Mar 23, 2017
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Parreira: “é consagrador ganhar um título pelo Corinthians”

Silvio Barsetti- Terra

O currículo de Carlos Alberto Parreira destaca o título obtido pelo Brasil na Copa do Mundo de 1994, nos Estados Unidos, visitas a mais de 130 países como profissional do futebol, várias passagens por outras seleções, um Brasileiro pelo Fluminense e uma temporada brilhante pelo Corinthians. Foi há 15 anos, quando levou o clube paulista a dois títulos importantes conquistados na mesma semana – o Rio-São Paulo e a Copa do Brasil.

Nesta entrevista exclusiva ao Terra , o técnico recorda-se daquela temporada, na qual o Timão também chegou à final do Brasileiro, mas não superou o Santos de Diego e Robinho.

Carlos Alberto Parreira teve uma passagem vitoriosa no Corinthians em 2002, quando conquistou os títulos do Torneio Rio-São Paulo e da Copa do Brasil
Carlos Alberto Parreira teve uma passagem vitoriosa no Corinthians em 2002, quando conquistou os títulos do Torneio Rio-São Paulo e da Copa do Brasil

Parreira conta como armou aquele time, equilibrado e ofensivo, com Gil e Deivid se destacando no ataque, Ricardinho ditando o ritmo no meio e Dida garantindo vitórias e empates com a ponta dos dedos.

Ricardinho e Dida saíram depois dos títulos, transferidos para o São Paulo e Milan respectivamente, e não disputaram o Brasileiro. E o Corinthians não conseguiu substitutos à altura dos dois, sofrendo com os desfalques.

Mas os percalços em 2002 foram superados por momentos de alegria que se repetiram várias vezes e deixaram a torcida em estado de euforia. Foi assim, por exemplo, nos jogos decisivos contra o São Paulo, na final da Copa do Brasil contra o Brasiliense, na goleada incontestável ( 6 a 2) sobre o Atlético-MG pelo Brasileiro. Esses exemplos são citados na entrevista. Mas há outros que celebram toda aquela jornada.

Terra – Quinze anos depois, qual o sentimento e as lembranças que ficaram daquela temporada vitoriosa como técnico do Corinthians?

Parreira – O Corinthians é um clube com uma demanda igual a da Seleção Brasileira. A pressão é muito grande, com cobrança da torcida, da imprensa. De um modo geral, há a exigência permanente por resultados. O ano de 2002 foi marcante e maravilhoso. E tudo aquilo teve sua razão de ser. A começar pelo trabalho na pré-temporada, que foi fundamental para conhecer os jogadores, estabelecer as prioridades. O grupo era muito bom e se doou. Havia também uma unidade entre os dirigentes, com Edgar Simões (coordenador de futebol), Roque Citadini (vice de futebol) e o presidente Alberto Dualib dando o apoio que vinha de cima.

O título daquele Rio-São Paulo ganha em importância pelo fato de a competição não ter sido mais realizada desde então?

Não sei exatamente. Mas o torneio foi muito difícil com os 16 melhores clubes dos dois Estados. Ou seja, enfrentamos e deixamos para trás os quatro grandes do Rio e os nossos tradicionais rivais caseiros. Isso valoriza o título. Até hoje, tem muito corintiano que passa por mim na rua e pede: ‘Parreira, volta pro Corinthians’. Isso porque aquela campanha ficou marcada na memória deles.

E o que você responde pra eles?

Agradeço e digo que não dá mais, já parei faz tempo. Meu último trabalho como técnico foi com a seleção da África do Sul, na Copa do Mundo de 2010, e na despedida vencemos a França por 2 a 1.

Carlos Alberto Parreira recordou com saudosismo e muitos detalhes as conquistas dos títulos da Copa do Brasil e do Torneio Rio-São Paulo pelo Corinthians na temporada 2002
Carlos Alberto Parreira recordou com saudosismo e muitos detalhes as conquistas dos títulos da Copa do Brasil e do Torneio Rio-São Paulo pelo Corinthians na temporada 2002

Foto: Silvio Barsetti / Especial para Terra

Na primeira partida da final do Rio-São Paulo de 2002, o Corinthians conseguiu uma virada histórica sobre o São Paulo, vencendo por 3 a 2. Lembra de algum bastidor daquele jogo?

Sim, sempre. Nosso time foi muito apático no primeiro tempo, irreconhecível. Levamos 1 a 0 e no intervalo, enquanto eu atravessava o gramado do Morumbi até o vestiário, um repórter me perguntou: ‘Parreira, o que está faltando ao time?’ Eu, no ato, respondi: ‘Falta alegria.’ E foi isso que eu disse no vestiário. ‘Olha, perder ou ganhar faz parte do jogo. Agora o que não pode é o Corinthians perder como está perdendo. Sem vontade, sem disposição, sem vibração. Vocês estão vendo o São Paulo jogar. Vamos correr.’ Não falei nada de tática. O que se viu no segundo tempo foi outro time, vibrante o tempo todo. Fizemos 3 a 1, numa apresentação irretocável; o São Paulo diminuiu depois. Na segunda partida, num jogo também muito disputado, conseguimos o título com um empate (1 a 1).

É a favor da volta do Rio-São Paulo?

É uma competição bastante interessante, mas a gente tem de ser realista. Não há espaço no nosso calendário, aumentaria a exposição dos jogadores. Veja por exemplo o que acontece agora. Temos uma Libertadores que se estende pelo ano todo, a Sul-Americana, a Primeira Liga e por aí vai. É muita coisa e o mais impressionante é que já tem técnico poupando o time no mês de março, já escalando os reservas. Isso é prova de que tem alguma coisa errada. Não estou criticando ninguém, até porque se eu estivesse em algum clube poderia estar fazendo o mesmo. Mas isso é reflexo de um problema sério.

Reflexo de um calendário inadequado?

Sim, a questão do calendário do futebol brasileiro é definitivamente insolúvel. Não tem jeito. É uma discussão que já dura alguns anos e vai prosseguir assim. Há os que defendem que se copie o modelo europeu. Mas não tem como. Aqui temos o Natal, o carnaval, as férias escolares, o verão. Além disso, o Brasil não tem dimensões pequenas como a Alemanha. Somos quase um continente. Na CBF, defendi com Ricardo Rocha e Carlos Alberto Torres que os Estaduais tivessem 12 datas. Mas são 19 e aí entram questões políticas de vários Estados, atreladas também aos interesses de transmissão dos jogos pela TV. Isso acaba prejudicando o aspecto técnico, para o qual seria conveniente que as competições fossem enxutas, com tempo para a preparação das equipes, intervalos mais longos entre os jogos. Os Estaduais poderiam começar para os pequenos em setembro, outubro, funcionando como uma seletiva para a fase principal, com os times mais expressivos.

Carlos Alberto Parreira, ao lado do zagueiro Batata, comanda treino do Corinthians na temporada de 2002
Carlos Alberto Parreira, ao lado do zagueiro Batata, comanda treino do Corinthians na temporada de 2002

Foto: Gazeta Press

Na Copa do Brasil daquele ano histórico, o Corinthians passou sufoco contra o Paraná, pelas quartas de final …

Exatamente. O técnico do Paraná era o querido Caio Junior (vítima do acidente de avião com o time da Chapecoense, em novembro, na Colômbia). Na primeira partida, estávamos ganhando por 3 a 0 no Pacaembu e criando oportunidades para fazer o quarto gol e liquidar a fatura. Mas aí levamos um gol e aquilo me tirou o sono. Não dormi realmente na noite do jogo. Fui para casa revoltado. Sabia que aquele gol podia arrebentar a gente no outro jogo. O Paraná era um time muito bem montado, o Caio fazia um excelente trabalho. E o que houve? Lá, na casa deles, abriram 1 a 0 e se fizessem o segundo se classificariam. Foi um sufoco, com o Dida fazendo defesas milagrosas, a bola batendo na trave. Mas passamos.

Depois de superar o São Paulo na semifinal, o time viveu outro drama, contra o Brasiliense, na final. Como foi a decisão?

O Brasiliense tinha eliminado o Fluminense e o Atlético-MG em quatro partidas. A equipe não chegou à final de graça, por acaso. E havia uma situação curiosa. O que se dizia na época era que o Luís Estevão (ex-senador cassado por falta de decoro parlamentar e então presidente do clube do DF) deixava os jogadores do Brasiliense em estado de graça, supermotivados, porque pagava os bichos (premiação por vitória) no vestiário. Os caras se matavam em campo, e o bicho era maior que o salário. Era uma motivação sadia, nada contra. Vencemos o primeiro jogo por 2 a 1 com uma polêmica danada no segundo gol – Gil teria feito falta num defensor adversário antes de rolar a bola para Deivid marcar. Na última partida, levaram a gente para um campo esburacado, em Taguatinga, sem nenhuma condição. O Brasiliense fez 1 a 0 e a pressão ficou enorme. Lembro do alívio nosso no banco de reservas na hora em que Leandro cruzou da esquerda e o Deivid empatou. O 1 a 1 nos deu o título, muito celebrado.

Os dois títulos expressivos vieram num intervalo de menos de quatro dias. O do Rio-São Paulo, em 12 de maio, e o da Copa do Brasil, no dia 15. Pode-se dizer que foi uma semana intensa …

Eu lembro que o presidente Dualib passou por mim e me perguntou: “Parreira, o que você quer mais? Dois títulos numa semana está de bom tamanho?” Claro que foi uma semana totalmente atípica para os jogadores, dirigentes, torcida, pra mim e meus colegas da comissão técnica. Inesquecível. E claro também que uma derrota para o Brasiliense nos arranharia. Afinal, a obrigação ali era do Corinthians.

As duas conquistas também foram marcantes por duelos à parte entre Corinthians e São Paulo, não?

Sim, foram quatro desses clássicos em menos de 20 dias. E o São Paulo tinha um belo time, com um ataque sensacional, formado por França, Kaká e Reinaldo, e ainda com Rogério Ceni, Belletti, o Júlio Baptista estourando. Por outro lado, nosso time era também muito bom, com Dida, Ricardinho, Vampeta, Kleber, Gil.

Você optava por um time ofensivo. Por quê?

Aquele time do Corinthians foi um marco na minha carreira. Só jogávamos com um volante, o Fabrício, que na verdade era meia. E tudo funcionava muito bem. Não tinha porque mudar. O Vampeta atuava como segundo ou terceiro homem do setor e o Ricardinho completava o meio. Era uma equipe técnica, sem um camisa 9. O Gil atuava como quarto homem pela esquerda e o Deivid entrava que nem um facão como fazia Jairzinho na Copa de 70. O Leandro jogava solto atrás do Deivid, girando, entrava na área, voltava, ia pra esquerda, ia pra direita, compunha o meio quando a gente perdia a bola. Na hora que a gente tinha o domínio, ele tinha liberdade e se juntava aos que vinham de trás – Ricardinho, Vampeta, Rogério. Era um desenho tático muito interessante. O Corinthians, eu costumava dizer, possuía o melhor lado esquerdo do futebol mundial, com Ricardinho, Gil e o Kleber. Eles desequilibravam, dava prazer vê-los jogar. O técnico monta um time de acordo com o material que tem à disposição. A formação foi ofensiva muito em razão disso.

Para o Brasileiro, o Corinthians perdeu Dida e Ricardinho. Como foi esse baque?

Muito complicado. Não conseguimos substituir o Ricardinho, no mesmo nível. O time sem esses dois foi praticamente desfeito no início do Brasileiro. O Doni veio do Botafogo-SP e não era ainda o goleiro que depois se consagrou. Ainda estava meio inseguro. Para o lugar do Ricardinho, efetivamos o Renato, um bom jogador, que chutava bem de fora da área, mas não tinha o senso de organização e nem a técnica do Ricardinho.

A campanha no Brasileiro teve muitos altos e alguns baixos, com derrotas elásticas. O que houve?

Levamos sim umas bordoadas no Brasileiro. Uma delas veio depois de um jogo em que vencemos o Paysandu, em Belém. Isso foi numa quarta-feira de noite e deixamos o Norte direto para Porto Alegre, onde o adversário era o Grêmio no fim de semana. Durante a viagem, perdemos uns três ou quatro jogadores, gripados. Fomos então obrigados a mudar bastante o time. E o Grêmio nos derrotou por 4 a 0. Mas, na rodada seguinte, vencemos o Goiás por 3 a 0. Também houve um tropeço contra o Atlético-PR na nossa casa, num sábado. Perdemos por 3 a 0, num jogo igual o tempo todo, mas no qual o Atlético soube aproveitar os contra-ataques. Saí dessa partida bem chateado, em silêncio. Aí, eu me lembro, o Roque Citadini (vice de futebol) notou a minha expressão de abatimento, a gente quase não perdia, e me ligou pra casa às 10 horas da manhã do domingo. “Oi, Parreira, como você está? Tudo bem? Não liga não. Isso acontece. Hoje é dia de lamber as feridas.”

Antes da final contra o Santos, qual o jogo daquele Brasileiro que mais lhe marcou?

Foi a nossa vitória épica por 6 a 2 sobre o Atlético-MG, no Mineirão, pelas quartas de final, com uma atuação muito boa do Deivid, que fez quatro gols, um deles um golaço de fora da área. Estádio cheio, o Atlético muito credenciado a chegar à disputa do título. Foi sensacional. Ninguém ganha impunemente do Atlético-MG por 6 a 2 numa fase final de Brasileiro. Também foi de arrepiar a semifinal com o Fluminense. Sofremos uma derrota no primeiro jogo por 1 a 0 que tivemos de reverter em casa, numa partida também dramática e que ganhamos por 3 a 2.

E não havia como parar Diego e Robinho no ataque do Santos?

Era uma tarefa muito difícil. Eles estavam numa fase exuberante. Mas não eram somente os dois. O Santos, como um todo, cresceu de uma forma impressionante na fase final do Brasileiro, vinha numa ascendente. Perdemos a primeira partida por 2 a 0 e eu senti um golpe profundo quando levamos o segundo gol, numa saída errada de bola do Fabrício. Aquele gol foi mortal, o time sentiu muito. Na última partida, viramos para 2 a 1 e estávamos a um gol do título, pressionando, o Fábio Costa defendendo tudo, a torcida cantando o hino na arquibancada do Morumbi. Mas o Santos, com todo o mérito, acabou fazendo mais dois gols e venceu por 3 a 2.

Você disse em 2002 que era diferente ganhar um título pelo Corinthians. Diferente por quê?

É algo muito especial, uma experiência até difícil de explicar. A torcida vibra muito, a fiel é encantadora, faz uma festa única. Diferente nesse sentido, por causa de toda a emoção que gira em torno. É consagrador e inesquecível. Isso vale para o técnico e, claro, para os jogadores e todos os envolvidos no trabalho.

 

 

Mar 19, 2017
admin

Continua líder

CORINTHIANS LEVA GOL IRREGULAR E PERDE PARA LANTERNA DO PAULISTÃO

Corinthians não conseguiu marcar contra a Ferroviária
Corinthians não conseguiu marcar contra a Ferroviária

Foto: Reprodução

Do site Meu Timão

O Corinthians entrou em campo neste domingo, em mais um confronto pelo Campeonato Paulista. Em primeiro lugar do grupo e também no líder geral da competição, o Timão foi a Araraquara, onde enfrentou a Ferroviária na Arena da Fonte.

Em último lugar, na lanterna da competição, o time da casa acabou dando trabalho para a equipe de Carille. Após o jogo no meio da semana, pela Copa do Brasil, o técnico corinthiano chegou até mesmo a cogitar entrar com a equipe totalmente reserva, mas mudou de ideia na última hora.

O Timão preferiu se beneficiar das vantagens de uma possível liderança na segunda fase da competição, e por isso, o treinador corinthiano poupou três jogadores – Guilherme Arana, Rodriguinho e Romero. Com isso, a equipe que iniciou a partida foi: Cássio; Fagner, Pedro Henrique, Pablo e Moisés; Gabriel e Camacho; Jadson, Guilherme e Marlone; Jô.

Primeiro tempo

O Corinthians iniciou o jogo se movimentando com alguma tranquilidade em campo, e criando boas chances. Jadson apareceu muitas vezes, mas o a fraqueza do ataque corinthiano se fez presente – com apenas nove gols até aqui, a equipe não finalizou com eficiência.

Mesmo com uma clara diferença técnica entre as equipes, a partida não refletia a distância de 14 pontos na tabela entre líder e último colocado. E a Ferroviária percebeu isso, e cresceu. O adversário começou a ganhar espaço e confiança na partida, e equilibrou o jogo na metade final do primeiro tempo.

Apesar disso, os jogadores corinthianos ainda se mostravam seguros e, entre reclamações sobre o gramado irregular no Adhemar de Barros, prometeram corrigir os erros para segunda etapa. O primeiro tempo terminou em 0 a 0.

Segundo tempo

O primeiro lance do segundo tempo animou os corinthianos: Marlone invadiu a área e chutou forte e rasteiro, conseguindo bom escanteio. A resposta da Ferroviária, poucos minutos depois, porém, foi mais mortal.

Em erro de saída de bola, Alan Mineiro ficou livre para o gol de Cássio, e foi impedido de bater por Fagner. Jogadores do Corinthians questionaram a falta, mas o árbitro Raphael Claus não quis saber, e deu pênalti para o time da casa.

O próprio Alan Mineiro bateu, mas a cobrança foi defendida por Cássio. No rebote, porém, o jogador da Ferroviária ajeitou com o braço e chutou. O árbitro ignorou a irregularidade e validou o gol que deixou o Timão em desvantagem.

Com o revés no placar, Carille se preparou para a primeira mudança no time, e chamou Rodriguinho para o lugar de Guilherme, aos 14 minutos. O meia deixou o campo muito vaiado pela torcida presente. Aos 22 minutos, foi a vez da estreia de Pedrinho, que entrou na vaga de Gabriel.

As mudanças fizeram o Corinthians mais rápido e a pressão foi toda para cima da Ferroviária. O goleiro Tadeu trabalhou forte e fez quatro grandes defesas, e Paulo César de Oliveira recuou ainda mais a equipe. A partida virou um duelo desesperado entre ataque e defesa. Romero foi a última mudança, aos 33 minutos, e entrou no lugar de Marlone. Mas o Timão não reverteu o resultado.

Com o resultado, a Ferroviária quebrou o tabu de 29 anos sem vencer o Corinthians. E a derrota pode custar ainda mais caro: caso vença o Santos no clássico das 18h30, o Palmeiras pode assumir a liderança do campeonato. O próximo jogo do Corinthians, ainda pelo Paulista, acontece nesta quinta-feira às 17h, contra o Red Bull Brasil.

Mar 16, 2017
admin

Avançando

CORINTHIANS DESPERDIÇA CHANCES, LEVA SUSTO, MAS AVANÇA NA COPA DO BRASIL

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Por Vinícius Souza – Meu Timão

O Corinthians  fez jus ao favoritismo e, embora com certa dificuldade, conquistou sua classificação para a quarta fase da Copa do Brasil, na noite desta quinta-feira, na Arena Corinthians. Com gol de Jô, o Timão empatou com o Luverdense por 1 a 1 e obteve o avanço à próxima etapa da competição nacional, já que havia vencido a partida de ida, na Arena Pantanal, por 2 a 0.

O próximo oponente do Corinthians será definido já na tarde de sexta-feira, em sorteio a ser realizado pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF). Há chance de haver clássico, considerando o fato de o São Paulo também ter se classificado.

SALVE, JÔ!

Assim como em grande parte das outras 14 partidas no ano, o setor de criação do Corinthians demorou a engrenar no primeiro tempo do duelo com o Luverdense. A primeira jogada ofensiva alvinegra de perigo só veio aos 16 minutos, quando Rodriguinho passou por dois marcadores e abriu para Fagner na direita. Livre, o camisa 23 cruzou rasteiro e viu o zagueiro Neguete afastar de carrinho, evitando o gol iminente de Jô.

O lance incendiou os cerca de 25 mil torcedores que foram a Itaquera e o Corinthians logo voltou ao ataque. Aos 19, após bom cruzamento de Guilherme Arana da esquerda, Pablo subiu sem marcação e cabeceou forte contra o gol mato-grossense. O goleiro Diogo Silva, entretanto, mostrou reflexo em dia e espalmou para cima, adiando o primeiro tento do confronto.

A essa altura, o Timão já dominava as ações dentro de campo e o primeiro gol parecia questão de tempo – e foi mesmo. Aos 29 minutos, depois de cobrança de falta de Jadson, Pedro Henrique disputou a bola com a zaga rival e só rolou para Jô dentro da pequena área. O camisa 7, então, bateu de canhota, abrindo o placar e fazendo a festa da Fiel.

“O time começou bem, estamos tentando aproveitar os espaços entre as linhas. Tínhamos feito isso no jogo de ida. É caprichar esse passe entre as linhas para poder ampliar. Estamos jogando bem”, analisou o centroavante corinthiano, que chegou ao quarto gol em sua segunda passagem pelo clube.

SUFOCO E SUSTO

O Luverdense tratou de mostrar a que veio no início da etapa complementar. Em um espaço de dois minutos, Dalton e Neguete levaram cartões amarelos por falta dura em Rodriguinho, que abusava da habilidade para fazer a bola rodar no meio de campo.

Sem o mesmo ímpeto dos primeiros 45 minutos, o Corinthians passou a controlar a posse de bola e tirou o pé, chamando o time de Lucas do Rio Verde para seu campo. O técnico Fábio Carille não demorou a fazer sua primeira substituição: sacou Romero, ovacionado pela torcida ao deixar o campo, para a entrada de Marlone.

Aos 26 minutos, o Luverdense contou com uma falha coletiva da defesa alvinegra para empatar o marcador. O volante Ricardo bateu de fora da área e viu a bola entrar no canto esquerdo do goleiro Cássio após desvio do zagueiro Pedro Henrique.

Carille, então, logo mexeu na escalação novamente. Deu chance a Kazim e Giovanni Augusto nos lugares de Jô e Jadson, também bastante aplaudidos. As mudanças, contudo, pouco surtiram efeito na equipe – Kazim, por exemplo, desperdiçou duas oportunidades frente a frente com o goleiro Diogo Silva.

Apesar disso, a vantagem construída no primeiro jogo, em Cuiabá, foi suficiente para o Timão seguir na competição nacional. Com o empate e a vaga na quarta fase, o esquadrão alvinegro volta suas atenções ao Campeonato Paulista, com compromisso agendado já para domingo, diante da Ferroviária, em Araraquara.

ESCALAÇÕES

Corinthians: Cássio; Fagner, Pedro Henrique, Pablo e Guilherme Arana; Gabriel (capitão); Jadson, Rodriguinho, Maycon e Ángel Romero; Jô.

Luverdense: Diogo Silva; Aderlan, Dalton, Neguete e Paulinho; Ricardo; Diogo Sodré, Marcos Aurélio, Rafael Silva e Erik; Raphael Macena.

Mar 12, 2017
admin

A Base é um bom empate

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Do Globo Esporte

RESUMÃO

O JOGO

Contra um Corinthians muito pouco criativo, a Ponte Preta aproveitou uma falha de Cássio, mas não conseguiu evitar o empate dos visitantes em confronto no Moisés Lucarelli pela oitava rodada do Paulista, neste domingo. Lucca abriu o placar de falta, e Léo Santos igualou no segundo tempo, mantendo o time da capital com a melhor campanha no estadual. Com o 1 a 1, as duas equipes continuam na frente em seus grupos, muito próximas da classificação para as oitavas de final.

PRIMEIRO TEMPO

Sob intenso calor em Campinas, Ponte Preta e Corinthians fizeram um primeiro tempo movimentado, com os donos da casa mais incisivos enquanto os visitantes abusavam da paciência para buscar espaços na defesa rival.

A Ponte esteve mais perto do gol – Pottker e Ravanelli quase marcaram no mesmo lance, aos 19 minutos –, mas só conseguiu abrir o placar graças a uma falha de Cássio. Lucca bateu falta no canto direito do goleiro, que viu a bola passar por baixo de seus braços.

SEGUNDO TEMPO

Atrás no placar, o técnico Fábio Carille mudou o Corinthians no intervalo: tirou Léo Jabá e colocou Kazim. O panorama do duelo pouco mudou, porém. A Ponte continuou mais perto de fazer o segundo gol do que de sofrer o empate.

Mesmo assim, não conseguiu evitar que os rivais igualassem. Numa das poucas vezes em que se aproximou da meta de Aranha, o Corinthians encontrou seu gol. Jô recebeu dentro da área e, como um pivô, rolou para o zagueiro Léo Santos, que havia entrado pouco antes no lugar de Balbuena, machucado. O defensor ajeitou e bateu de esquerda para dar um ponto aos visitantes.

COMO FICA?

O Corinthians tem 19 pontos no Grupo A, à frente de Botafogo (11) e São Bernardo (9). A Ponte foi a 17 pontos, contra 13 do Mirassol e 10 do Santos. Faltam 12 pontos em disputa na primeira fase do torneio.

E ESSA BOCA AÍ?

Cássio não economizou no palavrão depois de ter sofrido um gol de falta de Lucca (emprestado pelo próprio Corinthians à Ponte). Em entrevista coletiva no intervalo, ele criticou a barreira formada por Maycon e Jadson.

– (Eles) Saíram, botei duas porras lá para ficar na barreira, e os dois saíram da bola – disse.

 

 

 

TÉCNICO ENÉRGICO

José Brigatti, técnico interino da Ponte, foi bastante atuante durante todo o jogo. Gritou, vibrou com cada bola de seu time e até chacoalhou o volante Matheus Jesus depois de um desarme. Cena muito curiosa no Moisés Lucarelli.

PÚBLICO E RENDA

Público: 10.084 pagantes/10.740 total
Renda: R$ 193.485,00

 

 

Mar 10, 2017
admin

Vencendo mais uma

Corinthians domina o Luverdense e fica perto da vaga na próxima fase

Da Gazeta Esportiva

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Com o resultado, os paulistanos voltam com a possibilidade de até perder o segundo jogo, marcado para as 19h30 (de Brasília) da próxima quinta-feira, para avançar à quarta fase. Aos mato-grossenses a saída seria vencer em Itaquera por ao menos três gols de diferença para seguir vivo no torneio nacional. Vitória por dois gols de diferença com mais gols marcados (3 a 1, 4 a 2, 5 a 3…) também dá a vaga ao clube do Centro-Oeste.

Mais tranquilos na Copa, os comandados de Fábio Carille tentam agora manter o bom momento no Paulista, competição pela qual entram em campo no domingo, às 16h (de Brasília), encarando a Ponte Preta, no estádio Moisés Lucarelli. Já Odil Soares e sua trupe tentam esquecer a derrota diante do Cacerense, também no domingo, mas às 18h (de Brasília), na casa do adversário.

Domínio corintiano põe rival “na roda”

O Corinthians não teve dificuldades em impor seu estilo de jogo, mesmo atuando na casa do adversário e com um gramado em estado pouco recomendável para quem quisesse trocar passes. Contando com boa atuação de Rodriguinho e Maycon na faixa central, os visitantes rodaram a bola de lado a lado para achar espaços na defesa adversária com boa precisão.

As primeiras chances, no entanto, vieram em chutes de fora da área. Gabriel, aos oito, e Rodriguinho, aos 15, tentaram da entrada da área, mas não conseguiram dar trabalho ao goleiro Diogo Silva. O chute do armador, mais perigoso, desviou na cabeça de Neguete e acabou indo para escanteio. Na cobrança, Pablo ganhou da defesa pelo alto, mas mandou para fora.

Demorou até os 21 minutos para que o Timão utilizasse seu toque de bola para invadir a área adversária. Jô ganhou bola lançada no ataque e ela ficou para Jadson. O armador inverteu tudo para Romero, que tabelou com Guilherme Arana antes de achar o garoto já dentro da área, pela esquerda. De primeira, Arana cruzou rasteiro e Rodriguinho, dentro da pequena área, só escorou de pé direito para abrir o placar.

Pouco depois, em mais uma jogada que rodou a área adversária, Gabriel pegou sobra e chutou forte de esquerda, acertando o canto de Diogo Silva e ampliando. Jô, que estava em posição irregular, atrapalhou o campo de visão do arqueiro e motivou a marcação de impedimento por parte de Dibert Pedrosa. Após um conversa entre o auxiliar e o juiz Leonardo Garcia Cavaleiro, porém, o tento foi validado, concluindo que Jô não interferiu na jogada.

Satisfeito com a vantagem construída, o Timão dali para frente pouco forçou as jogadas, preferindo sempre manter a posse de bola do que tentar o terceiro. Menos concentrado do que antes, como bem lembrou Carille em meio às suas orientações na beira do campo, a equipe viu o Luverdense se arriscar e passar a ameaçar Cássio, principalmente nos chutes de fora da área.

Na etapa final, o cenário foi basicamente o mesmo, agravado pelo cansaço apresentado pelos corintianos. Mais acostumado ao calor cuiabano, o Luverdense quase se aproveitou para ao menos diminuir a desvantagem. No melhor dos lances, porém, Erik cabeceou após cobrança de escanteio, na pequena área, carimbou a trave direita de Cássio e não conseguiu alterar o marcador.

FICHA TÉCNICA
LUVERDENSE 0 X 2 CORINTHIANS

Local: Arena Pantanal, em Cuiabá (MT)
Data: 9 de março, quinta-feira
Horário: 21h30 (de Brasília)
Árbitro: Leonardo Garcia Cavaleiro (RJ)
Assistentes: Dibert Pedrosa e Eduardo de Souza Couto (ambos do RJ)
Público: 13.248 pagantes
Renda: R$ 807.710,00
Cartões amarelos: Marcos Aurélio, Paulinho (Luverdense); Balbuena (Corinthians)
Gols:
CORINTHIANS: Rodriguinho, aos 21, e Gabriel, aos 25 minutos do primeiro tempo

LUVERDENSE: Diogo Silva; Aderlan, Dalton, Neguete e Paulinho; Ricardo; Diogo Sodré (Rodrigo Fumaça), Marcos Aurélio, Rafael Silva e Erik (Café); Raphael Macena (Kazú)
Técnico: Odil Soares

CORINTHIANS: Cássio; Fagner, Balbuena, Pablo e Guilherme Arana; Gabriel, Jadson (Marlone), Rodriguinho, Maycon e Romero (Léo Jabá); Jô (Kazim)
Técnico: Fábio Carille

Mar 5, 2017
admin

Mais um clássico

Jô decide mais uma vez e Corinthians passa pelo Santos em Itaquera

Tomás Rosolino – Gazeta Esportiva

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O Corinthians conseguiu transpor mais um obstáculo no início de ano e do trabalho do técnico Fábio Carille à frente do clube. Apenas três dias depois de sofrer para se classificar na Copa do Brasil diante do Brusque, o Alvinegro se impôs sobre o Santos na tarde/noite deste sábado, no estádio de Itaquera, e conquistou sua segunda vitória em clássicos na temporada, juntando-se ao Derby de duas semanas atrás. A segunda com gol marcado por Jô, dessa vez logo no começo do segundo tempo.

Com o triunfo conquistado, mais uma vez por um gol de diferença, como em todas as outras vitórias do ano, o Timão chega a 18 pontos, se mantém como melhor campanha do Campeonato Paulista e abre mais vantagem no Grupo A do torneio, cada vez mais perto de assegurar uma vaga no mata-mata. O Peixe, por sua vez, fica com 10 pontos e segue atrás de Ponte e Mirassol, líderes da sua chave e, no momento, classificados à fase seguinte.

Na próxima rodada do Paulista, os comandados de Carille encaram a Ponte Preta, no Moisés Lucarelli, enquanto Dorival Júnior vai com seu grupo de atletas para o estádio Baetão, encarar o São Bernardo, ambos no domingo. Antes, porém, os clubes entram em campo por outras competições. O clube do Parque São Jorge faz o primeiro jogo da terceira fase da Copa do Brasil, contra o Luverdense, fora de casa, na quinta-feira, mesmo dia em que a equipe da Baixada visita o Sporting Cristal, em Lima, no Peru, pela estreia na Taça Libertadores.

Vladimir impede vitória parcial

O primeiro tempo do clássico teve um ator principal e 21 outros coadjuvantes dentro de campo. Mesmo conseguindo chegar com razoável tranquilidade ao gol adversário, os corintianos acabaram ofuscados pela grande atuação do goleiro santista Vladimir. Reserva de Vanderlei e motivo de desconfiança da torcida, o arqueiro realizou pelo menos quatro defesas difíceis e evitou que o Peixe fosse para os vestiários em desvantagem.

A primeira foi aos oito minutos do primeiro tempo, quando Romero tabelou com Arana e achou Maycon em boa condição na entrada da área. O garoto arriscou chute forte, no canto direito, e viu o adversário voar para fazer a defesa. Depois, em uma das poucas investidas dos visitantes na etapa inicial, Kayke recebeu bom passe de Vitor Bueno na grande área e tentou dar de bico com o pé direito, mas mandou fraco, na mão de Cássio.

Depois de uma breve intervenção dos seus parceiros, que não conseguiram segurar a bola na frente, Vladimir voltou a aparecer quando Jadson bateu escanteio pelo lado direito, na segunda trave, e Balbuena cabeceou no canto oposto. O goleiro, que já havia dado dois passos para a direita, conseguiu se recuperar e espalmou a bola. Seis minutos depois, Vladimir encaixou chute forte de Jadson.

Dali até o intervalo, porém, foi que os corintianos tiveram seus melhores lances. Aos 40 minutos, em breve inversão de Romero para o lado direito, o paraguaio recebeu ótimo passe de Fagner dentro da área e tentou passe rasteiro para Jô. Lucas Veríssimo fez o corte para trás e ia marcando um gol contra até que Vladimir, com muito reflexo, esticou o braço esquerdo para fazer a defesa. Dois minutos depois, ele pôde agradecer o gramado ao ver Jô, livre na pequena área, escorregar e chutar fraco para fácil intervenção do santista.

Jô desbanca muralha e decide

A magia que Vladimir parecia ter feito no gol defendido pelo Santos acabou assim que os times mudaram de lado. Procurando manter um ritmo forte de marcação, o Timão logo conseguiu abrir o placar. Após boa triangulação entre Guilherme Arana, Rodriguinho e Romero, o paraguaio acionou o lateral esquerdo na linha de fundo e o garoto descolou lindo cruzamento na segunda trave. Lá estava Jô, que ganhou de Cleber e testou sem chances para o arqueiro.

O lance, que empolgou a torcida presente no estádio e fez o volume da torcida corintiana alcançar o nível mais alto até então, parecia que transformaria o clássico em um jogo mais atrativo, com o Santos saindo para o ataque. Dorival Júnior, insatisfeito com a produção ofensiva do seu time, tirou Kayke e Yuri, mandando a campo Thiago Ribeiro e Rafael Longuine, abrindo mão de um centroavante e apostando na movimentação dos escolhidos.

Até os 31 minutos, porém, o jogo não teve nem sequer um outro chute a gol. Quem quebrou essa marca foi, mais uma vez, um jogador do Corinthians. Léo Jabá, que acabara de entrar no lugar de Ángel Romero, puxou contra-ataque, driblou Rodrigão e invadiu a área. O garoto, com Victor Ferraz ainda pela frente, cortou para o pé direito e tentou o chute, mas acabou mandando por cima do gol.

Na base da pressão e nas bolas mandadas em direção a Rodrigão, que entrou após Dorival desistir da ausência de um camisa 9, o Peixe ainda tentou buscar o empate. Carille, satisfeito com o 1 a 0, apostou em Kazim e Giovanni Augusto no lugar de Jô e Rodriguinho. Sem qualidade na hora de armar as jogadas, porém, restou aos alvinegros da Baixada lamentar outro revés em clássico e, aos donos da casa, celebrar com a Fiel.

FICHA TÉCNICA
CORINTHIANS 1 X 0 SANTOS

Local: estádio de Itaquera, em São Paulo (SP)
Data: 04 de março de 2017, sábado
Horário: 18h30 (de Brasília)
Árbitro: Leandro Bizzio Marinho
Assistentes: Miguel Cataneo Ribeiro da Costa e Daniel Paulo Ziolli
Público: 36.111 pagantes
Renda: R$ 1.991.856,80
Cartões amarelos: Gabriel, Jadson, Rodriguinho, Pablo (Corinthians); Vladimir (Santos)
Gol:
CORINTHIANS: Jô, aos 2 minutos do segundo tempo

CORINTHIANS: Cássio; Fagner, Balbuena, Pablo e Guilherme Arana; Gabriel, Jadson, Rodriguinho (Giovanni Augusto), Maycon e Romero (Léo Jabá); Jô (Kazim)
Técnico: Fábio Carille

SANTOS: Vladimir; Victor Ferraz, Lucas Veríssimo, Cleber e Zeca; Yuri (Rafael Longuine), Thiago Maia e Vitor Bueno; Bruno Henrique, Copete (Rodrigão) e Kayke (Thiago Ribeiro)
Técnico: Dorival Jr

Mar 2, 2017
admin

Proteção de São Jorge dispensa goleiro

Do UOL

Jadson perde pênalti, mas Corinthians elimina o Brusque na Copa do Brasil

O Corinthians sofreu para eliminar o Brusque na noite desta quarta-feira, em Santa Catarina. O time alvinegro eliminou os catarinenses nos pênaltis após um empate sem gols no tempo normal e garantiu vaga na terceira fase da Copa do Brasil. Jadson perdeu sua cobrança, mas a equipe corintiana venceu por 5 a 4, com último gol marcado por Romero.

Com a classificação garantida, o Corinthians enfrentará o Luverdense na terceira fase da competição nacional. Ao contrário do que aconteceu até aqui, a vaga será decidida em dois duelos – os mandos de campo serão definidos nesta quinta-feira, às 12h, na CBF. As partidas serão disputadas nas duas próximas semanas.

De volta

Jadson, enfim, reestreou no Corinthians. Depois de quase quatro semanas em recuperação física, o meio-campista entrou em campo aos 12 minutos da etapa final no lugar do volante Fellipe Bastos. O time, então, passou a atuar no 4-2-3-1, com Gabriel e Maycon na contenção. Jadson atuou por dentro na linha de três, ao lado de Romero (à direita) e Léo Jabá (à esquerda).

Maldição?

O Corinthians vinha de quatro eliminações seguidas após decisões por pênaltis: Grêmio na Copa do Brasil 2013, Palmeiras no Paulistão 2015, Audax no Paulistão 2016 e São Paulo na Florida Cup 2017. O time corintiano, em contrapartida, eliminou o São Paulo e o Palmeiras nas semifinais do estadual (2013 e 2011, respectivamente).

Reencontros

O jogo em Santa Catarina foi marcado por uma série de reencontros. Carlos Alberto, que defendeu o Corinthians nas temporadas 2007/2008, atuou como lateral esquerdo do Brusque. O meio-campo da equipe catarinense tinha Boquita. No banco de reservas, o técnico Pingo, volante que atuou no time corintiano em 1999.

Lances polêmicos

Dois lances causaram polêmica durante o duelo. No primeiro tempo, Léo Jabá caiu na área após uma disputa pela bola, mas viu o árbitro Péricles Bassols mandar o jogo seguir. Na etapa final, Belusso recebeu na frente e viu Pablo tocar nas suas pernas por baixo. O juiz novamente nada marcou.

Surpresas

O Corinthians disputa a sua 22ª edição da Copa do Brasil, Dono de três títulos, o time corintiano nunca foi eliminado por times pequenos. O Grêmio e o Cruzeiro são os maiores carrascos, com três vitórias cada (gaúchos em 1991, 1994, 1997, 2001 e 2013; e mineiros em 1996, 1998 e 2016). A equipe paulista perdeu ainda para Flamengo (1989), Inter (1992), Juventude (1999), Botafogo (2000), Vitória (2004), Figueirense (2005), Náutico (2007), Sport (2008), Atlético-MG (2014) e Santos (2015).

Mais um clássico à vista

Depois de derrotar o Palmeiras por 1 a 0 há uma semana, o Corinthians voltará a atuar em um clássico no próximo sábado. O adversário será o Santos, novamente em Itaquera, às 18h30, pelo Campeonato Paulista. O time de Fábio Carille soma 15 pontos em seis jogos e defende a primeira colocação geral do estadual.

Boa fase

O Brusque vive ótima fase no Campeonato Catarinense. Depois de oito rodadas, o time soma 15 pontos, com cinco vitórias. Com essa pontuação, a equipe ocupa a segunda colocação na tabela, atrás apenas do Avaí (20 pontos). No próximo sábado, o Brusque, campeão estadual em 1992, enfrenta o Joinville em casa.

FICHA TÉCNICA

BRUSQUE 0 (4) x 0  (5) CORINTHIANS

Local: Estádio Augusto Bauer, em Brusque
Competição: Copa do Brasil (2ª fase)
Data: 1º de março de 2017, quarta-feira
Horário: 21h45 (de Brasília)
Árbitro: Péricles Bassols Cortez (PE)
Assistentes: Marcelino Castro de Nazaré e Bruno Cesar Chaves Vieira (ambos PE)
Cartões amarelos: Eliomar e Carlos Alberto (Brusque); Gabriel, Giovanni Augusto e Fagner (Corinthians)

Acertaram: Belusso, Willian, Eliomar e Ricardo Lobo (Brusque);  Giovanni Augusto, Maycon, Fagner, Jô e Romero (Corinthians)
Erraram: João Carlos e Carlos Alberto (Brusque); Jadson (Corinthians)

BRUSQUE: Rodolpho, João Carlos, Cleyton, Neguete e Carlos Alberto; Mineiro, Boquita (Willian), Leílson e Eliomar; Belusso e Ricardo Lobo. Técnico: Pingo

CORINTHIANS: Cássio; Fagner, Pablo, Balbuena, Arana; Gabriel, Fellipe Bastos (Jadson), Maycon, Romero, Léo Jabá (Giovanni Augusto); Kazim (Jô). Técnico: Fábio Carille

Feb 27, 2017
admin

Massacre

Torcida corintiana equivale à soma de fãs de times rivais, diz Datafolha

Por Alex Sabino, da Folha

O Corinthians se mantém com a maior torcida da cidade de São Paulo. Segundo pesquisa realizada pelo Datafolha entre 8 e 9 de fevereiro, o time alvinegro tem a preferência de 36% dos moradores da capital, mesma quantidade de torcedores que seus principais rivais somados.

Qual é o time de futebol de sua preferência? – Pesquisa realizada na cidade de São Paulo com resposta espontânea e única, em %

Os torcedores são-paulinos constituem 19% da população, os palmeirenses são 12% e os santistas, 5%. Dois clubes de outros Estados têm ao menos 1% da capital na torcida. São 2% de flamenguistas e 1% de vascaínos.

Chama a atenção o número elevado de pessoas que disseram não torcer para time nenhum: 24%, quase um quarto dos entrevistados.

Em relação à última pesquisa, realizada em 2014, a torcida corintiana cresceu em um ponto percentual (dentro da margem de erro de três pontos percentuais).

A diferença para os rivais, no entanto, aumentou devido à queda do número de torcedores são-paulinos -na medição de 2014 eram 21%.

O Corinthians aumentou a vantagem se levados em conta os 24 anos da primeira pesquisa realizada pelo Datafolha. Em 1993, o clube estava quase empatado com o São Paulo (32% a 31%).

Desde então, os dois times obtiveram títulos de relevo –o Corinthians ganhou cinco Brasileiros, dois Mundiais e uma Libertadores; o São Paulo venceu duas Libertadores, dois Mundiais e três Brasileiros–, entretanto a vantagem alvinegra disparou para 17 pontos percentuais.

A popularidade do Palmeiras, em 12%, atingiu o patamar mais baixo em aferições do Datafolha. A equipe já teve 18% da torcida em 1998. A do Santos se manteve sempre estável, entre 7% e 5%.

Se contabilizadas só mulheres, o Corinthians chega a ter o dobro de torcedoras perante o São Paulo (34% a 17%).

Entre os jovens com 16 a 24 anos de idade, a vantagem é de 22 pontos percentuais (41% a 19%). O clube do Parque São Jorge também lidera em todas as faixas etárias e rendas mensais familiares.

Na faixa superior a dez salários mínimos (R$ 9.370), são 42% dos torcedores, contra 16% do Palmeiras, 12% do São Paulo e 5% do Santos.

A vantagem é menor na faixa dos que ganham até dois salários mínimos (R$ 1.874): 34% de corintianos, 18% de são-paulinos, 12% de palmeirenses e 3% de santistas.

Qual é o time de futebol de sua preferência? – Por faixa etária, em %

Dos entrevistados que declararam ter ensino superior completo, 31% são corintianos. Entre os que completaram o Ensino Médio, 40% torcem para a equipe. Já entre os que fizeram apenas o Ensino Fundamental, 35%.

O São Paulo tem seu maior percentual (26%) no recorte com pessoas entre 25 e 34 anos. O Palmeiras, com os maiores de 60 anos (16%), bem como o Santos (7%).

Em uma região há mais são-paulinos que corintianos. É na zona oeste, onde o clube do Morumbi tem 25% da torcida contra 23% do rival.

A maior vantagem corintiana está na região central, com 41% das preferências, contra 18% do São Paulo, 14% do Palmeiras, 5% do Flamengo e 3% do Santos.

Feb 25, 2017
admin

Bela Vitória

CORINTHIANS VENCE MIRASSOL EM JOGAÇO DE CINCO GOLS

POR ISABELA ABRANTES do Site Meu Timão

Em jogo disputado, Corinthians encarou o Mirassol e venceu por 3 a 2
Foto: Rodrigo Gazzanel/Ag. Corinthians

Na briga direta pela liderança da classificação geral do Campeonato Paulista, Mirassol e Corinthians protagonizaram um duelo de bonito futebol na noite deste sábado. As equipes se enfrentaram na cidade homônima ao time, no estádio José Maria de Campos Maia, o Maião.

Vindo da vitória no clássico contra o Palmeiras, o Timão tinha o desafio de bater o único time ainda invicto na competição. Com um ponto apenas de diferença entre as equipes, o confronto colocou em xeque o eficiente ataque do Mirassol, com 11 gols no Campeonato, com a sólida defesa corinthiana, a menos vazada da competição, com apenas dois gols sofridos.

Com elenco titular repleto de jogadores da base – seis, no total, se contarmos com o atacante Jô, revelado no Corinthians – Carille também aproveitou a partida para estrear novo esquema tático. O treinador abriu mão do 4-1-4-1, e voltou ao mais tradicional 4-4-2, apostando na equipe com dois atacantes.

Assim, o time foi a campo com Cássio; Léo Príncipe, Pedro Henrique, Pablo e Guilherme Arana; Gabriel e Maycon; Fellipe Bastos e Léo Jabá; Kazim e Jô. Já o Mirassol, do técnico Moisés Egert foi a campo com Vagner; Mário Sergio, Wallace, Edson Silva e Raul; William, Wellington Junior, Paulinho e Xuxa; Rodolfo e Zé Roberto.

Primeiro tempo

O jogo começou agitado, com o Corinthians mostrando organização defensiva e Aos 25 minutos, Fellipe Bastos levou o amarelo por falta em Wellinton Junior – a falta veio segundos depois do jogador corinthiano levar um chapéu do adversário.

Aos 28 minutos, o Corinthians esteve muito perto de abrir o placar com jogada de Maycon e Arana. O chute, porém, ficou na defesa do Mirassol, que encaixou um contra ataque mortal com Zé Roberto. Dominando na entrada da área, o atacante mirassolense chutou rasteiro de fora da área e surpreendeu o goleiro Cássio, marcando 1 a 0 para o mandante.

Nos minutos seguintes, o Timão mostrou sentir o jogo e mais desorganizado e nervoso abriu espaço para o adversário, se expondo mais no campo defensivo. Mais tenso e mais faltoso, o Corinthians levou a segunda advertência: Pedro Henrique dessa vez levou o amarelo.

A equipe alvinegra conseguiu se reorganizar, e assim, aos 38 minutos, o Corinthians finalmente empatou. Em lance de bola parada, Arana lançou a bola para área e na confusão, Kazim dominou mas não conseguiu chutar. O zagueiro Pablo, porém, aproveitou a sobra e deixou tudo igual no placar.

O placar, porém, ainda não fazia justiça ao primeiro tempo primoroso do Corinthians. Procurando o tempo todo o gol, a equipe foi premiada pela persistência aos 43 minutos: Jô cruzou para Kazim na área, que deu de bicicleta, mas não pegou bem na bola. Maycon, no entanto, estava no lance e não perdoou, e chutou para concluir a virada antes do intervalo.

Segundo tempo

A chuva começou a cair assim que a partida recomeçou em Mirassol. O campo molhado diminui o ritmo do jogo que esteve muito aquém da correria da primeira etapa. O Corinthians continuou bem no setor defensivo e deu poucas chances para a equipe da casa.

Apesar disso, o Mirassol não desistiu do jogo e chegou a levar perigo, em especial com chutes potentes de fora da área. O jogo correu sem tantos acontecimentos até que, atendendo a pedidos da torcida presente, Carille fez a primeira mudança na equipe. Aos 25 minutos atacante Romero entrou no lugar de Léo Jabá.

Aos 32 minutos Kazim ganhou um presente do zagueiro do Mirassol. Após cruzamento de Maycon, zagueiro e goleiro do Mirassol se enrolaram na defesa e o atacante corinthiano recebeu a bola livre para chutar. O campo molhado, porém, prejudicou o jogador que chutou a bola espirrada para a fora e lamentou muito a oportunidade perdida.

No lance seguinte, Carille fez mais uma mudança na equipe. Marciel entrou em campo no lugar do atacante Jô, e mudou o esquema tático da equipe, que ficou apenas com um atacante de ofício: o paraguaio Angel Romero.

O jogador mal entrou e já cometeu uma falta perigosa na entrada da área. O lance foi decisivo para o Timão, já que meia Xuxa, do Mirassol, bateu com muita categoria e deixou tudo igual no placar. Com o jogo em 2 a 2, o Corinthians precisou ir pra cima: e funcionou.

Aos 39 minutos, após cobrança de escanteio, o zagueiro Pedro Henrique apareceu na área adversária e não perdoou um erro da defesa do Mirassol, quando o goleiro Vagner espalmou e a bola desviada da defesa apareceu limpa para o cabeceio. Após o lance, Carille fez a última mudança com a saída de Maycon para a entrada de Moisés.

A partida seguiu disputada até o minuto final, mas terminou com a vantagem de 3 a 2 para o Timão. Com o resultado, a equipe corinthiana agora assume a liderança geral da competição e chega aos 15 pontos no Campeonato Paulista.

O próximo jogo do Corinthians, na quarta-feira, acontece às 21h45 contra o Brusque-SC, pela Copa do Brasil. No Paulista, o próximo confrontro é no sábado, e é novamente um clássico: desta vez a equipe enfrenta o Santos na Arena Corinthians.

Feb 23, 2017
admin

No Derby do centenário, o Timão bate o Palestra

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Da Gazeta Esportiva

O árbitro Thiago Duarte Peixoto roubou a cena naquele que foi divulgado como o Derby centenário – o clássico de maior rivalidade em São Paulo completará 100 anos em 6 de maio. A injusta expulsão do ex-palmeirense Gabriel no final do primeiro tempo ameaçou os rumos da partida disputada em Itaquera, na noite desta quarta-feira. Ainda assim, o Corinthians chegou à vitória por 1 a 0 sobre o Palmeiras com gol de Jô, aos 42 minutos do segundo tempo.

Com bom volume ofensivo no primeiro tempo, o Corinthians chegou a acertar o travessão com o próprio Gabriel, que deixaria o campo por causa de um equívoco cometido aos 45 minutos. Keno (outro que tinha mandado a bola no poste) avançou pela esquerda e foi puxado por Maycon antes de Pablo dar um carrinho para afastar a bola. Para o árbitro, no entanto, quem cometeu a falta foi o ex-volante palmeirense, punido com mais um cartão amarelo e o vermelho.

Em desvantagem numérica, o Corinthians foi pressionado pelo Palmeiras durante boa parte do segundo tempo – assustou só vez ou outra, impulsionado também pelo ímpeto de Kazim – e precisou se desdobrar defensivamente para segurar a igualdade no marcador. No final, em um erro de Guerra, Jô recebeu a bola de Maycon e concluiu rasteiro para fazer a festa da Fiel.

Os três pontos assegurados com muito sofrimento fizeram o Corinthians subir a 12 no grupo A do Campeonato Paulista, enquanto o Palmeiras permaneceu com 9 na chave C. O jejum de vitórias diante do rival também foi encerrado. Já eram dois empates e quatro derrotas desde 8 de fevereiro de 2015, quando o veterano meia Danilo garantiu um triunfo por 1 a 0 no primeiro Derby realizado no reformulado Palestra Itália.

Corinthians e Palmeiras voltarão a campo no sábado de Carnaval. Desfalcado de Gabriel, o time comandado por Fábio Carille visitará o Mirassol, enquanto a equipe dirigida por Eduardo Baptista receberá a Ferroviária em busca da reabilitação.

Os jogadores de Corinthians e Palmeiras estavam acelerados antes mesmo de o Derby começar. Enquanto a torcida única de Itaquera pulava e gritava freneticamente sob a luz de sinalizadores, Dudu corria em direção ao banco de reservas e jogava no chão, sem qualquer cuidado, a flâmula que recebera do rival.

Quando a bola rolou, foi o Corinthians que tomou a iniciativa de tentar fazer cair o favoritismo do Palmeiras. Em sua primeira participação ofensiva, o ex-palmeirense Gabriel arriscou um chute de longa distância e fez a bola beliscar o travessão. Depois, virou-se para as arquibancadas e brandiu os braços para levantar ainda mais o público.

Os torcedores, que pediam “sangue no olho” e “tapa na orelha” desde a véspera do clássico, logo viram os ânimos se exaltarem também no gramado. Dudu provocava Fagner e Romero na ponta esquerda, passando o pé sobre a bola, e era marcado com firmeza. Felipe Melo foi ainda mais vigoroso quando dividiu com Gabriel. Levou o cartão amarelo.

Na tentativa de dar uma resposta também ao volume ofensivo do Corinthians, e não só às demonstrações de vontade, o Palmeiras começou a se lançar ao ataque pelos lados do campo. A intenção era explorar principalmente a velocidade de Keno, que ganhou a vaga de Guerra, pela direita.

Em um raro momento na esquerda, dentro da área, Keno acertou o travessão após sobra de bola em um lateral cobrado por Jean. Em outro avanço do atacante, já de volta ao lado direito, Cássio saiu estabanado do gol, mas ficou com a bola.

Dois jogadores do Palmeiras foram ainda mais atrapalhados no campo defensivo. Felipe Melo e Mina chocaram as cabeças em uma disputa pelo alto e foram ao solo aos 28 minutos – o volante levou a pior, precisando enfaixar a cabeça.

Após a paralização da partida para que os palmeirenses recebessem atendimento médico, o Corinthians se preocupou em não deixar o esfriar o ritmo intenso do Derby. Romero se empolgou ao aplicar um chapéu sobre o ex-corintiano Willian do lado direito. E Léo Jabá, até então tímido na vaga de Marlone, que contraiu uma virose, soltou o pé de longe e mandou a bola por cima da meta.

O Corinthians só não contava com uma baixa imposta pela arbitragem. Em uma investida pela esquerda, aos 45 minutos, Keno recebeu um puxão de Maycon e viu Pablo dar um carrinho para afastar a bola. O árbitro Thiago Duarte Peixoto resolveu punir Gabriel, que estava longe do lance, com um segundo cartão amarelo e consequentemente o vermelho.

Obviamente revoltados, os jogadores do Corinthians solicitaram o auxílio do quarto árbitro e do auxiliar para tentar reverter a decisão. O presidente Roberto de Andrade e o diretor de futebol Flávio Adauto se enervaram n o túnel que dá acesso ao campo. Gabriel ouviu gritos de “fica” e ameaçou não sair de campo. Nada adiantou.

Com a expulsão do volante confirmada, o Corinthians retornou para o segundo tempo apoiado por sua torcida, com Maycon mais recuado e sem abrir mão de atacar. O Palmeiras, agora em vantagem numérica, trocou Raphael Veiga por Guerra na esperança de envolver o rival.

Nos primeiros minutos da etapa complementar, o clássico seguiu equilibrado, embora o Corinthians tivesse um atleta a menos. Por isso – e também receoso em relação a uma possível compensação da arbitragem –, o técnico Eduardo Baptista sacou o polêmico Felipe Melo e mandou Thiago Santos a campo.

O Palmeiras colocou a bola na rede pouco depois, mas não valeu. Guerra cruzou para dentro, e Mina colocou para dentro. O zagueiro colombiano, no entanto, estava em posição de impedimento – e a arbitragem, desta vez, conseguiu visualizar.

O gol anulado foi a senha para o Palmeiras passar a tirar proveito da ausência de Gabriel e pressionar o Corinthians. Aos 14 minutos, Willian quase surpreendeu Cássio com um chute forte de longa distância, que bateu no travessão e saiu. Aos 19, Keno fez o goleiro trabalhar com uma cabeçada à queima-roupa, bem defendida.

Querendo ainda mais do Palmeiras, que vez ou outra vacilava e expunha-se a contra-ataques, Eduardo Baptista trocou Willian por Alecsandro. Já Fábio Carille esperou até os 35 minutos para também agir, quando tirou o desgastado Léo Jabá para recompor o seu meio-campo com Moisés. Mais tarde, Kazim, outro esgotado fisicamente, cedeu lugar a Jô.

E coube ao centroavante revelado pelo Corinthians acabar com o protagonismo de Thiago Duarte Peixoto. Aos 42 minutos, Guerra foi desarmado por Maycon, que acionou Jô. O prata da casa teve tranquilidade para finalizar rasteiro diante de Fernando Prass e garantir uma vitória heroica e histórica no Derby quase centenário.

FICHA TÉCNICA
CORINTHIANS 1 X 0 PALMEIRAS

Local: Estádio de Itaquera, em São Paulo (SP)
Data: 22 de fevereiro de 2017, quarta-feira
Horário: 21h45 (de Brasília)
Árbitro: Thiago Duarte Peixoto (SP)
Assistentes: Emerson Augusto de Carvalho (SP) e Marcelo Carvalho Van Gasse (SP)
Público: 30.727 pagantes
Renda: R$ 1.535.887,00
Cartões amarelos: Gabriel e Jô (Corinthians); Felipe Melo, Raphael Veiga, Jean, Vitor Hugo e Alecsandro (Palmeiras)
Cartão vermelho: Gabriel (Corinthians)
Gol: CORINTHIANS: Jô, aos 42 minutos do segundo tempo

CORINTHIANS: Cássio; Fagner, Balbuena, Pablo e Guilherme Arana; Gabriel, Maycon, Romero (Paulo Roberto), Rodriguinho e Léo Jabá (Moisés); Kazim (Jô)
Técnico: Fábio Carille

PALMEIRAS: Fernando Prass; Jean, Mina, Vitor Hugo e Zé Roberto; Felipe Melo (Thiago Santos), Michel Bastos, Raphael Veiga (Alejandro Guerra), Keno e Dudu; Willian (Alecsandro)
Técnico: Eduardo Baptista

 

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