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Mar 31, 2012

Vida dura

A crise econômica que atingiu a Europa ( e não chegou ao fundo,ainda) já esta batendo no futebol. A Espanha é a maior vítima. Durante anos e anos os clubes espanhóis receberam todo tipo de ajuda dos governos. Direta ou indireta, com empréstimos  ou doações, os vistosos clubes ibéricos resolveram seus problemas de grana nos cofres do Estado. O novo orçamento do Estado anunciado ontem (com cortes brutais em todas  áreas) mostra o tamanho das dificuldades. Nunca tiveram um orçamento tão apertado nos últimos 30 anos. O mesmo ocorre na Itália, ainda que os italianos façam um ar de pouco caso. Portugal é um caso desconcertante. Uma crise sem tamanho que a única saída é a porta da rua (isto é, sair da comunidade econômica européia). Outros países, também, em menor ou maior grau  estão no buraco. Inglaterra, França, Alemanha e a quebrada Grécia, todos, vivem o drama de uma crise sem rumo. O grande problema é que esta crise não é só dos Estados. Já seria preocupante se assim fosse pois, como já foi dito, são os governos que socorrem os clubes sem grana. Mais difícil, é a situação das empresas. Grandes bancos( que tradicionalmente apoiam o futebol) estão -claramente – quebrados. Só ficam em pé porque o Euro está sendo impresso dia e noite para socorro bancário. Empresas, com tradicional presença no futebol, estão com grave dificuldade de caixa. E os clubes europeus já estão vendo que o mar não está prá peixe. Na última porta para contratações , quase não houve negócios. Só escambo. Troca de um jogador por outro, perdão de dívida (com liberação de pagamentos futuros), enfim, negócios de quem está sem grana. O futebol sul-americano, que sempre é vendedor de jogadores para a Europa, já esta sentindo o tamanho do problema. Exceto um ou outro clube inglês,onde reinam aqueles oligarcas, ninguém contrata ninguém. Pelo contrário. Clubes espanhóis vivem oferecendo jogadores em troca de não pagarem os atuais contratos. Esta problema  não é de todo negativo para os clubes brasileiros, argentinos e uruguaios. Com saída menor de craques, com suas economias crescendo, poderemos ter um novo quadro no futebol mundial. E a América do Sul pode tornar-se um pólo mais importante do que é para o futebol.

Interessante

O vice-presidente de futebol do São Paulo Futebol clube, conseguiu uma proeza. Ontem e hoje, a Folha de São Paulo publicou, na seção Painel do Leitor, duas extensas cartas do dirigente. Ele protesta contra nota do Painel FC,  que teria publicado nota errada, sobre declaração feita num clube de São Paulo. As cartas ocuparam mais de 20% de toda seção num procedimento pouco comum. Ao final, numa nota de rodapé, o jornal confirma que o dirigente tricolor não estava no clube, e, portanto, não poderia ter feito aquela declaração. Acho justo que um dirigente queira que suas palavras editadas de forma correta. Mas eu , em todo tempo que ocupei cargo no futebol, jamais procurei enviar carta cobrando retificações. Conhecendo o futebol( e o jornalismo)  e, se tivesse o mesmo procedimento, ficaria escrevendo carta o dia todo. Por esta razão não dou crédito absoluto pra tudo que leio. E não desminto nada. O tempo se encarrega de retificar as inverdades .

Mar 25, 2012

Corinthians e Palestra.

Neste domingo teremos mais um duelo de Corinthians e Palestra. Para muitos é o maior “clássico” do nosso futebol. E há motivos. Há quase cem anos se enfrentam com toda a emoção que só o futebol é capaz de apresentar. Alcântara Machado, grande escritor modernista, encantou todos com seu famoso conto Corinthians 2 X Palestra 1 . Um marco para o clássico  do futebol e para a literatura brasileira. Pela primeira vez num livro, uma partida de futebol, seus jogadores e torcedores são os elementos da narrativa do conto. Um clássico com histórias de todo tipo. Começou no inicio do século passado numa cidade que era quase italiana e dois times com as mesmas origens. O Corinthians, fundado em 1910, quase só por italianos, e o Palestra, alguns anos após , também pelos “oriundi”. Dividiram a liderança em nosso futebol acompanhado pelo Paulistano ( time da “elite” da cidade). Nos primeiros 40  anos, com o dinheiro fácil dos imigrantes italianos enriquecidos, o Palestra pode mostrar enorme poder de fogo. Enquanto o Corinthians crescia na periferia, o Palestra se enrolava com a ascensão do facismo de Mussolini. O dinheiro fácil dos comentadores deu sucesso, porém, plantou o vírus  que levaria a comprometer seu futuro. Enquanto os italianos da Zona Leste abriram-se para outras colônias, o compromisso dos ricos “oriundi” da zona oeste,  fecharam-se num mundo de exclusividade e racismo. Dinheiro e facismo cobraram um preço alto. O Timão passou a receber árabes, armênios,  judeus, espanhóis, brancos, negros e amarelos e, com a industrialização em massa da região, foi tornando-se o clube dos nordestinos e dos baianos. O que era um orgulho de ser um clube ” sem mistura” virou um pesado ônus. Permitiu ao Corinthians dar um salto à partir dos anos 30 e 40 e tornar-se a maior torcida da cidade. O clássico deste domingo – mesmo sendo um jogo do “Paulistinha”, como diz o Juca- é , e sempre será, um encontro que renova a rivalidade de séculos. Tem o sabor dos primeiros jogos, e isso, torna o futebol um esporte singular que toca a alma do torcedor.

Na veia.

O artigo de hoje de Tostão na Folha não será lido com muito agrado pelos dirigentes de nosso futebol. Ele aponta que um dos grande problemas de nosso futebol é o campo confuso em que ficam dirigentes com interesses nos negócios do futebol. E diz que é preciso decidir  “ser empresários do esporte ou dirigente. ” Existindo os dois há “um nítido conflito de interesse”. Cada dia mais o Tostão mostra que, além de bom de bola, tem rara qualidade no jornalismo atual. Viva!

Mesa redonda ou quadrada

A Folha de hoje , no Caderno Ilustrada, publica longa matéria sobre  os programas esportivos da TV. É uma boa narrativa mais faltou colocar o problema da queda de audiências dos tais programas. A transmissão exaustiva de jogos de futebol atingiram os programas de esporte  que, hoje, perdem audiências aos montes. E são todos os canais. Na TV aberta ou fechada tudo tem seu público reduzido. Seria importante que a Folha tivesse entrado neste espinhoso problema. Não foi o que ocorreu. Ficou uma matéria do óbvio e nada mais.

Mar 18, 2012

Um ou outro

O portal UOL da Folha de S.Paulo anda confuso sobre as notícias do estádio do Corinthians.
Um dia a notícia é que os Governos do Estado, Município e União vão ajudar a construção. Cálculos, frases em off e um monte de informação dos “auxílios” que o Timão receberá dos governos.
Outro dia, como se o mundo tivesse virado de ponta cabeça, vem a notícia que o Corinthians fará empréstimo pra tocar a obra; que o Clube, ainda, não é dono de nada; que é de um fundo e que o Corinthians ficará com uma enorme dívida (de 800 mi/ 1 bi).
Seria bom que o portal encontrasse um caminho. Ou o estádio é uma doação, como diz o UOL alguns dias, e o Timão ficará numa boa; ou não, e o Corinthians ficará com uma enorme dívida a pagar.
Não dá para falar em ajuda, auxílio e, em seguida, dizer que o Clube terá que pagar tudo em um tempo curto.

Reforma do Morumbi
Quando foi decidido que o abertura da Copa seria no estádio do Corinthians, o SPFC disse que faria as reformas do Morumbi mesmo sem Copa. A mídia não informa se a reforma esta sendo executada, ou não.
Deve estar com obras aceleradas.

Triunvirato ou Duelo.
A Folha disse que a CBF (Confederação Brasileira de Futebol), com a saída de Ricardo Teixeira, iria ser dirigida por um triunvirato (Marin, Ronaldo e Andrés).
O jornalista PVC (Paulo Vinicius Coelho), do Estadão, neste domingo, 18/3, vê outro quadro. Para ele haverá uma guerra entre dois grupos: as federações, com Marco Polo Del Nero; e os Clubes (com o ex-presidente do Corinthians Andrés Sanches). Seria, na visão do PVC, uma guerra paulista, com os outros Estados apoiando um ou outro. Será?
Continuo achando que o Rio de Janeiro aceita entregar o Cristo Redentor, mas lutará, até a morte, para manter o controle da CBF e do COB.

Mar 15, 2012

Oh México!

 

(Alfredo Volpi. “Ogiva Azul”)

Empate

O Timão poderia ter vencido o jogo de ontem à noite contra o Cruz Azul do México. Foi muito superior e teve um número enorme de chances para marcar. Não o fez. Paciência. O resultado foi bom, mas poderia ter sido melhor. O time alvinegro é organizado, determinado, quase mecânico e é difícil de ser vencido. Deplorável foi a conduta daquela torcida de mexicanos. Digo a verdade: não tenho nenhuma simpatia pelo México: odeio a comida (rrrrr), não gosto da música deles, não faço turismo por lá, nunca fui atraído por sua literatura, e tenho horror de suas  novelas. Enfim, nada que aponte um pingo de simpatia, exceto pelo apoio que o povo mexicano deu aos republicanos espanhóis contra o facismo de Franco. Mas aquela conduta da torcida, jogando tudo  contra os jogadores, parecia coisa dos anos 1950.
Que triste, México!

Uma cervejinha

Essa discussão sobre bebidas alcoolicas nos jogos da Copa está num estágio maluco. Quem deve decidir se isto é aceitável ou não é o Ministério da Saúde. Ele é o órgão que comanda a política desta área no país. Deputados evangélicos, deputados “do Copo” e “da Copa”,  deveriam deixar este tema em nível secundário. Se o Ministério entender que a bebida alcoolica deva ficar fora destes eventos, que diga isto clarament. E ao Brasil caberia sustentar para a Fifa que aqui é assim. Como em muitos países do mundo, o alcool é vendido com restrições de idade e de local. E a Fifa vai aceitar. Quem luta contra são os fabricantes de bebidas do Brasil e do Mundo.

Como faz a indústria do cigarro, que é muito ativa na defesa do vício e de seus consumidores.

Porta fechada

Os jornais e as rádios vêm dizendo que a nova Direção do Corinthians tomou uma medida exemplar: os Empresários de jogadores não terão mais acesso livre à sala do Presidente, como vinha ocorrendo nos últimos anos. Resultado: muitos aplausos e elogios midiáticos.
Mas, peraí! Isso é elogiativo ou “criticativo”, como diria um membro da arquibancada?
Que dizer de empresários que entravam a qualquer hora na sala da Presidência?  Bela mudança, parabéns!
O problema é que isso não deveria ter ocorrido. Nem na sala do Presidente, nem em outro lugar. A relação com os empresários precisa ser formal, pública e sem esse tom de “meu parceiro”, “meu irmão”. É sobretudo uma relação de negócios. E cada um de seu lado. Sem muita proximidade. Nada de viagens “com amigos empresários”. Parabéns pela mudança.
É melhor mesmo manter distância nesta relação.

Parabéns à USP

Os jornais publicam no dia de hoje, 15/3, que a Universidade de São Paulo está entre as 70 mais prestigiadas universidades do mundo. Segundo o hanking britânico THE, um dos mais importantes na avaliação de instituições universitárias, a USP é a única bem classificada na América Latina.
Parabéns à USP e aos uspianos, mas parabéns mesmo ao Prof. Luiz Gonzaga Beluzo, palestrino de quatro costados, que há vinte e tantos anos, convenceu o Governador Quércia, outro palestrino, a fazer uma lei estabelecendo um percentual do ICMS para cada uma das universidades públicas do Estado de São Paulo (Unesp, 2,45%; Unicamp, 2,29%; e USP, 5,25% da arrecadação do ICMS – Decreto 29.598, de 2/2/1989).
Diferente do que ocorre em todas as outras universidades públicas, que não dispõem de vinculação de receitas para seus orçamentos, as universidades paulistas não precisam correr por todo lado para garantir sua gestão e projetos.
Enquanto as outras faculdades públicas sofrem cortes de orçamento, redução de dotações, contingenciamento etc., as instituições paulistas recebem todo mês seu quinhão do ICMS.
Aí está a razão de a USP ocupar a citada posição de destaque. Unicamp e Unesp, que também são beneficiadas, devem melhorar suas gestões, pois o que não lhes falta é financiamento público. 

Mar 14, 2012

CBF, Europa, Adriano e outras questões.

(El Greco. “Frei Hortensio Felix Paravicino”, 1609)

Jogar na Europa

Essa discussão de que jogador brasileiro deve ir pra Europa para ganhar “aprimoramento” e “visibilidade” sempre dá o que falar.
O jogador Neymar diz que não e, pelo que diz a mídia o técnico Mano Menezes, aprova esta ideia. Não sei se esta Europa em crise, financeira e de futebol, seria um lugar de aprimoramento. É certo que ir para um outro país sempre trará ganho a qualquer pessoa. Nova língua, nova cultura, novos amigos, tudo faz com que o craque cresça. Mas isso vale para todo mundo: técnicos, médicos, preparadores etc.  Agora tenho muitas dúvidas se este é o principal problema do futebol brasileiro. Por outro lado, depende para que Europa vai o jogador. E, principalmente, para que Clube.
Há países e clubes europeus em grande precariedade. Ir para estes é retroceder.

Triunvirato?

A Folha, de ontem (terça), diz que com a saída de Ricardo Teixeira da Presidência da CBF a entidade será dirigida por um triunvirato. Seriam o presidente formal, José Maria Marin, o craque Ronaldo e o Diretor de Futebol da CBF, Andrés Sanches.
Não sei. A Folha deve ter lá suas fontes de informação. Mas, pelo que ouço, o primeiro embate será entre os descontentes (as Federações e o Rio) e o novo Presidente.
Será uma luta dura, valendo tudo. Tudo mesmo!
Consolidado o poder (por um ou outro grupo), este passará a dar as cartas. Podendo até ocorrer uma composição de interesses entre os dois.
Mas não haverá triunvirato nenhum.

60 dias ? É muito.

O Estadão de hoje diz que o Diretor de Futebol Andrés Sanches decidirá, em 6o dias,  se fica na CBF. É muito tempo. Como já disse aqui, ele deveria não ter aceito o cargo. Diretor da CBF é para cartola de clube médio. Que faz composições e acordos o tempo todo. No DNA de cartola do Timão não deve ter este vírus.
O Corinthians, pelo seu tamanho, pela enorme inveja que atrai, é Clube de confronto. E não dá para ficar fazendo média com Vasco, São Paulo, Palestra, Flamengo etc. O Andrés deveria demorar 6 segundos e largar este cargo.
Não ganha nada ficando lá.

Adriano, caninha e bebedeira.

Os jornais de hoje, de forma discreta, mas persistente, dizem que o jogador Adriano teria saído do Corinthians por “bebedeira”, ou “caninha” como falam, reservadamente os Diretores do Timão.
Não deveriam falar nada. O problema de Adriano já era sabido e o Clube, quando o contratou, acreditava que poderia recuperá-lo. Não deu certo.
Pronto. Vamos para outro. Não devemos ficar querendo atacar o jogador para contrabalançar as notícias que sempre aparecem do “prejuízo” que o Clube teve.
A UOL chega a dizer que o atleta custou 12 mil por minuto ao Corinthians. Que ganhou 4,2 milhões etc. Deu errado. Deu prejuízo. Mas poderia dar certo? Poderia.
A falha do jogador já era conhecida. E a do Clube ficou clara em todo o período. Agora, ficar falando em bebedeira é um equívoco. O que poderia fazer o Clube é começar a promover palestras aos jogadores sobre o problema do alcoolismo. Especialmente aos jovens atletas, que aprendem que “uma cerveja” não faz mal. Para isso devem contratar especialistas de bom nome. Não vão querer fazer isso com nosso Departamento Médico. Aí não vai dar certo.
Como não deu com o Adriano.

Tostão

” Adriano só tem chance de jogar futebol, em bom nível, quando tratar, para valer, de seus problemas psíquicos e sociais, por quem entende muito do assunto. Não adianta apenas dar conselhos nem tapinhas nas costas “. Tostão, na Folha de hoje. Escreveu tudo em uma frase curta. Craque no campo e no computador. Viva !

Mar 13, 2012

Que segunda!

(Edgard Degas. “Les repausseses”, 1884, oleo sobre tela)

A saída de Ricardo Teixeira da Presidência da CBF bem que poderia ser um marco para uma grande mudança no futebol brasileiro. Acho que o ideal seria que nossa principal entidade de futebol trilhasse o mesmo caminho do Corinthians. Nossas autoridades federais poderiam estabelecer uma regra – que o Timão adotou – de proibição de reeleição por mais de um período, no nosso caso três anos. E isso deveria ser pra todo o esporte nacional.

No caso do futebol, o colégio votante deve incluir os Clubes da Primeira divisão (Segunda e Terceira, também), como ocorre em todo o mundo. Sem reeleição entrariamos em um novo ciclo do futebol (de todos os esporte, na verdade). Não sei se o Executivo e o Legislativo  topariam fazer uma mudança desta dimensão, mas este seria o momento.

Diretor de Futebol da CBF

Neste blog já disse que o ex-presidente Andrés Sanches não deveria ter aceito o convite para ser Diretor de Futebol da CBF. Como afirmei, não é do DNA de cartolas do Timão ocuparem cargos onde deverão fazer composições, acordos com SPFC, Palestra, Vasco e  Flamengo. Nosso Clube e sua presença social imensa, não permitem um convívio de barganhas e composições. E na Seleção é só isso o que existe.

Cargo na CBF é para Dirigente de Clubes médios, não para gente do Corinthians. Nós nascemos e crescemos no confronto.

E a CBF não é nossa praia.

O problemaço Adriano

Não vou repetir aqui tudo que já falei sobre o caso Adriano. Desde sua contratação pelo São Paulo em 2009, quando recebi uma saraivada de ataques dos tricolores, pois disse que o problema do jogador não era só uma recuperação muscular, mas envolvia outros (e mais graves) problemas, tenho mantido uma posição serena.

Agora, quando o Corinthians anuncia  seu desligamento, não vou mudar tudo o que falei. Não vou culpar o jogador por ele ter um problema. Quando contratamos sabíamos de tudo. Inclusive das dificuldades que o atleta teria para voltar atuar de forma adequada. Não creio que devamos fazer como outro Clube que, frustrado com a não recuperação do jogador, passou a acusar a doença e o paciente.

O Corinthians fez uma aposta. E ela deu errado. Ou porque o paciente era dificil ou porque não nos preparamos adequadamente para superarmos  os problemas. Como é sabido, não é apenas contusão muscular (isso se recupera) ou um pouco de peso. A depressão e o alcoolismo são de superação complexa. E não é coisa para médico ortopedista (isto quando o são).

Não cabe, neste momento, satanizar o jogador, como fará a mídia em geral. O Clube cometeu erros desde o momento da contratação, quando inventou que ele viria sob duas condições: receberia por produção (quer dizer, jogando ganhava); e o Clube poderia rescindir o contrato a qualquer tempo. Não havia nada disso. Era apenas uma mentirinha para acalmar a torcida que era contra.

Conhecendo os problemas do jogador, o Clube deveria ter procurado especialistas de gabarito para tentar resolver suas questões. Mesmo grandes profissionais teriam dificuldades. Mas, enfim, nada deu certo. E nós ficamos sem um atleta nas competições deste semestre. O Clube apostou, não se preparou bem e perdemos.

Vamos pra frente que o leite já foi derramado.

Que Ibope fraquinho!

No último domingo o Palestra goleou mas quase levou ao desespero a TV Globo na sua transmissão direta do Campeonato Paulista. Foi uma audiência fraca. Muito fraca. Que prejudica o futebol como um todo.

Olha a mídia, querendo limpar o passado.

Chega a ser constrangedor ver jornalistas (rádios, tv, jornais e blogs) que ficaram elogiando o ex-Presidente da CBF, Ricardo Teixeira, ao longo destes anos,  e agora passam a fazer duros ataques a sua gestão. Tudo bem que este fenômeno de atacar quem cai  já é conhecido. Mas deveriam ser mais discretos.

Como também fica ruim para a mídia atacar o jogador Adriano, como se ele e sua doença fossem culpados de tudo. Ninguém na mídia se lembra do que divulgaram – quando da contratação – uma pequena mentira da Direção do Timão: o jogador ganharia por produção e o contrato poderia ser rescindido a qualquer tempo.

Como a mídia divulgou isso – de forma intensa e com elogios – lembrar hoje poderia respingar nas “cordeiríssimas” notícias que deram.