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Oct 16, 2014

Agora é Brasileirão.

Atlético tira Corinthians e ironiza Mano

COPA DO BRASIL
Após goleada e passagem à semifinal, jogadores do time mineiro repetem dança do técnico rival

DE SÃO PAULO

Leandro Pedro Vuaden apitou o final do jogo e o Mineirão explodiu. Foi a hora da revanche. Quem dança por último dança melhor.

Victor reuniu os jogadores do Atlético-MG no meio-campo. Todos protagonizaram coreografia com os braços erguidos. A mesma dança que Mano Menezes havia feito no Itaquerão. Os mineiros viraram o confronto, venceram por 4 a 1 e avançaram para a semifinal da Copa do Brasil.

O Corinthians deixou Belo Horizonte eliminado.

“O futebol é muito bom para mim. É um momento inesquecível”, disse o técnico do Atlético, Levir Culpi, com lágrimas nos olhos.

Parecia impossível. O Corinthians havia vencido o primeiro jogo por 2 a 0. No Mineirão, saiu na frente logo aos quatro minutos graças a Guerrero. Estava com a classificação na mão.

O Atlético teria de marcar quatro vezes contra um rival que nunca havia eliminado em torneios de mata-mata.

Mas para tudo há a primeira vez. O time conseguiu a virada porque quis o resultado o tempo inteiro, enquanto o Corinthians foi encurralado na defesa.

Diego Tardelli começou como titular apesar de ter chegado a Belo Horizonte seis horas antes do jogo. Voltou de Cingapura, onde estava com a seleção brasileira.

Gil e Elias estavam no mesmo voo do atacante rival. Ficaram no banco de reservas do Corinthians. Os substitutos, Felipe e Guilherme Andrade, deixaram a desejar.

“A gente teve mais vontade. A gente quis mais que eles. Não tem outra explicação para o que aconteceu”, disse Guilherme, responsável pelo segundo e terceiro gols dos donos da casa.

REVIRAVOLTA

Foi ele quem incendiou a partida nos momentos em que o Corinthians parecia mais confortável em campo.Luan havia anotado o primeiro, antes de ser substituído no intervalo, lesionado. Chorou de tristeza por sair.

A cabeçada de Edcarlos, ex-zagueiro do São Paulo, detonou a festa que fez a torcida do Atlético se recusar a deixar o Mineirão, mesmo 15 minutos após a partida.

Enquanto os vencedores dançavam, os derrotados saíam cabisbaixos, sem querer falar. Apenas Cássio se manifestou.

“Tem jogador que não está pronto para jogar no Corinthians”, detonou o goleiro, que foi para o ataque para o escanteio e não voltou. Não fosse por Fágner, que salvou chute de Marcos Rocha em cima da linha, os mineiros teriam feito o quinto.

O Corinthians achou que poderia administrar o resultado, mas não soube conter a avalanche ofensiva do Atlético-MG.

Parecia que a vaga na Libertadores de 2015, o grande desejo da diretoria, estava a quatro jogos de se tornar realidade.

Mano Menezes acreditou que prepararia sua equipe para pegar o Flamengo na próxima fase da Copa do Brasil daqui a duas semanas.

Dançou.

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Oct 16, 2014
admin

E-mail de um corinthiano

Saudações Corinthianas 
Antônio Marino Di Roberto
Ontem foi um dos piores jogos do Corinthians que tenho lembrança.
 
Uma derrota dessa forma não se constrói apenas em 90 minutos jogados dentro de campo.
 
Ela é construída pela falta de planejamento do elenco. Ela é construída pela omissão da diretoria. Ela é construída pelas escolhas erradas. Ela é construída por jogadores omissos. 
Ela é construída pelas falhas do técnico. Ela também é construída pelos detalhes do jogo !
 
Vamos pela ordem:
Falta de planejamento: É inadmissível um time ter apenas um atacante e a diretoria além de não ter contratado ninguém ainda vendeu o Romarinho . Quem teve duplas de ataque como Sócrates e Palhinha, Sócrates e Casagrande, Rivaldo e Viola, Edilson e Luizão,Nilmar e Tevez   
Sheik e Liedson, não pode aceitar ter apenas o Guerrero sem nenhum atacante de nível para ajudá-lo. Ontem se tivesse um segundo atacante de qualidade teríamos feito mais gols porque a dupla de zaga do Atlético era fraca e os laterais deixavam buracos enormes que não foram aproveitados. Um golzinho a mais mataria o Galo.

A rigor, o Guerrero nem poderia ter jogado ontem e só jogou porque, ELE, e não a diretoria, conseguiu sua dispensa . Se tivesse havido planejamento ao invés de contratar tantos volantes e meias, a diretoria teria contratado um centro avante de nível que poderia substituir o Guerrero, quando das convocações, e que poderia também jogar ao lado dele. Mas será que a diretoria sabe o que significa planejar, que entre outras é prever o futuro, identificar as necessidades e tomar as medidas cabíveis?

Escolhas erradas: Se o Tardelli jogou ontem por que o Elias e o Gil ficaram no banco ? O técnico preferiu preservá-los ao invés de preservar o Corinthians e sua torcida que vai sofrer gozações de todo tipo, além do prejuízo financeiro. Sabe quem jogou no lugar do Gil e do Elias ? Os azarados e ruins de bola Felipe e Guilherme! Aí é brincadeira do Mano !
 
Jogadores omissos : Petros não apareceu prá jogar. Renato Augusto não jogou nada. Malcom, coitado do garoto, estava com medo de jogar e perdeu chances de marcar !
 Faltou também garra e amor à camisa que sobrava para jogadores formados no terrão, como o Wladimir que literalmente amava,suava e dava o sangue pelo Timão, como mostra esta foto !
Falhas do técnico : escalação errada. Substituições tardias e erradas. Falta de comando. Tática inexistente. Estratégia inexistente. 
 
Detalhes do jogo : Primeiro gol do Atlético foi quase sem querer numa bola vadia.
 Segundo gol : a bola chutada de fora da área bate nas pernas do azarado Felipe e engana o Cássio.
Terceiro gol : bola mal rebatida e nossos volantes ficam olhando o cara do Atlético chutar livremente. 
Quarto gol : escanteio cedido desnecessariamente pelo Fagner e na cobrança a bola viaja alta o Felipe não corta de cabeça, a bola vem caindo, o Guerrero se abaixa e cabeceia, ela bate no cara do Atlético, bate na trave e gol. 
 
Então para construir uma derrota de 4 x 1 são necessários muitas bobagens feitas dentro e fora de campo e o Corinthians, ontem, conseguiu fazer todas numa só noite !
 
Fica a frase fortíssima do Cássio ao deixar o campo : “TEM GENTE QUE NÃO ESTÁ PREPARADA PARA JOGAR (e eu acrescento : DIRIGIR E COMANDAR) O CORINTHIANS !
 
Tristes Abraços Corinthianos
Marino 
 
Oct 15, 2014

Com a verdade fora do jogo

No último sábado o Estadão publicou longa matéria, de João Villaverde, sobre as dívidas fiscais dos clubes de futebol e os Refis que andam sendo feitos pelas agremiações.

O diretor financeiro do Corinthians, Raul Corrêa da Silva, na matéria citada, repete a lógica do nazismo: uma mentira contada repetidas vezes pode tornar-se verdade.

O dirigente corinthiano, ao justificar os graves problemas fiscais atuais do clube,  diz  que “quando fomos para série B, em 2007, as dívidas do Corinthians poderiam levar o clube para a sérrie C”. Com essa tática diversionista, ele procura jogar num passado indefinido os problemas atuais do clube com o fisco.

É um equívoco completo essa tática de correr da verdade. Embora fora da direção executiva do clube (desde 2004) todos sabemos -e o dirigente também sabe- que os problemas fiscais do clube não são originários do que diz o diretor. A gestão que assumiu após 2007 não esconde que foi política sua -assumida e praticada- de não pagar os impostos (mesmo quando recolhido de outros) concentrando seus esforços em outras dívidas que dizia ter.

Se o Corinthians gastou o que não podia no futebol com contratações, renovações, comissões e salários lunáticos, agiu assim porque achou que deveria fazer. Querer encontrar outras explicações do motivo pelo qual o clube não recolheu os impostos é trabalho imaginoso (como ocorre agora), mas nem sempre verdadeiro.

No correr da matéria, o diretor financeiro mostra que mesmo quando se fala uma ardilosa mentira aparecem alguns pontos da verdade. Diz o financeiro: “O quadro hoje é muito melhor. Voltamos a pagar tudo em dia a partir de 2011 e negociamos o atrasado”.  Ah, então a dívida é até 2011 e não a herança de 2007?

Só não explica o diretor o que foi parcelado e quem vai pagar as parcelas dos impostos devidos. Bom, isso é problema para os próximos anos e até lá o diretor financeiro buscará outra explicação.

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Oct 13, 2014

Paulista de 77: um título para ser sempre lembrado

Muitos de minha geração (especialmente aqueles que ficaram por longos anos sem ver o Corinthians campeão) não esquecem daquela quinta-feira, 13 de outubro de 1977, quando o Timão ganhou o Campeonato Paulista. O gol de Basílio aos 36 minutos do segundo tempo, em jogada sofrida, em que aconteceu de tudo, marcou também o reencontro do Corinthians com as grandes vitórias.

Naquelas três partidas finais, o clube, os jogadores e os torcedores viveram dias de intensa emoção. O primeiro jogo, realizado em 5 de outubro, o Corinthians venceu com o famoso gol de Palhinha, marcado de cara na rebatida do goleiro pontepretano. No domingo, dia 9 de outubro, o Corinthians poderia ter conseguido uma grande vitória. Porém, perdemos por 2×1 para o grande time da Ponte Preta. O estádio do Morumbi recebeu então o maior público de sua história: 146,082 pessoas. Nunca mais o estádio viu tanta gente.

No dia 13 de outubro de 77 (há exatos 37 anos), o Timão sairia do Morumbi com a taça na mão.

Nenhum corinthiano esquece daquele time que tinha Tobias, Zé Maria, Moisés, Ademir e Wladimir; Ruço, Basílio e Luciano; Vaguinho, Geraldão e Romeu. O técnico era o mesmo Oswaldo Brandão, que conquistara o último campeonato de 1954.

Essa vitória marcou a superação do Corinthians, e as décadas de vitórias que vêm se sucedendo no nosso clube.

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A FIFA marca um golaço!

Oct 11, 2014

Corinthians perde

CORINTHIANS PERDE PARA O LANTERNA

Corinthians foi mal e perdeu para o Botafogo em ManausCorinthians foi mal e perdeu para o Botafogo em Manaus | Foto: Daniel Augusto Jr. / Agência Corinthians

O Corinthians conseguiu mais uma proeza. Após enfrentar o líder do campeonato fora de casa, vencer e convencer, o Timão foi até Manaus e em campo neutro perdeu para o Botafogo, até então o lanterna do Brasileirão . Com a derrota, o time viu escapar a possibilidade de entrar no G-4 nessa rodada e dependendo dos resultados a situação ainda pode piorar. Dureza.

Começo eletrizante, intervalo decepcionante

O Corinthians começou a partida em ritmo alucinante. Em menos de dois minutos, Bruno Henrique arriscou de média distância e meteu uma paulada que carimbou o travessão botafoguense. A impressão é que a pressão seguiria e o time abriria logo vantagem.

Entretanto, o desfalque de Renato Augusto, a lentidão de Danilo e a inoperância de Romero que jogava ao lado de Luciano (Malcom ficou no banco) quebravam o ritmo de jogo do Timão que em nenhum momento propôs o jogo para valer.

Com isso, o Botafogo começou a gostar do jogo. Sem dificuldades, os cariocas chegavam, mas não concluíam por falta de qualidade. O lanterna do campeonato, então, contou com uma ajuda do lateral Fabio Santos que meteu a mão na bola. Pênalti que Wallyson converteu.

A partir da vantagem inicial, o Bota se fechou e o Corinthians ficou nervoso. No restante da primeira etapa, muita pancada e pouca qualidade. Mano teria muito trabalho no intervalo.

Corinthians é todo ataque no segundo tempo

Mano Menezes mudou a equipe no intervalo sacando Guilherme Andrade e promovendo a entrada de Malcom. Com isso, a equipe se lançou toda ao campo de ataque em busca do gol que traria a igualdade à partida. Sobrando vontade e faltando capacidade, os jogadores não arriscavam de média e longa distância e com muitos cruzamentos equivocados o Timão não ameaçava. Apenas Luciano, em conclusão de perna esquerda, conseguiu finalizar antes dos 15 minutos.

O tempo foi passando e a equipe não evoluía. O Corinthians estava preso na marcação botafoguens e sofria com o excesso de faltas. Por não parar com elas, Bolatti acabou advertido duas vezes com cartão amarelo em um espaço de dez minutos. Com um a mais e extremamente ofensivo (Jadson entrou no lugar de Fagner) restava ao Timão tentar o empate nos quinze minutos finais.

Aos 31, o goleiro Helton Leite falhou após cruzamento de Fábio Santos. No rebote, Malcom encheu o pé e o goleiro botafoguense fez grande defesa. A chance do empate escapou. Logo em seguida,Jadson arriscou de fora e a bola passou perto.

Com 39 minutos, Mano lançou Tocantins que fazia sua estreia como profissional. O garoto teve a chance do empate aos 41, mas o goleiro carioca mais uma vez fez a defesa.

O Botafogo teve a chance de matar a partida e fazer o segundo gol aos 43, mas Cássio fez grande intervenção. A partida foi corrida até o final, mas o Corinthians foi incompetente e não furou o bloqueio adversário. Antes do apito final, o goleiro ainda fez grande defesa em cabeçada de Tocantins. Até Cássio tentou ir para a área, mas não foi suficiente.

Com a derrota, o Timão estaciona nos 46 pontos e perde a chance de voltar ao G-4. Com a possibilidade de vitórias de Grêmio e Atlético-MG, a situação pode ficar ainda pior.

O Corinthians volta a jogar no Brasileirão no próximo domingo, contra o Internacional, em Porto Alegre. Antes disso, entretanto, o Timão vai até BH encarar o Atlético-MG no segundo jogo das quartas de final da Copa do Brasil. Na partida de ida, o Corinthians venceu por 2 a 0 e poderá até perder pela diferença de um gol que sairá do Mineirão classificado.

 

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Oct 9, 2014

Uma vitória para uma arrancada.

 

Corinthians derruba o líder Cruzeiro no Mineirão

VITOR MARQUES – O ESTADO DE S. PAULO

 

Com um gol de Luciano, time alvinegro prega uma peça no Cruzeiro e consegue a vitória por 1 a 0, em Belo Horizonte

 

 

Artilheiro e também talismã, Luciano mais uma vez saiu do banco de reservas para marcar um gol, como fizera contra o Atlético-MG e contra o Sport. A diferença é que o gol de ontem foi muito mais importante do que os outros. Foi com esse gol que o Corinthians bateu o líder do Campeonato Brasileiro, o Cruzeiro, no Mineirão: 1 a 0. O resultado manteve o time muito perto do grupo dos quatro primeiros do Brasileirão. E deu também um pouco mais de sabor à competição de pontos corridos.
A vitória comprovou a tese de que o Corinthians gosta mesmo é de jogos grandes. Se tivesse um bom aproveitamento também contra equipes que lutam para não cair, estaria brigando ponto a ponto com o próprio Cruzeiro pela liderança.
O resultado e a maneira como conquistou a vitória reforçam o momento do time de Mano Menezes, que é de ascensão.

 

Foi o terceiro triunfo consecutivo, levando em conta também os 2 a 0 sobre o Atlético-MG, pela Copa do Brasil.
Não foi fácil, é verdade, derrotar o Cruzeiro. Até os 30 minutos do primeiro tempo, os mineiros dominaram o Corinthians. O time de Marcelo Oliveira invertia o jogo com sabedoria e, principalmente, com rapidez. Atacava pelas laterais. E bombardeava Cássio. Era com Marcelo Moreno, pelo alto, Willian e Marquinhos.

 

 

Gualter Naves/Light Press
Petros (esquerda) deu a assistência para o único gol do jogo, de Luciano

 

 

 

Atordoado, o Corinthians ficou preso em seu campo. Fagner e Fábio Santos, ameaçados, fincaram posição na defesa. A missão de Guilherme Andrade, Bruno Henrique e Petros era desarmar e desarmar. Sem a bola, não havia sequer contra-ataques. Malcom não foi páreo para Manoel. Romero desapareceu.
Nesse cenário, foi possível tirar uma conclusão: o Corinthians sentiu mais a ausência de seus titulares do que o Cruzeiro. Os substitutos de Elias e Guerrero tornam o time de Mano muito mais comum do que já é. Marcelo tem mais opções para montar a equipe sem Everton Ribeiro e Ricardo Goulart.
O Corinthians só conseguiu equilibrar o jogo nos 15 minutos finais do primeiro tempo. O time subiu a marcação, saiu de seu campo e Renato Augusto chamou a responsabilidade no meio de campo.
Mano conseguiu reposicionar a equipe com a bola rolando e foi para o intervalo ao menos com a ideia de que era possível conter e levar perigo ao melhor time do campeonato.
No segundo tempo, o Corinthians conseguiu controlar mais o jogo. Bruno Henrique foi de fato um segundo volante e melhorou o meio de campo. Já Romero foi sacado, dando lugar a Luciano, uma alteração mais do que necessária àquela altura.
E o gol foi típico do Corinthians de Mano Menezes. Petros deu o bote na hora certa, aproveitou a indecisão de Henrique e passou a bola para Luciano. Ele ganhou de Leo e bateu cruzado, rasteiro.
A sequência de jogos fora de casa não poderia ter começado melhor para um time que colecionava tropeços como visitante. Sábado, o adversário será o Botafogo, em Manaus.
FICHA TÉCNICA:
CRUZEIRO 0 X 1 CORINTHIANS
CRUZEIRO – Fábio; Mayke, Léo, Manoel e Egídio (Ceará); Henrique, Lucas Silva e Marlone (Dagoberto); Marquinhos, Willian (Alisson) e Marcelo Moreno. Técnico – Marcelo Oliveira.
CORINTHIANS – Cássio; Fagner, Felipe, Anderson Martins e Fábio Santos; Bruno Henrique (Danilo), Guilherme Andrade (Ferrugem), Petros e Renato Augusto; Malcom e Ángel Romero (Luciano). Técnico – Mano Menezes.
GOL – Henrique, aos 28 minutos do segundo tempo.
ÁRBITRO – Leandro Pedro Vuaden (Fifa/RS).
CARTÕES AMARELOS – Henrique (Cruzeiro); Cássio e Anderson Martins (Corinthians).
RENDA – R$ 1.509.747,00.
PÚBLICO – 32.958 pagantes.
LOCAL – Estádio do Mineirão, em Belo Horizonte
www.estadao.com.br
Oct 8, 2014

As mudanças que o Bom Senso quer.

Os jornais de hoje (07 de outubro) informam que a CBF (Confederação Brasileira de Futebol) e o movimento Bom Senso, organizado por jogadores, estariam chegando a um acordo que permitiria a aprovação da lei que refinancia as dívidas fiscais dos clubes.

Haveria ainda algumas divergências que impedem -até este momento- uma rápida votação.

Um dos pontos de conflito é o percentual de orçamento dos clubes a ser gasto no futebol. Segundo informam, cada equipe somente poderia gastar 70% no futebol, isto é, em salários e contratações.  O restante deveriam ser direcionado às categorias de base.

Somente o extremo desespero dos clubes leva-os a discutir essa matéria nos termos atuais. É claro que é importante direcionar investimentos às categorias de Base. Este blog já falou sobre isso (leia aqui).

Também é igualmente importante estabelecer limites nos gastos de salários e contratações. Mas parece inviável propor um lei geral aos clubes regulando esta matéria. Chegar a esses detalhes é um exagero que não ajuda o futebol.

Os gastos do futebol e dos demais itens deveriam ser limitados pela receita de cada clube. Quem não tiver orçamento equilibrado (com receitas e despesas se igualando) deverá sofrer as consequências.

Se submeter a ideias como estas, propostas pela lei só se explica pela posição de rendição dos dirigentes do futebol.

Acrescente-se que a maioria das agremiações têm outros esportes olímpicos, que não podem sofrer uma interrupção súbita. Basquete, natação, vôlei etc estão presentes na maioria dos grandes clubes.

Pelo que diz a mídia, a outra medida proposta é a que limita as antecipações de receitas por partes dos clubes. Seria estabelecido um limite de 30% do recebível no exercício do primeiro ano de uma nova gestão que poderia ser comprometido. Também já debatemos isto aqui no blog (leia aqui). Não há dúvidas que os clubes precisam limitar este avanço em receitas futuras. Seria melhor que cada clube estabelecesse em seus estatutos as devidas normas limitadores das contínuas antecipações.

Ainda que de forma um pouco confusa, é positivo que esta lei trate deste problema.

Curioso nisso tudo, no entanto, é ver os jogadores impondo normas nas gestões dos clubes. Só uma situação de absoluta penúria das agremiações possibilita este quadro atípico. Interessante, também, é que não apareceu, até agora, nenhuma idéia do Bom Senso para limitar as parceiras entre os clubes e  “investidores” que dividem os direitos econômicos dos contratos de jogadores. A Fifa já tomou medidas positivas nesta área (leia aqui). Talvez, porque entre os “parceiros” muitos sejam jogadores e “ex-jogadores”.

Nestes casos, como vemos, o Bom Senso fica no silêncio.

Oct 7, 2014

Escolinha de dirigentes.

Bom Senso quer clubes gastando até 70% do orçamento com salários e reforços

POR BERNARDO ITRI

CBF e Bom Senso estão próximos de um acordo sobre a formatação da lei que refinancia as dívidas fiscais dos clubes, mas um ponto ainda causa divergência. Os atletas querem que os clubes se comprometam a gastar, no máximo, 70% de seu orçamento anual com o futebol profissional –leia-se salários e contratações– e invista o restante em áreas como as categorias de base. Os clubes, porém, ainda relutam em aceitar a limitação.

Questão de tempo. O Bom Senso sustenta que a aplicação de um teto de gastos com o futebol é uma medida que vai contribuir para a gestão dos clubes a longo prazo. O movimento acredita que, apesar das diferenças com os cartolas, o acordo sobre este tema deve sair nos próximos dias.

Gasto contido. Outra limitação proposta pelo Bom Senso, mas que desta vez foi aceita pelos clubes é referente à antecipação de receitas, prática comum dos dirigentes e que vem desidratando as finanças dos times. O acordo prevê que o presidente de uma agremiação só pode antecipar até 30% das receitas do primeiro ano de gestão de seu sucessor. Hoje, contratos longos são antecipados.

Relógio. A CBF e o Bom Senso pretendem enviar à Casa Civil e ao Ministério do Esporte até a próxima semana todos os pontos acordados para a redação final do projeto de lei que refinancia as dívidas fiscais dos clubes. Ainda não há previsão para que o texto seja votado.

www.folha.com.br

Oct 5, 2014

Boa Guerrero !

CORINTHIANS METE 3X0 NO SPORT E FAZ A LIÇÃO DE CASA EM ITAQUERA

Do Blog   www.meutimao.com.br

Do blog mAnderson Martins abriu o placar para o Timão
Anderson Martins abriu o placar para o Timão

O Corinthians entrou com uma missão definida no jogo de hoje contra o Sport: conquistar os três pontos. E, apesar das constantes dificuldades de transição entre o meio e o ataque, conseguiu cumprir seu objetivo e conquistou pontos importantes para seus objetivos no campeonato.

O jogo começou desenvolvido em um plano de equilíbrio muito grande. O Sport teve duas chances de gols e não aproveitou, enquanto o Corinthians teve em Renato Augusto o principal articulador e criador de suas jogadas.

E o esforço de Renato Augusto durante o primeiro tempo foi premiado. Em uma bola parada, um escanteio, ele bateu com muita categoria e encontrou Anderson Martins livre que, com muita categoria, subiu mais que todo mundo e botou o Timão na frente do placar.

Com a vantagem consolidada, o Corinthians voltou a recuar o time e a tocar a bola em seu campo defensivo. Apesar dessa postura um tanto quanto discutível, o Sport não avançou suas linhas e o primeiro tempo se arrastou até o final.

Vale o destaque que Guerrero, novamente, aparecia com uma boa opção ofensiva e sempre esteve em condições de receber as bolas enfiadas por Renato Augusto e Petros.

Volta Do Segundo Tempo E A Mudança De Postura

A volta do segundo tempo trouxe uma boa impressão ao torcedor que esteve presente na Arena Corinthians. O time parecia disposto a buscar mais gols e voltou muito mais ligado.

Destaque, para variar, para Renato Augusto que estava em todo lugar do campo, seja marcando, seja arrumando bons passes para ligar os contra-ataques.

O Timão, apesar de ter todo o domínio do jogo até os 15 do primeiro tempo, não conseguia definir as jogadas e levar perigo ao gol do Magrão. O jogo, que estava controlado, não era definido por “falta de vontade” em pressionar o Sport e fazer mais gols.

Contudo, esse problema seria resolvido pelo sempre mortal Paolo Guerrero.

Em um lance de muita beleza, em que o gol surgiu com a participação de Renato Augusto, Luciano,Elias (que deixou a bola) e Guerrero, que concluiu com extrema categoria para o gol, o Timão fez os dois a zero e fechou o caixão do Sport na Arena. O peruano, que finalizou cinco vezes até conseguir marcar o seu gol, era premiado pela raça e dedicação de sempre.

A partir do segundo gol, o Timão começou a valorizar a posse de bola e buscar o terceiro gol sem desespero. Contudo, o Sport parecia “satisfeito” com os 2 a 0, e conseguiu se segurar no campo de defesa.

É justo dizer que o menino Malcom, dessa vez, não fez um bom jogo embora tenha se movimentado demais. Luciano, que entrou em seu lugar, deu uma nova dinâmica ao ataque alvinegro e conseguimos criar boas chances de ampliar ainda mais o placar.

E a recompensa por toda supremacia na posse de bola e na criação das jogadas veio nos acréscimos. E, se o artilheiro da Arena marcou o dele, o vice também deixou a sua marca. Foi a vez de Luciano balançar as redes do Sport em uma bela finalização da entrada área.

O Timão conseguiu se portar extremamente bem tanto na defesa quanto no ataque na partida dessa noite.

A maior prova da solidez da equipe foram as poucas chances criadas pelo time do Sport. No segundo tempo, o time rubronegro não levou nenhum perigo ao gol de Cássio que, praticamente, só assistiu o jogo.

Como um belo destaque final fica a saída de Guerrero, aos 43 do segundo tempo, que contou com uma homenagem ensurdecedora da torcida alvinegra.

Boa, Timão!

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Oct 3, 2014

O Esquadrão dos anos 50

Os mais jovens torcedores corinthianos pouco sabem, porém os mais antigos nunca esquecerão a primeira metade da década de 50.

O Corinthians formou uma equipe com grandes craques na primeira metade dos anos 50. Venceu o campeonato paulista de 1951; foi bi-campeão em 1952; campeão da pequena Taça do Mundo na Venezuela em 1953; bi-campeão do Rio-São Paulo em 53-54; campeão do Torneio Internacional Charles Miller em 1955; e vencedor do grande e inesquecível título de campeão do IV Centenário da Fundação da cidade de São Paulo. Neste mesmo período, o time também conquistou por duas vezes a disputada Taça dos Invictos.

Esta fase tão rica em vitórias, e que tanto ajudou o clube a conquistar torcedores, marcou gerações e gerações de corinthianos. A Esquadra alvi-negra é sempre lembrada pelos jogadores excepcionais que teve: Gilmar e Cabeção, Idário, Julião, Olavo, Roberto Belangero, Cláudio, Luizinho, Baltazar, Carbone e Mário. Esse são exemplos de nomes que se tornaram figurinhas carimbadas para todos corinthianos.

No ano de 1951, o famoso ataque (Cláudio, Luizinho, Baltazar,  Carbone e Mário) chegou a marca de 103 em 28 partidas. Foi uma incrível média de 3,67 gols por jogo, feito este comemorado por décadas e décadas.

Pouco lembrado deste período é um fato que merece grande destaque: a primeira excursão do Corinthians à Europa. Foi um grande sucesso, com o clube enfrentando fortes equipes e fazendo quinze partidas invictas.

Foi um jogo do Corinthians que inaugurou o Estádio Olímpico de Helsinque, na Finlândia, onde seria disputada a Olimpíada daquele ano. Cheio de vitórias e com grande prestígio, o Corinthians voltou para o Brasil com o título extra-oficial de Faixa Ouro do futebol brasileiro.

Aquele time arrasador da primeira metade dos anos 50 nenhum corinthiano esquece.

 

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