Sep 9, 2016

Importante vitória

TIMÃO CRESCE NO SEGUNDO TEMPO E GOLEIA SPORT NA ARENA CORINTHIANS

Por Meu Timão
Corinthians voltou com tudo no segundo tempo e goleou o Sport na Arena
Corinthians voltou com tudo no segundo tempo e goleou o Sport na Arena

Foto: Daniel Augusto Junior/Agência Corinthians

O Corinthians superou a desconfiança e voltou a vencer no Campeonato Brasileiro. Com gols de Rodriguinho, Léo Príncipe e Vilson, a equipe alvinegra derrotou o Sport pelo placar de 3 a 0, nesta quinta-feira à noite, na Arena Corinthians, em partida válida pela 23ª rodada da competição nacional.

Depois de estrear com empate fora de casa na Copa do Brasil, o Timão, desfalcado pelo lateral-direito Fagner, foi a campo da seguinte maneira: Cássio; Léo Príncipe, Vilson, Yago e Uendel; Cristian; Giovanni Augusto, Camacho, Rodriguinho e Marlone; Lucca.

Já o Sport, que tinha a missão de pontuar para deixar a incômoda 14ª colocação na tabela, era formado por: Magrão; Samuel Xavier, Matheus Ferraz, Durval e Rodney Wallace; Rithely, Neto Moura, Diego Souza, Gabriel Xavier e Everton Felipe; Ruiz.

CORINTHIANS SONOLENTO E SPORT ‘EM CASA’

Sem Marquinhos Gabriel, coube a Giovanni Augusto ocupar o setor direito do ataque alvinegro, enquanto Marlone tinha a missão de levar perigo pela esquerda e acompanhar as descidas de Samuel Xavier. Já Rodriguinho, muitas vezes improvisado como segundo volante na temporada, desempenhava a função de armador para Lucca, atacante de movimentação e pouca presença de área.

Embora bem desenhada, a formação tática imposta por Cristóvão Borges demorou a surtir efeito. O Sport, então, tomou a iniciativa nos minutos iniciais e passou a pressionar a saída de bola do Corinthians – aos 13min, após vacilo dos meio-campistas alvinegros, o atacante Ruiz se mandou ao ataque e acabou parado com falta do zagueiro Vilson, posteriormente advertido com cartão amarelo.

Sem a cadência de antes na troca de passes, o Timão encontrou nos contra-ataques uma alternativa de chegar ao ataque. E conseguiu com Lucca – aos 20min, o atacante arrancou pela direita e tocou na entrada da área para Rodriguinho. O meia ajeitou para a perna direita e bateu colocado, mas errou o alvo. Ainda que longe da meta adversária, era a primeira finalização dos donos da casa no embate.

A 15 minutos do fim da etapa inicial, o Sport tomava contava conta das ações ofensivas e teve a principal chance para abrir o placar. O lateral Samuel Xavier avançou pela direita e cruzou na medida para Diego Souza, que cabeceou em cima de Cássio. Em dois tempos, o goleiro alvinegro encaixou a bola e evitou o pior.

Aos 38, em rápido contra-ataque puxado por Camacho, Giovanni Augusto dominou na ponta esquerda, cortou para o meio e arrematou fraco, direito para as mãos do arqueiro Magrão. A essa altura, a Fiel presente em Itaquera até apoiava, mas esperneava a cada decisão equivocada do time quarto colocado do Campeonato Brasileiro.

O Corinthians resolveu responder de forma incisiva apenas nos acréscimos. Em belo lançamento de trivela de Marlone, Giovanni Augusto, outra vez, prendeu, cortou o marcador e chutou colocado, mandando perto do canto esquerdo do Sport. O melhor lance do Timão nos primeiros 45 minutos marcou o término do período dominado pelo oponente da Ilha do Retiro.

SOLUÇÕES NO BANCO E VITÓRIA PRA CONTA!

O rendimento até então aquém do Corinthians fez o técnico Cristóvão Borges promover sua primeira alteração: sai Cristian para a estreia do centroavante Gustavo, camisa 9 recém-contratado do Criciúma. E o novo reforço não demorou a mostrar serviço – logo no primeiro minuto, em cruzamento de Marlone, desviou de cabeça bola quebrada pela defesa do Sport e atraiu a marcação, deixando Rodriguinho livre para estufar a rede. Alívio para a torcida e Cristóvão!

Sem a pressão pelo primeiro gol, o atual campeão nacional fez valer o fator casa e apertou o rival pernambucano no campo defensivo, conseguindo assim o segundo pouco tempo depois. Aos oito minutos, Rodriguinho colocou a bola entre as pernas de Neto Moura e iniciou a jogada para Marlone. O número 8, novamente, se mandou pela direita e cruzou rasteiro para Léo Príncipe, que desviou com categoria e ampliou para o Timão.

Nem mesmo as substituições do técnico Oswaldo de Oliveira solucionaram os problemas de um apático Sport durante o tempo complementar. Prova disso, aos 16, exatos 24.360 corinthianos comemoraram o terceiro nas arquibancadas de Itaquera: em escanteio cobrado por Lucca, Vilson se antecipou à defesa pernambucana e tocou de cabeça. Festa da Fiel!

Antes do árbitro dar fim ao triunfo preto e branco na capital paulista, Cristóvão sacou Camacho e Giovanni Augusto por Willians e Jean, respectivamente. A dupla, de características predominantemente defensivas, deram solidez ao sistema que passou em branco na noite de 8 de setembro. Um segundo digno de elogios para o Timão, que passou aos 40 pontos conquistados em 23 jogos!

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Sep 7, 2016

ESPECIAL DO MEU TIMÃO, COM LUIS PAULO ROSENBERG

Matéria do Site “Meu Timão”

Luis Paulo Rosenberg foi entrevistado pelo Meu Timão

Luis Paulo Rosenberg foi entrevistado pelo Meu Timão

Foto: Meu Timão

O ex-vice de marketing e ex-vice presidente do Corinthians, Luis Paulo Rosenberg fez história no clube como um dos grandes responsáveis pela mudança de patamar da equipe no cenário mundial. Ativo no projeto da vinda de Ronaldo Fenômeno e um dos idealizadores da Arena Corinthians, Rosenberg atendeu com exclusividade a reportagem do Meu Timão e, além de revelar detalhes de seus ‘antigos’ projetos, comentou o atual momento político da equipe do Parque São Jorge.

Arena Corinthians, um projeto inacabado

Rosenberg foi um dos responsáveis pelo projeto do estádio do Corinthians em Itaquera. Depois de alguns anos inaugurado, o economista ainda vê erros nas contas e o mau aproveitamento da estrutura.

Sanchez x Gobbi x Andrade

Com início de seu trabalho na equipe de marketing do Corinthians, durante a gestão de Andrés Sanchez, Luis Paulo Rosenberg avaliou o salto de patamar da equipe com a construção do CT Joaquim Grava, a vinda de Ronaldo Fenômeno e as conquistas no futebol em 2012 (Libertadores e Mundial). O economista também falou sobre o mandato ‘discreto’ de Mário Gobbi e analisou a atual diretoria alvinegra, que tem como presidente Roberto de Andrade.

Debandada de jogadores

Assim como boa parte da torcida, Rosenberg não concorda com atual planejamento da diretoria do Timão nas constantes debandadas de jogadores e explicou em detalhes o modelo que adotaria para garantir a permanência de craques na equipe.

Contrato com a Omni e valorização do Fiel Torcedor

Responsável por fechar grandes contratos para o clube durante sua gestão, Rosenberg revelou detalhes da negociação com a Omni, empresa encarregada da venda de ingressos no programa do Fiel Torcedor.

Sem vontade de ser presidente

Luis Paulo Rosenberg também falou sobre a renovação na diretoria e falou sobre seu futuro no Corinthians.

Sep 2, 2016

O futuro de Dilma é o Nada, por Prof. Marcelino Buonocuore

Há muita discussão sobre o futuro da ex-presidente Dilma, agora que o Senado votou seu afastamento sem a perda dos direitos políticos. Discussão quase inútil.

A ex-presidente não vai a lugar nenhum.

Seu discurso de defesa frente ao Senado, que era para ser histórico, foi proferido há menos de uma semana e não tem sequer uma citação lembrada. Nem uma frase, nem uma ideia, nada sobrou.

Dilma, com sua arrogância e despreparo é vítima de si própria.

Destruiu o projeto do PT perdendo o poder para um time de segunda linha em fato sem precedente na história deste país.

As grandes linhas que governo afirmava na última década (a de distribuição de riqueza, com bolsa-família, combate a pobreza e o aumento real do salário mínimo) estão comprometidas por uma presidente sem qualquer capacidade de gestão. Seu único projeto era afirmar ser honesta.

Caiu por seu deméritos. Sem o choro de seus adversários e de muitos de seus partidários.

Se como presidente deixa um rio de medidas incompetentes, entre as quais a nomeação de Joaquim Levy, não há nada que se compare à postura de ingratidão que ela deixa a seus companheiros de poder.

Dilma se colocou como uma virgem na Rua Capote Valente.

Quando aparecia uma denúncia vazada de forma ilegal (da Lava-Jato ou não) sua reação era sempre a mesma: “Eu não recebi nada”; “Não foi em minha campanha”; “Na minha conta não entrou dinheiro sujo”; “Na minha campanha foi tudo legal”.

Sua meta era dizer: Eu sou honesta.

Seus companheiros, aqueles que sustentaram sua chegada ao Poder, não receberam a mínima solidariedade quando eram atacados por todos os lados.

Não há um tweet de apoio a José Dirceu, aos quatros tesoureiro do PT, ou a um ou outro dirigente do partido, que foram presos e esquecidos.

Companheiros que, sem seu esforço, transformaram sua saída de “assessora” da Assembléia de Porto Alegre em uma entrada ao Palácio do Planalto. Eles foram, rigorosamente, jogados às feras sem qualquer pudor.

O próprio presidente Lula, com sua família sendo acossada por todo tipo de arbitrariedade, jamais recebeu qualquer firme declaração de defesa. Não era isso que mereciam.

Se Dilma fosse algo mais que uma burocrata de segunda, levada ao Poder pelo PT, ela estaria na linha de frente de defesa do seu grupo político.

Seu mundo é ela. Seu discurso começa e termina em Dilma. Os que lutaram, arrumando votos e dinheiro (sim, dinheiro) para chegar ao poder que se virem.

O legado Dilma é o nada. Tenha ou não direito político, ela nada representa.

É uma página para ser esquecida, o quanto antes, especialmente pela esquerda (petista ou não).

Só a prepotência e incompetência unidas poderiam pintar um quadro deste.

Soma-se a isso uma profunda carga de ingratidão com seus “amigos”.

Sep 1, 2016
admin

O Brasil começa a conquistar o Mundial da Rússia

A vitória no dia de hoje, por 3 x 0, contra a Seleção do Equador foi muito mais do que conquistar três pontos nas eliminatória para o Mundial de 2018. O jogo indica que a chegada de Tite ao comando técnico da Seleção realmente mudou o jogo.

Conforme eu havia dito neste artigo do dia 21 de julho, um profissional como Tite -mesmo com um time sem muitos craques- pode ressuscitar o futebol brasileiro. Tite é competente, trabalhador e sério. Ele pode fazer muito por nosso futebol.

Mesmo com a CBF sempre aprontando armadilhas e jogadas ruins, o futebol brasileiro irá para a Rússia para vencer.

Ao ver o jogo de hoje, lembrei-me da etapa infeliz e medíocre dos últimos anos, onde o futebol era quase sempre abandonado por outras prioridades.

Com Tite, vamos para a Rússia para vencer!

Sep 1, 2016

Aniversário do Corinthians – O nosso primeiro hino

O hino que ouvimos hoje não é o primeiro do Timão. O primeiro hino de nosso clube é datado de 1930 e foi gravado por Guarani e Pirajá. É um belo hino para ser ouvido por todos corinthianos. A letra é de Eduardo Dohmen, e música de La Rosa Sobrinho.

Lutar… Lutar…

É nosso lema sempre, para a glória.

Jogar… Jogar…

E conquistar os louros da vitória.

E proclamar nosso pendão.

É alvinegro e sempre há de brilhar,

Lutar, viril

Para a grandeza e glória do Brasil.

CORINTHIANS… CORINTHIANS…

A glória será teu repouso

E nós unidos sempre…

elevaremos teu nome glorioso

Aug 28, 2016

Jogo ruim

Corinthians volta a oscilar. Time não vence duas seguidas há quase 2 meses

 

Do UOL, em São Paulo

Quase dois meses. Ou 55 dias. É o tempo que o Corinthians não sabe o que é comemorar duas vitórias em sequência. O time teve a chance de engatar a segunda no último sábado, contra a Ponte Preta, no Moisés Lucarelli, mas foi dominado pelos campineiros e acabou derrotado por 2 a 0. Resultado que colocou ainda mais em evidência a irregularidade da equipe de Cristóvão Borges.

A última vez que o Corinthians conseguiu vencer duas partidas seguidas foi ainda na 14ª rodada do Campeonato Brasileiro – que já está na 22ª. O time venceu a Chapecoense por 2 a 0, em Chapecó, dia 9 de julho, quase uma semana depois de golear o Flamengo por 4 a 0 na Arena.

Antes disso, ainda havia batido América-MG no Independência (2 a 0) e Santa Cruz (2 a 1) na Arena, logo no início da trajetória do novo técnico corintiano.

Desde a vitória em Chapecó, o Corinthians acumulou apenas duas vitórias em oito jogos – além de três empates e três derrotas. A sequência é a pior da temporada, já que, com Tite, o período sem dois triunfos consecutivos chegou apenas a pouco mais de um mês.

Sem dar desculpas, Cristóvão Borges reconheceu em entrevista coletiva após a derrota para a Ponte Preta que foi ‘seu pior jogo’ desde que assumiu o comando alvinegro e disse ainda que o time ainda está em busca de boas performances.

“Quando perdemos o jogo, e ainda como hoje, numa atuação que não foi boa, nós ficamos bem insatisfeitos. Estamos tristes com o que fizemos. O que queremos é a mesma coisa que a torcida quer, que o time jogue bem e ganhe”, disse o treinador.

“O que preocupa é a dificuldade de performance. Porque o campeonato, em qualquer tempo, é duro dentro e fora, as dificuldades são grandes. A gente tem que cuidar da nossa qualidade de jogo, da performance, tem que jogar bem”, acrescentou Cristóvão.

Com a derrota, o Corinthians não só perdeu a chance de assumir (ao menos temporariamente) a liderança do Campeonato Brasileiro como, estacionado nos 37 pontos, pode até deixar o G-4 dependendo dos resultados dos jogos de Flamengo (37), Santos (36) e Grêmio (35).

O time de Cristóvão Borges agora deixa de lado o Campeonato Brasileiro e volta a pensar na Copa do Brasil, competição pela qual enfrenta o Fluminense na próxima quarta-feira, no estádio Edson Passos, às 21h45, no primeiro jogo das oitavas de final.

www.uol.com.br

 

Aug 23, 2016

Vitória de virada

DE VIRADA, CORINTHIANS EVITA DERROTA NA ARENA E ESTÁ DE VOLTA AO G4

Marquinhos Gabriel marcou o segundo gol corinthiano
Marquinhos Gabriel marcou o segundo gol corinthiano

Foto: Daniel Augusto Jr. / Agência Corinthians

O Corinthians entrou em campo na noite desta segunda-feira, com a obrigação de dar uma resposta à Fiel. A derrota contra o Grêmio, na rodada anterior, gerou revolta nos torcedores que chegaram a realizar um protesto no Parque São Jorge durante a semana.

A má fase e a noite fria em São Paulo, desanimaram o público que não compareceu em Itaquera. A noite foi recorde negativo de torcedores, contabilizando 20.473 presentes – número mais baixo desde a inauguração do estádio.

O fracasso em Porto Alegre fez o time entrar pressionado por um resultado positivo em casa. Contra o Vitória, que começou a rodada ocupando o Z4, Cristóvão decidiu mudar a equipe. Sem André – que tem saída quase certa para o futebol português – o treinador optou por Guilherme como centroavante.

Assim, o Timão foi a campo com a formação 4-2-3-1, escalado com Cássio; Fagner, Yago, Fabián Balbuena e Uendel; Bruno Henrique e Elias (capitão); Marquinhos Gabriel, Rodriguinho e Ángel Romero; Guilherme.

Primeiro tempo

O jogo começou movimentado, com as duas equipes trabalhando na velocidade para chegar ao ataque. As deficiências das duas equipes, porém, começaram a aparecer e ninguém chegou com grande perigo às redes adversárias.

A melhor jogada da etapa, dependeu da habilidade individual: Fagner roubou a bola no campo defensivo e puxou um ataque na velocidade, articulando o meio campo e aparecendo para receber a bola no campo ofensivo.

O lateral corinthiano fez a finta na defesa baiana e bateu, mas finalizou para fora. O Corinthians até ameaçou crescer, mas aos 42 minutos, em uma infelicidade de Yago, acabou sofrendo o gol. O zagueiro tentou fazer o corte de um cruzamento de Marinho e acabou desviando a bola para dentro das redes.

O Timão sai para o intervalo com um placar injusto. Sem finalizar nenhuma vez ao gol de Cássio (contra cinco finalizações corinthianas), o Vitória ficou com a vantagem no placar.

Segundo tempo

O Corinthians voltou com mudança para a segunda etapa, e Marlone foi pro jogo no lugar de Romero. O jogador fez a diferença e mudou a dinâmica do jogo – atuando pelo lado direito, ele recebeu a bola no meio campo e conduziu até o campo ofensivo onde bateu direto para o gol para empatar a partida.

Marlone foi decisivo, não só para o empate, mas também para a virada do Timão. Aos 26 minutos, o jogador deu assistência para Marquinhos Gabriel que, dentro da pequena área, empurrou com o peito para dentro do gol.

O tento foi o último da partida, que não teve grandes acontecimentos até o minuto final. Além de dois cartões amarelos, um para Fagner e outro para Balbuena, o jogo correu tranquilo. Cristóvão ainda fez mais duas mudança: aos 40 minutos, sacou Bruno Henrique para colocar para Cristian e aos 44 tirou Marquinhos Gabriel para a entrada de Giovanni Augusto.

O jogo, porém, terminou no 2 a 1 que garantiu a vitória corinthiana. O resultado levou o Corinthians de volta ao G4, com 37 pontos. O próximo compromisso da equipe, neste sábado, acontece em Campinas contra a Ponte Preta, às 16h.

www.meutimao.com.br

Aug 22, 2016

Porque o ex-presidente Lula deve continuar a ser conselheiro do Corinthians

Vi na imprensa que o presidente Lula teria encaminhado carta ao Corinthians pedindo seu desligamento do Conselho Deliberativo do clube. Ele é conselheiro vitalício e teria recebido comunicação da Comissão de Ética do clube informando que, por falar as reuniões do CD, ele poderia ser apenado pela Comissão.

Acho que o clube não deveria aceitar seu pedido e continuar a tê-lo como membro do Conselho.

Lula foi escolhido como conselheiro vitalício, ainda na gestão do ex-presidente Dualib, da mesma forma que foram tantos outros que são seus membros atuais. Suas qualidades como corinthiano foram avaliadas e o clube entendeu fazer o convite para o cargo vitalício que, à época , foi aceito.

Não há dúvida que Lula é um corinthiano importante para nossa história.  E não digo pelo ocorrido nos últimos anos.

Lula chegou de Pernambuco, ainda criança, com oito ou dez anos. Foi morar com sua mãe e irmãos em Santos.

Era o auge do Santos de Pelé e cia. Ele tinha tudo para se encantar com o alvinegro praiano (considerando ainda que nosso Timão vivia os piores anos de sua história).

Nada disso ocorreu. Na toca do adversário, ainda criança, ele tornou-se um corinthiano de fibra.

Sempre assumiu sua paixão, até em momentos que poderia fazer média, por conta de sua atividade politica.

Sempre foi claro e sem meias-palavras. Sempre foi 100% corinthiano.  

Afastá-lo, em qualquer tempo e mais ainda nos dias atuais, por uma formalidade (?) questionável é um equívoco. Provavelmente a Comissão de Ética teria outros encargos à realizar no clube.

Tudo isso falo sem nunca ter qualquer proximidade política ou partidária com o ex-presidente.

Lula merece -e muito- ser conselheiro do Corinthians.

 

 

Aug 22, 2016
admin

Dia 27/08 – O Dia “D” da Democracia Corinthiana – Um dia para entrar na história

Texto de Haroldo Dantas
No próximo sábado, dia 27/08, os nobres conselheiros do SPORT CLUB CORINTHIANS PAULISTA se reunirão, em assembleia extraordinária do Conselho Deliberativo para decidir sobre a reforma estatutária prometida em campanha pelos conselheiros trienais eleitos em fevereiro de 2015.
Outros assuntos também serão objeto da assembleia, alguns de muita importância mas o que está sendo objeto de intensos debates é mesmo a reforma do sistema eleitoral. O FIM DO CHAPÃO.
No dia 07/08 escrevi sobre o assunto, apontando o que a meu ver são as principais características de cada uma das propostas que tomaram maior relevo, o que denominei de Proposta I (da Comissão do Conselho), Proposta II (de conselheiros) e Proposta III (assinada por associados e conselheiros).
Destaquei que entre a Proposta I e a Proposta II a única diferença é que na Proposta I a composição das chapas pode ser de 50 a 200 candidatos, enquanto que a Proposta II prevê apenas uma forma de composição das chapas. Chapas de 200 candidatos (número de vagas em disputa).
O sistema de eleição em ambas as propostas é o PROPORCIONAL, dando ao eleitor a possibilidade de escolha individual dos candidatos (cada eleitor poderá votar em até 5 candidatos de sua livre escolha, podendo inclusive variar de chapas), ou optar pelo voto na chapa, quando então serão computados 5 votos para a chapa escolhida. Ao final da votação serão apurados o quociente eleitoral de cada chapa e determinado o número de candidatos eleitos em cada chapa levando-se em conta a votação individual de cada candidato.
Já a Proposta III se destaca por ser a única que estabelece o sistema absoluto de votação, sem dar ao associado/eleitor a possibilidade de escolher individualmente os seus candidatos. Muito semelhante ao sistema que se procura acabar (chapão), pela proposta apresentada o eleitor será obrigado a votar em chapas fechadas de 25 candidatos (no chapão a opção é votar em chapas de 250), sendo eleitas as 8 mais votadas, ficando as duas subsequentes com as vagas dos conselheiros suplentes (no chapão se elege a mais votada).
Há ainda uma quarta proposta para o estabelecimento do sistema de votação individual. Por essa proposta não há a necessidade de formação de chapas, cada candidato corre solitário atrás de seus votos e ao final das eleições os 200 mais votados são eleitos.
Tudo isso, todavia, só poderá entrar em debate se os conselheiros, preliminarmente, votarem pela alteração estatutária prometida em campanha, votarem pelo FIM DO CHAPÃO.
Conforme deliberado pelo Presidente do Conselho Deliberativo, a primeira proposta a ser colocada em votação será um SIM ou não pela reforma estatutária do sistema eleitoral. Para que a DEMOCRACIA seja restabelecida será necessário um simples SIM à reforma estatutária e o fim do CHAPÃO (assim apelidado o sistema eleitoral que prevê a forma absoluta de eleição, segundo a qual a chapa que obtêm maior votação elege todos os seus 200 candidatos e os 50 suplentes). Isso quer dizer que, se na primeira deliberação os conselheiros optarem pelo não (o que se coloca apenas para argumentar), todo o resto do debate não acontecerá. Por isso é imperiosa a ação dos associados do CORINTHIANS no sentido de exigir dos conselheiros trienais o CUMPRIMENTO DA PALAVRA DADA. Exigir o SIM à reforma estatutária. O SIM ao fim do chapão.
Deliberado pelo SIM à reforma estatutária será imperioso que se faça uma reforma de verdade, uma reforma que resgate ao CORINTHIANS e seus associados a verdadeira DEMOCRACIA, sistema que dá ao associado a liberdade de escolha, chapas (conjunto de pessoas) ou pessoas em suas individualidades, sempre obedecendo a proporção de votos dados a cada candidato ou chapa como elemento definidor dos eleitos. Não se pode cogitar a possibilidade de termos pessoas eleitas sem votos, não se pode trocar 6 por meia dúzia pensando que se está fazendo mudança.
(*) M.M.D.C. é o acrônimo pelo qual se tornou conhecido o levante revolucionário paulista, em virtude das iniciais dos nomes dos manifestantes paulistas Martins, Miragaia, Dráusio e Camargo mortos pelas tropas federais num confronto ocorrido em 23 de maio de1932, que antecedeu e originou a Revolução Constitucionalista de 1932.
(**) Estamos pegando uma carona no importante Levante Revolucionário Paulista para criar com o mesmo acrônimo, o Movimento Memória da Democracia Corinthiana. A DEMOCRACIA que precisa ser resgatada.
Aug 22, 2016

Juiz Natural e Promotor Natural: A Democracia não vive sem eles.

Jurisdição e competência: a morte do juiz natural

Tribunais superiores (tais como o Supremo Tribunal Federal, o Superior Tribunal de Justiça, o Tribunal Superior do Trabalho) têm jurisdição em todo o território nacional.
Isto não significa que tenham competência para decidir todo e qualquer litígio que ocorra no território nacional. A Constituição define sua competência, atribuindo, por exemplo, ao TST, a competência para julgar, em grau de recurso, os litígios em matéria trabalhista.
Já os juízes têm jurisdição apenas no território da respectiva comarca ou circunscrição, conforme as leis de organização judiciária. Sua competência, por outro lado, é definida nas leis processuais.
Os critérios mais gerais, utilizados na legislação para definir a competência, são o domicílio do réu e o lugar do fato (ou da coisa). Assim – ressalvadas as exceções (como é o caso, por exemplo, nas ações de alimentos) – o réu residente em Santos deve ser processado e julgado em Santos. Se o objeto do litígio é um imóvel situado em São Vicente, Cubatão, ou Guarujá, ou se ali ocorreu a infração, o juiz competente, ressaltados os casos especiais previstos em lei, não é o de Santos.
Logo, não cabe ao juiz decidir quais os casos que irá julgar. Nem arrastar alguém à sua jurisdição. Competente para julgar não é um juiz “ad hoc”, escalado pelo seu técnico, como se fosse um jogador, para enfrentar determinado adversário. Chama-se, por isso, “juiz natural”, aquele cuja competência não é determinada por alguma autoridade, mas segundo os critérios impessoais definidos previamente em lei. Aqui em Santos houve um Diretor do Forum Estadual que, cumulando uma das varas civis, fraudava a distribuição dos processos, sujeitando à sua decisão as ações mais valiosas. Fazia isso por ganância, não por interesse político-partidário.
Pelos mesmos fundamentos, a prática judiciária é incompatível com a existência de tribunais de exceção, tribunais “ad hoc” criados para julgar divergentes políticos, tal como ocorreu, no Estado Novo, com o Tribunal de Segurança. A ditadura de 1964 não criou um tribunal de segurança, mas alterou a legislação, entregando a tribunais militares a competência para julgar civis acusados de crimes contra a segurança nacional.
Imaginem agora que um juiz de Porto Alegre queira estender sua jurisdição a alguém domiciliado em São Paulo, ou em Brasília. Ou que um juiz de Manaus queira estender sua jurisdição a São Bernardo do Campo.
O que poderá dizer para justificar tão esdrúxulo comportamento, a não ser que sua competência, no caso, não se determina pelo domicílio do réu, nem pelo lugar do fato ou da coisa, mas pela matéria? E, por isso, tendo julgado um caso da multinacional X, é competente para julgar todos os casos da multinacional X, de suas subsidiárias, de seus fornecedores, de seus consumidores e dos respectivos parentes, sócios e empregados?  Ou que, estando “sub judice”, em sua Vara, o caso de um criminoso vestido de amarelo, ele é competente para julgar todos os casos de criminosos vestidos de amarelo? Aliás, esse réu de São Bernardo estava vestido de amarelo, como se provará no curso do processo, e nisso se evidenciará o nexo com a quadrilha de amarelo.
Estou, vejam bem, apenas imaginando, porque nenhum juiz sensato ousaria ampliar sua jurisdição para estendê-la a todo o território nacional, como se fosse, não um simples juiz de comarca, mas um tribunal superior. E porque, se ocorresse um caso assim, sua atuação conflitaria com a competência dos demais juízes, e seria cerceada por órgãos superiores.
Imaginemos, porém, que acontecesse isso, e que esse juiz recebesse a solidariedade de seus órgãos de classe. Que nome poderíamos dar a esse fato, à luz dos princípios jurídicos, dos princípios morais, e dos princípios democráticos?

SÉRGIO SÉRVULO DA CUNHA

(Reproduzido do sítio http://www.servulo.com.br, 18-08-2016)