Oct 13, 2016
admin

39 anos do Paulista de 77

Do site Meu Timão
Considerada uma das conquistas mais importantes do clube, o histórico título do Campeonato Paulista de 1977 completa 39 anos nesta quinta-feira. Eternizado na memória da Fiel, a conquista estadual marcou o fim de um jejum próximo de 23 anos sem levantar nenhuma taça.

Vindo de um vice-campeonato nacional na temporada anterior, a vontade de soltar o grito de campeão empurrou o Timão ao longo de toda a campanha. Depois de um rendimento mediano no primeiro turno, o Corinthians concentrou suas forças no segundo turno da competição e venceu 13 das 18 partidas disputadas.

Classificado para a fase final, com mais sete concorrentes pelo título, o Timão demonstrou qualidade e chegou até a decisão, diante da Ponte Preta. No primeiro encontro entre os clubes, o Corinthians venceu pelo placar mínimo e aumentou as expectativas pela conquista.

Porém, no segundo embate entre as equipes, no Morumbi, a equipe campineira venceu pelo placar de 2 a 0, decepcionando a Fiel, que lotou o estádio com 138.032 pagantes – justamente o maior público do estádio até o momento.

No terceiro e decisivo confronto, no dia 13 de outubro de 1977, enfim, o Corinthians encerrou o ciclo negativo. Restando oito minutos para o apito final, após intenso bate-rebate dentro da área da Ponte Preta, Basílio estudou as redes e fez a alegria de todos os corinthianos, decretando o título do Campeonato Paulista daquele ano.

Em uma noite memorável na história alvinegra, os torcedores invadiram o gramado, hastearam bandeiras e comemoram a conquista no estilo de luta, garra e sofrimento. Ou seja, ao melhor estilo Corinthians.
Considerada uma das conquistas mais importantes do clube, o histórico título do Campeonato Paulista de 1977 completa 39 anos nesta quinta-feira. Eternizado na memória da Fiel, a conquista estadual marcou o fim de um jejum próximo de 23 anos sem levantar nenhuma taça.

Vindo de um vice-campeonato nacional na temporada anterior, a vontade de soltar o grito de campeão empurrou o Timão ao longo de toda a campanha. Depois de um rendimento mediano no primeiro turno, o Corinthians concentrou suas forças no segundo turno da competição e venceu 13 das 18 partidas disputadas.

Classificado para a fase final, com mais sete concorrentes pelo título, o Timão demonstrou qualidade e chegou até a decisão, diante da Ponte Preta. No primeiro encontro entre os clubes, o Corinthians venceu pelo placar mínimo e aumentou as expectativas pela conquista.

Porém, no segundo embate entre as equipes, no Morumbi, a equipe campineira venceu pelo placar de 2 a 0, decepcionando a Fiel, que lotou o estádio com 138.032 pagantes – justamente o maior público do estádio até o momento.

No terceiro e decisivo confronto, no dia 13 de outubro de 1977, enfim, o Corinthians encerrou o ciclo negativo. Restando oito minutos para o apito final, após intenso bate-rebate dentro da área da Ponte Preta, Basílio estudou as redes e fez a alegria de todos os corinthianos, decretando o título do Campeonato Paulista daquele ano.

Em uma noite memorável na história alvinegra, os torcedores invadiram o gramado, hastearam bandeiras e comemoram a conquista no estilo de luta, garra e sofrimento. Ou seja, ao melhor estilo Corinthians.

Oct 6, 2016
admin

Empate amargo

PÊNALTI NÃO MARCADO, GOL MAL ANULADO E EXPULSÃO TARDIA: ERROS FORAM DECISIVOS CONTRA CORINTHIANS
Gustavo chegou a comemorar primeiro gol pelo Timão, mas teve lance anulado pela arbitragem
Foto: Rodrigo Gazzanel/Ag. Corinthians

Do site Meu Timão

Sem vencer há seis partidas no Campeonato Brasileiro, o Corinthians tem sofrido com o nível da arbitragem. Nesta quarta-feira, diante do Atlético-MG, a equipe alvinegra viu o juiz Rodolpho Toski Marques falhar em, ao menos, dois lances capitais, além de “amenizar” as jogadas violentas do volante Leandro Donizete.

A primeira jogada polêmica ocorreu no primeiro tempo. Em cruzamento de Marquinhos Gabriel, Gustavo subiu de cabeça e, sem falta, abriu o placar na Arena. O árbitro paranaense, contudo, auxiliado pelo bandeira Bruno Boschilia, anulou o tento do camisa 9.

Já aos 18 minutos do período complementar, o zagueiro Balbuena foi puxado dentro da área, mas Rodolpho nada marcou. Para piorar a noite do juiz, Leandro Donizete abusou das faltas duras e acabou expulso apenas nos minutos finais – antes, porém, havia protagonizado outra jogada violente, mas sequer foi advertido com o cartão amarelo.

Pressionado? – Vale lembrar que Rodolpho Toski Marques foi o mesmo nome da vitória por 1 a 0 do Corinthians sobre o Fluminense, no último dia 29, em Itaquera, pelo duelo de volta das oitavas de final da Copa do Brasil. Na ocasião, o paranaense foi veementemente criticado por cariocas por anular (de forma legítima) três gols do clube das Laranjeiras.

PÊNALTI NÃO MARCADO

“Eu já até falei que não quero comentar sobre arbitragem. Até o presidente falou algo sobre a arbitragem ontem (terça-feira). Tem o lance do gol que quero ver com mais tranquilidade. Estão falando de uma penalidade em cima do Balbuena. Mas é isso, vou procurar não falar, focar cada dia e focar no Santa Cruz”, afirmou o técnico Fábio Carille em entrevista coletiva.

GOL MAL ANULADO


“Eu não entendi o que ele deu. A bola estava quase dentro do gol, o zagueiro ficou parado. Eu perguntei (para o árbitro), ele falou que eu empurrei. É ele que sabe”, questionou o centroavante. “Na minha opinião, não foi nada, foi injusto”, completou o camisa 9.

“Foi o que eu falei, quando o Corinthians é favorecido, todo mundo fala, a mídia fala pra caramba que só ajudam o Corinthians. E nos últimos jogos estamos sendo prejudicados, o gol foi mal anulado, ficaram fazendo cera com Vitor, Fred… Essa é a hora de falar, a arbitragem está deixando a desejar”, criticou o meia Marquinhos Gabriel.

Oct 5, 2016

100 anos de Ulysses Guimarães: dois grandes discursos

22 de setembro de 1973. Dia histórico! 40 anos do discurso de “anti-candidato” de Ulysses Guimarães

No dia 22 de setembro de 1973, na convenção do MDB (Movimento Democrático Brasileiro), Ulysses Guimarães proferiu um histórico discurso intitulado “Navegar é Preciso, Viver não é Preciso”.
Através dele, o principal líder da oposição democrática ao regime militar lançou a sua “anti-candidatura” à presidência da República, tendo como candidato à vice-presidência Barbosa Lima Sobrinho, outro grande democrata. Era uma demonstração de coragem para enfrentar o Governo do Gal. Garrastazu Médici, o então chefe do regime militar. Esta “anti-candidatura” – mesmo sem chance de vitória no Colégio Eleitoral, abriu caminho para a estrondosa vitória do MDB nas eleições parlamentares de 1974. 
Em tempos em que figuras da estatura de Ulysses e Barbosa Lima são cada vez mais raras na política brasileira, lembrar daqueles que lutaram pela democracia no Brasil é essencial, pois, como escreveu o filósofo George Santayana, “Aqueles que esquecem o passado, estão condenados a repetí-lo”. 
Assim, transcrevo abaixo, na íntegra, este fantástico discurso.

“O paradoxo é o signo da presente sucessão presidencial brasileira. Na situação, o anunciado como candidato, em verdade, é o Presidente, não aguarda a eleição e sim a posse. Na Oposição, também não há candidato, pois não pode haver candidato a lugar de antemão provido. A 15 de janeiro próximo, com o apelido de “eleição”, o Congresso Nacional será palco de cerimônia de diplomação, na qual Senadores, Deputados Federais e Estaduais da agremiação majoritária certificarão investidura outorgada com anterioridade. O Movimento Democrático Brasileiro não alimenta ilusões quanto à homologação cega e inevitável, imperativo da identificação do voto ostensivo e da fatalidade da perda do mandato parlamentar, obra farisaica de pretenso Colégio Eleitoral, em que a independência foi desalojada pela fidelidade partidária. A inviabilidade da candidatura oposicionista testemunhará perante a Nação e perante o mundo que o sistema não é democrático, de vez que tanto quanto dure este, a atual situação sempre será governo, perenidade impossível quando o poder é consentido pelo escrutínio direto, universal e secreto, em que a alternatividade de partidos é a regra, consoante ocorre nos países civilizados.

Não é o candidato que vai percorrer o País. É o anticandidao, para denunciar a antieleição, imposta pela anticonstituição que homizia o AI-5, submete o Legislativo e o Judiciário ao Executivo, possibilita prisões desamparadas pelo habeas corpus e condenações sem defesa, profana a indevassabilidade dos lares e das empresas pela escuta clandestina, torna inaudíveis as vozes discordantes, porque ensurdece a Nação pela censura à Imprensa, ao Rádio, à Televisão, ao Teatro e ao Cinema.

No que concerne ao primeiro cargo da União e dos Estados, dura e triste tarefa esta de pregar numa “república” que não consulta os cidadãos e numa “democracia” que silenciou a voz das urnas.

Eis um tema para o teatro do absurdo de Bertold Brecht, que, em peça fulgurante, escarnece da insânia do arbítrio prepotente ao aconselhar que se o povo perde a confiança do governo, o governo deve dissolver o povo e eleger um outro.

Não como campanha, pois eqüivaleria a tola viagem rumo ao impossível, a peregrinação da Oposição pelo País perseguirá tríplice objetivo:
1 – Exercer sem temor e sem provocação sua função institucional de crítica e fiscalização ao governo e ao sistema, clamando pela eliminação dos instrumentos e da legislação discricionários, com prioridade urgente e absoluta a revogação do AI-5 e a reforma da Carta Constitucional em vigor.
2 – Doutrinar com o Programa Partidário, unanimemente aprovado pelo Tribunal Superior Eleitoral, conscientizando o povo sobre seu conteúdo político, social, econômico, educacional, nacionalista, desenvolvimentista com liberdade e justiça social, o qual será realidade assim que o Movimento Democrático Brasileiro for governo, pelo sufrágio livre e sem intermediários do povo.
3 – Concitar os eleitores, frustrados pela interdição de a 15 de janeiro de 1974 eleger o Presidente e o Vice-Presidente da República, para que a 1 5 de novembro do mesmo ano elejam senadores, deputados federais e estaduais da oposição, etapa fundamental para atuação e decisões parlamentares que conquistarão a normalidade democrática, inclusive número para propor Emendas e Reforma da Carta Constitucional de 1969 e a instalação de Comissões Parlamentares de Inquérito, de cuja ação investigatória e moralizadora a presente legislatura se encontra jejuna e a atual administração imune, pela facciosa intolerância da maioria situacionista.

Hoje, e aqui, serei breve.

Somos todos cruzados da mesma cruzada. Dispensável, assim, pretender convencer o convicto, converter o cristão, predicar a virtude da liberdade a liberais, que pela fé republicana pagam até o preço de riscos e sofrimentos.

Serei mais explícito e minudencioso ao longo da jornada,quando falarei também a nossos irmãos postados no outro lado do rio da democracia.
Aos que aí se situaram por opção ou conveniência, apostasia política mais rebelde à redenção.
Prioritariamente, aos que foram marginalizados pelo ceticismo e pela indiferença, notadamente os jovens e os trabalhadores, intoxicados por maciça e diuturna propaganda e compelidos a tão prolongada e implacável dieta de informações.
Quando a Oposição clama pela reformulação das estruturas político-sociais e pela incolumidade dos direitos dos cidadãos, sua reiteração aflige os corifeus dos poderosos do dia.

Faltos de razão e argumentos, acoimam-na de fastidiosa repetição. Condenável é repetir o erro e não sua crítica. Saibam que a persistência dos abusos terá como resposta a pertinácia das denúncias.

Ressaltarei nesta Convenção a liberdade de expressão, que é apanágio da condição humana e socorre as demais liberdades ameaçadas, feridas ou banidas.
A oposição reputa inseparáveis o direito de falar e o direito de ser ouvido.
É inócua a prerrogativa que faculta falar em Brasília, não podendo ser escutado no Brasil, porquanto a censura à Imprensa, ao rádio e à Televisão venda os olhos e tapa os ouvidos do povo. O drama dos censores é que se fazem mais furiosos quanto mais acreditam nas verdades que censuram. E seu engano fatal é presumir que a censura, como a mentira, pode exterminar os fatos, eliminar os acontecimentos, decretar o desaparecimento das ocorrências indesejáveis.
A verdade poderá ser temporariamente ocultada, nunca destruída. O futuro e a história são incensuráveis.
A informação, que abrange a crítica, é inarredável requisito de acerto para os governos verdadeiramente fortes e bem intencionados, que buscam o bem público e não a popularidade. Quem, se não ela, poderá dizer ao Chefe de Estado o que realmente se passa, às vezes de suma gravidade, na intimidade dos Ministérios e dos múltiplos e superpovoados órgãos descentralizados?
Quem, se não ela, investigará e contestará os conselhos ineptos dos Ministros, as falsas prioridades dos técnicos, o planejamento defasado dos assessores? Essa a sabedoria e o dimensionamento da prática com que o gênio político britânico enriqueceu o direito público: Oposição do Governo de Sua Majestade, ao Governo de sua Majestade.
A burocracia pode ser preguiçosa, descortês, incapaz e até corrupta. Não é exclusivamente na Dinamarca, em qualquer reino sempre há algo de podre. Rematada insânia tornar impublicáveis lacunas, faltas ou crimes, pois contamina de responsabilidade governante que a ordena ou tolera.
Eis por que o poder absoluto, erigido em infalível pela censura, corrompe e fracassa absolutamente.
É axiomático, para finalizar, que sem liberdade de comunicação não há, em sua inteireza, Oposição, muito menos Partido de Oposição.
Como o desenvolvimento é o desafio da atual geração, pois ou o Brasil se desenvolve ou desaparecerá, o Movimento Democrático Brasileiro, em seu Programa, define sua filosofia e seu compromisso com a inadiável ruptura da maldita estrutura da miséria, da doença, do analfabetismo, do atraso tecnológico e político.
A liberdade e a justiça social não são meras conseqüências do desenvolvimento. Integram a condição insubstituível de sua procura, o pré-requisito de sua formulação, a humanidade de sua destinação.
A liberdade e a justiça social conformam a face mais bela, generosa e providencial do desenvolvimento, aquela que olha para os despossuidos, os subassalariados, os desempregados, os ocupados em ínfimo ganha-pão ocasional e incerto, enfim, para a imensa maioria dos que precisam para sobreviver, em lugar da escassa minoria dos que têm para esbanjar.
Este o desenvolvimento vivificado pelas liberdades roosevelteanas, inspiradoras da Carta das Nações Unidas, as que se propõem a libertar o homem do medo e da necessidade. É o perfilhado na Encíclica Populorum Progressio, isto é, prosperidade do Povo, não do Estado, que lhe é consectária, cunhando seu protótipo na sentença lapidar: o desenvolvimento é o novo nome da paz.
Desenvolvimento sem liberdade e justiça social não tem esse nome. É crescimento ou inchação, é empilhamento de coisas e valores, é estocagem de serviços, utilidades e divisas, estranha ao homem e a seus problemas.
Enfatize-se que desenvolvimento não é silo monumental e desumano, montado para guardar e exibir a mitologia ou o folclore do Produto Interno Bruto, inacessível tesouro no fundo o mar, inatingível pelas reivindicações populares. É intolerável misitificar uma Nação a pretexto de desenvolvê-la, rebaixá-la em armazém de riquezas, tendo como clientela privilegiada, senão exclusiva, o governo para custeio de tantas obras faraônicas e o poder econômico, particular ou empresarial, destacadamente o estrangeiro, desnacionalizando a indústria e dragando para o exterior lucros indevidos.
É equívoco, fadado à catástrofe, o Estado absorver o homem e a Nação.
A grandeza do homem é mais importante do que a grandeza do Estado, porque a felicidade do homem é a obra-prima do Estado.
O Estado é o agente político da Nação. Além disso e mais do que isso, a Nação é a língua, a tradição, a família, a religião, os costumes, a memória dos que morreram, a luta dos que vivem, a esperança dos que nascerão.
Liberdade sem ordem e segurança é o caos. Em contraposição, ordem e segurança sem liberdade são a permissividade das penitenciárias. As penitenciárias modernas são mini-cidades, com trabalho remunerado, restaurante, biblioteca, escola, futebol, cinema, jornais, rádio e televisão.
Os infelizes que as povoam têm quase tudo, mas não têm nada, porque não têm a liberdade. Delas fogem, expondo a vida ou aguardam aflitos a hora da libertação.
Do alto desta Convenção, falo ao General Ernesto Geisel, futuro Chefe da Nação.
As Forças Armadas têm como patrono Caxias e como exemplo Eurico Gaspar Dutra, cidadãos que glorificaram suas espadas na defesa da lei e na proteção à liberdade. O General Ernesto Geisel a elas pertence, dignificou-as com sua honradez, delas sai para o supremo comando político e militar do Brasil.
A história assinalou-lhe talvez a última oportunidade para ser instituído no Brasil, pela evolução, o governo da ordem com liberdade, do desenvolvimento com justiça social, do povo como origem e finalidade do poder e não seu objeto passivo e vítima inerme.
Difícil empresa, sem dúvida. Carregada de riscos, talvez. Mas o perigo participa do destino dos verdadeiros soldados.
A estátua dos estadistas não é forjada pelo varejo da rotina ou pela fisiologia do cotidiano.
Não é somente para entrar no céu que a porta é estreita, conforme previne o evangelista São Mateus, no Capítulo XXIII, versículo 24.
Por igual, é angustiosa a porta do dever e do bem, quando deles depende a redenção de um povo. Esperemos que o Presidente Ernesto Geisel a transponha.
A Oposição dará à próxima administração a mais alta, leal e eficiente das colaborações: a crítica e a fiscalização.
Sabe, com humildade, que não é dona da verdade. A verdade não têm proprietário exclusivo e infalível.
Porém sabe, também, que está mais vizinha dela e em melhores condições para revelá-la aos transitórios detentores do poder, dela tantas vezes desviados ou iludidos pelos tecnocratas presunçosos, que, amaldiçoam e exorcizam os opositores, pelos serviçais de todos os governos, pelos que vitaliciamente apoiam e votam para agradar ao Príncipe.
A oposição oferece ao governo o único caminho que conduz à verdade: a controvérsia, o diálogo, o debate, a independência para dizer “sim” ao bem e a coragem e para dizer “não” ao mal – a democracia em uma palavra.
Senhores Convencionais:
Do fundo do coração digo-lhes que não agradeço a indicação que consagra minha vida pública. Missão não se pede. Aceita-se, para cumprir, com sacrifício e não proveito.
Como Presidente Nacional do Movimento Democrático Brasileiro agradeço-lhes, aí sim, o destemor e a determinação com que ao sol, aos ventos e desafiando ameaças desfilam pela Pátria o lábaro da liberdade.
Minha memória guardará as palavras amigas aqui proferidas, permitindo-me reportar às da lavra dos grandes líderes Senador Nelson Carneiro e Deputado Aldo Fagundes, parlamentares que têm os nomes perpetuados nos Anais e na admiração do Congresso Nacional.
Significo o reconhecimento do Partido a Barbosa Lima Sobrinho, por ter acudido a seu empenhado apelo.
Temporariamente deixou sua biblioteca e apartou-se da imprensa, trincheiras de seu talento e de seu patriotismo, para exercer perante o povo o magistério das franquias públicas, das garantias individuais e do nacionalismo.
Sua vida e sua obra podem ser erigidas em doutrina de nossa pregação
Por fim, a imperiosidade do resgate da enorme injustiça que vitimou, sem defesa, tantos brasileiros paladinos do bem público e da causa democrática. Essa Justiça é pacto de honra de nosso partido e seu nome é ANISTIA.
Senhores Convencionais:
A caravela vai partir. As velas estão paridas de sonho, aladas de esperanças. O ideal está ao leme e o desconhecido se desata à frente.
No cais alvoroçado, nossos opositores, como o velho do Restelo de todas as epopéias, com sua voz de Cassandra e seu olhar derrotista, sussurram as excelências do imobilismo e a invencibilidade do establishment. Conjuram que é hora de ficar e não de aventurar.
Mas no episódio, nossa carta de marear não é de Camões e sim de Fernando Pessoa ao recordar o brado:

“Navegar é preciso.
Viver não é preciso”.

Posto hoje no alto da gávea, espero em Deus que em breve possa gritar ao povo brasileiro: Alvíssaras, meu Capitão. Terra à vista!
Sem sombra, medo e pesadelo, à vista a terra limpa e abençoada da liberdade.”

 

Discurso de posse de Ulysses

Encerrando essa Convenção de abril de 1972, o novo presidente do Diretório Nacional, deputado Ulysses Guimarães, em seu discurso “Hoje começa a ser outro dia”, repudiou o pessimismo de companheiros que pensavam ser impossível manter vivo um partido político de oposição em regime tão autoritário e asfixiante. E, em verdadeira profissão de fé, assegurou sua crença de que o MDB traria para o Brasil outros e melhores dias:

Senhores convencionais: fundador do MDB, participei de todas suas dramáticas crises. Sempre me manifestei contra a autodissolução do partido. Isso seria suicí- dio e o suicídio é rematada loucura. Se um parente ou amigo está mal, talvez condenado à morte, que fazer? Suspender a assistência médica, cessar os cuidados, conformar-se? Ou, ao revés, tentar tudo, fazer todos os sacrifícios, redobrar as vigílias, multiplicar os desvelos? Principalmente rezar.Temos fartos exemplos dos que assim se salvaram, por obra do amor e da ciência dos homens ou por milagre de Deus.

No meu sentir, extinção automática e universal dos mandatos oposicionistas e dos respectivos suplentes será o consectário moral e legal da medida extrema.

Digo legal, pois o ingresso da decisão terminativa da existência do partido na Justiça Eleitoral, implicitamente decretará o desaparecimento de todos seus órgãos. A Lei Orgânica dos Partidos, no art. 22, inciso III, define as bancadas como órgãos das agremiações políticas. É singelo postulado do bom senso: como os órgãos lograrão sobreviver à morte do organismo, as partes à do todo?

Parece que está chegando a hora de adotarmos a legenda do herói francês: “Tout est perdu. J´ataque”.

A procela esmigalhava a nau, o furacão arrastava e rompia o velame, as vagas varriam o convés. A tripulação, apavorada, escondeu-se nos porões, entregou-se, olhava desenganadamente pelas escotilhas fustigadas de espumas e de vento. Exempla o cronista da epopéia das descobertas, escrita pelas caravelas portuguesas nos mares da Terra e da qual o Brasil é pagina, que o capitão salvou a honra e a vida daquela gente ao lembrar-lhe: – “El Rei mandou navegar. El Rei não mandou ter medo”. Os que se filiam ao Movimento Democrático Brasileiro e, guiados por sua bandeira, são investidos em postos de deliberação, direção, ação parlamentar ou cooperação, fazem-no espontaneamente e, voluntariamente, se comprometem com o objetivo magno de recolocar a democracia no comando político do país. Esse 97 dever é irrenunciável. Para bem executá-lo, impõe-se ampliar os meios e não apoucá-los ou desprezá-los.

Na escalada deste ideal, a causa manda a oposição ousar e não recuar.

Alguns propõem desesperados: “Basta! Não devemos participar da farsa!” De acordo. Não devemos participar como atores, declamar o enredo impopular. Impõe-se sermos os anti-personagens, permanecermos no palco e não em casa, para denunciarmos o espetáculo, gritando para o público: “O título Democracia é falso. A peça é outra. Nós conhecemos seu texto e o povo é seu autor. Essa que aí está é contrafação. Seu verdadeiro nome é “Pseudodemocracia”, “Criptodemocracia” ou “Democracia consentida””.

Luta-se como se pode e não como se quer. Com bravura, não por valentia. Não é desonra, na luta, ser fraco ou desarmado. Desonra é não lutar. Desertar. Fugir. Jogar as armas no chão, ainda que imbeles. Como disse nosso extraordinário presidente de honra, senador Oscar Passos: “Devemos lutar até o último vereador”. Não é uma frase. Poderá ser trágica profecia.

O MDB está acuado. É lago do qual a violência vai secando as fontes abastecedoras de água e vida. A mais pura é o voto direto, vale dizer, o povo. Secou para presidente e vice-presidente da República, para governador e vice-governador de Estado. Secou para a autonomia dos maiores municípios, a começar pelas capitais. Foram explícita ou implicitamente discriminados como zonas de Segurança Nacional, como se urna, voto e vontade popular pudessem ser subversivos. Boqueja-se o torvo pregão de que a calamidade da curatela político-administrativa flagelará novas comunas. Como sempre, na presente conjuntura, além de boatos, nada previamente transpira do hermetismo inescrutável em que se encolheu o poder dominante, inclusive para proteger a clandestina elaboração dos megalomaníacos projetos-impacto.

O MDB pergunta, a ARENA nada sabe e o sistema nada informa. Finou-se o diálogo democrático por falta de interlocutores.

Eis o desencontrado monólogo que acabrunha o povo e diverte o mundo: – a oposição está rouca de tanto indagar, a situação ficou muda de tanto ignorar e o governo, que não é contra o MDB nem a favor da ARENA, porque simplesmente ignora a ambos, pela magia descomunal e pirotécnica propaganda, tenta impingir ao público os produtos prodigiosos de sua fenomenal fábrica de milagres.

Vencendo o entulho do AI-5, supressão de garantias ao Judiciário, censura à imprensa, pressão do dinheiro e da cadeia, sublegenda e voto vinculado, além de outros obstáculos, ainda corre um esgarço fio d´água para eleger vereadores, deputados e senadores. Isso tem evitado que o lago seque. Isso tem impedido que a democracia morra de sede. Ainda assim, continuando as coisas como estão, os atuais abencerragens – que não são os últimos, porque estes serão os que, raros, sobreviverem a futuras eleições, – lutam e lutarão de teimosos. Santa teimosia! Invadiram-lhes a Casa. O Congresso é sucursal do Palácio da Alvorada.

No Brasil, em sua Carta Outorgada, o 98 capítulo do Poder Legislativo na realidade é transplante do Poder Executivo. Este usurpou daquele funções institucionais. Falar com destemor e independência tornou-se risco e não dever, pela ameaça das cassações, efetivas ou brancas, e pela frustração da inviolabilidade e da imunidade parlamentares. E os que falam quase não são ouvidos. Suas palavras morrem nas belas paredes da Câmara dos Deputados ou do Senado da República.

Os jornais – gloriosas exceções! -, a televisão e o rádio divulgam o futebol, previsão do tempo, telenovelas e filmes, mortes, incêndios, afogamentos, sangrentos e não punidos desabamentos de pontes, viadutos e prédios. De “política”, exclusivamente o auto-elogio do governo. A oposição é assunto proibido. E daí? Nós, do MDB nos obstinaremos a fazer o que podemos, enquanto os outros continuarem a fazer o que não devem. Queremos a paz, mas não aceitamos a capitulação, que não infringiremos também aos que divergem de nós. Não é aceitável paz com injustiça; com salários e vencimentos poluídos; com moeda desonrada pela inflação; com o poder entronizado como fim e não empregado como meio; com o iníquo ostracismo político e profissional, dentro da própria pátria, de tantos brasileiros; com legislativos que são eleitos pelo povo, para praticamente não funcionarem, e executivos que são “eleitos” sem o povo para superfuncionarem, sem fiscalização e unipessoalmente.

Mal comparando, o MDB é instalação elétrica com muitos fusíveis queimados por força invasora. Isso explica a penumbra. A qualquer momento chegará a ela a corrente genuína que foi interceptada. Então a casa se iluminará com a boa luz da liberdade. Se não houver a instalação, a casa continuará às escuras. Ainda que precária, por que destruir a rede? As trevas são da responsabilidade dos que subtraem a corrente. Não seja nossa, pelo abandono do aparelho que as espancará um dia. Creio na verdade, no bem, na justiça e na fé. Em política estas virtudes só têm um nome: Democracia. Creio que, cedo ou tarde, o bem triunfará, do contrário coonestaria o mal pela convivência.

Creio que a verdade que afinal não prevalece é pseudoverdade ou monstruoso pressuposto da mentira. Creio que a justiça latente, perpetuamente oculta e inerme, é a suprema injustiça. Creio que só é fé a fé que se desterra das catacumbas, para ser consolo de muitos e não martírio de alguns. Creio na vitória da democracia, porque creio no povo. O povo é imbatível. Creio que no Brasil há povo e não massa, que sabe que tem direitos seculares, reconhecidos pelo Estado, e direitos naturais e eternos, herdados de Deus; que semelhantes direitos são sua casa, sua propriedade, sua crença, sua saúde, sua educação, sua mesa, sua roupa, seu lazer, seu bem-estar; que sem tais dons a vida é impostura, sendo preferível morrer vivo do que viver morto; que, como justificou Churchill, apesar de suas indiscutíveis e lamentáveis imperfeições, intrínsecas à obra humana, o engenho do homem até agora politicamente não inventou nada que substitua a democracia, único regime capaz de organizar o Estado para evitar o caos e simultaneamente armar o indivíduo com garantias e direitos, que resistam a todas as formas de poder, inclusive do Estado, em suas extras limitações de intolerância e prepotência.

Breve passarão os pesadelos da noite e seremos orvalhados pela benção da alvorada. Falo por todos, pelos correligionários de todos os cantos do Brasil, os que votam, os que arregimentam, os que se ocupam e preocupam com encargos partidários e de representação, ao expressar esta mensagem de consolo e perseverança: – Não serão baldios nossa insana lida, nosso desengano, nosso sofrimento e não rolaram em vão as cabeças de nossos líderes e de companheiros apaixonados pelo Brasil, pois é graças a isso que nosso coração sente que hoje começa a ser outro dia. Respeito a opinião dos que entendiam que ao Movimento Democrático Brasileiro apenas restava cerrar suas portas. Não estavam inspirados nem pelo medo, nem pelo escapismo.

Estavam passageiramente desesperados. É um erro e o que há de terrível no erro é que “ele tem seus heróis sinceros”, compreendia Chesterton. No suicídio quase sempre há a demissão, às vezes há o gesto. Impávido inclusive. É o caso clássico do comandante do navio que vai ao fundo. Não quer que o mar, seu velho amor e traiçoeiro inimigo, que lhe venceu o barco, também o mate. Morre antes. Mata-se. Os sismógrafos políticos acusam risco de naufrágio para as instituições democráticas deste país. Não é hora de morrer, nem de demitir-se, mas de viver, para salvá-las. Este o destino da oposição no Brasil Vamos cumprí-lo.

A ordem, que não poderá ser desobedecida, acaba de ser dada pela 5ª Convenção Nacional do Movimento Democrático Brasileiro. A oposição tem programa examinado com seriedade e respeito pela imprensa, associações, institutos e universidades, inclusive pelos nossos adversários. Nele estão os rumos e a estratégia a que estamos obrigados por fidelidade. Ao encerrar nossos trabalhos, incorporo-os ao abraço e às palavras de gratidão e adeus que a praxe recomenda que o presidente do Diretório Nacional dê e diga aos cavaleiros da cruzada redentora. Contudo, não deixarei esta cadeira sem antes malsinar dois recentes flagelos. O primeiro acarretará a aberração dos governos estaduais nascerem no bolso do colete e não nas urnas, contaminando-os de incurável ilegitimidade democrática.

É a Emenda-robô, concebida num delírio de ferro e força, para que sua fatalidade de autômato comande vontades automatizadas, obediências autômatas e votações automáticas. Materialmente não é emenda constitucional, embora lhe haja usurpado o aspecto e o apelido. É um expediente. Não foi o primeiro, desafortunadamente não será o último. A legislação eleitoral e a tributária estão infestadas deles. Castiguemo-la com o conhecido adágio: – Pior a emenda do que o soneto, corrija-se aqui para Carta Outorgada de 1969. Descobriram agora que o voto indireto é essencial para o combate à inflação. Esperemos que a absurda vinculação não seja subversivamente exportada para as 100 nações, como os Estados Unidos da América do Norte, que enfrentam a erosão do custo de vida sem golpear as instituições livres.

O outro é o Leviatã da República fiscal. Teme-se que resvale para a iliquidez a descomunal dívida externa e interna, temerariamente contraídas a curto prazo e para financiamento até de obras promocionais. O sacrifício e o irredentismo de Tiradentes não têm sido revividos, mas recrucificados, nos derradeiros 21 de Abril.

O Brasil geme como colônia fiscal do governo, como na época do Proto-Mártir da Independência o povo e as empresas são esfolados por dízimos e derramas, de vez que impostos, quando não votados pelo Legislativo e antes de cobrados, prudencialmente figurem nos orçamentos, para não surpreenderem e arruinarem os contribuintes. Com decretos-leis, decretos, portarias, ordens de serviço ou avisos de teor impositivos, intentam cortar a raiz histórica do Parlamento, que contra as espoliações tributárias opôs a armadura do “no taxation without representation”.

Há canção célebre no mundo e cruel e contemporaneamente verdadeira para o Brasil, “The Taxman”, da qual traduzo o seguinte libelo: “Se você dirige um carro, eu taxarei a rua.Se você tenta sentar-se, eu taxarei o assento.Se você sente frio, eu taxarei o calor.Se você sai a passeio, eu taxarei suas pernas”. Ao final, tomo como meus dois grandes interlocutores: O presidente da República e os convencionais. Dirijo-me ao general Emílio Garrastazu Médici, desta tribuna e tomando a nação por testemunha, porque o considero um brasileiro de honra e de bem. Há os que desejam, notadamente os oportunistas de todos os governos, que sua excelência simplesmente dure no poder.

O Movimento Democrático Brasileiro, cumprido seu programa, cujo pré-requisito é a restauração democrática, assegurará seu ingresso na história. Rogamos a Deus que transcorridos três anos, em data coincidente com a de hoje, fortalecidos pela indeclinável unidade partidária e motivados pelo fervor dos correligionários, ao passarmos o timão para outras mãos, possamos, com o beneplácito do excelso fórum político a que devemos contas, dizer com simplicidade e consciência tranqüila: “Missão cumprida”.

Oct 4, 2016

Vamos votar na próxima Assembléia Geral

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O Corinthians realizará no próximo dia 22 de outubro, das 09 até as 17h, uma importante Assembléia Geral Extraordinária, para votar propostas de alteração estatutária. A votação será no mini ginásio do Parque São Jorge.

É da maior importância que compareçam, em grande número, os associados do clube.

As alterações são de naturezas diversas, embora a que tenha maior repercussão seja aquela que substitui o sistema atual de Chapão por pequenas chapas de 25 membros.

Mas muitos outros pontos serão votados: alteração da data de eleições, questões de elegibilidade e outras de grande relevância.

Seria de grande importância um grande comparecimento, considerando que as mudanças alteram em vários pontos os estatutos do clube.

Veja abaixo o que será alterado.

Vamos lá! Todos à Assembleia Geral extraordinária do dia 22 de outubro.

PROPOSTAS DE ALTERAÇÕES ESTATUTÁRIAS APROVADAS PELO CONSELHO DELIBERATIVO

O Presidente do Conselho Deliberativo do SPORT CLUB CORINTHIANS PAULISTA, Conselheiro Guilherme Gonçalves Strenger, comunica a todos os Associados que, em Reunião Extraordinária do Conselho Deliberativo, realizada no dia 27 de agosto de 2016, foram aprovadas as propostas de alterações estatutárias abaixo, as quais, por disposição legal, também serão submetidas à aprovação da Assembleia Geral dos Associados:

PROPOSTA APROVADAS

a) alteração da redação do artigo 23 do Estatuto Social:

i) redação atual:
“Art. 23 – A requerimento do associado, a Diretoria poderá licenciá-lo, ‘ad referendum do CD’, com isenção do pagamento da mensalidade.
Parágrafo Único: O associado licenciado, enquanto perdurar a licença, não poderá usufruir dos direitos e prerrogativas constantes deste Estatuto.”

ii) nova redação :
“Art. 23 – … (redação mantida)
Parágrafo 1°: O associado licenciado, enquanto perdurar a
licença, não poderá usufruir dos direitos e prerrogativas constantes deste Estatuto.
Parágrafo 2°: O associado licenciado com isenção de pagamento das contribuições estatutárias, só poderá usufruir os direitos e prerrogativas de votar e ser votado, decorridos O5 (cinco) anos do seu
efetivo retorno, comprovado o pagamento ininterrupto das contribuições estatutárias de todo esse período, a teor dos artigos 44 e (…) deste Estatuto.”

b) acréscimo, ao artigo 44, dos seguintes parágrafos do
Estatuto Social:
“Parágrafo 4°: O Associado não poderá ser candidato (i) caso tenha sido condenado, em decisão transitada em julgado, desde a condenação até o transcurso do prazo de 8 (oito) anos após o cumprimento da pena, pelos crimes: contra a economia popular, a fé
pública, a administração pública e o patrimônio público; contra o patrimônio privado, o sistema financeiro, o mercado de capitais e os previstos na lei que regula a falência, contra o meio ambiente e a saúde pública; eleitorais, para os quais a lei comine pena privativa de liberdade; de abuso de autoridade, nos casos em que houver condenação à perda do cargo ou à inabilitação para o exercício
de função pública, de lavagem ou ocultação de bens, direitos e valores; de tráfico de entorpecentes e drogas afins, racismo, tortura, terrorismo e hediondos; de redução à condição análoga à de escravo; contra a vida e a dignidade sexual; praticados por organização criminosa, quadrilha ou bando; (ii) caso tenha sido condenado, em decisão transitada em julgado, por corrupção eleitoral, por captação ilícita de sufrágio, por doação, captação ou gastos ilícitos de recursos de campanha ou por conduta vedada aos agentes públicos em campanhas eleitorais que impliquem cassação do registro ou do diploma, pelo prazo de 8 (oito) anos a contar da eleição; (iii) caso tenha
sido excluído do exercício da profissão, por decisão sancionatória do órgão profissional competente, em decorrência de infração ético-profissional, pelo prazo de 8 (oito) anos, salvo se o ato houver sido anulado ou suspenso pelo Poder Judiciário; (iv) caso tenha sido demitido do serviço público em decorrência de processo administrativo ou judicial, pelo prazo de 8 (oito) anos, contado da decisão, salvo se o ato houver sido suspenso ou anulado pelo Poder Judiciário.

Parágrafo 5°. A inelegibilidade prevista no parágrafo anterior não se aplica aos crimes culposos e àqueles definidos em lei como de menor potencial ofensivo, nem aos crimes de ação penal privada.”

c) alteração da redação do artigo 45, inciso I do Estatuto
Social:

i) redação atual:
“Art. 45 – A Assembléia Geral reunir-se-á:
I – Ordinariamente: trienalmente, na primeira quinzena de fevereiro, para eleger os membros trienais do CD e a Diretoria, na forma constante deste Estatuto.”

ii) nova redação :
“Art. 45 – … (redação mantida)
I – Ordinariamente: trienalmente, no mês de novembro, para eleger os membros trienais do CD e a Diretoria, na forma constante deste Estatuto.”
iii) inserção do seguinte dispositivo na sequência:
“Art– – Os candidatos eleitos à Diretoria e ao Conselho Deliberativo tomarão posse no primeiro dia útil do ano subsequente.
Parágrafo único: A partir do fim da eleição, os Diretores em final de mandato zelarão para que os Diretores recém-eleitos sejam inteirados da situação administrativa do clube, compondo um governo de transição.”

iv) inserção das seguintes disposições transitórias no Estatuto Social:
“Art. – O próximo pleito eleitoral conjunto, para eleger os membros trienais do CD e a Diretoria, com a finalidade de assegurar direitos adquiridos, será realizado na primeira quinzena de fevereiro de
2018, ocorrendo a posse de todos os eleitos imediatamente após a apuração.”
“Art. – A partir de 2O2O, os pleitos eleitorais ocorrerão no mês de novembro, com posse no primeiro dia útil do ano subsequente, nos termos dos artigos 45 e 46.”

d) acréscimo, ao artigo 49, do seguinte parágrafo do Estatuto Social:
“Parágrafo 4° – Fica garantida a participação de atletas nos colegiados de direção do CORINTHIANS, desde que satisfeitas as condições estatutárias.”

e) alteração da redação do caput do artigo 88 do Estatuto Social:

i) redação atual:
“Art. 88 – O Conselho de Orientação, CORI, será Composto de 10 (dez) membros, 10 (dez) Suplentes, eleitos pelo CD dentre seus próprios integrantes, dos últimos dois presidentes da diretoria, e daqueles que hoje ostentam a condição de membros natos.”

nova redação :
“Art. 88 – O Conselho de Orientação, CORI, será composto por 10 (dez) membros, 1o (dez) suplentes, eleitos pelo CD dentre seus próprios integrantes, além de, como membros natos, os ex-Presidentes da
Diretoria e do Conselho Deliberativo.”

f) alteração da redação do Parágrafo 2° do atual artigo 101 do Estatuto Social:

i) redação atual:
“S 2°.: Não será permitida a reeleição consecutiva para o mesmo cargo. O Presidente da Diretoria, após o término de seu mandato, fica inelegível para qualquer cargo nas duas eleições subsequentes.”

ii) nova redação :
“Parágrafo 2°.: Não será permitida a reeleição consecutiva para o mesmo cargo. O Presidente da Diretoria, após o término de seu mandato, fica inelegível para qualquer cargo na eleição subsequente.”

g) alteração do inciso I, alínea “k”, do caput do atual artigo 101, do Estatuto Social:

i) redação atual:
“K – Diretor de Relações Internacionais”

ii) alteração :
“K – Diretor de Relações Institucionais;”

h) acréscimo, ao atual artigo 104, de uma alínea e parágrafo único do Estatuto Social:

“e) – prática de ato de gestão irregular ou temerária.
Parágrafo único: O administrador que tenha praticado ato de gestão irregular ou temerária será imediatamente afastado, após decisão da
Assembleia Geral, e ficará inelegível pelo período de dez anos.”

i) inserção dos seguintes dispositivos, em substituição a atual regulamentação do sistema de eleição dos conselheiros trienais, com as consequentes renumerações dos artigos subsequentes:

“Art. – Para eleição dos membros trienais do CD serão constituídas chapas compostas por 25 (vinte e cinco) associados para concorrerem aos cargos em disputa, de 2OO (duzentos) Conselheiros efetivos,
consoante previsão do parágrafo (…), do artigo (…), e de 50 (cinquenta) Conselheiros suplentes, indicando-se, nas chapas, os números das matrículas dos seus componentes.”

“Art. – Serão eleitas para os cargos em disputa as 1O (dez) chapas mais votadas, obedecendo-se o seguinte critério:

A) As O8 (oito) chapas mais votadas preencherão os
cargos de Conselheiros Trienais efetivos, totalizando o número de 200 (duzentas) vagas.
B) As O2 (duas) chapas remanescentes, que no
escrutínio obtiverem a 9° (nona) e 1oº (décima) classificação respectivamentes, preencherão as vagas referentes aos 50 (cinquenta) Conselheiros Suplentes.

Parágrafo Único: Em caso de empate entre as chapas concorrentes, será proclamada vencedora a que contiver candidatos com maior tempo de matrícula social, considerando-se para essa finalidade, a soma aritmética do tempo de todos os seus integrantes. Persistindo o empate, será vencedora aquela que contiver o maior número de
candidatos com idade igual ou superior a 60 (sessenta) anos.”

j) inserção do seguinte dispositivo:
“Art. – Uma das Comissões Temporárias, a Comissão Eleitoral, deverá ser nomeada até 6 (seis) meses antes das eleições e ficará responsável pela elaboração de Regimento Eleitoral, bem como pela organização e pela condução de todo processo eleitoral, desde a inscrição dos candidatos e chapas, o julgamento das impugnações, até a
declaração dos eleitos, que ficará sujeita a homologação pelo Presidente do CD.

S 1°: A Comissão será composta de O5 (cinco) conselheiros nomeados pelo Presidente do Conselho Deliberativo, sendo impedidos de fazerem parte dela, além de candidatos, seus cônjuges e parentes até o 3° grau, tanto por consanguinidade como por afinidade.
S 2°: A Comissão Eleitoral designará seu Presidente através da escolha dos seus pares, deliberando sempre por maioria simples de votos, com apresença de mais da metade de seus membros.”

k) inserção do seguinte dispositivo:
“Art. – A votação será feita por sistema eletrônico, salvo impossibilidade técnica.”

1) inserção do seguinte dispositivo:
“Art. – A Diretoria só poderá antecipar ou comprometer o percentual de até 30% (trinta por cento) das receitas referentes ao 1° (primeiro) ano
do mandato subsequente.
Parágrafo único – Em face de uma situação extraordinária,
imprevista e devidamente justificada, o CD, após manifestação do CORI, poderá autorizar, a requerimento da Diretoria, a antecipação ou
comprometimento em percentual maior.”

Sep 29, 2016

Vitória na Arena

CORINTHIANS VENCE CRUZEIRO E LEVA VANTAGEM PARA MINAS GERAIS

Romero comemora gol e fim da zica na Arena Corinthians
Romero comemora gol e fim da zica na Arena Corinthians

Foto: Daniel Augusto Junior/Agência Corinthians

Na noite desta quarta-feira, o Timão entrou em campo para o primeiro dos dois confrontos decisivos pelas quartas-de-final da Copa do Brasil. Contra o Cruzeiro de Mano Menezes, a equipe comandada por Fábio Carille conquistou a vitória por 2 a 1 e saiu com a vantagem para a partida decisiva em Minas.

Com ambas as equipes em má fase no Brasileirão o jogo trazia um desafio ainda maior para seus treinadores. Enquanto no Corinthians a pressão era total pela vitória e uma classificação para a semifinal, o Cruzeiro, na zona de rebaixamento, acabou optando por uma equipe reserva.

Para preservar a equipe, Mano optou por manter de fora quatro jogadores que figuram no time principal: Ábila, Arrascaeta, Bruno Rodrigo e Alisson. No time alvinegro, Cássio foi a única ausência após sentir dores no ombro, fruto de um choque na partida do fim de semana contra o Fluminense.

Assim, o Timão entrou em campo com um elogiadíssimo Walter no gol, além da seguinte composição de linha: Fagner, Yago, Fabián Balbuena e Guilherme Arana; Camacho; Marquinhos Gabriel, Giovanni Augusto, Rodriguinho (capitão) e Marlone; Ángel Romero.

Primeiro tempo

Com a capacidade da Arena limitada pela interdição parcial do Setor Norte, a torcida alvinegra fez o pior público da história do estádio, mas apoiou muito a equipe nos minutos iniciais de jogo. A cantoria, porém, não ajudou muito a equipe que teve atuação apaga no primeiro terço da partida.

As primeiras chegadas foram da equipe celeste que se apresentou também com um sistema defensivo muito bem estruturado, e dificultou a vida do Corinthians. A estratégia evitou as chegadas do Timão ao ataque, que só conseguiu o primeiro chute aos 15 minutos. No lance, Fagner tocou a bola para Giovanni Augusto na entrada da área, que cruzou para Marlone ajeitar para Rodriguinho. O meia bateu para fora e lamentou a oportunidade perdida.

Após o lance, o Corinthians aumentou o volume de jogo. Prendeu a bola e ganhou mais posse na partida. O Cruzeiro, porém, continuou perigoso pois explorava os contra ataques em velocidade. Walter, porém, mostrou que mereceu a confiança da Fiel e fez boas defesas no primeiro tempo. A etapa terminou sem gols.Segundo tempo

A segunda etapa mal começou e o Corinthians abriu o placar com gol, antes dos 2 minutos de jogo. Rodriguinho bateu de fora da área, e deu rebote. Romero estava no lance, mas a arbitragem marcou gol contra, no desvio do zagueiro Leo.

A redenção para Romero, no entanto, veio poucos minutos depois. Aos 8 minutos, Marlone cruzou para o atacante paraguaio que mandou para as redes e ampliou o placar para o Timão. Com a bandeira do Paraguai lançada pela Fiel, Angel comemorou muito e fingiu limpar o uniforme, para representar o fim da seca de gols que marcava o ataque corinthiano.

O Cruzeiro até tentou devolver, mas Walter, mostrando que está mesmo em grande fase, fez duas boas defesas e evitou a reação do time mineiro aos 14 minutos. Na sequência do lance, Mano optou pela primeira substituição: sacou Ariel Cabral para a entrada de Arrascaeta.

O Timão continuou melhor, pressionando e criando boas chances no ataque, por isso, o treinador cruzeirense continuou a mexer. Aos 26 minutos, foi a vez de entrar Ábila na vaga de Rafael Sóbis e aos 28, Alisson entrou no lugar do ex-corinthiano Willian, fazendo a última alteração.

Aos 30 minutos, Carille decidiu fazer a primeira alteração do lado alvinegro. O volante Willians foi chamado, mas foi recebido com muitas vaias pela torcida ainda no banco de reservas. O treinador ouviu a Fiel e decidiu atrasar a alteração.

No lance seguinte, porém, um contra ataque da equipe celeste se aproveitou do erro defensivo do Timão para diminuir a diferença. Robinho marcou e conseguiu um perigoso gol fora de casa, que coloca o Cruzeiro em vantagem em caso de vitória por 1 a 0 no jogo da volta.

Após o gol, a troca foi efetivada no Timão: Rodriguinho deixou o gramado para a entrada de Willians, dessa vez aceito sem maiores críticas pela Fiel. Lucca foi a segunda mexida, aos 38 minutos, entrando no lugar de Romero que deixou o campo aplaudido pela Fiel e pelo companheiro que o substituiu. A terceira e última mudança foi aos 42, com a entrada de Rildo no lugar de Marlone, porém, o placar não mais se alterou até o apito final.

Com o resultado, o Corinthians leva para Minas Gerais a vantagem no placar, e se classifica em caso de vitória simples ou empate. A partida de volta acontece apenas no dia 19 de outubro, no Mineirão, em Belo Horizonte.

Enquanto isso, o Timão terá quatro compromissos pelo Campeonato Brasileiro: Botafogo, Atlético-MG, Santa Cruz e América-MG, sendo o mandante apenas nos dois jogos contra as duas equipes mineiras.

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Sep 25, 2016
admin

Domingo Ruim

Romero criou boas oportunidades para o Corinthians neste domingo

TIMÃO LEVA GOL ILEGAL NOS ACRÉSCIMOS E PERDE JOGO COM PIOR PÚBLICO DA ARENA CORINTHIANS

Romero criou boas oportunidades para o Corinthians neste domingo

Foto: Reprodução / TV

Depois da partida cheia de polêmicas da última quarta-feira, o Corinthians voltou a receber o Fluminense na Arena em Itaquera. Dessa vez pelo Brasileirão, a equipe carioca foi melhor e venceu o jogo por 1 a 0. O gol, porém, saiu no último minuto do jogo e, ironicamente, após tantas reclamações da equipe carioca sobre a arbitragem, em uma jogada impedida.

Para o duelo, Carille quase conseguiu repetir a mesma equipe que iniciou o duelo da Copa do Brasil. Cinco muito antes da bola rolar, o goleiro Cássio foi cortado por conta de um desconforto no aquecimento. Walter iniciou o duelo como titular.

Com isso, no tradicional 4-1-4-1, o Corinthians começou o duelo com: Walter, Fagner, Yago, Balbuena e Guilherme Arana; Camacho; Marquinhos Gabriel, Giovanni Augusto, Rodriguinho e Marlone; Romero.

O destaque negativo ficou por conta do público registrado na Arena Corinthians. Em mais de dois anos de sua inauguração, a partida teve o pior público da história do estádio: 18.838 mil pagantes. O número foi menor, claro, por conta da interdição do Setor Norte.

45 minutos equilibrados

A partida começou agitada. Logo no primeiro minuto, Fagner cometeu falta em William Matheus e Scarpa cobrou mandando a bola para dentro da área. Jogada sem perigo para o Timão. Minutos depois, Fagner fez boa jogada, cruzou para Marlone dentro da área, mas a bola passou pelo meia e saiu pela linha de fundo.

Os dois times passaram os primeiros minutos se estudando em busca de melhores maneiras para se chegar ao ataque. Aos nove minutos, Rodriguinho tentou encontrar Romero dentro da área, mas foi impedido por Henrique.

Aos 15 minutos, jogada curiosa: o Fluminense teve a oportunidade de cobrar três escanteios em sequências. Depois de uma série de desvios, Walter consegue afastar a última cobrança com um

Aos 20, Douglas avançou pelo campo e achou Scarpa. O meia do Fluminense arriscou um chute forte de fora da área e Walter se jogou para fazer difícil defesa.

Dois minutos depois, Fagner levantou na área, o goleiro Júlio César deu um soco, mas a bola caiu nos pés de Arana. O jovem chutou, mas a finalização explodiu nos zagueiros cariocas.

O jogo ficou quente, e aos 24, Marcos Junior ficou cara a cara com Walter, que levou a melhor e mandou a bola para escanteio. No minuto seguinte, o Timão respondeu com Romero, pela esquerda. O atacante chutou forte, Júlio César espalmou e Giovanni Augusto, no rebote, parou no goleiro carioca.

Aos 31, mais uma chance alvinegra. Fagner levantou boa bola na área para Romero, que se esticou, mas não alcançou a bola. A zaga do Fluminense afastou o perigo.

Aos 37, lance polêmico na Arena Corinthians: Marquinhos Gabriel atrapalhou a subida de Marcos Junior, que ficou reclamando de um puxão na camisa. Daronco mandou seguir o jogo. Depois disso, o Timão também teve jogada contestada: Pierre segurou Balbuena com as duas mãos, impossibilitando o zagueiro de subir em uma bola dentro da área. Nada para o Corinthians também.

Antes do final do primeiro tempo, Daronco ainda distribuiu seus dois primeiros cartões amarelos: para Guilherme Arana, do Corinthians, e Henrique, do Fluminense.

Muitas chances; gol no fim

As duas equipes retornaram ao gramado sem alterações. Logo aos três minutos, situação curiosa: Scarpa tentou um chute, a bola desviou em Balbuena e sai. O árbitro não viu e marcou tira de meta. Inconformado, Scarpa foi falar com Balbuena sobre o lance e foi praticamente ignorado.

Aos cinco, Douglas deu bom passe para Marcos Junior, que invadiu a área e bateu cruzado. Walter fez ótima defesa e mandou a bola para escanteio. Na cobrança, a bola sobrou para Gum, que finalizou para fora.

Aos oito, Giovanni Augusto recebeu cartão amarelo por falta em Wellington. O meia estava pendurado e está suspenso da partida contra o Botafogo. Para compensar, um minuto depois, Giovanni arriscou belo chute de fora da área, mas Júlio César defendeu.

Depois de alguns minutos com jogadas mais estudadas, aos 17 a pressão corinthiana quase surtiu efeito. Rodriguinho recebeu de costas, ajeitou para Giovanni Augusto, que chutou de esquerda, mas a bola parou de novo em Júlio César.

No minuto seguinte, o Corinthians aproveitou uma falta cobrada sem sucesso pelo Fluminense, e viu Rodriguinho correr em direção ao gol. De fora da área, arriscou um chute rasteiro, que ficou nas mãos do goleiro carioca.

Aos 20, Gum derrubou Romero e levou cartão amarelo. Na sequência, percebendo uma equipe mais cansada, Levir Culpi fez duas substituições: saíram Douglas e Marcos Júnior (com incômodo na coxa direita) e entraram Marquinho e Richarlison.

Minutos depois, Marlone fez tabelinha com Marquinhos Gabriel, que tocou para Giovanni invadir a área. O meia, porém, não conseguiu finalizar com perigo. Aos 29, Pierre comete falta na entrada da área em cima de Marquinhos Gabriel e leva cartão amarelo. Na cobrança, o meia cobrou pelo alto, quase acertou o canto esquerdo do goleiro, mas viu a bola subir demais e ir embora.

Por volta dos 33 minutos, mais substituições: Lucca entrou no lugar de Marlone no Timão, enquanto Wellington deixou o campo para a entra de Magno Alves.

Um minuto depois, Romero protagonizou uma cena que poderia ter sido um belíssimo gol. Após cruzamento, a bola sobrou para o paraguaio que bateu, de bicicleta. A bola, porém, foi no meio do gol e facilitou a defesa de Júlio César.

Aos 36, Giovanni Augusto deixou o gramado para a entrada de Gustavo. Em sua primeira jogada em campo, o atacante fez falta mais dura e já levou cartão amarelo.

Aos 38, Guilherme Arana cruzou, Gum tentou cortar, mas a bola voltou contra a própria meta e bateu no travessão. No rebote, Romero chuta fraco e Júlio César defende. Aos 42, o Fluminense teve a sua melhor chance do jogo: Richarlison disparou e tocou para Scarpa, que chutou colocado, e, por pouco, não abriu o placar da Arena.

Ainda antes do árbitro apitar o fim de jogo, Yago teve uma boa chance dentro da área, mas cabeceou para fora. E, quando já se esperava mais, aos 49 minutos, após uma cobrança de falta, Gum cabeceou, a bola sobrou para Cícero que mandou para o fundo do gol. A jogada, porém, ironicamente, estava impedida, mas foi validada. Vitória do Fluminense.

O próximo desafio do Corinthians é contra o Cruzeiro, na quarta-feira, pelas quartas de final da Copa do Brasil. Pelo Brasileirão, volta a campo no sábado, dia 1, contra o Botafogo, no Rio de Janeiro.

Sep 22, 2016

Boa Vitória

Por Meu Timão

CORINTHIANS MELHORA E CONQUISTA VAGA PARA AS QUARTAS DA COPA DO BRASIL

Rodriguinho fez o gol do Corinthians contra o Fluminense
Rodriguinho fez o gol do Corinthians contra o Fluminense

Foto: Daniel Augusto Junior/Agência Corinthians

O Corinthians entrou em campo na noite desta quarta-feira buscando reencontrar o caminho das vitórias e garantir a classificação na Copa do Brasil. Com vantagem por conta do gol marcado fora de casa, o Timão enfrentou o Fluminense na Arena em Itaquera. E deu certo!

Com um gol de Rodriguinho, na segunda etapa da partida, o Corinthians garantiu a classificação para as quartas de final da Copa do Brasil. O adversário e data dos jogos serão definidos na sexta-feira, em sorteio na Confederação Brasileira de Futebol (CBF).

A partida foi a primeira com o novo treinador, Fábio Carille. O interino só realizou um treinamento com a equipe, nesta terça-feira, antes da partida decisiva. O Timão, no já conhecido 4-1-4-1, entrou em campo com: Cássio; Fagner, Yago, Balbuena e Arana; Camacho; Rodriguinho, Marquinhos Gabriel, Giovanni Augusto e Marlone; Ángel Romero.

O primeiro confronto entre as duas equipes, no Rio de Janeiro, terminou empatado em 1 a 1. Por isso, o Corinthians tinha a vantagem do gol fora de casa.

45 minutos disputados

Os primeiros 45 minutos do Corinthians surpreenderam. Os jogadores demonstraram em campo que superaram a derrota no clássico e a demissão de Cristóvão Borges. Apesar de não apresentarem um futebol brilhante, a equipe atuou com raça e mais organizada.

Mesmo com esse cenário, o início do jogo rendeu dois sustos ao Timão. Logo aos cinco minutos, Cícero cabeceou para dentro do gol de Cássio. A jogada, porém, estava claramente impedida e foi anulada pelo árbitro.

Na sequência, aos oito, em lance bem semelhante, Cícero cabeceou de novo para dentro do gol. Mais uma vez, o bandeirinha anulou a jogada por conta de um impedimento.

Depois das duas jogadas, o Timão conseguiu se encontrar melhor em campo e jogo passou a ser equilibrado com oportunidades para os dois lados. Aos 14, Giovanni Augusto cruzou da direita, Romero tentou cabecear e Gum impediu. Na sobra, uma confusão dentro da área até que a defesa do time carioca conseguiu afastar a bola.

Aos 19, Wellington arrancou e passou para Marcos Junior. O atacante chutou, de fora da área, mas a bola foi fraca e rasteira facilitando a defesa de Cássio. Um minuto depois, em resposta, Romero também arriscou de fora da área, a bola foi no meio do gol e Júlio César defendeu.

Apesar de muito disputado, o primeiro tempo foi fraco tecnicamente, com poucos lances ofensivos. Antes do final da primeira etapa, duas jogadas para ambos os times.

Aos 42, Cícero foi deslocado por Giovanni Augusto dentro da área em jogada legal. Os jogadores do Fluminense e o treinador Levir Culpi, porém, reclamaram muito com a arbitragem. No minuto seguinte, Marquinhos Gabriel cobrou falta e Balbuena cabeceou para baixo. A bola quicou e saiu a esquerda de Júlio César.

A primeira etapa terminou com o Timão melhor em campo: foram cinco finalizações contra duas da equipe carioca; e posse de bola do Corinthians de 61% contra 39%.

Rodriguinho neles!

O Fluminense voltou para o segundo tempo já com uma alteração: o atacante Wellington deixou o gramado para a entrada de Richarlison.

Aos seis minutos, primeira boa jogada do Timão. Após cobrança de escanteio, Balbuena chutou para o gol. A bola desviou na zaga carioca, mas o árbitro deu tiro de meta. Aos oito, Richarlison chegou pela lateral, cruzou uma bola perigosa, mas ela foi para fora.

Aos 15 minutos, mais um gol impedido do Fluminense. Scarpa cobrou falta, Henrique desviou de cabeça e Richarlison botou a bola para dentro. Os jogadores chegaram até a comemorar, mas o auxiliar Bruno Boschilia marcou impedimento anulando o gol.

Na sequência, o técnico Levir Culpi fez mais uma alteração na equipe. Saiu Pierre e entrou Marquinho. Minutos depois, aos 20, Fagner cruzou na área, Romero cabeceou e Júlio César fez defesa muito difícil à queima roupa.

Aos 24 minutos, finalmente um gol na Arena Corinthians. Marquinhos Gabriel avançou pela direita e passou para Giovanni Augusto. O meia cruzou, a bola chegou em Rodriguinho, que dominou e chutou firme. Júlio César ainda tocou na bola, mas ela entrou. Gol do Timão!

Depois do gol, apesar de fechar mais a defesa, o Corinthians criou grandes oportunidades e o jogo esquentou. Aos 28, Marlone recebe na área e acerta um chutão. A bola bate em Júlio César que impede que o Timão amplie o placar.

Aos 30, Carille fez a primeira substituição na equipe do Corinthians. O meia Giovanni Augusto saiu para a entrada de Willians. Apesar do resultado, a Fiel não aprovou a alteração do interino. Minutos depois, a última substituição da equipe carioca: sai Marcos Júnior e entra Magno Alves.

O Fluminense tentou uma reação, aos 33, após cobrança de escanteio. O zagueiro Gum cabeceou com muito perigo, mas a bola passou ao lado do gol de Cássio. Um minuto depois, foi a vez do Timão assustar de novo: Camacho tocou para Arana, que dominou, driblou e bateu com categoria. A bola passou muito perto do gol de Júlio César.

Antes do final do jogo, aos 40 minutos, o meia Marquinho foi expulso de campo. Após cometer falta em Fagner, o jogador recebeu cartão amarelo e xingou o árbitro, que deu o vermelho na sequência.

Na sequência, aos 45, o goleiro Cássio caiu no chão, após dividir uma bola com Balbuena, e sentiu o ombro esquerdo. O jogador recebeu atendimento médico no gramado e terminou a partida em campo.

Curiosamente, o Corinthians volta a campo justamente contra o Fluminense. Dessa vez pelo Campeonato Brasileiro, a equipe enfrenta o time carioca no domingo, às 16h, na Arena em Itaquera, pela 27ª rodada da competição nacional.

Sep 17, 2016

Sem vitória e sem técnico

COM EXPULSÃO, BRIGAS E PROTESTOS, TIMÃO PERDE CLÁSSICO CONTRA O PALMEIRAS

Derrota no clássico rendeu fim da invencibilidade na Arena
Derrota no clássico rendeu fim da invencibilidade na Arena

O Corinthians entrou em campo neste sábado, em clássico válido pela 26ª rodada do Campeonato Brasileiro. Já fora do G4, o Timão precisava conquistar os 3 pontos e torcer contra os adversários para voltar à briga na ponta da tabela.

Para defender seu posto como único time ainda invicto como mandante na competição, o Timão contou com a presença massiva da Fiel, que lotou Itaquera com 40.173 torcedores em dia de torcida única. Mesmo assim, a medida não foi capaz de evitar os problemas entre Torcidas Organizadas e a PM, que durante o intervalo da partida se envolveram em uma confusão.

O jogo também foi marcado pela estreia do novo patrocínio na camisa, presença de sinalizadores, protestos da torcida e até conflitos com a PM. Em campo, o nervosismo do clássico também prevaleceu e o Corinthians teve ainda que lidar com a ausência de jogadores importantes.

Os laterais Fagner (suspenso) e Uendel (lesionado) foram cortados da partida. Assim, Cristóvão Borges escalou o time com Cássio; Léo Príncipe, Vilson, Balbuena e Guilherme Arana; Cristian; Marlone, Camacho, Rodriguinho e Lucca; Gustavo.

Primeiro tempo

Aos 4 minutos, na primeira tentativa do Palmeiras no ataque, o meia Moisés abriu o placar. O lance foi uma descida do ataque rival, que contou com os erros do sistema defensivo corinthiano. Vilson falhou na marcação e Cássio caiu em dois tempos e não conseguiu evitar o tento.

O Corinthians sentiu o gol e mostrou pouca organização tática após ter a desvantagem no placar. A equipe até ameaçou ir para cima, mas não teve nenhum poder de criação para levar perigo ao gol de Jailson. Forçando os passes, e sem opção para trabalhar a bola, o time alvinegro foi pouco produtivo e não exigiu nenhuma defesa do arqueiro rival.

Apesar dos 65% de posse de bola, o Timão terminou o primeiro tempo apagado, sem nenhuma finalização certa e tenho conquistado somente um cartão amarelo para o zagueiro Balbuena. As equipes foram para o vestiário com a vitória parcial do Palmeiras.

Segundo tempo

Durante o intervalo, uma briga no setor Norte da Arena Corinthians fez com que houvesse conflito entre a PM e a Torcida Organizada. No Setor Oeste, porém, o protesto dos torcedores foi contra a diretoria, que deu as costas ao gramado e se voltou contra a diretoria.

O Timão voltou com alteração para a segunda etapa da partida, com Romero no lugar de Lucca. A mudança surtiu pouco efeito e aos 15 minutos, a segunda substituição foi a entrada de Marquinhos Gabriel na vaga de Cristian.

Por volta dos 18 minutos, o lateral Léo Príncipe acabou levando um cartão amarelo de forma equivocada. O jogador dividiu a bola com Dudu, mas o juiz Héber Roberto Lopez optou pela punição. Aos 30 minutos, após toque de mão na bola o jogador levou o segundo amarelo e acabou expulso da partida.

Com um a menos, não demorou muito para que a equipe corinthiana sofrer o segundo revés e ver o placar ser ampliado com gol de Mina. O gol aumentou a indignação dos torcedores presentes, e um grupo chegou a forçar a entrada nos setores destinados aos diretores. Atrás no placar, com desvantagem numérica e emocionalmente desestabilizado, o Corinthians correu o risco de levar o terceiro gol.

Aos 49 minutos, porém, o juiz apitou fim de jogo, sacramentando o 2 a 0 para a equipe palmeirense. Com o resultado, o Timão também deu adeus à invencibilidade de mais de um ano em Itaquera, e viu aumentar sua distância para o primeiro escalão do Brasileirão. O próximo jogo, também decisivo, agora vale pela Copa do Brasil.

O Corinthians irá enfrentar o Fluminense, na quarta-feira, também na Arena. O mesmo confronto se repete no domingo seguinte, desta vez pela 27ª rodada do Campeonato Brasileiro.

Atualização em 17/09 às 18h36: Após a partida, o técnico Cristóvão Borges e a diretoria corinthiana acertaram a rescisão do contrato do treinador, que deixa o comando do clube. Segundo o presidente Roberto de Andrade, Fábio Carille será o comandante do Corinthians até o fim da temporada.

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Sep 15, 2016

Empate em Curitiba

EM JOGO MORNO, CORINTHIANS EMPATA

Com o empate, o Corinthians soma apenas um ponto e fica fora do G4
Com o empate, o Corinthians soma apenas um ponto e fica fora do G4

Foto: Agência Corinthians

O Corinthians viajou para o Paraná, onde enfrentou o Coritiba pela 25ª rodada do Brasileirão. Pressionado pelo resultado positivo do Santos, que tirou o Timão do G4, a equipe comandada por Cristóvão precisava da vitória para a manutenção da posição.

Além da busca pelos 3 pontos, o Corinthians precisava manter a disciplina na partida visando o clássico de sábado, contra o Palmeiras. A equipe tinha 4 dos titulares pendurados com dois cartões amarelos. O time, porém, não conseguiu vencer e saiu apenas com o empate em 1 a 1 do Couto Pereira.

O jogo que também marcou a estreia do terceiro uniforme corinthiano, em cor azul, viu o Timão entrar em campo com Cássio; Fagner, Vilson, Balbuena e Uendel; Cristian; Marlone, Camacho, Rodriguinho e Lucca; Gustavo.

Primeiro tempo

A partida começou e logo 4 minutos de jogo o Corinthians teve seu primeiro revés: o lateral Uendel sentiu a coxa e pediu a substituição. Retirado de maca do gramado, o jogador deu lugar ao jovem Guilherme Arana.

O jogo seguiu morno até que aos 15 minutos, Rodriguinho passou a bola para Gustavo no lance que viria a ser o primeiro tento do jogo. O novo camisa 9 do Timão deu bom passe para Marlone, livre na pequena área, empurrar para dentro do gol.

Alguns minutos depois, foi a vez de Vilson também sentir dores. Enquanto Yago se aquecia para a vaga no setor defensivo, Gustavo é quem deu um susto: em dividida, o atacante corinthiano precisou ser retirado de maca.

O jogador voltou ao campo, mas o técnico Cristóvão preferiu aguardar antes de fazer a segunda substituição e os dois titulares permaneceram em campo. Aos 23 minutos, porém, foi a vez do Coritiba balançar as redes.

O lance foi anulado e era duplamente ilegal: além da posição de impedimento no ataque, Kazim fez o domínio com o braço. Alguns minutos depois, no entanto, o Coritiba teve nova chance quando o juiz marcou pênalti de Fagner.

O jogador corinthiano foi advertido com o cartão e também fica fora do clássico contra o Palmeiras, após ter sido punido com o terceiro amarelo no Campeonato Brasileiro. Leandro bateu e converteu, deixando o placar igual.

Antes do fim da etapa, Lucca ainda fez bonito quando driblou dois jogadores no campo ofensivo e chutou contra as redes do Coritiba, parando apenas nas mãos do goleiro Wilson. Apesar das tentativas, o primeiro tempo terminou empatado.

Segundo tempo

O Corinthians voltou sem alteração para a segunda parte da partida, mas a primeira finalização só aconteceu aos 8 minutos, após passe de Fagner para Gustavo cabecear contra o gol. A bola passou muito perto, mas o bandeirinha indicou posição irregular do atacante.

O jogo continuou com o Timão melhor no segundo tempo, mas sem grandes jogadas de perigo para nenhuma das equipes. Pouco efetiva, a equipe corinthiana deu alguns chutes de fora da área mas não conseguiu finalizar com qualidade.

Lucca apareceu em alguns lances individuais, e Gustavo, apesar da maior participação acabou ficando muitas vezes em posição de impedimento e a partida esfriou. Apenas aos 32 minutos, após a alteração de Capergiani na equipe do Coritiba é que o jogo retomou velocidade.

Aos 34 minutos, a melhor chance do adversário na etapa aconteceu com Dodô dentro da área de Cássio. No lance seguinte, porém, o Timão devolveu a pressão e João Paulo levou o segundo cartão amarelo e terminou expulso após colocar a mão na bola de maneira intencional.

Mesmo com um a mais, a equipe corinthiana não conseguiu superar o empate, e completa 1 mês e meio sem vencer fora de casa (a última vitória como mandante foi contra o Internacional, no dia 31 de julho).

Com o empate, o Corinthians soma apenas um ponto e fica fora do G4, com 41 pontos. O próximo jogo do Timão, neste sábado, acontece na Arena Corinthians. Em Itaquera, a equipe recebe o rival Palmeiras em mais uma partida decisiva da competição.

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Sep 11, 2016

Domingo de derrota

CORINTHIANS SAI NA FRENTE, MAS SOFRE VIRADA NO CLÁSSICO

Cristóvão lamenta virada santista na Vila Belmiro
Cristóvão lamenta virada santista na Vila Belmiro

Foto: Reprodução

 

Na tarde deste domingo, o Timão foi ao litoral paulista onde protagonizou o clássico contra o Santos, na Vila Belmiro. Com mandante e visitante em quinto e quarto lugar no Brasileirão, respectivamente, o jogo acabou com uma amarga derrota.

Com torcida única, o dérbi alvinegro não atraiu grande público na Baixada Santista. O preço mínimo de R$80 (inteira) para a partida afastou os torcedores que ocuparam apenas 8.610 lugares dos 16 mil disponíveis no estádio do Santos.

Mesmo sem casa cheia, o desafio corinthiano era superar tanto rival na Vila – feito que o Timão não consegue desde 2014 -, quanto o árbitro. Isso porque depois de uma reclamação pública do Santos sobre a arbitragem durante a semana, a CBF fez uma escolha polêmica ao escalar o árbitro Raphael Claus – vilão dos últimos clássicos corinthianos.

Para conseguir o resultado, Cristóvão apostou em uma equipe diferente da que venceu o Sport no meio da semana, que tinha Cássio no gol; Fagner, Vilson, Balbuena e Uendel no setor defensivo; Camacho; Marlone, Giovanni Augusto, Rodriguinho e Lucca no meio campo e Gustavo no ataque.

Primeiro tempo

O Santos começou um pouco melhor nos minutos iniciais, e mostrou mais volume de jogo no ataque. O Corinthians, preferiu deixar a posse de bola com a equipe santista e apostou mais na velocidade do contra-ataque com Gustavo na sua primeira partida como titular.

Aos poucos, o Corinthians ficou mais intenso e ganhou velocidade pelo lado direito com a dupla Fagner e Marlone. Depois do primeiro terço da etapa, o jogo ficou dominado pela equipe paulistana que criou cinco chances de muito perigo para o goleiro Vanderlei.

Uma delas, decisiva, deu a vantagem no placar ao Timão, ainda na etapa inicial. Por volta dos 35 minutos, em outra jogada de contra-ataque, Marlone recebeu a bola de Fagner e tabelou com Rodriguinho, que com muita classe devolveu de calcanhar. Marlone não perdoou e marcou bonito gol.

Segundo tempo

Se a primeira etapa foi de predomínio corinthiano, no segundo tempo do jogo o que se viu foi o Santos mais atento e levando maior pressão às redes de Cássio. A equipe corinthiana demorou a reagir e viu o adversário crescer na partida.

Ameaçado, o treinador corinthiano preferiu fazer a primeira alteração, sacando Gustavo e colocando Marquinhos Gabriel aos 20 minutos. A mudança, porém, não surtiu efeito: aos 23 minutos, outra chegada do Santos na área corinthiana terminou em pênalti.

Os jogadores corinthianos reclamaram muito da marcação de Raphael Claus após dividida entre Vilson e o zagueiro Luiz Felipe. Vitor Bueno bateu, converteu e deixou a partida empatada no clássico.

Com dores musculares, Giovanni Augusto acabou pedindo a substituição e Cristóvão chamou o volante Willians para seu lugar aos 29 minutos. O jogo parecia seguir para o empate, enquanto o treinador corinthiano preparava a última mexida, porém, instantes antes o Santos conseguiu a virada.

Com um cruzamento na área corinthiana, Renato ganhou de Fagner no alto e cabeceou com facilidade. Cássio, ligeiramente adiantado, chegou a esboçar a defesa mas passou longe da bola que entrou do lado esquerdo das redes corinthianas.

Já em desvantagem no placar, a última mexida corinthiana foi Romero, que entrou aos 40 minutos no lugar de Lucca. Apesar da derrota, o Timão se mantém na quarta-posição, não sendo ameaçado pelo Santos uma vez que a distância entre as equipes era de 4 pontos no início da rodada.

O próximo jogo do Corinthians acontece nesta quarta-feira contra o Coritiba às 21h45. O mando é do time paranaense. No final de semana, o Timão volta à Arena onde tem novo clássico, desta vez contra o Palmeiras.

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