Jun 25, 2017
admin

Abrindo distância

Da Gazeta Esportiva

Jadson achou um espaço no meio das pernas de Marcelo Grohe (Foto: Luis Munhoz/Gazeta Press)

O Corinthians teve uma grande atuação na tarde deste domingo, diante do vice-líder Grêmio, na casa do adversário. Controlando a maior parte do jogo, o Alvinegro conseguiu seu gol com Jadson, no começo do segundo tempo, em grande jogada de Paulo Roberto, e depois viu Cássio fechar o gol, pegando inclusive um pênalti, para assegurar a vitória por 1 a 0.

Com o resultado, o primeiro triunfo do Timão na casa dos gremistas, o clube do Parque São Jorge mantém sua invencibilidade na temporada, chega a 26 pontos conquistados na tabela do Brasileiro e abre quatro pontos justamente dos gaúchos, ainda vice-líderes com 22.

Na próxima rodada da competição, os comandados de Fábio Carille terão pela frente o Botafogo, no domingo, dia 2 de julho, às 16h (de Brasília), no estádio de Itaquera. Antes, porém, têm uma viagem para Tunja, na Colômbia, local do jogo de ida contra o Patriotas-COL, pela segunda fase da Copa Sul-Americana. Já Renato e sua trupe visitam o Palmeiras, no sábado, três dias depois de receber o Atlético-PR, também na Arena, pela ida das quartas de final da Copa do Brasil.

Jogo movimentado, uma chance clara para cada

O primeiro tempo da partida mostrou um jogo estudado, como previa Fábio Carille, com o Grêmio permanecendo com a posse da bola na maior parte do tempo, mas encontrando dificuldades para entrar na defesa corintiana. Entre idas e vindas da redonda, sempre com Luan procurando aparecer entre as linhas de marcação corintianas, cada time conseguiu construir uma chance clara de gol.

Em escapada no meio-campo, aos 11 minutos, Paulo Roberto roubou a bola no ataque e conduziu sem ser incomodado, aproveitando boa proteção de Jô em lance com Kanneman. Frente a frente com Geromel, o volante deu uma pedalada e deixou o defensor adversário no chão, ficando cara a cara com Marcelo Grohe. Paulo tentou o gol com um toque rasteiro, de perna esquerda, mas parou em boa intervenção do arqueiro adversário.

Assustado com a investida dos visitantes, que até então não haviam ameaçado a sua meta, o Tricolor contou com o alto volume da sua torcida para adiantar a marcação e, em vez de tentar entrar tabelando na área corintiana, apostarem nos chutes de fora da área. No melhor deles, aos 21, Pedro Rocha exigiu boa defesa de Cássio. Na sequência, em falta lateral, Geromel, em posição legal, finalizou muito mal, por cima do gol.

Depois, até o intervalo, coube ao Timão ficar mais com a redonda e reclamar da arbitragem. Primeiro em escanteio cobrado na área, quando Rodriguinho foi agarrado por Edilson, mas o juiz deu falta de ataque. Depois em lance pela lateral, quando Fagner invadiu a área e alegou ter sido derrubado por Cortez. O lateral, porém, já havia perdido o domínio da bola na jogada.

Grohe leva entre as pernas, Cássio faz “gol”

Na volta para o segundo tempo,Carille prometeu adiantar a marcação e dar mais dificuldade à saída de bola dos mandantes. Não foi isso, no entanto, que conseguiu dar ao Timão a vantagem. Aos sete minutos, mais uma vez Paulo Roberto se lançou à frente em boa arrancada, ganhou da marcação de um adversário e contou com um desvio de Luan para driblar Geromel. Na linha de fundo, rolou para Jô. O centroavante não dominou, mas a bola ficou para Jadson, de primeira, achar um espaço entre as pernas de Grohe para abrir o placar.

O gol enervou um pouco o time gremista, que passou a se livrar da bola mais rapidamente, principalmente em chutes de média distância. Preocupado com isso, Renato tirou Arthur, que funcionava como terceiro homem de proteção para liberar Luan, e colocou Fernandinho para atacar na ponta direita, dando mais trabalho para Guilherme Arana.

O lance de perigo, porém, saiu pelo outro lado. Após lançamento para a área, Pedro Rocha conseguiu dominar e rabiscou para cima de Fagner. O atacante ganhou a dividida, conseguiu enganar Balbuena e achou Luan livre, quase na pequena área. O craque do campeonato chutou de bico, de primeira, mas parou em grande defesa de Cássio, sem rebote.

Sem conseguir criar grandes lances, Renato lançou mão de todo seu arsenal, com Fernandez e Everton, este no lugar de Edilson. Com mais volume de jogo, os donos da casa tiveram uma última oportunidade no único vacilo corintiano da tarde. Marquinhos Gabriel puxou Geromel fora do lance da bola em escanteio e o juiz deu pênalti. Luan mais uma vez teve sua chance, frente a frente com Cássio, mas o arqueiro foi bem, não caiu nas paradinhas e barrou o fraco chute do rival.

FICHA TÉCNICA
GRÊMIO 0 X 1 CORINTHIANS

Local: Arena do Grêmio, em Porto Alegre (RS)
Data: 25 de junho de 2017, domingo
Horário: 16h (de Brasília)
Árbitro: Wilton Pereira Sampaio (GO)
Assistentes: Bruno Raphael Pires e Leone Carvalho Rocha (ambos de GO)
Público: 54.022 torcedores
Cartões amarelos: Kanneman, Edilson, Geromel (Grêmio); Rodriguinho, Cássio, Romero, Jô, Marquinhos Gabriel (Corinthians)
Gols:
CORINTHIANS: Jadson, aos sete minutos do segundo tempo

GRÊMIO: Marcelo Grohe; Edílson (Everton), Pedro Geromel, Kanneman e Bruno Cortez; Michel, Arthur (Fernandinho), Ramiro, Luan e Pedro Rocha (Gastón Fernandez); Lucas Barrios.
Técnico: Renato Portaluppi

CORINTHIANS: Cássio; Fagner, Balbuena, Pablo e Guilherme Arana; Paulo Roberto (Camacho), Maycon, Jadson, Rodriguinho (Marquinhos Gabriel) e Romero (Clayson); Jô
Técnico: Fábio Carille

Jun 23, 2017
admin

Sempre Líder

Por Vinícius Souza – Meu Timão
Jô voltou a deixar o dele nesta quinta-feira; centroavante já soma 12 gols no ano
Jô voltou a deixar o dele nesta quinta-feira; centroavante já soma 12 gols no ano

Foto: Daniel Augusto Jr/Ag. Corinthians

Quem para o Corinthians de Fábio Carille? Líder da Série A e invicto há mais de três meses, o Timão derrotou o Bahia por 3 a 0 nesta noite de quinta-feira, na Arena Corinthians, pela nona rodada do Brasileirão. Os gols foram marcados por , artilheiro do time em 2017 com 12 gols, Balbuena, que voltou a prestar continência à Fiel, e Marquinhos Gabriel, em grande fase com a camisa alvinegra.

A partida entre paulistas e baianos teve um ponto negativo. O volante Gabriel, titular absoluto da equipe, levou dois cartões amarelos e, consequentemente, acabou expulso. O camisa 5 será desfalque do Timão diante do rival Grêmio, vice-líder, no próximo domingo, na Arena do Grêmio.

Primeiro tempo

O líder Corinthians não demorou a mostrar sua força dentro de casa, embora tenha sido o Bahia o primeiro a levar perigo ao gol adversário. Aos seis minutos, Zé Rafael aproveitou passe rasteiro de Allione para emendar chute forte no canto direito de Cássio, que espalmou para fora e livrou o Timão de sofrer o primeiro gol da noite.

A resposta corinthiana foi imediata. Jô, referência do ataque armado por Fábio Carille, arrancou pelo lado direito e, à la Sócrates, tocou de calcanhar para Rodriguinho, posicionado no centro da área baiana. Antes de o camisa 26 finalizar e, provavelmente, abrir o placar da Arena, Jadson se antecipou e facilitou a defesa do time de Salvador.

Compacto defensivamente e ágil na transição ao ataque, o Timão de Carille abriu vantagem sobre o Bahia com Jô. O camisa 7, após bela assistência de Fagner, ficou cara a cara com Jean, driblou o goleiro e arrematou rasteiro de perna direita para a explosão dos mais de 30 mil alvinegros presentes em Itaquera. Foi o 12º gol do centroavante na temporada, o quinto no Brasileirão.

Elenco comemora gol de Jô sobre o Bahia
Elenco comemora gol de Jô sobre o Bahia

Reprodução/Premiere

Quem foi à Arena Corinthians viu um primeiro tempo disputado, com chances para as duas equipes. A vantagem dos donos da casa só não foi maior porque Jô perdeu grande chance dentro da área do Bahia, mas nada que atrapalhasse os planos do Timão ao longo dos 45 minutos iniciais.

“Tem que concentrar. A primeira era só para acertar o gol. Na outra consegui driblar o goleiro e fiz o gol. Estamos acelerando o jogo na hora errada, mas é normal, é vontade de ganhar. O time tá no caminho certo”, analisou Jô, satisfeito com o triunfo parcial.

Leia também: Felipe vai à Arena Corinthians e é ovacionado pela torcida; zagueiro pode render milhões

Segundo tempo

Os planos de Corinthians e Bahia mudaram rapidamente na segunda etapa. Isso porque Gabriel e Renê Júnior levaram o segundo cartão amarelo no jogo e acabaram expulsos pelo árbitro paraense Dewson Fernando Freitas da Silva. As decisões do juiz motivaram discussões entre os atletas, encerradas pela “turma do deixa-disso”.

Carille logo promoveu sua primeira alteração: sacou Jadson para a entrada de Marquinhos Gabriel, utilizado ao longo dos compromissos em que o camisa 10 esteve ausente. Depois, chamou Camacho no lugar de Rodriguinho, visivelmente desgastado fisicamente.

Motivado pelas substituições ou não, o Corinthians pressionou o Bahia e chegou ao segundo gol com Balbuena. Após cobrança de escanteio, que contou com desvio do compatriota Romero, o zagueiro só empurrou para o fundo da rede.

Ainda teve tempo para mais um, depois de Kazim deixar o banco de reservas na vaga de Jô. No apagar das luzes, Marquinhos Gabriel aproveitou vacilo da defesa baiana, jogou por cima de Jean e fechou o placar na Arena Corinthians: 3 a 0, fora o baile…

Pode festejar, Fiel. A “quarta força” agora tem sete vitórias em nove rodadas, um aproveitamento superior a 85% dos pontos em disputa. Que venha o vice Grêmio! Segue o líder!

Escalações

Corinthians: Cássio; Fagner (capitão), Balbuena, Pablo e Guilherme Arana; Gabriel, Maycon, Jadson, Rodriguinho e Romero; Jô

Bahia: Jean; Eduardo, Tiago, Rodrigo Becão e Matheus Reis; Renê Júnior, Feijão, Vinicius, Zé Rafael e Allione; Edigar Junio

Jun 18, 2017
admin

Na liderança

Por Vinícius Souza – Meu Timão

Numa manhã de domingo triste para o futebol brasileiro, o líder Corinthians não saiu do 0 a 0 com o Coritiba. Seguro defensivamente, mas pouco criativo no ataque, o Timão, que vinha de seis vitórias consecutivas, empatou sem gols com o oponente paranaense em jogo disputado no estádio Couto Pereira, pela oitava rodada do Campeonato Brasileiro. Um gol mal anulado marcado por Jô, contudo, mudou a história do confronto.

Ainda assim, o resultado garantiu ao Corinthians de Fábio Carille uma invencibilidade de 21 partidas, a décima maior da história do clube, e um ponto importante fora de casa. Com 20 pontos, o esquadrão alvinegro aguarda o jogo entre Cruzeiro e Grêmio para saber se permanecerá na primeira colocação por mais uma rodada.

Antes de a bola rolar, uma notícia lamentável tomou o noticiário esportivo e o clima no Couto Pereira. Veículos com torcedores do Corinthians foram apedrejados por torcedores do time mandante ao acessarem uma via fora do trajeto que levaria à entrada destinada aos visitantes. Houve confronto a poucos metros do estádio, e ao menos seis pessoas foram encaminhadas ao hospital – uma delas, ainda não identificada, em estado grave.

Corinthiano espancado foi levado com vida ao hospital
Corinthiano espancado foi levado com vida ao hospital

Por conta do episódio, a Polícia Militar segurou a delegação do Corinthians no hotel no qual a equipe estava hospedada. O atraso, de cerca de 30 minutos, não alterou o protocolo da CBF: apenas os atletas do Coritiba se perfilaram no campo para a execução do hino nacional e do Paraná, enquanto os jogadores do Timão se trocavam no vestiário.

Protocolo da CBF foi mantido mesmo sem jogadores do Corinthians
Protocolo da CBF foi mantido mesmo sem jogadores do Corinthians

PRIMEIROTEMPO

Infelizmente, a morte violenta de um torcedor não impediu que houvesse jogo no Couto Pereira. E os primeiros 45 minutos foram de um Corinthians bem postado defensivamente e armado para puxar contra-ataques em velocidade. O Coritiba, forte dentro de seus domínios, tinha a posse da bola por maior tempo e não demorou a levar perigo. Quando o fez, Cássio evitou que o Timão saísse atrás do placar.

As principais ações do time paranaense surgiam pelo lado direito do ataque, com Rildo e Henrique Almeida. A dupla, aliás, finalizou ao gol alvinegro uma vez cada durante a etapa inicial: na primeira oportunidade, a bola se perdeu pela linha de fundo; na segunda, Cássio espalmou para escanteio.

O técnico Fábio Carille precisou mexer na escalação antes mesmo do intervalo. O meia Marquinhos Gabriel sentiu dores no músculo posterior da coxa direita e pediu substituição, dando lugar ao atacante Clayson aos 29 minutos. A entrada do ex-Ponte Preta não chegou a alterar o panorama da partida, e o Corinthians pouco produziu ofensivamente.

“(A pressão) é do jogo, nada de anormal, isso faz parte. A equipe do Coritiba é qualificada e está na terceira colocação. Está 0 a 0, com um gol nós podemos ganhar a partida”, analisou o goleiro Cássio, destaque do Timão na etapa inicial.

SEGUNDO TEMPO

Corinthians e Coritiba não pareciam dispostos a abrir mão de seus bons sistemas defensivos para tentar algo diferente. Líder do Brasileirão, a equipe paulista sequer fazia questão de ter a bola e obrigava os donos da casa a proporem o jogo, algo que demonstravam ter bastante dificuldade, mesmo junto à sua torcida.

A ineficiência ofensiva do Timão em solo paranaense obrigou Carille a modificar sua equipe pela segunda vez: sacou Gabriel, que acabara de receber cartão amarelo, e deu chance a Camacho.

Nos instantes finais do embate, precisamente aos 42 minutos, um lance marcado de forma equivocada pelo juiz carioca Marcelo de Lima Henrique e seus assistentes mudou a história do duelo. O atacante corinthiano Jô recebeu passe dentro da área após rápida tabela e balançou as redes do Coritiba, mas teve o lance mal anulado pelo trio de arbitragem.

Jô estava atrás da linha da bola no momento do passe; gol foi mal anulado pela arbitragem
Jô estava atrás da linha da bola no momento do passe; gol foi mal anulado pela arbitragem

O gol, que não veio, deixaria o Corinthians próximo da vitória em Curitiba. Após o apito final, o camisa 7 do Timão, protagonista no lance, evitou culpar o árbitro. “Cara, foi um lance muito rápido. É ‘um dois’. Não deu para saber o que aconteceu. O mais importante aqui foi pontuar, ganhar um pontinho. Agora é descansar, porque quinta-feira tem outro jogo (contra o Bahia, na Arena Corinthians)”, concluiu Jô.

Jun 15, 2017
admin

Só um lidera o Brasileirão 

Da Gazeta Esportiva

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O Corinthians encontrou um adversário muito bem armado na noite desta quarta-feira, no estádio de Itaquera, correu riscos e precisou da bola parada para conseguir um gol e somar sua sexta vitória consecutiva no Campeonato Brasileiro. Com um gol marcado por Balbuena após cobrança de escanteio, ainda no primeiro tempo, o Timão superou o Cruzeiro e manteve sua boa fase na temporada.

Com o resultado, o Alvinegro chega a 19 pontos conquistados nas sete primeiras rodadas da competição, mantendo sua invencibilidade e a liderança do Brasileiro. Foi também a sexta vitória consecutiva da equipe, três dentro e três fora dos seus domínios. A Raposa, por sua vez, estaciona nos dez pontos, podendo ser ultrapassado pelo Bahia e cair para a nona colocação.

Na próxima rodada, os comandados de Fábio Carille terão pela frente o Coritiba, fora de casa, às 11h (de Brasília) do domingo, no estádio Couto Pereira. Já Mano Menezes e sua trupe foram agraciados com um dia a mais de descanso antes de receber o Grêmio no Mineirão, às 20h (de Brasília) da segunda-feira.

Veja como foi o jogo minuto a minuto

Cruzeiro se fecha, mas Corinthians fura pelo alto

O técnico Mano Menezes foi talvez o grande tema do pré-jogo pelo lado alvinegro, por se tratar de um “mentor” de Fábio Carille e também por ter trabalhos marcantes no clube do Parque São Jorge. Praticamente comprovando seu conhecimento a respeito do rival desta noite e do pupilo, o comandante cruzeirense montou um time que dificultou muito as ações corintianas, mesmo dentro de Itaquera.

Na hora de marcar, nem mesmo o centroavante Ábila era poupado de voltar para trás da linha da bola, deixando os visitantes praticamente sempre em superioridade numérica na marcação. Com Marquinhos Gabriel dependendo apenas de lampejos individuais pelo lado direito, já que Paulo Roberto mostrava dificuldades até para dominar a bola, Romero foi a maior arma, apesar da boa marcação nele e em Arana.

Com um time habilidoso apesar da formação defensiva, a Raposa foi quem primeiro ameaço. Aproveitando-se do fato de Arana estar trocando a chuteira, o time se lançou à frente, Diogo Barbosa cruzou da esquerda e Ariel Cabral cabeceou rente à trave. Na resposta, aos 23, Arana cruzou fechado e Fábio espalmou. Pouco depois, Marquinhos mostrou habilidade para se livrar de dois e, na pequena área, tocar para trás. Jô, porém, passou da linha da bola e viu Léo afastar o perigo.

Já entendendo que seria difícil acelerar as jogadas, o Timão deu uma aula de paciência, tocando a bola dos 41 aos 43 minutos, até Romero encarar a marcação de Ezequiel e conseguir um escanteio. Na cobrança, Jadson, que havia levado perigo em tentativa anterior, achou Balbuena livre na segunda trave e o paraguaio só teve o trabalho de encostar na bola, anotando o seu primeiro gol da temporada.

Cruzeiro reage, mas não chega ao gol

O segundo tempo voltou com outra dinâmica após a vantagem corintiana. Mano abandonou a retranca e mandou a campo o atacante Alisson no lugar do volante Henrique. Com mais jogadores à frente, a Raposa quase conseguiu seu gol em um lance fortuito. Após escanteio pelo lado direito, a bola foi desviada e Léo ganhou no alto da defesa corintiana. Ábila ficou livre, na pequena área, mas conseguiu bater muito por cima do gol.

Com mais espaço para jogar, o Timão também mostrou suas habilidades e só não teve uma chance clara com Jô, cara a cara com Fábio, porque o juiz deu impedimento inexistente do centroavante após passe de Jadson. O meia, por sinal, quase deu mais duas assistências. Em dois escanteios seguidos, achou Pablo na segunda trave e viu o defensor cabecear bem, exigindo duas lindas defesas de Fábio.

Logo no contra-ataque da segunda intervenção de Fábio, o Cruzeiro mostrou bastante velocidade ao sair pela direita com Rafinha. Muito rápido, ele ganhou na corrida de Guilherme Arana e cruzou para Ábila. O centroavante se posicionou bem e conseguiu alcançar a bola com um voleio, mandando no contrapé de Cássio. Sorte do goleiro que a redonda passou rente à trave enquanto ele apenas observava.

O jogo diminuiu seu ritmo depois do início intenso, principalmente pelo recuo corintiano e pela dificuldade encontrada pelos visitantes em vencer a última linha de marcação dos donos da casa. Com as ações concentradas no lado esquerdo, onde Paulo Roberto não se encontrava na hora de dar menos espaços, o time tentou por cima e por baixo. O único lance de perigo, porém, foi em chute/cruzamento de Rafael Sóbis, que Cássio espalmou para escanteio

FICHA TÉCNICA
CORINTHIANS 1 X 0 CRUZEIRO

Local: estádio de Itaquera, em São Paulo SP
Data: 14 de junho de 2017, quarta-feira
Horário: 21h45 (de Brasília)
Árbitro: Leandro Pedro Vuaden (RS)
Assistentes: José Eduardo Calza e Maurício Coelho Penna (ambos do RS)
Público: 30.465 pagantes
Renda: R$ 1.462.205,40
Cartões amarelos: Henrique (Cruzeiro)
Gols:
CORINTHIANS: Balbuena, aos 43 minutos do primeiro tempo

CORINTHIANS: Cássio; Paulo Roberto, Balbuena, Pablo e Guilherme Arana; Gabriel, Maycon, Marquinhos Gabriel (Clayson), Jadson (Giovanni Augusto) e Romero (Camacho); Jô
Técnico: Fábio Carille

CRUZEIRO: Fábio; Ezequiel, Léo, Murilo e Diogo Barbosa; Romero, Henrique (Alisson) e Cabral; Rafinha (Rafael Sóbis), Thiago Neves (Rafael Marques) e Ábila
Técnico: Mano Menezes

Jun 11, 2017
admin

Mais uma boa vitória

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Da Gazeta Esportiva

O atacante Ángel Romero ouviu do técnico Fábio Carille durante a semana que era titular da equipe e mostrou por que dentro de campo. Diante do São Paulo, ele abriu o placar, participou do segundo gol, de Gabriel, e ainda deu o passe para Jô sofrer o pênalti no terceiro, convertido por Jadson. Os tricolores ainda diminuíram com Gilberto e Wellington Nem, mas o triunfo foi mesmo do Tião: 3 a 2 dentro de Itaquera.

Com o resultado, os corintianos chegam a 16 pontos conquistados, mantêm a invencibilidade no Campeonato Brasileiro e a liderança da competição, não podendo ser alcançados pelo Grêmio neste final de semana. Os tricolores, por sua vez, permanecem com nove pontos conquistados, sem conseguir conquistar nem um deles sequer quando sai do estádio do Morumbi.

Na próxima rodada, os comandados de Fábio Carille terão pela frente a equipe do Cruzeiro, novamente em Itaquera, na quarta-feira, às 21h45 (de Brasília). Do outro lado, Ceni e sua trupe visitam o time do Sport, também na quarta, na Ilha do Retiro, às 19h30.

Ataque envolvente, defesas desatentas

O jogo começou a todo vapor pela parte dos corintianos, empurrados pela festa da torcida, com direito a sinalizadores (dessa vez, apenas antes do apito inicial). Sem deixar os tricolores respirarem, o Timão se manteve no campo ofensivo e contou com um Romero inspirado. No primeiro lance, o paraguaio pedalou para cima da marcação e arrancou suspiros dos presentes. Na sequência, deu “casquinha” em cruzamento e deixou Jô em condição de finalizar, mas o centroavante perdeu.

Ainda aos sete minutos, porém, conseguiu transformar toda a festa em gol. Marquinhos Gabriel recebeu pelo lado direito e esperou a movimentação do camisa 11, que entrou sem marcação no buraco existente entre Marcinho e Lucão. Com calma, Romero dominou, driblou Renan Ribeiro e tocou para o gol vazio, disparando para comemorar com a já tradicional bandeira do seu país que fica atrás do gol.

Desencontrado, o Tricolor poderia ter sofrido ao menos mais dois gols em lances semelhantes, mas Marquinhos Gabriel não conseguiu finalizar nas vezes em que entrou na área. Aos 17 minutos, no entanto, os visitantes mostraram que também sabem atacar. Em falta na intermediária, Júnior Tavares levantou a bola na área e achou Gilberto livre de marcação, em posição irregular. O centroavante tocou de cabeça e tirou de Cássio, empatando o placar, com direito a muita reclamação da defesa, pedindo impedimento.

O gol arrefeceu os ânimos dos corintianos, que pareceram querer tomar mais cuidado da bola antes de ir para frente. O tempo passou sem grandes sustos, até que a defesa são-paulina atacou novamente. Maicon errou na saída de bola, Jô interceptou e recebeu passe de Romero. O centroavante correu meio campo, invadiu a área e chutou cruzado. Renan espalmou. Lucão não conseguiu afastar e Gabriel estufou a rede, sem goleiro, para levar o Alvinegro à frente para o intervalo.

Romero rouba a cena e Tricolor sufoca no fim

O Tricolor voltou para o segundo tempo com Bruno no lugar de Lucão, na tentativa de acertar a marcação pelos lados do campo e abrir mão da linha de três zagueiros, que pouco funcionou. Do outro lado, Carille, que havia invertido Marquinhos Gabriel para ter alguém mais habilidoso em cima de Lucão, voltou Romero para o setor, claramente para ter alguém que acompanhasse o novo ala são-paulino.

Com mais jogadores chegando à frente, o São Paulo viu Marcinho ser a melhor válvula de escape, indo para cima de Arana e levantando vantagem na maioria dos lances. Romero, porém, teve mais espaço, e mostrou que pode ser útil também na parte ofensiva. Em lance emblemático, dominou bola difícil, rente à linha lateral, agachou-se e brincou que fazia carinho na redonda, como se estivesse tratando-a com carinho.

Brincadeiras à parte, o paraguaio foi mais uma vez efetivo quando o time tomava sustos na defesa. Em linda troca de passes, recebeu na frente da área e tocou para Jô. O centroavante devolveu para ele e recebeu na frente. Dentro da área, o camisa 7 chegou antes de Douglas e foi derrubado. Pênalti marcado prontamente pelo árbitro e convertido por Jadson, com direito a toque no travessão antes de ir para a rede.

O São Paulo parecia batido, mas manteve seus homens à frente e viu o Corinthians ter muita dificuldade em tranquilizar o jogo. Rifando bolas na defesa após ser pressionado, o Timão não soube aproveitar o contra-ataque à disposição e viu uma bola viva na área terminar nos pés de Wellington Nem, aos 39. O atacante aproveitou, diminuiu e pôs fogo no jogo, com a defesa corintiana tendo de rebater tudo até o apito final.

FICHA TÉCNICA
CORINTHIANS 3 X 2 SÃO PAULO

Local: Estádio de Itaquera, em São Paulo (SP)
Data: 11 de junho de 2017, domingo
Horário: 16 horas (de Brasília)
Árbitro: Ricardo Marques Ribeiro (Fifa-MG)
Assistentes: Guilherme Dias Camilo (Fifa-MG) e Pablo Almeida da Costa (MG)
Público: 42.443 pagantes
Renda: R$ 2.386.356,40
Cartões amarelos: Guilherme Arana (Corinthians); Cícero (São Paulo)
Gols:
CORINTHIANS: Romero, aos sete, Gabriel, aos 41 minutos do primeiro tempo, e Jadson, de pênalti, aos 18 minutos do segundo tempo
SÃO PAULO: Gilberto, aos 17 minutos do primeiro, e Wellington Nem, aos 39 minutos do segundo tempo

CORINTHIANS: Cássio; Paulo Roberto, Balbuena, Pablo e Guilherme Arana; Gabriel, Maycon, Marquinhos Gabriel (Clayson), Jadson (Camacho), Romero (Clayton); Jô
Técnico: Fábio Carille

SÃO PAULO: Renan Ribeiro; Lucão (Bruno), Maicon e Douglas; Marcinho, Éder Militão, Jucilei, Cícero (Wellington Nem) e Júnior Tavares; Gilberto (Thomaz) e Lucas Pratto
Técnico: Rogério Ceni

Jun 7, 2017
admin

Goleada no Rio

Da Gazeta Esportiva

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O Corinthians tinha tudo para fazer um jogo tranquilo na noite desta quarta-feira, contra o Vasco. Abriu o placar no seu primeiro ataque e ampliou a vantagem pouco antes do intervalo. Na volta, porém, levou o empate em um minuto e quase viu os donos da casa virarem o placar. Mais inteiro fisicamente, no entanto, viu Maycon e Clayton, duas vezes, selarem uma difícil goleada por 5 a 2 em São Januário.

Com o resultado, os corintianos chegaram a 13 pontos conquistados e assumiram a liderança provisória do Campeonato Brasileiro. O clube agora torce contra a Chapecoense, que enfrenta o Grêmio nesta quinta, às 19h30 (de Brasília), em Chapecó. O Vasco, por sua vez, perdeu a terceira na competição e estacionou nos seis pontos conquistados.

Na próxima rodada, os comandados de Fábio Carille terão pela frente o clássico contra o São Paulo, no domingo, às 16h (de Brasília), no estádio de Itaquera, o segundo duelo contra rivais estaduais da competição. Os comandados de Milton Mendes, que voltarão a ter o treinador em seu banco de reservas, recebem o Sport, no sábado, às 19h, novamente em São Januário.

Marquinhos Gabriel aparece e defesa segura

O jogo mal havia começado e o Vasco levou dois baques em sequência. Na primeira disputa de bola que teve, Kelvin caiu de mal jeito e torceu o joelho esquerdo, sendo substituído por Manga Escobar. Antes que o colombiano entrasse, porém, o Timão soube capitalizar a superioridade numérica: bela troca de passes, que começou com Jadson na direita e terminou com Guilherme Arana recebendo de Clayson. O lateral cruzou rasteiro e achou Marquinhos Gabriel livre para abrir o placar.

Com a vantagem no marcador e mais uma assistência de Arana na conta, o Alvinegro paulista pareceu acomodado em defender-se e sair apenas nos contra-ataques. Empurrado pela boa presença da torcida, o Vasco subiu suas linhas, pressionou o adversário que detinha a posse de bola e conseguiu bastante volume de jogo. A jogada, porém, quase sempre acabava em um cruzamento longo para a área.

Quando isso não acontecia, os vascaínos apostavam em descidas pelas pontas que resultavam em escanteios. Foram nove nos 45 minutos iniciais, mas nenhum deles com grande perigo para o gol de Cássio. Nos dois melhores, Paulão e Luis Fabiano tiveram uma pequena liberdade para cabecear, mas ambos não pegaram bem na bola e mandaram para fora.

Após passar boa parte do tempo na defesa, porém, os corintianos mostraram que também sabiam ameaçar o rival. Em bola roubada por Pedro Henrique, Marquinhos Gabriel recebeu do zagueiro, ainda no campo de defesa, carregou por alguns metros e deu passe em profundidade para Jô. O centroavante, mostrando boa velocidade, ganhou de Paulão, driblou Martín Silva e tocou para o gol vazio.

Vasco mostra força, mas Timão prevalece

O conforto conquistado pelo Timão no final do primeiro tempo demorou cerca de um minuto para ser pulverizado pelos donos da casa. Com Nenê no lugar do lateral direito Gilberto, recuando Yago Pikachu para o setor defensivo, os anfitriões conseguiram diminuir a desvantagem logo de cara, quando Nenê roubou de Arana e sofreu falta. O próprio armador cobrou e achou Luis Fabiano, em posição duvidosa, para testar à rede.

O gol inflamou a torcida e pareceu assustar a defesa corintiana. Pablo recebeu passe logo na saída de bola e, sem saber o que fazer, chutou a bola para a lateral. Na cobrança, o lateral esquerdo Henrique recebeu e cruzou para Luis Fabiano. O centroavante antecipou o mesmo Pablo, a bola ainda bateu no seu braço e foi no canto esquerdo, sem chances para Cássio.

O ótimo momento vascaíno e a falta de tranquilidade corintiana persistiram, tanto que Luis Fabiano e Henrique tiveram chances para virar o jogo, mas não aproveitaram. O ataque intenso, porém, deixou espaços atrás, e foi aí que os visitantes arranjaram espaço para sair do buraco. Clayson aproveitou desatenção da defesa e achou Maycon, livre dentro da área. O volante tocou devagar, por baixo do goleiro, e fez o terceiro.

O gol e a pressão intensa dos minutos iniciais fizeram os vascaínos se cansarem física e mentalmente, diminuindo muito o ritmo da partida. Mesmo com as boas esticadas para Manga, que aproveitava o espaço deixado por Paulo Roberto no setor, o time não conseguiu mais ameaçar Cássio. Ainda antes do fim, o Timão ainda conseguiu selar o placar com Clayton, que cabeceou livre após cruzamento de Jô, aos 39, e chutou de primeira bola de Paulo Roberto, aos 47.

FICHA TÉCNICA
VASCO 2 X 4 CORINTHIANS

Local: São Januário, no Rio de Janeiro (RJ)
Data: 7 de junho de 2018 (Quarta-feira)
Horário: 21h45(de Brasília)
Árbitro: Wagner Reway (Fifa-MT)
Assistentes: Fabio Rodrigo Rubinho e Marcelo Grando (ambos do MT)
Cartões amarelos: Clayson, Pablo, Gabriel (Corinthians)
Gols:
VASCO: Luis Fabiano, a um e dois minutos do segundo tempo
CORINTHIANS: Marquinhos Gabriel, aos três, Jô, aos 39 minutos do primeiro tempo, Maycon, aos 14, e Clayton, aos 39 e aos 47 minutos do segundo tempo

VASCO: Martín Silva; Gilberto (Nenê), Breno, Paulão e Henrique; Jean (Muriqui), Douglas, Yago Pikachu, Matheus Vital e Kelvin (Manga Escobar); Luis Fabiano
Técnico: Milton Mendes

CORINTHIANS: Cássio; Paulo Roberto, Pedro Henrique, Pablo e Guilherme Arana; Gabriel, Camacho, Marquinhos Gabriel (Clayton), Jadson (Giovanni Augusto) e Clayson (Pedrinho); Jô
Técnico: Fábio Carille

Jun 4, 2017
admin

Mais uma boa vitória

Da Gazeta Esportiva

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O Corinthians continua com rendimento quase irrepreensível nos clássicos disputados em 2017. Na noite deste sábado, fez um grande segundo tempo para vencer o Santos por 2 a 0 em Itaquera. Os gols de Romero e Jô – Rodriguinho e Pedro Henrique também colocaram a bola na rede, mas a arbitragem assinalou impedimento – asseguraram a liderança isolada do Campeonato Brasileiro à equipe campeã paulista. Ao menos por um dia.

Com 10 pontos ganhos, o Corinthians deixou para trás Cruzeiro e Chapecoense, que também iniciaram a quarta rodada com 7 e irão se enfrentar no domingo, no Mineirão. Coritiba e Fluminense, vitoriosos diante de Atlético-PR e Vitória respectivamente, neste sábado, têm 9 cada. Em situação complicada, o Santos soma apenas 3 e está próximo da zona de rebaixamento.

Corinthians e Santos voltarão a campo pelo Campeonato Brasileiro na quarta-feira à noite. O time da capital paulista visitará o Vasco em São Januário, e o do litoral buscará a reabilitação contra o Botafogo no Pacaembu.

O jogo – Enquanto a torcida do Corinthians gritava que “lugar de peixe é dentro do aquário”, o Santos começava a se mostrar à vontade fora dos seus domínios. Assustou o rival logo aos seis minutos, quando Pablo furou feio em um cruzamento vindo da direita. A bola ficou nos pés de Bruno Henrique, que chutou em cima de Pedro Henrique.

Com pouco mais de 30% de posse de bola até então, o Corinthians adotou a tranquilidade para reverter o panorama da partida. Trocou muitos passes, à procura dos melhores espaços para incomodar o Santos. Foi assim que, aos 16 minutos, Jô apareceu livre do lado esquerdo da área e rolou para trás. A zaga cortou antes que Rodriguinho pudesse concluir a jogada.

Seria pela direita, contudo, que o Corinthians criaria as suas melhores oportunidades de gol, conforme Fábio Carille não demorou a perceber. Por ali, a marcação do lateral esquerdo improvisado Copete era bastante deficiente – o atacante colombiano foi iludido mais de uma vez por dribles de corpo de Fagner e ainda contava com pouco apoio defensivo de Bruno Henrique.

Mas só as triangulações entre Jadson e Fagner do lado direito foram insuficientes para o Corinthians fazer o goleiro Vanderlei trabalhar. Apesar de ter melhorado consideravelmente, o Corinthians passou a abusar do jogo aéreo para encurtar o caminho para o gol, e a área santista, ao contrário do setor onde estava Copete, permanecia muito povoada.

Nesse novo cenário, o Santos se apegou aos contra-ataques para surpreender o rival. Bruno Henrique se provou uma boa opção para avançar em velocidade pela esquerda, mas o apagado Vladimir Hernández estava longe de acompanhar o ritmo pelo meio. Pela direita, Vitor Bueno quase abriu o placar aos 28, quando correu entre os zagueiros corintianos e esbarrou em uma saída de gol providencial de Cássio.

Antes do intervalo, houve mais uma chance para cada lado. Primeiro, aos 40, Fagner inverteu o jogo para a esquerda, e Victor Ferraz deixou a bola passar. Rodriguinho dominou e soltou o pé – foi o primeiro chute do Corinthians na direção do gol –, parando em defesa de Vanderlei. Três minutos mais tarde, o lateral direito santista tentou se redimir com uma conclusão de primeira. A bola passou perto da meta.

Sem fazer alterações no intervalo, Carille se viu obrigado a mexer no Corinthians com menos de cinco minutos da etapa complementar. Maycon reclamou de dores e cedeu lugar a Camacho, que foi a campo com a missão de dar mais qualidade à saída de bola dos donos da casa. Dorival Júnior, em pé na sua área técnica desde o início do clássico, preferiu aguardar para responder.

Era melhor agir logo. Com outro ímpeto, o Corinthians se lançou ao ataque e acuou o Santos. Teve dois gols anulados em menos de cinco minutos. Aos 11, Rodriguinho completou para dentro em posição irregular. Aos 15, Pedro Henrique cabeceou para a rede, mas o assistente considerou que Romero, impedido, atrapalhou a ação de Vanderlei – para revolta de quem já comemorava nas arquibancadas.

Preocupado, Dorival trocou o apático Hernández por Rafael Longuine. Não adiantou. Ainda em cima do Santos, o Corinthians finalmente fez o assistente correr para o centro do campo, aos 24 minutos. Jô desviou a bola de cabeça depois de levantamento de Fagner, e Romero se esticou para finalizar cruzado, premiando a boa apresentação do seu time no segundo tempo.

Cabia mais. Depois de o artilheiro de Itaquera aumentar a sua marca para 19 gols no estádio, o algoz de todos os rivais do Corinthians empolgou-se para confirmar a fama de carrasco – em grande estilo. Aos 29 minutos, Jô girou muito bonito dentro da área do Santos, no ar, para aproveitar a bola ajeitada por Rodriguinho e superar Vanderlei.

O clássico estava definido. Ainda assim, Carille entrou em ação novamente, substituindo Jadson por Clayson. No Santos, Ricardo Oliveira e David Braz haviam deixado o gramado da Zona Leste paulistana para as entradas de Rodrigão e Yuri. Com eles, as esperanças de Dorival se foram de vez após uma cotovelada de Bruno Henrique, punido com a expulsão, em Romero.

Nos minutos finais, já com Fellipe Bastos no posto de Rodriguinho, o Corinthians tocou a bola tranquilo, ao som de “olé”. Entre os torcedores organizados, houve também quem festejasse a vitória sobre o Santos com sinalizadores, gesto repreendido com violência pela Polícia Militar.

FICHA TÉCNICA
CORINTHIANS 2 X 0 SANTOS

Local: Estádio de Itaquera, em São Paulo (SP)
Data: 3 de junho de 2017, sábado
Horário: 19 horas (de Brasília)
Árbitro: Anderson Daronco (RS)
Assistentes: Rafael da Silva Alves (RS) e Elio Nepomuceno de Andrade Júnior (RS)
Público: 40.169 pagantes (total de 40.436)
Renda: R$ 2.110.601,50
Cartão amarelo: Vitor Bueno (Santos)
Cartão vermelho: Bruno Henrique (Santos)
Gols: CORINTHIANS: Romero, aos 24, e Jô, aos 29 minutos do primeiro tempo

CORINTHIANS: Cássio; Fagner, Pedro Henrique, Pablo e Guilherme Arana; Gabriel, Maycon (Camacho), Jadson (Clayson), Rodriguinho (Fellipe Bastos) e Romero; Jô
Técnico: Fábio Carille

SANTOS: Vanderlei; Victor Ferraz, Lucas Veríssimo, David Braz (Yuri) e Copete; Renato, Thiago Maia e Vladimir Hernández (Rafael Longuine); Vitor Bueno, Ricardo Oliveira (Rodrigão) e Bruno Henrique
Técnico: Dorival Júnior

May 28, 2017
admin

Mais três pontos

Por Lucas Faraldo – Meu Timão

Corinthians segue jogando futebol cirúrgico no melhor estilo Fábio Carille. A vítima da vez foi o Atlético-GO. Na tarde deste domingo, no estádio Serra Dourada, em Goiânia, o Timão se impôs fora de casa e venceu o adversário por 1 a 0, com gol anotado por Rodriguinho.

Como resultado, o Corinthians, que havia iniciado a rodada na quarta posição, saltou para a liderança do Brasileirão, empatado com o Cruzeiro, com sete pontos conquistados em nove disputados. Apenas o Grêmio, que joga neste domingo à noite, pode ultrapassar o Timão. A Chapecoense, que entra em campo na segunda-feira, pode no máximo igualar a pontuação alvinegra.

E MAIS: Veja a classificação atualizada do Campeonato Brasileiro

Vale lembrar que o Corinthians entrou em campo neste domingo com uma modificação em relação à equipe utilizada no fim de semana passado. Recuperado de dores na coxa, Pablo entrou no lugar de Balbuena, que está se recuperando de lesão. Assim, o Timão foi escalado com: Cássio; Fagner (capitão), Pedro Henrique, Pablo e Guilherme Arana; Gabriel e Maycon; Jadson, Rodriguinho e Romero; Jô.

Em tempo: a próxima partida do Corinthians está marcada para sábado que vem. Os comandados de Carille recebem o Santos, às 19h, na Arena, pela quarta rodada do Brasileirão. Pela Sul-Americana, o Timão somente conhecerá as datas e o rival dos próximos jogos no dia 14 de junho.

PRIMEIRO TEMPO

Como já se tornou comum nas partidas realizadas pelo Corinthians de Fábio Carille, atuar fora de casa não foi um problema. Desde os minutos iniciais, o Timão foi quem tomou as rédeas do jogo. Com apenas dois minutos, os meio-campistas alvinegros abriram caminho na intermediária, e Maycon soltou uma bomba obrigando Felipe a fazer grande defesa.

Aos 13 minutos, porém, é que surgiu a primeira grande chance de gol. E que chance! Guilherme Arana avançou com destreza pela esquerda e deu passe cirúrgico para Jô. O camisa 7, livre de marcação, praticamente embaixo do gol, finalizou sem muita força. Felipe se aproveitou para executar um milagre atleticano no Serra Dourada, evitando o primeiro tento alvinegro.

Pouco mais de dez minutos depois, contudo, não houve nada que o goleiro adversário pudesse fazer para evitar a abertura do placar. Arana fez tabela sensacional com Romero e partiu com total liberdade na ala esquerda. Ao se aproximar da grande área, cruzou rasteiro para Rodriguinho. O camisa 26 não titubeou: encheu o pé e, de primeira, balançou as redes.

Oportunidades reais de gol não foram mais vistas no primeiro tempo. Contudo, um lance merece destaque: já nos acréscimos Romero tentou um drible da vaca no campo defensivo e errou. O paraguaio, inconformado, correu atrás dos marcadores os obrigando a recuar a pelota até o goleiro Felipe. Pressionado pelo camisa 11 do Timão, ele se livrou da bola pela linha lateral. A raça do atacante rendeu aplausos e gritos da Fiel presente no Serra Dourada.

SEGUNDO TEMPO

A etapa final começou bastante semelhante à inicial: Corinthians se sentindo em casa e pressionando o Atlético-GO. Logo aos três minutos, Romero soltou uma bomba de fora da área, dando trabalho a Felipe. Dois minutos depois, foi a vez de Jadson arriscar o chute, mandando a bola por cima do gol atleticano.

Passados mais alguns minutos, o Corinthians construiu uma “jogada-relâmpago” com Maycon e Jadson. O volante enfiou bola em profundidade entre os marcadores do Atlético-GO e encontrou Jadson se infiltrando. O camisa 10 bateu cruzado, mas Felipe defendeu.

Diante de certo comodismo do Corinthians com o resultado positivo, Carille decidiu mexer na equipe para tentar aumentar o marcador. O treinador promoveu a estreia de Clayson, que entrou na vaga de Jadson para dar mais mobilidade ao ataque.

O toque de Carille não demorou para surtir efeito! Jô enfiou bola redondinha para Clayson, que disparou com total liberdade no campo defensivo do Atlético-GO. O jovem atacante ficou cara a cara com Felipe e, mesmo tendo opção de tocar para Rodriguinho, preferiu tentar a finalização. O goleiro esticou o pé direito e conseguiu salvar a pátria tricolor.

Já nos minutos finais, Carille promoveu mais duas mudanças: colocou Kazim e Clayton nas vagas de Jô e Romero. Nada que alterasse o placar, no fim das contas. Mas também nada que atrapalhasse a festa da Fiel que compareceu às arquibancadas do Serra Dourada.

May 24, 2017
admin

Diante do Vitória, Corinthians conquista o seu primeiro triunfo

Da Gazeta Esportiva

O Corinthians conquistou o seu primeiro triunfo no Campeonato Brasileiro na tarde deste domingo, na Fonte Nova. Mesmo sem empo o Vitória por 1 a 0, com gol marcado pelo centroavante Jô no segundo tempo.

O resultado levou o Corinthians aos 4 pontos ganhos, na parte superior da tabela de classificação. Por sua vez, o Vitória, que vinha de um empate por 0 a 0 com o Avaí na Ressacada, permaneceu com apenas 1.

As duas equipes voltarão a entrar em ação pela competição nacional no próximo fim de semana. No sábado, o Vitória buscará a sua reabilitação contra o Coritiba, no Barradão. No dia seguinte, o ainda invicto Corinthians enfrentará o Atlético-GO, no Serra Dourada.

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Em ritmo lento, o Corinthians demorou a dar uma resposta à moderada força ofensiva do Vitória. O time visitante recorria a inversões de jogo e a lançamentos longos para compensar a sua falta de inventividade, o que não era suficiente para fazer o goleiro Fernando Miguel suar o uniforme.

Após meia hora de partida, o Corinthians enfim incomodou. Jô recebeu a bola na ponta direita, entrou na área e chutou em cima de Fernando Miguel. Na sobra, Romero ainda ajeitou para Rodriguinho carimbar a marcação na finalização. O lance de perigo animou momentaneamente a torcida alvinegra.

Do outro lado, o Vitória tentou recuperar terreno com velocidade e, vez ou outra, conclusões de longa distância. Não assustou o goleiro Cássio dessa forma, porém, ainda assim, seguiu para o vestiário aplaudido por sua torcida.

Para justificar a empolgação, Petkovic cobrou dos seus comandados uma transição mais rápida da defesa ao ataque no segundo tempo. Foi o Corinthians, contudo, que colocou a bola na rede poucos minutos após retornar do intervalo. Lançado por Jadson do lado esquerdo da área, Romero passou para Maycon completar para a rede. A jogada acabou anulada por impedimento do paraguaio.

O ímpeto do Corinthians até melhorou a partir de então, apesar de agora oferecer mais espaços para o Vitória. Na expectativa de aproveitá-los, Petkovic trocou Cleiton Xavier pelo argentino Pisculichi antes de ver Maycon desperdiçar grande oportunidade de gol, quase da marca do pênalti, com um arremate para fora.

Fábio Carille também resolveu entrar em ação. Chamou Marquinhos Gabriel para ir a campo, mas resolveu manter o ataque como estava após Balbuena se machucar. Léo Santos substituiu o paraguaio e passou a formar uma dupla de zaga caseira com Pedro Henrique.

Como o panorama do jogo não mudou, Carille recorreu a Marquinhos Gabriel aos 26 minutos, na vaga de Maycon. Petkovic rebateu com a alteração do aplaudido Rafaelson, que já o havia irritado com uma série de falhas técnicas, pelo jovem Jhemerson.

E o Corinthians levou a melhor depois das mexidas. Aos 30, Jadson enfiou bem a bola para Marquinhos Gabriel, que seguiu o exemplo e acionou Jô, mais à frente. O centroavante avançou pelo lado esquerdo da área e concluiu na saída de Fernando Miguel para tirar o zero do placar.

A desvantagem fez Petkovic gastar a sua última ficha com a entrada de Euller no posto de Uillian Correia. Bastante satisfeito com o 1 a 0, o Corinthians recuou nos últimos minutos, contando com o reforço de Paulo Roberto no lugar de Jadson, e conseguiu inibir as investidas do Vitória.

FICHA TÉCNICA
VITÓRIA 0 X 1 CORINTHIANS

Local: Arena Fonte Nova, em Salvador (BA)
Data: 21 de maio de 2017, domingo
Horário: 16 horas (de Brasília)
Árbitro: Péricles Bassols (PE)
Assistentes: Clóvis Amaral (PE) e Cleberson do Nascimento (PE)
Público: 16.515 pagantes
Renda: R$ 460.438,50
Cartão amarelo: Marquinhos Gabriel (Corinthians)
Gol: CORINTHIANS: Jô, aos 30 minutos do segundo tempo

VITÓRIA: Fernando Miguel; Leandro Salino, Alan Costa, Fred e Geferson; Willian Farias, Uillian Correia (Euller) e Cleiton Xavier (Pisculichi); Paulinho, David e Rafaelson (Jhemerson)
Técnico: Dejan Petkovic

CORINTHIANS: Cássio; Fagner, Balbuena (Léo Santos), Pedro Henrique e Guilherme Arana; Gabriel, Maycon (Marquinhos Gabriel), Jadson (Paulo Roberto), Rodriguinho e Romero; Jô
Técnico: Fábio Carille

May 16, 2017
admin

Parreira relembra Corinthians campeão há 15 anos com “melhor trio do mundo”

Diego Salgado e Vanderlei Lima Do UOL

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Dois títulos em três dias deram ao Corinthians de Carlos Alberto Parreira o status de melhor time do Brasil em maio de 2002. Quinze anos depois de conquistar a Copa do Brasil e o Torneio Rio-SP com o clube paulista, o ex-treinador voltou a se render à equipe montada no começo daquela temporada.

Em entrevista ao UOL Esporte, Parreira voltou a falar que o Corinthians era dono do melhor lado esquerdo do mundo – à época, o lateral Kléber, o meia Ricardinho e o atacante Gil atuavam pelo setor. “Era e eu continuo afirmando isso hoje. Ter os três jogadores que nós tínhamos, eram jogadores fora de série”, disse.

O técnico admitiu ainda que o trabalho à frente do Corinthians – o time chegou também à final do Campeonato Brasileiro no fim do ano – o credenciou a voltar à seleção brasileira. Parreira assumiu a equipe brasileira no começo de 2003 e comandou o Brasil na Copa do Mundo da Alemanha, em 2006.

No Corinthians, Parreira venceu a Copa do Brasil após um empate por 1 a 1 com o Brasiliense fora de casa – antes, no Morumbi, venceu por 2 a 1. No Rio-SP, superou o São Paulo na final.

CORINTHIANS DE 2002 O LEVOU À SELEÇÃO

“Eu fui para a seleção por causa do Corinthians, porque chegou ao final do ano e a seleção brasileira estava sem treinador. Nas pesquisas de opinião pública o meu nome saiu disparado, então foi natural. E eu nem queria, eu já tinha sido convidado antes e eu não queria mais voltar à seleção brasileira. Mas aí um dia me pegaram nas férias. O Ricardo Teixeira, o Marco Antônio Teixeira, secretário do Zagallo e o Américo Faria. Ficamos 5 horas falando de seleção brasileira.”

PASSAGEM PELO CLUBE TRAZ SAUDADE

“Eu tive alguns momentos bons na minha carreira. Este ano no Corinthians foi maravilhoso, eu me identifiquei muito com a torcida do Corinthians e até hoje, quando eu olho na televisão, vejo e falo: ‘que legal que eu já passei por aquilo ali, conheço e sei como é bom estar ali’.”

DOIS TÍTULOS EM TRÊS DIAS

“O time estava pronto. Outra vantagem é que a gente manteve o time jogando. Eu não fiquei trocando jogadores. Isso aí é muito importante. Mantive o time jogando o ano todo e os caras diziam que tinha que mudar. Eu fiquei até o final e eu acho que eu estava certo. Chegamos nas finais de todas as competições.”

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MELHOR LADO ESQUERDO DO MUNDO?

“Era e eu continuo afirmando isso hoje. Ter os três jogadores que nós tínhamos, eram jogadores fora de série. O Kleber embora não tem tido uma carreira longa na seleção brasileira, mas era jogador de nível de seleção brasileira, o Ricardinho jogou na seleção e foi campeão. O Gil também era um jogador diferenciado teve lá uma temporada comigo maravilhosa. Eram os três jogadores canhotos e jogavam muito bem. É para mim um dos melhores trios do lado esquerdo do futebol mundial sem dúvida alguma.”

GOSTO AMARGO NO BRASILEIRO

“Faltou, seria chave de ouro terminar o ano ganhando o brasileiro, as três competições. O jogo final chegou a ficar 2 x 1, mas nós chegamos muito desgastados. O time do Santos era muito jovem, com Diego e Robinho. A gente depois daquele esforço (2 x 1) no segundo tempo deu uma caída. Eu me lembro que a gente estava jogando seguidamente, mas valeu tudo a pena no Corinthians.”

TOQUE DE BOLA

“Às vezes falam: o Parreira não sei o que lá, o Parreira de 94, do Mauro Silva, Dunga. Mas tudo isso é momento. Se você olhar o time do Corinthians, é importante ressaltar a gente não tinha lobby, o Corinthians não tinha um 9, um jogador de área, era Deivid, Leandro e Gil. Não tinha um 9 de oficio e as coisas saiam. Não tinha um volante de oficio, era o Fabrício, que era um meia, Vampeta e Ricardinho. Com esses jogadores de meio-campo, com os laterais que a gente tinha, Kleber e Rogério, aquele Corinthians só podia jogar desse jeito: tocando a bola. O time usou o momento, aproveitando as características dos jogadores. Realmente o time tocava muito bem a bola, foi uma época muito boa.”

PERFIL CORINTHIANS?

“É engraçado como são as apercepções das pessoas. Tinha essa história não tinha perfil, não tinha cara (do clube), essas coisas todas. No Bragantino, em 1991, lá em Bragança Paulista, eu meti um terno bacana e quando eu cheguei lá era um ambiente muito simples, todo mundo com sandália de dedos, camisetinhas, bermudas. Pô, eu cheguei todo de terno, mas eu sou do povo, eu sou gente, não tem nada a ver. No Corinthians foi sensacional, fui muito bem recebido.”

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