no Majestoso.

Com 54 pontos, o Timão volta a campo no próximo dia 1º, frente ao Cruzeiro, no Mineirão.

PRIMEIRO TEMPO

Torcedor corinthiano, pense rápido: qual a estratégia de jogo preferida de seu time em 2017? Se você respondeu contra-atacar em velocidade, soube de antemão como o Timão atuaria no começo do clássico no Morumbi. Sem fazer questão de ter a posse da bola, o Corinthians montou duas linhas de quatro e aguardou o São Paulo no campo de defesa.

Jô e Rodriguinho, peças mais ofensivas da equipe visitante, eram responsáveis por dar início à marcação próxima ao círculo central. Eram eles quem ditavam o posicionamento do Corinthians: se subiam a primeira linha, Gabriel, Maycon & cia. faziam o mesmo; se retornavam ao campo de defesa, o Timão se encolhia, abrindo caminho para as investidas dos donos da casa.

O Corinthians pouco produziu e mal levou perigo ao gol defendido por Sidão ao longo da primeira etapa. Até pela incômoda situação na tabela, o São Paulo se lançava ao ataque e buscava triangulações e infiltrações para se esquivar da marcação. O goleiro Cássio, embora pouco trabalhasse, nada pôde fazer para evitar o primeiro tento do confronto.

Após tabela com Cueva, Petros, que trocou o Corinthians pelo futebol espanhol há dois anos, acertou arremate cruzado. Cássio, tão experiente que é, sequer se movimentou debaixo da trave. O gol dos mandantes obrigava o Timão a despertar no jogo. De preferência, imediatamente.

“A gente não está conseguindo segurar a posse, entregamos muito a bola pro adversário. Depois que tomamos o gol, melhoramos um pouco, tanto que eles rifaram. Mas precisamos melhorar no último terço do campo para poder criar mais perigo”, analisou Rodriguinho, dono de atuação discreta até aquele momento.

SEGUNDO TEMPO

Carille não demorou a identificar o que havia de errado no Corinthians e promoveu sua primeira substituição logo no intervalo: sacou Jadson, mal há algumas partidas, para a entrada de Marquinhos Gabriel, que poderia dar à equipe velocidade pelo lado esquerdo e o recurso do drible.

O corinthiano que levantou cedo no domingo para assistir ao clássico teve motivos para “cornetar” o desempenho do Timão, que até defendia como de costume, mas não tinha força para puxar contra-ataques em velocidade nem ficar com a bola e construir as jogadas.

Dos 20 minutos em diante, o esquadrão alvinegro passou a acelerar os passes no setor ofensivo e ceder contra-ataques ao São Paulo de Dorival Júnior. Estratégia arriscada, porém necessária. Cássio, então, precisou trabalhar: defendeu duas finalizações de fora da área, de Hernanes e Lucas Pratto.

O jeito foi tentar encontrar a solução no banco de reservas. Clayson acabou chamado por Carille no lugar de Gabriel, forma encontrada por Carille para dar profundidade a um Corinthians pragmático e “preso” ao sistema tático.

E foi o que ocorreu. Pouco depois, Rodriguinho fez linda jogada pela direita, deixou Júnior Tavares no chão e cruzou na medida para Romero. O atacante paraguaio chutou forte e viu Sidão fazer grande defesa, mas Clayson, bem posicionado, aproveitou o rebote e arrematou à meia-altura. Na primeira chegada ao ataque, o Corinthians deixou tudo igual no Morumbi.

A bem dizer, o Timão não apresentou futebol que o credenciasse a vencer no Morumbi, mas foi competente na única vez em que atacou. E segue o líder…

ESCALAÇÕES

Corinthians: Cássio (capitão), Fagner, Balbuena, Pablo e Guilherme Arana; Gabriel e Maycon; Jadson, Rodriguinho e Ángel Romero; Jô

São Paulo: Sidão, Militão, Arboleda, Rodrigo Caio e Júnior Tavares; Petros, Marcos Guilherme, Lucas Fernandes, Hernanes (capitão) e Cueva; Pratto

Sep 22, 2017
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Candidato corintiano diz que arena é inacabada e teve gastos desnecessários

Do Blog Do Perrone

Antonio Roque Citadini, um dos candidatos de oposição à presidência do Corinthians na eleição de fevereiro de 2018, classifica em seu material de campanha a Arena Corinthians como inacabada e mais cara do que necessário. A afirmação faz parte do plano de ação divulgado no site da candidatura (www.corinthiansmaisforte.com.br) lançado nesta semana.

”Possuímos uma arena moderna, mas não concluída. Ela apresenta falhas de construção e investimentos acima do necessário e esperado. Nossa arena infelizmente ainda não é usada em todo o seu potencial”, diz o candidato. Citadini integra a comissão de conselheiros que analisou as auditorias feitas na arena e que na próxima segunda vai dar seu parecer ao Conselho Deliberativo sobre o que deve ser feito.

A Odebrecht alega que cumpriu o contrato e seus aditivos.

O site do candidato dá os seguintes exemplos de ações para a arena:

Revisão do acordo com a Odebrecht;

Renegociação do modelo de negócio com a Caixa (nota do blog: a atual diretoria já tenta renegociar com o banco, intermediário do repasse de R$ 400 milhões financiados pelo BNDES);

Venda de Cids (nota do blog: a  Odebrecht, integrante do fundo responsável pelo estádio, assim como o Corinthians, se diz satisfeita com o ritmo de negociação dos Certificados de Incentivo ao desenvolvimento, que ajudam a pagar a obra).

Otimização da utilização e criação de novas receitas;

Utilização de espaço para eventos com sócios e a comunidade;

Readequação do modelo de gestão criado pela Omni (nota do blog: é a empresa que gere o programa de sócio torcedor do clube e cuida do estacionamento da arena, mesmo sem nunca antes ter trabalhado no setor, além de prestar outros serviços para o Corinthians).

Para o futebol, as propostas mais relevantes são a política de que todos os jogadores da base tenham 100% dos direitos econômicos pertencentes ao clube e a contratação de um vice-presidente de futebol remunerado e tornar independentes da política do clube os profissionais do departamento. No entanto, não há detalhes de como essas metas serão alcançadas.

Também já lançaram candidaturas como opositores Romeu Tuma Júnior e Osmar Stabile.

Sep 22, 2017
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Alexandre Frota declara apoio a Roque Citadini na eleição do Corinthians

Do Globo Esporte

Antonio Roque Citadini, candidato a presidente do Corinthians, reuniu cerca de 80 pessoas para assistir ao jogo contra o Racing nesta quarta-feira, pela Copa Sul-Americana. A estrela da noite foi o ator Alexandre Frota, que declarou apoio a Citadini. Frota jogou futebol americano pelo time do Corinthians.

 (Foto: Reprodução/Twitter)

Sep 22, 2017
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Por um Corinthians Mais Forte

Amigo(a) corinthiano(a),

Foi com muita satisfação que demos nesta semana um importante passo de nossa jornada na campanha para as eleições do Corinthians, que acontecerá em fevereiro de 2018.

Junto com um animado grupo de associados e amigos, nós lançamos o site corinthiansmaisforte.com.br, que servirá como plataforma de comunicação permanente e como meio de colaboração para o aperfeiçoamento de nossas ideias. No site, você poderá acessar nosso Plano de Ação, que representa a filosofia geral de nossas ideias para o Clube. Como este Plano levará a elaboração de nossas propostas e, posteriormente, a sua aplicação, pensamos que é indispensável a participação do sócio, contribuindo com suas ideias e críticas. Você poderá fazer isso através do formulário na página “Contato”, ou sempre através deste e-mail ou redes sociais.

Um forte abraço,

Roque Citadini

Sep 21, 2017
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Agora é o Brasileirão

Por Lucas Faraldo – Meu Timão

O Corinthians está eliminado da Copa Sul-Americana. A equipe comandada pelo técnico Fábio Carille falhou em sua missão na noite desta quarta-feira, no estádio El Cilindro, em Buenos Aires, na Argentina, e empatou em 0 a 0 contra o Racing, pelo jogo de volta das oitavas de final, dando adeus ao torneio continental pelo gol tomado em casa.

Como cedeu o empate de 1 a 1 na partida de ida, semana passada, na Arena, o Corinthians precisava balançar as redes do Racing para tentar voltar ao Brasil com a classificação na bagagem. Sem criar praticamente nenhuma chance clara de gol ao longo dos 90 minutos, a equipe alvinegra perdeu a possibilidade de seguir vivo na luta pelo título inédito.

Destaca-se ainda a frieza dos argentinos para “cozinhar” o jogo e segurar o 0 a 0 no placar. O Corinthians, por sua vez, caiu na pilha dos mandantes e viu Rodriguinho ser expulso após cometer falta desnecessária com apenas três minutos jogados. Jô, já nos acréscimos, também tomou cartão vermelho.

Vale lembrar que o Corinthians entrou em campo com três alterações em relação ao time considerado ideal: Marciel na vaga de Guilherme Arana, Camacho na de Maycon e Marquinhos Gabriel na de Rodriguinho. Assim, Carille escalou: Cássio, Fagner, Balbuena, Pablo e Marciel; Gabriel e Camacho; Ángel Romero, Jadson e Marquinhos Gabriel; Jô.

Em tempo: o Corinthians volta a campo na manhã deste domingo, pela 25ª rodada do Campeonato Brasileiro. O líder Timão visita o São Paulo em clássico marcado para as 11h no estádio do Morumbi.

Primeiro tempo

Nada, absolutamente nada de surpreendente a partir do apito final. Precisando atacar para voltar ao Brasil com a classificação, o Corinthians foi quem começou tentando propôr o jogo. Os argentinos, acomodados com o 0 a 0 no placar, tentavam ao máximo travar o jogo e apostar em enfiadas de bola para o camisa 9 Lisandro López – conseguiram tumultuar o meio de campo e utilizar da famosa cera para brecar o ímpeto do Timão.

O centroavante argentino, aliás, foi protagonista de um embate particular com Ángel Romero ao longo de todo o primeiro tempo. Claramente irritado com os dribles e jogadas de efeito do camisa 11 corinthiano, Lisandro passou a bater no paraguaio. A arbitragem, fazendo pouco caso, não impediu que o “pau comesse” entre os dois jogadores em diversas disputas.

No mais, vale destacar que as melhores chances de gol foram criadas em lances de bola parada. Aos 22 minutos, o zagueiro Vittor, do Racing, cobrou falta perigosa em direção ao gol de Cássio, que caiu para fazer grande defesa. Logo em seguida, foi Jadson que bateu falta, tirando tinta da trave direita do goleiro Gastón Gómez.

Segundo tempo

Diferente do primeiro tempo, a etapa complementar foi marcada por um ritmo mais cadenciado… e proposto pelo Racing. Os argentinos desistiram de vez de atacar e procuraram manter a posse de bola para evitar ao máximo as chegadas ofensivas do Corinthians. Os comandados de Carille, quando conseguiam desarmar os adversários, encontravam muita dificuldade para criar jogadas que de fato levassem perigo ao gol rival.

Tentando dar novo gás ao setor de criação do Corinthians, Carille trocou Jadson por Rodriguinho. Mal sabia o treinador o que aconteceria três minutos depois, aos 20.

Em uma disputa com a bola ao chão, no meio de campo, Rodriguinho tentou dar uma bicuda na pelota, errou a mira, manteve a sola da chuteira levantada e acertou a coxa de González. O árbitro não titubeou: tirou o cartão vermelho do bolso e expulsou o meia corinthiano. Banho de água fria no Timão em solo argentino.

Lance da expulsão de Rodriguinho

E aí, azedou de vez. Carille tentou, novamente, chacoalhar o time: sacou Romero e colocou Giovanni Augusto em campo. Nada que mudasse o panorama: Corinthians absolutamente sem criatividade do meio para frente, não criando qualquer perigo para os donos da casa.

A reta final do jogo se resumiu ao Corinthians tocando a bola no entorno da grande área argentina e simplesmente não conseguindo penetrá-la. O Racing, por sua vez, tentava ora puxar o contra-ataque ora prender a bola em seu campo defensivo quando tinha a posse.

Ainda deu tempo para Jô, já nos acréscimos, tomar cartão amarelo e, como já havia sido advertido antes, ser expulso. Ele acabou deixando o pé em Solari em uma dividida pela bola.

Sep 17, 2017
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Muito mais líder

Por Lucas Faraldo – Meu Timão

Jô marcou o único gol da partida, garantindo a vitória do Corinthians sobre o Vasco
Jô marcou o único gol da partida, garantindo a vitória do Corinthians sobre o Vasco

Foto: Daniel Augusto Jr/Ag. Corinthians

O Corinthians está, com o perdão do trocadilho, com uma mão na taça do Campeonato Brasileiro. Na tarde deste domingo, em duelo disputado na Arena e válido pela 24ª rodada, o Timão venceu o Vasco pelo placar de 1 a 0 com gol do centroavante Jô. O tento foi anotado com o braço, mas a arbitragem validou o lance.

Com o resultado, o Corinthians, que vinha de duas derrotas consecutivas para Atlético-GO e Santos, disparou na liderança do Brasileirão. O Grêmio, segundo colocado, perdeu neste domingo também por 1 a 0, para a Chapecoense, em Porto Alegre e estacionou nos 43 pontos. O Timão pulou para 53 e assim abriu dez de vantagem na ponta.

Cabe aqui registrar que o Corinthians entrou em campo desfalcado e reforçado ao mesmo tempo: se por um lado Gabriel foi baixa por suspensão, por outro Guilherme Arana voltou de lesão. Assim, o Timão foi escalado com: Cássio, Fagner, Balbuena, Pablo e Guilherme Arana; Camacho, Maycon, Jadson, Rodriguinho e Ángel Romero; Jô.

Em tempo: o Corinthians agora deixa o Brasileirão de lado ao menos temporariamente. Isso porque, na quarta-feira, os comandados de Carille enfrentam o Racing, em Buenos Aires, na Argentina, pelo jogo de volta das oitavas de final da Copa Sul-Americana. No domingo seguinte, é a vez de o Timão visitar o São Paulo no Morumbi pela 25ª rodada do Nacional.

Primeiro tempo

Pressionado justamente pela sequência de maus resultados, o Corinthians cumpriu o protocolo: iniciou o jogo pressionando os cariocas. Logo aos seis minutos, Romero “bagunçou” a defesa do Vasco e tocou para Jadson. O meia enfiou boa bola para Rodriguinho, que invadiu a grande área e chutou nas redes pelo lado de fora.

Aos 17 minutos, foi a vez de Jô levar perigo ao gol de Martín Silva. Ou quase isso… O camisa 7 foi lançado por Jadson na entrada da área e ganhou disputa com Anderson Martins. Na sequência, o zagueiro se chocou com o centroavante na tentativa de desarmá-lo. Os corinthianos pediram pênalti, mas o juiz mandou o jogo seguir.

O Vasco, que entrou em campo com proposta de jogo defensiva, somente assustou Cássio com chutes de longa distância. Primeiro com Nenê e depois com Ramon. Em ambas as ocasiões, o camisa 12 do Timão espalmou a bola fazendo boas defesas. Nenê ainda teria uma outra oportunidade semelhante, mandando a pelota rente à trave esquerda corinthiana.

Já nos minutos finais da etapa inicial, nova polêmica envolvendo Jô e a não marcação de um suposto pênalti. O centroavante dominou a bola na grande área e caiu ao ter as pernas trançadas por Breno. O juiz entendeu como normal a ação do zagueiro, mandando o jogo seguir.

O último importante lance do primeiro tempo, porém, seria protagonizado por Rodriguinho. Romero fez bela jogada individual pela esquerda e cruzou na medida. O meia, que nem mesmo precisou pular para cabecear, testou firme e mandou a bola por cima do gol de Martín Silva, perdendo grande chance de balançar as redes.

Segundo tempo

Assim como nos 45 minutos iniciais, o Corinthians foi quem se sentiu mais à vontade no começo do segundo tempo. E não tardou para Rodriguinho mais uma vez perder uma chance de gol. Arana fez boa jogada individual e rolou para Jô. O camisa 7 encontrou o meia em posição privilegiada, mas Martín Silva fez grande defesa após a finalização.

Não demorou para Guilherme Arana iniciar outra jogada que acabaria em uma triangulação perigosa no ataque. O lateral acionou Jadson, que colocou Maycon em condição de abrir o marcador. O volante chutou para fora, e o Timão perdeu outra chance de gol…

Buscando alternativas no setor ofensivo, Carille decidiu sacar Jadson e colocar Marquinhos Gabriel em campo. E não demorou para o Corinthians voltar a assustar Martín Silva, mesmo que sem participação direta do camisa 31.

Primeiro foi a vez de Fagner disparar pela direita, aproveitar o espaço deixado pelos adversários e soltar a bomba. A bola desviou no meio do caminho e chegou a beliscar a trave direita do Vasco antes de sair pela linha de fundo. No lance seguinte, em cobrança de escanteio, a sobra ficou com Jô na entrada da pequena área, e nova finalização acabou defendida pelo goleiro vascaíno.

Mas caberia justamente a Marquinhos Gabriel dar início à jogada do gol corinthiano. O meia disparou pela esquerda, driblou o marcador, invadiu a grande área e cruzou com perfeição no segundo pau. Jô apareceu como um caminhão para empurrar a bola, com o braço, para o fundo das redes. A arbitragem validou o lance, apesar das reclamações vascaínas.

Com o braço, Jô empurrou a bola para o fundo das redes
Com o braço, Jô empurrou a bola para o fundo das redes

Reprodução/TV

Com a vitória parcial, o Corinthians passou a administrar melhor a partida. E isso não significa falta de oportunidades de gol. Rodriguinho que o diga! O meia recebeu bom cruzamento rasteiro de Jô, se esticou todo, mas não conseguiu encostar na bola, para desespero dos mais de 41 mil torcedores que marcaram presença na Arena.

Ainda houve tempo, nos instantes finais, para Carille mandar Giovanni Augusto e Kazim a campo. Saíram Rodriguinho e Jô. Nada que mudasse o panorama do jogo: vitória do Corinthians, que martelou o Vasco ao longo dos 90 minutos, mas somente foi às redes em lance para lá de polêmico.

Sep 14, 2017
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Decisão será em Buenos Aires

De Felipe Souza – Meu Timão

Fellipe Bastos, Giovanni Augusto, Camacho e Kazim. Estas eram as opções para Fábio Carille tentar algo novo no Corinthians ao longo dos primeiros 90 minutos do confronto com o Racing, da Argentina, pelas oitavas de final da Copa Sul-Americana. A ausência de peças de reposição à altura custou caro: o Timão empatou por 1 a 1 com os argentinos na Arena em Itaquera. O gol alvinegro foi marcado pelo volante Maycon.

As equipes voltam a se enfrentar na próxima quarta-feira (20), no estádio El Cilindro, em Buenos Aires, valendo vaga nas quartas de final.

PRIMEIRO TEMPO

A noite pedia raça. Mas também bom futebol. Após duas derrotas consecutivas pela Série A, a equipe líder do Brasileirão encarava o Racing sedenta de uma atuação convincente em Itaquera. A pressão sobre o Timão, atrás de uma taça inédita em sua galeria, não pareceu atrapalhar. Ao menos não nos primeiros 45 minutos.

Escalado num defensivo 5-3-2, o Racing pouco produziu ofensivamente, tanto é que o goleiro Cássio tinha tempo de sobra para se reidratar. O Corinthians de Carille, por outro lado, não caiu na pilha da atmosfera em torno do mata-mata sul-americano e trocou passes e triangulações como há muito tempo o torcedor alvinegro não via. E o gol, como também há muito tempo não saía – 90 minutos, para ser preciso – logo foi celebrado na Arena Corinthians.

Antes de a bola ultrapassar a linha da meta argentina, porém, o Corinthians botou o goleiro Musso para trabalhar. Aos 27 minutos, Marciel apareceu bem pela esquerda e levantou na área para Rodriguinho. O camisa 26, então discreto na partida, resvalou de cabeça e acertou o travessão do Racing, assustando o arqueiro hermano.

O jogo corinthiano fluía pelo lado esquerdo, mesmo com Marciel, jovem volante revelado no Parque São Jorge, improvisado no setor. Pouco tempo após dar início à jogada de Rodriguinho, o garoto voltou a descer por ali, cortou a marcação e deu bela assistência para Maycon que, curiosamente, deu indícios de que havia chutado mascado e desperdiçado grande chance. Lego engano. Em arremate rasteiro no canto esquerdo de Musso, o Timão abriu o placar do confronto Brasil vs Argentina em Itaquera.

Cabia mais. E a Fiel presente na Arena, consciente da superioridade técnica de sua equipe, passou a empurrar o Timão. Aos 36, Rodriguinho apareceu como homem-surpresa na entrada da área, aproveitou cruzamento de Fagner e emendou de perna direita, obrigando Musso a operar um milagre em solo alvinegro. Mais tarde, Romero, um dos mais participativos, finalizou de canhota, tirando tinta da trave do clube de Avellaneda.

SEGUNDO TEMPO

A tarefa do Corinthians era clara: sair de campo sem levar gol e, se possível, dilatar o placar diante de um Racing perigoso no jogo aéreo. A equipe argentina buscava cruzamentos e escanteios, alternativas para alçar bolas na área à dupla de pivôs Triverio e Lisandro López.

O primeiro a atacar na segunda etapa, contudo, foi o Corinthians. Logo no minuto inicial, Romero aproveitou a sobra cara a cara com Musso, optou pela finalização rasteira em vez da cobertura e parou na boa defesa do goleiro rival.

O Racing, até como resposta à investida dos donos da casa, também aprontou das suas. Triverio recebeu passe dentro da área, girou para cima de Pablo e soltou a bomba contra Cássio. O camisa 12 do Timão espalmou firme e evitou o que poderia ser o empate dos visitantes em Itaquera.

Como já citado, o Racing se mostrava audacioso longe de seus domínios contra um Corinthians disposto a defender. Uma estratégia arriscada, sobretudo porque Triverio, livre de marcação, viu Cássio ceder rebote e a bola cair em seu pé direito a poucos metros do gol preto e branco. O centroavante não deixou barato e igualou o marcador, jogando um balde de água fria nos mais de 25 mil corinthianos em Itaquera.

Carille até tentou mexer na equipe nos minutos finais e, quem sabe, encontrar o gol salvador. Camacho, Giovanni Augusto e Fellipe Bastos deixaram o banco de reservas a fim de tentar, sem sucesso, reverter a vantagem mínima aberta pelo Racing – o Timão terá de vencer os hermanos no El Cilindro ou empatar com dois gols ou mais para avançar no torneio –, mas foi tarde demais. E o Corinthians segue sem vencer…

ESCALAÇÕES

Corinthians: Cássio, Fagner, Pablo, Balbuena (capitão) e Marciel; Gabriel e Maycon; Jadson, Rodriguinho e Ángel Romero; Jô

Racing: Musso; Solari, Vittor, Barbieri, Orban e Soto; Zaracho, Arévalo Rios e Pulpo González; Triverio e Lisandro López (capitão)

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